LAURO JARDIM: Briga no reino evangélico maranhense 17

Foto: Jorge WIlliam | Agência O Globo

Eliziane Gama, senadora eleita pelo Maranhão, com farto apoio evangélico, recebeu um pito do pastor Pedro Audi Damasceno, chefe das Assembleias de Deus do Maranhão, por ter declarado voto em Fernando Haddad. Damasceno gravou um áudio em que diz que nenhum evangélico “pode nem deve atender” ao pedido de Eliziane para votar no petista.

Sem dizer de onde tirou a informação, Damasceno chega a dizer que Haddad “vai fechar igrejas” e repete a mentira de que Manoela Dávila disse que Jesus é gay.

Fonte: Blog do Lauro Jardim.

FRAUDE? : Jornalista revela o que pode ser a maior “bomba” destas eleições no MA envolvendo o IBOPE 20

Instituto foi cobrado indiretamente pela coligação “O Maranhão quer Mais” – sobretudo pelos números de São Luís -, reconheceu que o debate da TV Mirante pode não ter sido alcançado no levantamento e chegou a usar como parâmetro para reforçar seus dados pesquisas montadas pelo próprio Palácio dos Leões e já denunciadas por suspeita de fraude

Via blog do Marco D’Eça

Cobrado enfaticamente pela coligação “O Maranhão quer Mais”, pela pesquisa que divulgou na quinta-feira, 4, o instituto Ibope de pesquisas parece que se enrolou mais ainda nas explicações.

Em primeiro lugar, chegou a admitir uma curiosa e estratosférica “margem de erro de 8 pontos percentuais” na amostragem de São Luís, feita com apenas 168 pessoas.

– Em São Luís temos apenas 168 entrevistas, o que não é suficiente para estimar as intenções de votos na capital, uma vez que a margem de erro amostral é de 8 pontos percentuais para mais ou para menos. O cruzamento foi fornecido apenas como um indicativo – tenta explicar o instituto, em troca de correspondência a qual este blog teve acesso.

Assinado pela analista de atendimento e planejamento CP, o documento do Ibope admitiu também que uma parte do levantamento foi  feito antes do debate da TV Mirante, na última terça-feira, 2.

– Ou seja, a pesquisa pode não ter pego um possível efeito do debate na capital admitiu.

Curiosamente, a analista usou dados das pesquisas encomendadas pelo próprio Palácio dos Leões – Exata e Econométrica – para justificar seus números, mesmo diante de todas as suspeitas já oficializadas contra os dois institutos.

O estrago da pesquisa sem critério do Ibope pode interferir diretamente no resultado das eleições.

Um crime eleitoral, portanto…

Quociente eleitoral, quociente partidário e sobras

A grande novidade para o pleito de 2018 é que as vagas não preenchidas com a aplicação do quociente partidário e a exigência de votação nominal mínima (10%), serão distribuídas entre todos os partidos políticos e coligações que participam do pleito, independentemente de terem ou não atingido o quociente eleitoral, mediante observância do cálculo de médias, nos termos da novel redação do artigo 109, § 2º, do Código Eleitoral.

Por Flávio Braga

De acordo com as regras do sistema eleitoral majoritário, é considerado vencedor o candidato que receber, na respectiva circunscrição (país, estado ou município), a maioria dos votos válidos, isto é, sem computação dos votos em branco e dos votos nulos. Convém frisar que a denominação “majoritário” deriva justamente da circunstância de que o sistema reputa eleito, pura e simplesmente, o candidato mais votado. Por esse princípio são eleitos os chefes do Poder Executivo e os senadores.

De sua vez, o sistema de representação proporcional estabelece uma correspondência (proporcionalidade) entre o número de votos recebidos na eleição e a quantidade de cadeiras obtidas na apuração. Enquanto no sistema majoritário é eleito o candidato mais votado, o sistema proporcional exige um cálculo aritmético prévio para definir os números pertinentes ao quociente eleitoral, ao quociente partidário e à distribuição das sobras.

O quociente eleitoral define os partidos e/ou coligações que têm direito a ocupar as vagas em disputa nas eleições proporcionais (deputado federal, deputado estadual, deputado distrital e vereador).

Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral. Observe-se que nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias (voto nominal e voto de legenda).

O voto nominal é aquele conferido a um candidato por meio da digitação de seu número na urna eletrônica. O chamado voto de legenda é aquele em que o eleitor não expressa sua vontade por um candidato específico, mas pelo partido de sua preferência. Optando pelo número do partido, seu voto será considerado válido, sendo contabilizado para o cálculo do quociente eleitoral da mesma forma que os votos nominais.

Por seu turno, o quociente partidário define o número inicial de vagas que caberá a cada partido ou coligação que tenham alcançado o quociente eleitoral.

Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidário, dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas. Assim, estarão eleitos tantos candidatos registrados por um partido ou coligação quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação que cada um tenha recebido.

Importante anotar que somente podem ser eleitos os candidatos que obtiverem votação igual ou superior a 10% do quociente eleitoral. Dessa forma, candidatos com votação irrisória não poderão mais ocupar cadeiras no Poder Legislativo.

A grande novidade para o pleito de 2018 é que as vagas não preenchidas com a aplicação do quociente partidário e a exigência de votação nominal mínima (10%), serão distribuídas entre todos os partidos políticos e coligações que participam do pleito, independentemente de terem ou não atingido o quociente eleitoral, mediante observância do cálculo de médias, nos termos da novel redação do artigo 109, § 2º, do Código Eleitoral.

IGOR LAGO: “Considero Roberto Rocha e Roseana Sarney melhores opções” 30

Igor Lago afirma ainda que Flávio Dino faz “um governo pífio e sem novidades agarra-se ao uso da máquina para manter os apoios eleitorais”, e ainda “um verdadeiro retrocesso político e administrativo.”

O médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, já falecido, publicou um duro texto na sua rede social do Facebook fazendo algumas considerações sobre as eleições de 2018 no Maranhão.

No texto, Igor Lago afirma que Flávio Dino faz “um governo pífio e sem novidades agarra-se ao uso da máquina para manter os apoios eleitorais”, e ainda ser “um verdadeiro retrocesso político e administrativo.”

Em outro trecho do texto, o médico surpreende ao avaliar que, para ele, “Roberto Rocha e Roseana Sarney [são] melhores opções” para o governo do estado.

Igor Lago encerra o texto pedindo que os eleitores não votem em Márcio Jerry para deputado federal.

Confira, a seguir, a íntegra da postagem de Igor Lago.

MARANHÃO 2018: ATRASO, TRAIÇÃO E REBELDIA

Flávio Dino com um governo pífio e sem novidades agarra-se ao uso da máquina para manter os apoios eleitorais.

O discurso é o de se apresentar como um avanço quando, na verdade, é um verdadeiro retrocesso político e administrativo.

Considero Roberto Rocha e Roseana Sarney melhores opções.

Weverton Rocha e Eliziane Gama são produtos da traição do Flávio Dino ao responsável por sua entrada e sucesso na política, o ex-governador Zé Reinaldo.

São o retrato fiel da velha política agora protagonizada por novos atores. O primeiro dispensa comentários porque já conhecido de todos, a segunda merece a observação que mais lhe caracteriza, a da esperteza. Não foi candidata ao governo em 2014 por uma negociação com o atual que lhe garantiu um mandato de deputada federal, assim como não se posicionou no segundo turno na eleição para prefeito de São Luis. Hoje sabemos o porquê.

Considero Zé Reinaldo e Alexandre Almeida melhores opções.

Para deputado federal não votar no Márcio Jerry será um gesto de rebeldia política, a de não se deixar levar pelo cabresto da máquina pública…

ELEIÇÕES 2018: A força dos militares no Maranhão e a candidatura do “General” 33

A categoria está decepcionada com o governo Flávio Dino e promete dar o troco ao comunista nestas eleições.

Fala-se muito na força política e eleitoral de alguns segmentos da sociedade como, por exemplo, do setor evangélico.

Contudo, há uma segmento que terá muita força e influência nas eleições de 2018: os militares.

Os “milicos” maranhenses estão se organizado para as eleições e contam com um bom desempenho nas urnas.

A categoria está decepcionada com o governo Flávio Dino (PCdoB) e promete dar o troco ao comunista nestas eleições.

Entre os militares-candidatos está o petista Joab Jeremias, ou simplesmente Joab, o General.

“Os militares estão cada vez mais politizados, tanto os policiais militares como os nosso companheiros do Corpo de Bombeiros. Despertamos para a política porque só através dela teremos nossos direitos assegurados e nossa valorização reconhecida. Somos milhares de pais de famílias que saem todos os dias para as ruas para garantir a segurança e vida dos cidadãos, mas sem saber se voltamos pra casa com a nossa própria vida resguardada. Por isso temos vários candidatos militares nestas eleições”, disse o “General” ao Blog do Robert Lobato.

Joab é candidato ao deputado federal pelo PT e terá o número 1333.

Além de vários apoios no Maranhão, o nosso “General” já recebeu declaração de apoio de vários militares de peso de fora do estado.

Mas isso é assunto para outra postagem,

Sucesso, amigo Joab, nosso “General”.

Conheça a lista dos candidatos-militares que vão concorrer nas eleições 2018:

1. Campos CbPM – Candidato a reeleição Dep. Estadual

2. Cândido SdPM/RR Candidato a Dep. Estadual

3. Das Chagas SgtBM Candidato a Dep. Estadual

4. Dos Anjos SgtPM – Candidato a Dep. Estadual

5. Egídio CelPM/RR Candidato a Dep. Estadual

6. F Mota SgtBM – Candidato a Dep. Estadual

7. Ivaldo CelPM/RR – Candidato a Dep. Estadual

8. Janilson MajPM- Candidato a Dep. Estadual

9. Joab General SdPM/RR – Candidato a Dep. Federal

10. Leite SdPM – Candidato a Dep. Estadual

11. Lucenilde SgtPM – Candidata a Dep. Federal

12. Pereira CelPM – Candidato a Dep. Estadual

13. Roberto TenCelPM – Candidato a Vice Governador

14. Zanoni CelPM/RR- Candidato a Dep. Estadual

SUCESSÃO 2018: Flávio Dino quer fazer da eleição no MA uma briga de marido e mulher 13

Durante a campanha ficará claro o erro de percurso histórico que foi 2014 ao eleger a maior mentira política da história recente do Maranhão

“Em briga de marido e mulher não se mete a colher”, diz o adágio popular que nos dias atuais é politicamente incorreto.

Pois o governador e pré-candidato à reeleição Flávio Dino (PCdoB) deseja fazer da eleição de 2018 uma briga de marido e mulher, ou seja, ele contra Roseana Sarney (MDB).

Ocorre que nesse briga de “marido e mulher” que o comunista deseja haverá quem meta a colher. E esse é drama tanto do “marido” quanto da “mulher”.

Há em curso no Maranhão a construção de outras vias políticas para tirar o Maranhão do desse cenário “branco e preto” que os comunistas tanto tentam manter.

Pré-candidaturas ao governo como a do senador Roberto Rocha (PSDB), da ex-prefeita Maura Jorge (PSL), do deputado Eduardo Braide (PMN), do ex-deputado Ricardo Murad (PRP) e das forças da esquerda não flavistas, mostrarão que o nosso estado não está condenado e muito menos refém do bipartidarismo “saneysistas versos anti-sarneysistas”. Portanto, não haverá “briga de marido e mulher” como sonha Flávio Dino.

Durante a campanha ficará claro o erro de percurso histórico que foi 2014 ao eleger a maior mentira política da história recente do Maranhão.

Porém,as eleições de 2018 há de corrigir esse erro e teremos mais do que uma eleição no Maranhão: teremos luta!

E a verdade vencerá a mentira, assim como um dia a esperança venceu o medo.

Podem anotar!

*Enquanto isso o Brasil vai empatando com a Costa Rica.

ELEIÇÕES 2018: Mais do que um candidato anti-Flávio ou anti-Sarney, o povo exigirá um candidato pró-Maranhão 6

Conhecer o Maranhão, cada palmo dese chão, dados, estatísticas e a partir disso mostrar saídas para os principais problemas que afingem o povo maranhense será um diferencial competitivo para os que pleiteiam governar esse estado tão grande em potencialidades, mas também em complexidade.

Há nas eleições que se aproximam uma espécie de corrida maluca para saber quem melhor encarnará o espírito do “anti-Flávio” e/ou do “anti-Sarney”.

Isso ocorre em virtude do ambiente político criado no Maranhão ao longo das décadas onde as eleições são marcadas pela disputas entre apenas dois campos políticos.

Contudo, e felizmente, as eleições de 2018 caminham para um cenário em que o debate fundamental não se limitará sobre quem é mais “anti-isso” ou “anti-aquilo”, mas sobre o que cada candidato tem a apresentar de concreto para a população. O debate central será em torno de quem é mais “pró-Maranhão”.

Nesse sentido, conhecer o Maranhão, cada palmo desse chão, dados, estatísticas e a partir disso mostrar saídas para os principais problemas que afingem o povo maranhense será um diferencial competitivo para os que pleiteiam governar esse estado tão grande em potencialidades, mas também em complexidade.

Ao governador Flávio Dino, candidato à reeleição, o desafio é ainda maior, uma vez que mais do que apresentar “novas propostas” terá que prestar contas do seu primeiro mandato. O tempo de “gogó” para o comunista foi em 2014. Em 2018 ele terá que mostrar resultados e esperar o julgamento popular.

O fato é que a campanha eleitoral propriamente dita será muito interessante.

Ainda mais com o ineditismo de haver mais de dois campos políticos disputando cabeças e corações dos eleitores maranhenses.

Uma eleição que marcará o fim do Maranhão em branco e preto.

A cidadania agradece.

FLÁVIO GOEBBELS: Uma pesquisa mentirosa repetida mil vezes torna-se verdade 20

Criaram um ‘pool’ de institutos de pesquisas denominado “Data Camarada”, cuja missão é produzir pesquisas e mais pesquisas com índices superfaturados a favor do governante com o objetivo principal e imediato de criar uma sensação de que eleição de 2018, ao governo, pode ser decidida por WO

Flávio Goebbels é o governante de uma longínqua província rica, mas de povo e sofrido, localizada numa das mais pobres região do país. Um local onde boa parte dos habitantes acorda pensando mais no que terá para comer durante o dia do que em qualquer outra coisa na sua vida. Uma terra onde o povo não apenas vive, mas sobrevive.

Consciente da triste realidade na qual o povo que governa está submetido, aliás, um povo que pensa mais com o estômago do que com o cérebro, sir Flávio Goebbels criou pra si e sua camarilha uma província que está em “mudança” e “contínua transformação”. E assim, através do uso e abuso da propaganda, o governante mente, ludibria, engana, falsifica, persegue e também trai!

Entre os mecanismos de instrumentalização, dominação e manutenção de poder, Flávio Goebbels idealizou o conceito de que “uma pesquisa mentirosa repetida mil vezes torna-se verdade”. Então passou a encomendar uma penca de pesquisas eleitorais também conhecidas como “pesquisas tabajaras”.

São pesquisas encomendadas ao gosto do freguês, no caso ao gosto do governador Flávio Goebbels, que, inclusive, ordenou à secretaria de propaganda do governo a criação de um pool de institutos denominado “Data Camarada”, cuja missão é produzir pesquisas e mais pesquisas com índices superfaturados a favor do governante com o objetivo principal e imediato de criar uma sensação de que eleição de 2018, ao governo, pode ser decidida por WO.

Ocorre que mesmo com a maioria da população da província governada Flávio Goebbels não ter acesso a informação qualificada, o governante não disputará a eleição de outubro sozinho e muito menos encontrará, durante a campanha, o conforto dos altos números exibidos pelas pesquisas do pool “Data Camarada”.

Ao contrário, fragilizado por denúncias de corrupção, farras de nomeações para agradar religiosos, decretos eleitoreiros revogando multas e confiscos de veículos dos cidadãos, abuso de autoridade, perseguição a adversários políticos, aumento do déficit público, falta de projetos estruturantes e muitas outras mazelas do governo Flávio Goebbels serão reveladas à população da província ao longo da campanha eleitoral no rádio e na tevê.

Será a hora da verdade.

Será o momento em que sir Flávio Goebbels descobrirá que a mentira tem pernas curtas.

E que sua máxima “uma pesquisa mentirosa repetida mil vezes torna-se verdade” cairá por terra.

Derrotada e desmoralizada pela verdade.

Relação do PT nacional com Flávio Dino “azeda” e o comunista já avalia ceder vaga na majoritária aos petistas 10

Para tentar se limpar, o governador já avalia ceder uma vaga na chapa majoritária ao PT que seria a vice. Mas a presença da deputada federal Eliziane Gama na condição de pré-candidata a senadora continua causando muito resistência no partido de Lula.

Azedou a relação do PT nacional com o governador Flávio Dino (PCdoB) desde que o comunista surgiu do nada, numa entrevista à Folha de São Paulo, defendendo a candidatura de Ciro Gomes (PDT) a presidente da República em substituição a Lula.

A tese pró-Ciro deixou Flávio Dino mais queimado do pau de assar castanha junto à cúpula nacional petista onde ele até gozava de boa admiração.

Para tentar se limpar, o governador comunista já avalia ceder uma vaga na chapa majoritária ao PT nas eleições de 2018 que seria a vice. Mas a presença da deputada federal Eliziane Gama (PPS), na condição de pré-candidata a senadora, continua causando muito resistência no partido de Lula.

Na tarde desta terça-feira, 15, a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmam, vai reúne-se com dirigentes e parlamentares petistas maranhenses para decidir o rumo da tática eleitoral do partido no estado.

A tendência é de que o PT não apoie candidato algum oficialmente e lance apenas chapa de senadores, deputados federais e deputados estaduais.

A conferir.

ELEIÇÕES: 2018 Pré-candidatos poderão receber doações eleitorais a partir de 15 de maio, garante especialista

O advogado eleitoralista, sócio do escritório Jansen, Morais e Vale Advocacia, e professor de Direito Eleitoral, Márcio Endles, explica como será esse tramite

As eleições de 2018 terão novidades em relação às doações de campanha. Os pré-candidatos poderão receber doações financeiras antes mesmo do restrito período de campanha estabelecido, atualmente. As Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições deste ano já regulamentaram o assunto e permitem que as contribuições se iniciem a partir de 15 de maio.

A nova forma de doação foi criada pela alteração na lei das eleições no ano passado e já valerá para outubro próximo. As doações serão feitas mediante operação bancária, nas instituições financeiras que se cadastraram, previamente, no Tribunal Superior Eleitoral, e tiverem atendido às regras eleitorais e a regulamentação expedida pelo Banco Central do Brasil.

As Resoluções do TSE permitem a utilização da internet e aplicativos para a arrecadação, mas proíbem as moedas virtuais. As doações serão restritas às pessoas físicas e terão que respeitar todos os critérios gerais das doações, como: identificar quem estará doando e quem será o recebedor; e a instituição financeira tem que disponibilizar todos os dados para fins de fiscalização e publicidade.

O advogado eleitoralista, sócio do escritório Jansen, Morais e Vale Advocacia, e professor de Direito Eleitoral, Márcio Endles, explica como será esse tramite. “O pré-candidato que tiver interesse no novo formato de doação, deve procurar uma das instituições financeiras que fizeram seu cadastramento no TSE, e celebrar a contratação do serviço de arrecadação para fins eleitorais. Por sua vez, a empresa arrecadadora ficará na guarda dos recursos e só poderá repassar ao beneficiado se o mesmo apresentar seu registro de candidatura”, esclarece o professor.

Os que fizeram a contratação de arrecadação e não tiverem a candidatura registrada, não terão acesso aos valores doados, devendo a empresa arrecadadora realizar o estorno dos valores às pessoas físicas que doaram. Já os registrados deverão providenciar, logo após o registro, a abertura da conta com o CNPJ eleitoral que for emitido pela Receita Federal para a campanha.

O professor e advogado faz um alerta para essa possibilidade de estorno da doação. “O pré-candidato e o doador devem estar cientes de que a empresa arrecadadora está prestando um serviço. Então, se não for feito o registro de candidatura, vai ser feito o estorno do valor doado para o doador e poderá haver um desconto das tarifas cobradas pela instituição financeira”, afirma Endles.

Do mesmo modo, o candidato lançará em sua prestação de contas o valor bruto arrecadado. E os custos dos serviços da instituição financeira serão considerados despesas de campanha eleitoral e lançadas na prestação de contas. “Os valores repassados pela arrecadadora ao candidato devem, obrigatoriamente, ser transferidos para a conta bancária específica de doações para campanha, já que nessas eleições teremos contas diferentes, dependendo da natureza dos recursos”, complementa Endles.

Todas as condições da relação entre o pré-candidato e a empresa arrecadadora devem ser estabelecidas em contrato de prestação de serviços. Nele, inclusive, devem estar previstas as formas de pagamento dos serviços à instituição financeira, levando em conta as hipóteses de candidatura e de não ser apresentado o registro do pretenso candidato.

(Fonte: Imirante)