A quem Joaquim Haickel serve? (Parte I) 34

Joaquim é, e sempre foi, do grupo Sarney, ainda que tenha e faça críticas públicas e duras a principal herdeira do grupo, a ex-governadora Roseana.

Antes de mais nada, quero deixar bem claro o respeito que nutro pelo ex-deputado, escritor, cineasta e político Joaquim Haickel.

Resolvi, assim mesmo, na primeira pessoa, fazer uma série de três postagens para instigar o debate sobre as teses políticas de Quincas, notadamente a sua repentina obsessão em tirar o senador Roberto Rocha da disputa eleitoral de 2018 para o governo do Maranhão em favor do deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

Bom, assim como Roberto Rocha, Joaquim é de família tradicional da política maranhense. Seu pai, o saudoso Nagib Haickel, foi um político respeitado, presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, amigo e aliado do Sarney assim como o pai de Roberto, o também saudoso ex-governador Luiz Rocha. Ambos são órfãos dos seus respectivos genitores. E as semelhanças entre Roberto e Joaquim acabam por aí.

Diferentemente de Joaquim Haickel, o senador Roberto Rocha é um sobrevivente da política! Sem o pai, conseguiu na unha construir o seu próprio destino político num estado que é não é para qualquer um sobreviver politicamente. Basta ver onde está Quincas Haickel e onde está Bob Rocha.

Mas vamos lá!

No final do ano passado, Joaquim Hacikel me procurou para “dialogar sobre o projeto Roberto Rocha governador”.

Animado, Quincas chegou a sugerir a criação de um “núcleo estratégico” para pensar a candidatura do Roberto ao governo do Maranhão citando nomes de algumas personalidades para compor esse tal núcleo.

Claro que atendi a sugestão do amigo e tratei de submeter ao Roberto, que a princípio gostou da proposta, mas pediu para aguardar, pois, na avaliação do senador, ainda era cedo para definir esse tipo de coisa.

Pois bem. De uma hora para outra, eis que surge um Joaquim Haickel apaixonado pela tese da candidatura de Eduardo Braide a governador do Maranhão. Não entendi mais nada!

Ora, Joaquim é, e sempre foi, do grupo Sarney, ainda que tenha e faça críticas públicas a principal herdeira do grupo, a ex-governadora Roseana, de quem foi secretário de Estado.

A quem Joaquim Haickel serve?

Até a próxima postagem.

PS: Quero deixar bem claro que não tenho absolutamente nada contra o amigo Eduardo Braide ser candidato a governador, pelo contrário, sou, inclusive, defensor que o deputado converse com o PT. O foco das minhas postagens é apenas polemizar, democraticamente, como meu colega de blogosfera Joaquim Haickel. 

Quem tem medo de Roberto Rocha e Eduardo Braide? 2

Até as eleições a ordem, tanto no Palácio dos Leões quanto nas redações do sistema Mirante, é estimular a cizânia não somente entre Roberto Rocha e Eduardo Braide quanto entre eles e Ricardo Murad e Maura Jorge

A resposta para a pergunta acima é óbvia: O grupo Sarney e Flávio Dino.

Basta ver como os apoiadores de Roseana Sarney e de Flávio Dino analisam os movimentos da pré-campanha eleitoral de 2018.

Tanto roseanistas quanto dinistas fazem questão de estimular a intriga entre o senador Roberto Rocha (PSDB) e Eduardo Braide (PMN). Fazem tempestade em copo d’água para criar um clima de discórdia entre os dois pré-candidatos a governador.

Ocorre que Roberto e Braide têm conversado mais do que simplesmente a questão eleitoral de 2018. O que tem pautado as conversas entre os dois pré-candidatos ao governo é o Maranhão! Aliás, não somente Roberto e Braide, mas outros pré-candidatos como Ricardo Murad (PRP) e Maura Jorge (Podemos).

Ora, é lógico que essas conversas incomodam roseanistas e comunistas num só tempo.

E até as eleições a ordem, tanto no Palácio dos Leões quanto nas redações do sistema Mirante, é estimular a cizânia não somente entre Roberto Rocha e Eduardo Braide quanto entre eles e Ricardo Murad e Maura Jorge.

Só o ex-presidente Sarney para segurar esse povo.

Mas, infelizmente, no Brasil só Rosena não escuta o mestre da política.

Fazer o quê?

O carnaval do Maranhão não se resume à pessoa do governador Flávio Dino 8

O comportamento do governador maranhense pode ser muito bem resumido num trecho da cantiga “Sampa”, de Caetano Veloso, que diz assim: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”

Narcisismo é algo complicado e dependendo do nível pode ser muito perigoso, tanto para para o próprio narcisista quando pessoas próximas a ele.

Ao reclamar de forma que beira o patológico contra o fato de não aparecer na TV Mirante, afiliada da Globo, durante o carnaval, o governador Flávio Dino comete vários equívocos, todos originados na sua personalidade narcisista.

Em primeiro lugar, é estranho alguém se martirizar porque não consegue aparecer na “telinha” de uma emissora que integra um sistema de comunicação que é tratado costumeiramente de forma desrespeitosa pelo governador e o seus auxiliares mais próximos. Aliás, desrespeitos que não se limitam ao sistema em si, mas também a alguns dos seus profissionais de jornalismo.

Em segundo lugar, fica feio para um governador jovem ficar o tempo inteiro atacando o ex-presidente Sarney, um idoso de quase 90 anos, e acusando-o de ser a mente por traz do hipotético boicote da TV Mirante a sua pessoa.

Em terceiro lugar, quem acompanha os telejornais da TV Mirante sabe que houve, sim!, um registro diário do carnaval não apenas de São Luis, mas de diversas cidades do Maranhão em todas as regiões do estado.

Ocorre que para Flávio Dino só vale se durante as reportagens miranteanas o comunista aparecer tocando tambor com uma claque palaciana, sob o comando do diretor do Procon, Duarte “Shoktox” Júnior, gritando “Dino, eu te amo”. Aí não dá, né?

Esse tipo de comportamento do governador maranhense pode ser muito bem resumido num trecho da cantiga “Sampa”, de Caetano Veloso, que diz assim: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”.

Mas nada que uma boa terapia não resolva ou animize o transtorno…

URGENTE: Sarney teria transferido o seu domicílio eleitoral para o MA 26

A se confirmar a transferência de domicílio, os desdobramentos políticos no estado serão imprevisíveis, além de colocar a conjuntura local de pernas para ar. Muda tudo!

O Blog do Robert Lobato foi informado agora a pouco de que o ex-presidente da República e ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB), transferiu o seu domicílio eleitoral do estado do Amapá para o Maranhão, ontem, quarta-feira, 24, mas transferência de domicílio eleitoral pode ser realizada até 6 meses antes das eleições.

Após deixar a presidência em 1990, Sarney resolveu disputar um mandato de senador pelo Amapá e desde então obteve sucessivas vitória sendo atualmente um dos políticos mais longevos, experientes e influentes da República, se não o mais influente, e completará 88 anos no próximo mês de abril.

A se confirmar a transferência de domicílio eleitoral do ex-presidente, os desdobramentos políticos no estado serão imprevisíveis, além de colocar a conjuntura local de pernas para ar. Muda tudo!

O Blog do Robert Lobato não conseguiu a confirmação se Sarney voltará ao Maranhão somente para votar ou se pensa também em ser votado e tentar encerrar a sua carreira política de grande sucesso no seu estado natal.

Será que esse santo quer reza?

A conferir.

Em tempo: José Sarney aparece com índices superiores a 60% de intenção de voto para senador no estado do Amapá.

“Pedro Fernandes não quis ser ministro”, afirma Roberto Jefferson 2

“Não tem movimento de sair do governo. Sarney é o presidente de honra do PTB e não havia razões para Pedro Fernandes se recusar a falar com ele. Pedro não quis mesmo ser o ministro.”

O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), não está convidado a participar da conversa entre o presidente Michel Temer e o presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson, às 15h desta quarta-feira, 3, no Palácio do Planalto. Jovair é enfático ao discordar do veto à indicação do deputado federal Pedro Fernandes ao Ministério do Trabalho. À Coluna do Estadão, o líder disse que Temer precisa decidir se quer manter o apoio da legenda na base aliada. “O Planalto está com muita credibilidade para escolher seus problemas. E precisa decidir se quer o PTB na base aliada ou fora dela”, ironizou.

O movimento que vetou Pedro Fernandes causou um certo mal-estar entre o líder e o governo. Para acalmar a crise, Michel Temer ligou para Roberto Jefferson, que embarcou nesta manhã para Brasília. Jefferson alega não ter motivos para o “radicalismo”. “Não tem movimento de sair do governo. Sarney é o presidente de honra do PTB e não havia razões para Pedro Fernandes se recusar a falar com ele. Pedro não quis mesmo ser o ministro. Não tem razão para radicalismo”, minimizou. (Naira Trindade).

(Via Estadão)

O que significa Pedro Fernandes no Ministério do Trabalho? 4

É muito pouco provável que a indicação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho não tenha contado com o “de acordo” de Sarney. O presidente Temer não correria o risco de nomear ministro um maranhense sem consultar um dos seus correligionários mais ilustre.

O Maranhão volta a ter um representante na Esplanada dos Ministérios. E todos que lá chegaram, chegaram pelas mãos do ex-presidente José Sarney.

Agora foi a vez do deputado federal Pedro Fernandes, que assumiu o Ministério do Trabalho do governo Michel Temer (PMDB).

Pedro é do PTB, um dos partidos mais leais ao Palácio do Planalto.

Experiente, articulado e forte dentro do seu partido, o desafio do novo ministro será mostrar resultados positivos em 2018 à luz das reformas propostas pelo presidente Temer, todas elas necessárias, mas antipáticas aos olhos do povo.

Mas, o que de fato significa a nomeação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho?

Bom, em primeiro lugar o fortalecimento do PTB e a consolidação do partido no projeto político-eleitoral do presidente da República. A tendência é que os trabalhistas estejam onde o PMDB de Temer estiver.

Ocorre, porém, que o PTB é muito próximo do governador de São Paulo e pré-candidato a presidente pelo PSDB Geraldo Alckmin. Aliás, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, será candidato a deputado federal por São Paulo com o apoio total do governador tucano.

Em segundo lugar, o desembarque de Pedro Fernandes fortalece a pré-candidatura do vereador Pedro Lucas Fernandes à Câmara dos Deputados. Em 2018, o Pedro Lucas, que é filho do agora ministro do Trabalho, tentará substituir o pai como deputado federal.

Por fim, Pedro Fernandes, uma vez ministro, significa o fortalecimento dele próprio e a quase certeza de que deverá continuar na presidência do PTB estadual, cuja permanência no comando do partido nas suas mãos estava seriamente ameaçada.

Entre a Sarney e Dino

E como fica o PTB no Maranhão?

É muito pouco provável que a indicação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho não tenha contado com o “de acordo” de Sarney. O presidente Temer não correria o risco de nomear ministro um maranhense sem consultar um dos seus correligionários mais ilustre.

Ora, se a indicação de Pedro Fernandes passou pelo “ok” do ex-presidente Sarney, então fica claro que o PTB não está fechado com o projeto de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Na verdade, o próprio Pedro nunca disse com letras garrafais que o PTB é certo no palanque comunista em 2018.

Isso sem falar que o Roberto Jefferson nunca morreu de amores pelo governador maranhense. Pelo contrário, o presidente nacional do PTB passa o dia no Twitter detonando com o PT, Lula, comunistas e as esquerdas em geral.

A última detonação do chefe do PTB foi esta aqui: “Tirar Lula da eleição seria um suicídio coletivo”, disse Flávio Dino. Quem vai se suicidar com prisão de Lula são os petralhas, os mortadelas e os esquerdistas fanáticos. A grande maioria dos brasileiros continuará suas vidas normalmente”.

Para bom entendedor…

Enfim, o fato é que a indicação do deputado federal Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho é mais movimentação no tabuleiro do xadrez de 2018.

Ou na mesa de poker, cujo “blefe” é a principal arma dos jogadores.

É aguardar e conferir.

Por que Sarney merece respeito 43

Por tudo que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país

Sou daqueles que acham que deve-se dar a César o que é de César quando César está vivo e não depois de morto.

Afirmo isso porque é muito comum as pessoas reconhecerem os méritos dos outros só depois de mortos.

Não há menor sombra de dúvidas de que quando a vida deixar o ex-presidente José Sarney vão jorrar elogios a sua biografia. Os adversários, ainda que hipocritamente, serão os primeiros a reconhecer as qualidades desse que é o mais importante político do Maranhão e um dos maiores da história do país.

Pois bem. Resolvi escrever este post porque aprendi a respeitar e admirar o velho José Sarney. Não é possível uma pessoa com o mínimo de inteligência desconhecer o papel que o Sarney teve e tem na política nacional.

Ora, um cara sair das sertanias da Baixada Maranhense e chegar a Presidência da República por si só já é suficiente para ser respeitado. E não adianta minimizar a sorte do Sarney por conta do azar do Tancredo. Negativo! Se virou presidente do país é porque soube construir o seu caminho e aproveitar de forma inteligente as oportunidades que a vida lhe deu.

Fico impressionado quando vejo pessoas como Flávio Dino, Márcio Jerry, e outros com biografias parecidas, atacarem o Sarney como se tivessem a estatura política do ex-presidente. Atacam uma autoridade que recebe, na sua residência, lideranças políticas de tudo que é partido e de todas as matizes ideológicas. É ridículo, portanto, no afã de posar de “antissarney”, agredirem uma pessoa que é respeitada inclusive por lideranças das esquerdas do Brasil e vários países do mundo!

Lula, o maior líder popular e de esquerda das últimas décadas, percebeu a importância de José Sarney. Não é por acaso que a relação dos dois é quase de compadres e se respeitam mutuamente.

E engana-se quem pensa que a relação respeitosa do petista com o peemedebista se dá com a chegada de Lula ao Palácio do Planalto em 2003.

Em 1994, salvo engano, Sarney escreveu um artigo para a Folha de São Paulo intitulado “A Lula o que é de Lula”. Foi uma defesa que o então senador fez do Lula que na época era acusado pela direita de ser sustentado pelo empresário Roberto Teixeira.

Esse artigo fez com que o então presidente do PT e deputado federal José Dirceu mobilizasse a bancada do partido, na Câmara, para fazer uma vista de agradecimento a Sarney. Vem daí essa aproximação do PT e do Lula com o ex-presidente.

Do Maranhão à República

A maior crítica que fazem ao Sarney é que ele não conseguiu usar todo o seu poder obtido na política nacional, inclusive enquanto presidente da República, para fazer do Maranhão um estado mais próspero.

Bom, isso não pode ser contestado pura e simplesmente, pois de fato Sarney poderia ter feito muito mais pelo Maranhão a partir da influência que teve em todos os governos federais desde a década de 60 até hoje.

Talvez o maior erro do ex-presidente tenha sido o de deixar o Maranhão para ganhar a República e passar o bastão político para prepostos e familiares seus fazer o que bem quisessem do estado. Deu no que deu!

Por conta dessa sua opção, Sarney é obrigado a conviver com a crítica de que o Maranhão possui os piores índices socieconômicos do Brasil mesmo sendo a terra de um dos políticos mais influentes da República.

De qualquer forma, Sarney tem seus méritos. Foi um bom governador, talvez o melhor dos últimos “50 anos”, cumpriu um papel fundamental na transição democrática do país, teve participação destacada como moderador em todas crises políticas desde que deixou a Presidência da República e continua sendo um líder carismático e com características de estadista, temos que admitir.

Por tudo o que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, o presidente José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, mesmo depois da sua morte, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país.

E por isso merece o nosso respeito.

Não é para qualquer um ser um Sarney.

Quem diria a gente ver Sarney gozar da cara de Flávio Dino… 2

Governo Sorvete

por José Sarney

É uma glória para o nosso Estado a descoberta que acaba de ser feita no Maranhão — o penúltimo estado comunista no mundo depois que a Albânia acabou com esse sistema —, de que descobrimos aquilo que nunca tinha sido achado na mesa dos cientistas: o medicamento universal que liquida com qualquer doença.

A Sociedade Internacional de Medicina, com sede em Londres, acaba de tomar conhecimento de que aqui foi descoberto o remédio final para a saúde, que causa verdadeiro milagre: o Sorvete Milagroso!

A Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal, que há quinze meses acompanhava os trabalhos estatais, tornou transparente o programa governamental para salvar a Saúde Pública.

Mais de UM MILHÃO DE REAIS custou a empreitada do Governo do Maranhão.

Foi feito o cálculo de que é um remédio muito barato para os hospitais. O problema é saber se cada paciente precisa de casquinha de uma bola ou de duas bolas e também o sabor, se de coco ou de cocô, de chocolate, de baunilha ou de açaí. Tudo feito aqui.

Foi um número tão exagerado que levou a Polícia Federal a desconfiar. Só um hospital consumiu quinhentos mil casquinhas de sorvete de uma bola, ao custo unitário de dois reais por bola. Assim, em cada cama, quem chegava encontrava o paciente chupando uma casquinha de sorvete. Faltava remédio, algodão, seringa e roupa lavada, mas sorvete jamais. Quinhentos mil sorvetes sabor Dino. Não ficou muito claro se, burlando a pesquisa, a turma também chupava picolé.

Outra coisa fantástica é o fato de que toda essa produção brutal de sorvete (e picolé?) era produzida por uma firma fantasma, que não existia, mas produzia e consumia o dinheiro que, segundo o slogan do governo, deveria ser “de todos nós”. E os marqueteiros ficaram também ouriçados com a possibilidade de substituir o slogan do Governo por “Sorvetes de Todos Nós!” Seria mais atrativo e chamativo.

Mas a coisa não ficou só por aí: para essa comilança de sorvete tinha que ter pessoal e, portanto, houve a contratação de 424 funcionários fantasmas, para preparar e para saborear os sorvetes (e os picolés?).

A operação era tão secreta que de nada sabiam o Secretário de Saúde, Dr. Carlos, o Governador, Dr. Dino, o Secretário da Articulação Política, Dr. Jerry, o Dr. dos Direitos Humanos e Participação Popular — sim, pois tanto sorvete é caso de direitos humanos e dos direitos dos políticos que apoiavam todo o governo do sorvete.

O milagre é que toda a fórmula de feitura do sorvete da trapaça era explicada ao Secretário de Saúde, com folha suplementar mandada preparar por alguém (?) de cima, que também não sabia de nada — só de tudo.

Sendo assim, entre sorvetes, picolés e roubalheira fica o pobre Maranhão com 20 mortes por semana, estradas esburacadas, filas e filas nos hospitais e nas UPAs, sem remédios e algodão. Os doentes, à beira da morte, só podem balbuciar:

— Me dá um sorvete aí!

“Mago” do marketing político avalia que disputa no Maranhão em 2018 será muito acirrada

Janderson Landim avalia que da mesma forma pode ocorrer no Maranhão, onde duas forças se concentram na polarização da disputa, através do desgastado discurso Sarney vs anti-Sarney. Na opinião do marqueteiro é possível construir uma imagem que possa derrotar aqueles que dominam o poder no estado.

Considerado no meio do marketing e publicidade política na Região Sudeste como um “gênio” ou “mago”, Janderson Landim fez uma avaliação do cenário eleitoral no Maranhão para 2018.

De acordo com o marqueteiro, a disputa será extremamente acirrada e um trabalho de construção da imagem dos candidatos será fundamental para que estes alcancem resultados positivos.

Com atuação no mercado do marketing político em São Paulo e no Maranhão, Janderson se destacou através de trabalhos bem sucedidos pela sua empresa Jakarta Publicidade. Ele foi um dos que compôs a campanha eleitoral de João Dória na capital paulista e no Maranhão se destacou com a vitória de Luciano Genésio em Pinheiro.

Os dois exemplos mostram bem a atuação de Janderson Landim, o colocando com status de gênio do marketing político.

Em São Paulo, ele ajudou o tucano a garantir uma vitória que para alguns era tratada como impossível. Já em Pinheiro, ele conseguiu vencer as duas máquinas públicas, Filuca Mendes (PMDB) e Leonardo Sá (PCdoB), garantindo Luciano Genésio (PP), como prefeito da principal cidade da Baixada Maranhense.

Janderson Landim vê disputa acirrada em 2018 e quebra da polaridade ‘Sarney vs anti-Sarney’.

Janderson Landim avalia que da mesma forma pode ocorrer no Maranhão em 2018, onde duas forças se concentram na polarização da disputa, através do desgastado discurso Sarney vs anti-Sarney.

Na opinião do marqueteiro é possível construir uma imagem que possa derrotar aqueles que dominam o poder no estado.

Desmistificar é preciso – Parte 1

por Joaquim Haickel

Para que se possa bem analisar o quadro político maranhense, é indispensável que primeiramente joguemos por terra alguns mitos que induzem à graves erros de avaliação.

O primeiro desses mitos é aquele que vem sendo difundido por todos os que se apresentaram como adversários de Sarney desde que ele subiu ao poder. Dizem que Sarney e seu grupo representa tudo que não presta, que eles são a escória da política maranhense. E não apenas isso, dizem que todos aqueles que se opõem ao grupo Sarney, são o que há de melhor em termos políticos e administrativos no Maranhão. Deste modo criaram um mito duplo, que demoniza uns e santifica outros.

Para desmontar esta farsa, estabelecida para satanizar uns e endeusar outros, basta observar que todas as vezes que os adversários de Sarney assumiram o comando do Maranhão, demonstraram ser muito piores que os sarneyzistas.

Quando os adversários do grupo Sarney conseguem ser muito bons, no máximo e com muito boa vontade só são capazes de se igualarem a eles, mas não por méritos seus, e sim por demérito dos sarneyzistas, que também não são assim tão bons como imaginam!

Para comprovar o que eu digo, basta fazer um retrospecto nos mais de trinta e seis anos de administração de políticos anti-Sarney em São Luís! A cidade é uma bagunça! Não há planejamento de qualquer tipo! Não há saneamento, a educação um desastre, a saúde é um caos, o transito é desastroso!… Não há nada que tenha sido feito em São Luís que credencie os políticos que a dominam, já lá se vão nove eleições consecutivas, como sendo melhores que os sarneyzistas.

O argumento usado pelos adversários de Sarney como desculpa para sua incompetência administrativa e incapacidade política no comando de nossa capital sempre foi a falta de apoio do governo do estado, o que é um outro mito, pois durante os quatro anos de Zé Reinaldo, os dois anos de Jackson e os três (quatro) anos de Flávio Dino, houve uma efetiva parceria do governo municipal com o governo estadual e nem assim mostraram a que vieram!?

Sobre os políticos de antigamente serem ultrapassados, ruins e nocivos, devo concordar que alguns deles realmente eram assim, mas há muitas e honradas exceções. No entanto soube de uma espécie de mote bem antigo que o governador Flávio Dino tem usado para tentar convencer alguns políticos, principalmente prefeitos, a alinharem-se a ele e ao seu governo.

Ele tem algumas vezes usado a mesma abordagem utilizada por vários políticos antigos, alguns considerados velhos coronéis do interior, outros tidos como raposas felpudas da política, e até mesmo por meu pai, que se tinha pouca instrução formal, era um homem de grande inteligência e profunda sabedoria.

Como meu pai, político tido por Flávio Dino como direitista pelego, patrimonialista e ultrapassado, o governador usa a velha abordagem do relacionamento interpessoal. Aquela em que seu operador diz ao interlocutor que acabou de conhecê-lo, que depois vai pedir em namoro, depois vai noivar, para só então vir a se casar com o coitado objeto de sua abordagem.

O que ocorre é que diferentemente de meu pai, que jamais abandonou seus amigos, Flávio Dino não titubeará em abandonar os seus, se este for o destino traçado para eles em seu roteiro de poder.

Sarney não é pior que nenhum outro político do Maranhão.

Flávio Dino pode até ser melhor que alguns políticos maranhenses, em alguns aspectos, jamais em todos. Em comparação a Sarney, Flávio é pior na grande maioria dos quesitos, como coerência, sabedoria, paciência e sangue frio; empata em vaidade e obstinação; e supera Sarney em juventude, arrogância e prepotência!

No final das contas, nem Sarney é o demônio pintado de vermelho, nem Flávio Dino é o messias salvador do Maranhão.

Serem parecidos deveria honrar Dino, Sarney nem tanto!…

PS: Este é o primeiro de uma série de três artigos sobre mitos da política maranhense que precisam ser derrubado. Nas próximas duas semanas publicaremos os outros.