VALE A PENA VER DE NOVO: Flávio Dino elogia Sérgio Moro 14

O governador Flávio Diino (PCdoB) tenta ser um dos braços de resistência ao governo Jair Bolsonaro (PLS) e passou a fazer duras críticas, via redes sociais, ao fato do juiz federal Sérgio Moro ter aceitado convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública, inclusive afirmando que o magistrado e o presidente eleito “estavam militando no mesmo projeto político: o da extrema-direita. O grave problema é esconder interesses eleitorais por baixo da toga. Não há caso similar no Direito no mundo inteiro”.

Ocorre que num passado recente, a opinião de Flávio Dino sobre Moro era muito diferente da atual. Aliás, ele chegou a justificar, em entrevista ao programa “Diálogos”, com Mario Sérgio Conti, a suposta militância política de Sérgio Moro alegando que nós, nos anos 90, que entramos na magistratura a referência muito forte era operação ‘Mãos Limpas’, na Itália, muitos magistrados eram acusados de comunistas. Isso é muito recorrente quando um juiz ganha um certo protagonismo o faz porque está vinculado a algum partido”.

Vamos rever o que o governador Flávio Dino achava sobre o juiz Sérgio Moro.

Wellington do Curso mantém postura de oposição ao governo Dino 4

Wellington, da tribuna da Assembleia Legislativa, durante pronunciamento em que denunciou a tentativa de Flávio Dino “dar outro calote nos professores após ser reeleito”.

Enquanto no Rio de Janeiro o juiz Sérgio Moro aceitava o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir ministro da Justiça e Segurança, aqui no Maranhão o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), em conversa com o Blog do Robert Lobato, afirmava que continua e continuará na trincheira de oposição do governo Flávio Dino (PCdoB).

“As pessoas precisam entender a dinâmica do parlamento. A formação dos blocos parlamentares é uma da peças do jogo e do embate político. Eu posso eventualmente estar num bloco com deputados governistas, mas ter minha a postura de oposição garantida e respeitada. Continuarei na trincheira oposicionista, mas sempre de forma republicana, democrática e propositiva“, assegurou o parlamentar.

De fato, o parlamento é por essência uma casa política do dissenso, daí os debates e embates que marcam o processo legislativo em qualquer lugar do mundo.

E, no caso do deputado Wellington do Curso, não há porque duvidar ou desconfiar de que ele possa dar uma guinada governista apenas por estar eventualmente num mesmo bloco com deputados da base.

Mais importante do que ser ou não de oposição é trabalhar pelo Maranhão e honrar o mandato popular que o povo maranhense ou outorgou nas urnas por mais quatro anos.

Sem falar que teremos eleições municipais em 2020 e bravo deputado Wellington do Curso sempre é um nome cotado para entrar, mais uma vez, na disputa pela prefeitura de São Luis.

Mas, isso é assunto para outra postagem.

O “Mito”, Moro e a mídia 8

Dando tudo certo no governo Bolsonaro, Sérgio Moro poderá se dar ao luxo de escolher dois caminhos durante o período em que passar exercendo o cargo de ministro da Justiça e Segurança: deixar o Ministério no meio do mandato para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal em 2020; ou ficar até o final do governo e ser o nome do presidente Jair Bolsonaro para sucedê-lo na Presidência da República.

Daqui a instantes, o juiz Sérgio Moro (sem partido?), tem encontro agendado com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Na pauta a possível participação do “xerife” da operação Lava Jato no futuro governo do “Mito”.

A Lava Jato investigou, julgou e prendeu uma leva de personalidades da alta cúpula da política nacional, entre deputados, senadores, governadores e a mais emblemáticas de todas: o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que ainda encontra-se preso na polícia federal lá na famigerada “República de Curitiba”.

A ideia de levar Sérgio Moro para o governo federal não é originalmente de Bolsonaro, mas do ex-candidato a presidente Álvaro Dias (Pode).

De qualquer forma, caso Moro aceite assumir o Ministério da Justiça e Segurança, como está previsto, isso causará desdobramentos políticos diversos. Senão vejamos.

Em primeiro lugar, ficará claro que Sérgio Moro, muito mais do que um magistrado, é um político com posição ideológica clara, caso contrário não toparia participar, a princípio de governo algum, ainda mais de um com ideário conservador e de direita.

Em segundo lugar, ficará ainda mais evidente que a detenção do ex-presidente Lula foi para cumprir parte do calendário eleitoral de 2018. E mais do que isso: sempre foi o objetivo central da Lava Jato prender o líder petista, já que uma vez em liberdade disputaria a presidência da República com chances reais de vitória.

Em terceiro lugar, ao assumir o cargo de ministro de Estado, Moro pode perder a condição de “queridinho” da grande mídia tradicional que torce o nariz para Bolsonaro por conta das suas declarações e posições polêmicas diante de alguns dos maiores veículos da imprensa deste país.

Por fim, Moro ministro num governo que não se sabe muito bem ao certo no que pode dar, onde terá que conviver no mundo de fantasias e realidades, alguns cruéis, como é o caso de Brasília, pode ser uma experiência amarga para o ainda magistrado.

Todavia, dando tudo certo no governo Bolsonaro, Sérgio Moro poderá se dar ao luxo de escolher dois caminhos durante o período em que passar exercendo o cargo de ministro da Justiça e Segurança: deixar o Ministério no meio do mandato para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal em 2020; ou ficar até o final do governo e ser o nome do presidente Jair Bolsonaro para sucedê-lo na Presidência da República.

Como diria o imperador Júlio Cesar: Alea jacta est ou “A sorte está lançada”.

FLÁVIO DINO: “Moro é um bom juiz, um juiz técnico e tem acertado” 18

Num passado muito recente Flávio Dino tinha uma opinião sobre o juiz Moro muito diferente daqui possui hoje

O mal do político que usa e abusa do “gogó” é que é fica vulnerável a ser pego em mentiras e contradições. É o que parece ser o caso do governador Flávio Dino (PCdoB).

O comunista parece ter uma personalidade para cada circunstância, uma palavra para cada momento, uma declaração para cada interlocutor.

Nesta semana, por exemplo, Flávio Dino pegou um avião e vazou dos afazeres de governante para fazer uma visita ao ex-presidente Lula em Curitiba, onde o líder petista está preso. Ex-juiz federal, Flávio sabia que não conseguiria “dar um abraço” no Lula, mas ainda assim preferiu embarcar visando tão somente tirar proveito político-eleitoral da popularidade do ex-presidente. O nome disso é oportunismo, para quem não sabe.

Pois bem. Na tentativa de surfar na “onda Lula”, o governador maranhense vive criticando a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro.

Contudo, num passado não muito distante Flávio Dino tinha uma opinião sobre o juiz Moro muito diferente daqui possui hoje. Basta ver o que ele achava do algoz do ex-presidente Lula quando Moro estava no auge condução Lava Jato.

As declarações foram dadas ao jornalista Mario Sergio Conti, apresentador do programa Diálogos, da Globo News, em 2016. É com você Flávio Dino:

Flávio Dino, o ‘Moro’ do Maranhão 32

Pelas práticas, pela empáfia, pela vaidade pessoal e pelo autorismo fruto da “síndrome da juizite”, Flávio Dino pode ser considerado o “Moro” do Maranhão. Com a diferença de não poder fazer uso do discurso anticorrupção.

O governador Flávio Dino (PCdoB) criticou duramente o juiz federal Sérgio Moro por ter determinado a prisão do ex-presidente Lula obedecendo a uma determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o tal TRF-4.

Com a ideia fixa de se tornar uma “liderança nacional” e até ocupar um espaço de destaque na esquerda brasileira a partir da fragilidade que o ex-presidente Lula enfrenta, cabe a Flávio Dino criar factoides como esse de criticar o juiz Sérgio Moro por oportunismo.

Todavia, Flávio Dino sofre do mesmo mal do juiz da república de Curitiba no tocante ao autoritarismo e vaidade pessoal.

O maior exemplo disso foi o esforço que o comunista fez para que o PT vetasse a filiação do deputado federal Waldir Maranhão ao partido do Lula. Aliás, e é bom que se diga, não foi apenas um veto ao Waldir, mas ao próprio PT, que Flávio Dino esnoba por saber que o domina através de cargos, sinecuras e outros instrumentos pecuniários, inclusive o próprio presidente estadual do partido, que pela manhã vai despachar na sede do PT e à tarde corre para bater o ponto no Palácio dos Leões.

Flávio Dino utilizou-se da sua autoridade de chefe dos petistas que têm contracheque no seu governo para tripudiar, enganar e trair Waldir Maranhão, cujo único pecado que cometeu foi ter atendido a uma orientação do comunista para anular o impeachment da Dilma.

O que Flávio Dino fez contra Waldir Maranhão foi de uma covardia sem tamanho! E o fez sem o menor pudor, sem a menor cerimônia.

Pelas práticas, pela empáfia, pela vaidade pessoal e pelo autorismo fruto da “síndrome da juizite”, Flávio Dino pode ser considerado o “Moro” do Maranhão.

Com a diferença que não poder fazer uso do discurso anticorrupção.

ROBERTO ROCHA: “Não há o que comemorar com a prisão de Lula” 8

O senador Roberto Rocha (PSDB) usou as redes sociais para se manifestar sobre a prisão do ex-presidente Lula decretada pelo juiz Sérgio Moro, ontem, quinta-feira, 5.

Segundo o tucano, não há que comemorar a prisão do petista e que Lula não é apenas um político, mas representa uma legítima corrente de opinião e pensamento.

“Já me manifestei que o ex-presidente Lula não é apenas um político, mas representa uma legítima corrente de opinião e pensamento. Não há o que comemorar com a sua prisão. Os erros e os acertos do PT devem ser julgados pelo instrumento sagrado do voto soberano do povo. Que Lula responda por seus atos, dentro da Lei, mas que esse processo não se transforme num ritual de humilhação e de confronto entre brasileiros. Nossa democracia deve, acima de tudo, respeitar as diferenças”, assegurou.

O ex-presidente encontra-se em São Bernado do Campo, na Região do ABC paulista, berço político do Lula, onde avalia, ao lado de advogados e lideranças do PT, se ele se entrega à Polícia Federal, como determinou Moro, ou se força a polícia prendê-lo na sede do Sindicato dos Metalúrgicos.