O gesto de Brizola em 1989 que vale para 2018

O líder trabalhista teve a ousadia de pedir aos brasileiros que não quisessem votar nele, que votassem em Lula, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Roberto Freire, “candidatos dignos que estão na disputa”.

Na primeira eleição para presidente da República pós-golpe de 64, no ano de 1989, Leonel Brizola, o velho e bom “Briza”, não fez campanha e muito menos pediu voto apenas para si.

Um dos maiores políticos que o Brasil já teve, Brizola sabia dos riscos que significava para o país a eleição de homens como Collor de Melo e Silvio Santos, que chegou a ensaiar uma candidatura presidencial mas acabou se perdendo pelo meio do caminho.

Foi então que o eterno líder trabalhista teve a ousadia de pedir aos brasileiros que não quisessem votar nele que votassem em Lula, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Roberto Freire, “candidatos dignos que estão na disputa”. Algo mais ou menos assim.

Esse gesto de Brizola serve perfeitamente para 2018, na medida que há candidatos como Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Cabo Daciolo (Patriotas), por exemplo.

Ciro é uma farsa política! Mente e mente bem com a cara mais dura do mundo, daí que é perigoso, pois convence com a sua retórica demagógica os eleitores menos atentos.

Bolsonaro e Cabo Daciolo, bom, esses dispensam comentários.

Nesse sentido, e lembrando o ensinamento de Brizola, há candidatos dignos nestas eleições de 2018 para presidente, tais como Fernando Haddad (PT) – caso o Lula seja impedido de disputar o pleito -, Marina Silva (Rede), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Pode), Geraldo Alckimin (PSDB), além dos outros candidatos situados na esquerda mais radical.

Mas, na avaliação do Blog do Robert Lobato, é erro colossal votar em candidatos como Ciro Gomes, Cabo Daciolo ou Jair Bolsonaro.

Que os brasileiros mirem e sigam o exemplo de Leonel de Moura Brizola.

2 comentários sobre “O gesto de Brizola em 1989 que vale para 2018

  1. Claudius disse:

    Nobre colunista. Bem se vê o desconhecimento de sua senhoria ao legado do Trabalhismo: fosse vivo, Brizola poderia não apoiar Ciro, mas jamais faria campanha para Bolsonaro, Alkmin, Dias, Marina e outros que tais…

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