DIÁLOGOS PELO MARANHÃO: Pedro Fernandes enquadra Flávio Dino 15

Observadores experientes da política local apostam que os trabalhistas brasileiros não ficarão no palanque do governador comunista.

Quem conhece o deputado federal Pedro Fernandes sabe que ele não guarda almoço pra janta.

Pois bem. O presidente estadual do PTB deu uma enquadrada legal no governador Flávio Dino (PCdoB) durante o “Gogó”, ops!, “Diálogos pelo Maranhão”, realizado no último sábado (5), no luxuoso Rio Poty Hotel.

Pedro Fernandes foi obrigado a enquadrar o comunista quando, em mais um show de arroubos, foi dizer que a área da educação só avançou no seu governo, detonando a “educação da oligarquia”.

Foi quando Pedro Fernandes pediu a palavra e teve que lembar o governador que ele, Pedro, foi secretário de Educação e fez um bom trabalho na área. O constrangimento foi geral. Já o Gastão Vieira (Pros), também ex-secretário de Educação na era Roseana Sarney (MDB), preferiu escutar calado e covardemente os insultos de Flávio Dino.

O PTB faz parte atualmente da base do governo Flávio Dino, mas está em disputa.

Observadores experientes da política apostam que os trabalhistas brasileiros não ficarão no palanque do governador comunista.

É aguardar e conferir.

Sarney elogiou indicação de Pedro Fernandes para Ministério, afirma ex-deputado 16

“Estive com Sarney no dia da indicação e ele comentou comigo que seria uma coisa muito boa para o Maranhão ter dois ministros novamente, ainda mais sendo Pedro.”

Assim escreveu o ex-deputado estadual Joaquim Haickel em artigo publicado em seu blog, ontem, quinta-feira, 4.

Com bom trânsito no núcleo duro do sarneysismo e detentor de ótima relação com o próprio ex-presidente José Sarney, patriarca do clã, Joaquim Haickel fez uma boa leitura do episódio que praticamente marcou a primeira semana de 2018, qual seja a indicação do deputado federal Pedro Fernandes (PTB) para o cargo de ministro do Trabalho, mas que não durou 24h, tendo o parlamentar que recuar no projeto por ter sido, segundo a sua versão, vetado por Sarney.

Esse episódio colocou Pedro Fernandes numa saia justa daquelas, e que pode até lhe custar o comando do PTB no estado.

Mas isso é assunto para outra postagem.

Fiquem com a íntegra do artigo de Joaquim Haickel.

A verdadeira história por detrás da não nomeação de Pedro Fernandes para ministro

Pedro Fernandes se elegeu vereador de São Luís em 1992, vaga que antes era ocupada por seu irmão, Manoel Ribeiro, que foi inclusive presidente da Câmara Municipal da capital, e naquele momento era deputado estadual, e iniciava ali sua brilhante trajetória política.

Mas essa história remonta mesmo os idos do ano de 1993! Tudo começou quando impuseram aos deputados e à Assembleia Legislativa do Maranhão, durante 10 anos, o nome de Manoel Ribeiro como presidente do legislativo estadual. Uma hora os nossos erros voltam para nos assombrar!

Em 1998, depois de duas eleições consecutivas de Manoel como presidente da ALM, Pedro disputa e ganha um mandato de deputado federal, cargo que ocupará por cinco mandatos sucessivos, até que, sabiamente, passará o bastão para seu filho, Pedro Lucas, em 2019.

Até aí tudo está certo, translúcido e completamente bem explicado e entendido.

Os Ribeiros sempre foram aliados do grupo liderado por José Sarney, mesmo que o mando deste grupo tenha sido exercido por sua filha Roseana nos 14 anos em que ela foi governadora do Maranhão.

Para Roseana era muito cômodo que Manoel Ribeiro controlasse a Assembleia Legislativa e os deputados, para isso deu a ele todo o poder necessário para tanto.

Pedro Fernandes sempre foi reconhecidamente um político mais bem preparado que seu irmão mais velho e logo impôs um estilo próprio. Engenheiro, bem versado e mais culto que o irmão, era tecnicamente mais capaz de assumir tarefas burocráticas. Já Manoel, passado na casca do alho, sempre foi um político mais arguto, mais afeito ao jogo dos bastidores da política. Era indiscutivelmente aquilo que se chama de uma raposa felpuda da política maranhense de seu tempo.

Quatro momentos da trajetória de Pedro Fernandes foram os pontos altos de sua vida pública. Quando se elegeu vereador, foi um excelente vereador. Quando se elegeu Deputado e novamente teve boa atuação. Quando foi indicado secretário de Educação por Roseana Sarney e agora quando teve seu nome indicado para ser ministro do trabalho.

A política é um sacerdócio. Uma ocupação parecida com a dos homens que dedicam sua vida a Deus. Os médicos de antigamente tinham essa mesma característica. Dedicavam-se à sua função de corpo e alma. Na política deve ser assim. Se você não se dedicar integralmente a ela, ela lhe falta. Se bem que para ter sucesso em qualquer setor essa máxima se aplica.

Quando a direção nacional do PTB indicou o nome de Pedro Fernandes para ministro do trabalho, o fez por ver nele um quadro capaz de desenvolver o trabalho de sustentação que o partido precisava para suas políticas. Ocorre que Pedro deveria primeiro fazer o dever de casa e ele não fez!

Aprende-se cedo na política que atitudes falam mais alto que o som de nossa voz. Sabendo da amizade de Zé Sarney com o Presidente Temer, Fernandes tinha obrigação de saber que o presidente da República pelo menos consultaria o ex-presidente, líder inconteste do estado do futuro ministro, sobre o fato de indicar um político de seu estado, sabidamente seu amigo, para um cargo tão importante, ainda mais pelo fato desse amigo estar vinculado a um adversário não só do ex-presidente, mas a alguém que recorrentemente chama Temer de golpista e ilegítimo!

Ora bolas, é ter muito pouca capacidade de entendimento do cenário político! Como é possível querermos que as coisas venham a acontecer como se deseja, trabalhando no sentido contrário!?

Já que Fernandes está agora alinhado a um governador, adversário do homem que vai nomeá-lo, o certo a fazer neste caso, deveria ser, de comum acordo com o governador, estabelecer que o mais importante neste momento seria garantir sua nomeação, coisa que seria bom para todo mundo. Todo mundo mesmo! Não dá para apagar incêndio com gasolina. Numa situação dessas o velho Manoel se sairia muitíssimo bem, já Pedro não é tão bom nisso.

Ao tentar demonstrar uma lealdade subserviente ao governador, Pedro pediu para não ser nomeado Ministro. Lealdade é a maior das qualidades de um político, desde que ela não seja capachilda, desde que ela aconteça de maneira livre e independente, caso contrário é pura dependência, imposição.

Tenho certeza que Zé Sarney não foi consultado pelo PTB ou pelo presidente Temer sobre a indicação de Pedro Fernandes para o ministério. Estive com Sarney no dia da indicação e ele comentou comigo que seria uma coisa muito boa para o Maranhão ter dois ministros novamente, ainda mais sendo Pedro.

Tenho certeza que ele não pegou o telefone para vetar o nome de Fernandes. O que ocorreu é que as declarações atabalhoadas de Pedro e as repercussões delas, muitas de forma bastante maldosa, aproveitando-se da inabilidade do deputado neste caso, fizeram não só Temer, mas o próprio PTB nacional repensar a indicação. Dar um ministro para um adversário, em meio a uma batalha política como a das reformas e a condução do país em meio a toda essa crise, é uma temeridade.

Pedro deveria ter ficado calado, consolidado seu nome e esperado ser nomeado. Não precisava trair Flávio Dino, só não podia ser subserviente a ele. Este fato prejudicou inclusive o próprio governador do Maranhão, que acabou não tendo um ministro ligado a si!

Depois do caldo derramado resolveram fazer o que os políticos fazem toda vez que não têm coragem de reconhecer seus erros: “Isso é coisa do Sarney!”

Não meto a minha mão no fogo por Zé Sarney, exatamente por saber que ele é o maior e o melhor político, mesmo sem mandato eletivo, ainda em plena atividade no Brasil, mas posso garantir que a maioria das coisas que as pessoas atribuem a ele, é obra da incapacidade das próprias pessoas de fazerem o que devem ou pelo fato de terem feito o que não deveriam.

Com perdão da má comparação, acontece em relação a Sarney a mesma coisa que acontece em relação a Deus e ao Diabo. Grande parte dos milagres creditados a Deus e dos flagelos debitados ao Diabo, ocorrem por obra e graça da nossa incapacidade de fazer o que deveríamos.

PS1: Depois de reler e revisar o texto acima, cheguei a conclusão que não vai adiantar que se diga e até mesmo que se prove que Sarney não vetou o nome de Pedro Fernandes, pois muitas pessoas não vão acreditar nisso. Porém uma coisa é certa, se Pedro Fernandes tivesse agido de outra maneira, da forma politicamente correta, uma hora dessas, ele seria ministro do trabalho.

PS2: Já imaginaram se o PTB nacional, comandado por Roberto Jeferson, que detesta Flávio Dino e o PC do B, obrigasse o partido no Maranhão a não se coligar com o governador!? Pedro Fernandes estaria no mato sem cachorro, pois a uma altura dessas o grupo Sarney não o receberia de volta!

PS3: A sobrevivência política de Pedro Fernandes e a eleição de seu filho, o promissor Pedro Lucas, independe de sua vinculação com esse ou aquele grupo político, comandado por este ou aquele cacique, seja ele detentor efetivo do poder formal ou não.

PS4: Acabei de lembrar do que minha mãe me dizia, quando eu era ainda bem pequeno: “Dizes com quem andas, que te direi quem és”.

Na política não cabe a máxima “liberdade do solteiro com o conforto de casado” 18

Como o experiente parlamentar pôde imaginar que teria assento garantido na Esplanada dos Ministérios ao mesmo tempo em que diz em alto e bom som que pretende figurar no palanque de reeleição do governador Flávio Dino um adversário ácido do presidente Temer?

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) foi inábil do episódio que o tornou o “ministro mais efêmero do mundo”, posto que antes de assumir já havia caído.

Ora, meu amigo Pedro sabe, ou deveria saber, que o jogo lá no planalto tem reflexo direto na planície, ainda mais nas planícies maranhenses.

Se quisesse ser mesmo vitaminar o currículo de homem público com o pomposo cargo de ministro do Trabalho e Emprego é evidente que teria que acertar os ponteiros com o ex-presidente Sarney que, aliás, é o presidente de honra do PTB!

Como o experiente parlamentar pôde imaginar que teria assento garantido na Esplanada dos Ministérios ao mesmo tempo em que diz em alto e bom som que pretende figurar no palanque de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) um adversário ácido do presidente Temer? Nuquinha!

A política exige posição claras e firmes.

Chego até pensar que meteram o Pedro Fernandes numa pegadinha, só pode.

É que não dá para acreditar que a esta altura da sua vida, e em meio a uma conjuntura política nacional e estadual radicalizada, Pedro Fernandes avaliasse ser possível fazer uso o da máxima “liberdade de solteiro com o conforto de casado”.

Não dá, né Pedrão???!!

“Pedro Fernandes não quis ser ministro”, afirma Roberto Jefferson 2

“Não tem movimento de sair do governo. Sarney é o presidente de honra do PTB e não havia razões para Pedro Fernandes se recusar a falar com ele. Pedro não quis mesmo ser o ministro.”

O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), não está convidado a participar da conversa entre o presidente Michel Temer e o presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson, às 15h desta quarta-feira, 3, no Palácio do Planalto. Jovair é enfático ao discordar do veto à indicação do deputado federal Pedro Fernandes ao Ministério do Trabalho. À Coluna do Estadão, o líder disse que Temer precisa decidir se quer manter o apoio da legenda na base aliada. “O Planalto está com muita credibilidade para escolher seus problemas. E precisa decidir se quer o PTB na base aliada ou fora dela”, ironizou.

O movimento que vetou Pedro Fernandes causou um certo mal-estar entre o líder e o governo. Para acalmar a crise, Michel Temer ligou para Roberto Jefferson, que embarcou nesta manhã para Brasília. Jefferson alega não ter motivos para o “radicalismo”. “Não tem movimento de sair do governo. Sarney é o presidente de honra do PTB e não havia razões para Pedro Fernandes se recusar a falar com ele. Pedro não quis mesmo ser o ministro. Não tem razão para radicalismo”, minimizou. (Naira Trindade).

(Via Estadão)

Pedro Fernandes divulga nota sobre processo judicial no STF

Em resposta às afirmações veiculadas pela mídia nacional sobre o Deputado Federal Pedro Fernandes (PTB-MA), no que se refere a processo judicial por crime de peculato, a assessoria do parlamentar afirma não proceder a afirmativa, haja vista que o Ministério Público, na figura de sua eminente Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, propôs o arquivamento do inquérito por falta de elementos indicativos da prática de crime. No estrito cumprimento de seu dever, o Excelentíssimo Ministro Celso de Mello acolheu o pedido, arquivando o inquérito em 19 de dezembro de 2017, antes mesmo a indicação do Deputado Pedro Fernandes ao cargo de Ministro do Trabalho.

Assessoria Parlamentar
Pedro Fernandes
Dep. Federal

O que significa Pedro Fernandes no Ministério do Trabalho? 4

É muito pouco provável que a indicação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho não tenha contado com o “de acordo” de Sarney. O presidente Temer não correria o risco de nomear ministro um maranhense sem consultar um dos seus correligionários mais ilustre.

O Maranhão volta a ter um representante na Esplanada dos Ministérios. E todos que lá chegaram, chegaram pelas mãos do ex-presidente José Sarney.

Agora foi a vez do deputado federal Pedro Fernandes, que assumiu o Ministério do Trabalho do governo Michel Temer (PMDB).

Pedro é do PTB, um dos partidos mais leais ao Palácio do Planalto.

Experiente, articulado e forte dentro do seu partido, o desafio do novo ministro será mostrar resultados positivos em 2018 à luz das reformas propostas pelo presidente Temer, todas elas necessárias, mas antipáticas aos olhos do povo.

Mas, o que de fato significa a nomeação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho?

Bom, em primeiro lugar o fortalecimento do PTB e a consolidação do partido no projeto político-eleitoral do presidente da República. A tendência é que os trabalhistas estejam onde o PMDB de Temer estiver.

Ocorre, porém, que o PTB é muito próximo do governador de São Paulo e pré-candidato a presidente pelo PSDB Geraldo Alckmin. Aliás, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, será candidato a deputado federal por São Paulo com o apoio total do governador tucano.

Em segundo lugar, o desembarque de Pedro Fernandes fortalece a pré-candidatura do vereador Pedro Lucas Fernandes à Câmara dos Deputados. Em 2018, o Pedro Lucas, que é filho do agora ministro do Trabalho, tentará substituir o pai como deputado federal.

Por fim, Pedro Fernandes, uma vez ministro, significa o fortalecimento dele próprio e a quase certeza de que deverá continuar na presidência do PTB estadual, cuja permanência no comando do partido nas suas mãos estava seriamente ameaçada.

Entre a Sarney e Dino

E como fica o PTB no Maranhão?

É muito pouco provável que a indicação de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho não tenha contado com o “de acordo” de Sarney. O presidente Temer não correria o risco de nomear ministro um maranhense sem consultar um dos seus correligionários mais ilustre.

Ora, se a indicação de Pedro Fernandes passou pelo “ok” do ex-presidente Sarney, então fica claro que o PTB não está fechado com o projeto de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Na verdade, o próprio Pedro nunca disse com letras garrafais que o PTB é certo no palanque comunista em 2018.

Isso sem falar que o Roberto Jefferson nunca morreu de amores pelo governador maranhense. Pelo contrário, o presidente nacional do PTB passa o dia no Twitter detonando com o PT, Lula, comunistas e as esquerdas em geral.

A última detonação do chefe do PTB foi esta aqui: “Tirar Lula da eleição seria um suicídio coletivo”, disse Flávio Dino. Quem vai se suicidar com prisão de Lula são os petralhas, os mortadelas e os esquerdistas fanáticos. A grande maioria dos brasileiros continuará suas vidas normalmente”.

Para bom entendedor…

Enfim, o fato é que a indicação do deputado federal Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho é mais movimentação no tabuleiro do xadrez de 2018.

Ou na mesa de poker, cujo “blefe” é a principal arma dos jogadores.

É aguardar e conferir.