SOLIDARIEDADE: Ajude a Atleta Sofia a participar do Torneio de Natação Norte-Nordeste em Maceió/AL 2

A pequena atleta Sofia Trancoso Duailibe está precisando de ajuda financeira para realizar um sonho e participar de um grande Torneio de natação Norte/Nordeste pré-mirim a petiz de natação-troféu Renaldo Malta, que será realizado de 06 a 10 de Dezembro de 2018, na cidade de Maceió, em Alagoas.

O projeto da campanha visa custear as despesas necessárias para que a atleta pré-mirim, acompanhada de seu responsável, possa viajar e participar do evento. A atleta, esse ano, tornou-se vice-campeã dos 50 metros livre e dos 50 metros borboleta, e ainda, 3º lugar nos 50 metros costas, no Troféu Thiago Pereira, realizado em 11 de agosto de 2018, em São José dos Campos/SP.  Consagrou-se campeã do circuito pré-mirim de natação 2018 da FMDA – Federação Maranhense de Desportos Aquáticos.

Sofia Duailibe surge como revelação e promessa da natação infantil maranhense. Ela conta com seu apoio para tornar realidade sua participação nessa competição a nível regional e assim, adquirir novas experiências e continuar a divulgar a natação maranhense, que sempre revelou grandes atletas.

Para ajudar a Sofia, acesse o site da campanha, clicando AQUI!

Custo estimado:

  • Passagens aéreas atleta/responsável: R$ 3.526,07
  • Hospedagem: R$ 1.102,00
  • Inscrição: R$ 100,00
  • Traslado na cidade: R$ 120,00
  • Alimentação: R$ 150,00
  • Total: R$ 4.998,07

Os 4 níveis da ‘psicologia da desistência’

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem

Roberto Shinyashiki*, via Vya Estelar

Tenho visto profissionais abandonando seus objetivos pela falta de motivação, por não conseguirem mais perceber a importância das suas metas de vida ou por simplesmente escolherem uma metodologia errada de trabalho. Chamo esse sistema de psicologia da desistência.

1º nível 

O primeiro bloqueio que desencadeia todo o sistema é a indecisão. Os projetos são iniciados sem convicção e com a mente repleta de dúvidas. Começo ou não começo? Faço ou não faço? Essa dinâmica inicial acaba com a energia física e a mental, porque o estresse da decisão é grande.

2º nível

O segundo bloqueio é o cansaço. O profissional se acha esgotado e entra em um círculo de reclamações do tipo “eu não sabia que esse projeto daria tanto trabalho”. Além disso, ele também passa a repetir para si mesmo que está sendo explorado.

3º nível

O terceiro bloqueio é a acomodação. O trabalho é feito, mas até um ponto mediano e a partir daí o indivíduo se acomoda. Os resultados desaparecem porque a estagnação não alimenta seus desafios.

4º nível

O quarto bloqueio é a arrogância aparece no quarto nível. É quando o executivo acha que não precisa mais fazer determinadas atividades que eram feitas no começo de sua carreira. Ele se acha experiente e não aceita o que julga ser um retrocesso.

E o último nível é quando todos esses bloqueios descritos acima são superados.

Quando há um bloqueio, os profissionais não colocam todo o seu foco na realização, na ação e na execução do projeto, porque parte de sua energia é drenada para esses dramas psicológicos.

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem. Os cansados devem acentuar a paixão, já que o apaixonado não se incomoda com o cansaço ou com a dor. Os acomodados têm que desenvolver o amor e passar a amar o seu trabalho, só assim ele buscará estudar, fazer mais pela sua carreira. E o arrogante necessita praticar a humildade estratégica.

Ao superar esses níveis, o céu é o limite. Quando o trabalho é focado na realização, o resultado é sensacional.

Posso ainda citar duas coisas fundamentais em qualquer carreira: foco e objetivo. O foco é querer muito alcançar um objetivo e esse é o ponto-chave. É preciso educar os pensamentos e sentimentos, fazer uma seleção interna e externa e escolher conviver com pessoas que tenham os mesmos objetivos que os seus.

Fuja dos pessimistas e não lamente os seus fracassos. Mantenha o foco no seu objetivo e comemore suas realizações.

É médico psiquiatra, com especialização em Administração de Empresas (MBA USP), é consultor organizacional, palestrante e autor de 12 títulos, entre eles o lançamento “Tudo ou Nada”, “Heróis de Verdade”, “Amar pode dar certo”, “O sucesso é ser feliz” e “A carícia essencial”. Mais informações: www.shinyashiki.com.br

Personalidade online e off-line

Há diferença entre elas?

Personalidade online e off-line

por Roberto Santos, via Vya Estelar

Nossos hábitos nos definem. Qual será a veracidade dessa afirmação em relação aos nossos hábitos digitais? As pessoas são as mesmas online e off-line? Provavelmente nos primórdios da internet tínhamos a confiança de que o nosso comportamento online não revelaria muito sobre as nossas personalidades reais. Porém, na medida em que a internet ganhou mais importância na vida das pessoas, o anonimato e o desejo de mascarar as nossas verdadeiras identidades foram abandonados.

As atividades online tornaram-se uma parte integral de nossas vidas. Segundo estudo divulgado pela Pesquisa Brasileira de Mídia, os brasileiros passam cerca de cinco horas por dia conectados durante a semana. No celular, o tempo gasto no Brasil é de três horas e 40 minutos online, de acordo com pesquisa da GlobalWebIndex – ocupando a terceira posição no mundo.

Igual acontece nos reality shows e Big Brothers da vida, é difícil fingir no ambiente online quando você está sendo observado por um longo período de tempo. Por outro lado, a trapaça deliberada e controlada é relativamente fácil durante interações curtas, como entrevistas de emprego, primeiros encontros e em festas. Todos nós gostamos de abrir uma janela para exibir o lado brilhante de nossa personalidade, e que esteja de acordo com a etiqueta social, mas o que será que acontece quando nossa vida é divulgada abertamente e sem controle?

Apesar de sermos mais do que apenas o histórico de navegadores de internet, é bem possível que as visitas em sites, e-mails enviados e atividades em redes sociais carreguem os traços de nossa personalidade. Antes da era digital, as pessoas revelavam suas identidades a partir de bens materiais, algo classificado por psicólogos como a extensão de nossa personalidade. Assim, para interpretar os sinais no perfil da personalidade dos indivíduos, conclusões feitas por um ser humano ainda eram necessárias.

Hoje em dia, muitas de nossas posses já se desmaterializaram. Como dito pelo famoso psicólogo Russel W. Belk: “Nossas informações, comunicações, fotos, vídeos, músicas, documentos, mensagens, palavras escritas e dados são agora invisíveis e imateriais até que sejam resgatados da memória”. Em termos psicológicos, não há diferença entre o significado desses artefatos digitais desmaterializados e nossas posses físicas – ambos ajudam as pessoas a expressarem aspectos importantes de suas identidades a outros indivíduos, providenciando ingredientes centrais para a reputação digital.

Notavelmente, nosso comportamento nas redes sociais pode ser previsto com precisão por avaliações científicas válidas de testes de personalidade. Estudos sugerem que os “likes” do Facebook refletem o quão extrovertida, intelectual e prudente é uma pessoa. Além disso, existem pesquisas indicando que nossas preferências por mídias e compras online também refletem os elementos de nossa personalidade.

Mas apesar de a internet conceder um escapismo para a vida diária, o que acontece de verdade no ambiente online é simplesmente uma imitação da vida real. Dito isso, é evidente que, embora nossa identidade possa estar fragmentada no ambiente online, todas as personas criadas pelo mesmo indivíduo são apenas migalhas digitais de uma mesma personalidade.

‘Guriatã’: o filme sobre o maior cantador de bumba-meu-boi do Maranhão

Mestre de grupo centenário de São Luís, Humberto de Maracanã teve suas composições interpretadas por grandes nomes da música brasileira.

MESTRE HUMBERTO LIDEROU POR QUARENTA ANOS O TRADICIONAL GRUPO DE BUMBA-MEU-BOI DO MARANHÃO, O BOI DE MARACANÃ.

por Anita Abdalla, via Nexo Jornal

No Maranhão, a tradicional festa junina de São João é celebrada com o bumba-meu-boi, considerado patrimônio cultural do Brasil desde 2011. Em abril de 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) entregou ao Ministério das Relações Exteriores a candidatura da festa para concorrer também ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedido pela Unesco.

Considerado o maior cantador de bumba-meu-boi da Ilha de São Luís, a capital do Maranhão, o mestre do Boi de Maracanã Humberto Barbosa Mendes ganhou o título de “mestre em cultura popular”, reconhecido pelo Ministério da Cultura. Humberto de Maracanã faleceu em 2015, aos 74 anos. “Guriatã”, um documentário sobre sua trajetória, estreia em 19 de outubro de 2018. O projeto foi financiado com o apoio do projeto de fomento à cultura Rumos.

“Guriatã” levou ao todo 10 anos para ser concluído. A diretora da obra, Renata Amaral, disse ao Nexo que o maior desafio foi resumir a vida de Humberto em 90 minutos. “A gente tinha centenas de horas de material para assistir e para escolher, com gravações desde 2003, tanto de material de registro de pesquisa, feito por mim, como registro profissional.” Amaral contou ainda com imagens de acervo disponibilizadas pelo Museu Memorial Audiovisual do Maranhão e do Instituto Moreira Salles, além de vídeos da família do cantador.

A vida de Guriatã

O nome do filme é uma homenagem à alcunha do Mestre Humberto, que segue a tradição de cantadores da região que ganham um apelido com nome de pássaro. Nascido em São Luís em 1939, Guriatã era casado e pai de 22 filhos. Aos 12 anos, já atuava como compositor e intérprete, tornando-se oficialmente cantador aos 34 anos.

Liderou por quarenta anos o tradicional grupo de bumba-meu-boi do Maranhão, o Boi de Maracanã, que existe há mais de cem anos. O ciclo da festa se dá com o nascimento, batizado e a morte do Boi, além de autos dramáticos e encontros de diferentes grupos de Bois. Ele era reconhecido pela interpretação da toada que se tornou símbolo do São João do estado maranhense: “Maranhão, Meu Tesouro, meu Torrão”.

“Suas composições já foram gravadas por diversos intérpretes como Alcione, Maria Bethânia e Zeca Baleiro. Ele tinha um papel excepcional como líder comunitário, com contato tanto nos menores vilarejos da área rural como nas grandes cidades”, diz Amaral.

Em janeiro de 2015, Mestre Humberto morreu por falência múltipla de órgãos, em decorrência de uma infecção generalizada. O governo do Maranhão e a prefeitura de São Luís decretaram luto oficial de 3 dias, em sua memória.

O filme

A gravação acompanhou toda a temporada junina da festa desde 2003, com registros de encontros de Mestre Humberto com antigos mestres. O documentário possui imagens do cantador até 2014, acompanhando o que seriam seus últimos momentos à frente do bumba-meu-boi.

Amaral foi levada a contar a história de vida do cantador por ele ser um artista excepcional. “A gente tem muitos grandes mestres de canções populares, mas ele era uma figura que saltava desse lugar. A música dele atravessa as fronteiras da tradição. Era um grande compositor, um grande artista”, diz a diretora.

Pelo caráter religioso da festa, a ligação de Mestre Humberto com a religiosidade também era forte. Para Amaral, são esses os momentos mais emocionantes do filme. “Ele fala da ligação dele com encantaria, com a religiosidade, com seus antepassados. O trecho em que ele diz que recebeu o chamado de São João para tomar conta do boi, por exemplo, me toca especialmente.”

A tradição do bumba-meu-boi

A origem do bumba-meu-boi é incerta. No Brasil, há estudos que relacionam o seu surgimento ao ciclo do gado, nos séculos 17 e 18. Já no Maranhão, teria seu nascedouro na Região de Guimarães, provavelmente nas fazendas de engenhos, como brincadeira dos escravizados.

A festa une elementos das culturas europeia, africana e indígena. O resultado é uma dança que mistura teatro com encenações de peças religiosas, celebrando a fé em santos do catolicismo, em especial São João, Santo Antônio, São Pedro e São Marçal.

Os cultos religiosos afro-brasileiros do Maranhão, como o Tambor de Mina e o Terecô, também estão presentes nessa celebração. Ocorre o sincretismo entre os santos juninos e os orixás, voduns e encantados que requisitam um boi como obrigação espiritual.

Por que “escolhemos guerrear” com o outro em tempos de escolhas políticas?

Entenda a raiz invisível de nossas paixões eleitorais: amores e ódios

Por Fátima Fontes, via Vya Estelar

Introdução

“Na realidade, geralmente nos esquecemos de que as grandes manifestações de desequilíbrio social – guerras e revoluções – são produtos de grupos normais, dentro da média, sem desvios. Os membros desses grupos influenciam uns aos outros através de poderosas redes sociais que inconscientemente [e hoje ‘conscientemente’- comentário meu] criaram e através das quais seus sentimentos de amor e ódio e seus preconceitos diretos e simbólicos oscilam. A patologia e a terapia de grupos normais têm sido negligenciadas, mas é delas que a saúde social da humanidade depende.”

(Jacob Levy Moreno, 1889 – 1947, no livro Quem sobreviverá? Fundamentos da Sociometria, Psicoterapia de Grupo e Sociodrama.
Goiânia: Dimensão, 1994, Volume II, página 235).

Estamos mais uma vez neste espaço reflexivo sobre nós e nossos vínculos. Desta feita, fui instigada a escrever sobre a atual onda de polarização política que se abate sobre nós e nossos vínculos, como uma forte tempestade, comprometendo relações e trazendo para aquele que deveria ser o “espaço da ágora, do debate”, um espaço da “guerra e do ódio” ao que pensa e vota diferente “de mim”.

Que lástima tudo isso, e como proposta alternativa e de “resgate” dessa tempestade, proponho o espaço das ideias e desejo que, de alguma forma, isso nos auxilie a sermos menos emocionais e mais racionais, num momento em que nosso cérebro frontal, aquele responsável pelas decisões racionais, seja o coordenador de nossas escolhas, ao invés de sermos primariamente levados pelo cérebro límbico, aquele mais primitivo e que é regido por nossas emoções e nos leva a sermos “impulsivos”, no momento de escolher o caminho a seguir.

A raiz invisível de nossas paixões eleitorais: amores e ódios

Usei como texto de nossa epígrafe, as sábias palavras de um psiquiatra judeu, pai da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama, Jacob Levy Moreno, que viveu entre as grandes guerras a 1ª e a 2ª, e que com competência e muito estudo, concluiu que aquilo que promove as polarizações entre as pessoas, dissenções e guerras, não é algo que está fora delas, e sim algo que é eliciado, a partir dos ódios, amores e preconceitos que carregamos.

Na verdade, os estudos das paixões humanas, é bem anterior a Moreno, e poder-se-ia dizer que acompanha a história do mal-estar da civilização, como nos ajudou a refletir, outro gênio da análise do comportamento humano e suas relações, o também psiquiatra judeu Sigmund Freud.

Juntando a esse coro de vozes, as vozes de filósofos, cientistas sociais, psicólogos sociais, teólogos, e cientistas afins, embasamos o argumento de que precisaremos identificar nossos campos pessoais, subjetivos de amores, ódios e preconceitos, como caminho para avançarmos na direção de uma escolha mais equilibrada.

É impressionante, o quanto as marcas de nossos processos de socialização primária e secundárias, nossos “imprintings”, dos quais tratei no artigo anterior, e que revelam nossa aprendizagem do amar e do odiar, ressurgem quando nos encontramos diante de cenários de perigos reais ou “imaginários”, evocados pela guerra do voto atual.

As incertezas sociopolíticas acabaram criando o fértil solo em que se desenvolvem sintomas, que poderíamos nomear de verdadeiras patologias sociais, dos quais ocuparia a primeira posição, a busca alucinada pelos “culpados” pela situação de sofrimento em que vivemos, estes tornam-se seres a quem desprezamos, odiamos e execramos, esse primeiro sintoma é ladeado por outro, de igual intensidade e valor, quase “delirante”, de que haveria um salvador, ou pessoas salvadoras, capazes de nos remover do atual cenário de corrupção  e enganos, aos quais juramos lealdade, amor e respeito.

A partir dessa vivência de “amor” e “ódio” projetadas para os vínculos, não tardará para que muitos preconceitos, arraigados em nós, também por nossas socializações, ganhem vida e cena e assim, o jogo da intolerância e do desrespeito se instalem definitivamente.

Adotando um tom “moderado” na busca do equilíbrio social, relacional e pessoal.

Feita, então essa “varredura” nas nossas histórias pessoais de amor e ódio, exorcizaremos os demônios que criamos e projetamos para nosso cenário sociopolítico.

Daí, nesse outro “estado psíquico”, poderemos alcançar a tal “paz de espírito”, que certamente nos guiará a reflexões mais abalizadas e ponderadas, neste “outro estado de alma”, o “pensar” coordenará as outras funções mentais como o “sentir”, e nos levará a criar espaços de ações com mais razoabilidade e funcionalidade, nos afastando dos extremismos e dos radicalismos.

Voltaremos a confiar em nós mesmos e naqueles com quem convivemos, uma vez que os núcleos paranoides de “perseguição” e de “conspiração” tenderão a cair por terra e aquele que pensa diferente de nós, deixará de ser oponente, e voltará a ser somente um “divergente”.

Em paz, pessoal e relacional, seremos capazes de unir nossas forças, de nos envolvermos mais com o “bem comum”, esse do qual pouco ou nada sabemos, uma vez que nossa imatura história republicana e democrática, ainda não nos ensinou a vencermos a nossa histórica letargia participativa na causa do viver comunal.

Para além do resultado eleitoral, precisamos nos envolver mais com a causa social, precisamos zelar pelos nossos recém-abertos espaços de transparência e lutas por participação civil nos espaços políticos.

Precisamos acompanhar a trajetória dos que assumirem os vários poderes, pois essa será a única forma de co-construirmos uma realidade social mais justa e que saiba cuidar de seus cidadãos. Nossa voz não se expressa somente no voto, mas sobretudo nos nossos vários espaços de pertença social.

Diferente disso, será “lavarmos nossas mãos”, e seguirmos ressentidos, cheios de ódios e mágoas, desejando que “dê tudo errado”, afinal não ganhou quem nós queríamos.

Somos aquilo que escolhermos viver, pensar, sentir e fazer. E isso é bem mais do que um voto eleitoral, representa uma ética do viver, tijolo primordial numa construção ética social mais ampla.

Tudo começa em nós, o que estamos alimentando nesses tempos atuais? Uma cultura de paz ou uma cultura de guerra?

E para terminar…

Quero chamar, para nos ajudar a encerrar esse artigo, o poeta lusitano Fernando Pessoa, que escreveu sobre nosso sonho de sociedade justa… que ele nos inspire nesses tempos de escolhas, afinal precisamos fazer boas e melhores escolhas e por elas nos responsabilizarmos!

“30-08-1933   
            Não sei se é sonho, se realidade,
            Se uma mistura de sonho e vida,
            Aquela ilha de suavidade
            Que na ilha extrema do Sul se olvida.
            É a que ansiamos. Ali, ali
            A vida é jovem e o amor sorri.

           Talvez palmares inexistentes,
           Áleas longínquas sem poder ser,
           Sombra ou sossego deem aos crentes
           De que essa terra se pode ter.
           Felizes, nós? Ah, talvez,
           Naquela terra, daquela vez.          

            Mas já sonhada se desvirtua,
            Só de pensá-la cansou pensar,
            Sob os palmares, à luz da lua,
            Sente-se frio de haver luar.
            Ah, nessa terra também, também
            O mal não cessa, não dura o bem.
 
            Não é com ilhas do fim do mundo,
            Nem com palmares de sonho ou não,
            Que cura a alma seu mal profundo,
            Que o bem nos entra no coração.
            É em nós que é tudo. É ali, ali,
            Que a vida é jovem e o amor sorri.”
            (PESSOA,1960, p.167)

Como administrar no século XXI?

Para uma boa administração, é preciso inovar

Publieditorial, PÓS ADM FGV, via administradores.com

Em um mundo que passa por mudanças diariamente, os administradores de negócios de todas as áreas se encontram diante de um dilema: qual a melhor maneira de administrar no século XXI? Por mais que uma boa gestão tenha alguns princípios fundamentais que não mudam, como organização e planejamento, há questões específicas que precisam ser observadas juntos aos desafios deste novo século.

Primeiramente, é preciso reconhecer que o cenário atual pede preparo e atualizações constantes. São inúmeras as empresas que acabaram indo à falência nos últimos anos porque não souberam reconhecer as mudanças do mercado e acabaram insistindo em modelos de negócios que não eram mais adequados e sustentáveis ao longo prazo. O administrador deste novo século compreende que readaptar é preciso, e que ser flexível é uma qualidade. Tudo isso, é claro, sem perder a sensatez: ele deve ser criterioso na hora de aderir a tendências, para evitar que o negócio ou empresa aposte demais em tendências passageiras.

Para uma boa administração, também é preciso inovar. E se engana quem acredita que a inovação é difícil de ser alnçada, que requer necessariamente investimentos altos e grandes tecnologias. Para inovar, basta enxergar novas possibilidades e executar mudanças que resultem em melhorias. Em organizações, por exemplo, é possível estimular a inovação apenas promovendo um ambiente em que é possível a troca de ideias, experiências e expertise de diferentes áreas. Incentivando equipes com conhecimentos diferentes a interagirem ou resolverem problemas pode levar a ideias que não surgiriam se todos estivessem concentrados em suas áreas específicas.

Além disso, é importante lembrar que a chave de qualquer negócio são as pessoas. Com tantas tecnologias disponíveis, é possível que o administrador esqueça que qualquer bom desempenho depende da qualidade da equipe. Não há dispositivos, ferramentas ou aparatos tecnológicos que superem um time treinado, motivado e que trabalha em sintonia. É imprescindível, também, lembrar do público que você deseja impactar. Assim como o mercado, as pessoas também mudam, e suas necessidades e comportamentos evoluem. Ter visão para entender o consumidor e quais são as suas demandas faz toda a diferença.

E você, o que acredita que é necessário para administrar no século XXI? Se seu desejo é ser um profissional preparado, atualizado em todas as práticas e teorias mais recentes e importantes do mercado, não deixe de conhecer o PÓS ADM FGV.

O que é transtorno de ajustamento? 4

Transtorno de adaptação pode evoluir para um quadro depressivo

Soraya Rodrigues, via Vya Estelar

A nossa vida é permeada por mudanças contínuas. Quando algo muda de maneira significativa ou quando acontece algo traumático, parece que nosso mundo desmorona em mil pedaços. Sentimo-nos absortos e sem sabermos sequer por onde começar a organizar os destroços, visto que estes eventos nos reportam a um estado de sofrimento intenso e significativo. Esse sofrimento pode levar a dissociações, onde serão mobilizados recursos egoicos como meio de sobrevivência psíquica.

Transtorno de adaptação ou transtorno de ajustamento é caracterizado por sintomas depressivos e ansiosos resultantes do impacto psicológico de evento externo marcadamente estressante ou catastrófico, e que altera drasticamente a vida da pessoa, de maneira desagradável e duradoura, gerando sofrimento patológico e perturbação psíquica, emocional e funcional.

Breves considerações sobre o transtorno de adaptação ou de ajustamento:

A nossa vida é permeada por uma constante dialética que nos permite experimentar os opostos. Somos convidados a vivenciar os dois lados da moeda em nosso percurso existencial. Alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, ilusões e desencantos. Um estado não existiria sem o seu respectivo oposto; e assim vamos nos equilibrando, nos construindo e nos constituindo com nossas idiossincrasias, ou seja, o conjunto de características que são peculiares a cada indivíduo como pessoa única.

Desse modo, a interpretação e resposta comportamental a determinados eventos é, também, necessariamente personalizada.

Por outro lado, a vida é criativa e sempre apresenta mudanças. Estas necessitam de um processo adaptativo. Determinados acontecimentos tais como: um divórcio que nos coloca em uma situação de reconstrução interna e externa, um desemprego que nos tira de nossa zona de conforto, a aposentadoria que chega, trazendo geralmente a sensação de vazio e inutilidade; uma hospitalização prolongada, uma doença crônica, mudanças bruscas e não elaboradas, dentre outras podem mexer com nossos recursos emocionais, gerando estresse, acompanhados muitas vezes de desmotivação, infelicidade e alterações disfuncionais de acordo com sua gravidade e intensidade interpretativa pessoal. Entram nesse contexto, principalmente, as crises existenciais que chegam sem aviso prévio, como a morte de um ente querido, o fim de um relacionamento ou mesmo de idealizações há tanto tempo construídas e alimentadas.

Tudo que finaliza, de maneira geral, e que provoca sofrimento psíquico, necessita de uma postura adaptativa para o enfrentamento da nova realidade que se apresenta, no intuito de trazer de volta o equilíbrio, o bem-estar e a qualidade de vida perdida. Seria uma espécie de homeostase emocional.

Podemos também mencionar ganhos que podem gerar estresse, como mudança de estado civil, o nascimento de um filho, ou mesmo uma promoção, pois apesar de positivas, também estas solicitam um processo adaptativo por parte do indivíduo e podem ser também geradoras de estresse. Com relação a traumas, seja em consequência de um estresse físico ou psicossocial, novas adaptações devem ser feitas para que seja construída uma nova realidade. Assim, nossa vida muda de maneira significativa quando acontece algo traumático. Parece que nosso mundo se desmorona em mil pedaços, nos fazendo sentir absortos e sem sabermos sequer por onde começar a organizar os destroços, visto que estes eventos nos reportam a um estado de sofrimento intenso e significativo, que podem levar a dissociações, onde serão mobilizados recursos egoicos como meio de sobrevivência psíquica, onde sequer reunimos forças para recomeçar. Precisamos de um aparato neste momento critico.

De acordo com a gravidade e/ou intensidade do evento, podem surgir desequilibrios neuropsicobiológicos por conta de uma resposta física e emocional mal-adaptada. Esta nos mobiliza a uma readaptação e a um reposicionamento diante da vida, a partir de estratégias de enfrentamento eficazes, ou seja, coerentes e adequadas àquela nova realidade e suas consequências. Quando este intuito não é logrado, o organismo passa a responder aos eventos estressógenos de maneira inadaptada, surgindo, portanto, os sintomas característicos do transtorno de adaptação, com queixas emocionais e somáticas.

O sofrimento passa a se materializar no próprio corpo. Alguns traços de personalidade e fatores característicos do indivíduo contribuem para a ocorrência e agravamento do quadro adaptativo, visto que existem pessoas que são mais frágeis psicologicamente diante de eventos traumáticos e estressógenos. Sendo assim, cada pessoa possui uma maneira particular de perceber e administrar mudanças, sejam elas desagradáveis ou não.

Sendo assim, é necessário trabalhar a perda e o sofrimento psíquico para que um transtorno de adaptação não evolua para um quadro depressivo, ansioso ou misto. O trabalho preventivo é a palavra-chave quando o assunto é mudança. E já que todos estamos sujeitos a elas, sendo uma constante em nossas vidas, porque não trabalharmos as possibilidades à nossa volta, sejam elas de perdas ou ganhos? Parece redundante, mas concordo com o ditado: “melhor prevenir que remediar”.

Projeto Somos Humanos é um sucesso retumbante e veio para ficar!

A tirar pelo que foi e representou o lançamento do Somos Humanos, não há quaisquer sombras de dúvidas de que esse grandioso empreendimento social será um sucesso no Maranhão e concorrerá para levar felicidade para muitas pessoas pelo estado afora, pois mais do que um projeto social, o Somos Humanos representa um projeto de vida para muitos que serão atendidos por ele.

Janderson Landim durante abertura do projeto Somos Humanos.

Uma noite para ficar na historia da cidade de São Luis.

Assim pode ser considerado o lançamento do Projeto “Somos Humanos”, realizado na noite do último sábado, 22, no hotel Rio Poty.

O evento contou com a participação de representantes de cerca de 100 municípios, momento em que foram escolhidos oficialmente embaixadores do Projeto em suas cidades, além das presenças dos artistas Sheila Melo, Raul Gazolla, Carla Diaz e Hellen Ganzarolli, que vieram para abrilhantar o evento.

Depoimentos emocionados dos artistas convidados e dos participantes, também fizeram parte do evento.

Artistas de renomes nacionais vieram prestigiar o evento em São Luis.

O idealizador do Projeto, empresário Janderson Landim, estava radiante com o sucesso do evento, que alcançou seu objetivo: o de doação e amor ao próximo.

Esse projeto já nasceu grande, e eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que estiveram aqui conosco, fazendo parte desse momento único, e tenho certeza que daqui pra frente, mais benefícios chegarão aos 217 municípios maranhenses por meio dos nossos embaixadores. O humano mais humano, é o que nos diferencia das máquinas”, destacou Landim.

O carisma do idealizador do projeto Somos Humanos.

Anjos do Bem

No segundo dia do projeto, no domingo, 23, Janderson Landim fez uma exposição de como serão realizadas as ações nas cidades e o papel de cada embaixador na sua cidade. O idealizador do Somos Humanos denominou carinhosamente os embaixadores do projeto de “Anjos do Bem”.

Os embaixadores do Somos Humanos ou os “Anjos do bem”.

Ainda na oportunidade, foram sorteadas as cinco primeiras cidades que receberão as ações sociais do projeto, já sob a responsabilidade dos seus respectivos representantes.

A tirar pelo que foi e representou o lançamento do Somos Humanos, não há quaisquer sombras de dúvidas de que esse grandioso empreendimento social será um sucesso no Maranhão e concorrerá para levar felicidade para muitas pessoas pelo estado afora, pois mais do que um projeto social, o Somos Humanos representa um projeto de vida para muitos que serão atendidos por ele.

O Blog do Robert Lobato, como não poderia deixar de ser diferente, deseja todo o sucesso para o projeto Somos Humanos, seus idealizadores, a equipe de profissionais que o fazem ser uma realidade e, claro, aos nossos abençoados “Anjos do Bem”.

É isso aí…