Em discurso equilibrado, Othelino Neto fala em oposição “responsável” ao governo Bolsonaro 2

Equilibrado, para dizer o mínimo, o pronunciamento do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PC do B), que na sessão desta quarta-feira, 29, foi à tribuna, e avaliou o resultado das eleições para presidente da República, que elegeram o deputado federal Jair Bolsonaro com 55% dos votos válidos. Reiterou que o PCdoB, partido a que está filiado, fará uma oposição responsável e democrática.

Othelino enfatizou que, apesar da chapa do candidato Fernando Haddad, que seu partido apoiou, ter sido derrotada, é preciso aceitar a decisão da maioria da população brasileira, como manda a democracia. Em seguida, demonstrou preocupação com algumas promessas de campanha de Bolsonaro. “É um caso talvez ímpar, onde precisamos torcer para que grande parte das promessas feitas pelo hoje presidente eleito, ele não as cumpra, porque só assim o país terá a paz necessária para que possamos viver bem”, alertou.

Ainda no seu discurso, o deputado alegou ter ficado triste com o resultado, mas desejou êxito na administração do presidente eleito, pedindo, também, atenção à grande parte da população que não votou nele. “Que Bolsonaro possa, principalmente, pacificar o Brasil. Todos precisam ser respeitados e bem cuidados, independente de terem lhe conferido o voto ou não. Quando passa a eleição, o governante não é só governante de quem o elegeu, é governante de todos. Foram 47 milhões de votos para Haddad, o que é uma quantidade expressiva e sinaliza que o presidente eleito precisa reconhecer que tem uma banda da população que precisa ser vista e respeitada”, lembrou.

Othelino Neto concluiu seu discurso afirmando que o PC do B fará oposição ao presidente  de forma democrática e responsável, atendendo a vontade da sociedade brasileira. “Nós, do PCdoB, como respeitamos os nossos eleitores, entendemos o recado das urnas. Agora, ficaremos vigilantes para garantir o estado democrático de direito, garantindo os avanços sociais obtidos a duras penas pelo povo brasileiro e para que ninguém seja discriminado por raça, por religião, por orientação sexual, ou por ter posturas e opiniões divergentes das posições majoritárias”, finalizou.

Confira o vídeo a seguir com com trecho do pronunciamento do presidente Othelinho Neto.

BOLSONARO-17: Um voto crítico de um socialista convicto 42

Vou dar esse voto no “17” acreditando que o Maranhão vai precisar de interlocução no planalto, já que na planície a coisa está feia com um governador ideologizado totalmente de oposição a um eventual governo Jair Bolsonaro.

Milito na esquerda socialista/marxista desde o final da década de 80.

Meus primeiros flertes com o pensamento socialista foi com uma professora de História chamada Leila, uma simpática coroa lá do Colégio Franco Maranhense.

Depois veio o professor Joan, também de História, que fez eu ser cada vez mais de esquerda.

Contudo, foi só no Rio de Janeiro, em 1989, que consolidei minha ideologia esquerdista impulsionado por um companheiro do PCB, do Piauí, quando me convidou para uma plenária do partido convocada pelo então reitor da UFRJ, professor Horácio Macedo, de saudosa memória.

Poucas pessoas sabem, mas apenas uma vez deixei de votar no PT para presidente.

Foi exatamente em 1989, quando votei em Leonel Brizola no primeiro turno daquela eleição presidencial embalado pela adesão do “Cavaleiro da Esperança”, Luis Carlos Prestes, à candidatura do líder trabalhista.

Em 2010, apesar do apelo do também saudoso Jackson Lago, por pouco não votei em José Serra (PSDB) para presidente. Na época havia uma indignação de boa parte da esquerda maranhense por conta da cassação do ex-governador. Mesmo assim votei na Dilma.

Fui vice-presidente e tesoureiro estadual do PT no Maranhão. Tenho uma história nesse partido e protagonizei um papel importante no caso do “mensalão”, quando fui procurado por Domingos Dutra e Augusto Lobato, lá no SESC Itapecuru, para falar sobre o que sabia.

Não tenho arrependimento algum do que fiz, mas não faria novamente, confesso!

Pois bem. O Brasil está numa encruzilhada. Não é hora para omissões e Robert Lobato nunca foi de ficar omisso politicamente! Mais do que um blogueiro, sou um agente e militante político!

Vou dar um voto crítico no 17 amanhã, domingo 28.

Não acho que Bolsonaro seja o que o Brasil precisa, como também não acho que o professor Haddad seja essa “Brastemp” como querem fazer a gente acreditar. Aliás, nem Lula acha, tanto que demorou uma vida para escolher o “poste” ou a “Dilma de saia”, como muitos lulistas de carteirinha se referem a Fernando Haddad.

E falando em Lula, tenho lá minhas dúvidas se realmente o ex-presidente deseja ver Haddad eleito presidente. Se quisesse não teria publicado uma carta que, ao contrário de apoio ao candidato petista, na verdade é um tiro de morte na candidatura do “13”.

Também tenho lá minhas dúvidas se Lula queria ou não o impeachment da Dilma, mas isso é outra história que um dia tratarei em livro.

Vou dar esse a voto no “17” acreditando que o Maranhão vai precisar de interlocução no planalto, já que na planície a coisa está feia com um governador ideologizado totalmente de oposição a um eventual governo Jair Bolsonaro.

Não se trata de um voto de amor; de paixão muito menos.

Trata-se tão somente de um voto. Um voto de um socialista convicto!

Um voto também de lealdade a amigos e aliados.

Até segunda-feira, 29.

E seja o que Deus e os eleitores quiserem.

Sobre Geraldo Alckmin 14

A impressão que o presidenciável Geraldo Alckmin deixa, ao menos para este blogueiro, é de que o Brasil tem a sua disposição um homem sério, correto, ético, competente e, sobretudo, simples para governar este país.

Quem conhece (de verdade) este blogueiro sabe que sou forjado na esquerda socialista desde quando me conheço por gente. “Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Robert! ser gauche na vida”, parodiando o mestre Carlos Drummond de Andrade.

Como todo jovem, já tive meus momentos de rebeldia, raiva, indignação e a justa vontade de querer mudar o mundo. Aliás, mudar o mundo é ainda o que me move.

Antes de ser um socialista por convicção, sou um humanista incorrigível! Aquariano, boliviano e flamenguista!

Tenho a convicção de que o ser humano, com suas virtudes e vícios, é a melhor obra de Deus. Sou renascentista por natureza no sentido de achar que o “homem é a medida de todas as coisas”.

Essas preliminares são para fazer, enquanto homem de esquerda e petista, um reconhecimento público ao ex-governador de São Paulo é pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin.

Geraldo é um homem de bem. Aliás, de bem e do bem.

Geraldo está preparado para governar este país, caso o povo brasileiro resolva elegê-lo presidente.

Na sua passagem pelo Maranhão não vi um Geraldo Alckmin “vendilhão” da Pátria. Pelo contrário: vi um homem público com visão de estadista que sabe e reconhece o papel das empresas públicas enquanto instrumentos de construção de um Estado-Nação de verdade.

Meus companheiros do PT podem até zangarem-se comigo, mas ouso a afirmar que se Geraldo Alckmin chegar à presidência o nosso partido deveria dar uma trégua ao presidente eleito e, quicá, participar do seu governo se chamado a tal missão. O mesmo vale para Lula ou outro companheiro do PT se eventualmente chegar ao Palácio do Planalto, ou seja, chamar os social-democratas para coalizão de verdade, republicana!

A impressão que o presidenciável Geraldo Alckmin deixa, ao menos para este blogueiro, é de que o Brasil tem a sua disposição um homem sério, correto, ético, competente e, sobretudo, simples para governar este país.

“Porra, Robert, e o nosso Lula?“, pode perguntar, puto, um companheiro do PT.

Bom, respondo: Lula é não mais Lula, é uma ideia.

Um ótimo e abençoado domingo para todos e todas.

ELEIÇÕES 2018: Geraldo Alckmin escolhe o Maranhão para dar o pontapé inicial da sua pré-campanha a presidente 6

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB), escolheu o Maranhão para ser o primeiro estado nordestino que irá visitar.

O tucano participará de dois eventos na capital maranhense nesta fase de pré-campanha, ambos no dia 5 de maio.

Primeiro, o pré-candidato participará, às 8h30, da inauguração da sede do Diretório Estadual do PSDB, localizada na Praia da Ponta d’Areia; Em seguida, às 10h30, Geraldo dirige-se para o Centro de Convenções do Multicenter Sebrae para encontro com lideranças do PSDB local, quando são esperadas dezenas de caravanas vindas de todas as regiões do estado.

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país.

“Nos deixa não só mais animados no projeto que temos para o Maranhão, mas sobretudo orgulhosos em receber o governador Geraldo Alckmin aqui no nosso estado, na nossa capital São Luis. Ao escolher o Maranhão como primeiro estado nordestino para visitar na condição de pré-candidato a presidente da República, Geraldo dá uma clara demonstração de que, uma vez eleito, o Maranhão terá um tratamento de destaque pelo governo federal, o que é muito importante para alcançarmos um outro patamar de desenvolvimento”, disse Roberto, que é pré-candidato a governador.

Os tucanos maranhenses não apenas querem recepcionar o presidenciável do 45 no estado, mas fazer da visita do Geraldo Alckmin um dos maiores atos políticos do PSDB, no país, nesta fase pré-campanha a presidente da República.

Por que Sarney merece respeito 43

Por tudo que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país

Sou daqueles que acham que deve-se dar a César o que é de César quando César está vivo e não depois de morto.

Afirmo isso porque é muito comum as pessoas reconhecerem os méritos dos outros só depois de mortos.

Não há menor sombra de dúvidas de que quando a vida deixar o ex-presidente José Sarney vão jorrar elogios a sua biografia. Os adversários, ainda que hipocritamente, serão os primeiros a reconhecer as qualidades desse que é o mais importante político do Maranhão e um dos maiores da história do país.

Pois bem. Resolvi escrever este post porque aprendi a respeitar e admirar o velho José Sarney. Não é possível uma pessoa com o mínimo de inteligência desconhecer o papel que o Sarney teve e tem na política nacional.

Ora, um cara sair das sertanias da Baixada Maranhense e chegar a Presidência da República por si só já é suficiente para ser respeitado. E não adianta minimizar a sorte do Sarney por conta do azar do Tancredo. Negativo! Se virou presidente do país é porque soube construir o seu caminho e aproveitar de forma inteligente as oportunidades que a vida lhe deu.

Fico impressionado quando vejo pessoas como Flávio Dino, Márcio Jerry, e outros com biografias parecidas, atacarem o Sarney como se tivessem a estatura política do ex-presidente. Atacam uma autoridade que recebe, na sua residência, lideranças políticas de tudo que é partido e de todas as matizes ideológicas. É ridículo, portanto, no afã de posar de “antissarney”, agredirem uma pessoa que é respeitada inclusive por lideranças das esquerdas do Brasil e vários países do mundo!

Lula, o maior líder popular e de esquerda das últimas décadas, percebeu a importância de José Sarney. Não é por acaso que a relação dos dois é quase de compadres e se respeitam mutuamente.

E engana-se quem pensa que a relação respeitosa do petista com o peemedebista se dá com a chegada de Lula ao Palácio do Planalto em 2003.

Em 1994, salvo engano, Sarney escreveu um artigo para a Folha de São Paulo intitulado “A Lula o que é de Lula”. Foi uma defesa que o então senador fez do Lula que na época era acusado pela direita de ser sustentado pelo empresário Roberto Teixeira.

Esse artigo fez com que o então presidente do PT e deputado federal José Dirceu mobilizasse a bancada do partido, na Câmara, para fazer uma vista de agradecimento a Sarney. Vem daí essa aproximação do PT e do Lula com o ex-presidente.

Do Maranhão à República

A maior crítica que fazem ao Sarney é que ele não conseguiu usar todo o seu poder obtido na política nacional, inclusive enquanto presidente da República, para fazer do Maranhão um estado mais próspero.

Bom, isso não pode ser contestado pura e simplesmente, pois de fato Sarney poderia ter feito muito mais pelo Maranhão a partir da influência que teve em todos os governos federais desde a década de 60 até hoje.

Talvez o maior erro do ex-presidente tenha sido o de deixar o Maranhão para ganhar a República e passar o bastão político para prepostos e familiares seus fazer o que bem quisessem do estado. Deu no que deu!

Por conta dessa sua opção, Sarney é obrigado a conviver com a crítica de que o Maranhão possui os piores índices socieconômicos do Brasil mesmo sendo a terra de um dos políticos mais influentes da República.

De qualquer forma, Sarney tem seus méritos. Foi um bom governador, talvez o melhor dos últimos “50 anos”, cumpriu um papel fundamental na transição democrática do país, teve participação destacada como moderador em todas crises políticas desde que deixou a Presidência da República e continua sendo um líder carismático e com características de estadista, temos que admitir.

Por tudo o que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, o presidente José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, mesmo depois da sua morte, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país.

E por isso merece o nosso respeito.

Não é para qualquer um ser um Sarney.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: Estado de saúde do presidente Humberto Coutinho intensifica movimentações de deputados 2

Já é grande a movimentação de bastidores no Poder Legislativo uma vez que o presidente da casa pode ser obrigado a deixar o posto para tratar exclusivamente da sua saúde

Nenhum deputado, claro, fala abertamente sobre o assunto até por razões éticas, mas o agravamento do estado de saúde do presidente Humberto Coutinho (PDT) tem levado os parlamentares a se movimentarem intensamente nos últimos dias.

Caso o deputado-presidente seja obrigado a renunciar o mando para tratar exclusivamente da saúde ao lado dos seus familiares, haverá abertura de um processo de eleição para a escolha de um novo presidente do Poder Legislativo maranhense.

É difícil afirmar com 100% de certeza quem seria o favorito a esta altura do campeonato, mas o atual vice-presidente Othelino Neto (PCdoB) desponta com grandes chances, indiscutivelmente.

Em primeiro lugar, o deputado é aliado de primeira hora do Palácio dos Leões, um dos maiores defensores do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão e sempre faz os contrapontos mais radicais com a oposição.

Em segundo lugar, tem ótimo trânsito com os seus pares e sempre que foi obrigado a assumir a condição de presidente no lugar de Humberto Coutinho tirou de letra. Não há um deputado que reclame do tratamento que Othelino Neto dispensa aos seus pares e isso conta bastante para uma eventual candidatura sua a presidente da casa.

Em terceiro lugar, e talvez o mais importante, é que Othelino já é o vice-presidente e na necessidade de assumir a titularidade do cargo porque não poderia ser logo alçado a tal condição e, dessa forma, evitar uma disputa na base governista?

Outros nomes

Outros dois nomes também lembrados para presidente do Palácio Manuel Beckman em situação extraordinária são Rogério Cafeteira (PSB) e Rafael Leitoa (PDT).

Rogério é o atual líder do governo, mas lhe falta a habilidade necessária para eventualmente ter que assumir o comando da Assembleia Legislativa, já, ao que parece, não tem lá muita capacidade para aglutinar apoio em torno de si.

Já Rafael Leitoa, embora seja suplente, numa eventual saída de Humberto Coutinho assume a titularidade do cardo e pode virar presidente sim, até porque representa uma Região importante do estado e pode ser a moeda de troca, com o governo, para garantir a sua reeleição.

Corre por fora ainda o nome do deputado licenciado Neto Evangelista, que não está no centro do articulação, mas possui características que o ajudam a chegar à presidência da casa se for chamado para tão honrosa missão.

Enfim, por enquanto é isso o que rola nos bastidores da Casa do Povo em relação a uma eventual necessidade de mudança de comando…