O carnaval do Maranhão não se resume à pessoa do governador Flávio Dino 8

O comportamento do governador maranhense pode ser muito bem resumido num trecho da cantiga “Sampa”, de Caetano Veloso, que diz assim: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”

Narcisismo é algo complicado e dependendo do nível pode ser muito perigoso, tanto para para o próprio narcisista quando pessoas próximas a ele.

Ao reclamar de forma que beira o patológico contra o fato de não aparecer na TV Mirante, afiliada da Globo, durante o carnaval, o governador Flávio Dino comete vários equívocos, todos originados na sua personalidade narcisista.

Em primeiro lugar, é estranho alguém se martirizar porque não consegue aparecer na “telinha” de uma emissora que integra um sistema de comunicação que é tratado costumeiramente de forma desrespeitosa pelo governador e o seus auxiliares mais próximos. Aliás, desrespeitos que não se limitam ao sistema em si, mas também a alguns dos seus profissionais de jornalismo.

Em segundo lugar, fica feio para um governador jovem ficar o tempo inteiro atacando o ex-presidente Sarney, um idoso de quase 90 anos, e acusando-o de ser a mente por traz do hipotético boicote da TV Mirante a sua pessoa.

Em terceiro lugar, quem acompanha os telejornais da TV Mirante sabe que houve, sim!, um registro diário do carnaval não apenas de São Luis, mas de diversas cidades do Maranhão em todas as regiões do estado.

Ocorre que para Flávio Dino só vale se durante as reportagens miranteanas o comunista aparecer tocando tambor com uma claque palaciana, sob o comando do diretor do Procon, Duarte “Shoktox” Júnior, gritando “Dino, eu te amo”. Aí não dá, né?

Esse tipo de comportamento do governador maranhense pode ser muito bem resumido num trecho da cantiga “Sampa”, de Caetano Veloso, que diz assim: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”.

Mas nada que uma boa terapia não resolva ou animize o transtorno…

URGENTE: Sarney teria transferido o seu domicílio eleitoral para o MA 26

A se confirmar a transferência de domicílio, os desdobramentos políticos no estado serão imprevisíveis, além de colocar a conjuntura local de pernas para ar. Muda tudo!

O Blog do Robert Lobato foi informado agora a pouco de que o ex-presidente da República e ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB), transferiu o seu domicílio eleitoral do estado do Amapá para o Maranhão, ontem, quarta-feira, 24, mas transferência de domicílio eleitoral pode ser realizada até 6 meses antes das eleições.

Após deixar a presidência em 1990, Sarney resolveu disputar um mandato de senador pelo Amapá e desde então obteve sucessivas vitória sendo atualmente um dos políticos mais longevos, experientes e influentes da República, se não o mais influente, e completará 88 anos no próximo mês de abril.

A se confirmar a transferência de domicílio eleitoral do ex-presidente, os desdobramentos políticos no estado serão imprevisíveis, além de colocar a conjuntura local de pernas para ar. Muda tudo!

O Blog do Robert Lobato não conseguiu a confirmação se Sarney voltará ao Maranhão somente para votar ou se pensa também em ser votado e tentar encerrar a sua carreira política de grande sucesso no seu estado natal.

Será que esse santo quer reza?

A conferir.

Em tempo: José Sarney aparece com índices superiores a 60% de intenção de voto para senador no estado do Amapá.

“Pedro Fernandes não quis ser ministro”, afirma Roberto Jefferson 2

“Não tem movimento de sair do governo. Sarney é o presidente de honra do PTB e não havia razões para Pedro Fernandes se recusar a falar com ele. Pedro não quis mesmo ser o ministro.”

O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), não está convidado a participar da conversa entre o presidente Michel Temer e o presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson, às 15h desta quarta-feira, 3, no Palácio do Planalto. Jovair é enfático ao discordar do veto à indicação do deputado federal Pedro Fernandes ao Ministério do Trabalho. À Coluna do Estadão, o líder disse que Temer precisa decidir se quer manter o apoio da legenda na base aliada. “O Planalto está com muita credibilidade para escolher seus problemas. E precisa decidir se quer o PTB na base aliada ou fora dela”, ironizou.

O movimento que vetou Pedro Fernandes causou um certo mal-estar entre o líder e o governo. Para acalmar a crise, Michel Temer ligou para Roberto Jefferson, que embarcou nesta manhã para Brasília. Jefferson alega não ter motivos para o “radicalismo”. “Não tem movimento de sair do governo. Sarney é o presidente de honra do PTB e não havia razões para Pedro Fernandes se recusar a falar com ele. Pedro não quis mesmo ser o ministro. Não tem razão para radicalismo”, minimizou. (Naira Trindade).

(Via Estadão)

O que significa Pedro Fernandes no Ministério do Trabalho? 4

É muito pouco provável que a indicação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho não tenha contado com o “de acordo” de Sarney. O presidente Temer não correria o risco de nomear ministro um maranhense sem consultar um dos seus correligionários mais ilustre.

O Maranhão volta a ter um representante na Esplanada dos Ministérios. E todos que lá chegaram, chegaram pelas mãos do ex-presidente José Sarney.

Agora foi a vez do deputado federal Pedro Fernandes, que assumiu o Ministério do Trabalho do governo Michel Temer (PMDB).

Pedro é do PTB, um dos partidos mais leais ao Palácio do Planalto.

Experiente, articulado e forte dentro do seu partido, o desafio do novo ministro será mostrar resultados positivos em 2018 à luz das reformas propostas pelo presidente Temer, todas elas necessárias, mas antipáticas aos olhos do povo.

Mas, o que de fato significa a nomeação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho?

Bom, em primeiro lugar o fortalecimento do PTB e a consolidação do partido no projeto político-eleitoral do presidente da República. A tendência é que os trabalhistas estejam onde o PMDB de Temer estiver.

Ocorre, porém, que o PTB é muito próximo do governador de São Paulo e pré-candidato a presidente pelo PSDB Geraldo Alckmin. Aliás, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, será candidato a deputado federal por São Paulo com o apoio total do governador tucano.

Em segundo lugar, o desembarque de Pedro Fernandes fortalece a pré-candidatura do vereador Pedro Lucas Fernandes à Câmara dos Deputados. Em 2018, o Pedro Lucas, que é filho do agora ministro do Trabalho, tentará substituir o pai como deputado federal.

Por fim, Pedro Fernandes, uma vez ministro, significa o fortalecimento dele próprio e a quase certeza de que deverá continuar na presidência do PTB estadual, cuja permanência no comando do partido nas suas mãos estava seriamente ameaçada.

Entre a Sarney e Dino

E como fica o PTB no Maranhão?

É muito pouco provável que a indicação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho não tenha contado com o “de acordo” de Sarney. O presidente Temer não correria o risco de nomear ministro um maranhense sem consultar um dos seus correligionários mais ilustre.

Ora, se a indicação de Pedro Fernandes passou pelo “ok” do ex-presidente Sarney, então fica claro que o PTB não está fechado com o projeto de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Na verdade, o próprio Pedro nunca disse com letras garrafais que o PTB é certo no palanque comunista em 2018.

Isso sem falar que o Roberto Jefferson nunca morreu de amores pelo governador maranhense. Pelo contrário, o presidente nacional do PTB passa o dia no Twitter detonando com o PT, Lula, comunistas e as esquerdas em geral.

A última detonação do chefe do PTB foi esta aqui: “Tirar Lula da eleição seria um suicídio coletivo”, disse Flávio Dino. Quem vai se suicidar com prisão de Lula são os petralhas, os mortadelas e os esquerdistas fanáticos. A grande maioria dos brasileiros continuará suas vidas normalmente”.

Para bom entendedor…

Enfim, o fato é que a indicação do deputado federal Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho é mais movimentação no tabuleiro do xadrez de 2018.

Ou na mesa de poker, cujo “blefe” é a principal arma dos jogadores.

É aguardar e conferir.

Por que Sarney merece respeito 41

Por tudo que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país

Sou daqueles que acham que deve-se dar a César o que é de César quando César está vivo e não depois de morto.

Afirmo isso porque é muito comum as pessoas reconhecerem os méritos dos outros só depois de mortos.

Não há menor sombra de dúvidas de que quando a vida deixar o ex-presidente José Sarney vão jorrar elogios a sua biografia. Os adversários, ainda que hipocritamente, serão os primeiros a reconhecer as qualidades desse que é o mais importante político do Maranhão e um dos maiores da história do país.

Pois bem. Resolvi escrever este post porque aprendi a respeitar e admirar o velho José Sarney. Não é possível uma pessoa com o mínimo de inteligência desconhecer o papel que o Sarney teve e tem na política nacional.

Ora, um cara sair das sertanias da Baixada Maranhense e chegar a Presidência da República por si só já é suficiente para ser respeitado. E não adianta minimizar a sorte do Sarney por conta do azar do Tancredo. Negativo! Se virou presidente do país é porque soube construir o seu caminho e aproveitar de forma inteligente as oportunidades que a vida lhe deu.

Fico impressionado quando vejo pessoas como Flávio Dino, Márcio Jerry, e outros com biografias parecidas, atacarem o Sarney como se tivessem a estatura política do ex-presidente. Atacam uma autoridade que recebe, na sua residência, lideranças políticas de tudo que é partido e de todas as matizes ideológicas. É ridículo, portanto, no afã de posar de “antissarney”, agredirem uma pessoa que é respeitada inclusive por lideranças das esquerdas do Brasil e vários países do mundo!

Lula, o maior líder popular e de esquerda das últimas décadas, percebeu a importância de José Sarney. Não é por acaso que a relação dos dois é quase de compadres e se respeitam mutuamente.

E engana-se quem pensa que a relação respeitosa do petista com o peemedebista se dá com a chegada de Lula ao Palácio do Planalto em 2003.

Em 1994, salvo engano, Sarney escreveu um artigo para a Folha de São Paulo intitulado “A Lula o que é de Lula”. Foi uma defesa que o então senador fez do Lula que na época era acusado pela direita de ser sustentado pelo empresário Roberto Teixeira.

Esse artigo fez com que o então presidente do PT e deputado federal José Dirceu mobilizasse a bancada do partido, na Câmara, para fazer uma vista de agradecimento a Sarney. Vem daí essa aproximação do PT e do Lula com o ex-presidente.

Do Maranhão à República

A maior crítica que fazem ao Sarney é que ele não conseguiu usar todo o seu poder obtido na política nacional, inclusive enquanto presidente da República, para fazer do Maranhão um estado mais próspero.

Bom, isso não pode ser contestado pura e simplesmente, pois de fato Sarney poderia ter feito muito mais pelo Maranhão a partir da influência que teve em todos os governos federais desde a década de 60 até hoje.

Talvez o maior erro do ex-presidente tenha sido o de deixar o Maranhão para ganhar a República e passar o bastão político para prepostos e familiares seus fazer o que bem quisessem do estado. Deu no que deu!

Por conta dessa sua opção, Sarney é obrigado a conviver com a crítica de que o Maranhão possui os piores índices socieconômicos do Brasil mesmo sendo a terra de um dos políticos mais influentes da República.

De qualquer forma, Sarney tem seus méritos. Foi um bom governador, talvez o melhor dos últimos “50 anos”, cumpriu um papel fundamental na transição democrática do país, teve participação destacada como moderador em todas crises políticas desde que deixou a Presidência da República e continua sendo um líder carismático e com características de estadista, temos que admitir.

Por tudo o que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, o presidente José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, mesmo depois da sua morte, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país.

E por isso merece o nosso respeito.

Não é para qualquer um ser um Sarney.

Quem diria a gente ver Sarney gozar da cara de Flávio Dino… 2

Governo Sorvete

por José Sarney

É uma glória para o nosso Estado a descoberta que acaba de ser feita no Maranhão — o penúltimo estado comunista no mundo depois que a Albânia acabou com esse sistema —, de que descobrimos aquilo que nunca tinha sido achado na mesa dos cientistas: o medicamento universal que liquida com qualquer doença.

A Sociedade Internacional de Medicina, com sede em Londres, acaba de tomar conhecimento de que aqui foi descoberto o remédio final para a saúde, que causa verdadeiro milagre: o Sorvete Milagroso!

A Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal, que há quinze meses acompanhava os trabalhos estatais, tornou transparente o programa governamental para salvar a Saúde Pública.

Mais de UM MILHÃO DE REAIS custou a empreitada do Governo do Maranhão.

Foi feito o cálculo de que é um remédio muito barato para os hospitais. O problema é saber se cada paciente precisa de casquinha de uma bola ou de duas bolas e também o sabor, se de coco ou de cocô, de chocolate, de baunilha ou de açaí. Tudo feito aqui.

Foi um número tão exagerado que levou a Polícia Federal a desconfiar. Só um hospital consumiu quinhentos mil casquinhas de sorvete de uma bola, ao custo unitário de dois reais por bola. Assim, em cada cama, quem chegava encontrava o paciente chupando uma casquinha de sorvete. Faltava remédio, algodão, seringa e roupa lavada, mas sorvete jamais. Quinhentos mil sorvetes sabor Dino. Não ficou muito claro se, burlando a pesquisa, a turma também chupava picolé.

Outra coisa fantástica é o fato de que toda essa produção brutal de sorvete (e picolé?) era produzida por uma firma fantasma, que não existia, mas produzia e consumia o dinheiro que, segundo o slogan do governo, deveria ser “de todos nós”. E os marqueteiros ficaram também ouriçados com a possibilidade de substituir o slogan do Governo por “Sorvetes de Todos Nós!” Seria mais atrativo e chamativo.

Mas a coisa não ficou só por aí: para essa comilança de sorvete tinha que ter pessoal e, portanto, houve a contratação de 424 funcionários fantasmas, para preparar e para saborear os sorvetes (e os picolés?).

A operação era tão secreta que de nada sabiam o Secretário de Saúde, Dr. Carlos, o Governador, Dr. Dino, o Secretário da Articulação Política, Dr. Jerry, o Dr. dos Direitos Humanos e Participação Popular — sim, pois tanto sorvete é caso de direitos humanos e dos direitos dos políticos que apoiavam todo o governo do sorvete.

O milagre é que toda a fórmula de feitura do sorvete da trapaça era explicada ao Secretário de Saúde, com folha suplementar mandada preparar por alguém (?) de cima, que também não sabia de nada — só de tudo.

Sendo assim, entre sorvetes, picolés e roubalheira fica o pobre Maranhão com 20 mortes por semana, estradas esburacadas, filas e filas nos hospitais e nas UPAs, sem remédios e algodão. Os doentes, à beira da morte, só podem balbuciar:

— Me dá um sorvete aí!

“Mago” do marketing político avalia que disputa no Maranhão em 2018 será muito acirrada

Janderson Landim avalia que da mesma forma pode ocorrer no Maranhão, onde duas forças se concentram na polarização da disputa, através do desgastado discurso Sarney vs anti-Sarney. Na opinião do marqueteiro é possível construir uma imagem que possa derrotar aqueles que dominam o poder no estado.

Considerado no meio do marketing e publicidade política na Região Sudeste como um “gênio” ou “mago”, Janderson Landim fez uma avaliação do cenário eleitoral no Maranhão para 2018.

De acordo com o marqueteiro, a disputa será extremamente acirrada e um trabalho de construção da imagem dos candidatos será fundamental para que estes alcancem resultados positivos.

Com atuação no mercado do marketing político em São Paulo e no Maranhão, Janderson se destacou através de trabalhos bem sucedidos pela sua empresa Jakarta Publicidade. Ele foi um dos que compôs a campanha eleitoral de João Dória na capital paulista e no Maranhão se destacou com a vitória de Luciano Genésio em Pinheiro.

Os dois exemplos mostram bem a atuação de Janderson Landim, o colocando com status de gênio do marketing político.

Em São Paulo, ele ajudou o tucano a garantir uma vitória que para alguns era tratada como impossível. Já em Pinheiro, ele conseguiu vencer as duas máquinas públicas, Filuca Mendes (PMDB) e Leonardo Sá (PCdoB), garantindo Luciano Genésio (PP), como prefeito da principal cidade da Baixada Maranhense.

Janderson Landim vê disputa acirrada em 2018 e quebra da polaridade ‘Sarney vs anti-Sarney’.

Janderson Landim avalia que da mesma forma pode ocorrer no Maranhão em 2018, onde duas forças se concentram na polarização da disputa, através do desgastado discurso Sarney vs anti-Sarney.

Na opinião do marqueteiro é possível construir uma imagem que possa derrotar aqueles que dominam o poder no estado.

Desmistificar é preciso – Parte 1

por Joaquim Haickel

Para que se possa bem analisar o quadro político maranhense, é indispensável que primeiramente joguemos por terra alguns mitos que induzem à graves erros de avaliação.

O primeiro desses mitos é aquele que vem sendo difundido por todos os que se apresentaram como adversários de Sarney desde que ele subiu ao poder. Dizem que Sarney e seu grupo representa tudo que não presta, que eles são a escória da política maranhense. E não apenas isso, dizem que todos aqueles que se opõem ao grupo Sarney, são o que há de melhor em termos políticos e administrativos no Maranhão. Deste modo criaram um mito duplo, que demoniza uns e santifica outros.

Para desmontar esta farsa, estabelecida para satanizar uns e endeusar outros, basta observar que todas as vezes que os adversários de Sarney assumiram o comando do Maranhão, demonstraram ser muito piores que os sarneyzistas.

Quando os adversários do grupo Sarney conseguem ser muito bons, no máximo e com muito boa vontade só são capazes de se igualarem a eles, mas não por méritos seus, e sim por demérito dos sarneyzistas, que também não são assim tão bons como imaginam!

Para comprovar o que eu digo, basta fazer um retrospecto nos mais de trinta e seis anos de administração de políticos anti-Sarney em São Luís! A cidade é uma bagunça! Não há planejamento de qualquer tipo! Não há saneamento, a educação um desastre, a saúde é um caos, o transito é desastroso!… Não há nada que tenha sido feito em São Luís que credencie os políticos que a dominam, já lá se vão nove eleições consecutivas, como sendo melhores que os sarneyzistas.

O argumento usado pelos adversários de Sarney como desculpa para sua incompetência administrativa e incapacidade política no comando de nossa capital sempre foi a falta de apoio do governo do estado, o que é um outro mito, pois durante os quatro anos de Zé Reinaldo, os dois anos de Jackson e os três (quatro) anos de Flávio Dino, houve uma efetiva parceria do governo municipal com o governo estadual e nem assim mostraram a que vieram!?

Sobre os políticos de antigamente serem ultrapassados, ruins e nocivos, devo concordar que alguns deles realmente eram assim, mas há muitas e honradas exceções. No entanto soube de uma espécie de mote bem antigo que o governador Flávio Dino tem usado para tentar convencer alguns políticos, principalmente prefeitos, a alinharem-se a ele e ao seu governo.

Ele tem algumas vezes usado a mesma abordagem utilizada por vários políticos antigos, alguns considerados velhos coronéis do interior, outros tidos como raposas felpudas da política, e até mesmo por meu pai, que se tinha pouca instrução formal, era um homem de grande inteligência e profunda sabedoria.

Como meu pai, político tido por Flávio Dino como direitista pelego, patrimonialista e ultrapassado, o governador usa a velha abordagem do relacionamento interpessoal. Aquela em que seu operador diz ao interlocutor que acabou de conhecê-lo, que depois vai pedir em namoro, depois vai noivar, para só então vir a se casar com o coitado objeto de sua abordagem.

O que ocorre é que diferentemente de meu pai, que jamais abandonou seus amigos, Flávio Dino não titubeará em abandonar os seus, se este for o destino traçado para eles em seu roteiro de poder.

Sarney não é pior que nenhum outro político do Maranhão.

Flávio Dino pode até ser melhor que alguns políticos maranhenses, em alguns aspectos, jamais em todos. Em comparação a Sarney, Flávio é pior na grande maioria dos quesitos, como coerência, sabedoria, paciência e sangue frio; empata em vaidade e obstinação; e supera Sarney em juventude, arrogância e prepotência!

No final das contas, nem Sarney é o demônio pintado de vermelho, nem Flávio Dino é o messias salvador do Maranhão.

Serem parecidos deveria honrar Dino, Sarney nem tanto!…

PS: Este é o primeiro de uma série de três artigos sobre mitos da política maranhense que precisam ser derrubado. Nas próximas duas semanas publicaremos os outros.

O Maranhão precisa de um novo projeto político

É urgente a construção de um novo projeto político e de sociedade para o nosso querido e rico estado. Na verdade mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense

Não me canso de afirmar que o Maranhão nasceu para dar certo.

Também costumo dizer que no nosso estado é uma espécie de pequeno “Brasil”, pois possui todas as características socioeconômicas e geográficas do país: população pobre, mas trabalhadoras; grande extensão territorial; extraordinário litoral; diferentes ecossistemas; grandes bacias fluviais; extraordinário potencial turístico;  não enfrenta grandes desastres naturais como furacões, tornados etc., enfim, o Maranhão é um Brasil em miniatura com todo aquilo que o nosso país possui de melhor.

Ocorre que ao longo dos anos o Maranhão foi mal compreendido e, principalmente, mal gerido!

De todo período que o estado foi governado pelo grupo Sarney, e suas dissidências, talvez a melhor quadra possa ser considerada justamente os anos do governo de José Sarney, na década de 60.

Depois que Sarney deixou o estado para “ganhar” a República e acumular muito poder em todos os governos, dos militares aos civis, inclusive ele próprio chegando ao posto máximo da nação, paradoxalmente o Maranhão perdeu força e não conseguiu manter o ritmo de crescimento e desenvolvimento inciado pelo chamado “Projeto Maranhão Novo”, do então governador José Sarney.

Nem mesmo durante a era Roseana Sarney, o Maranhão conseguiu imprimir um modelo de desenvolvimento que priorizasse as riquezas e potencialidades do estado. Nessa época foram priorizados projetos que não levaram em conta as reais vocações econômicas locais.

Sem falar que a excessiva “ingerência” do marido Jorge Murad, muitas vezes acabou por atravancar as políticas públicas de fomento uma vez que o todo poderoso “primeiro-damo” tinha a mania confundir interesses maiores do estado com outros menos importantes, por assim dizer.

Do trabalhismo de Jackson Lago ao comunismo de Flávio Dino

Com a vitória de Jackson Lago (PDT) em 2006, brotou uma esperança muito grande no que poderia ser um início de um novo clico desenvolvimentista do Maranhão.

O governo trabalhista de Jackson chegou a apresentar à população um planejamento de longo prazo que tinha metas, objetivos, planos e programas bem definidos. Não fosse o famigerado “golpe judicial” que apeou o líder pedetista do poder, possivelmente o estado estaria em outro patamar no que diz respeito aos seus índices socioeconômicos.

Com a derrubada do governador Jackson Lago, volta novamente Roseana Sarney ao comando do governo prometendo fazer o “melhor governo da minha vida”.

Bem ou mal, a peemedebista conseguiu empreender muitas obras pelo Maranhão, inclusive na capital, tanto que Roseana é considerada a “melhor prefeita” que São Luis já teve. Isso sem falar no programa “Saúde é Vida”, que melhorou consideravelmente os serviços de saúde do estado.

Com a vitória de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, aquela mesma esperança por reais mudanças brotada quando da chegada de Jackson Lago ao governo, voltou a ser cultivada no seio do povo maranhense.

Passados quase três anos de governo comunista, porém, o que se vê em curso no Maranhão é um grande projeto de “boas intenções”. Só que não se governa um estado com as complexidades do Maranhão apenas com bases em boas intenções. É preciso muito mais! É preciso resultado!

O governador Flávio Dino não tem um projeto consistente de médio e longo prazo para o nosso estado. O comunista limitou sua gestão a distribuir asfalto para os municípios – asfalto esse de péssima qualidade, diga-se -, entregar ambulâncias obtidas com emendas de deputados federais; distribuir viaturas policiais com verbas federais para prefeitos depois se virarem para manter, inclusive com combustível; furar poços que os prefeitos são obrigados a pagar os projetos e até distribuir fardamento estudantil já no final do ano letivo!

Nesse sentido, a impressão é de que não temos um governador de verdade, mas tão somente um “prefeitão”.

O fato é que Maranhão ainda não conseguiu dar certo. Ainda não foi contemplado com a implantação de um projeto verdadeiramente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável!

É urgente, por tanto, a construção de novo projeto político e de sociedade para no nosso querido e rico estado.

Na verdade, mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense.

Em artigo, advogado analisa ingratidão de Flávio Dino com José Reinaldo Tavares 3

A depender da gratidão comunista, José Reinaldo Tavares poderá ter que contentar-se em ser vice de Flávio Dino ou, quiçá, suplente de senador de Weverton Rocha.

Ganhou boa repercussão na classe política o texto da lavra do advogado Abdon Marinho intitulado “POLÍTICA E GRATIDÃO”, publicado no seu site.

Marinho analisa a possível traição do governador Flávio Dino (PCdoB) em não apoiar a candidatura do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, a quem o comunista deve a sua carreira política.

“Se tem alguém que merece ser candidato pelo grupo que está no poder esse alguém é o ex-governador. E se tem alguém que lhe deve essa vaga de senador, esse alguém é o atual governador do Maranhão”, diz o advogado em determinado trecho do artigo.

O Blog do Robert Lobato já escreveu alguns posts sobre o fato de Flávio Dino estar empurrando Zé Reinaldo com a barriga e não declarar, de uma vez por todas, que o ex-governador contará com o seu apoio.

Contudo, a impressão que passa, infelizmente, é que Zé Reinaldo escolheu Flávio Dino como o seu grande e principal projeto político em detrimento a si mesmo, e agora colhe os frutos amargos dessa escolha, pelo menos até aqui.

A depender da gratidão comunista, José Reinaldo Tavares poderá ter que contentar-se em ser vice de Flávio Dino ou, quiçá, suplente de senador de Weverton Rocha.

É aguardar e conferir.

Fiquem com a íntegra do artigo de Abdon Marinho.

POLÍTICA E GRATIDÃO

Infelizmente os apelos dos textos não foram atendidos. Quase diariamente, ainda hoje, setores da mídia – que sabemos comem nos coches do palácio –, atacam o ex-governador com os epítetos mais baixos, inclusive, chamando-o de traidor.

ALGUÉM teria dito, que se a gratidão já habitou a casa da política, foi por tão pouco tempo que não deixou lembrança.

Outro dia, uma matéria no blog do jornalista Robert Lobato, dando conta, segundo o ex-deputado federal e constituinte, Haroldo Sabóia, que o governador do Maranhão, Senhor Flávio Dino, colocara o deputado federal e postulante ao Senado da República, José Reinaldo Tavares, na “geladeira”, pus-me a refletir sobre a frase com a qual inicio o texto.
Segundo o desabafo do ex-deputado constituinte, os Leões já teriam fechado questão em torno do primeiro nome na disputa pelo Senado Federal e, os demais, entre eles o ex-governador, iriam para o “murro”, pela segunda vaga na chapa.

Até ler o manifesto indignado do ex-deputado, não me passara pela cabeça tal coisa. Mesmo as denúncias de que as dependências do Palácio dos Leões estariam sendo usadas como comitê informal de campanha, ou que estariam em supostas sociedades, pouco ortodoxas, no setor de comunicação, creditava dever-se ao estilo extremamente audacioso do suposto preferido, que manifestação expressa do chamado “núcleo duro” do governo.

Ainda a mídia subterrânea impingindo ao ex-governador os mais cruéis adjetivos, dentre os quais, o de “traidor”, segundo dizem, por inspiração palaciana e ainda as diversas tentativas de “enquadramento” ao parlamentar, me fez perceber qualquer ato de deslealdade por parte dos atuais inquilinos em relação àquele.

Vou além, nunca passou pela minha cabeça que não fosse o ex-governador José Reinaldo, o candidato com vaga “cativa” na chapa governista, ficando os demais para a disputa da segunda vaga. Mesmo porque, como dizia antigo aforismo, antigüidade é posto.

E, não, apenas, por isso, o ex-governador, como é por todos sabidos, mesmos pelos mais ingratos, foi essencial para o quadro político que temos hoje.
Não sou eu que digo isso, é a história.

A primeira vez que falei com o ex-governador foi na antiga residência de verão, em São Marcos, corria o ano de 2006, há onze anos, portanto.

Apesar de nunca termos tido qualquer contato anterior, tratou-nos – a mim e a meu sócio –, como se fôssemos velhos conhecidos. Como não poderia deixar de ser, já na contagem regressiva para as eleições, trocamos impressões sobre o quadro politico. Ele achava que o ex-ministro Edson Vidigal seria o alçado para o segundo turno para disputa com a candidata Roseana Sarney. Opinei que achava mais fácil o Jackson Lago, por conta da militância mais aguerrida.

Naquela oportunidade, muito além do frenesi pela disputa majoritária, uma coisa me chamou a atenção: o extremo otimismo com que ele falava da candidatura do ex-juiz Flávio Dino, tratando-a como se fosse o fato mais relevante daquela eleição.

Falava com um certo brilho no olhar, uma espécie de empolgação “paternal”, antevendo o sucesso do filho. Acredito, já tinha como certo a vitória dele para a Câmara e que seria o candidato ao governo no pleito seguinte, 2010.

O resto da história é de todos conhecida. Como previ, Jackson lago foi o “aprovado” para o segundo turno, e lá conseguiu a vitória memorável sobre a candidata Roseana Sarney, para celebrar a data, o ex-governador, fez inaugurar num bairro popular da capital, a escola 29 de outubro, na Cidade Operária, uma homenagem singela.

Depois, Jackson Lago foi cassado pela Justiça Eleitoral – menos pelo que fez e mais pelos erros estratégicos cometidos –, e Roseana Sarney, assumindo o governo (e por conta dele), sagrou-se vitoriosa na eleição de 2010.

O sonho de Zé Reinaldo de ver o seu “favorito” eleito governador só foi concretizado em 2014. E, desde 2015, o que mais se comenta nas rodas políticas são os maus-tratos sofrido por ele patrocinados pelos subterrâneos dos Leões.

Em determinado momento, as agressões pareceram-me tão ofensivas que tomei a liberdade de escrever um texto cujo título foi: “Respeitem o Zé”, resgatando um pouco da história política do estado é o papel assumido pelo ex-governador.

Infelizmente os apelos dos textos não foram atendidos. Quase diariamente, ainda hoje, setores da mídia – que sabemos comem nos coches do palácio –, atacam o ex-governador com os epítetos mais baixos, inclusive, chamando-o de traidor.

Nunca os levei muito a sério porque a história está aí a comprovar: poucos dos que o atacam – na verdade, nenhum –, chegaram, pelo menos perto, do que fez o ex-governador pela alternância de poder no Maranhão. Muitos dos que estão encastelados no poder, usufruindo o que devem, e o que não lhes pertencem, assim estão, graças ao apedrejado.

Nestes onze anos, em troca a tudo que fez pelo projeto da alternância de poder, Zé Reinaldo teve mais dissabores que reconhecimento.

Em 2010, para ajudá-lo na eleição ao Senado Federal, lançaram cinco candidatos para as duas vagas; em 2014, fizeram mais, ele teve que abrir mão da candidatura em nome dos acordos e pactos maiores para eleição do governador.

Mas, apesar do retrospecto, não dei crédito a informação de o que o ex-governador José Reinaldo Tavares, estaria, mais uma vez, sendo preterido na disputa para o Senado, colocado na geladeira, como disse o ex-deputado Haroldo Sabóia, e que teria de ir para o “murro”, na sublegenda governista, caso queira ser candidato.

Não bastasse isso, os ataques rotineiros que sofre por parte da mídia “amilhada” pelo governo que ajudou a eleger.

Caso isso se confirme será algo, realmente, estupefaciente.

Se tem alguém que merece ser candidato pelo grupo que está no poder esse alguém é o ex-governador. E se tem alguém que lhe deve essa vaga de senador, esse alguém é o atual governador do Maranhão.

São duas vagas para o Senado Federal, o mínimo que o governador deveria ter feito – desde o primeiro dia que assumiu – era chamar os seus dizer: – um dos meus candidatos a senador em 2018 é José Reinaldo, se “matem” aí pela segunda indicação.
Era é o mínimo que deveria ter feito. Ato contínuo a isso, proibir a campanha sórdida que agentes do governo e seus xerimbabos têm feito contra o ex-governador.

Aprendi com meu saudoso pai – com sua sabedoria de analfabeto –, que lealdade não é favor, e, sim, dever. Todos estes que ficaram mais de 50 anos esperando para chegarem ao poder, têm o dever de lealdade com o ex-governador José Reinaldo, se não honrarem, merecerão, com maior razão, o adjetivo com o qual lhe brindam quase que diariamente. Uns mais que os outros.

A atual quadra política maranhense me traz uma outra lembrança.

Certa vez indaguei a um amigo e cliente do grupo Sarney: — Fulano, você pensa muito parecido conosco, por que não vem somar com a gente nesta eleição?
Respondeu-me: — Abdon, meu amigo, não faço isso porque tenho muito menos medo de Sarney que de “vocês”.

O ex-governador José Reinaldo, caso se confirme o que está desenhado, será a personificação viva do que me disse este amigo.

Abdon Marinho é advogado.