ELEIÇÕES 2018: PT pode ter a vice e indicar dois suplentes na chapa de Roseana Sarney 8

Curiosamente, esses movimentos surgem exatamente após a volta do ex-presidente José Sarney ao Brasil, depois de passar umas semanas nos Estados Unidos acompanhado da esposa, dona Marly

Enquanto o governador relaxa e esnoba o PT, uma fonte bem posicionada no tabuleiro político maranhense e ligadíssima ao grupo Sarney, que reside em Brasília, afirmou ao Blog do Robert Lobato que a pré-candidata à governadora Roseana Sarney (MDB) está disposta a ceder um bom espaço ao PT na sua chapa para as eleições de 2018.

Segundo essa fonte, Roseana já está tratando “no planalto e planície para convidar o PT para ocupar a vice e duas suplências de senador”.

O Blog do Robert Lobato quis saber da fonte se tal movimento não encontraria resistência na cúpula nacional do PT, no que respondeu: “Pelo contrário. A relação de Roseana e principalmente do presidente Sarney com o PT continuam boas, inclusive o ex-presidente tem mantido contato diário com interlocutores do PT, principalmente para tratar sobre a liberdade do Lula”.

Curiosamente, esses movimentos surgem exatamente após a volta do ex-presidente José Sarney ao Brasil, depois de passar umas semanas nos Estados Unidos acompanhado da esposa, dona Marly.

Será que vem coisa por aí?

A conferir.

URGENTE: Sarney teria transferido o seu domicílio eleitoral para o MA 26

A se confirmar a transferência de domicílio, os desdobramentos políticos no estado serão imprevisíveis, além de colocar a conjuntura local de pernas para ar. Muda tudo!

O Blog do Robert Lobato foi informado agora a pouco de que o ex-presidente da República e ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB), transferiu o seu domicílio eleitoral do estado do Amapá para o Maranhão, ontem, quarta-feira, 24, mas transferência de domicílio eleitoral pode ser realizada até 6 meses antes das eleições.

Após deixar a presidência em 1990, Sarney resolveu disputar um mandato de senador pelo Amapá e desde então obteve sucessivas vitória sendo atualmente um dos políticos mais longevos, experientes e influentes da República, se não o mais influente, e completará 88 anos no próximo mês de abril.

A se confirmar a transferência de domicílio eleitoral do ex-presidente, os desdobramentos políticos no estado serão imprevisíveis, além de colocar a conjuntura local de pernas para ar. Muda tudo!

O Blog do Robert Lobato não conseguiu a confirmação se Sarney voltará ao Maranhão somente para votar ou se pensa também em ser votado e tentar encerrar a sua carreira política de grande sucesso no seu estado natal.

Será que esse santo quer reza?

A conferir.

Em tempo: José Sarney aparece com índices superiores a 60% de intenção de voto para senador no estado do Amapá.

“Quem não deve algo a Sarney?”, questiona o jornalista Ricardo Noblat (OU:Flávio Dino não curtiu) 10

O texto do Noblat só comprova o que todos nós sabemos: o ex-presidente José Sarney é mais o importante e influente político vivo neste país

Um dos alvos preferidos da grande imprensa do Sul/Sudeste do país, o ex-presidente José Sarney, enfim, teve o seu talento reconhecido por ninguém menos do que o jornalista Ricardo Noblat, um dos profissionais mais respeitados da imprensa brasileira.

Em artigo intitulado Sarney, meu tipo inesquecível, Noblat analisa a importância do político maranhense para o país, um ator presente em todos os momentos críticos da vida política nacional nas últimas 5 décadas.

O Blog do Robert Lobato já havia feito um reconhecimento ao ex-presidente Sarney no post Por que Sarney merece respeito (reveja aqui), que teve boa repercussão no meio político, inclusive o próprio José Sarney ligou para este blogueiro agradecendo pelo texto.

Enfim, o texto do Noblat só comprova o que todos nós sabemos: o ex-presidente José Sarney é o mais importante e influente político vivo neste país.

Fiquem com a íntegra do artigo Sarney, meu tipo inesquecível, de Ricardo Noblat.

(Flávio Dino, que sonha em algum dia ser um Sarney, claro, não curtiu). Confira.

Vestido preto no armário, sofá branco na sala de estar e José Sarney no poder têm algo em comum: funcionam.

Que não se espere deles nenhuma surpresa. No mais das vezes seu desempenho é mediano. Mas como seria difícil imaginar o mundo sem eles…

É por isso que Sarney pode dar-se ao luxo de repetir que já se aposentou da política, que não se mete mais em nada, que lhe atribuem uma importância que já não tem…

Sarney pertence à categoria das coisas básicas. como o vestido preto e o sofá branco. E não dá qualquer sinal de que deseje renunciar a tal condição.

Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, amputou do nome o Ribamar e o Ferreira, insinuou-se na política como um renovador dos seus métodos e dela nunca mais saiu.

Foi como governador do Maranhão que o conheci, em abril de 1970, na inauguração da Usina Boa Esperança, no Piauí. Estava a poucos dias do fim do seu mandato.

Nunca mais o perdi de vista – quando nada porque meu tio, dom José de Medeiros Delgado, era arcebispo do Maranhão. Foi ele que casou Sarney com dona Marly, batizou Roseana e casou-a com Jorge Murad.

Quando Sarney era presidente da República, critiquei-o sem piedade em artigos no Jornal do Brasil. Meu tio me dizia então: “Se você pensa que irá derrubá-lo, fique sabendo que ele sobreviverá a nós dois juntos”.

Ao meu tio, sobreviveu. Ao regime militar de 64, do qual divergiu a princípio, também. Aliou-se aliou a ele para, depois de 21 anos, ao pressentir seu ocaso, afastar-se a tempo de pular no barco da oposição e, por um capricho do destino, ascender à presidência da República.

Foi o presidente que alcançou a maior taxa de popularidade por ter congelado preços e salários para sufocar a inflação. Foi também o único presidente apedrejado depois que os “fiscais de Sarney” descobriram que haviam sido enganados.

“Aquele foi o maior erro que cometi na vida”, contou-me certa vez já como senador do Amapá. Sim, porque como o PMDB do Maranhão lhe negara abrigo para que fosse candidato ao Senado, ele encontrou-o no Amapá. Ali, se quisesse, hoje, disputar um novo mandato, seria imbatível.

Por três vezes – ou foram quatro? – presidiu o Senado. Deu as cartas durante os 14 anos e poucos meses do PT no poder. E ganhou de Lula o título de “homem incomum”.

Não foi pouca coisa. Antes, Lula o chamara em público de ladrão.

Na última terça-feira, o “homem incomum” vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) que já havia sido anunciado como novo ministro do Trabalho. Fernandes simplesmente recusou-se a beijar sua mão antes de assumir o cargo.

O presidente Michel Temer justificou assim a aceitação do veto: “Devo muito a Sarney, sabe…”.

Quem não deve algo a Sarney, prestes a completar 89 anos de idade?

Vestido preto, sofá branco e Sarney estão acima e a salvo da conjuntura. São itens atemporais.

Na política não cabe a máxima “liberdade do solteiro com o conforto de casado” 18

Como o experiente parlamentar pôde imaginar que teria assento garantido na Esplanada dos Ministérios ao mesmo tempo em que diz em alto e bom som que pretende figurar no palanque de reeleição do governador Flávio Dino um adversário ácido do presidente Temer?

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) foi inábil do episódio que o tornou o “ministro mais efêmero do mundo”, posto que antes de assumir já havia caído.

Ora, meu amigo Pedro sabe, ou deveria saber, que o jogo lá no planalto tem reflexo direto na planície, ainda mais nas planícies maranhenses.

Se quisesse ser mesmo vitaminar o currículo de homem público com o pomposo cargo de ministro do Trabalho e Emprego é evidente que teria que acertar os ponteiros com o ex-presidente Sarney que, aliás, é o presidente de honra do PTB!

Como o experiente parlamentar pôde imaginar que teria assento garantido na Esplanada dos Ministérios ao mesmo tempo em que diz em alto e bom som que pretende figurar no palanque de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) um adversário ácido do presidente Temer? Nuquinha!

A política exige posição claras e firmes.

Chego até pensar que meteram o Pedro Fernandes numa pegadinha, só pode.

É que não dá para acreditar que a esta altura da sua vida, e em meio a uma conjuntura política nacional e estadual radicalizada, Pedro Fernandes avaliasse ser possível fazer uso o da máxima “liberdade de solteiro com o conforto de casado”.

Não dá, né Pedrão???!!

SÃO BENTO: Isaac Dias e Isaac Dias Filho rumo ao “MDB” 2

A história reservou para o MDB mais um belo capítulo da sua história no Maranhão ao receber dois novos filiados de tamanha grandeza como Isaac Dias e Isaac Dias Filho

O PMDB decidiu voltar a ser chamado de Movimento Democrático Brasileiro e adotar a sigla MDB. A decisão foi durante a Convenção Nacional Extraordinária, realizada nesta terça-feira, 19, em Brasília.

A mudança de sigla e de nome do velho PMDB acontece quando no Maranhão um “mdebista” histórico retorna aos quadros do partido dos saudosos Ulisses Guimarães e Renato Archer, este maranhense, para o nosso orgulho.

O Blog do Robert Lobato está falando do ex-prefeito e ex-deputado estadual Isaac Dias, que em 2018 assinará a ficha de filiação no agora MDB.

Ex-deputado e ex-prefeito Isaac Dias de volta ao MDB.

O ato político que marcará o retorno de Isaac Dias aos quadros do MDB será realizado na sua cidade natal, São Bento, e contará com a presença da cúpula “mdebista” local e de lideranças nacionais do partido.

É aguardada ainda a presença do ex-presidente José Sarney, que no Maranhão sempre esteve em campo oposto ao de Isaac Dias, mas que agora, depois de décadas, a história resolveu colocar essas duas lendas da política maranhense do mesmo lado.

E quem vai acompanhar o ex-deputado Isaac Dias nesse retorno ao MDB é seu filho homônimo. Ou seja, Isaac Dias Filho não somente vai assinar a ficha do MDB como se preparar para concorrer a uma vaga de deputado estadual e ser um dos coordenadores da campanha majoritária do partido na Região da Baixada Maranhense.

O fato é que a história reservou para o MDB mais um belo capítulo da sua história no Maranhão ao receber dois novos filiados de tamanha grandeza como Isaac Dias e Isaac Dias Filhos.

É isso aí.

Por que Sarney merece respeito 43

Por tudo que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país

Sou daqueles que acham que deve-se dar a César o que é de César quando César está vivo e não depois de morto.

Afirmo isso porque é muito comum as pessoas reconhecerem os méritos dos outros só depois de mortos.

Não há menor sombra de dúvidas de que quando a vida deixar o ex-presidente José Sarney vão jorrar elogios a sua biografia. Os adversários, ainda que hipocritamente, serão os primeiros a reconhecer as qualidades desse que é o mais importante político do Maranhão e um dos maiores da história do país.

Pois bem. Resolvi escrever este post porque aprendi a respeitar e admirar o velho José Sarney. Não é possível uma pessoa com o mínimo de inteligência desconhecer o papel que o Sarney teve e tem na política nacional.

Ora, um cara sair das sertanias da Baixada Maranhense e chegar a Presidência da República por si só já é suficiente para ser respeitado. E não adianta minimizar a sorte do Sarney por conta do azar do Tancredo. Negativo! Se virou presidente do país é porque soube construir o seu caminho e aproveitar de forma inteligente as oportunidades que a vida lhe deu.

Fico impressionado quando vejo pessoas como Flávio Dino, Márcio Jerry, e outros com biografias parecidas, atacarem o Sarney como se tivessem a estatura política do ex-presidente. Atacam uma autoridade que recebe, na sua residência, lideranças políticas de tudo que é partido e de todas as matizes ideológicas. É ridículo, portanto, no afã de posar de “antissarney”, agredirem uma pessoa que é respeitada inclusive por lideranças das esquerdas do Brasil e vários países do mundo!

Lula, o maior líder popular e de esquerda das últimas décadas, percebeu a importância de José Sarney. Não é por acaso que a relação dos dois é quase de compadres e se respeitam mutuamente.

E engana-se quem pensa que a relação respeitosa do petista com o peemedebista se dá com a chegada de Lula ao Palácio do Planalto em 2003.

Em 1994, salvo engano, Sarney escreveu um artigo para a Folha de São Paulo intitulado “A Lula o que é de Lula”. Foi uma defesa que o então senador fez do Lula que na época era acusado pela direita de ser sustentado pelo empresário Roberto Teixeira.

Esse artigo fez com que o então presidente do PT e deputado federal José Dirceu mobilizasse a bancada do partido, na Câmara, para fazer uma vista de agradecimento a Sarney. Vem daí essa aproximação do PT e do Lula com o ex-presidente.

Do Maranhão à República

A maior crítica que fazem ao Sarney é que ele não conseguiu usar todo o seu poder obtido na política nacional, inclusive enquanto presidente da República, para fazer do Maranhão um estado mais próspero.

Bom, isso não pode ser contestado pura e simplesmente, pois de fato Sarney poderia ter feito muito mais pelo Maranhão a partir da influência que teve em todos os governos federais desde a década de 60 até hoje.

Talvez o maior erro do ex-presidente tenha sido o de deixar o Maranhão para ganhar a República e passar o bastão político para prepostos e familiares seus fazer o que bem quisessem do estado. Deu no que deu!

Por conta dessa sua opção, Sarney é obrigado a conviver com a crítica de que o Maranhão possui os piores índices socieconômicos do Brasil mesmo sendo a terra de um dos políticos mais influentes da República.

De qualquer forma, Sarney tem seus méritos. Foi um bom governador, talvez o melhor dos últimos “50 anos”, cumpriu um papel fundamental na transição democrática do país, teve participação destacada como moderador em todas crises políticas desde que deixou a Presidência da República e continua sendo um líder carismático e com características de estadista, temos que admitir.

Por tudo o que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, o presidente José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, mesmo depois da sua morte, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país.

E por isso merece o nosso respeito.

Não é para qualquer um ser um Sarney.

Flávio Dino e sua sofrência em relação a Sarney e à Mirante 10

O governador comunista tem mais é que procurar se tratar dessa sua sofrência em querer ser José Sarney de qualquer jeito e ainda por cima ter a TV Mirante como propagadora da sua “gogozada”.

O jornalista e blogueiro Marco D’Eça afirmou, em editoral no seu blog, que o governador Flávio Dino sonha em ser um José Sarney (veja aqui).

“Este blog sempre disse que o governador Flávio Dino tem um sonho: ser igual ao ex-presidente José Sarney (PMDB). Filho do ex-deputado e poeta sarneysista Sálvio Dino, o comunista cresceu nas cercanias do Palácio dos Leões, convivendo com Sarney desde criança”, postou o velho e bom Sarará.

Depois veio o amigo e também jornalista Diego Emir, e faz uma análise dando conta de que o comunista anda implorando para que TV Mirante faça uma entrevista com ele. Assim.

“O governador Flávio Dino (PCdoB), anda obcecado para ser entrevistado pela Tv Mirante afiliada da Rede Globo no Maranhão. Em uma postagem na sua página pessoal do Facebook, o comunista reclama: ‘A TV Globo no Maranhão jamais me entrevista ou acompanha atos do governo. No vizinho Piauí é diferente. Por que será?'”, escreveu Diego (veja aqui).

Tanto no post de  D’Eça quanto no do Diego fica cristalina a sofrência que Flávio Dino enfrenta em relação a Sarney e à TV Mirante.

Ora, governador, o senhor é entrevistado pela “Globo do Piauí” porque lá o governo e o governador têm uma relação de respeito com a imprensa, independente de correntes de pensamentos políticos. Aliás, o governador Wellington Dias (PT) é um democrata, um gestor de Estado e não apenas militante político e partidário como acontece no caso do Maranhão.

Não se tem notícias, por exemplo, do governador petista do estado vizinho ir a seminários e palestas para combater emissoras de rádio e tevê como fez Flávio Dino recentemente em audiência pública promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando foi falar mal da TV da família Sarney e seus aliados.

O engraçado, não fosse ridículo, é que Flávio vive descendo o sarrafo na TV dos Sarney, considerada por ele “uma repartição do DOPS, do DOI-CODI”, órgãos da ditadura militar, mas não perde tempo em “vender o peixe” do seu governo no sistema sarneysista de Comunicação.

Isso sem falar, como bem lembrou o Diego Emir, que a rádio Timbira AM, emissora pública do Governo do Maranhão, não entrevista quaisquer adversários do governo, seja Adriano Sarney, Andréa Murad, Edison Lobão, João Alberto, Roberto Rocha, entre outros.

E como se não bastasse tudo isso, o governador Flávio Dino ainda sustenta, via Secom, uma rede de intrigas, maldades e safadezas contra quem se meter no seu caminho ou ameaçar o seu projeto de poder.

Flávio Dino tem mais é que procurar se tratar dessa sua sofrência em querer ser José Sarney de qualquer jeito e ainda por cima ter a TV Mirante como propagadora da sua “gogozada” sem fim.

Ou se trata ou se acaba na “kriptonita”!

Não entendeu? Entenda AQUI.

Sarney recebe sindicalistas e se coloca contra privatização do setor elétrico 8

Ao contrário do governador Flávio Dino, o ex-presidente José Sarney recebeu sindicalistas para dialogar sobre a privatização do setor elétrico.

O ex-presidente José Sarney (PMDB) afirmou para um grupo de sindicalistas, e técnicos do setor elétrico, que considera inoportuna a discussão sobre a privatização do sistema Eletrobras. O encontro aconteceu na quarta-feira, 8.

Na opinião do experiente político maranhense, e dos mais consultados por autoridades dos três poderes da República, essa discussão não pode ser dada de forma açodada e deve ser amplamente debatida no Congresso Nacional e na sociedade.

“Penso que esse debate está muito acelerado e que precisa de maior discussão no Congresso Nacional e na sociedade. É preciso haver mais diálogo, pois se trata de uma questão que não pode ser dar assim de forma açodada, além de temos que reconhecer que o momento político é inoportuno para colocar na pauta um tema de tamanha complexidade”, avaliou Sarney.

Na reunião, o ex-presidente disse que vai fazer o possível para abrir um diálogo com o governo e levar ao Palácio do Planalto a sua opinião sobre o assunto, e deixou claro ser contra a privatização da Eletronorte especificamente, sem fazer menção às outras estatais do setor.

Para os sindicalistas, a posição do Sarney ajuda na luta dos trabalhadores contra o “desmonte do setor elétrico” e se mostraram satisfeitos com a agenda com o ex-presidente.

“O encontro com o ex-presidente José Sarney foi bastante proveitoso e positivo na nossa avaliação. Serviu para mostrar que há contradições no governo Temer e que a pauta de privatizações, em especial a do setor elétrico, não é consenso nem no Planalto e nem no PMDB. A agenda foi muito proveitosa para a nossa luta contra o desmonte do setor elétrico”, assegurou Wellington Diniz, diretor Jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão.

Ainda sem diálogo com Flávio Dino

Enquanto os sindicalistas são recebidos por Sarney, eles têm encontrado dificuldades para fazer o mesmo tipo de agenda com o governador Flávio Dino, que embora seja do PCdoB, partido radicalmente contra as privatizações, tem ignorado as inúmeras tentativas de diálogo feitas pelo trabalhadores do setor elétrico.

“Infelizmente o governador Flávio Dino não encontrou, até agora, espaço na sua agenda para nos receber. Já conseguimos abrir diálogo com vários governadores, inclusive de partidos de direita, mas ainda não tivemos êxito com o governador do Maranhão que é do PCdoB, partido radicalmente contra as privatizações. Contudo, ainda não perdemos a esperança dele nos receber, disse o sindicalista Evandro Sousa, funcionário da Eletronorte.

Participaram da reunião com o ex-presidente José Sarney, os sindicalistas Wellington Diniz, diretor Jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão; Fabíola Antezana, diretora do Sindicato dos Urbanitários do DF; Fernando Neves, diretor da Federação dos Eletricitários do Nordeste FRUNE; Emanoel – diretor do SINTERGIA/RJ; e Eduardo Back – diretor da INTERSUL/SC.

O Blog do Robert Lobato apoia a luta dos trabalhadores contra a privatização do setor elétrico nacional.