Academia Sueca não entregará Nobel de Literatura em 2018

Decisão foi tomada em meio à crise desencadeada por um escândalo de violações e agressões sexuais; próximo ganhador será anunciado em 2019

Via Estadão

ESTOCOLMO – A Academia Sueca anunciou na madrugada desta sexta-feira, 4, que não entregará o prêmio Nobel de Literatura em 2018, pela primeira vez em quase sete décadas, em razão de um escândalo de violações e agressões sexuais. O próximo ganhador será anunciado em 2019.

A decisão foi tomada durante uma reunião semanal em Estocolmo, com base na explicação de que a Academia não está em posição de escolher um vencedor após a onda de escândalos de assédios sexuais e crimes financeiros.

“Nós achamos necessário dedicar um tempo para reconquistar a confiança do público na Academia antes que o próximo vencedor possa ser anunciado”, declarou o secretário permanente da instituição, Anders Olsson. Ele também alegou que a decisão é uma forma de respeitar os que já ganharam e os que ainda ganharão o prêmio.

O Nobel de Literatura só deixou de nomear vencedores durante as duas guerras mundiais (1914, 1918, 1940 a 1943) e em 1935, quando, segundo a Academia, não foi encontrado nenhum vencedor que merecesse a honraria.

Em novembro, 18 mulheres acusaram uma conhecida personalidade da cultura francesa, com quem a prestigiada instituição tinha vínculos estreitos, de violência e/ou assédio sexual. O episódio foi motivado por uma onda de escândalos sexuais envolvendo Jean-Claude Arnault, uma grande figura cultural na Suécia e marido da poeta Katarina Frostenson, membro da Academia.

Diante das circunstâncias, sete de um total de 18 membros renunciaram, incluindo a secretária permanente, Sara Danius. Eles estão designados de forma vitalícia e não têm autorização para renunciar, mas podem optar por não participar das reuniões e decisões.

O escândalo provocou especulações nos meios de comunicação sobre o destino do prêmio de Literatura, que foi entregue em 2017 ao autor britânico-japonês Kazuo Ishiguro, e no ano anterior ao cantor e compositor americano Bob Dylan.

O rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, que é o principal responsável pela Academia fundada em 1786, concordou em modificar os estatutos para permitir que os membros renunciem e sejam substituídos, garantindo assim a sobrevivência da instituição. /REUTERS, AP e AFP

Matemática

A aritmética dos campos de extermínio nazistas era justificada pela purificação da raça ariana. A aritmética dos gulags e dos expurgos stalinistas se justificava pelo ideal comunista

por Luis Fernando Verissimo, via Estado de S. Paulo

O presidente Abraham Lincoln escolheu o general Ulysses S. Grant para liderar as forças do Norte na Guerra Civil americana porque Grant, segundo Lincoln, não tinha medo da matemática.

Além de ser um reconhecido estrategista, Grant não hesitava em ordenar ataques frontais ao inimigo sabendo que a contagem de baixas seria horrorosa. A tétrica aritmética da Guerra Civil americana só seria superada pela da Grande Guerra de 1914, quando milhares de vidas podiam ser sacrificadas num só dia por nada – como na batalha do Somme, em que 50 mil soldados ingleses morreram avançando contra fogo alemão sem que um metro de terreno fosse conquistado. Na verdade, mais de três milhões de seres humanos foram sacrificados nos três anos da Primeira Guerra Mundial sem que a frente de batalha se movesse, para um lado ou para o outro, mais de algumas milhas. Nos dois lados havia generais dispostos a enfrentar a aritmética. Durante três anos, generais, governantes, políticos, intelectuais, imprensa e povo dos dois lados conviveram, patrioticamente, com a aritmética. Justificando-a ou – o mais cômodo, pelo menos para quem não estava numa trincheira – ignorando-a.

A Guerra de 14 foi um exemplo extremo de estupidez militar e civil e até hoje historiadores discutem as causas reais de tamanha insensatez coletiva. Mas ela teve seus justificadores. Era a Europa liberal resistindo ao militarismo alemão. A Guerra Civil americana também tinha tido, pelo menos na superfície, a justificativa nobre da abolição da escravatura. A aritmética do terror aéreo que a Alemanha lançou na outra grande guerra, a Segundona, depois de ensaiá-lo na Espanha, teve por trás o sonho pan-germânico de Hitler, que só virou coisa de louco porque ele perdeu. A aritmética dos campos de extermínio nazistas era justificada pela purificação da raça ariana. A aritmética dos bombardeios gratuitos de Dresden e de Hiroshima e Nagasaki se justificava como castigo para quem tinha começado a guerra. A aritmética dos gulags e dos expurgos stalinistas se justificava pelo ideal comunista. A aritmética do terrorista suicida palestino se justifica por uma causa, a aritmética da represália israelense se justifica por outra. E há tantas maneiras de ignorar a aritmética como há de defendê-la, ou exaltá-la como uma virtude militar, como Lincoln fez com Grant.

No Brasil convivemos com a desigualdade e com um exército de excluídos que não são menos vítimas de um descaso histórico por serem um genocídio distraído, com o qual nos acostumamos. Mas a matemática do descaso histórico nos bate na cara todos os dias.

LEONARDO BOFF: Uma generosidade franciscana do teólogo da libertação 16

O teólogo esteve no estado na condição de assessor de movimentos populares para participar 3º Encontro Interconselhos do Maranhão, realizado em agosto de 2017. Ou seja, o nosso querido e bom franciscano passou um único dia no Maranhão, o que é pouquíssimo tempo para afirmar que Flávio Dino está resgatando o MA.

O teólogo Leonardo Boff é muito mais do que um dos maiores intelectuais do brasil e do mundo.

Antes de mais manda o ex-frade franciscano é um humanista, um militante das boas causas que dão sentido à vida. É também, claro, um militante político e social de esquerda forjado na Teologia da Libertação, corrente do pensamento teológico cristão  fundada, entre outros, pelo próprio Boff, que tem no materialismo histórico marxista a base filosófica/histórica para interpretar a situação concreta do fenômenos sociais, políticos e econômicos da humanidade.

Como todo humanista, Leonardo Boff é uma pessoa generosa, e foi exatamente pela sua generosidade que fez esta declaração pelo Twitter: “Quando chegar o momento de escolher um candidato para Presidente, não vamos esquecer o nome de FlávioDino .Sua ficha é 100% limpa e está resgatando o Maranhão, especialmente pela educação. Estive lá e vi e dou testemunho”.

Como não podia deixar de ser diferente, Flávio Dino e seus asseclas trataram logo de faturar politicamente as palavras de Boff.

Também pelo Twitter, o comunista agradeceu: “Este testemunho, vindo de um dos maiores intelectuais brasileiros, muito me honra. Porém, neste ano escolhi cumprir meu compromisso em impedir que o vil coronelismo volte a se instalar no Maranhão e escravizar a nossa população. Obrigado, Professor Leonardo Boff”.

Ora, está claro que Leonardo Boff não conhece a fundo a educação do governo Flávio Dino. Ele esteve no estado na condição de assessor de movimentos populares para participar 3º Encontro Interconselhos do Maranhão, realizado em agosto de 2017. Ou seja, o nosso querido e bom franciscano passou um único dia no Maranhão.

Então, convenhamos: em apenas um dia não dá para dizer, categoricamente, que Flávio Dino está “resgatando o Maranhão, especialmente pela educação”.

Leonardo Boff é generoso.

Atenção pais: suas palavras têm muita força no desenvolvimento psíquico dos seus filhos

Princípios: pais devem ser firmes e coerentes

Fonte: imagem Pixabay.

Por Roberto Shinyashiki, via Vya Estelar

Num mundo de tantas mudanças, pressões, cobranças de resultados, precisamos respeitar nossos princípios. Nossos valores devem ser sólidos e não podem ficar abalados por nenhum dinheiro deste mundo. E os princípios exigem clareza e coerência.

As pessoas que têm princípios ambíguos e flexíveis acabam fragilizando sua dignidade.

É muito importante que mãe e pai mostrem seus princípios ao filho. Os pais que constantemente, e na prática, valorizam a honestidade, a lealdade, o respeito ao próximo, o sucesso através do trabalho dão aos filhos a certeza de que vale a pena cultivar essas qualidades.

No que diz respeito a esses valores, os pais devem ser firmes e coerentes. Mostre que a verdade sempre deve prevalecer sobre a mentira, que a justiça deve contrapor-se à mentalidade que prega a vantagem a qualquer preço. Todas as vezes em que os filhos (de qualquer idade) se mostrarem flexíveis quanto aos princípios, os pais devem conversar sobre o tema para demonstrar a necessidade da adesão total a esses princípios.

Por que dizer a verdade e rejeitar a mentira? Porque a pessoa que mente se enfraquece, cria laços com a angústia, com a ansiedade, com a insegurança e se torna vacilante no seu caminho de desenvolvimento humano. Educar com princípios é argumentar para que o filho entenda a razão pela qual precisa abraçar os valores.

Toda conversa entre pais e filhos deve se basear na busca de um sentido para a vida. Você já pensou na força das palavras dos seus pais? Você já percebeu que tem 30, 40 ou 50 anos de idade e até hoje escuta na consciência a voz dos seus pais? Por isso, tenha também consciência de que suas palavras e orientações são decisivas na vida de seus filhos. Eles jamais esquecerão o que você lhes disser.

Às vezes os pais mentem por coisas muito pequenas que, aparentemente, não fazem grande diferença. E essas pequenas mentiras acabam fazendo um grande estrago na vida de uma pessoa. É fundamental percebermos como esses detalhes influenciam a educação dos filhos, mesmo que naquele minuto a mentira parecesse ser a saída mais fácil. Os pais devem ter bem claro que tudo o que dizem e fazem repercutirá para sempre na vida dos filhos.

As pessoas estão buscando a vitória a qualquer custo, e isso inclui passar por cima dos outros. Não podemos abrir mão dos princípios da honestidade e confundir a vitória com o sucesso nem a derrota com o fracasso. Na vida de uma pessoa de sucesso também acontecem derrotas. Na vida de uma pessoa que fracassa há também muitas vitórias. E precisamos entender que uma derrota pode nos ajudar a aprender mais sobre nós mesmos, sobre a vida, e com isso crescer para, no futuro, conquistar uma grande vitória.

Querer uma vitória agora e, para atingi-la, agir de maneira antiética e desonesta é, além disso, totalmente inútil. Chegará o dia em que a verdade prevalecerá e aquela falsa vitória se tornará uma grande derrota.

Quando converso com os atletas que oriento, digo-lhes sempre: “Vamos procurar vencer sempre, mas não de qualquer jeito”. Vencer de qualquer jeito causa nas pessoas a percepção de que a vitória não foi delas, mas fruto da trapaça, da enganação. Não foi o atleta que venceu, mas sua falta de honestidade. Conseqüência: será um eterno frustrado.

Uma vitória real e permanente só é possível quando construímos uma vida sobre bases sólidas.

Nossos filhos precisam desse exemplo.

GESTÃO E ECONOMIA: Por que o Ceará avançou e o Maranhão parou no tempo 34

O Maranhão nunca conseguiu ser um “Ceará”, embora reúna todas as condições e potencialidades para ser um “tigre” do Nordeste.

Chegou até este editor um instigante artigo da lavra do editor-executivo dos núcleos de Negócios e Economia do grupo O Povo, Jocélio Leal, publicado no seu blog, no site do referido grupo e intitulado “Ceará, terra de paradoxos”.

No texto, o autor discorre sobre algumas contradições ocorridas no estado nordestino que nas últimas décadas teve um “boom” na gestão pública e na economia privada, mas que ainda não conseguiu avançar a contento, por exemplo, no combate ao analfabetismo que atinge cerca de 15% da população cearense.

Contudo, alguns dos dados sobre o Ceará levantados por Jocélio Leal são surpreendentes e fazem com que, nós maranhenses, reflitamos do porquê do nosso estado está parado no tempo do ponto de vista econômico e do empreendedorismo. Senão vejamos.

– A empresa que lidera o mercado de águas no País é cearense. Conforme o Euromonitor Internacional, o Grupo Edson Queiroz é líder nacional no mercado de água engarrafada, com 10,7%. A empresa cearense adquiriu a Nestlé Waters Brasil, a quinta colocada no ranking, com 1,9% do mercado – um oceano de água doce de R$ 24 bilhões no ano passado e 10,3 bilhões de litros.

– Alimentos. A líder de massas e biscoitos do País tem sede no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. A M. Dias Branco é uma gigante detentora de impressionantes 32% de market share (fatia de mercado) no Brasil. Na Bovespa, atingiu R$ 20.390 bilhões.

– Telecomunicações. No Interior do Estado, fica um dos cases nacionais no setor. A Brisanet, com sede em Pereiro (CE), atende 170 mil famílias no interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte com serviços de telecomunicações – internet, TV e telefonia. Já entregou mais 10 mil quilômetros de fibra ótica até no fim do mês passado. Acaba de fechar R$ 20 milhões com o BNDES, em operação que o Banco do Nordeste tinha o maior interesse.

– Um dos destaques no segmento de saúde privada é de Fortaleza. O Hapvida tem cerca de 4 milhões de clientes em 11 estados. É um case de eficiência como empresa e está em pleno período de silêncio que antecede sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

–  O SAS. Uma plataforma de educação que desenvolve conteúdo, tecnologia e serviços de excelência para mais de mais de 700 escolas, sendo que 80 novas escolas só em 2018 e mais 430 mil alunos. Tem planos de igualmente ir para a Bovespa. E nem se fale nos índices de aprovação no ITA, IME e Enem. Vide as escolas privadas locais. Farias Brito, 7 de Setembro, Master e outros. Ou também no varejo farmacêutico. A Pague Menos tem mais de 1 mil lojas, mas quer duas mil e um IPO.

INVESTIMENTOS PRIVADOS e CULTURA EMPREENDEDORA

Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)

Chega a ser constrangedor, e mesmo vergonhoso, observar que o Ceará teve a coragem de romper com um clico de atraso que há anos imperava no estado, e o Maranhão sequer dá sinais de que pode efetivamente ser um local seguro do ponto de vista político, jurídico e institucional para investimentos privados.

Por estas terras persiste a economia estatal sob sucessivos governos, inclusive no atual; de abusar dos recursos públicos aumentando gastos com a folha de pagamento, para isso, basta ver o caso do programa “Mais Capelães”, que hoje somam mais de uma centena de nomeados pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Falta para o Maranhão estabelecer as condições para que seja criada uma cultura empreendedora, seja na forma de encarar a gestão pública para que dê resultados que a sociedade/contribuintes exigem, seja setor produtivo privado estimulando micro, pequenos, médios e grande negócios.

O fato é que governo Flávio Dino, e dele que temos que cobrar pois prometeu um paraíso nas eleições de 2014 e o que se vê hoje é um Maranhão estagnado, inviabilizado e liquidado administrativamente, com o sério risco de a qualquer momento não conseguir honrar com o pagamento do funcionalismo.

Não por acaso que reportagem da revista Valor Econômico, divulgada nesta segunda-feira (30), confirma essa tendência de crise e pobreza extrema no estado, conforme macrodados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) -, a revista aponta que, entre 2016 e 2017 o número de maranhenses vivendo com menos de US$ 60 por mês cresceu assustadoramente em São Luís (48%) e segue crescendo no interior (1%).

Esse é o Maranhão.

Que nunca conseguiu ser um “Ceará”, embora reúna todas as condições e potencialidades para ser um “tigre” do Nordeste.

Uma lástima!

Análise: Belchior e a dimensão política das letras do autor

Há um ano, o Brasil perdia um cantor e compositor em sintonia fina com a realidade do povo brasileiro

Belchior é considerado um dos maiores expoentes da música brasileira / Arquivo

Pedro Silva, via Brasil de Fato

Antonio Carlos Gomes Moreira Belchior Fontenelle Fernandes (ele brincava dizendo que era o maior nome da MPB), nascido em Sobral, região norte do estado do Ceará, desde muito cedo se dedicou à música e alçou voos inimagináveis para um “rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior.”

Inúmeras matérias e análises sobre seu legado foram feitas nos últimos dias em jornais e blogs do país, mas gostaria de destacar, em mais um texto/homenagem, a dimensão política das letras do autor, sobretudo, se pensarmos nos desafios históricos da constituição do Brasil enquanto país-nação e sobre os caminhos para chegarmos a esta utopia.

Sem desconsiderar a densidade e complexidade estético-literária-filosófica que perpassa o conjunto de seu trabalho musical, avalio que o ponto de ligação e coerência da sua obra é a política. Esta compreendida também, em perspectiva gramsciana, enquanto cultura (visão de mundo, moral, valores e posição sobre a realidade).

Essa afirmação pode ser constatada desde seus primeiros discos, em assertivas e metáforas que demarcam explicitamente o sofrimento e a luta do povo brasileiro, “gente honesta, boa e comovida, que caminha para a morte pensando em vencer na vida”; no sentimento de latino americanidade, “para que o sol apareça sobre a América do Sul”; na denúncia contra a ganância das elites, já que “a única forma que pode ser norma é nenhuma regra ter, é nunca fazer nada que o mestre mandar, sempre desobedecer, nunca reverenciar” e na esperança que o “novo sempre vem” contra as várias formas de asceticismo e conservadorismo. Posição escrita e entoada de forma contundente, mas nada panfletária, arraigada por um lirismo e sensibilidade singulares, “canto torto feito faca”.

Postura compreendida pela própria identidade entre criador e criatura. De uma vida sertaneja e suburbana, membro de uma família com duas dezenas de filhos, um “jovem que desceu do norte e no sul viveu na rua” e teve que enfrentar uma “metrópole violenta que extermina os miseráveis, negros párias, teus meninos”. Nas memórias infantis de cantadores e de uma densa formação cristã, quando ainda “havia galos, noites e quintais”, “numa terra onde o céu é o próprio chão”.

No estudo de línguas e medicina e da fome e frio sentidos na pele, “com diploma de sofrer de outra universidade, com fala nordestina e querendo esquecer o francês”. No sucesso e admiração profunda de fãs e músicos e pela necessidade da reclusão e do reencontro consigo mesmo, como quem está “sempre em perigo e a vida sempre está por um triz, com um coração delinquente juvenil, suicida, sensível demais”.

Belchior, de forma universal e particular carregou e traduziu a alma e a voz de um povo, até a morte. Numa realidade marcada pela “violência, trogloditas, traficantes, neonazistas, farsantes, barbárie, devastação”, seu eco torna-se cada vez mais atual e necessário para edificação de uma pátria soberana, popular e “brasileiramente linda”.

As frases entre aspas foram retiradas, e em algumas com pequenas alterações, das seguintes canções, respectivamente: Apenas um rapaz latino americano; Pequeno perfil de um cidadão comum; Voz da América; Como o diabo gosta; Como os nosso pais; A palo seco; Fotografia 3×4; Baihuno; Galos, noites e quintais; Carisma; Tudo outra vez; Brincando com a vida; Baihuno, Brasileiramente linda.

* Pedro Silva é militante da Consulta Popular e professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Projeto de Roberto Rocha que regulamenta esportes eletrônicos será analisado pela Comissão de Educação 6

O chamado E-sports podem aparecer entre os esportes de demonstração das Olimpíadas. Comissão do Senado aprovou a regulamentação dos esportes eletrônicos, um projeto do senador Roberto Rocha.

No primeiro trimestre de 2018, US$ 2 bilhões já foram investidos nos e sports. (Foto: Divulgação).

Os e-sports estão atingindo patamares nunca antes imaginados. Para se ter ideia, os organizadores da Olimpíadas de Paris de 2024, segundo a BBC, estão negociando com a Federação Internacional de E-sports a inclusão dos esportes eletrônicos no evento.

Mas, ao contrário do que o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia sinalizado, os e-sports não serão uma modalidade oficial da competição. A ideia agora é que apareçam como um esporte de demonstração.

No Brasil
Enquanto isso, aqui no Brasil, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou
nesta quarta-feira (25) o projeto para regulamentação dos e-sports. Apresentada pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA) em janeiro, a proposta visa, por exemplo, reconhecer os jogadores profissionais de videogame como atletas e estipular 27 de
junho como o Dia do Esporte Eletrônico.

O projeto segue para análise da Comissão de Educação. Se receber mais esse aval, sem emendas, a proposta vai para votação no plenário e, na sequência, será encaminhada para a Câmara dos Deputados.

Investimento bilionário
Se alguém ainda tem dúvida de que os esports movimentam muito dinheiro, relatório do site The Esports Observer mostra que, no primeiro trimestre de 2018, as empresas do
setor já investiram US$ 2 bilhões no mercado.

Para termo de comparação, em 2017 inteiro foram destinados US$ 600 milhões aos esportes eletrônicos. Quer mais? A estimativa é que os e-sports faturem US$ 2 bilhões neste ano – em 2017, o arrecadamento foi de US$ 1,5 bilhão.

Assembleia e Poder Judiciário firmam parceria na área da Comunicação nesta sexta

A Assembleia Legislativa do Maranhão e o Poder Judiciário firmam entre si, nesta sexta-feira (27), às 11h, no Salão Nobre do Tribunal de Justiça, o Termo de Cooperação para veiculação do programa “Justiça Cidadã”, na TV Assembleia (Digital – Canal 51.2 e TVN – Canal 17). O objetivo é estreitar as relações e reforçar a harmonia entre os dois poderes e, destes, com a sociedade, levando informação de qualidade e orientação sobre os assuntos e temas jurídicos.

Assinam o Termo de Cooperação os desembargadores Joaquim Figueiredo dos Anjos, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA); Marcelo Carvalho Silva, corregedor-geral da Justiça, e o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PCdoB).

A estreia do programa acontece neste sábado (28), ao meio-dia, com reprise às segundas e quartas-feiras, às 21h. Sua formatação conta com reportagens, quadros informativos e entrevistas com magistrados e outros profissionais do Direito, para que a população conheça as ações e serviços do Poder Judiciário.

Segundo o diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Edwin Jinkings, a Alema tem uma das maiores estruturas de Comunicação pública do país. Nesse sentido,  com o objetivo de otimizar a programação da TV Assembleia, a nova gestão está abrindo e oportunizando espaços para estreitar relações com outras instituições, ao mesmo tem em que ganha com informações e conteúdo diferenciado, atingindo públicos segmentados.

“O primeiro programa dessa série de parcerias é o Justiça Cidadã, que estreia neste sábado, e é voltado tanto para profissionais da área do Direito quanto para o cidadão comum, trazendo aspectos interessantes como o quadro ´juridiquês´. Seguindo essa mesma política de comunicação adotada na atual gestão, já está sendo formatado o programa do Ministério Público, que irá ao ar em breve, bem como já aconteceram conversas prévias com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), entre outras instituições”, disse.

Edwin Jinkings disse ainda que a parceria é de suma importância porque vai levar ao público da TV Assembleia conteúdo diferenciado e de qualidade, ampliando assim a grade de programação da emissora, oferecendo mais informações e estreitando as relações com os cidadãos maranhenses.

Programa Justiça Cidadã

Na apresentação do programa “Justiça Cidadã” estarão os jornalistas Heider Lucena e Amanda Campos. Em sua primeira edição, o programa traz uma entrevista com o presidente do TJ, desembargador Joaquim Figueiredo dos Anjos, abordando o trabalho de aproximação do Judiciário com o cidadão e apresentando um balanço dos primeiros meses de sua gestão.

O quadro “Fala Aí, Juiz”, uma novidade em emissora de TV, tem como objetivo levar à população esclarecimentos sobre posicionamentos judiciais que, geralmente, não são bem compreendidos. No programa de estreia, o juiz Márcio Brandão responderá perguntas sobre a Lei de Execução Penal e temas como livramento condicional e saída temporária.

Por sua vez, o quadro “Juridiquês” explicará o significado de palavras e expressões usadas no mundo jurídico, de forma clara e objetiva, para que o público entenda melhor o conteúdo de decisões judiciais e de termos usados na rotina dos fóruns e tribunais.

A produção do programa é de responsabilidade das assessorias de Comunicação do TJ/MA e da Corregedoria Geral de Justiça, que buscarão informações de todos os órgãos do Judiciário estadual, a exemplo da Escola Superior da Magistratura (Esmam), em parceria com toda a equipe da TV Assembleia. Os editores-chefes são os jornalistas Antônio Carlos de Oliveira e Juliana Mendes e o roteirista, o jornalista Paulo Lafene.

Rede social do bem

Crowdfunding no site do projeto busca oferecer rede social mais segura e humana Vida Simples Digital

Dupla cria rede social do bem | Crédito: Divulgação

Via,Vida Simples Digital

Insatisfeitos com a grande quantidade de anúncios e a superficialidade das relações nas redes sociais, dois jovens de São Paulo decidiram projetar uma nova rede social que protege o tempo e os dados dos usuários. Sem propagandas e com feeds específicos para cada assunto, a COOLTZ promete promover temas como esporte, cultura, ativismo e arte.

A ideia nasceu a partir de estudos e notícias sobre o aumento de depressão e ansiedade em usuários de redes sociais. Foi então que Matheus Finardi, aluno de Medicina na USP, começou a pensar que algo não estava certo. “As redes sociais e a internet têm um potencial de aproximar e conectar pessoas como nenhum outro meio de comunicação na história, mas o resultado está sendo o contrário: estamos cada vez mais inseguros, alienados e isolados”, acredita. Para aliviar essa situação, ele se uniu a André Medeiros, programador e ex-aluno da USP e, juntos, conceberam uma rede social na qual as postagens são divididas por assunto. Dessa forma, a pessoa não perde tempo com postagens que não são interessantes para si e pode compartilhar sobre suas paixões de forma mais profunda, para quem realmente gosta.

As interações também serão mais humanas: o “like” será substituído por comentários, avaliações e compartilhamentos. Para deixar o uso gratuito sem precisar vender dados dos usuários para anunciantes, eles pretendem disponibilizar assinaturas (a um preço justo) para quem desejar  usar funções premium. Mas para que a COOLTZ vire realidade, a dupla precisa de ajuda. Até o final de abril, está aberto um crowdfunding solidário no site do projeto para arrecadar 35 mil reais, que serão usados para contratar programadores e lançar a versão Beta daqui a alguns meses. 10% de cada doação serão destinados a entidades filantrópicas, como Artemis , Instituto ADUS , Casa Um e Sonhar Acordado .

Pare de perder tempo com pessoas tóxicas

“Não sou eu, é ele” é o que a maioria de nós costuma dizer. Somos rápidos para culpar os outros pelo que sentimos

Darius Foroux, Administradores.com

Você já se irritou com o comportamento sórdido de um colega de trabalho, amigo ou mesmo familiar. Bom, se você deixa os outros lhe irritarem, a culpa não é deles.

“Não sou eu, é ele” é o que a maioria de nós costuma dizer. Somos rápidos para culpar os outros pelo que sentimos.

Dizemos que os outros nos fazem sentir de determinada maneira. Trata-se de um equívoco. Você devide como sentir acerca das coisas que acontecem na sua vida.

Não são os eventos que nos ferem. São as nossas percepções de tais eventos que nos ferem. Essa é uma das ideias mais importantes da filosofia estóica.

Em outras palavras, você decide qual significado atribuir às coisas que acontecem na sua vida. Se seu amigo mente sobre você para outras pessoas e você se irrita, você tomou a decisão de se irritar.

Afinal, você não controla os outros. É por isso que as pessoas com quem você passa seu tempo é uma questão de vida ou morte.

O grande filósofo estóico, Epiteto, disse o seguinte em seu Manual para a Vida.

“Evite se relacionar com pessoas que não compartilham os seus valores. A associação prolongada com essas ideias falsas só vai embaçar seu pensamento”.

É algo em que acredito. Já vi pessoas destruírem as vidas de outras o suficiente para não dar importância a essa ideia.

Aposto que você também já teve experiências com pessoas tóxicas, na falta de um termo melhor, na sua vida.

É algo em que acredito. Já vi pessoas destruírem as vidas de outras o suficiente para não dar importância a essa ideia.

Aposto que você também já teve experiências com pessoas tóxicas, na falta de um termo melhor, na sua vida.

Há dois tipos de pessoas
Pessoas com valores;
Pessoas sem valores.
Acredito que menos de 1% da população tem valores, que nada mais são do que respostas para questões como:

Como eu trato outras pessoas?
Como eu me trato?
O que é certo e o que é errado?
Eis uma maneira fácil de detectar pessoas sem valores: quando você vê que alguém se tornou uma pessoa completamente diferente em um segundo — é aí que sabemos que essa pessoa não tem valores.

Por exemplo, na nossa empresa recentemente contratamos um estagiário tóxico. Ele se transformou numa pessoa completamente diferente daquela que havíamos contratado.

É claro, o erro foi nosso. Mesmo que ele tenha falado bastante sobre valores durante o processo de entrevista, não detectamos nenhum sinal suspeito.

E tudo correu bem durante a primeira semana. Mas assim que o estagiário encontrou um parceiro entre os demais estagiários, tudo começou a mudar.

De repente, com esse novo parceiro, começaram as fofocas, tentativas de manipulação dos outros e de criar dissidências. Felizmente, identificamos rapidamente o comportamento e comunicamos a nossa política de tolerância zero para comportamentos tóxicos.

Não é algo difícil de acontecer em organizações. As pessoas escondem suas verdadeiras cores. Eu diria que elas escondem o fato de não terem cor alguma.

Quando você não tem valores, automaticamente gravita para o comportamento humano natural, que é extremamente obscuro. Recentemente li 12 rules for life (sem edição em português), do Dr. Jordan Peterson, um psicólogo clínico e professor na Universidade de Toronto.

Sua proposta fundamental é que pessoas são naturalmente más e que viver é sofrer. Para provar a hipótese, Peterson detalha exemplos convincentes da história.

Ele está certo. As pessoas sempre mentiram, mataram e traíram ao longo da vida.

Mas há uma alternativa
Você pode facilmente entrar pelo ralo dos comportamentos sórdidos. Basta perder tempo suficiente com pessoas ruins — eventualmente, você se tornará uma delas.

Você também pode gastar seu tempo com fofocas, mentiras e manipulações. Talvez vocẽ até se sinta bem com isso. A sensação de poder, não importa como é adquirida, dá prazer às pessoas. É assim que nossa mente trabalha.

Portanto, quando você reconhecer alguém que não tem princípios, demonstre atitudes reprováveis e tenha várias caras — pule fora.

Cerque-se de pessoas que querem o melhor para você.

Não de pessoas que são invejosas, que não suportem ver o seu sucesso e que sejam negativas em tudo. Acredito que isso é importante para qualquer pessoas que queira viver uma boa vida.

Alguns anos atrás, quando comecei a viver uma vida consciente, precisei me despedir de pessoas que queriam apenas viver uma vida de prazer.

Também vi outros amigos que começaram a mudar suas vidas para melhor, mas foram puxados de volta para o poço sem fundo da escuridão por outras pessoas.

Mas, como você e eu sabemos, a vida também é cheia de pessoas amáveis. Não é ruim de todo.

Seja exigente com o seu tempo
“Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo”. Parece um velho clichê. Mas creio que ainda não entendemos por completo o impacto que outras pessoas têm em nós.

Como afirmou Epiteto, os outros podem embaçar seu pensamento. Vale a pena?

Encare da seguinte maneira: você daria R$ 1000 para cada pessoa na sua vida se elas pedissem? Se a resposta é não, pare de dar seu tempo a essas pessoas que não têm os mesmos valores que você.

Eu restringi a lista de pessoas com quem passo 90% do meu tempo apenas para meus familiares mais próximos e meus dois melhores amigos. O restante do meu tempo eu dedico ao trabalho e aos exercícios. É o que eu mais faço. E eu nunca aproveitei tanto a minha vida como agora.

Se você tem um trabalho que ama e pessoas que ama, então você não tem mais com o que gastar seu tempo.

Nada dará mais satisfação do que ter uma carreira significativa e uma família forte.

“Mas e se minha família for tóxica?”

Inspire seus familiares a mudarem para melhor. Eu não desisti da minha família. Mesmo que leve 10 anos, eu ainda tentarei ajudá-los.

Crie seus valores e agarre-se a eles
Para viver uma vida virtuosa, você precisa de princípios. Sem princípios (ou valores), não temos caráter. E sem caráter, não somos ninguém.

“Quem se importa?”

Mais do que qualquer pessoa, você deveria se importar. É você quem se olha no espelho todos os dias. Você está feliz com o que vê?

Essa é a única medida que tenho para minha vida. Eu preciso gostar da pessoa que vejo no espelho. Se eu não gosto dela, eu mudo. É o que sempre fiz. E é o que faço até hoje.

Melhore
Qual a alternativa? Como Peterson concluiu em 12 rules for life, não há outra opção viável para a vida.

Só existe um caminho para a felicidade: seguir em frente.

Você precisa da promessa do que você poderia ser. Você precisa de um caminho para uma vida melhor. Nenhum de nós é perfeito.

Não importa se vamos alcançar ou não o nosso destino. O que importa é nossa melhoria constante.