SENADO 2018: Márcio Jardim declara apoio a Weverton Rocha, “mas sem emprego na Prefeitura” 16

O argumento de Márcio que votará no candidato pedetista porque a segunda candidata do governo, a também deputada federal Eliziane Gama (PPS) é “golpista”, não passa de balela, até porque o que não faltará no palanque comunista de Flávio Dino é “golpista”. Aliás, é “golpista” que engancha.

Márcio Jardim é do bem, boa gente.

Mas, infelizmente, se perdeu!

Jovem militante petista, lulista, conheci Márcio nas escadaria de uma sede do PCdoB no início da década de 90. Mas, infelizmente, repito, se perdeu!

Não se sabe por qual motivo Márcio Jardim, de hora para outra, recuou nas críticas políticas ao governo Flávio Dino. Ex-pré-candidato ao Senado Federal, o petista foi duro em vários momentos com a posição do Palácio dos Leões em não aceitar que o PT fizesse parte da chapa majoritária ao lado do PCdoB.

Flávio Dino, como todos sabem, se impõe pelo medo e parece viver com mandatos de prisão debaixo do braço para intimidar que ousa desafiá-lo politicamente. A “KGB” local vive de dossiês e de bisbilhotar a vida alheia como forma de intimidação.

Ao declarar apoio ao candidato a senador Weverton Rocha, o bravo Márcio Jardim não apenas macula a sua biografia, como jogou na lata do lixo muitas das suas palavras enquanto dirigente e ex-pré-candidato petista nas muitas vezes que disse ter sido excluído dos planos dos Leões.

Ora, se ele próprio não serviu como candidato a senador por que agora é obrigado a declarar apoio a um candidato de outro partido? Quer dizer que Márcio Jardim não pode, mas Weverton Rocha pode? Que coisa!

O argumento de que vota no candidato pedetista porque a segunda candidata do governo, a também deputada federal Eliziane Gama (PPS) é “golpista”, não passa de balela! Até porque o que não faltará no palanque comunista de Flávio Dino é “golpista”. Aliás, é golpista que engancha.

Se por um lado a irmã errou politicamente em apoiar o impeachment da presidente Dilma, por outro lado dá um banho em Weverton Rocha quando o quesito é ética e retidão política.

Mas, para Márcio Jardim, isso é pouco.

Prefere se queimar dando apoio público ao nosso querido “Maragato”.

Mesmo “sem emprego na Prefeitura”, numa clara alusão a outro ex-pré-candidato petista a senador que mandou o projeto político para os ares e virou secretário de Holandinha.

E assim caminha o PT no Maranhão.

Até quando?

ELEIÇÕES 2018: Zé Inácio reafirma sua força política em São Luís

Em um grande ato político com lideranças o Deputado Estadual Zé Inácio (PT), realizou nesta quinta-feira 09/08, uma plenária de pré-campanha com as lideranças da região da grande Ilha de São Luís, no hotel Green Smart.

Com representantes de mais de trinta e cinco bairros da Grande Ilha, Zé Inácio apresentou as ações do seu trabalho durante quase quatro anos de seu mandato, como a luta pela classe trabalhadora, pelo movimento negro, o homem do campo, a juventude a defesa pela baixada, como algumas das principais propostas.

Desta vez, além do trabalho que já foi realizado no mandato, cada liderança falou um pouco do seu bairro. “Foi um momento oportuno para realizar um diálogo com as lideranças, e esse grande público demonstra o trabalho que já estamos realizando pela cidade no âmbito da educação, saúde, infraestrutura, cultura, o que se confirma com esse grande encontro”, disse Zé Inácio.

Zé Inácio também reforçou a candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no próximo dia 15 de agosto, e do lançamento do seu comitê localizado na Avenida Beira Mar, com previsão de lançamento no dia 20.

Participaram da mesa o professor Dimas Salustiano, o candidato a deputado federal pelo PT Raimundo Monteiro, a ex-deputada estadual Helena Heluy, a ex-prefeita de Itinga Vete Botelho, o secretário adjunto da secretária estadual de cidades Kleber Gomes, o secretário estadual de juventude do PT Carlos Augusto, e Nonato Chocolate secretário municipal de agricultura, pesca e abastecimento.

PT: Zé Inácio participa da homologação da candidatura de Lula à Presidência 2

O deputado Zé Inácio esteve neste sábado (04) em São Paulo, SP, para participar do Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). O evento reuniu centenas de pessoas na Casa Portugal, ponto histórico da militância de esquerda da cidade.
O grande momento do evento foi a escolha de Lula como candidato à Presidência da Republica pelo partido, o candidato foi escolhido por aclamação pelos delegados presentes no Encontro, reafirmando o discurso do partido de que “não existe plano B, não existe plano C, não existe plano Z, o nosso plano é L de Lula presidente”, afirmou o ator Sergio Mamberti, que conduziu o cerimonial.
Além de um vídeo lembrando os 100 dias de luta e resistência pela democracia em Curitiba, foi lida uma carta redigida por Lula especialmente para o encontro. Em um trecho da carta Lula convoca a militância petista para continuar na luta pela democracia e pelo povo.
“Este encontro nacional do PT talvez seja um dos mais importantes em toda a história do nosso partido. É enorme a responsabilidade que temos pela frente. A decisão de hoje vai nos conduzir a uma luta sem tréguas pela democracia, pelo povo brasileiro e pelo Brasil. E a vitória dependerá do empenho de cada um de nós”, escreveu Lula.
Lideranças politicas de partidos aliados, de movimentos sociais e do PT, bem como simpatizantes do ex-presidente Lula estiveram presentes no evento.
Já na madrugada deste domingo (5) o PT escolheu Fernando Haddad para compor chapa com Lula, como vice. O partido também anunciou coligação com o PCdoB, PROS e PCO.
Com a aliança entre PT e PCdoB, Haddad e Manuela D’Ávila, então candidata a presidência pelo partido comunista, devem sair pelo Brasil divulgando a candidatura de Lula.

ELEIÇÕES 2018: A valentia de Aníbal Lins (OU: Quando se tem que honrar as calças) 6

O que Aníbal Lins tentou foi resgatar o protagonismo político do maior e mais importante partido de esquerda do país! Mas os covardes e maricas do PT não toparam.

Entre medrosos e covardes do PT/MA, o economista e sindicalista Aníbal Lins deu prova que de ser “macho” vai além desse negócio de orientação sexual.

Aníbal foi macho!

Enquanto alguns “metidos a macho” se renderam por cargos e sinecuras ou recuaram no enfrentamento político para fazer do PT um ator protagonista no processe eleitoral de 2018, coube a Aníbal Lins a honrar as calças que veste.

O presidente licenciado do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão – Sindjus/MA foi ao limite da sua força partidária para ter a sua pré-candidatura ao governo pelo PT enfrentando todo tipo de pressão vinda não somente do Palácio dos Leões, como também do Palácio Clovis Bevilacqua, sede do poder Judiciário maranhense.

Aníbal Lins não está e nunca esteve só!

Ao seu lado há centenas se não milhares de petistas que entenderam que a sua pré-candidatura a governador representaria um anseio das bases que não é de hoje. Há tempos que o debate sobre candidatura própria no PT é pautado no partido, seja para o governo, seja para a prefeitura de São Luis.

O que Aníbal Lins tentou foi resgatar o protagonismo político do maior e mais importante partido de esquerda do país! Mas os covardes e maricas do PT não toparam.

Preferiram continuar fazendo do PT um mero “cabaré” do PCdoB.

Valeu, Aníbal!

Um ótimo e abençoado sábado para todos.

Até amanhã!

Seria melhor para o país se PSDB e PT fossem mais fortes, diz cientista político 4

Para Bruno P. W. Reis, ter partidos muito fracos é um dos problemas da democracia brasileira

O professor de ciência política da UFMG Bruno P. W. Reis em sua casa, em Belo Horizonte (MG) – Alexandre Rezende/Folhapress

Marco Rodrigo Almeida

Ruim com os partidos, pior sem eles.

Na contramão do amplo sentimento de repúdio à classe política tradicional, o cientista político Bruno Pinheiro Wanderley Reis defende que partidos fortes são fundamentais para a longevidade de uma democracia.

Em artigo recente, “Um réquiem para os partidos”, o professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) expõe suas preocupações a respeito do declínio, talvez irreversível, da identificação do eleitorado com as legendas em todo o mundo.

Para ele, um dos problemas da democracia brasileira é termos siglas fracas demais.

O declínio dos partidos é um caminho sem volta?

Eu receio que realmente estejamos migrando para um quadro tecnológico que torne toda aquela estrutura meio obsoleta. Toda aquela ideia de militância, diretórios, reuniões.

A democracia pode se tornar mais efetiva nesse quadro de partidos enfraquecidos?

Creio que não. Espero, na verdade, mais instabilidade política. Se o quadro partidário é fluido, e os alinhamentos não são muito dados, as opções estão todas abertas. Seja ganhar a próxima eleição, seja tentar derrubar alguém.

Quando há mais estabilidade partidária, você cria identidades e polarizações mais ou menos estáveis. Há uma elite política comprometida com a manutenção do status quo, o que favorece a estabilidade do regime.

A ironia é que, na visão popular, essa elite política tornou-se o grande alvo a ser abatido, no Brasil e no mundo.

Sim, as pessoas desconfiam dos partidos no mundo inteiro. Essas instâncias burocráticas ficaram pesadas. E com as redes sociais nos habituamos a um certo ativismo social meio imediato. Para que vou ficar enfiado anos a fio em reuniões de diretório e executiva?
Essas manifestações mais fluidas ocasionalmente alcançam seus objetivos, jogam 1 milhão de pessoas numa praça para protestar contra os políticos.
Mas assim como se constituem do nada, evaporam também. Um bom exemplo disso é Junho de 2013.

Retomando o ditado popular: ruim com os partidos, pior sem eles?

Exatamente. É ruim com eles, é fácil ver como tudo isso está aquém de uma idealização da política, mas é preciso tomar cuidado com a ideia de que tudo irá melhorar sem eles. Não, eu acho que ficará pior. Partidos fortes significam um processo decisório na cúpula fortemente conectado com a sociedade, com muito mais capilaridades.

Critica-se muito, aqui e lá fora, a hegemonia dos mesmos partidos, mas o senhor diz que um dos problemas de nossa democracia é ter partidos fracos.

Ao contrário do que dizem, nossos partidos são fracos. Tudo bem que PT e PSDB são mais fortes do que parecem. Não é trivial essa sequência de seis eleições seguidas para a Presidência polarizadas por eles. Mas, nas eleições de 2014, 28 partidos elegeram representantes para a Câmara. Precisamos de tudo isso? Por que PT e PSDB não têm perto de 50% da Câmara cada um deles, restando espaço para mais outros cinco ou seis partidos? Houve relativa decantação nas identidades em torno de PT e PSDB, e o sintoma é a eleição presidencial, mas o sistema eleitoral joga contra a produção de bancadas grandes no Congresso. Precisamos fortalecer nossos partidos. Hoje os maiores têm menos de 15% no plenário [PT tem cerca de 12% da Câmara; PSDB e PMDB, quase 10% cada um].

Seria melhor para o país se PSDB e PT fossem mais fortes no Congresso?

Seria, sem dúvida nenhuma. Isso não ocorre por causa da interação do sistema proporcional de lista aberta [em que as cadeiras obtidas pelo partido ou coligação são atribuídas aos candidatos mais votados] com nosso modelo de financiamento de campanha. Cada estado tem dezenas de cadeiras no Congresso, então temos milhares de candidatos tentando o voto de milhões de eleitores. O partido vai em busca de candidatos que puxam votos, e não necessariamente do candidato em que ele confia. Isso não favorece a identificação nem do ponto de vista do eleitor nem do ponto de vista do representante. Com a lista fechada [modelo no qual os partidos apresentam uma lista de candidatos previamente ordenada e o eleitor vota apenas no partido, e não em candidato], o partido sai da convenção com a chapa. Isso tornaria a campanha ao Congresso mais partidária, pois as legendas terão que articular alguma plataforma coletiva.

E qual o papel do financiamento nesse cenário?

É nosso outro calcanhar de Aquiles, a regra de financiamento. A oferta de dinheiro é extremamente concentrada no Brasil, pois o teto que incide sobre o doador é proporcional à renda. Isso mata o jogo. Se cada pessoa física só pode dar 10% do que ganha, para quem o candidato típico vai pedir dinheiro? Para gente rica. Então temos no Brasil milhares de candidatos disputando meia dúzia de financiadores. Esses financiadores compram, no atacado, influência sobre o sistema decisório inteiro. Então você aperta play por 30 anos e temos uma elite política que bajula as poucas fontes de renda.
O resultado dedutível disso é a Lava Jato. Mas demos um tiro no pé quando aplicamos um remédio judicial a um problema regulatório.

O combate à corrupção aprofundou nossa crise democrática?

Claro que há corrupção, mas forçamos a mão quando o STF admite no julgamento do senador Valdir Raupp (MDB-RO) que doação legal de campanha pode ser prova de crime de corrupção, pode ser propina. Se você desestabiliza o ambiente político em nome do combate à corrupção, você deteriora as condições do combate à corrupção. Publiquei até um artigo chamado “Lava Jato é o Plano Cruzado do combate à corrupção”. Tem essa coisa, oba oba, euforia, vamos prender gente.
Naquela época, tínhamos um problema regulatório sério, uma dinâmica econômica ruim, inflacionária. E aí você prende quem está remarcando preço. É o Plano Cruzado.
Agora é a mesma coisa. Temos um ambiente regulatório ruim para financiamento das campanhas e prendemos quem está operando conforme a música. Não é assim.
Se você desestabiliza o ambiente político em nome do combate à corrupção, você deteriora as condições do combate à corrupção. Precisamos mudar nossas regras. Não podemos deixar, seja Odebrecht, seja João Doria, doar sem limite. Teto para doação deveria ser nominal.

Olhando em retrospeto, muitos dizem que os governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Lula (PT) foram a época de ouro da democracia brasileira.

Eu ando brincando que num certo sentido voltamos ao normal do Brasil, à instabilidade. A cautela que peço às pessoas quando estão muito irritadas é que a vida, de forma geral, melhorou para os pobres e até para quem não era tão pobre no período FHC e Lula.

Então por que há hoje essa percepção de que tudo deu errado?

Primeiro porque veio a crise econômica. Eu brinco que partidos de esquerda não podem se dar ao luxo de ter uma crise econômica. Eles precisam zelar com muito capricho disso.
Lula fez isso, foi um ótimo presidente, mas Dilma Rousseff foi uma péssima presidente. A trombada entre o mercado viciado de financiamento de campanha e os órgãos de controle estava contratada, mas não se sabia quando ia ocorrer. Dilma propiciou a ocasião com um governo inepto.
E talvez o lastro político do período FHC e Lula não fosse tão sólido quanto parecia. Meus colegas falavam que estava tudo ótimo, maravilhoso, que tudo daria certo. Eu já dizia, temos um problema com financiamento de campanha, isso em 2006, 2007.

E quais são os caminhos para fortalecer nossos partidos?

Eu apoio neste momento qualquer coisa que reconcentre a demanda, implantando a lista fechada, e que desconcentre o dinheiro, com um teto de doação nominal. Ninguém poderia doar, sei lá, mais que R$ 50 mil.
Temos de nos orientar para votar em partidos. Se tivéssemos feito isso nos últimos 24 anos, teríamos um sistema muito mais forte agora.
Então não se trata de dizer se PT e PSDB são ruins ou são bons em si mesmos. Eles articulam de fato os polos em que passam os principais conflitos políticos da sociedade. Então devem ser fortes, pois isso vai facilitar o processamento desses conflitos no país.

ELEIÇÕES 2018: Em nota insossa e sem acreditar em Lula candidato, PCdoB prega unidade das esquerdas no 1º turno 2

Comitê Central do PCdoB encerrou reunião neste domingo (22).

O Comitê Central do PCdoB reafirmou, ontem, domingo (22), que a estratégia eleitoral para derrotar a direita nas eleições de outubro é a unidade das esquerdas já no primeiro turno da eleição presidencial.

Insossa, cheia de generalidades, de quem já perdeu o brio proletário e claramente sem acreditar na candidatura de Lula ou de outro nome petista, na nota do PCdoB dá uma flertada com Ciro Gomes (PDT), mas para não ficar mais feio do que já está, teve reafirmar a pré-candidatura da Manuela D’Ávila para presidente.

O fato é que o PCdoB parece claramente dividido nesta atual conjuntura do país, só que com uma clara tendência de apoiar o desequilibrado do Ciro Gomes, posto que para do comunismo do Brasil, pelo visto, o ex-presidente Lula é coisa do passado.

A seguir a íntegra da no comunista.

PCdoB conclama PT, PDT, PSB e PSOL: Unidade desde já

Aberto o calendário das convenções partidárias, vem à tona uma nítida orquestração das forças conservadoras que entronizaram o desastroso governo Temer para tentar vencer as eleições presidenciais com uma candidatura do consórcio golpista. Desenha-se uma coesão do campo político da direita e centro-direita em torno do candidato do PSDB Geraldo Alckmin. Faz parte dessa orquestração tentar isolar o candidato do PDT Ciro Gomes e, também, concorrentes do tucano pertencentes ao seu espectro político e, ainda, manter a candidatura do MDB, Henrique Meirelles, com o intuito de descolar Alckmin de Temer.

Não se deve subestimar esse movimento de reforço a Alckmin e nem o candidato de matiz fascista Jair Bolsonaro, mas a disputa presidencial está longe de estar definida, seguirá acirrada e de resultado incerto, mesmo com o líder das pesquisas, o ex-presidente Lula, mantido arbitrariamente encarcerado. O PCdoB prossegue a luta pela liberdade do ex-presidente e pelo seu legítimo direito de ser candidato. Alckmin carregará nos ombros, mesmo que se esquive, o governo que imputou grande sofrimento e tragédias ao nosso povo; e seu programa é antinacional, antipopular e autoritário.

Neste cenário, o PCdoB reafirma a convicção de que a estratégia política da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas deve ter por centro a vitória eleitoral em outubro, o que exige marcharem unidas desde já.

Para isto, o PCdoB conclama o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições, derrotar a agenda neoliberal e neocolonial de Alckmin, Temer e Bolsonaro, retirar o Brasil da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de desenvolvimento soberano com geração de empregos, distribuição de renda e direitos.

Da parte do PCdoB, reiteramos que Manuela D’Ávila, que segue com sua exitosa pré-campanha, renovará seu empenho para que se viabilize a união do campo progressista, condição imperativa para que alcancemos a quinta vitória do povo.

São Paulo, 22 de julho de 2018

Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

ELEIÇÕES 2018: Aníbal Lins dever virar “Aníbal Lula” na campanha ao governo, caso tenha seu nome aprovado em encontro do PT 4

Os chamados dinopetistas “plantam” na mídia palaciana que a data do encontro já foi mudada, contudo não apresentam quaisquer documentos tratando sobre a tal mudança do evento. Está tudo “só de boca” e assim não vale, assim é fake news.

O pré-candidato a governador pelo PT, o sindicalista e economista Aníbal Lins, deve registrar seu nome como “Aníbal Lula” para aparecer nas urnas das eleições/2018, segundo apurou o Blog do Robert Lobato.

A estratégia, claro, é mostrar que o petista é o único candidato ao governo do Maranhão com a legitimidade para defender o “Lula Livre” e o legado dos governos do PT.

Porém, tudo vai depender do desfecho que o partido de “Aníbal Lula” tomar no encontro estadual do PT, antes previsto para acontecer no próximo dia 27, mas que ainda está sendo analisado pela direção nacional do partido depois que o governador Flávio Dino ligou para a presidenta Gleisi Hoffmann pedindo para que o encontro acontecesse no mesmo dia do ato do PCdoB.

Os chamados dinopetistas “plantam” na mídia palaciana que a data do encontro já foi mudada, contudo não apresentam quaisquer documentos tratando sobre a tal mudança do evento. Está tudo “só de boca” e assim não vale, assim é fake news.

O fato é que as próximas semanas prometem muitas emoções, inclusive com vários recursos chegando na cúpula petista e até nas barras da Justiça.

É aguardar e conferir.

As eleições e a estratégia Lula ou Lula

“Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país.”

Por Aldo Fornazieri*

Setores do PT têm proposto a palavra de ordem “Lula ou nada”, como eixo articular da estratégia para enfrentar as eleições de 2018. Não se sabe bem o que esta ideia significa, mas, de per si, é um equívoco. Numa interpretação estrita da ideia ela só seria pertinente se significasse que, se Lula for impedido de concorrer, o PT boicotaria as eleições. Mas, aparentemente, o próprio PT sabe que um boicote às eleições seria um desastre para o partido e para a própria sociedade, pois as forças conservadoras poderiam ocupar um espaço nos governos e nas Casas Legislativas maior do que aquele ocuparão sem um boicote. Ademais, o boicote às eleições implicaria estar preparado para uma guerra continuada com o próximo governo, na suposição de que seria ilegítimo. Mas, até agora, o PT tem mostrado escassa força mobilizadora.

Mas se a palavra de ordem “Lula ou nada” não expressa uma estratégia de boicote às eleições, mesmo assim ela é equivocada. Trata-se de uma palavra de ordem negativa e, portanto, despotencializadora e despolitizadora. Se a ideia é caminhar com Lula até o fim, o que implica concorrer às eleições mesmo sub judice a melhor palavra de ordem para expressar essa estratégia é “Lula ou Lula”. Isto é: concorrer com Lula sem os impedimentos legais ou concorrer com Lula mesmo sub judice, o que implicaria numa decisão judicial após o resultado das eleições caso Lula fosse eleito. Esta palavra de ordem é positiva e consistiria numa afirmação positiva de uma estratégia, conferindo-lhe potência e atratividade. Até porque concorrer com Lula sub judice o PT não ficaria com nada: poderia imprimir potência e positividade às candidaturas parlamentares, senatoriais e aos governos dos Estados. “Lula ou Lula” é a afirmação do próprio Lula, expurgando a noção de que a negatividade “nada” possa ser alternativa ao “Lula”.

Qual o mérito da estratégia “Lula ou Lula”, isto é, concorrer com Lula legalmente aceito pela Justiça ou com Lula com a candidatura sub judice? A estratégia é factível, ao menos, por quatro argumentos de razoabilidade. O primeiro argumento é o do risco. De acordo com dados veiculados pela imprensa, em 2016, cerca de 145 prefeitos se elegeram sem o registro das candidaturas deferido pela Justiça Eleitoral. Desses, 70% conseguiram reverter a situação e assumiram os seus cargos depois de eleitos. Então, quanto ao risco, há um enorme precedente jurídico no sentido de que candidatos sem o registro deferido podem participar das eleições com seus nomes constando nas urnas. Não seria razoável que o nome de Lula não constasse. Ademais, o alto percentual de reversão do não deferimento – 70% – mostra que o risco compensa.

O segundo argumento é o da recompensa. Todas as pesquisas indicam que a possibilidade de Lula vencer no primeiro ou no segundo turno é grande. Numa eleição que vem se caracterizando pelo descrédito, pela apatia e pela desesperança, Lula é o único líder capaz de conferir-lhe crédito, estímulo, significado e esperança. Todos os senões e restrições que possam existir em relação a Lula já estão precificados nas atuais intenções de voto. Desta forma, os riscos de perdas eleitorais são pequenos e as possibilidades de ampliação das intenções de voto no ex-presidente são grandes. Lula é o único candidato que pode alterar de forma positiva e de forma significativa o ânimo dos eleitores.

O terceiro argumento é o da responsabilidade. As forças democráticas e progressistas têm a obrigação de lutar para derrotar as forças conservadoras comprometidas com programas anti-sociais, anti-nacionais, anti-populares e anti-civilizacionais. Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país. Com isto não se quer negar a legitimidade das candidaturas de Boulos, Manuela e Ciro, pois, certamente, esses candidatos e os partidos que os apóiam têm entendimentos diversos acerca das prioridades estratégicas na presente conjuntura. Tendo em vista que não há o monopólio da verdade, é preciso que todas as forças democráticas, progressistas e de esquerda desenvolvam diálogos produtivos e construtivos entre si.

O quarto argumento é o da coragem e o do confronto. O Judiciário golpista, arbitrário, persecutório, parcial, serviçal das elites e punitivo dos pobres precisa ser confrontado. Um judiciário que rasgou a Constituição, que espezinhou as leis, que viola a hierarquia, que degrada a jurisprudência, que blinda e protege os políticos do PSDB e que é corrupto e eivado de privilégios, precisa ser desmascarado, denunciado e combatido. Levar a candidatura Lula até as últimas consequências é um ato de coragem e de enfrentamento de um Judiciário que está a serviço de uma elite predadora.

Caberá a esse Judiciário a responsabilidade histórica de permitir ou impedir que Lula, um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, seja ou não legalmente candidato. Estará em jogo não só a biografia dos ministros das Cortes superiores, mas o destino da atual crise e o destino do futuro do Brasil. Caberá a eles decidir se a crise se agravará ou se se permite que se abram as portas para buscar saídas a um pais que tem um povo martirizado por todos os tipos de misérias e carecimentos. A coragem dos democratas e progressistas precisa confrontar o arbítrio de um Judiciário corrompido e degradado. Esse Judiciário precisa ser confrontado nos tribunais e nas ruas, com a exigência da liberdade de Lula e de sua candidatura.

Mas cabe perguntar: os juízes das Cortes superiores se importam ainda com suas biografias? Se tiverem um mínimo de dignidade, sim. Se tiverem um mínimo de responsabilidade para com o Brasil, sim. Mas é altamente duvidoso que vários deles cultivem esses sentimentos. Se não os cultivam, as biografias não importam para eles porque as suas almas já se danaram pela indignidade, pela corrupção e pela maldade.

Há que se admitir, por fim, a possibilidade de o Judiciário impedir que Lula concorra até mesmo sub judice, inviabilizando a presença do seu nome na urna. Neste caso, dois argumentos deveriam nortear a estratégia do PT: o argumento da redução de danos e o argumento da responsabilidade. Ambos apontam para a substituição de Lula por um outro candidato do partido. Sem um candidato presidencial, 1) as candidaturas para os outros cargos também se fragilizariam e, 2) é responsabilidade de todos os partidos progressistas, inclusive do PT, buscar eleger o maior número possível de candidatos para barrar a direita e lutar pelos interesses dos mais pobres e do Brasil.

O PT está atrasado na escolha de um candidato a vice para que ele possa ser a voz de Lula e, ao mesmo tempo, fortalecer-se e afirmar-se enquanto liderança. O argumento de que este vice enfraqueceria Lula e seria visto como um plano B não procede. É o argumento que expressa a falta de convicções, de direção e de comando. Um partido que tem capacidade de direção e sabe o que quer e tem convicção de sua estratégia não pode temer este tipo de situação.

Por fim, falta ainda transformar o grito pela liberdade de Lula e pela sua candidatura em voz das ruas. As manifestações que ocorreram no final de semana nos mercados públicos de Belo Horizonte e de Curitiba mostram que isto é possível. Existe um ambiente público favorável para que se crie nas ruas e nas aglomerações públicas uma corrente de vozes que clamem pela liberdade e pela candidatura de Lula. O que falta é liderança para que essas vozes se façam ouvir e para que essas mobilizações se transformem numa poderosa força de pressão sobre um sistema arbitrário e corrompido.

*Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)