Sete habilidades que você precisará ter no novo mundo do trabalho flexível

por Érica Fraga, via Folha de SP

Você nunca pensou em se arriscar a abrir um negócio próprio por achar que não teria vocação para isso. Pois bem-vindo a uma nova era em que muitos de nós precisaremos desenvolver habilidades semelhantes às dos empreendedores quer tenhamos desejado isso ou não.

O mercado de trabalho que nós adultos conhecemos passará por uma profunda transformação na esteira de robotização, flexibilização de regras trabalhistas e aposentadoria mais tardia.

O script de uma carreira no mercado de emprego formal —para quem teve a sorte do acesso a uma educação de qualidade— envolvia, até então, escolher uma profissão, caprichar em uma formação na área, procurar vagas, se dedicar a compreender a dinâmica de processos seletivos.

Os profissionais bem-sucedidos nessas etapas entravam no universo do trabalho com endereço e horários fixos, supervisão presencial de um chefe, almoços e bate-papos nos cafés em momentos mais ou menos programados, metas razoavelmente claras.

Aos poucos se aperfeiçoavam nas tarefas específicas da carreira que escolhiam, buscavam um ou dois cursos de especialização ao longo dos anos e, caso se destacassem, progrediam na carreira.

Com “homeoffice”, novos arranjos de terceirização, contratos intermitentes, menos degraus hierárquicos nas empresas, maiores tetos de aposentadoria, negociações diretas entre funcionários e chefes e o surgimento de tecnologias cada vez mais avançadas, outra dinâmica surgirá.

No Brasil, ainda não conseguimos visualizar todas as consequências da recente reforma trabalhista. Mas parece restar pouca dúvida de que a flexibilização será a nova tônica.

Segundo especialistas, as habilidades requeridas de muitos profissionais se assemelharão aos talentos esperados de um empreendedor. Eis aqui uma lista das características mais comentadas por quem acompanha o tema de perto:

1) Autogestão do tempo

Essa é uma das principais mudanças que vêm pela frente. No trabalho flexível, as horas tendem a ser distribuídas entre casa, empresa, cafés; entre manhã, tarde, noite.

Há quem goste das madrugadas. Eu, atualmente, trabalho até em pequenos intervalos sentada na lanchonete da escola dos meus filhos (com fones de ouvido enormes, claro).

A dica de especialistas é ter sempre uma lista de tarefas, por ordem de prioridade. Isso diminui o risco de se perder em meio a muitas obrigações —principalmente para quem prestar serviços para mais de um empregador— e o infinito universo da distração digital.

2) Usar as redes sociais a seu favor

Continuando no universo digital, ele poderá ser um dos seus maiores aliados ou piores inimigos. Tudo dependerá do equilíbrio que você encontrar entre conversa fiada nas redes sociais e o uso do tempo on-line para resolver problemas, adiantar questões de trabalho, mobilizar sua rede de contatos para fins profissionais, tirar e esclarecer dúvidas.

Ninguém propõe que abramos mão das possibilidades de conexão para distração e lazer, mas que a balança penda mais para o prato da produtividade do que do passatempo.

3) Maior planejamento financeiro

Para aqueles que migrarem de carteiras de trabalho assinadas (com direitos como décimo terceiro, férias e FGTS, no caso do Brasil) para outros contratos mais flexíveis, a gestão do próprio dinheiro será crucial.

Em contratos autônomos, com renda variável, alguns meses podem ser de bonança e outros de penúria. Administrar bem esse fluxo de caixa se torna essencial nesse contexto.

O aumento da longevidade, em sistemas previdenciários depauperados, também exigirá maior poupança para a velhice.

4) Aprender a barganhar

Trabalhadores com contratos flexíveis precisarão ser negociadores hábeis.

Atualmente, quem tem carteira assinada negocia aumento salarial individualmente uma vez ou outra, por exemplo, como quando recebe proposta para mudar de emprego.

Aqueles que se tornarem prestadores de serviços precisarão fazer isso com muito mais frequência. Esse tipo de negociação envolve saber enfatizar a qualidade do seu trabalho e exige estar muito antenado nas tendências de mercado.

5) Conversar bem com diferentes públicos

O ponto 4 é um exemplo especifico da capacidade de comunicação, que dará vantagem aos profissionais que a dominarem de forma mais ampla.

Com a eliminação de cargos hierárquicos no mercado de trabalho, tem ocorrido o que alguns estudiosos chamam de “esvaziamento do meio” ou “mediano acabou”.

A comunicação entre trabalhadores tende a se tornar mais direta, horizontal. Se você é um especialista que antes se reportava a um gerente, talvez precise conversar diretamente com um diretor (ou vários).

6) As máquinas serão cada vez mais inteligentes

Elas poderão competir pelos nossos empregos, como destaquei na coluna da semana passada, mas também ser assistentes que aumentem nossa produtividade.

Aprender mais sobre o universo digital —raspagem de dados, armazenamento de informação em nuvem, codificação— e suas possíveis aplicações em sua área de atuação é imprescindível.

7) Disposição constante para a aprendizagem

Estudiosos dizem que, se antes deveríamos aprender certos conteúdos, agora precisamos aprender a aprender novos conteúdos, já que novos conhecimentos surgem com grande velocidade e trabalharemos por mais anos.

Saber a melhor forma de pesquisar e criar filtros para receber informações é um caminho. Buscar novas especializações ao longo da vida laboral também pode ajudar.

Sem dúvida, são tempos desafiadores de muita insegurança. Um possível efeito colateral positivo para quem se ajustar à nova realidade é mais qualidade de vida. Horas flexíveis podem abrir espaço para maior convívio familiar. Só o tempo nos dirá, no entanto, se esse cenário é ilusório ou factível.

Globo e duas empresas pagaram propina de R$ 49 milhões por Copas, diz Burzaco

Empresário argentino Alejandro Burzaco presta depoimento no julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin

Os irmãos Marinho: telhado é uma casquinho de vidro.

Via Estadão

A Rede Globo, Televisa e uma terceira empresa entraram em acordo para pagar US$ 15 milhões (R$ 49 milhões) em suborno a Julio Grondona, presidente da Federação Argentina de Futebol durante três décadas e falecido em 2014, em troca de apoio para a obtenção dos direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030.

A afirmação foi feita pelo empresário argentino Alejandro Burzaco, ex-presidente da empresa Torneos y Competencias nesta quarta-feira, durante depoimento no Tribunal do Brooklin, em Nova York, no julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Burzaco é testemunha-chave de acusação no maior escândalo de corrupção da história da Fifa.

De acordo com o depoimento, o suborno foi acertado em 2013 durante uma reunião da Fifa, em Zurique, na Suíça. Além dos gigantes da comunicação do México e do Brasil, a terceira companhia envolvida era a Datisa, uma sociedade entre a própria Torneos y Competencias e as empresas Traffic e Full Play. Ainda de acordo com Burzaco, o dinheiro foi depositado em uma conta na Suíça.

Na primeira parte do depoimento, ainda na segunda-feira, Burzaco afirmou que a Rede Globo foi uma das companhias de mídia que pagaram subornos para vencer a concorrência por direitos de transmissão de competições internacionais, como a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.

 

Assessment: processos para deslanchar sua carreira

De acordo com Daniel Stur, especialista em carreira com quase vinte anos de vivência em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, o assessment utiliza ferramentas que levam ao autoconhecimento e permitem exercícios de reflexão sobre os comportamentos, habilidades e atitudes

via administradores.com.br

Em um mercado que se torna cada vez mais competitivo tanto para profissionais como para empresas, quem deseja garantir oportunidades e saber como se desenvolver precisa ter uma ideia muito clara de quais são os seus pontos fortes. Nesse contexto, a consultoria de carreira tem um método crucial: o assessment.

O assessment, como já indica seu termo em inglês, é um processo que permite uma avaliação. De acordo com Daniel Stur, especialista em carreira com quase vinte anos de vivência em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, o assessment utiliza ferramentas que levam ao autoconhecimento e permitem exercícios de reflexão sobre os comportamentos, habilidades e atitudes que o profissional possui e como ele pode desenvolver aspectos que estão em falta para seu crescimento.

“Assessment antes de mais nada é um processo. Uma metodologia que possibilita avaliar pontos específicos do respondente. Quando foco em carreira, por exemplo, utilizo este processo para avaliar competências profissionais, permitindo assim conhecer com melhor critério os respondentes. Ao final de todo processo de assessment, o objetivo é de alguma forma buscar o autoconhecimento e permitir fazer a gestão do conhecimento”, explica Stur, que é consultor da DS Consultoria de Carreira.

Para empresas, explica o consultor, o assessment pode ser um processo muito útil para reduzir rotatividade de funcionários e aumentar produtividade. “Fazemos um mapeamento de todos as pessoas da área específica, e assim, traçamos objetivos, metas. Reforçamos atitudes positivas e fortalecemos as decisões de gestão de pessoas. O processo também pode ajudar muito em pequenas empresas, onde é possível fazer um mapeamento semelhante, porém focando em sócios ou gestores e, assim, alinhar comportamentos existentes às atitudes necessárias e esperadas”, diz o especialista.

Já para o profissional, os benefícios podem ser sentidos independentes do momento que ele vive em sua carreira. Para quem está desempregado, o assessment é um bom aliado porque sua capacidade de determinar pontos fortes do profissional ajuda quem está passando por entrevistas e processos seletivos a saber como se destacar. Além disso, pode ser um caminho para encontrar clareza. “Aqueles que estão procurando emprego, mas não sabem ao certo o que fazer, podem identificar, com o assessment, suas características predominantes e em quais áreas de atuação ele poderá ter melhor adesão”, diz o consultor da DS Consultoria de Carreira.

O processo também contribui para quem já está inserido no mercado de trabalho. Os profissionais que estão trabalhando podem ampliar seus horizontes de atuação, direcionando suas carreiras às áreas onde terão mais sucesso. Stur ainda aponta outro benefício: através da gestão de conhecimento, o assessment “fortalece o profissional em seu atual momento de carreira para se desenvolver e conquistar novas posições hierárquicas”. Pare ele, não há dúvida: a consultoria de carreira não é vantajosa apenas para quem está desempregado. “Essa reflexão pode (e deveria) ocorrer em todos os momentos da carreira. A consultoria possui metodologias para atender às diversas necessidades dos seus clientes, seja ele alguém que está começando na profissão, ou que está em busca de recolocação, crescimento na empresa ou orientação para mudar de ramo e até mesmo abrir o próprio negócio”.

Missão, visão e valores

Saiba os principais princípios para gerar valor para aos clientes, acionistas, equipes e a sociedade

Reginaldo André Dal`Bó, via administradores.com.br

Um dos aspectos mais importantes, senão o mais diretivo e o que mais orienta, para o pleno exercício da liderança compartilhada é o estabelecimento de missão, visão e valores da sua empresa. O Conjunto formado pela missão, visão e valores representam a identidade organizacional. Todos devem saber claramente o propósito, a razão da existência da organização.

É uma forma do empresário de motivar sua equipe, praticando os princípios que levaram a empresa ao sucesso inicial. Uma declaração de missão bem elaborada é imprescindível para que o mercado escolha a organização como sua fornecedora e ainda é um importante meio de direcionamento dos colaboradores. Além disso deve responder o que a empresa ou a organização se propõe a fazer, e para quem.

Missão

A missão é uma declaração concisa do propósito e das responsabilidades da sua empresa perante os seus clientes: Por que a empresa existe? O que a empresa faz? Para quem? A organização deverá seguir uma linha da qual não abre mão, como por exemplo: honestidade, respeito, qualidade, integridade, etc. Você é um empresário de visão, ou trabalha em uma empresa visionária? Como você imagina que será sua empresa nos próximos dez ou vinte anos? Estas perguntas podem ser respondidas se analisarmos o termo visão.

Visão

A visão é a descrição do futuro desejado para a empresa. Esse enunciado reflete o alvo a ser procurado pelos esforçoes individuais, da equipe e pela alocação de recursos. A visão deve conter tanto a aspiração, como a inspiração. A aspiração de tornar-se “algo”, e a inspiração porque esse “algo” deve merecer e valer a pena ser concretizado. Deve ser uma frase prática, realista e visível, pois não passará de uma mera alucinação, se ela sugerir ou propor resultados inatingíveis. Uma simples frase pode sintetizar essa idéia sendo, ao mesmo tempo, ambiciosa e inspiradora. Deve facilitar as respostas para as seguintes perguntas: No que a empresa quer se tornar? Onde nós estaremos? O que a empresa será? Em que direção deve-se apontar os esforços dos dirigentes e colaboradores?

Valores

Quando falamos em valores, estamos falando sobre princípios, ou crenças, que servem de guia, ou critério, para os comportamentos, atitudes e decisões de todas e quaisquer pessoas, que no exercício das suas responsabilidades, e na busca dos seus objetivos, estejam executando a missão, na direção da visão.

Os valores também podem ser vistos como um conjunto de crenças, ou princípios, que definem e facilitam a participação das pessoas no desenvolvimento da missão, visão e dos próprios valores. Os valores ainda facilitam no comprometimento entre os colaboradores e dos colaboradores com os clientes, comunidade e com a sociedade.

Resumidamente, os valores definem as regras básicas que norteiam os comportamentos e atitudes dos colaboradores. São regras para que, executando a missão, se alcance a visão. Os valores dão o suporte, é o foco da moral e ética da empresa. Para exemplos de visão, missão e valores, entre em contato conosco.

Empreendedorismo feminino será tema de mesa redonda em São Luis

O Instituto Cidade Solidária (ICS) e a Associação Mulheres Empreendedoras (AME) realizam no próximo dia 07 de novembro, no auditório do SEBRAE, às 19:00h, a mesa redonda com o tema “Você é produtiva ou ocupada?: Empreendedorismo Feminino”. O objetivo é fortalecer o empreendedorismo feminino no Maranhão, reconhecendo, divulgando, incentivando e proporcionando oportunidades para as mulheres que empreendem ou desejam empreender, recebam orientações e um direcionamento para se organizarem e ganharem dinheiro por meio do seu trabalho.

Na oportunidade, haverá o lançamento do I Fórum Maranhense da Mulher Empreendedora que deve ocorrer em março de 2018, e que vai reunir os maiores nomes do empreendedorismo feminino no estado, para debaterem sobre a importância econômica das mulheres e o impacto social e econômico que elas proporcionam.

A mesa redonda terá como palestrantes o economista e professor universitário, Oiama Cardoso Filho; o presidente da Academia Maranhense de Ciência, professor Sofiane Labidi; a presidente da Associação das Mulheres Empreendedoras do Maranhão (AME), Idalegugar Fernandes e Venísia Ferreira- criadora e facilitadora do programa Morfossíntese.

A entrada é totalmente gratuita e as inscrições antecipadas podem ser feitas pelo e-mail: inscrições@cidadesolidaria.org ou pelo celular: 98/9221-1261.

O SEBRAE é apoiador do evento, que também conta com o patrocínio do Banco do Nordeste (BNB).