SEGUNDO TURNO: O Maranhão entre “Bozo” e “Andrade”

Numa eleição já considerada a mais atípica de toda a história republicana do Brasil, e em alguns aspectos até bizarra, chega-se no segundo turno com os dois candidatos não somente mais votados, claro, mas também os mais rejeitados pelos brasileiros.

Tal como no Brasil inteiro, no Maranhão a divisão do eleitores entre Jair Bolsonaro-17 e Fernando Haddad-13 é uma realidade, goste-se ou não dela. A democracia quis que fosse assim.

Segundo uma apurada reportagem do G1, no Maranhão Haddad venceu em 214 das 217 cidades do Maranhão no 1º turno das eleições de 2018. Bolsonaro ganhou apenas São Pedro dos Crentes, Imperatriz e Açailândia, todas as cidades localizadas na Região Sul do estado.

Na mesma reportagem, o site de notícias G1 traz outros dados interessantes, tipo:  “na capital São Luís, Fernando Haddad venceu em quatro regiões contra duas de Bolsonaro. O candidato do PT venceu na zona rural e na região central da cidade, enquanto o candidato do PSL ganhou na maioria das áreas consideradas nobres da capital.”

Nenhum outro candidato a presidente conquistou uma cidade maranhense além dos dois candidatos que agora se enfrentam no segundo turno.

Brasil dividido, Maranhão dividido, a sociedade dividida!

Não é possível prever com o mínimo de possibilidade de acerto que país teremos a partir de 1º de janeiro de 2019.

Quem for eleito presidente terá que ter muita, mais muita habilidade para tentar unir o país. Aliás, mais do que isso: juntar os cacos de uma não que nunca mais foi a mesma desde a eleição presidencial de 2014, quando o candidato tucano derrotado Aécio Neves subjugou a democracia a não aceitar o resultado daquele pelito e depois aprofundou a crise ao liderar o famigerado processo de impeachment da então presidente reeleita Dilma Rousseff.

Numa eleição já considerada a mais atípica de toda a história republicana do Brasil, e em alguns aspectos até bizarra, chega-se no segundo turno com os dois candidatos não somente mais votados, claro, mas também os mais rejeitados pelos brasileiros.

Candidatos que os brasileiros, que adoram brincar com coisa séria, resolverem alcunhar, um de “Bozo”, e outro de “Andrade”.

É nessa complexa e inusitada conjuntura nacional que o Maranhão está inserido, e dependendo dos resultado das urnas pode melhorar ou piorar a sua situação, ainda mais com um governador ideologizado como o “nosso”.

Como diria a minha tia-mãe Flozinha: “Só a misericórdia”.

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