A dívida política do PT e do PCdoB com Waldir Maranhão 8

Quando assumiu a presidência da Câmara em decorrência da cassação de Eduardo Cunha, Waldir Maranhão viria protagonizar uma dos mais controversos momentos da história política nacional ao anular o impeachment de Dilma com a orientação política e jurídica de Lula, José Eduardo Cardozo, Orlando Silva e Flávio Dino

Os dois dos principais partidos da esquerda brasileira têm uma dívida política com o deputado federal Waldir Maranhão (Avante).

O PT e PCdoB, através de suas maiores lideranças nacionais, incluindo pesos pesados como o ex-presidente Lula e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, pelo lado do PT, e o deputado federal Orlando Silva e o governador Flávio Dino, pelo PCdoB, foram avalistas de um acordo histórico que precisa ser devidamente cumprido.

Trata-se de conceder a Waldir Maranhão uma das duas vagas da eleição para o Senado Federal pelo grupo do governador Flávio Dino com o deputado concorrendo ou não pelo PT.

Waldir Maranhão fez tudo o que foi combinado com os petistas e comunistas durante o enfrentamento do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Para início de conversa, Waldir articulou, sozinho, por dentro do PP, partido a qual era filiado na época, nada menos do que 15 deputados de uma bancada então composta de cerca de 40 parlamentares, embora a maioria desses 15 tenham se acovardado na hora “H” da votação.

Em seguida, quando assumiu a presidência da Câmara em decorrência da cassação de Eduardo Cunha, Waldir Maranhão viria protagonizar um dos mais controversos momentos da história política nacional ao anular o impeachment de Dilma com a orientação política e jurídica exatamente de Lula, José Eduardo Cardozo, Orlando Silva e Flávio Dino.

Tal atitude de Waldir Maranhão lhe custou um verdadeiro massacre pela mídia nacional. Amigos de antes da sua decisão passaram vê-lo pelas costas, perdeu a presidência estadual do PP, correlegionários o abandonaram à própria sorte, enfim, foi um linchamento público de grandes dimensões.

Todavia, nem por tudo isso que foi obrigado a passar, o bravo Waldir Maranhão deixou-se intimidar ou fugiu da raia. Pelo contrário, cumpriu 100% de tudo o que assumiu com os aliados e ainda enfrentou o assédio gigantesco do Palácio do Planalto para deixar o campo da oposição e se unir ao governo Temer.

O fato é que o PT e o PCdoB têm essa dívida política e mesmo moral com Waldir Maranhão.

Pelo que o Blog do Robert Lobato conseguiu apurar,o PT e Lula estão dispostos a cumprir o acordo e fazer de Waldir Maranhão candidato a senador pelo partido ou mesmo fora dele.

O maior óbice ao projeto seria justamente o PCdoB de Flávio Dino.

O mesmo Flávio Dino mentor intelectual da anulação do impeachment assinado pelo então presidente da Câmara dos Deputado, Waldir Maranhão, que pode não deixar barato caso venha a se confirmar o que parece estar se desenhando.

Pelo jeito, Flávio Dino ainda não se deu conta do arsenal bélico de Waldir Maranhão.

Quem avisa amigo é…

José Reinaldo sempre foi um estorvo para Flávio Dino e o PCdoB 14

Mais do que uma decisão de alto risco, ao tirar José Reinado do seu caminho, Flávio Dino revela o quanto está desprovido de qualquer sentimento, inclusive o da gratidão

Enfim, aconteceu o que estava na cara que iria acontecer.

O deputado federal José Reinaldo Tavares rompeu politicamente com o governador Flávio Dino e assegura que é um caminho sem volta.

O ex-governador vinha sendo cozinhado pelo comunista até finalmente a ficha cair e ele ser obrigado a desgarrar-se do seu agora ex-pupilo. Mais um daqueles casos clássicos da criatura se voltar contra o criador.

Em verdade, José Reinaldo sempre representou um estorvo para Flávio Dino e o PCdoB, principalmente na figura do secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), homem forte do governo e do governador. Só teve algum valor quando serviu para eleger Dino deputado federal e depois ajudá-lo a chegar ao Palácio dos Leões.

Porém, logo após vencer as eleições de 2014 Jerry e Dino, Dino e Jerry, trataram de limar José Reinaldo.

Primeiro ao vetar o nome do ex-governador para o cargo de secretário de Infraestrutura, depois para Secretaria de Saúde. Por fim, resolveram humilhá-lo concedendo uma Secretaria Extraordinária que é mais uma sinecura do que um órgão de governo propriamente dito. Isso sem falar na Casa Civil, cujo titular é o ex-deputado Marcelo Tavares, sobrinho de José Reinaldo, que de fato nunca teve força pra nada dentro governo e é vigiado direto por Márcio Jerry.

Soma-se a isso, o fato de estarmos diante de um governo demasiadamente ideológico e que representa o contrário de tudo o que José Reinaldo acredita do ponto de vista político e de gestão. Basta ver os posicionamentos do ex-governador no Congresso Nacional e em relação ao governo Michel Temer com os de Flávio Dino. São visões e concepções diametralmente opostas!

Ao tentar isolar Zé Reinaldo, os comunistas, leia-se Flávio Dino e Márcio Jerry, optaram por um caminho arriscado que pode custar muito caro ao projeto de reeleição do governador. Até porque o deputado deverá articular a saída de muitas lideranças da base governista para somar fileiras em outro campo político.

E mais do que uma decisão de alto risco, ao tirar José Reinado do seu caminho, Flávio Dino revela o quanto está desprovido de qualquer sentimento, principalmente o da gratidão.

E o próximo da lista é o deputado federal Waldir Maranhão.

Mas isso é assunto para outra postagem…

Sobre a Tuiuti e o “Dino, eu te amo”. OU: De Choquitox a Tiririca 12

Duarte Júnior tem chances de se eleger deputado estadual, mas corre o sério risco de até as eleições de outubro trocar, de uma vez por todas, o figurino do inocente palhaço Choquitox pelo do folclórico Tiririca

Imagens que marcaram o carnaval de 2018 no Brasil e no Maranhão.

O carnaval vai chegando ao fim e algumas imagens e símbolos já fazem parte da memória popular.

Nacionalmente, o Michel Temer estigmatizado pela Paraíso do Tuiuti, segunda colocada no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, possivelmente é a imagem que marca o carnaval de 2018.

Já por estas terras, a imagem/símbolo do carnaval de 2018 fica por conta de um exultante Duarte Júnior comando um grito de guerra de gosto duvidoso: “Dino, eu te amo”. Bom, os comunistas já tiverem gritos de guerra, digamos, mais profundos politica e socialmente falando…

O diretor do Procon-MA vai ficar no imaginário popular mais pelo comportamento bizarro durante o “Dino, eu te amo”, do que de um folião alegre que está de olho numa vaga de deputado estadual pelo PCdoB.

Nem Márcio Jerry chegaria a tanto, convenhamos.

Enfim, se é verdade que Duarte Júnior tem chances de se eleger deputado estadual, não é menos verdade que ele corre o sério risco de até as eleições de outubro trocar, de uma vez por todas, o figurino do inocente palhaço Choquitox pelo do folclórico Tiririca, palhaço eleito deputado federal com votação histórica pelo estado de São Paulo, mas que atualmente se diz decepcionado com a política e os políticos.

É aguardar e conferir.

Comunismo, flavismo, dinismo, etc. e tal 6

Flávio Dino tenta imprimir no Maranhão o seu próprio “comunismo”, consubstanciado principalmente no culto a sua imagem, egocentrismo, exacerbado, autoritarismo, satisfação de vontades pessoais, perseguição a adversários e imposição da cultura do medo

Semana passada recebi uma ligação de um “velho camarada” do PCdoB dos tempos de juventude.

Durante a conversa, a revelação sobre dissabor que o ele e outros “comunistas de raiz” passam pela forma de como o partido está sendo conduzido no Maranhão e, por conseguinte, o próprio governo Flávio Dino considerado pelo referido interlocutor como deveras “flavistas” ou “dinista”, onde o que existem de menos são os debates internos que sempre foram um hábito salutar no partido.

“Praticamente não há mais debate aprofundado sobre questões fundamentais para a vida a partidária e política do PCdoB. Antes havia discussões qualificadas, duras, as divergências eram expostas e mesmo prevalecendo a opinião de maioria, não havia o medo da militância e mesmo de dirigentes expor os seus pensamentos. Hoje há um certo medo dos comunistas e externar suas angustias e insatisfações em relação aos rumos do partido e principalmente em relação ao governo Flávio Dino”, desabafou a fonte.

Depois da conversa com esse comunista angustiado, por assim dizer, chego à conclusão de que realmente há pouco de comunismo no PCdoB maranhense e muito “flávismo” ou “dinismo”, como acharem melhor.

O PCdoB é Flávio Dino! Outra: vai ficando cada vez mais evidente de que é um mito a história de que Márcio Jerry “é quem manda” no governo, que é o “primeiro-ministro” etc. Até mesmo no âmbito do PCdoB, o supersecretário talvez só cumpra ordens do comandante supremo, pois é um militante disciplinado, um dirigente que cumpridor das missão. Sejam elas quais forem.

O fato é que, aparentemente, Flávio Dino tenta imprimir no Maranhão o seu próprio “comunismo”, consubstanciado principalmente no culto a sua imagem, egocentrismo exacerbado, autoritarismo, satisfação de vontades pessoais, perseguição a adversários e imposição da cultura do medo.

Pois é justamente esse “flavismo” ou “dinismo” que tem incomodado a velha guarda do PCdoB no Maranhão, cada vez mais ausente, ou pelo menos enfraquecida, dentro do governo e nas decisões partidárias.

E Parodiano o saudoso Almir Guineto no samba “Jiboia”: Depois que mataram os comunas de raiz, os comunas nutela deitam e rolam…

ELEIÇÕES 2018: PCdoB no comando do Executivo e Legislativo do MA 2

Tudo leva a crer que daqui pra frente a relação entre os poderes Executivo e Legislativo maranhenses será dada em outro patamar

O PCdoB está no comando político-institucional dos poderes Executivo e Legislativo do Estado do Maranhão, o que está longe de ser pouca coisa ainda mais em um ano eleitoral.

O Executivo sob a égide do governador Flávio Dino e o Legislativo comandado pelo deputado Othelino Neto, que não é apenas um parlamentar do PCdoB, mas um soldado do projeto de reeleição do “65”, é algo significativo num estado com as características do Maranhão.

Evidente que na condição de presidente, Othelino Neto terá que ter a sabedoria e a habilidade não fazer do Assembleia Legislativa uma espécie de “comitê eleitoral” de Flávio Dino, mas é lógico que trata-se de uma instituição cujo peso político e capilaridade estrutural são inquestionáveis.

Na manhã desta quarta-feira, por exemplo, o secretário de Márcio Jerry (Articulação Política e Comunicação) fez uma visita de cortesia a Othelino Neto, coisa que não se via na gestão Humberto Coutinho, o que leva a crer que daqui pra frente a relação entre os poderes Executivo e o Legislativo maranhenses será dada em outro patamar.

Othelino Neto agradeceu a visita e disse que essa harmonia entre os Poderes é boa para a população. “Existe harmonia entre o Legislativo e o Executivo, estendida ao Judiciário, e isso tem sido muito bom para o Maranhão. Com essa relação respeitosa, articulada e harmônica, com cada Poder com suas prerrogativas constitucionais, quem ganha mais é a população, que recebe os serviços públicos de melhor qualidade, pontou.

Márcio Jerry, que além de secretário de Estado é presidente PCdoB, reconheceu a lealdade do novo presidente do Legislativo lembrando que Othelino “tem dado uma grande contribuição na condução do Maranhão antes mesmo de ser presidente da Casa, na medida em que é um colaborador muito eficiente e incessante do governador Flávio Dino, nas questões que o Executivo manda para o Legislativo”.

É com esse quadro político-institucional que o PCdoB entra o ano de 2018.

E com ele enfrentar as urnas em outubro…

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino e suas dificuldades com os “Roberto” 2

Se depender de alguns “Roberto” o governador Flávio Dino não terá vida fácil rumo ao pretenso segundo mandato ao Palácio dos Leões

O governador Flávio Dino (PCdoB) não ter lá muita sorte com os “Roberto”, seja local ou nacionalmente.

No plano nacional, dois “Roberto” não toleram o comunista maranhense por razões basicamente políticas e ideológicas.

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, tem problemas históricos com o comunismo do PCdoB. Logo nunca foi fácil a sua relação com Flávio Dino, ainda que a deputada federal Eliziane Gama, do mesmo partido do Roberto, faça de tudo para agradar o chefão comunista e tentar arrancar um apoio dele ao seu projeto de candidata ao Senado Federal.

Ao que tudo indica, o PPS de Roberto Freire deverá seguir com o PSDB de Geraldo Alckmin para presidente da República, daí que é muito pouco provável que o partido esteja no palanque da reeleição de Flávio Dino uma vez que os tucanos terão o seu próprio palanque de governador e, por conseguinte, o mesmo de Alckmin.

Outro “Roberto” que não dá refresco para o governador do Maranhão é o presidente nacional do PTB, o polêmico Roberto Jefferson.

Crítico ácido do comunismo e das ideologias de esquerda em geral, Roberto Jefferson teve papel central no imbróglio da indicação/contraindicação do deputado federal Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho.

Jefferson, que parece ter jogado uma casca de banana para parlamentar maranhense que, primeiro demonstrou-se “surpreso” pela tal indicação, para logo em seguida demonstrar “perplexidade” com suposto veto, não dá qualquer sinal de que deseja ver o PTB no arco de aliança com o PCdoB.

Por fim, um outro “Roberto” que pode dar muita dor de cabeça para Flávio Dino é o seu ex-aliado nas eleições de 2014, o atual senador Roberto Rocha (PSDB).

Eleitos juntos numa aliança que propunha um “pacto geracional” para derrotar o grupo Sarney, Roberto e Flávio estão rompidos principalmente em virtude da falta de habilidade política do comunista, que desde a eleição do seu colega para o Senado Federal passou a vê-lo como adversário e logo tratou de criar um ambiente para o distanciamento.

O resultado dessa postura de Flávio Dino foi a perda do PSDB e a consequente candidatura de Roberto Rocha ao governo do Maranhão este ano, uma candidatura que promete debates homéricos e definitivos entre o comunista e o tucano.

Como se pode ver, se depender de alguns “Roberto” Flávio Dino não terá vida fácil rumo ao pretenso segundo mandato ao Palácio dos Leões.

É aguardar e conferir.

Por que algumas pessoas bem conceituadas resistem em disputar eleição? 14

Muitos quadros qualificados que poderiam sair candidatos nas eleições de 2018 e qualificar o debate político local resistem a essa ideia sempre dizendo: “Deus me livre”

Há um fenômeno interessante em curso na sociedade.

Com o desgaste amplo, geral e irrestrito de partidos e políticos no Brasil, aflorou movimentos que tentam lançar candidatos de fora do mundo da política tradicional como forma de dar uma, digamos, “repaginada” na classe política nacional.

No Maranhão é diferente.

Contudo, percebe-se que muitas personalidades públicas resistem à ideia de candidaturas num momento em que o povo brasileiro clama por nomes novos e novos nomes nas eleições deste ano.

Chega a impressionar como algumas pessoas qualificadas, sérias, éticas e fichas limpas “pulam fora” quando são desafiadas a lançarem-se num projeto de candidatura a esse ou aquele eletivo.

O Blog do Robert Lobato pode citar alguns, tipo: Natalino Salgado (ex-reitor da Ufma); Flávio Braga (advogado e técnico do TRE-MA/TCE-MA); Pedro Maranhão (economista e empresário); Eden Júnior (técnico da CGU); Zé Antônio Heluy (turismólogo e ex-secretário de Estado); Francisco Soares “Chicão” (engenheiro); José Linhares (jornalista) e mesmo o Carlos Lula (advogado e atual secretário de Saúde).

Já outros até tentaram entrar na disputa, mas foram impedidos pelo governador Flávio Dino, entre eles Clayton Noleto e Jefferson Portela, ambos do PCdoB.

O fato é que muitos quadros qualificados que poderiam sair candidatos nas eleições de 2018 e qualificar o debate político local resistem a essa ideia sempre dizendo: “Deus me livre”.

É aquela história: “O mal triunfa sempre que os bons se omitem”.

ELEIÇÕES 2018: O futuro político Pedro Fernandes 4

Salvo tenha algum trunfo na manga que lhe dê garantias de que poderá ter uma posição política local de apoio ao governo Flávio Dino (PCdoB), e uma outra no plano nacional de sustentação do governo Temer, o que os últimos movimentos mostram é que Pedro caminha para um futuro incerto

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) ainda enfrenta os desdobramentos da sua indicação/contraindicação para o Ministério do Trabalho.

Depois de ter sua nomeação supostamente vetada pelo ex-presidente José Sarney (PMDB), o parlamentar petebista agora surpreende com encaminhamento de um ofício ao Líder do Governo na Câmara Federal, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), pedindo seu desligamento da vice-liderança do Governo Temer sob o argumento de que seria “para evitar embaraços do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney”, conforme documento abaixo.

Embora garanta que continuará votando de acordo com a orientação do Palácio do Planalto, não é possível a ninguém sustentar com 100% de certeza de que Pedro Fernandes vai manter-se leal ao governo Michel Temer (PMDB) e mesmo no comando do PTB maranhense.

Salvo tenha algum trunfo na manga que lhe dê garantias de que poderá ter uma posição política local de apoio ao governo Flávio Dino (PCdoB), e uma outra no plano nacional de sustentação do governo Temer, o que os últimos movimentos mostram é que Pedro caminha para um futuro incerto politicamente podendo, inclusive, comprometer o projeto de eleição a deputado federal do seu filho, o vereador Pedro Lucas Fernandes.

O fato é que se não tiver esse “trunfo”, não será nada a fácil a vida do parlamentar neste ano de 2018, o que é lamentável posto tratar-se de um ótimo quadro da política maranhense, tal como o promissor Pedro Lucas Fernandes.

É aguardar e conferir.