PSL e PCdoB unidos em torno de Rodrigo Maia

O alinhamento do PCdoB à candidatura de Maia, segundo o deputado paulista Orlando Silva, seria para evitar um “isolando fatal”, argumento que não convence muita gente das esquerdas, principalmente do PSOL e do PT.

Não obstantes os discursos radicalizados entre os dois partidos, um contra o outro, o PCdoB e o PSL do presidente Jair Bolsonaro estarão juntos e misturados na eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

Os comunistas do PCdoB resolveram somar fileiras em apoio a Rodrigo Maia (DEM) para presidente da Câmara (o PDT de Ciro Gomes já havia aderido ao candidato do Palácio do Planalto).

O alinhamento do PCdoB à candidatura de Maia, segundo o deputado paulista Orlando Silva, seria para evitar um “isolando fatal”, argumento que não convence muita gente das esquerdas, principalmente do PSOL e do PT.

O fato é que setores importantes da esquerda brasileira, seja por tática, oportunismo ou “boquinhas” diversas, resolveram apoiar a candidatura de Rodrigo Maia, que será o grande fiador das reformas do governo Bolsonaro.

Reformas essas consideradas pelo PCdoB como reacionárias, antipopular, antissocial, anticlasse trabalhadora e todos mais.

“É o jeito ‘PseudoB’ de ser”, como diria o ex-deputado e jornalista Milton Temer.

Vida e luta que seguem.

GOVERNO DINO: “Especulação”, afirma Rubens Pereira Júnior sobre assumir a Sedes

A ideia de fazer Rubens Pereira Júnior secretário de estado tem a ver com acomodações políticas que Flávio Dino terá que fazer para, por exemplo, dar um mandato de deputado federal a Gastão Vieira.

O deputado federal reeleito Rubens Pereira Júnior (PCdoB) afirmou que não passa de especulação que irá assumir a secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) neste segundo mandato do governador Flávio Dino, também do PCdoB. A declaração do deputado foi dada ontem, sábado, 12, ao Blog do Robert Lobato.

O parlamentar comunista afirmou que governador só começará mexer as peças do tabuleiro deste segundo mandato em fevereiro.

“Só especulação. O governador Flávio Dino só pensará na formação do próximo governo em fevereiro”, disse.

O Blog do Robert Lobato perguntou ao deputado se uma vez convidado por Flávio Dino ele toparia assumir a Sedes, no que respondeu:

“Estou focado na eleição da Mesa Diretora e na formação dos blocos na Câmara. Só depois penso em alguma outra coisa”, afirmou o deputado.

A ideia de fazer Rubens Pereira Júnior secretário de estado tem a ver com acomodações políticas que Flávio Dino terá que fazer para, por exemplo, dar um mandato de deputado federal a Gastão Vieira (PROS) que amargou a segunda suplência na coligação com o PCdoB nas eleições de 2018.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, Gastão tem dito que precisa do mandato para manter-se na presidência do PROS, caso contrário corre o risco de perder o controle do partido no estado. Aliás, o ex-deputado e ex-ministro teria afirmado essa situação ao próprio Eurípedes Júnior, presidente nacional do PROS.

Resta aguardar se Rubens Pereira Júnior topará assumir a Sedes para facilitar o caminho de Gastão Vieira à Câmara Federal ou se terá a coragem de dizer um “não” para o governador Flávio Dino e, nesse caso, arcar com as consequências por desagradar o chefe comunista.

A conferir.

Proposta de Pedro Fernandes, destina 60% das novas vagas no ensino médio para educação profissional 2

Fernandes: Promover a expansão do ensino técnico de nível médio é tarefa de elevado interesse nacional. (Foto: Michel Jesus/ Câmara dos deputados)

A Comissão de Educação aprovou proposta que prevê pelo menos 60% das novas vagas no ensino médio público sejam destinadas à oferta da educação profissional técnica articulada com o ensino médio.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), ao Projeto de Lei 5380/16, do deputado Wilson Filho (PTB-PB).

A medida é incluída como estratégia na Meta 11 do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei 13.005/14). A meta prevê “Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público”.

Em termos numéricos, considerando o ano de 2024 como o final da vigência do PNE, essa meta representa acréscimo de cerca de 3,5 milhões de novas vagas de ensino técnico em relação às 1,7 milhões existentes em 2015, conforme o relator.

Prazo
O projeto original prevê que até 2020 os sistemas de ensino ofereçam no mínimo 40% das vagas públicas no ensino médio na forma articulada à educação profissional. O substitutivo não fixa prazo.

O relator cita dados do Censo Escolar de 2015, segundo o qual apenas 6% (ou 494 mil alunos) dos 8,2 milhões de alunos matriculados nas escolas públicas estaduais de ensino médio cursavam o ensino médio articulado à educação profissional.

“Ora, parece pouco exequível que esse percentual suba para 40% em 4 anos ou menos, considerando que o horizonte do projeto de lei é o ano de 2020”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Da Agência Câmara)