ELEIÇÕES 2018: Lula e os bilhetes do cárcere 8

A cada bilhete do cárcere assinado por Lula indica que o Brasil pode estar caminhando para o que seria um extraordinário contra-golpe ao golpe de 2016.

Mais um bilhete de Lula ao país. (Foto: Brasil 247)

Que o ex-presidente Lula é um monstro político isso não se discute.

Preso sem provas, humilhado, execrado e fulminado pela grande imprensa nacional, mesmo sob bombardeio pesado lidera o processo eleitoral para presidente da República a partir do cárcere, na cidade de Curitiba (PR).

Os seus algozes costumam dizer que Lula fundou uma “seita”, quando na verdade ele idealizou foi uma rede partidária, política, sindical e social que o transformou numa das maiores lideranças mundiais, tanto que já foi cotado até para prêmio Nobel da Paz em virtude dos programas sociais que implantou no Brasil quando foi presidente, em especial o programa Bolsa Família.

Lula tem escrito vários bilhetes a partir da cadeia desde o anúncio oficial da substituição da sua candidatura a presidente pela de Fernando Haddad.

O conteúdo dos bilhetes sempre traz palavras de esperança e fé no povo brasileiro, além, claro, de total confiança no candidato Haddad, que vem subindo vertiginosamente nas pesquisas eleitorais.

Num país onde resolveram reduzi-lo a petistas e antipetistas, Lula se sobressai como líder que, não tivesse injustamente na carceragem da Polícia Federal, seria capaz de unificar esta nação pelo carisma, talento e capacidade de aglutinação que nenhum dos atuais presidenciáveis possuem.

Alguns dizem que Lula é quem de fato governará o país caso Fernando Haddad vença as eleições. Duvido muito em virtude do perfil do “poste”, que muito provavelmente engrossaria o pescoço assim que sentasse na cadeira de presidente. É mais fácil a ex-presidente Dilma, eleita senadora pelo estado de Minas Gerais, ter mais poder num eventual governo Haddad do que Lula.

De qualquer maneira, o fato é que a cada bilhete do cárcere assinado por Lula indica que o Brasil pode estar caminhando para o que seria um extraordinário contra-golpe ao golpe de 2016.

Mas isso é assunto para outra postagem.

ENTREVISTA: Waldir Maranhão abre o verbo e fala sobre a anulação do impeachment de Dilma e a decisão do desembargador Rogério Favreto de soltar Lula 4

“Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.”

Parte da mídia nacional, assim como parte da mídia local, acabaram associando Waldir Maranhão e Rogério Favreto. Waldir Maranhão, ex-presidente da Câmara Federal, anula a sessão que culminou com o impeachment da presidente Dilma. Rogério Favreto, desembargador do TRF4, autoriza a soltura do ex-presidente Lula.

Em entrevista exclusiva ao Jorna Extra, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PSDB) falou sobre a crise no Poder Judiciário a partir da decisão do desembargador Rogério Favreto em soltar o ex-presidente Lula, no domingo, 8, e ração de outros magistrados inclusive o juiz federal Sérgio Moro.

Na entrevista, Waldir Maranhão, que pré-candidato a senador da República, fez a defesa do ex-presidente Lula e acredita que a prisão do petista, bem como o impeachment da Dilma “têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal”.

O parlamentar tucano aproveitou ainda para contar um pouco sobre a participação do governador Flávio Dino naquele histórico episódio onde ele decidiu anular o impeachment da ex-presidente do PT.

Confira a íntegra da entrevista com Waldir Maranhão.

Como Vossa Excelência vê os personagens?

Pelo fato de não conhecer ao desembargador Rogério Favreto, para não cometer alguma injustiça do tipo daquelas que eu já sofri, quando uma série de inverdades foram ditas sobre mim e todas desprovidas de qualquer fundamento, eu vou me reservar ao direito de apenas ressaltar a coragem de um homem que ousou fazer o que milhares de brasileiros e brasileiras desejam ver feito. Sem adentrar ao mérito da questão, é inegável a constatação de que o Brasil está dividido entre dois movimentos, a saber, Lula preso e Lula Livre e o desembargador revela intrepidez ao revelar, claramente, a qual movimento está vinculado. Quanto a mim, eu sou imensamente agradecido a Deus porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que andam no bom caminho. O ato do desembargador Rogério Favreto, que para tantos não serviu de nada, para mim, está sendo de uma validade imensa visto que trouxe à tona, novamente, o meu gesto patriótico de tentar reverter aquilo que eu e milhões de cidadãos e cidadãs deste país entenderam como desprovido de qualquer fundamentação legal. Eu, enquanto deputado e presidente da câmara federal à época, fui até aos extremos daquilo que me estava ao alcance fazer com um único intuito: RESGUARDAR A SOBERANIA DEMOCRÁTICA DA SUPERIOR VONTADE POPULAR. Fui execrado por parte da população, pelo meu partido de então – o PP – pelos atuais inquilinos do poder, pela mídia e até mesmo por aqueles a quem me somei por partilharmos, então, das mesmas convicções cívicas e políticas, o PT e o PCdoB na figura do governador Flávio Dino. Para além do deputado federal e do presidente da câmara, o homem Waldir Maranhão toma posição a despeito de todas as adversidades que, sabidamente, me adviriam. Eu me vejo enquanto personagem de um dos capítulos mais importantes da história do Brasil, matéria de cursos criados em importantes universidades nacionais e discutido internacionalmente com um protagonismo que me fez mergulhar quase que até o fundo do poço, mas, de onde eu emergi mais forte e mais determinado a bem servir ao povo brasileiro. Mergulhou um deputado rodeado de FALSOS LÍDERES E FALSOS ALIADOS. Emergiu um homem livre capaz de olhar nos olhos das pessoas abrigado pelo sentimento do dever cumprido, fiel e sem nunca ter traído ou apunhalado a quem quer que seja. Mergulhou o Waldir Maranhão acusado de envolvimento na lava jato. Emergiu um DEPUTADO FEDERAL FICHA LIMPA.

Como Vossa Excelência analisa os fatos?

Numa análise fria e objetiva dos fatos, a mais importante conclusão a que posso chegar é que, em ambos os casos, o impeachment da Dilma e a prisão do Lula têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal. Ambos os fatos da nossa história recentíssima extrapolam o previsto na lei de Murphy. Não Se trata apenas de achismo ou de pessimismo. Os dois fatos em questão não têm apenas “… a mais remota chance de darem errado…”. O impeachment da Dilma e a prisão do Lula reúnem todos os ingredientes necessários para darem errado e já estão produzindo e seguirão gerando incoerências e erros. E só para não ficar no limbo especulativo cito a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, afetou a economia nacional, ceifou vidas de brasileiros que tiveram suas rotinas alteradas para pior e revelou um governo fraco, perdido nas suas decisões e fadado ao caos. O governo segue entregando o nosso petróleo para quem nunca vai DAR MAIS, os combustíveis seguem sendo reajustados assim como a energia elétrica e a cor cinza dos botijões do gás de cozinha também parece pintar de chumbo o nosso horizonte eleitoral.

Como Vossa Excelência avalia os atos?

Eu avalio o meu ato (tentativa de anular o impeachment da Dilma) e o ato do desembargador Rogério Favreto (tentativa de libertar o Lula) sob a lente objetiva DEDUTIVA. Eu fui reitor da UEMA e aprendi na academia que a análise partindo do TODO para AS PARTES propicia a quem lê uma visão mais apurada dos atos e dos fatos. O TODO, do Favreto é o poder judiciário e o ministério público. Não dá pra sacar e crucificar ou santificar um desembargador de um tribunal regional, ainda que federal, e avaliá-lo isoladamente. Todo o sistema judiciário carece ser reformado e todos os seus atores avaliados nas suas práticas. O que dizer de juízes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL libertando criminosos comprovadamente condenados ou ainda julgando casos de chegados e afins para os quais a configuração de notório impedimento é flagrante? Chegamos ao ponto de advogados e réus preferirem ter seus casos julgados pela turma tal não em razão de que esta se mostra mais justa, senão em razão de que a tal turma se têm revelado deveras mais indulgente. O TODO do deputado Waldir Maranhão é o poder legislativo. Em que pese o fato de eu ser um representante do povo do meu Estado, nem eu e nem ninguém em sã consciência negará as evidências de que se faz urgente e necessária a implementação de uma ampla reforma política nacional saneadora da democracia representativa. Um governo que tem rejeição popular de 72%, fosse verdadeira a representatividade dessa mesma população no congresso, esse tal governo, há muito, já deveria ter caído! Mas, os balcões de negócios operam e os valores financeiros suplantam outros valores. Assim é que, na minha avaliação, ambos os atos se diferem no que tange à vinculação com os respectivos planos gerais nos quais estão inseridos. Ambos os todos estão enfermos e carentes de reformas. Entretanto, enquanto o Favreto REPRODUZ o modus operandi do seu tecido geral, Waldir Maranhão ousa contrapor a todos os seus pares por entender que, maiores do que os deputados representantes são os eleitores que devem ser por eles representados. E só para que conste, o deputado federal Waldir Maranhão votou pela abertura de processo de investigação contra o atual governante fazendo eco aos 72% das vozes das ruas.

O que a associação de atos, fatos e personagens trás a lume?

O que está em jogo desde o impeachment da Dilma até a prisão do Lula e que completará um ciclo nas próximas eleições gerais de outubro vindouro é a soberania da vontade popular, é o estado democrático de direito e é a governabilidade desse gigante chamado BRASIL. Há forças e práticas retrógradas operando contra o Brasil e contra as brasileiras e brasileiros. E se o cenário verde e amarelo nacional é cada dia mais pródigo em tons de cinza, o vermelho com o qual pintam o nosso Maranhão só aponta para o rubro de vidas e esperanças que vão sendo derramadas na forma de sangue pelo caminho. O PSDB, partido que me abrigou sob a sua bandeira, aponta para projetos de governança nacional e estadual indicadores de novos rumos. Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.

Quais ganhos pedagógicos advém de tudo isso?

Eu gosto muito de um pensamento do Nelson Mandela que diz o seguinte: “Eu nunca perco! Ou eu ganho ou eu aprendo.” Nas minhas andanças pelos rincões, principalmente, do Maranhão, eu tenho me deparado com um misto de desesperança e fé. Eu tenho testemunhado esses sentimentos, na maioria das vezes, em pessoas diferentes e só em raras vezes, os dois, manifestados pela mesma pessoa. Para os desesperançosos eu cito Mandela que apesar de aprisionado por lutar por igualdade, preferiu enxergar a prisão como um aprendizado e, sem perder a esperança, recobrou a liberdade e tornou-se presidente de uma África sem “apartheid”. Já com as mulheres e homens de fé com os quais eu me encontro eu partilho um abraço no qual eu sempre saio ganhando uma carga a mais de uma energia positiva que me revigora e reabastece para seguir na luta. Quanto aos casos raros de pessoas que se mostram inicialmente tristes, frustradas mas que demonstram ainda possuírem um naco de fé, a minha mensagem é a de que dentro de todos nós há duas feras e aquela a qual nós mais e melhor alimentarmos é a que restará de pé. O melhor do Brasil é o POVO BRASILEIRO. Um outro país e um outro Maranhão são possíveis! E cabe a cada um de nós fazer real o Brasil e o Maranhão que queremos.

Waldir Maranhão e Rogério Favreto: Diferenças fundamentais 2

O parlamentar maranhense está no Congresso Nacional através do voto popular e não deve nada ao PT, o que não se pode dizer o mesmo em relação ao desembargador do TRF-4 Rogério Favreto que deve tudo ao petismo

A jornalista Eliane Cantanhêde (Estadão) foi a primeira a tentar fazer um paralelo entre a decisão tomada pelo deputado Waldir Maranhão (PSDB) de anular o impeachment da presidente de Dilma Rousseff, quando estava no exercício da presidência da Câmara dos Deputados em 2016, e o mandado de soltura do ex-presidente Lula assinado pelo desembargador federal Rogério Favreto, no último domingo, 8.

Depois dos blogueiros maranhenses também tentaram fazer uma associação entre os dois casos.

Em “Rogério Favreto e Waldir Maranhão: chacota nacional”, Gilberto Léda sustenta que ambos os personagens viraram motivo de tudo que é tipo de sarro devido suas decisões. Ah! Assim como Eliane Cantanhêde, Gilberto também lembrou que o Waldir Maranhão cumpriu uma missão que lhe foi atribuída, entre outros, pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Já o blogueiro Ricardo Fonseca, por sua vez, viu heroísmo nos atos de Waldir Maranhão e Rogério Favreto no post “Waldir Maranhão e Rogério Favreto, dois heróis nacionais que a história nunca irá esquecer”.

O Blog do Robert Lobato entende que há diferenças fundamentais entre um e outro caso.

Em primeiro lugar, o episódio da anulação do impeachment foi algo articulado por várias forças e atores políticas que não somente Flávio Dino, mas ainda o então ministro José Eduardo Cardozo (PT), os deputados federais Orlando Silva (PCdoB) e Werverton Rocha (PDT), o secretário-chefe da Representação Institucional do Governo do Maranhão, Ricardo Cappeli, entre outros.

Portanto, Waldir Maranhão cumpriu uma missão expressamente política a partir teses jurídicas sustentadas por aliados.

“Ora, Bob Lobato, me compre um bode! O Rogério Favre também cumpriu uma missão expressamente política a partir teses jurídicas sustentadas por aliados”, pode argumentar um leitor anti-PT.

Sim, é verdade! Mas no caso do Waldir Maranhão, repito, o processo foi construído por várias forças políticas e não só por petistas como aconteceu com Favre ao atender pedido de Habeas Corpus de três deputados do PT. E mais: Waldir nunca foi petista, nunca teve cargos em governos do PT e muito menos chegou a um cargo de desembargador federal através de uma canetada!

O parlamentar maranhense está no Congresso Nacional através do voto popular e não deve nada ao PT, o que não se pode dizer o mesmo em relação ao desembargador do TRF-4 Rogério Favreto que deve tudo ao petismo! E isso não é nenhum demérito não, apenas uma constatação, diga-se.

Pelo contrário, se for feito, digamos, um “encontro de contas político”, chegaríamos à conclusão de que são o PT e parte das esquerdas brasileiras, inclusive o PCdoB de Flávio Dino, que devem Waldir Maranhão.

Não tenho dúvidas de que os verdadeiros democratas e patriotas querem ver o Lula livre, e que a atitude de Rogério Favreto pode ser até admirável do ponto de vista da sua coragem, mas mesmo a liberdade do ex-presidente não traria a paz política, social, jurídica e institucional para o país como traria o impeachment caso tivesse sido evitado.

Foi essa compreensão histórica que teve o deputado e então presidente da Câmara Federal Waldir Maranhão ao anular o afastamento de Dilma.

São essas as diferenças fundamentais entre Waldir Maranhão e Rogério Favreto.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

Pior do que perder uma Copa é o país perder o juízo 4

Tudo isso foi ignorado por uma elite arrogante, composta por “caboclos querendo ser ingleses”, pois é isso que aqueles que foram para a rua bater panela o são: “caboclos querendo ser ingleses”.

Tudo o que Brasil atravessa neste momento é fruto da insanidade política que foi o impeachment da presidente de Dilma.

Não tivesse prosperado o afastamento da petista, muito provavelmente o Brasil não estaria passando por essa esquizofrenia política e institucional generalizada. É possível que a própria oposição capitaneada por Aécio Neves estaria numa situação melhor e o tucano sequer correndo o risco de ser preso.

E não satisfeito com o impeachment, vêm os carrascos da Lava Jato e prendem o ex-presidente Lula a partir de um processo completamente questionável, sem provas contundentes e tudo com base na tal “convicção” e no PowerPoint do procurador Deltan Dallagnol.

Esqueceram que Lula tem partido e que seu partido não é qualquer um.

O PT é das maiores organizações de esquerda do mundo e por isso mesmo a prisão política de Lula repercutiu em todos os continentes do planeta. No Brasil, não há outro partido com a base social que o PT possui.

Tudo isso foi ignorado por uma elite arrogante, composta por “caboclos querendo ser ingleses”, pois é isso que aqueles que foram para a rua bater panela o são: “caboclos querendo ser ingleses”*.

O resultado é toda essa balbúrdia que estamos vendo agora, um país jogado na incertezas e nas inseguranças políticas, institucionais e jurídicas. Tudo muito ruim: executivo, legislativo, judiciário, imprensa, partidos etc.

De fato o país está de cabeça para baixo!

E se não bastasse tudo isso, ainda temos que nos preocupar com o risco do Brasil cair nas mãos de um maluco como Bolsonaro ou de um mentecapto como Ciro Gomes.

Pior do que perder uma Copa é um país perder o juízo.

E parece que juízo o Brasil já perdeu há muito tempo…

*“Caboclos querendo ser ingleses”: Trecho da música Burguesia, do saudoso Cazuza.

SENADO 2018: Petistas organizam movimento contra pré-candidatura de Eliziane Gama 18

Além de ter votado a favor do impeachment de Dilma, Eliziane Gama pediu a anulação do defesa de José Eduardo Cardozo durante o processo de afastamento da petista e também a careação de Lula com o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), durante a CPI da Petrobras

Há em curso no PT maranhense um movimento contra a pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) ao Senado Federal na chapa de Flávio Dino (PCdoB).

Setores expressivos do partido, principalmente o coletivo de mulheres e a corrente Resistência Socialista, todos ligados ao “Dinopetismo”, ou seja, ao braço do PT que apoia o governo, não querem nem ouvir falar na hipótese do partido estar num mesmo palanque junto de quem consideram “golpista”.

No caso das petistas, a secretária de Mulheres do Diretório Estadual, Edinalva Alves, que encontra-se em Curitiba participando de um ato em prol da liberdade do ex-presidente Lula, está articulando uma nota dura contra o apoio do PT à pré-candidatura de Eliziane.

O Blog do Robert Lobato não conseguiu contato com a dirigente Edinalva Alves, mas as informações que chegam é que não vai ser nada fácil a vida da Eliziane em relação aos petistas e às petistas, pois se existe alguma unidade no PT maranhense é justamente o veto ao apoio do partido a seu projeto de senadora.

O tom no partido é que será constrangedor, para o próprio governador Flávio Dino, estar no palanque ao lado da irmã e ter que ouvir a companheirada detonando os “golpistas”.

Para que não lembra, além de ter votado a favor do impeachment de Dilma, Eliziane Gama pediu a anulação do defesa de José Eduardo Cardozo durante o processo de afastamento da petista e também a careação de Lula com o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), durante a CPI da Petrobras.

Por essas, e outras, é que Eliziane Gama se tornará uma tremenda dor de cabeça para Flávio Dino. E não é por acaso que já se fala que a irmã pode, até as convenções, ser convencida pelo Palácio dos Leões de uma candidatura a deputada estadual como “puxadora de votos”.

Só Jesus!

FLÁVIO DINO: “O deputado Waldir Maranhão teve a coragem que poucos tiveram. Tem meu respeito.” 6

Uma sequência de tweets do governador Flávio Dino postados na época que Waldir Maranhão acatou a tese do “jurista” Flávio Dino, não deixa qualquer sombra de dúvida de que o comunista não só convenceu o então ex-presidente da Câmara a anular o impeachment da Dilma, como tinha mesmo um acordo de fazê-lo seu candidato a senador.

Muitos governistas, aliados dos comunistas e também a imprensa alugada com prazo determinado para terminar no dia 31/12/2018, tentam desqualificar a insistência do deputado federal Waldir Maranhão em fazer com que o governador Flávio Dino (PCdoB) cumpra o acordo firmado com o parlamentar de tê-lo como um dos seus candidatos a senador.

O acordo existe e foi fechado na época que Waldir era o então presidente da Câmara dos Deputados e aceitou acatar uma “tese jurídica” do governador maranhense de que era perfeitamente legal anular o impeachment da presidente Dilma.

A sequência de tweets do governador Flávio Dino, postados na época que Waldir Maranhão acatou a tese do “jurista” Flávio Dino e que o Blog do Robert Lobato reproduz a seguir, não deixa qualquer sombra de dúvida de que o comunista não só convenceu o ex-presidente da Câmara de anular o impeachment, como havia mesmo um acordo político com o aliado. Confira.

Graças a Deus ainda estão vivos o Lula, Dilma, José Eduardo Cardozo, Orlando Silva, Ricardo Capeli, entre outros que agora são cobrados pela história.

PROGRAMA MAIS CALOTE: Especialista prevê cancelamento de empenhos “em proporções bíblicas” 8

Fábio Gondim afirmou ainda que por muito menos a presidente sofreu impeachment

O consultor de Orçamentos do Senado Federal, ex-secretário de Planejamento, Gestão e Previdência do Maranhão e especialista em finanças públicas, Fábio Gondim, fez uma previsão no mínimo temerosa do ponto de vista da gestão fiscal e financeira do governo Flávio Dino.

Levantamentos feitos por Gondim a partir de dados oficiais do próprio governo o fazem crer numa enxurrada de cancelamentos de empenhos “em proporções bíblicas”, no âmbito de algumas secretárias de Estado, de obras concluídas e serviços já prestados. Ou seja, uma espécie de programa “Mais Calote”.

“Algo me diz que veremos cancelamentos de empenhos em proporções bíblicas para trazer o resultado primário para dentro do limite autorizado. Se eu estiver certo, será loucura para o Estado e, para o governo, pular da panela e cair no fogo”. tuitou.

Já em outro tuíte, Fábio Gondim critica as garfadas nos recursos da previdência estadual para torrar em asfalto na ordem de mais de R$ 60 milhões.

Infelizmente, o desvio de recursos da previdência para pagar asfalto não foi apenas de R$ 29 milhões. Foram, até onde eu consegui levantar, R$ 62 milhões, que, hoje, estão fazendo muita falta”, cravou.

E assim caminha a verdadeira “congestão fiscal” do governo Flávio Dino.

Ah! Quase ia esquecendo: dias atrás, também pelo Twitter, Fábio Gondim já havia alertado que “por muito menos a Dilma sofreu impeachment”.

VÍDEO: Zé Inácio parabeniza Lula e Dilma pelas melhorias na BR-135 2

Na manhã desta quinta-feira (11) o deputado Zé Inácio participou da inauguração de um trecho da duplicação da BR-135, e parabenizou os presidentes Lula e Dilma pela execução de mais de 70% da obra durante seus governos.

A obra, que irá beneficiar não somente São Luís, mas todo o Maranhão, facilitará o acesso à capital e ao Porto do Itaqui, bem como a escoação da produção do Estado e a diminuição de acidentes, poupando vidas, além de gerar emprego e renda.

A duplicação da BR-135 faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que, de 2007 a 2015, durante os governos de Lula e Dilma, executou R$ 30,96 bilhões em obras no Maranhão e R$ 1,9 trilhões em todo o país para atender mais de 10 mil obras, consolidando-se como o maior programa de infraestrutura da história do Brasil.

Através de um vídeo, o parlamentar afirmou que “a obra já deveria ter sido concluída, se não fosse o golpe político que o país sofreu com a queda de Dilma e que causou paralisação e lentidão na execução de diversas obras no Maranhão e no Brasil por parte do Governo Temer”.

Zé Inácio declarou também que tem confiança num futuro próspero com a eleição do ex-presidente Lula. “Tenho certeza que neste ano de 2018 o povo mostrará nas urnas seu desejo de ter um país desenvolvido novamente elegendo Lula Presidente do Brasil”, ressaltou o parlamentar.

Confira a íntegra do vídeo.

Rogério Cafeteira elogia voto do senador Roberto Rocha contra medidas cautelares do STF 2

Rogério Cafeteira elogiou a coragem do senador tucano que não se rendeu à pressão da chamada opinião pública.

O deputado Rogério Cafeteira (PSB), líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa, elogiou o voto do senador Roberto Rocha (PSDB) contra as chamadas medidas cautelares impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a membros do Poder Legislativo, no caso específico da votação de ontem, a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

“Sobre o voto do Roberto em relação ao afastamento do Aécio eu concordo e acho que foi corajoso em relação a opinião pública”, assegurou o líder governista.

O elogio foi feito num grupo da rede social do WhatsApp composto por vários políticos, jornalistas e formadores de opinião do município de São João dos Patos e outras cidades maranhenses.

Para não parecer que o parlamentar ficou só no elogiou a senador, que será adversário do governador Flávio Dino em 2018, Rogério Cafeteira lamentou: “Ele [Roberto Rocha] só deveria ter tido a mesma postura de coragem e justiça no caso do impeachment da Dilma, no segundo caso ele preferiu as conveniência política”.

O curioso é que não se tem notícias de que o deputado Rogério foi um árduo defensor da presidente Dilma na época do impeachment…

Sem falar que o próprio governador Flávio Dino foi completamente omisso em relação ao impeachment quando o processo chegou ao Senado Federal.

Faltou o líder registar esse fato.

Sobre a carta-desabafo de Antônio Palocci 2

Se não pode ser considerado um herói pela coragem de expor as mazelas do partido e duas principais lideranças, também não se pode reduzir Palocci há um crápula traidor!

O PT e os petistas ficaram, digamos. atordoados, com carta assinada pelo ex-ministro Antônio Palocci. E não era pra menos!

No seu desabafo, em forma carta de desfiliação do Partido dos Trabalhadores, Palocci atingiu coração e alma do petismo personificados na figura do ex-presidente Lula, principal, se não única, estrela do PT.

Palocci mentiu? Pouco provável, no máximo exagerou na tinta ao escrever sua missiva. Alegou que dedicou parte da vida ao PT em detrimento a sua família. Agora preferiu ficar do lado da mulher e filhos.

O contexto, claro, precipitou a decisão do ex-ministro de fazer as acusações, graves, por sinal, contra o PT, Lula e Dilma.

É que não fácil segurar o trampo de uma Lava Jato ainda mais quando se está preso e seu principal líder resolve viajar pelo país em campanha como se não tivesse nada a ver com a prisão dos companheiro. Talvez essa postura do Lula, de fazer de conta que não sabe que Palocci e outros companheiros estão encarcerados em Curitiba ou Brasília, também pode ter concorrido para que o ex-prefeito de Ribeirão Preto ter recorrido a tão devastadora carta.

Não dá pra desqualificar as afirmativas de Antônio Palocci, simplesmente. Fazê-lo é dar um soco no estômago da imensa maioria da militância que há tempos clama pelo reencontro do PT com seus ideários de ética, transparência, paz social e justiça econômica.

Se não pode ser considerado um herói pela coragem de expor as mazelas do partido e duas principais lideranças, também não se pode reduzir Palocci há um crápula traidor!

O fato é que essa carta de Antônio Palocci é mais uma triste página na história de um PT que não viu limites ao optar por um projeto de poder a qualquer custo.

Uma pena!