CONGRESSO NACIONAL: Oposição impõe derrota a Flávio Dino

Mesmo apoiado por aliados de Flávio Dino, inclusive pelo ex-coordenador da bancada maranhense Rubens Júnior, o deputado federal Cleber Verde foi derrotado por Luana Costa que se elegeu como a nova coordenadora da bancada

A bancada maranhense no Congresso Nacional impôs uma derrota política histórica ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Por 11 votos a 10, a deputada Luana Alves (PSC) venceu a disputa contra o seu colega deputado Cléber Verde (PRB), candidato do Palácio dos Leões que contou, inclusive, com o vice-governador Carlos Brandão para ajudar na articulação em busca de votos, mas, coitado, o vice mal se segura na sua intenção de continuar no cargo imagina garantir votos a alguém no âmbito da bancada federal.

A eleição de Luana Alves demonstra uma clara mudança na correlação de forças na bancada após os deputados federais José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão, ambos do PSDB, romperem com Flávio Dino. Já a bancada de senadores maranhenses é toda desvinculada do governador Flávio Dino, que não tem qualquer poder de articulação na Câmara Alta.

E assim Flávio Dino vai caminhando para outras derrotar a por vir.

É preço das traições do comunista…

Flávio Dino, a bancada maranhense no Congresso e o governo Temer 2

Ao manter uma relação apenas “varejista” com a bancada maranhense no Congresso Nacional, Flávio Dino acaba por apequenar o própria representação popular dos parlamentares

Já ficou mais do que claro que Flávio Dino (PCdoB) não tem qualquer influência política sobre a bancada maranhense no Congresso Nacional. É assim desde o início do seu governo e desta legislatura na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Mesmo durante o processo de impeachment da presidente Dilma, quando o governador maranhense ganhou a mídia nacional para defender o mandato da petista, Flávio Dino demonstrou que não consegue contar politicamente com a bancada para coisa alguma.

Afora o deputado federal Rubens Pereira Júnior, do PCdoB, Flávio não pode se dar o luxo da bater no peito e dizer “eu tenho meus deputados”, o que para o cenário político nacional passa como desprestígio do governador.

A bancada maranhense no Congresso Nacional é essencialmente governista e está pronta para votar a pauta “reformista” do governo Temer. E o pior é que o governador não consegue tirar proveito disso, pelo contrário, faz é promover e estimular a conflagração entre deputados e senadores como ocorreu no caso da emendas de bancada.

Não se tem notícias da existência de uma agenda positiva e sistemática entre o governador e a bancada maranhense de deputados e senadores.

Ao que parece, Flávio Dino prefere operar no miúdo, no varejo, chamando um deputado aqui, outro acolá, para tratar de emendas de ambulâncias, de viaturas policiais, tratores etc. Nada de projetos estruturantes para o estado!

Com a bancada de senadores então… nem se fala!

Até o único senador que poderia contar para ajudar o seu governo, Flávio Dino conseguiu a proeza de afastá-lo politicamente por razões que só o território da paranoia pode explicar. Dá para considerar minimamente razoável o governador desperdiçar a chance de ter Roberto Rocha como seu principal aliado na planície e no planalto? É preciso ser muito bom para fazer as coisas erradas!

Ao manter uma relação apenas “varejista” com a bancada maranhense no Congresso Nacional, Flávio Dino acaba por apequenar o própria representação popular dos parlamentares.

E quando abrir os olhos já poderá ser tarde demais…