Jair Bolsonaro e Donald Trump 2

Novembro de 2016. Donald Trump vence Hillary Clinton e é eleito presidente dos Estados Unidos da América surpreendendo e contrariando todas pesquisas e previsões.

O magnata republicano elegeu-se com uma plataforma conservadora e de direita, logo o povo americano não pode reclamar da sorte ou do azar de ter colocado na Casa Branca um outsider que está cumprindo exatamente o que prometeu na campanha eleitoral estadunidense.

Assim que saiu resultado da eleição americana, do lado de baixo do Equador um deputado federal brasileiro correu para a rede social do Twitter e postou:

“Parabéns ao povo dos EUA pela eleição de Donald Trump .Vence aquele que lutou contra “tudo e todos”. Em 2018 será o Brasil no mesmo caminho.”.

A referia postagem é de Jair Bolsonaro, que na época ainda não era protagonistas da onda conservadora que tomou conta do país nessas eleições de 2018.

Domingo próximo veremos se o vaticínio do “Capitão”, “Mito” ou “Bozo”, como queiram, vai se confirmar.

Em caso positivo, não adianta reclamar, apenas esperar por mais quatro anos e refazer a escolha.

A democracia é sublime por isso.

Eis o tuíte de Bolsonaro.

Uma eleição que diverte e aterroriza em só tempo 4

Sem sombras de dúvidas a eleição de 2018 já está na história como a mais atípica de todos os tempos desde quando se vota neste país.

Coisa de maluco, meu!

O divisionismo que a gente poderia achar que só ficava restrito apenas à classe política e à sociedade, bateu às portas de famílias inteiras.

Grupos de WhatsApp de sagradas famílias viram “baixas” de membros que não suportaram intolerâncias à direita e à esquerda.

E quem dera, como se diz, que a coisa tivesse ficado restrita apenas no mundo virtual do WhatsApp… Que nada! As maluquices destas eleições foram para o mundo real ao ponto de familiares baterem a porta na cara de entes queridos e amados  – amados até antes do pleito de 2018, diga-se.

O que sobra de maluquices dos que defendem Haddad-13 ou Bolsonaro-17, sobra também de coisas hilárias de ambos os lados.

É assim na democracia.

E assim deverá continuar independente de quem ganhar para presidente no próximo dia 28 de outubro.

Até lá, espero, que ao menos as famílias e relações de amizades não sejam dizimadas por causa do “Andrade” e do “Bozo”…

Vida e luta que seguem.

SEGUNDO TURNO: O Maranhão entre “Bozo” e “Andrade”

Numa eleição já considerada a mais atípica de toda a história republicana do Brasil, e em alguns aspectos até bizarra, chega-se no segundo turno com os dois candidatos não somente mais votados, claro, mas também os mais rejeitados pelos brasileiros.

Tal como no Brasil inteiro, no Maranhão a divisão do eleitores entre Jair Bolsonaro-17 e Fernando Haddad-13 é uma realidade, goste-se ou não dela. A democracia quis que fosse assim.

Segundo uma apurada reportagem do G1, no Maranhão Haddad venceu em 214 das 217 cidades do Maranhão no 1º turno das eleições de 2018. Bolsonaro ganhou apenas São Pedro dos Crentes, Imperatriz e Açailândia, todas as cidades localizadas na Região Sul do estado.

Na mesma reportagem, o site de notícias G1 traz outros dados interessantes, tipo:  “na capital São Luís, Fernando Haddad venceu em quatro regiões contra duas de Bolsonaro. O candidato do PT venceu na zona rural e na região central da cidade, enquanto o candidato do PSL ganhou na maioria das áreas consideradas nobres da capital.”

Nenhum outro candidato a presidente conquistou uma cidade maranhense além dos dois candidatos que agora se enfrentam no segundo turno.

Brasil dividido, Maranhão dividido, a sociedade dividida!

Não é possível prever com o mínimo de possibilidade de acerto que país teremos a partir de 1º de janeiro de 2019.

Quem for eleito presidente terá que ter muita, mais muita habilidade para tentar unir o país. Aliás, mais do que isso: juntar os cacos de uma não que nunca mais foi a mesma desde a eleição presidencial de 2014, quando o candidato tucano derrotado Aécio Neves subjugou a democracia a não aceitar o resultado daquele pelito e depois aprofundou a crise ao liderar o famigerado processo de impeachment da então presidente reeleita Dilma Rousseff.

Numa eleição já considerada a mais atípica de toda a história republicana do Brasil, e em alguns aspectos até bizarra, chega-se no segundo turno com os dois candidatos não somente mais votados, claro, mas também os mais rejeitados pelos brasileiros.

Candidatos que os brasileiros, que adoram brincar com coisa séria, resolverem alcunhar, um de “Bozo”, e outro de “Andrade”.

É nessa complexa e inusitada conjuntura nacional que o Maranhão está inserido, e dependendo dos resultado das urnas pode melhorar ou piorar a sua situação, ainda mais com um governador ideologizado como o “nosso”.

Como diria a minha tia-mãe Flozinha: “Só a misericórdia”.

ELEIÇÕES 2018: As mulheres podem salvar o Brasil do “Bozo” 6

A resposta ao risco Bolsonaro para o país vem desse movimento de milhões de mulheres que já entenderam que o candidato do PSL é incompatível não apenas para a democracia brasileira, mas para o próprio processo civilizatório.

Jair Bolsonaro deve estar sentindo na pele o movimento de milhões de mulheres brasileira contra a sua candidatura fascista mais do que sentiu ao ser esfaqueado por um delinquente em Juiz de Fora (MG), semanas atrás. Aliás, até hoje a ocorrência desse esfaqueamento está rodeada de versões e teorias da conspiração para tudo que é gosto.

Já o levante das mulheres sob o lema “#eleNão Mulheres contra Bozo” é uma “facada” democrática que pode ferir de morte a pretensão do simulacro de Mussolini em subir a rampa do Planalto.

A grande virtude da democracia é justamente permitir que figuras como Bolsonaro possa ser candidato a presidente, ainda que ele conspire abertamente contra o regime democrático ao não respeitar diferenças, incitar o discurso de ódio e da intolerância, até para pessoas de bem, inclusive pessoas religiosas, que se deixam levar inocentemente pelas suas ideias conversadoras e em muitos casos reacionárias.

Não há menor sombra de dúvidas que se o Brasil estivesse com um ambiente de estabilidade econômica, política e institucional minimante seguro e tranquilo jamais existiria o “mito Bozo”. Ele é fruto balbúrdia que se transformou o país desde o impeachment de Dilma. Só que da balbúrdia para a barbárie é um passo!

Contudo, a resposta ao risco Bolsonaro para o país vem desse movimento de milhões de mulheres que já entenderam que o candidato do PSL é incompatível não apenas com a democracia brasileira, mas com o próprio processo civilizatório.

Que o restante do país, inclusive a macharada que pensa, mire e siga o exemplo dessas bravas mulheres.

#eleNão!