Lançamento do livro “Ecos da Baixada”

Ler o livro é fazer uma impressionante viagem pela Baixada, percorrendo os seus encantos naturais, lendas, valores, saberes, tradições, costumes, gastronomia… e as nostalgias, prantos, sonhos, reflexões e reminiscências dos cronistas e articulistas.

Capa do livro – divulgação EDIÇÕES FDBM

Acontece amanhã, terça-feira, 14/11, o lançamento da obra intitulada “Ecos da Baixada: coletânea de artigos e crônicas sobre a Baixada Maranhense”. O evento será realizado na sede da AABB (Calhau), a partir das 19 horas.

O livro foi organizado pelo escritor Flávio Braga (foto ao lado) e os textos são assinados por 32 coautores, naturais ou vinculados afetivamente à Baixada Maranhense.

A mencionada coletânea inaugura o catálogo de publicações do selo editorial “edições FMDB”, projeto literário concebido pelo Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, com atuação na Capital e nos municípios da Baixada Maranhense e do Litoral Ocidental Maranhense.

A publicação congrega uma plêiade de escritores baixadeiros, uns noviços e outros já consagrados no mundo das letras, amantes de sua região de origem, que, a despeito da riqueza natural, da diversidade multifacetada de mar, rios, lagos, terra, campos, flora e fauna, de ostentar uma riquíssima cultura – até um sotaque peculiar, um léxico de palavras únicas – continua amargando o esquecimento e um desenvolvimento espasmódico que alcança, só precariamente, a sua gente laboriosa.

Ler o livro é fazer uma impressionante viagem pela Baixada, percorrendo os seus encantos naturais, lendas, valores, saberes, tradições, costumes, gastronomia… e as nostalgias, prantos, sonhos, reflexões e reminiscências dos cronistas e articulistas.

Esteja presente e seja testemunha do nascimento de uma obra que o ajudará a melhor conhecer a intimidade e bem compreender os encantos da nossa Região ecológica.

VÍDEO: Neto Evangelista “vai à luta” pela campanha do Novembro Azul 2

O secretário de Desenvolvimento Social publicou um vídeo em que aparece praticando UFC com o lutador profissional, Thiago Marreta, para contribuir com a campanha do Novembro Azul.

O deputado estadual licenciado Neto Evangelista, atual comandante da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDES), encontrou uma maneira um tanto, digamos, radical e inusitada para contribuir com a campanha do Novembro Azul, dirigida à sociedade e, em especial aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O parlamentar publicou um vídeo em que aparece praticando UFC com o lutador profissional, Thiago Marreta. Além de chamar a atenção dos homens para a necessidade dos exames de prevenção contra o câncer de próstata e demonstrar suas habilidades nesse esporte radical, Neto Evangelista manda um recado aos colegas de governo Carlos Lula e Clayton Noleto de que o desafio está aceito.

“Desafio aceito pelos meus amigos Carlos Lula e Clayton Noleto. Agora é o Novembro Azul, vamos cuidar da nossa saúde. Tire trinta minutos que seja por dia pra cuidar da sua saúde, para não ter que tirar o resto vida para cuidar da sua doença”. Confira.

Concurso da PM: Wellington cobra bom senso do Governador Flávio Dino e solicita que provas continuem sendo em janeiro

Sem justificativa alguma, o Governo do Estado do Maranhão, por meio das instituições competentes, retificou, mais uma vez, o edital de concurso da Polícia Militar do Maranhão. As provas, antes previstas para o dia 28 de janeiro, agora acontecerão no dia 17 de dezembro. Foi contra essa situação que o deputado Wellington do Curso (PP) recebeu centenas de reclamações e se posicionou ao cobrar “bom senso” por parte do Governador Flávio Dino (PC do B).

Ao encaminhar a solicitação, que foi feita em caráter de urgência, o deputado Wellington mencionou inúmeros fatores que mostram que a alteração de data prejudicará muitas pessoas.

“Aja com bom senso, Governador! Primeiro: por que mudaram a data agora de forma repentina? Onde está o planejamento do Governo do Estado? Vocês não o fizeram antes de lançar o edital? Por que tanta desorganização? Segundo: mudaram e não deram justificativa alguma para a população. As provas, agora, acontecerão 43 dias antes do previsto. Foi feita uma mudança, mas, mudança para prejudicar? Como fica a situação dos homens e mulheres que programaram seus estudos para a prova que seria em janeiro? Terceiro: entre as fases de inscrição e aplicação de provas os candidatos terão apenas 21 dias. Onde está a razoabilidade? Quarto: por que tanta pressa? Não quero acreditar que querem fazer desse concurso um objeto eleitoreiro. Senhor Governador, Vossa Excelência prejudicará homens e mulheres que sonham em ingressar na Polícia Militar do Maranhão. Em nome dos candidatos, solicitamos que mantenha a data da prova em janeiro, conforme divulgação inicial no edital. Seja coerente, já que não tem planejamento! Não prejudique a população”, disse o professor e deputado Wellington.

A solicitação do deputado Wellington foi encaminhada, em caráter de urgência, e deve ser respondida ainda nos próximos dias.

DESORGANIZAÇÃO

Inicialmente, as inscrições do concurso estavam previstas para começarem no dia 16 de outubro, o que não aconteceu. Posteriormente, a data da prova foi definida para o dia 21 de janeiro. Por meio de outra retificação, alteraram a data para o dia 28 também do mês de janeiro. Agora, de forma repentina e já na 4ª retificação do edital, as provas serão aplicadas com 43 dias de antecedência, isto é, no dia 17 de dezembro, prejudicando inúmeros maranhenses que programaram seus estudos de acordo com o Edital divulgado e todo remendado.

SAÚDE: XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria acontece nos dias 10 e 11

O psiquiatra João Arnaud será um dos participantes da XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria.

Nos dias 10 e 11 de Novembro, acontece a XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria. O evento, que é organizado pela Associação Maranhense de Psiquiatria, será voltado para Profissionais e estudantes das Ciências da Saúde (Medicina, Enfermagem, Psicologia, Serviço Social e outros), além da comunidade em geral interessada.

Com o tema “Grandes temas em Psiquiatria: atualidades sobre antigos desafios”, a XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria e o I Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria do Maranhão acontecerão no Executive Lake Lagoa.

As inscrições devem ser realizadas no CRM-MA. O valor é de R$ 30,00 (trinta reais) para estudantes da graduação ou associados da AMP e R$ 60,00 (sessenta reais) para profissionais.

Programação
No evento devem acontecer palestras, mesas redondas e conferências que abordarão os grandes eixos da psiquiatria, discutindo o que há de atualidade os estudos e de realidade na assistência no Maranhão, por profissionais membros da AMP, convidados locais e de outros estados.

São José de Ribamar: Em 10 meses de gestão, Compra Local Municipal já investiu quase 700% a mais do que foi aplicado em 2016

Em pouco mais de dez meses de gestão pública, a Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (SEMAGRI), vem investindo fortemente na chamada agricultura familiar e pesca artesanal.

No total, já foram aplicados só este ano quase R$ 450 mil reais na compra direta de produtos da agricultura familiar, por meio do Compra Local Municipal, isso sem falar dos investimentos feitos em outros programas que estão sendo executados no município.

O programa, que aplica recursos próprios exclusivamente do município para compra de alimentos do setor, além de fortalecer a economia das famílias dos agricultores e pescadores artesanais, também garante a segurança alimentar das crianças e adolescentes da rede municipal de ensino, composta atualmente por 107 unidades.

Todo o investimento, que até o momento corresponde a 624,94%, em relação ao total gerado em 2016, que não ultrapassou a casa dos R$ 71.000,00 mil reais, reflete não apenas no aquecimento econômico do setor, como também vem garantindo a expansão dos negócios de pequenos agricultores.

Um exemplo é agricultor rural, Ribamar Caldas, que cultiva milho há cerca de 15 anos. Segundo ele, a produção escassa deu vez à colheita semanal do produto, que agora já tem destino certo: complementar a merenda escolar dos alunos da rede municipal de ensino.

“Nossa produção semanal resulta hoje na colheita de cerca de três mil espigas de milho por semana. Pouco a pouco estamos avançando e graças ao escoamento certo da produção, podemos investir com mais segurança no crescimento da plantação”, comemora o agricultor.

Além do Seu Ribamar, o recurso próprio da prefeitura ribamarense, aplicado diretamente no setor, já beneficiou outros 277 agricultores com a compra direta de mais de 67 toneladas dos mais variados alimentos, só este ano. Todo o investimento, de acordo com o prefeito Luis Fernando, retorna não apenas no movimento da economia local, mas reflete na qualidade e em condições dignas para o aprendizado dos alunos.

“A compra da produção é uma forma de incentivar a agricultura familiar, mas tudo é feito obedecendo a critérios rigorosos, que vão desde o plantio, à colheita, além do transporte, que é feito de forma a não comprometer os produtos”, explicou o prefeito, enaltecendo também o escoamento direto dos alimentos para as escolas, o que vem refletindo numa melhor condição de aprendizado dos alunos.

Além das escolas da rede municipal de ensino, todos os produtos adquiridos por meio, do Compra Local, seguem para o consumo da Cozinha Escola, Entidades Filantrópicas, além de escolas comunitárias e instituições que cuidam de pessoas vulneráveis. O secretário de agricultura, Isaac Buarque de Holanda, reitera que o objetivo é incentivar cada vez mais o plantio assistido dos agricultores como forma permanente de produção local.

“Temos uma agricultura forte que precisa ser estimulada cada vez mais. E é exatamente isso que o prefeito vem fazendo. Em menos de um ano já percebemos o avanço positivo que reflete em números a confiança do pequeno agricultor, que tem investido em suas pequenas propriedades, plantado com mais confiança porque já pode contar que a produção tem destino certo: abastecer as escolas e demais equipamentos assistidos pela prefeitura”, finaliza o secretário.

Os homens das cavernas

Muitas vezes é preciso coragem para seguir em busca dos nossos sonhos, mesmo diante do medo e da possibilidade de falharmos

via Vida Simples

Certa vez assisti com meu filho um filme sobre uma família de homens das cavernas, que por um bom tempo conseguiu sobreviver às intempéries da Pré-História porque tinha medo.

Principalmente, medo do novo. Enquanto muitas outras famílias pereceram diante de doenças, ataques de animais pré-históricos ferozes etc., aquela família ficou lá, firme e forte, porque toda noite se escondia dentro de sua caverna e ficava lá quietinha. Até que, de repente, o mundo em que vivem começa a mudar – placas tectônicas se destacando e aquela coisa toda – e eles se veem diante de uma situação em que se esconder dentro da caverna já não é mais a solução para todos os problemas. O filme fala de duas coisas muito importantes. A primeira, claro, é o medo.

Sentimento que foi um dos cinco maiores obstáculos apontados, quando fiz uma pesquisa sobre o que estava impedindo meus leitores de seguir seus sonhos, e acabou virando um capítulo inteiro do meu livro Escolha Sua Vida (Sextante). Nele, falo justamente dos homens das cavernas e de como o medo foi, em um momento distante, algo essencial para a sobrevivência do ser humano – e, por isso mesmo, está tão enraizado na gente. Os perigos eram tantos que não dava para ficar dando bobeira por aí, não.

O medo faz parte da gente desde tempos longínquos e não vai embora. Só que não somos mais aquelas pessoas que precisam se esconder de animais selvagens e gigantescos. E, como eu sempre digo, coragem não é ausência de medo, mas sim ir em frente mesmo com medo. Mais importante do que isso, a gente não pode viver o hoje baseado nas nossas crenças de ontem. A uma certa altura, as táticas de sobrevivência da família do filme simplesmente deixaram de ser eficazes diante de novos problemas. Na nossa vida, isso acontece todos os dias. O mundo muda e a gente tem que deixar o medo e as crenças de lado e tentar novas ideias e soluções para novos problemas. Nunca deixe de seguir o seu sonho por medo ou porque você acredita – baseado em experiências passadas – que ele é impossível.

Não vai ser fácil, e posso garantir que, em algum momento, você vai pensar diversas vezes em desistir. Posso garantir, também, que alguns familiares e amigos vão achá-lo estranho ou maluco, e ridicularizá-lo.

Garanto que você vai dormir chorando algumas noites e vai se perguntar se fez uma grande besteira. Mas não deixe de acreditar em você. Só porque tem um monte de pessoas prontas para o desencorajar e dizer que você não vai conseguir, não significa que você tem que se juntar a elas na mediocridade – pelo contrário!

Vá em frente e cale a boca de todas elas mostrando que você pode fazer coisas incríveis e impossíveis. Escolha começar. Agora mesmo.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida. Oferece meditação gratuita no acreditaemedita.com.br

Após solicitação do deputado Wellington, concurso da PM reabre inscrições com mais locais de realização das provas

Wellington anteviu necessidade de ampliar número de locais de provas do concurso para outras regiões

A indicação N 1216/2017 do deputado estadual Wellington do Curso (PP), que solicitava a descentralização dos polos para aplicação das provas e realização das demais etapas do concurso da Polícia Militar, foi atendida pelo Governo do Estado. Agora, após a solicitação do deputado Wellington, o concurso da PM reabriu as inscrições com mais locais de realização das provas, incluindo as cidades de Imperatriz e Caxias.

Sobre a questão, o deputado Wellington destacou que essa não é uma conquista sua em particular, mas sim dos homens e mulheres que sonham em integrar os quadros da Polícia Militar.

“Nós apresentamos essa indicação após recebermos as solicitações de homens e mulheres de vários municípios, que seriam prejudicados caso a aplicação de provas fosse apenas em São Luís, a exemplo das mais de 100 solicitações oriundas de Imperatriz tanto de sub judice quanto de candidatos que ainda farão o concurso. Agora, com a descentralização dos locais de prova, certamente, estaremos dando mais chances à toda população maranhense. Essa não é uma conquista apenas minha, mas sim de todo homem ou mulher que sonha em ingressar na Polícia Militar do Maranhão”, disse o professor e Wellington.

A solicitação do deputado Wellington foi apresentada no dia 05 de outubro, na Assembleia Legislativa, e encaminhada no dia ao Governador Flávio Dino e ao Secretário de Estado de Gestão e Previdência, solicitando, em caráter de urgência, que modificassem o edital da PM e incluíssem a cidade de Imperatriz e outros municípios como polos.

O que faz uma pessoa ser autodeterminada?

O esporte pode contribuir para o jovem se tornar motivado e autônomo?

por Renato Miranda

via Vya Estelar

Em tempos em que desde a tenra idade crianças são lançados aos mais diversos critérios de avaliação escolar e projeções exacerbadas sobre o futuro das mesmas, seja pela família ou mesmo pelo ambiente social, é natural que um alto grau de ansiedade e aflição mútuas (família e crianças), gere um estado constante de aflições e inseguranças.

Quando me perguntam como o esporte pode contribuir para que a suposta situação acima seja amenizada ou até mesmo, de certa forma modificada, costumo afirmar que um ótimo passo a ser dado pela escola e família é descobrir como mobilizar a motivação das crianças e jovens para revelarem seus talentos específicos (pessoais).

Em poucas palavras: como motivar os jovens desde a tenra idade a adquirirem elementos reveladores de uma motivação pessoal (intrínseca), portanto, de uma motivação inconsciente?

Uma motivação inconsciente é por definição uma motivação intrínseca, pessoal que representa o desejo interior de realizar tarefas que não depende exclusivamente de fatores ambientais, externos, ou extrínsecos, em que se destacam como agentes motivadores: a estrutura física e atmosfera psicossocial do ambiente, recompensas físicas (prêmios) e emocionais (elogios e incentivos).

Portanto, a motivação intrínseca se caracteriza através de uma força psíquica que projeta a pessoa a empenhar-se em uma atividade com energia e vontade própria sem ter um motivo explícito propriamente dito. Por isso, é considerada inconsciente. Faça um teste: pergunte para uma criança ou jovem aficionado em um determinado esporte e hobby o motivo pelo qual ele despende tanto sacrifício e dedicação para aquela atividade?

Decerto a resposta será lacônica e explicará muito pouco, do tipo: “Porque eu gosto!”; ”Ou ainda: “Porque é legal!” E outras respostas genéricas poderão surgir. No entanto, são respostas que dizem muito sobre como o comportamento dela mesmo (do jovem) está integrado e dirigido especialmente para a satisfação de uma necessidade que ela considera importante, e por isso, tem significado e valor. O que torna a atividade interessante, ou seja, satisfaz uma necessidade considerada importante pela própria pessoa.

Edward Deci e Richard Ryan, dois psicólogos estudiosos do assunto, afirmam que quando o jovem experimenta a sensação de liberdade para fazer o que é interessante, vitalizante e pessoalmente importante, ele estará vivenciando a energia da motivação autodeterminada.

A autodeterminação da pessoa expõe a personalidade, as situações ambientais e sociais. Observe que quando queremos dizer que uma pessoa, baseados em sua energia e alegria espontânea, está motivada a realizar algo e, além disso, observamos seu desenvolvimento, dizemos que esta é uma pessoa autodeteminada.

Mas o que “alimenta” ou faz uma pessoa a ser autodeterminada? Para os mesmos psicólogos não há mistérios. A resposta é simples: A motivação intrínseca! Fortalecida pelo desenvolvimento da competência, da autonomia e do relacionamento humano positivo.

Em poucas palavras desenvolver a competência é descobrir e ampliar capacidades especiais; aquilo que se consagrou dizer habilidades. Com feedback (retroalimentação) constante e apropriado (incentivo), promoção de progressos nas tarefas (a partir de instituições com ótimos profissionais para administrar aprendizagens) e funcionalidade (objetivos claros e atingidos em cada etapa da aprendizagem e treinamento) são reveladas competências.

A autonomia é de certa forma a manifestação da capacidade, pois é esta que gera funcionalidade nas ações ao mesmo tempo em que desenvolve a percepção do autocontrole quando se está diante das tarefas apresentadas na rotina. Ser autônomo é antes de tudo ser eficaz à sua maneira. Em outras palavras, ao seu modo o jovem tem a percepção que poderá liderar, dividir responsabilidades, decidir e mostrar o quanto ele consegue controlar aquilo que é apresentado a ele (tarefas!).

Relacionamento humano é o instrumento da característica gregária do homem. Como dizia o filósofo Sócrates: ”O homem é um Ser gregário.” O desafio é construir um relacionamento positivo, construtivo e que permite a autoexpressão.

O esporte pode oferecer oportunidades de aprendizado de relacionamentos com respeito, confiança e acolhimento das pessoas. Quando, desde cedo, a criança aprende a se colocar no lugar da outra e repercutir aquilo que gostaria que lhe fizessem, ela mesma estará dando o primeiro passo para construir um relacionamento especialmente humano.

O esporte pode ser uma das possibilidades de, em oposição à insegurança, ansiedade e medo (o que gera uma proteção exagerada e disfuncional), auxiliar o desenvolvimento da competência, autonomia e relacionamento tendo como consequência a formação de uma personalidade autodeterminada para experiências positivas e construtivas.

Para finalizar é bom lembrar que tudo isso é um processo de luta e muita dedicação da família, escola, instituições esportivas, culturais e outros espaços de convivência. E são nesses espaços que as crianças e jovens, de uma maneira geral, irão descobrir que a vida é um desafio constante de adaptações frequentemente exigentes.

Você confia verdadeiramente em si mesmo?

Individuação é um processo inerente à vida, através dele o ser humano torna-se o que realmente é

por Aurea Caetano, via Vya Estelar

O conceito junguiano de “Individuação” tem importância fundamental para a discussão acerca do processo de cura ou solução de problemas sobre o qual conversamos em texto anterior – veja aqui.

Para Jung, a individuação é um processo inerente à vida; através dele o ser humano torna-se o que realmente é, torna-se um ser inteiro, indiviso, único, sua melhor possibilidade de expressão.

A ideia da inteireza e unicidade aparece desde os antigos filósofos gregos, o “conhece-te a ti mesmo” é apenas um exemplo.

Hillman, importante pensador pós-junguiano propõe o que chama de “a teoria do fruto do carvalho”. Diz ele que cada um de nós tem dentro de si uma imagem, um daimon “cada um de nós tem seu feitio, cada um de nós é definitiva e até desafiadoramente um indivíduo singular”.

É essa singularidade que está em jogo quando pensamos em um processo de análise. Os conflitos ou problemas que surgem e que fazem com que sejamos procurados em nossos consultórios tem muito a dizer a respeito disso. Grande parte de nosso trabalho é abrir as janelas, deixar a luz entrar, limpar a casa, tirar o pó ou lixo lá acumulados para então decidir como lidar com aquilo que nos pertence, que nos aflige, que ocupa os porões de nossas casas. Definir o que fica e o que vai embora, o que pode ser reorganizado, o que não tem mais jeito e deve ser inutilizado, abrir espaço para o novo.

O fio condutor neste trabalho é o processo de individuação – estamos sempre tentando compreender qual o sentido daquele sintoma ou problema para aquela personalidade. Buscando sempre fazer contato, trazer à tona, o que é essencial, o que é realmente e desafiadoramente “o feitio de cada um”. É preciso discriminar que tipo de semente tenho dentro de mim, ou melhor, que tipo de semente verdadeiramente sou.

Conflitos surgem quando questões difíceis ou traumáticas obscurecem, incapacitam ou invalidam o caminho em direção à melhor realização do que é a minha semente.

Muitas vezes, esquecemos quem somos e o trabalho em psicoterapia passa por tentar fazer lembrar, despertar nossa individualidade, abrir espaço para que o processo de individuação possa acontecer.

Muitas vezes acreditamos que este é um processo fácil, se sou uma semente de carvalho então nada mais natural do que me tornar ao longo da vida um lindo espécime. Esquecemos desta forma nossa responsabilidade acerca deste processo.

Jung dizia que para que uma árvore possa brotar e crescer em todo seu esplendor é necessário, antes de mais nada, que ela possa estar bem plantada, com raízes profundas que possam sustentar seu pleno desenvolvimento.

Precisamos entrar em contato com aquilo que nos move, com o que faz de nós o que realmente somos e buscar nosso caminho verdadeiro. Este é o movimento que norteia o processo de análise e ele não é trilhado sem esforço. É preciso discriminar o que é real e o que é “acessório” ou ilusório e estar aberto a questionar isso o tempo todo. É preciso identificar e confiar em nosso bem mais precioso, nossa semente.

Meu filho fuma maconha e se autoflagela. O que faço? 1

Meu filho necessita ser avaliado por um time de especialistas

Danilo Baltieri, via Vya Estelar

Meu filho necessita ser avaliado por um time de especialistas

Depoimento de uma leitora:

“Olá! O que fazer quando seu filho é usuário de maconha e sente cólicas abdominais que o levam a se autoflagelar? Nenhum médico conseguiu encontrar a raiz das dores. Pesquisando encontrei uma síndrome chamada Cannabis Hyperemesis, alguém pode me ajudar por favor?”

Resposta: As ações da maconha (?9 – tetrahydrocannabinol; THC) não se restringem ao cérebro, mas também atingem muitos outros sistemas orgânicos. No sistema gastrintestinal, por exemplo, as atividades da maconha parecem ser mediadas por um grupo de receptores endógenos para canabinoides, conhecido como CB1.

A ação do THC sobre estes receptores pode gerar retardo no esvaziamento gástrico, redução da secreção de ácido clorídrico, dor visceral, inflamação de partes do trato gastrintestinal e dificuldades para o relaxamento do esfíncter esofágico. Apesar deste efeito periférico – retardo do esvaziamento gástrico – poder, por si só, provocar náuseas e vômitos, este não é um sintoma comumente referido pelos usuários desta substância psicoativa. Isso se deve ao fato do THC também ter propriedades antieméticas (contra vômitos, náuseas, enjoos), oriundas da sua ação direta no próprio cérebro e estas atividades centrais inibidoras de náuseas e vômitos geralmente suplantam as ações periféricas.

A chamada Síndrome da Hiperemese Canábica foi descrita recentemente, no ano de 2004. Tipicamente, os portadores são jovens e apresentam história de consumo crônico de maconha. Na grande parte dos casos reportados na literatura, o quadro deu início após anos (3 a 15 anos) de uso da substância psicoativa e envolvendo sujeitos que faziam uso diário ou muito frequente da droga.

Critérios diagnósticos têm sido propostos para a Síndrome de Hiperemese Canábica, tais como:

a) consumo de THC por longo prazo;

b) náuseas e vômitos intermitentes e intensos;

c) redução significativa dos sintomas, quando o consumo de THC é interrompido;

d) busca frequente por pronto-socorros para obter o alívio do desconforto abdominal;

e) dor abdominal importante;

f) os sintomas são aliviados com banhos quentes;

g) os sintomas são mais frequentes pela manhã;

h) falta de antecedentes pessoais de problemas intestinais.

Alguns autores têm, também, dividido esta síndrome em três fases:

a) Fase Prodrômica ou Pré-Emética: nesta fase, o usuário de maconha acorda de manhã com leve sensação de náusea, tem medo de vomitar e reporta leve desconforto abdominal. Mesmo assim, seu padrão alimentar não tende a se modificar e o consumo da droga pode até mesmo aumentar, visto que o sujeito acredita que a maconha poderá “tratar” estes sintomas;

b) Fase Emética: nesta fase, o sujeito apresenta eventos paroxísticos (eventos súbitos) de intensa náusea, vômito e dor abdominal. De fato, são eventos súbitos e intermitentes (não contínuos), mas, muitas vezes, incapacitantes uma vez que o sujeito não consegue, nesta fase, desempenhar adequadamente suas atividades rotineiras. Um comportamento bastante reportado na literatura são os repetidos banhos quentes que os sujeitos tomam, como uma forma de aliviar o desconforto. Esta fase dura entre 24 e 48 horas, mas a recaída é elevada caso o sujeito mantenha o consumo de maconha;

c) Fase de recuperação: após a fase acima, o sujeito pode não sentir os sintomas gastrintestinais por semanas ou meses. Nesta fase, comumente, o sujeito volta a ganhar peso, mas, infelizmente, costuma retornar ao uso da maconha, acreditando, de fato, na sua inocuidade.

Na verdade, indivíduos que apresentam esta síndrome somente são corretamente diagnosticados após meses ou anos de investigação médica. Os sintomas da síndrome podem ser oriundos de diferentes doenças; logo, as investigações clínicas e laboratoriais realmente se impõem.

Um quadro clínico bastante similar à Síndrome da Hiperemese Canábica é a chamada Síndrome do Vômito Cíclico. Embora os sintomas sejam extremamente parecidos, na Síndrome do Vômito Cíclico, a coexistência de enxaquecas, sintomas depressivos e ansiosos é mais evidente. Além disso, o esvaziamento gástrico não costuma ser retardado.

O tratamento para esta condição combina ações clínicas e psiquiátricas. Naturalmente, na fase emética, dada a possibilidade de importante desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico, o sujeito precisa de atenção hospitalar. Algumas medicações de ação central podem ser aventadas nesta situação.

De qualquer forma, havendo a certeza, além de uma dúvida razoável, do diagnóstico da Síndrome de Hiperemese Canábica, é imprescindível que o portador cesse o consumo de maconha. Deixe-me repetir: o sujeito deve CESSAR o uso da maconha.

Comumente, nestes casos, existe grande dificuldade para o portador deixar de consumir THC. Assim, um tratamento psiquiátrico especializado deve compor o plano terapêutico.

É difícil, com apenas este relato, definir se de fato seu filho padece da Síndrome da Hiperemese Canábica, mesmo porque existe na sua pergunta uma palavra chamada “flagelo.” É fundamental que o médico psiquiatra que estiver acompanhando seu filho saiba exatamente ao que você está se referindo com esta palavra.

Boa sorte e não perca tempo! Seguramente, seu filho necessitará ser avaliado por um time de especialistas, incluindo psiquiatra e clínico especializado em doenças gastrintestinais (gastroenterologista).