Não é procurando culpados que José Reinaldo vai entender a sua não eleição ao Senado Federal 2

O ex-governador poderia ter aproveitado o seu artigo para fazer um agradecimento a Roberto Rocha, Sebastião Madeira e ao próprio Geraldo Alckmin por acolhê-lo no único partido que restou para que pudesse ser candidato a senador.

Eleição é jogo. E tal como um jogo, quem entra está sujeito a ganhar ou perder.

O ex-governador José Reinaldo Tavares, por exemplo, não tem nada a reclamar da sua longa trajetória na vida pública. Foi quase tudo o que muitos políticos gostariam de ser, inclusive governador e ministro de Estado.

Entretanto, por uma dessas contingências da vida, José Reinaldo não conseguiu coroar a sua história política como queria, qual seja sendo senador da República. E ninguém pode ser considerado culpado por isso. E se tiver alguém com culpa no cartório é o próprio!

No seu último artigo publicado no Jornal Pequeno, Zé Reinaldo faz uma avaliação um tanto quanto equivocada da sua não eleição ao Senado Federal.

O Blog do Robert Lobato não vai entrar no méritos das colocações do ainda deputado federal, mas tão somente ponderar alguns aspectos sobre o que escreveu o nosso valoroso Zé Reinaldo, Senão vejamos.

1. José Reinaldo Tavares reconhece: “há alguns anos que eu seria candidato em uma chapa junto com o governador Flávio Dino. Da fato, o ex-governador embalou esse sonho, mesmo não querendo acordar para a dura realidade de que desde o início do governo comunista ele foi vetado para vários cargos de primeiro escalão no que já poderia ser entendido como uma demonstração clara de que o ex-governador não fazia parte dos planos do governador para 2018.

2. É verdade sim!, que Zé Reinaldo sugeriu que o deputado Eduardo Braide fosse candidato a governador lugar do senador Roberto Rocha, mas naquela conjuntura não teve como Roberto abrir mão do projeto para Braide pelas razões expostas de forma transparente para o Zé. Aliás, o senador chegou até propor de pensar em abrir mão da sua então pré-candidatura, mas para o próprio Zé Reinado por conta da sua biografia.

3. Outra verdade contida no artigo do ex-governador: a candidatura a presidente de Geraldo Alckmin não vingou, fazendo com a que a de Roberto Rocha também não tivesse o resultado esperado, daí “que jogou por terra” as chances de Zé Reinaldo, como ele próprio reconhece. Quem poderia contar com o fator “facada no mito”?

4. José Reinaldo também acerta ao reconhecer que foi deixado para trás por muitos que considerava seus amigos: “quero agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar votos. São amigos de verdade, em que posso confiar. Muitos, porém, que sempre estiveram comigo me viraram as costas”, desabafa. Faltou dizer que nem os tais “Encontros da Gratidão” sobreviveram por medo dos idealizadores serem retaliados pelo Palácio dos Leões.

5. Por fim, entre verdades, lamentos e desabados expostos no texto do José Reinaldo Tavares, ele poderia ter aproveitado para fazer um agradecimento a Roberto Rocha, Sebastião Madeira e ao próprio Geraldo Alckmin por acolhê-lo no único partido que restou para que pudesse ser candidato a senador. Mas, ao contrário, num momento em que deveria fazer esse gesto público de reconhecimento a essas lideranças do PSDB, tenta é apontar culpados pelo fraco desempenho nas urnas, quando se realmente houver um culpado, repito, é o próprio. Que o amigo Zé Reinaldo consiga olhar pra frente e continue disposto a lutar por um outro Maranhão.

Fiquem com a íntegra do artigo de José Reinaldo Tavares.

CORAGEM, DETERMINAÇÃO E AMIGOS

José Reinaldo Tavares

O jornalista Benedito Buzar colocou em sua coluna que muita gente não entendeu a minha baixa votação nas últimas eleições. Mas, não é difícil de entender. Vamos aos fatos: a minha eleição para o Senado foi montada em outras premissas. Primeiramente, estava combinada há alguns anos que eu seria candidato em uma chapa junto com o governador Flávio Dino. Acabou não dando certo. Eu não era o candidato dele, como ficou evidente.

Depois, eu e amigos discutimos a possibilidade de uma chapa com Eduardo Braide, com base em pesquisas qualitativas. Quase deu certo, despertou enorme curiosidade e simpatia, levando receio do “novo” a outras candidaturas ditas mais fortes. Isso pesou tanto que fez com que Braide não conseguisse um grande partido, com tempo de televisão, levando-o a não querer se arriscar e acabou que ele, no final, preferiu concorrer a deputado federal. Essa foi a decisão dele.

Depois conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador.

Voltando à minha candidatura ao Senado, eu tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.

Ao final, as candidaturas do PSDB – tanto a de governador, quanto a de presidente do país – que, naturalmente, seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido. Com poucos recursos, com apenas trinta segundos de televisão não pude mostrar o muito que fiz pelo Maranhão durante minha vida profissional e política.

Por fim, quero agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar votos. Esses são verdadeiros amigos, pois mesmo pressionados decidiram ficar comigo, mesmo conscientes das escassas condições de vitória. São amigos de verdade, em que posso confiar. Muitos, porém, que sempre estiveram comigo me viraram as costas. Coisas da vida.

Uma coisa a meu ver marcou esse pleito. Ninguém discutiu os graves problemas do Maranhão e de sua população. Será que não os conhecem? Nada têm a propor? A eleição foi feita em cima de slogans, promessas e nada mais. Passaram por cima dos graves problemas que impedem o nosso desenvolvimento.

Agora, sem Sarney para culpar, terão que trabalhar duro, com competência, para tirar o Maranhão dos últimos lugares. Caso contrário, como explicar a nossa situação?
Eu fui uma exceção, neste deserto de ideias. Discuti muito as soluções para a pobreza, para a educação, para atração de empresas, para o emprego e o desenvolvimento do estado.

O que se pode esperar? Não sei, sinceramente, me resta torcer para dar certo. Boa sorte aos eleitos e reeleitos, sinceramente.

Obrigado, meus amigos.

SENADO 2018. O que pensam os candidatos ao Senado sobre as reformas trabalhista e da previdência 8

Ainda que as atenções sejam maior dadas para os candidatos a governador, o que é normal em todos os estados, a cada dia que se aproxima da eleição os candidatos ao Senado Federal começam despertar o interesse do eleitorado.

Está chegando o dia das eleições e os eleitores começam a se interessar mais pelo processo.

Ainda que as atenções sejam em maior parte dadas para os candidatos a governador, o que é normal em todos os estados, a cada dia que se aproxima da eleição os candidatos ao Senado Federal começam, igualmente, a despertar o interesse do eleitorado.

E no tocante à eleição de senador, duas questões espinhosas se destacam e têm sido pautadas na apenas na campanha, mas principalmente na sociedade: as reformas trabalhista e da previdência. São questões espinhosas exatamente porque mexem direta e indiretamente com a vida dos brasileiros.

Nesse sentido, o Blog do Robert Lobato resolveu fazer uma avaliação do posicionamento dos principais candidatos ao Senado em relação a esse debate.

Este editor ressalta, porém, o entendimento que as reformas são necessárias e urgentes, e que precisam ser enfrentadas pelos futuros congressistas, mas entende também que o povo trabalhador, em particular o maranhense, não pode, mais uma vez, pagar a conta sozinho e ainda por cima bancar os privilégios dos barões do Estado brasileiro.

Vamos aos nosso candidatos:

Edson Lobão (151) – O decano maranhense no Senado Federal é filiado ao MDB partido do presidente Michel Temer, votou favorável à reforma trabalhista e deve votar favorável à reforma da previdência. Mantém, portanto, sua coerência política e tem grandes chances de faturar mais oitos anos de mandato na Câmara Alta, caso consiga convencer seus eleitores sobre seu entendimento em relação às reformas.

Sarney Filho (432) – Também chamado de Zequinha Sarney, o deputado federal é filiado ao PV foi ministro de Lula e de Temer, votou favorável à reforma trabalhista e tende a votar pela reforma da previdência, mas tudo dependerá do resultado da eleição presidencial, uma vez que Zequinha, mesmo eleito senador, pode virar ministro mais uma vez independente de quem subir a rampa do Planalto.

Eliziane Gama (232) – Como deputada federal, a deputada federal Eliziane Gama votou contra a reforma trabalhista, além de ter votado duas vezes para que Temer fosse investigado. A parlamentar do PPS já se posicionou contrária à reforma da previdência, inclusive apresentou projeto de lei pedindo plebiscito popular para anular a reforma trabalhista.

Weverton Rocha (123) – Também deputado federal, o líder do PDT e da oposição ao governo Temer na Câmara dos Deputados votou contra a reforma trabalhista e deve votar contra a reforma da previdência. Entre os candidatos a senador, o pedetista é quem tem uma postura mais populista sobre o assunto.

José Reinaldo Tavares (455) – O ex-governador e atual deputado federal é um entusiastas das reformas de Temer e as defende abertamente. Caso se eleja senador da República, certamente o Zé Reinaldo defenderá as reformas trabalhista e da previdência, principalmente se o presidente eleito for o também tucano Geraldo Alckmin, a quem jura fidelidade e lealdade.

E você, caro leitor, o que acha da posição de cada um dos candidatos que desejam representar o Maranhão no Senado da República?

ELEIÇÕES 2018: Em instantes a convenção do PSDB que vai oficializar o projeto Roberto Rocha governador-45 6

Daqui a pouco inicia a convenção do PSDB que vai oficializar a candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Maranhão e do deputado federal José Reinaldo Tavares e do deputado estadual Alexandre Almeida candidatos ao Senado Federal.

Vice e suplentes serão anunciados mais na frente.

ELEIÇÕES 2018: Por que José Reinaldo não declara apoio a Roberto Rocha? 6

É essa posição vacilante de Zé Reinaldo que fomenta especulações do tipo de que ele não será mais candidato a senador ou que está a serviço de agente externos ao PSDB.

Há equívocos e maledicências sobre a situação do deputado federal José Reinaldo Tavares no PSDB e, por conseguinte, em relação a sua pré-candidatura ao Senado Federal. Há jornalistas e blogueiros que agem por falta de informações e outros por pura má-fé mesmo.

O Brasil inteiro sabe que ex-governador foi rejeitado, humilhado, defenestrado e subestimado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Sem opção partidária nem no campo governista e muito menos no grupo Sarney, sobrou apenas o PSDB para acolher José Reinaldo Tavares. Foi recebido com honras pelo tucanato local e nacional assinando a ficha de filiação no gabinete do senador Roberto Rocha, presidente estadual do partido.

É verdade que Zé Reinaldo chegou defendendo a candidatura do deputado estadual Eduardo Braide para governo e sugerindo até que Roberto Rocha desistisse a favor do pré-candidato do PMN.

Sereno, Roberto chegou a dizer olhos nos olhos do deputado que poderia pensar em abrir para o próprio José Reinaldo pela sua história e pelo que representa para a classe política maranhense, mas que não via qualquer razoabilidade de, uma vez ter sido deputado estadual, três vezes deputado federal, vice-prefeito de São Luis, ser senador no meio mandato, presidente de um dos maiores partidos do país e com um candidato a presidente da República competitivo, abrir mão de sua pré-candidatura a favor de Braide.

Então José Reinaldo se filia no PSDB e fica mais quieto sobre a candidatura Braide.

Mas eis que de repente, sabe-se lá por qual motivo, o deputado volta com a tese pró-Braide quando sabe que o seu partido tem pré-candidato!

Desde que se filou ao PSDB, não há sequer uma declaração contundente e firme de José Reinaldo em apoio e defesa do nome do pré-candidato ao governo Roberto Rocha. Nadica de nada!

É essa postura, digamos, vacilante de Zé Reinaldo que fomenta especulações do tipo de que ele não será mais candidato a senador ou que está a serviço de agentes externos ao PSDB.

Nem mesmo das agendas de viagens dos pré-candidatos do seu partido José Reinaldo tem participado. Aliás, tem ignorado solenemente as agendas.

Assim como “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”, não basta José Reinaldo ser candidato, deve parecer candidato.

Mas do jeito que vem conduzindo a sua pré-campanha parece que realmente José Reinaldo está jogando fora a última oportunidade que lhe resta para ser senador da República.

E, como sabermos, na política não há vácuo.

Alguém ocupa o espaço…

JOSÉ REINALDO: Minha saudação a Geraldo Alckmin 18

por José Reinaldo

Resolvi divulgar aos amigos a saudação que fiz, por escrito e lida por mim na impressionante recepção a Alckmin no Centro de Convenções, sábado passado, pedindo a ele para levar consigo e guardar como recordação do glorioso momento que vivíamos ali, cheios de esperança. Isso serviria para cobranças e lembranças futuras.

“Ao caro amigo Presidente Geraldo Alckmin”

Ao chama-lo de presidente quero expressar o desejo que temos de vê-lo dirigindo o nosso país.

O Brasil que precisa de mãos firmes e experientes para nos conduzir em meio ao mais desalentador período de nossa história recente. Da desunião, do “nós contra eles”, da falta de diálogo e de confiança, de rumo a seguir, do desalento e da falta de esperança no futuro que só nos leva ao desemprego, a violência e a falta de perspectiva como nação.
É preciso mudar isso tudo e dar rumo e paz ao nosso país. O momento é propício com a escolha que teremos que fazer do nosso futuro presidente.

Nós do PSDB temos o melhor candidato, Geraldo Alckmin. Quatro vezes governador de São Paulo, homem competente, experiente, honesto, humilde, acostumado a cuidar das pessoas, conduziu São Paulo na maior crise, mantendo o estado equilibrado e firme, investindo, esse estado que é uma síntese do Brasil, sim, pois quantos maranhenses e de outros estados do Nordeste vivem ali, brasileiros de todos os estados tem uma vida melhor em São Paulo.

Quem mais entre os candidatos conhecidos a presidente pode se comparar a Geraldo? Ninguém. Quem mais preparado?

Presidente, São Paulo é isso tudo, sem dúvidas nenhuma, porque em grande parte do tempo foi governada pelo PSDB. Nós, o Maranhão, somos hoje o estado mais pobre do país. Menor renda per capita, menor renda domiciliar per capita, mais da metade de nossas famílias vivem do Bolsa Família, em meio a perversa desigualdade social, que nos leva a baixíssima produtividade e ao desemprego crônico. Agora mesmo o jornal Valor Econômico, com dados da PNAD continuada, mostra que nos últimos dois anos a pobreza absoluta aumentou no Maranhão. E na Ilha de São Luís, aumentou inacreditáveis 48 %. Não podemos nos conformar com isso, presidente.

Precisamos de socorro, precisamos de ajuda. O Sr. que governou São Paulo durante tanto tempo que ajudou o mais importante estado da Federação a ser o que é, dê as mãos ao Maranhão. Mãos firmes, sinceras, para nos ajudar como nunca antes. Ajude, presidente, a fazer do Maranhão um estado menos desigual, menos pobre, mais próspero como é o desejo de todos os maranhenses.

Já lhe falei e confio na promessa que me fez, de apoiar os nossos projetos mais sonhados, como a refinaria, o polo petroquímico, o centro espacial de Alcântara, o fundo financeiro de apoio aos quilombolas daquele município, afetados pelas necessidades de expansão do centro, tornando-os sócios dos lançamentos que ocorrerão ali, assim como também do Programa Primeiro Empurrão, para formar as novas gerações de maranhenses, e da cooperativa de microcréditos para as famílias pobres e para jovens empreendedores.

De mãos dadas, presidente Alckmin, vamos para a vitória. O Brasil precisa do senhor. E o Maranhão muito mais.

Com a candidatura de Roberto Rocha para o governo do estado, o PSDB marchará unido para a vitória.

Seja bem-vindo! “

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Ontem soubemos do Decreto do Governo Federal de 5 de Abril de 2018 que cria a reserva Extrativista da Baia do Tubarão, localizada nos Municípios de Icatú e Humberto de Campos, Estado do Maranhão.

Ninguém sabia disso. O bico do Papagaio, bem na entrada da Baia do Tubarão, era o local escolhido e já visitado inúmeras vezes para ser o porto da refinaria e do Polo Petroquímico, com estudos quase prontos o que poderia levar grande desenvolvimento para a região tão pobre.

Agora paciência, não há de nossa parte nenhuma crítica a criação da reserva, ninguém irá lutar contra a decisão que procura proteger o meio ambiente, tão importante para todos nós.

Assim o projeto atrasa um pouco pois outros locais serão estudados e a tendência é que o projeto vá para Bacabeira mais próximo da refinaria.

Vamos em frente.

VÍDEO: À vontade na reunião da bancada do PSDB, José Reinaldo e Waldir Maranhão falam sobre Geraldo Alckmin

Além de José Reinaldo e Waldir Maranhão, o senador Roberto Rocha também marcou presença na reunião da bancada tucana no Congresso Nacional

Os deputados federais José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão, ambos do PSDB, participaram, nesta quarta-feira, 25, da reunião da bancada do partido no Congresso Nacional com a participação do ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidente de República, Geraldo Alckmin.

Muito à vontade na reunião, os dois neotucanos elogiaram o preparo político e capacidade de gestão de Geraldo e demonstraram confiança na eleição do ex-governador Paulista para presidente do Brasil.

Para José Reinado é “impressionante como ele [Geraldo] entende as condições do Nordeste, a pobreza, é um médico acostumado a tratar das pessoas; de forma que é candidatura muito forte e tem muitos compromissos comigo entre os quais de combater a pobreza no nosso estado”.

Waldir Maranhão, por sua vez, afirmou “que foi uma reunião de trabalho onde o nosso pré-candidato a presidente colocou para todos nós a sua agenda, a sua compreensão sobre o Brasil, aquilo que a boa política exige de cada um nós, ou seja, compromisso com o povo. Portanto, esta reunião foi o ponto de partida para chegarmos à presidência de República oferecendo segurança, trabalho, coerência e acima de tudo lealdade”.

Além de José Reinaldo e Waldir Maranhão, o senador Roberto Rocha também marcou presença na reunião da bancada tucana.

Confira os vídeos gravados pelo jornalista Enio Borgmana

A fama de traidor de Flávio Dino já é nacional 4

Flávio Dino terá que passar o resto do ano carregando o fardo de ser ingrato, desleal e mesmo um político inclinado a trair os aliados, o que pode contabilizar prejuízos irreversíveis durante a campanha eleitoral de outubro

O Blog do Robert Lobato já havia feito o alerta de que a ingratidão do governador Flávio Dino (PCdoB) em relação aos aliados poderia deixar o comunista com a má fama de traidor. Não deu outra!

Depois de passar uma rasteira no ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, principal responsável pela sua carreira política, Flávio Dino faz do também deputado federal Waldir Maranhão a sua última (ou penúltima?) vítima – ambos os deputados filiaram-se ao PSDB do senador Roberto Rocha na semana passada.

Diferentemente da traição a José Reinaldo, no caso de Wadir Maranhão a coisa ganhou repercussão nacional.

Primeiro foi no site Diário do Poder através da matéria onde o ex-presidente de Câmara dos Deputados revela um pouco dos bastidores que o levaram a pedir a anulação do impeachment da Dilma (veja aqui).

Ontem, 9, foi a vez do site Ucho.Info dar repercussão ao fato de Flávio Dino ter abandonado o compromisso político-eleitoral que tinha firmado com Waldir Maranhão.

Num texto duríssimo, a redação do Ucho.Info afirma que o governador maranhense é “um traidor que bambeia entre o ego doentio e o comportamento pusilânime” (veja aqui).

O fato é que Flávio Dino terá que passar o resto do ano carregando o fardo de ser ingrato, desleal e mesmo um político inclinado a trair os aliados, o que pode contabilizar prejuízos irreversíveis durante a campanha eleitoral de outubro.

E por falar em lealdade ou deslealdade política, como queiram, o Blog do Robert Lobato deixa para reflexão as palavras do atual governador São Paulo, Márcio França (PSB), que recentemente provou do gostou amargo da ingratidão ao ter apoio negado, a sua reeleição de governador, pelo prefeito da capital paulista João Doria (PSDB), que irá enfrentar o socialista na disputa ao governo.

Para quem não sabe ou não lembra, França, ao lado do agora ex-governador Geraldo Alckimin (PSDB), que deixou o cargo para se candidatar a presidente da República, foi um dos principais avalistas da candidatura de Doria a prefeito em 2016.

Confira as palavras de Márcio França ditas durante a sua posse no Palácio Bandeirantes.

(Qualquer semelhança com o que aconteceu no Maranhão não é mera coincidência).

Ah a lealdade… essa velha e honrada senhora certeira
Não tem dia e não tem hora, que eu te esqueça
Nem que o mundo acabe ou que eu desapareça…
Lá vai você comigo, minha querida companheira

Não sei se nasceu em mim, ou se meus pais me impregnaram
Só se sei que me acompanha resistente pela vida inteira,
E me abriu caminhos decisivos, que só por ti passaram

Ah a Lealdade
Condutora segura do meu destino, presente em mim, desde menino, orientou meus passos e minha conduta
Assim, sempre, fui leal a Deus, sobre todas as coisas, pois sei que ao final, não seria em vão a minha luta

Fui leal a fé e aos exemplos dos nossos antepassados na história
De luta resistente de Bartyra e Tibiriçá, de João Ramalho e do Bacharel de saudosa memória

De sabedoria do gênio José Bonifácio, de resistência cívica de Júlio Prestes, que nunca procurou o fácil, da coragem de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo,

De quem ingere o remédio, ainda que seja amargo
De caridade De Dom Paulo Evaristo Arns, do gênio de Monteiro Lobato e a sua história famosa
Da sensibilidade Oswald de Andrade e Adoniran Barbosa

Fui leal a família, essa cesta de almas acolhedoras e queridas,
Que me dedicam o seu melhor,
Dispondo parte das suas próprias vidas

Fui leal a minha Pátria, que me concedeu a liberdade
Que me permitiu exercer minha vocação
lutar por mais justiça e igualdade
E ser feliz ao exercer e amar a minha profissão

Fui leal a minha terra querida, origem da minha jornada
São Vicente: mãe da Pátria, por vezes esquecida
Terra de gente simples e honrada

Fui leal aos amigos de infinitas caminhadas,
Muitos hoje, governador, por aqui, e outros que aqui não chegaram
Mas estão sempre comigo, pelas vitórias conquistadas
E pelas marcas profundas que em mim deixaram

Meu conterrâneo Mario Covas, o cavaleiro heroico que me transmitiu coragem
Miguel Arraes de Alencar, meu eterno mestre e inspirador
Eduardo Campos, irmão querido, alma gêmea que a vida me emprestou de passagem,
Tercio Garcia, herdeiro dos meus sonhos e sócio da minha dor
Todos estes, e tantos outros, estão por aqui, em algum canto deste salão

Felizes, orgulhosos, e me passando a emoção
Que reforça minha fé de poder cumprir minha nova missão!

Fui leal aos meus pais,
Primeiro amor que senti minha querida mãe Myrthes
Que Deus permite que hoje esteja aqui linda, guerreira, forte e decidida
Caiçara de Iguape, outra terra querida

E leal principalmente ao que me ensinou Luiz Gonzaga, meu herói, meu pai
Que da vida se foi, mas que de mim não sai
Médico dos pobres, herdeiro da melhor tradição
De que palavra dada que é palavra cumprida
De que a honra é marca pra não ser esquecida
De só fazer o bem a todos, e trabalhar por missão

Fui leal aos meus filhos, amados, Helena e Caio, Fernanda, e aos meus netos Enzo e Laurinha
Que me permitiram esclarecer, uma velha dúvida minha
Pois que com eles fiquei certo
De que de fato atingimos a eternidade,
Quando temos nossa continuidade por perto,
Quando filhos e netos se tornam realidade

Fui leal a minha metade querida
Lucia, luz dos meus caminhos,
Eu sempre soube que Deus me havia reservado você, minha prometida
Para facilitar as rosas e me poupar espinhos,
Desde que lhe vi, primeira namorada, sabia que era para sempre e que dividiríamos a estrada
Cá estamos, querida, para dividir contigo mais um compromisso de fé e de responsabilidade
Só sei que seremos capazes pela nossa total cumplicidade
Amo tudo em você, mas acima de tudo, sua lealdade….

Fui finalmente leal aos meus princípios e ao meu ideal
Meu partido pra mim não é uma sigla banal,
Vivo para permitir que todos possam ter as mesmas oportunidades que eu tive na vida
Que todos possam ser felizes como eu fui, que a lembrança lhes seja querida
Que todos possam exercer suas vocações, que trabalhem por prazer
Que os meninos não tenham que vender os seus sonhos nem vilipendiar o seu ser
Que amem seu País e admirem seus governantes
Que o futuro seja sempre melhor do que foi antes

Que todos possam acreditar mais no que são, do que no que têm
Que a Lei sirva a todos e que não privilegie ninguém
Que as decisões mais importantes possam vir do voto do povo
Que a tolerância e a generosidade possam vencer de novo

Que digam com orgulho que moram em
Uma Pátria Amada, e gentil
Que não fujam da luta
E que nunca desistam do Brasil!!!

Por fim, Governador, Eternamente Governador Geraldo Alckmin, amigo e companheiro,
Sou e serei leal ao seu legado,
A sua conduta e ao seu exemplo certeiro
Sua humildade, seu exemplo, sua discrição, sua perseverança e a sua retidão

Seu Pai, por certo, lhe acompanha orgulhoso e feliz, junto com outros queridos de tantos momentos
Sabe que o senhor também fez na vida o que quis
E foi leal a ele, aos seus princípios e ensinamentos

Vá em Paz, Governador, que o Senhor lhe acompanhe
Um abraço a Dona Lu, sua metade querida na eterna caminhada de vida
Nós estaremos sempre aqui, felizes e orgulhosos do seu sucesso e das suas realizações,
Do cumprimento do seu destino e das suas missões

Saiba que no dicionário cravado nas nossas almas e guardado no coração
Só há uma palavra que precede a palavra lealdade…
E essa palavra é gratidão!
Todos nós, brasileiros de São Paulo, agora, de pé e a ordem, lhe pedem permissão
Para aplaudi-lo por toda sua dedicação, sua lealdade ao povo, seus amigos e a sua Nação!

Palmas a Geraldo Alckmin!
Palmas e palmas a Geraldo Alckmin!
O filho humilde e brilhante que de Pinda saiu, que serviu aos seus e deu exemplo ao Brasil!
Viva São Paulo, terra de quem tem palavra, terra que vive a lealdade
Viva o Brasil, viva a verdade!!