JOSÉ DIRCEU: “Temos que aprender com os coxinhas” 8

Luís Antônio Giron, IstoÉ

O ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva, ou Zé Dirceu, admite que a esquerda precisa aprender com os protestos populares que depuseram Dilma Rousseff em 2016 se quiser voltar ao poder. De acordo com o petista, a resistência popular nas ruas se faz necessária agora. “Temos que apreender com os coxinhas. Organizar o povo e fazer o que eles fizeram, colocando nas ruas seis milhões de coxinhas ou de setores conservadores das classes médias que se opunham ao governo — o que é legítimo”. Para Dirceu, que lançou recentemente lançou suas “Memórias – volume I” (Geração Editorial), abarcando os anos de 1968 a 2005, o Brasil precisa de uma repactuação. “Se eles não concordarem, vai acontecer o mesmo que aconteceu à ditadura militar: uma hora ela cai”. Ele avalia que o País de 1968 era muito conservador e autoritário e “mudou para melhor”. Mas estaria havendo, no seu entender, uma “perigosa regressão de direitos sociais, cultural, em razão do fundamentalismo religioso e do falso moralismo” personificado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Você afirmou que assistir aos noticiários na televisão dentro do presídio foi um “agravo de pena”. Qual, afinal, o papel da televisão junto aos presidiários?

Evidentemente que o preso quer lazer, quer distância. Mas o preso quer trabalhar e estudar também. De qualquer maneira, é muito importante o lazer da televisão para o preso: a maioria dos filmes é enlatado e não tem qualidade, mas tem novelas, os seriados, o “Globo Repórter”, tem muitas coisas boas na televisão, como “Domingo Espetacular” e parte do “Fantástico”, aos domingos. Há qualidade na televisão. O problema é que não há informação plural diversificada. Não há o contraditório, esse é o grande problema. Os programas diurnos sobre a questão policial e do crime instigam essa mentalidade que o Bolsonaro representa. Os programas plantaram as sementes para o Bolsonaro ter essa votação.

Suas memórias se entrelaçam à história do Brasil dos últimos 50 anos. A imagem que você tinha do Brasil nos anos 1960 — oligárquico, escravagista, injusto — é a mesma que você tem do Brasil de hoje?

Nós não conhecíamos o Brasil. Quando eu saí depois do sequestro do embaixador, pus na minha cabeça que eu tinha de estudar o Brasil. Tanto que em Cuba estudei muito o Brasil depois do treinamento militar, entre 1972 e 1974, quando eu estava para voltar de novo ao País. Estudei, fichei, fiz análise, de projetos do governo ditatorial, de conjuntura, li os clássicos da história do Brasil, estudei a infraestrutura e a agricultura. Quando eu voltei em 1975 e vivi clandestino seis meses, todo mês eu visitava uma região do Brasil para conhecer. No PT, conheci o Brasil profundamente como secretário geral e presidente. Quem vai governar o Brasil tem que conhecer o País. De gabinete não se governa. O País de 1968 era muito conservador e autoritário. O Brasil mudou para melhor, até porque implantamos uma democracia. Agora está havendo uma regressão de direitos sociais, cultural, porque Bolsonaro significa uma regressão cultural perigosa por causa do fundamentalismo religioso e do falso moralismo — porque é falso o moralismo dele. A sociedade avançou no século XXI, no direito da mulher, dos homossexuais, das etnias, no respeito às diferenças e à diversidade. Mas aconteceu também a desigualdade, a miséria, a pobreza, a concentração de renda. São problemas tão graves como aqueles e precisam ser enfrentados. Querem regredir, querem desmontar a superestrutura constitucional de direitos, educacional e cultural que garante a diversidade e pluralismo. Daí essa história de escola sem partido, que na verdade é escola sem pluralismo.

Uma das passagens mais importantes de suas memórias está na reflexão sobre a luta armada durante a ditadura. Por que você conclui que a luta armada foi justificável?

O que eu digo é que moralmente está justificado. Mas do ponto de vista de como combinamos as ações armadas com a luta política parlamentar e de massas, foi um equívoco. Mas são coisas diferentes. Eu posso analisar como engenheiro de obra feita, porque fui partícipe disso. Mas temos que reconhecer que foi um erro.

Por que você não conta no livro que participou diretamente da luta armada nos anos 1970, apesar de ter recebido lições de guerrilha urbana com Carlos Marighella e recebido treinamento militar em Cuba?

Voltei ao Brasil em 1970 e participei da luta do Molipo [Movimento de Libertação Popular, organização guerrilheira apoiada por Cuba, formado por estudantes] em São Paulo. Não vou falar o que eu fiz. Quando eu fizer 80 anos, eu falo. Não vou me vangloriar pelo que fiz ou deixar de fazer. Até porque não vejo heroísmo de ter participado da resistência armada à ditadura. Era a cabeça da nossa geração, acreditávamos naquilo. Eu participei, sim. Mas não vem ao caso quando, onde e como.

Hoje a luta armada seria justificável?

A luta armada não se justifica mais. O Brasil já sofre de muita violência para agora introduzirmos no Brasil as forças armadas ou a resistência armada popular. O que temos que fazer é fazer a resistência popular nas ruas. Temos que aprender com os coxinhas. Organizar o povo e fazer o que eles fizeram, colocando na rua seis milhões de coxinhas ou de setores conservadores das classes médias que se opunham ao governo — o que é legítimo. E derrubaram pelo parlamento e pelo Poder Judiciário. E, se houvesse resistência, teriam derrubado pela força, porque estavam determinados. O país precisa do contrário da luta armada. O País precisa ser pacificado. O país precisa de uma repactuação. Se eles não concordarem, vai acontecer o mesmo que aconteceu à ditadura militar: uma hora ela cai. Se nós derrubamos a ditadura, por que não vamos derrubar a ditadura da toga, do parlamento, das elites e da mídia?

Sobre a coalizão com outras forças políticas — como o PMDB — que você coordenou para viabilizar o governo Lula, o que você faria diferente se pudesse voltar atrás?

Governo governa por ordem e comando do eleitor. O eleitor forma a Câmara e o Senado. Se você não tem maioria, em grande parte por causa do sistema eleitoral que temos, tem de fazer alianças. O problema é quem comanda a orientação do governo, o partido que elegeu o presidente ou os aliados. Nunca os aliados comandaram o governo do Lula, pelo menos enquanto eu estava lá. O erro não é fazer alianças, e sim não ter uma sustentação, mobilização e pressão popular constante e crescente sobre o parlamento, como a oposição fez com a presidente Dilma até derrubá-la.

A esquerda se uniu a forças conservadoras nessas coalizões e não conseguiu penetrar de fato nos mecanismos burocráticos que fazem o Estado funcionar. Minha impressão é que os governos de esquerda preferiram terceirizar a organização dos dispositivos burocráticos de poder a capacitar seus quadros para lidar mais intimamente com os mecanismos do poder. Houve um erro operacional nesse aspecto e foi isso que permitiu a corrupção?

A corrupção existe tão ou maior nas empresas privadas. Ela só existe por causa das empresas privadas. Não houve governo que criou mais leis e instrumentos para combater a corrupção que os de Lula e Dilma. O problema da burocracia estatal e das corporações são os concursos, são planos de cargo e carreira. O pensamento de direita capturou esses órgãos, que passaram a fazer política partidária, quando eram órgãos que deveriam ser republicanos. Talvez essa tenha sido a grande ilusão nossa. Porque alianças, concursos públicos e reestruturação de carreiras, tudo isso tínhamos que fazer, senão o Estado não funciona. O problema é que essas pequenas carreiras na Polícia Federal, Ministério Público, AGU, CGU, Receita, TCU sempre serviram aos poderosos. Elas se transformaram em superburocracias corporativistas, que querem autonomia do executivo, do legislativo, que querem controle. São pequenas corporações ditatoriais. Isso precisa ser resolvido no Brasil no futuro.

É possível construir uma agenda equilibrada e duradoura que mescle políticas sociais e liberalismo em um país tão desigual como o Brasil sem sobrecarregar os cofres públicos?

Os cofres públicos estão sobrecarregados por causa dos juros e das isenções fiscais dos Refis liberadas por Michel Temer, num total de mais de R$ 100 bilhões. O problema do Brasil não é combinar liberalismo com o social, mas fazer uma reforma tributária e bancária que crie um excedente social, que é o imposto, o suficiente para manter um estado de bem-estar social. Porque pensar no Brasil onde só o mercado vai cuidar do cidadão é jogar na miséria e na pobreza, como acontece em ciclos e ciclos, 30 ou 40% da população. O País explode.

Você escreveu o primeiro volume das memórias em circunstâncias precárias. Apesar disso, foi a prisão que o inspirou a escrever. Você se impôs uma disciplina?

Tirando o almoço coletivo, eu escrevia todo sábado e domingo, que são dias de baixo-astral na prisão, quando a gente se lembra da família e dos amigos. Escrevi 700 páginas com o mesmo papel e a mesma caneta, sentado numa cama, com uma luz ruim ligada o tempo todo porque a luz em uma sala é uma luz que não se escolhe para escrever.

Na juventude, você estudou Marx, Lênin, Tróstki etc. De que maneira esses pensadores o influenciaram?

Antes de ler Marx e Lênin, li Capistrano de Abreu, Pandiá Calógeras, Haddock Lobo, Celso Furtado, Fernando Henrique Cardoso. Tive acesso à literatura mundial muito jovem. Eu nunca fui marxista porque nunca transformei aquilo em religião ou ortodoxia. Mas li os principais livros de Marx, só que nunca estudei “O Capital”. Lênin era um grande político. Isso não quer dizer que adotei o leninismo como concepção de partido. Lênin foi um dos maiores líderes políticos do século XX. Li Isaac Deutsch. Nunca fui antitrotskista. As divergências internas do PT com o trotskismo não aconteceram porque eles eram trotskistas. Foi porque a política deles era equivocada. Nunca fui stalinista. Até porque rompi com o Partido Comunista Brasileiro por causa do espírito de em 1968, eu me opus à invasão da Tchecoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia, coordenadas pela União Soviética. Tenho influência forte de Cuba, do fidelismo e do Régis Debray. Nunca fui foquista. Sou socialista, de esquerda, mas não sou marxista-leninista. Tive influência de Max Weber e de Hermann Hesse, e de Gibran Kalil Gibran. Curzio Malaparte, que é um escritor fascista, escreveu duas obras primas — os romances “Kaputt” e “A Pele” — nas quais você toma um choque sobre o que era guerra e a vida. Nunca tive preconceito.

E os escritores de direita?

Considero Vargas Llosa e Nelson Rodrigues grandes escritores, apesar de serem de direita. Sempre combati a ideia de você não ter acesso à literatura de homens de direita. Seria um escândalo.

COISAS DO CORAÇÃO: Sobre “fake love”

Para se defender deles e não cair nas armadinhas, tem-se que ficar vigilante e não ficar preso a uma relação que machuca, que não é saudável.

 

Nunca se falou em tanto em fake news como neste ano de 2018, principalmente por conta do processo eleitoral.

Como se sabe, a expressão inglesa significa “notícias falsas” ou “falsas informações”.

Mas não é apenas no mundo do jornalismo onde a prática de “fakes” ocorrem. Aliás, fakes estão por toda parte, em todas as relações humanas, inclusive no amor. Isso mesmo, no amor!

Os exemplos estão por aí aos montes e muitos deles acabam, desgraçadamente, em tragédias onde “pombinhos” apaixonados matam “por amor”. Nada mais fake, não é mesmo?

Contudo, um amor não precisa acabar em sangue para ser fake. Basta tão somente não haver sinceridade, cumplicidade, carinho, paixão e, claro, sexo, para uma relação afetiva ser considerada um “fake love”.

Não adianta também prevalecer o sentimento de posse, aquela coisa sufocante, pegajosa, que não respeita o espaço, a privacidade e a intimidade do parceiro/parceira. Amor verdadeiro é tranquilo e confiante. Sabem aquela história de “confiar no seu taco”? Pois é.

Enfim, o mundo em que vivemos é cercado a cada dia mais por mais e mais “fakes” de todas as espécies e naturezas.

Para se defender deles e não cair nas suas armadinhas, tem-se que ficar vigilante e não ficar preso a uma relação que machuca, que não é saudável.

Não há nada que mais arrasa um coração humano do que um “fake love”.

Por isso, todo o cuido é pouco.

Até a próxima.

Os 4 níveis da ‘psicologia da desistência’

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem

Roberto Shinyashiki*, via Vya Estelar

Tenho visto profissionais abandonando seus objetivos pela falta de motivação, por não conseguirem mais perceber a importância das suas metas de vida ou por simplesmente escolherem uma metodologia errada de trabalho. Chamo esse sistema de psicologia da desistência.

1º nível 

O primeiro bloqueio que desencadeia todo o sistema é a indecisão. Os projetos são iniciados sem convicção e com a mente repleta de dúvidas. Começo ou não começo? Faço ou não faço? Essa dinâmica inicial acaba com a energia física e a mental, porque o estresse da decisão é grande.

2º nível

O segundo bloqueio é o cansaço. O profissional se acha esgotado e entra em um círculo de reclamações do tipo “eu não sabia que esse projeto daria tanto trabalho”. Além disso, ele também passa a repetir para si mesmo que está sendo explorado.

3º nível

O terceiro bloqueio é a acomodação. O trabalho é feito, mas até um ponto mediano e a partir daí o indivíduo se acomoda. Os resultados desaparecem porque a estagnação não alimenta seus desafios.

4º nível

O quarto bloqueio é a arrogância aparece no quarto nível. É quando o executivo acha que não precisa mais fazer determinadas atividades que eram feitas no começo de sua carreira. Ele se acha experiente e não aceita o que julga ser um retrocesso.

E o último nível é quando todos esses bloqueios descritos acima são superados.

Quando há um bloqueio, os profissionais não colocam todo o seu foco na realização, na ação e na execução do projeto, porque parte de sua energia é drenada para esses dramas psicológicos.

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem. Os cansados devem acentuar a paixão, já que o apaixonado não se incomoda com o cansaço ou com a dor. Os acomodados têm que desenvolver o amor e passar a amar o seu trabalho, só assim ele buscará estudar, fazer mais pela sua carreira. E o arrogante necessita praticar a humildade estratégica.

Ao superar esses níveis, o céu é o limite. Quando o trabalho é focado na realização, o resultado é sensacional.

Posso ainda citar duas coisas fundamentais em qualquer carreira: foco e objetivo. O foco é querer muito alcançar um objetivo e esse é o ponto-chave. É preciso educar os pensamentos e sentimentos, fazer uma seleção interna e externa e escolher conviver com pessoas que tenham os mesmos objetivos que os seus.

Fuja dos pessimistas e não lamente os seus fracassos. Mantenha o foco no seu objetivo e comemore suas realizações.

É médico psiquiatra, com especialização em Administração de Empresas (MBA USP), é consultor organizacional, palestrante e autor de 12 títulos, entre eles o lançamento “Tudo ou Nada”, “Heróis de Verdade”, “Amar pode dar certo”, “O sucesso é ser feliz” e “A carícia essencial”. Mais informações: www.shinyashiki.com.br

ESPAÇO FEMININO: Sobre carências 2

As mulheres, ao contrário dos homens, são emotivas. As meninas , na maioria das vezes, pensam mais com o coração do que com cérebro, por isso mesmo são seres especiais.

Duas amigas me estimularam, ou melhor falando, me inspiraram a escrever este post. Topei a parada. Vamos lá!

Mulheres são símbolos. Não falo daquelas feministas feias, mal amadas, traumatizas e complexadas, que acham que mulher tem que ter o “xiri fedido” para ter o cheiro de mulher”.

Não! Falo de mulher “mulher”, que tem sentimentos, que choram, que tem brilho e não sangue no olhar.

Há uma frase que li numa revista feminista, nos anos 90, que nunca esqueci e que diz mais ou menos assim: “Sem brilhos nos olhos não há beijo na boca; pior sob o capitalismo: concorrência, posse, dinheiro… Brilhar, beijar, ter brilhos nos olhos, beijo no olhar”.

Mulher é um ser divino, ainda mais quando, além de mulher, é mãe!

Por que, então, há mulheres bonitas, cheirosas e inteligentes não conseguem ser felizes nos relacionamentos afetivos?

Minha impressão é que há mulheres que são exigentes consigo mesmo. Estão sempre a procura do “homem ideal”, do “parceiro ideal”, enfim, “do “amor ideal”.

Só que isso não existe! Homens, via de regra”, são reprodutores e querem manter-se simplesmente na sua condição de se relacionar para manter a especie.

Claro que existe romantismo, paixão e outros sentimentos que dão sentido à vida a dois, mas não adianta mulheres, ou não deve, alimentar certos sonhos e esperanças sobre relações afetivas. Não vale a pena sofrer por amor!

“E por que não Robert Lobato?”, pode perguntar alguma leitora apaixonada.

Simples: Amor é um conceito indefinido. Há amores e amores, mas quando isso é levado para o campo afetivo entre homem e mulher, ou, como está na moda, entre o mesmo gênero, a coisa vira algo muito complexo.

Mas, voltando ao tema principal deste post, a carência de “mulheres bonitas, cheirosas e inteligentes”, penso que isso deve ao fato delas exigirem muito de si.

As mulheres, ao contrário dos homens, são mais emotivas. As meninas, na maioria das vezes, pensam mais com o coração do que com cérebro, por isso mesmo são seres especiais.

Nós, homens, somos diferentes. Temos duas “cabeças”, e a rigor a de baixo prevalece sobre a de cima. Fato!

Então, meninas, procurem ver e encarar a realidade masculina

Vale a pena amar? Claro que sim.

Mas, sempre lembrem da frase feminista acima: “Sem brilhos nos olhos não há beijo na boca; pior sob o capitalismo: concorrência, posse, dinheiro… Brilhar, beijar, ter brilhos nos olhos, beijo no olhar”.

E viva as carentes a procura de amor e de amar.

Só não vale enganar-se….

Estudo desafia estereótipos sobre a geração Y

Estudo identificou algumas diferenças potencialmente importantes entre os millenials e as gerações anteriores com implicações diretas na maneira de apoiar, engajar e conduzir a inovação e a performance

por Shlomo Ben-Hur, via administradores,com.br

Os millenials são a população que mais cresce nos ambientes de trabalho. Eles são capazes de influenciar os estilos de liderança e diferentes expectativas de carreira.

Mas o quanto realmente se sabe sobre eles além de anedotas e clichês? O Management Research Group em parceria com a escola de negócios IMD conduziu um amplo estudo empírico com quase 10 mil líderes na Europa para separar o que é rumor e o que é realidade ao explorar o DNA motivacional de 4 gerações.

  • Baby boomers — meados de 1940 a meados de 1960 (n=3,263)
  • Geração X — meados de 1960 a meados de 1970 (n=4,623)
  • Geração Y — início dos anos 1980 ao início dos anos 1990 (n=1,472)
  • Geração Z — início dos anos 1990 até hoje (n=92)

Utilizando uma avaliação profissional — conhecida como Inventário Individual de Direcionamentos — que mede 17 caraterísticas motivacionais estáveis, o estudo identificou algumas diferenças potencialmente importantes entre os millenials e as gerações anteriores com implicações diretas na maneira de apoiar, engajar e conduzir a inovação e a performance.

 

Também foi enfatizado o fato de que os millenials são bem diferentes em relação às gerações anteriores de maneiras que desafiam estereótipos. Várias suposições acerca do que motiva os funcionários dessa geração podem não mais serem consideradas verdadeiras.

Uma coisa que se deve ter em mente é: millenials não são melhores nem piores do que gerações anteriores. Mas eles são diferentes de várias maneiras. As principais diferenças identificadas no estudo foram:

  • Millenials são comparativamente cautelosos, valorizando a preditividade e os processos bem mais do que outras gerações.
  • Millenials têm altíssimas expectativas em torno de conquistas, mas esperam níveis significativos de apoio dos outros enquanto navegam em suas jornadas de carreira.
  • Millenials têm níveis bem mais altos de necessidades informacionais — especificamente, eles precisam estar constantemente atualizados com detalhes granulares e um maior grau de imediatismo.
  • Eles valorizam altos níveis de inclusão e conectividade em comparação às gerações anteriores.
  • Existem menos evidências acerca da criatividade e originalidade do que o estereótipo sugere. 

    Então qual a melhor maneira de engajar e extrair performance dos millenials? Baseado nos resultados desse estudo em larga escala, as evidências sugerem o seguinte:

    • Esteja consciente de que um ritmo mais acelerado de progressão e aprendizado é importante. Millenials têm altas expectativas de conquistas tanto no que se refere ao grau de importância destas quanto no ritmo. Estabeleça um plano de carreira claro, estágios de desenvolvimento e critérios para auxílios de progressão.
    • Estimule um ambiente mais inclusivo e democrático. Novas gerações trabalham melhor quando colaboram e trocam informações e ideias continuamente.
    • Evite uma abordagem de “comando e controle” na liderança. Simplesmente não funciona. Um estilo mais facilitativo tem probabilidades maiores de extrair o melhor dos millenials.
    • Estabeleça suas expectativas logo de cara. Apresentar o contexto, explicar o método e definir objetivos são ações que fazem uma diferença positiva. Seja tangível e específico, não conceitual.
    • Garanta apoio contínuo. Embora as gerações anteriores possam interpretar essa supervisão como microgerenciamento, millenials saberão interpretá-la como apoio.

     

  • Artigo escrito em parceria com David Ringwood, vice-presidente de Desenvolvimento do CLiente EMEA no Grupo de Pesquisa em Gestão.

 

Redes são o novo normal na política

por MarcoAurelio Ruediger*

Desde a semana passada, o eixo da discussão política transitou das propostas temáticas dos candidatos para a questão do impacto das fake news nas redes sociais. Era evidente que as redes afetariam fortemente a política e as eleições. Mas, certamente, o volume e a virulência não eram esperados pela maioria, incluindo o próprio TSE.

As redes têm impacto não somente como meio, mas porque catalisam, e muitas vezes distorcem, em tempo real, elementos significantes como propostas, histórico, comportamento e narrativas.

O uso eficaz ou ineficaz do composto: meio, conteúdo e mensagem, é que faz diferença na competição política, constituindo um novo paradigma em processos eleitorais e decisórios, para o bem ou para o mal.

Ambos os campos neste segundo turno usam maciçamente as redes, não apenas para divulgar propostas, mas também para ataque a adversários. Até atores não nacionais operam para desinformar e fragmentar o ambiente político nacional. Nossas análises na FGV DAPP mostram e alertam que, desde 2014, isso é recorrente na política brasileira, e agora muito mais.

Não há, portanto, razão para espanto com o fato ou contrariedade com as reações. Não faz sentido impugnar um pleito nem ameaçar um tribunal, dado que todos os concorrentes têm, por assim dizer, no que toca o uso das redes, seu lugar no esquema de Dante, ainda que em níveis distintos.

Há, claro, razões de sobra para se indignar e buscar entender melhor o que ocorre. Trata-se, ressalto, de algo não episódico e que precisa de muito mais sofisticação do nosso establishment para entender seus efeitos, evitando que não sejam tão danosos à democracia futuramente.

Nesse sentido, o TSE desde o final de 2017 vem corretamente se debruçando sobre essa problemática. Para isso, promoveu seminários e debates, tendo ainda composto um conselho permanente em auxilio à sua direção superior.

No entanto, as sugestões mais assertivas que ali foram levadas deveriam ter sido objeto de maior reflexão pelo regulador. Infelizmente, privilegiou-se um entendimento do tipo “laissez-faire, laissez-passer” para as redes sociais. Uma articulação e ação mais incisiva sobre as plataformas não ocorreu, nem se obrigou a transparência em tempo real de uso dos recursos públicos, incluindo as contratações para impulsionar conteúdos e de propaganda virtual.

Não se articulou uma rede de centros de pesquisa com fins de monitoramento de bots, fake news e desinformação, em apoio ao tribunal. Por fim, a legislação nesse tocante permaneceu insuficiente. Deu no que deu.

Por outro lado, não se pode culpabilizar somente o TSE. Na questão do debate virtual, outros falharam. Centros de pesquisa deveriam ter buscado melhor articulação. Os partidos políticos, a exemplo da França, poderiam ter monitorado o ambiente virtual também. Equivocaram-se e contrataram ao marketing essa responsabilidade. Erraram feio ao não entender do que se trata esse novo fato.

A cinco dias do Brasil decidir seus próximos quatro anos –talvez mais do que isso– com prováveis e profundas mudanças na estrutura política e nas políticas publicas dela decorrentes, percebe-se que o país tem muito para amadurecer nesse tocante.

De imediato, duas reflexões se impõem. A primeira, de que vivemos um novo normal; as redes afetaram e afetarão a política profundamente, mesmo após as eleições. A segunda, que há de se buscar o monitoramento constante de redes, tanto pela sociedade quanto pelo mercado e pela estrutura estatal, que deveriam incorporar em sua dinâmica decisória e de gestão a compreensão estratégica do impacto desses novos meios. Inescapável.

Marco Aurelio Ruediger é chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-DAPP)

Personalidade online e off-line

Há diferença entre elas?

Personalidade online e off-line

por Roberto Santos, via Vya Estelar

Nossos hábitos nos definem. Qual será a veracidade dessa afirmação em relação aos nossos hábitos digitais? As pessoas são as mesmas online e off-line? Provavelmente nos primórdios da internet tínhamos a confiança de que o nosso comportamento online não revelaria muito sobre as nossas personalidades reais. Porém, na medida em que a internet ganhou mais importância na vida das pessoas, o anonimato e o desejo de mascarar as nossas verdadeiras identidades foram abandonados.

As atividades online tornaram-se uma parte integral de nossas vidas. Segundo estudo divulgado pela Pesquisa Brasileira de Mídia, os brasileiros passam cerca de cinco horas por dia conectados durante a semana. No celular, o tempo gasto no Brasil é de três horas e 40 minutos online, de acordo com pesquisa da GlobalWebIndex – ocupando a terceira posição no mundo.

Igual acontece nos reality shows e Big Brothers da vida, é difícil fingir no ambiente online quando você está sendo observado por um longo período de tempo. Por outro lado, a trapaça deliberada e controlada é relativamente fácil durante interações curtas, como entrevistas de emprego, primeiros encontros e em festas. Todos nós gostamos de abrir uma janela para exibir o lado brilhante de nossa personalidade, e que esteja de acordo com a etiqueta social, mas o que será que acontece quando nossa vida é divulgada abertamente e sem controle?

Apesar de sermos mais do que apenas o histórico de navegadores de internet, é bem possível que as visitas em sites, e-mails enviados e atividades em redes sociais carreguem os traços de nossa personalidade. Antes da era digital, as pessoas revelavam suas identidades a partir de bens materiais, algo classificado por psicólogos como a extensão de nossa personalidade. Assim, para interpretar os sinais no perfil da personalidade dos indivíduos, conclusões feitas por um ser humano ainda eram necessárias.

Hoje em dia, muitas de nossas posses já se desmaterializaram. Como dito pelo famoso psicólogo Russel W. Belk: “Nossas informações, comunicações, fotos, vídeos, músicas, documentos, mensagens, palavras escritas e dados são agora invisíveis e imateriais até que sejam resgatados da memória”. Em termos psicológicos, não há diferença entre o significado desses artefatos digitais desmaterializados e nossas posses físicas – ambos ajudam as pessoas a expressarem aspectos importantes de suas identidades a outros indivíduos, providenciando ingredientes centrais para a reputação digital.

Notavelmente, nosso comportamento nas redes sociais pode ser previsto com precisão por avaliações científicas válidas de testes de personalidade. Estudos sugerem que os “likes” do Facebook refletem o quão extrovertida, intelectual e prudente é uma pessoa. Além disso, existem pesquisas indicando que nossas preferências por mídias e compras online também refletem os elementos de nossa personalidade.

Mas apesar de a internet conceder um escapismo para a vida diária, o que acontece de verdade no ambiente online é simplesmente uma imitação da vida real. Dito isso, é evidente que, embora nossa identidade possa estar fragmentada no ambiente online, todas as personas criadas pelo mesmo indivíduo são apenas migalhas digitais de uma mesma personalidade.

Judô ajuda no desenvolvimento de menino com autismo

Calabe, judoca e portador de autismo, durante um ippon no “mestre”.

Muito interessante a experiência vivida pelo pequeno Calebe, de 6 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ele participou no fim de semana da Copa Judô Monte Branco. Não só ele, mas a competição mostra a importância do desenvolvimento infantil, principalmente para uma criança com autismo.

A seguir a reportagem da TV Cidade e a opinião de dona Márcia Almeida, mãe do judoca Calebe, que no começo não queria lutar, mas depois só aceitou a deixar o tatame com o recebimento da sua medalha de honra ao mérito. Nada mais do que merecido não é mesmo?

(Com informações do site suacidade.com)

‘Guriatã’: o filme sobre o maior cantador de bumba-meu-boi do Maranhão

Mestre de grupo centenário de São Luís, Humberto de Maracanã teve suas composições interpretadas por grandes nomes da música brasileira.

MESTRE HUMBERTO LIDEROU POR QUARENTA ANOS O TRADICIONAL GRUPO DE BUMBA-MEU-BOI DO MARANHÃO, O BOI DE MARACANÃ.

por Anita Abdalla, via Nexo Jornal

No Maranhão, a tradicional festa junina de São João é celebrada com o bumba-meu-boi, considerado patrimônio cultural do Brasil desde 2011. Em abril de 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) entregou ao Ministério das Relações Exteriores a candidatura da festa para concorrer também ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedido pela Unesco.

Considerado o maior cantador de bumba-meu-boi da Ilha de São Luís, a capital do Maranhão, o mestre do Boi de Maracanã Humberto Barbosa Mendes ganhou o título de “mestre em cultura popular”, reconhecido pelo Ministério da Cultura. Humberto de Maracanã faleceu em 2015, aos 74 anos. “Guriatã”, um documentário sobre sua trajetória, estreia em 19 de outubro de 2018. O projeto foi financiado com o apoio do projeto de fomento à cultura Rumos.

“Guriatã” levou ao todo 10 anos para ser concluído. A diretora da obra, Renata Amaral, disse ao Nexo que o maior desafio foi resumir a vida de Humberto em 90 minutos. “A gente tinha centenas de horas de material para assistir e para escolher, com gravações desde 2003, tanto de material de registro de pesquisa, feito por mim, como registro profissional.” Amaral contou ainda com imagens de acervo disponibilizadas pelo Museu Memorial Audiovisual do Maranhão e do Instituto Moreira Salles, além de vídeos da família do cantador.

A vida de Guriatã

O nome do filme é uma homenagem à alcunha do Mestre Humberto, que segue a tradição de cantadores da região que ganham um apelido com nome de pássaro. Nascido em São Luís em 1939, Guriatã era casado e pai de 22 filhos. Aos 12 anos, já atuava como compositor e intérprete, tornando-se oficialmente cantador aos 34 anos.

Liderou por quarenta anos o tradicional grupo de bumba-meu-boi do Maranhão, o Boi de Maracanã, que existe há mais de cem anos. O ciclo da festa se dá com o nascimento, batizado e a morte do Boi, além de autos dramáticos e encontros de diferentes grupos de Bois. Ele era reconhecido pela interpretação da toada que se tornou símbolo do São João do estado maranhense: “Maranhão, Meu Tesouro, meu Torrão”.

“Suas composições já foram gravadas por diversos intérpretes como Alcione, Maria Bethânia e Zeca Baleiro. Ele tinha um papel excepcional como líder comunitário, com contato tanto nos menores vilarejos da área rural como nas grandes cidades”, diz Amaral.

Em janeiro de 2015, Mestre Humberto morreu por falência múltipla de órgãos, em decorrência de uma infecção generalizada. O governo do Maranhão e a prefeitura de São Luís decretaram luto oficial de 3 dias, em sua memória.

O filme

A gravação acompanhou toda a temporada junina da festa desde 2003, com registros de encontros de Mestre Humberto com antigos mestres. O documentário possui imagens do cantador até 2014, acompanhando o que seriam seus últimos momentos à frente do bumba-meu-boi.

Amaral foi levada a contar a história de vida do cantador por ele ser um artista excepcional. “A gente tem muitos grandes mestres de canções populares, mas ele era uma figura que saltava desse lugar. A música dele atravessa as fronteiras da tradição. Era um grande compositor, um grande artista”, diz a diretora.

Pelo caráter religioso da festa, a ligação de Mestre Humberto com a religiosidade também era forte. Para Amaral, são esses os momentos mais emocionantes do filme. “Ele fala da ligação dele com encantaria, com a religiosidade, com seus antepassados. O trecho em que ele diz que recebeu o chamado de São João para tomar conta do boi, por exemplo, me toca especialmente.”

A tradição do bumba-meu-boi

A origem do bumba-meu-boi é incerta. No Brasil, há estudos que relacionam o seu surgimento ao ciclo do gado, nos séculos 17 e 18. Já no Maranhão, teria seu nascedouro na Região de Guimarães, provavelmente nas fazendas de engenhos, como brincadeira dos escravizados.

A festa une elementos das culturas europeia, africana e indígena. O resultado é uma dança que mistura teatro com encenações de peças religiosas, celebrando a fé em santos do catolicismo, em especial São João, Santo Antônio, São Pedro e São Marçal.

Os cultos religiosos afro-brasileiros do Maranhão, como o Tambor de Mina e o Terecô, também estão presentes nessa celebração. Ocorre o sincretismo entre os santos juninos e os orixás, voduns e encantados que requisitam um boi como obrigação espiritual.

Oposição ampla na OAB-MA pode defenestrar Thiago Diaz do comando da entidade

Thiago Diaz conseguiu o impensável, que foi afugentar vários dos seus aliados que o ajudaram a chegar na presidência da seccional maranhense da OAB com uma proposta de mudança ampla, geral e irrestrita na entidade. Porém, foi só o rapaz sentar na cadeira de presidente que se revelou em um monstro.

Uma ampla frente oposicionista formada para disputar a eleição da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB/MA), pode resultar na defenestração do atual presidente da instituição, Thiago Diaz.

Informações do blog do colega Diego Emir dão conta de que os movimentos União&Força, de Pedro Alencar; e REPENSE, de Roberto Feitosa, comunicaram nesta terça-feira (16), aos advogados e advogadas do Maranhão que se uniram ao grupo Por uma OAB mais forte que é liderado pelo ex-presidente Mário Macieira, e o resultado dessa movimentação é que Carlos Brissac será o candidato desta união (veja aqui).

Três outros candidatos situados no campo das oposições à atual gestão da OAB/MA se mantém fora do acordo: Aldenor Rebouças, Mozart Baldez e Sâmara Braúna, mas as conversas bastidores continuam.

Thiago Diaz conseguiu o impensável, que foi afugentar vários dos seus aliados que o ajudaram a chegar na presidência da seccional maranhense da OAB com uma proposta de mudança ampla, geral e irrestrita na entidade. Porém, só o rapaz sentar na cadeira de presidente que se revelou em um monstro.

Nem o advogado Pedro Alencar, principal criador do projeto Thiago Diaz presidente da OAB/MA, sobreviveu à mudança de comportamento do garoto, que em verdade não mudou coisou alguma, apenas se revelou ao chegar no poder.

Mas, nada como um dia atrás do outro…