Flávio Dino e sua sofrência em relação a Sarney e à Mirante 10

O governador comunista tem mais é que procurar se tratar dessa sua sofrência em querer ser José Sarney de qualquer jeito e ainda por cima ter a TV Mirante como propagadora da sua “gogozada”.

O jornalista e blogueiro Marco D’Eça afirmou, em editoral no seu blog, que o governador Flávio Dino sonha em ser um José Sarney (veja aqui).

“Este blog sempre disse que o governador Flávio Dino tem um sonho: ser igual ao ex-presidente José Sarney (PMDB). Filho do ex-deputado e poeta sarneysista Sálvio Dino, o comunista cresceu nas cercanias do Palácio dos Leões, convivendo com Sarney desde criança”, postou o velho e bom Sarará.

Depois veio o amigo e também jornalista Diego Emir, e faz uma análise dando conta de que o comunista anda implorando para que TV Mirante faça uma entrevista com ele. Assim.

“O governador Flávio Dino (PCdoB), anda obcecado para ser entrevistado pela Tv Mirante afiliada da Rede Globo no Maranhão. Em uma postagem na sua página pessoal do Facebook, o comunista reclama: ‘A TV Globo no Maranhão jamais me entrevista ou acompanha atos do governo. No vizinho Piauí é diferente. Por que será?'”, escreveu Diego (veja aqui).

Tanto no post de  D’Eça quanto no do Diego fica cristalina a sofrência que Flávio Dino enfrenta em relação a Sarney e à TV Mirante.

Ora, governador, o senhor é entrevistado pela “Globo do Piauí” porque lá o governo e o governador têm uma relação de respeito com a imprensa, independente de correntes de pensamentos políticos. Aliás, o governador Wellington Dias (PT) é um democrata, um gestor de Estado e não apenas militante político e partidário como acontece no caso do Maranhão.

Não se tem notícias, por exemplo, do governador petista do estado vizinho ir a seminários e palestas para combater emissoras de rádio e tevê como fez Flávio Dino recentemente em audiência pública promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando foi falar mal da TV da família Sarney e seus aliados.

O engraçado, não fosse ridículo, é que Flávio vive descendo o sarrafo na TV dos Sarney, considerada por ele “uma repartição do DOPS, do DOI-CODI”, órgãos da ditadura militar, mas não perde tempo em “vender o peixe” do seu governo no sistema sarneysista de Comunicação.

Isso sem falar, como bem lembrou o Diego Emir, que a rádio Timbira AM, emissora pública do Governo do Maranhão, não entrevista quaisquer adversários do governo, seja Adriano Sarney, Andréa Murad, Edison Lobão, João Alberto, Roberto Rocha, entre outros.

E como se não bastasse tudo isso, o governador Flávio Dino ainda sustenta, via Secom, uma rede de intrigas, maldades e safadezas contra quem se meter no seu caminho ou ameaçar o seu projeto de poder.

Flávio Dino tem mais é que procurar se tratar dessa sua sofrência em querer ser José Sarney de qualquer jeito e ainda por cima ter a TV Mirante como propagadora da sua “gogozada” sem fim.

Ou se trata ou se acaba na “kriptonita”!

Não entendeu? Entenda AQUI.

Sarney recebe sindicalistas e se coloca contra privatização do setor elétrico 8

Ao contrário do governador Flávio Dino, o ex-presidente José Sarney recebeu sindicalistas para dialogar sobre a privatização do setor elétrico.

O ex-presidente José Sarney (PMDB) afirmou para um grupo de sindicalistas, e técnicos do setor elétrico, que considera inoportuna a discussão sobre a privatização do sistema Eletrobras. O encontro aconteceu na quarta-feira, 8.

Na opinião do experiente político maranhense, e dos mais consultados por autoridades dos três poderes da República, essa discussão não pode ser dada de forma açodada e deve ser amplamente debatida no Congresso Nacional e na sociedade.

“Penso que esse debate está muito acelerado e que precisa de maior discussão no Congresso Nacional e na sociedade. É preciso haver mais diálogo, pois se trata de uma questão que não pode ser dar assim de forma açodada, além de temos que reconhecer que o momento político é inoportuno para colocar na pauta um tema de tamanha complexidade”, avaliou Sarney.

Na reunião, o ex-presidente disse que vai fazer o possível para abrir um diálogo com o governo e levar ao Palácio do Planalto a sua opinião sobre o assunto, e deixou claro ser contra a privatização da Eletronorte especificamente, sem fazer menção às outras estatais do setor.

Para os sindicalistas, a posição do Sarney ajuda na luta dos trabalhadores contra o “desmonte do setor elétrico” e se mostraram satisfeitos com a agenda com o ex-presidente.

“O encontro com o ex-presidente José Sarney foi bastante proveitoso e positivo na nossa avaliação. Serviu para mostrar que há contradições no governo Temer e que a pauta de privatizações, em especial a do setor elétrico, não é consenso nem no Planalto e nem no PMDB. A agenda foi muito proveitosa para a nossa luta contra o desmonte do setor elétrico”, assegurou Wellington Diniz, diretor Jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão.

Ainda sem diálogo com Flávio Dino

Enquanto os sindicalistas são recebidos por Sarney, eles têm encontrado dificuldades para fazer o mesmo tipo de agenda com o governador Flávio Dino, que embora seja do PCdoB, partido radicalmente contra as privatizações, tem ignorado as inúmeras tentativas de diálogo feitas pelo trabalhadores do setor elétrico.

“Infelizmente o governador Flávio Dino não encontrou, até agora, espaço na sua agenda para nos receber. Já conseguimos abrir diálogo com vários governadores, inclusive de partidos de direita, mas ainda não tivemos êxito com o governador do Maranhão que é do PCdoB, partido radicalmente contra as privatizações. Contudo, ainda não perdemos a esperança dele nos receber, disse o sindicalista Evandro Sousa, funcionário da Eletronorte.

Participaram da reunião com o ex-presidente José Sarney, os sindicalistas Wellington Diniz, diretor Jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão; Fabíola Antezana, diretora do Sindicato dos Urbanitários do DF; Fernando Neves, diretor da Federação dos Eletricitários do Nordeste FRUNE; Emanoel – diretor do SINTERGIA/RJ; e Eduardo Back – diretor da INTERSUL/SC.

O Blog do Robert Lobato apoia a luta dos trabalhadores contra a privatização do setor elétrico nacional.