ELEIÇÕES 2018: José Reinaldo, um pequeno passo para um candidato, mas um salto gigantesco para o Senado

José Reinaldo fez um movimento muito bem calculado nesta fase da sua pré-campanha ao Senado Federal ao convidar a família Macedo para integrar o seu projeto. Fecha o ano com chave de ouro.

O ex-governador José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) calcula cada movimento que deve dar na política. Até porque, como engenheiro de formação, entende de cálculos diferenciais e integrais, e os têm aplicado no território da política.

Na segunda-feira, 11, por exemplo, o agora deputado federal fez um movimento que pode ter consolidado de uma vez por todas o seu projeto para o Senado Federal.

Durante almoço realizado, em Teresina (PI), um território neutro, portanto, José Reinaldo reuniu-se com a família Macedo.

No cardápio, além de um bode no vinho de coco, o convite para o que o clã Macedo indique o primeiro suplente de senador na sua chapa, provavelmente o patriarca Dedé Macedo. Ou seja, Zé Reinaldo matou vários coelhos com uma cajadada só.

Em primeiro lugar, o pré-candidato a senador chama para perto de si um dos principais fiadores políticos e financeiros da campanha de 2014 do então candidato a governador Flávio Dino (PCdoB). Uma saia justa do “caramba” no comunista.

Em segundo lugar, Dedé Macedo é pai do deputado estadual Fábio Macedo, do PDT, mesmo partido do também pré-candidato a senador Weverton Rocha, presidente estadual do legenda trabalhista e que já recebeu o apoio declarado do governador Flávio Dino.

Por fim, Zé Reinaldo contou com o apoio de ninguém menos do que o ex-prefeito de Timon e ex-deputado estadual, o pedetista histórico Chico Leitoa, nessa empreitada política de chamar a família Macedo para compor no projeto de senador do agora deputado federal – comenta-se que Chico está de olho na segunda suplência, mas ele nega.

Detalhe importante: o almoço da segunda-feira, 11, em Teresina, foi à revelia do Palácio dos Leões e do PDT de Weverton Rocha.

O fato é que José Reinaldo fez um movimento muito bem calculado nesta fase da sua pré-campanha ao Senado Federal. Fechou o ano com chave de ouro.

Parodiando a frase do astronauta americano Neil Armstrong ao pisar na lua, Zé Reinaldo de “um pequeno passo para um candidato, mas um salto gigantesco para o Senado”.

É aguardar e conferir.

PS: Chico Leitoa, assim como José Reinaldo Tavares, é engenheiro, logo entende de cálculos também.  🙂

ELEIÇÕES 2018: “Sou candidato do Flávio Dino”, diz Waldir Maranhão sobre disputa pelo Senado

Aliados do deputado avaliam que setores do Palácio dos Leões ligados ao PCdoB, não tendo a coragem de romper com o pré-candidato a senador, partem para a utilização de blogs alugados pelo governo para desestabilizar o projeto “Waldir Maranhão senador”

O deputado federal Waldir Maranhão (Avante) voltou a reafirmar que sua disposição de disputar a eleição de senador em 2018 é irreversível e que não está brincado de fazer política.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, por telefone, na tarde desta quarta-feira, 13, o ex-presidente da Câmara dos Deputados disse ainda ser o candidato do governador Flávio Dino.

“Há uma tentativa sistemática de quererem me tirar da disputa para o Senado Federal, mas reafirmo que a minha candidatura é irreversível. Não estou brincando de fazer política, sei das minhas chances e as pesquisas mostram a viabilidade desse projeto que não é apenas do Waldir Maranhão, mas de um conjunto de forças políticas progressistas e democrática. Não adianta plantar falsas notícias achando que isso enfraquece um projeto que será vitorioso. Sou candidato a senador do governador Flávio Dino”, disse.

Aliados políticos do deputado avaliam que setores do Palácio dos Leões ligados ao PCdoB, não tendo a coragem de romper com o pré-candidato a senador, partem para a utilização de blogs alugados pelo governo para desestabilizar o projeto “Waldir Maranhão senador”.

Nesse caso, surge uma pergunta inevitável: o governador Flávio Dino concorda com essa “desestabilização” da candidatura do “camarada” Waldir Maranhão ao Senado Federal via blogs governistas?

Com a palavra, o “camarada-mor”.

IMAGEM DO DIA: Waldir Maranhão amplia conversas sobre candidatura ao Senado

O deputado federal Waldir Maranhão (Avante) fez uma produtiva agenda política nesta terça-feira, 12, em Brasília. Na pauta, os possíveis cenários das eleições de 2018. Pré-candidato a senador, Waldir tem intensificado e ampliado as conversações políticas sobre a sua candidatura à Câmara Alta. Além do deputado Hildo Rocha (PMDB), participaram também da agenda o ex prefeito de Magalhães de Almeida, João Cândido Carvalho Neto, e João Igor, atual prefeito de São Bernardo.

É aquela história: está chegando a hora de vaca desconhecer bezerro…

ELEIÇÕES 2018: A esperteza de Flávio Dino em relação ao projeto “Werverton senador” 14

Caso Weverton venha a ter complicações com Justiça e a Polícia Federal, o gesto de Flávio Dino, ontem, servirá para o governador continuar tendo o PDT do seu palanque, pois terá o crédito pra dizer: “Fiz a minha parte, se não deu, não é culpa minha”.

O governador Flávio Dino (PCdoB) é esperto pra caramba!

E ontem, sábado, 2, deu mais uma demonstração dessa sua esperteza.

Ao aparecer no ato do PDT para declarar apoio à pré-candidatura do deputado Weverton Rocha ao Senado Federal, mais do que um gesto de companheirismo e lealdade ao “dono” da legenda trabalhista no Maranhão, Flávio apresentou, digamos assim, uma “carta de seguro”. Explico.

É que o governador comunista sabe que o “Maragato” pode se ferrar lá frente e sequer ser candidato à reeleição de deputado e muito menos a senador. Tem muito rolo de Weverton Rocha e isso pode tirá-lo das eleições de 2018 como candidato a qualquer cargo.

Ou seja, caso realmente Weverton venha a ter complicações com Justiça e a Polícia Federal, o gesto de Flávio Dino, ontem, servirá para o governador continuar tendo o PDT no seu palanque, pois terá o crédito pra dizer: “Fiz a minha parte, se não deu, não é culpa minha”.

É ou não é esperto o governador?

ELEIÇÕES 2018: Alexandre Almeida pode ser o “novo” para o Senado Federal 2

Em meio à tantas pré-candidaturas a senador colocadas no cenário pré-eleitoral, algumas delas pra lá de controversas, polêmicas e, sobretudo, enroladas, o nome do deputado Alexandre Almeida pode ser uma boa opção para o eleitor que está a procura de uma alternativa jovem, competente, séria, enfim, um nome realmente novo para ser colocado no Senado Federal

Começa a ganhar corpo e alma a pré-candidatura do deputado estadual Alexandre Almeida (PSD) para o Senado Federal nas eleições de 2018.

Para início de conversa, o jovem parlamentar já tem o ingrediente fundamental para quem deseja se habilitar a tamanho desafio: coragem! E quem tem coragem, ensina os mais velhos, já tem a metade.

Alexandre Almeida tem dito aos mais próximos que está disposto a trocar a sua reeleição certa de deputado estadual para apostar em voos mais altos na política, no caso o cargo de senador da República.

Vereador pelo município de Timon por um mandato, eleito deputado estadual pela primeira vez em 2010 e reeleito em 2014, e ainda candidato a prefeito da sua cidade por duas vezes (2012 e 2016), Alexandre Almeida é advogado e possui uma carreira política e profissional sem quaisquer máculas que possam impedi-lo de pleitear e disputa uma das duas vagas para o Senado no próximo ano. Ficha limpíssima, portanto!

O fato é que em meio à tantas pré-candidaturas a senador colocadas no cenário pré-eleitoral, algumas delas pra lá de controversas, polêmicas e, sobretudo, enroladas, o nome do deputado Alexandre Almeida pode ser uma boa opção para o eleitor que está a procura de uma alternativa jovem, competente, séria, enfim, um nome realmente novo para ser colocado no Senado Federal.

Isso sem falar que a Região Leste, uma das mais importantes e estratégicas do estado, com mais de 1,2 milhão de habitantes, cerca de 700 mil eleitores distribuídos em 44 municípios, clama por um representante na chapa majoritária das eleições de 2018.

E o timonense Alexandre Almeida pode ser esse nome.

É aguardar e conferir.

O cara: Flávio Dino “elegeu” Roberto Rocha e pode “eleger” até Gastão Vieira

Com tamanha força, aliás, com tamanho poder, Flávio pode eleger qualquer mortal do mundo da política maranhense, inclusive o ex-deputado federal e ex-candidato senador pelo grupo Sarney, Gastão Vieira (PROS), que nesta segunda-feira, 13, pegou um carona de helicóptero com o governador até a cidade de Anapurus

Reza a lenda, que Flávio Dino (PCdoB), com os seus poderes sobrenaturais, tirou o Roberto Rocha do bolso, em 2014, e o elegeu senador da República depois de saber que já estava certa a sua própria eleição de governador.

Não interessa se Roberto “vem de longe”, com um mandato de deputado estadual, três de deputado federal, um candidatura de governador, uma de senador e tenha sido vice-prefeito de São Luis.

Não importa também se o líder tucano, até hoje, sustenta o título de deputado federal mais bem votado da história do Maranhão, com votos em todos os 217 municípios maranhenses. Feito histórico conseguido as eleições de 2006.

Da mesma forma, pouco importa se Roberto Rocha tenha sido o principal articulador para que a candidatura do “65” fosse viabilizada, partidária e politicamente, para que Flávio Dino obtivesse uma coligação que lhe desse um tempo de rádio e tevê razoavelmente bom para apresentar as suas propostas aos eleitores no horário eleitoral.

Nada disso importa! O que vale é lendária narrativa de que Flávio Dino é senhor dos votos no Maranhão e tem o dom transferi-lo para quem ele quiser. É o cara!

Com tamanha força, aliás, com tamanho poder, Flávio pode eleger qualquer mortal do mundo da política maranhense ao Senado Federal, inclusive o ex-deputado federal e ex-candidato senador pelo grupo Sarney, Gastão Vieira (PROS), que nesta segunda-feira, 13, pegou um carona de helicóptero com o governador até a cidade de Anapurus.

Chique, não?

Roberto Rocha não traiu ninguém (OU: Uma polêmica com o escriba dos ressentimentos) 4

O escriba ressentido, claro, não poderia deixar de lado a cantilena de que Roberto foi eleito senador “carregado nas costas de Flávio Dino”, narrativa cantada e decantada pelos comunistas mas que terá a hora certa para ser desmontada: nos debates da campanha eleitoral de 2018.

Chegou ao Blog do Robert Lobato, via grupos de WhatsApp, um texto cujo autor é um petista (ou ex-petista, sei lá) conhecido por guardar ressentimentos políticos de pessoas que, por algum motivo, o tenha contrariado nos seus interesses –  o ex-vice-governador Washington Oliveira, por exemplo, também é vítima de vários textos escritos com “sangue nos olhos” pelo jornalista.

No texto, o autor usa a ironia para afirmar que o senador Roberto Rocha (PSDB) “não traiu ninguém (…) é fiel às suas origens, coerente na posição política retrógrada e alinhado àqueles que desde sempre são seus bons companheiros”.

De fato, Roberto Rocha não traiu ninguém! Muito menos o governador que ajudou a eleger depois de uma engenharia política que viabilizou o arco de alianças partidárias sem o qual sequer existiria a candidatura do comunista.

O escriba ressentido, claro, não poderia também deixar de lado a cantilena de que Roberto foi eleito senador “carregado nas costas de Flávio Dino”, narrativa cantada e decantada pelos comunistas mas que terá a hora certa para ser desmontada: nos debates da campanha eleitoral de 2018.

Roberto Rocha entre petistas

Conheci Roberto Rocha pelos idos de 2005 em uma roda de conversa, chope e churrasco na sua residência no bairro da Vila Fialho.

Lá estavam, animados mais do que pinto no lixo, petistas como Márcio Jardim, Augusto Lobato, Domingos Dutra, Haroldo Sabóia, entre outras lideranças do campo da oposição ao grupo Sarney. Cheguei lá na companhia do então presidente estadual do PT Washington Oliveira, que sempre manteve cordial relação com Roberto Rocha.

Nesse sentido, o jornalista autor do texto em que tenta desqualificar o senador afirmando que ele “é fiel às suas origens, coerente na posição política retrógrada e alinhado àqueles que desde sempre são seus bons companheiros”, mostra desconhecimento da história ou usa de pura má-fé mesmo. Ou então escolheu uma forma de bajular os atuais inquilinos do Palácio dos Leões sabe-se lá a troco de quê.

“Roberto Rocha não está interessado em Mais IDH nem Escola Digna, não tem qualquer afinidade com os programas de inclusão social nem qualquer que seja a iniciativa visando melhorar a qualidade de vida dos mais pobres”, escreve o cara surfando na mais vil demagogia e no populismo barato.

Ora, se tem um político interessado em melhorar as condições socioeconômicas do povo maranhense chama-se Roberto Rocha.

Ocorre que o senador tem o entendimento de que não se melhora as condições de vida do povo só com “gogó” ou às custas do orçamento público, apenas.

Roberto compreende que melhorias sociais chegam com investimentos privados, parcerias público-privadas, ou seja, com ajuda do capital privado!

O próprio governador Flávio Dino, a quem o detratador de Roberto Rocha parece querer agradar com um texto repleto e ranços políticos e ideológico, prometeu na campanha de 2014 fazer um “choque de capitalismo”, uma “revolução burguesa” no Maranhão, mas o discurso ficou pelo meio do caminho do populismo que agora serve de referência para alguns atacar o senador.

O fato é que a birra do escriba “dinopetista” com Roberto Rocha não é de agora. Sempre viveu falando mal do tucano para prestar serviço aos comunistas e o faz antes mesmo antes de Roberto tomar posse no Senado Federal.

Por fim, o que mais intriga qualquer pessoa de bom senso é: Se foi Flávio Dino quem ‘elegeu’ Roberto Rocha senador ‘debaixo do sovaco; e se ‘Roberto Rocha não tem voto’, por que tanta preocupação com o tucano? Seria Roberto Rocha e não Roseana Sarney o real responsável pelo sonho de reeleição de Flávio Dino estar se transformando em pesadelo?

Com a palavra o escriba dos ressentimentos…

PS: “Bob, por que não citou o nome do tal ‘escriba’?”, perguntaria um leitor. É que não vale a pena. Seria valorizar alguém que, ao menos para este blogueiro, só tem o valor de despertar comiseração.

E tome porrada! “Fanfarras retóricas para intrigar a população com seus representantes”, diz Roberto Rocha sobre destempero de Flávio Dino

É impressionante a capacidade do governador Flávio Dino de afugentar aqueles que poderiam ajudar o seu já combalido governo.

Depois do senador Edison Lobão (PMDB), agora foi a vez do seu colega de bancada Roberto Rocha (PSDB) reagir ao destempero verbal do governador Flávio Dino (PCdoB).

Em nota divulgada agora a pouco, o senador tucano afirmou que as declarações do comunista sobre as emenda parlamentares para saúde afronta o bom senso, além de ser uma tentativa de indispor a bancada de senadores com a população através de “fanfarras retóricas”.

“Faço política aproximando pessoas, estreitando a distância entre os problemas e suas soluções. Com gestos e ações efetivas, e não com fanfarras retóricas para intrigar a população com seus representantes”, escreveu o senador.

Em outro trecho da nota, Roberto Rocha afirma ser “grotesco que o chefe do executivo vocifere publicamente como se o recurso estivesse sendo retirado dos cofres estaduais. O que está em discussão é o orçamento da União, e não do Estado”; e depois questiona: “Por acaso, em algum momento o governador convidou deputados federais e senadores para discutir o orçamento estadual?”.

É impressionante a capacidade do governador Flávio Dino de afugentar aqueles que poderiam ajudar o seu já combalido governo.

Fiquem com a íntegra da nota do senador Roberto Rocha.

Nota

É indigna a posição do governador ao tentar indispor a bancada de senadores com os prefeitos do Maranhão.

Afronta o bom senso e degrada as regras básicas da convivência política sugerir que os representantes do Estado na Câmara Alta estejam contra a saúde da população.

As emendas parlamentares, como bem diz o nome, são prerrogativas dos deputados e senadores do Maranhão. Cabe a eles, e somente a eles, decidir o destino das emendas. É grotesco que o chefe do executivo vocifere publicamente como se o recurso estivesse sendo retirado dos cofres estaduais. O que está em discussão é o orçamento da União, e não do Estado. Por acaso, em algum momento o governador convidou deputados federais e senadores para discutir o orçamento estadual?

Hoje mesmo, cumpri extensa agenda iniciada pela manhã em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin, e acertamos sua participação no dia 11/11, em Imperatriz, no nosso Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes. Na oportunidade, debateremos a crise hídrica do Rio Tocantins.

Em seguida, com o ministro Bruno Araújo, das Cidades, estive em Buriticupu entregando casas e Imperatriz, onde promovi o encontro do ministro com diversos prefeitos da região, em busca de soluções para os graves problemas que enfrentam os gestores municipais.

Voltei à noite para Brasília exatamente para equacionar, na sexta-feira, a questão das emendas, com diálogo e responsabilidade. Infelizmente fui surpreendido, na volta, pelo destempero incivilizado e orquestrado entre o Governo e a mídia de aluguel, com o propósito de desqualificar quem, com muito esforço, dedica-se à honrosa missão de representar o Estado.

Faço política aproximando pessoas, estreitando a distância entre os problemas e suas soluções. Com gestos e ações efetivas, e não com fanfarras retóricas para intrigar a população com seus representantes.

Roberto Rocha

ELEIÇÕES 2018: Haroldo Saboia esculhamba Flávio Dino por ter colocado José Reinaldo na “geladeira” 6

Na presença de um conhecido ex-prefeito, ex-secretário de Estado e ex-deputado federal, e de um leitor assíduo do Blog do Robert Lobato, o ex-deputado constituinte baixou o sarrafo no comunista.

O ocorrido foi na última segunda-feira,11, nas dependência do Aeroporto Internacional de São Luís, Marechal Cunha Machado.

Na presença de um conhecido ex-prefeito, ex-secretário de Estado e ex-deputado federal, e de um leitor assíduo do Blog do Robert Lobato, o ex-deputado constituinte Haroldo Saboia baixou o sarrafo no governador Flávio Dino (PCdoB) por conta do que considera “uma tremenda sacanagem colocar o cara na geladeira, uma covardia e falta de consideração de Flávio Dino com quem o colocou na política, do responsável dele ser governador do Maranhão hoje. Coisa de ‘FDP’!”.

Haroldo se referia ao tratamento dispensado pelo comunista ao deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) em relação ao desejo do ex-governador ser candidato ao Senado Federal com a apoio de Flávio Dino nas eleições do ano que vem.

“Quando a história é verdadeira a pessoa aparece”, disse Haroldo aos dois interlocutores assim que viu José Reinado que também acabava de desembarcar no aeroporto. Todos riram.

De fato, até o momento o governador não deu qualquer sinal claro e efetivo de apoio ao projeto “José Reinaldo senador 2018”.

Talvez somente Zé Reinaldo ainda acredita que poderá contar a consideração do seu quase ex-pupilo

Durante entrevista, Flávio Dino sinaliza para Roberto Rocha 3

Como governador do estado e líder do grupo que venceu as eleições de 2014, Flávio Dino é o único responsável pelo esgaçamento na relação com o senador Roberto Rocha, que sempre alertou o comunista sobre os riscos de rompimento se não mudasse a forma da condução política do seu governo. Mas, pelo jeito, Flávio só tem ouvidos para uma pessoa.

“Eu lamento muito que tenha tido esse problema do senador Roberto Rocha. Eu espero que ele reflita melhor sobre a história recente do Maranhão. E quem sabe consiga retomar o caminho correto”.

Com estas palavras pode-se considerar que o governador Flávio Dino (PCdoB) deu uma sinalização para uma trégua com o senador Roberto Rocha (PSDB).

A declaração foi dada durante entrevista que o comunista concedeu à Rádio São Luís AM, na manhã desta segunda-feira (9).

Então aliados nas eleições de 2012 e 2014, Flávio e Roberto se afastaram politicamente depois de pouco mais de um ano de governo e nada pode fazer imaginar que o comunista e o tucano venham repactuar a relação, até porque esticaram demais a corda.

Os comunistas não foram corretos com o senador desde o momento da vitória de 2014. Basta ver o tratamento que lhe foi dispensado no governo, na cooptação do único secretário de Estado indicado por ele, na intromissão indevida no PSB para enfraquecê-lo e desmoralizá-lo, sem falar numa campanha sistemática de desconstrução da sua imagem promovida pela imprensa aliada ao Palácio dos Leões.

Como governador do estado e líder do grupo que venceu as eleições de 2014, Flávio Dino é o único responsável pelo esgaçamento na relação com o senador Roberto Rocha, que sempre alertou o comunista sobre os riscos de rompimento se não mudasse a forma da condução política do seu governo. Mas, pelo jeito, Flávio só tem ouvidos para uma pessoa.

Agora tenta o que pode ser considerado um pedido paz.

Só que já chega tarde demais…