Sobre o que marcou o governo Flávio Dino em 2017 (Pegadores, Alugueis Camaradas, Italuís…)

O interessante é que em todos os episódios negativos ocorridos em 2018, o governador Flávio Dino tratou de justificá-los exatamente como sempre faz quando encontra-se encurralado: pondo culpa no governo anterior.

O ano de 2017 certamente não deixará lá muitas boas lembranças para o governador Flávio Dino (PCdoB).

Mesmo que tente fazer um esforço desgraçado para passar a ideia de que foi um ano de conquistas e realizações, como disse na “entrevista camarada” concedida a um pool de emissoras amilhadas a partir da Rádio Timbira, é evidente que 2017 foi um ano que expôs o lado sombrio do governo comunista no que diz respeito à corrupção e a falta de gestão.

A Operação Pegadores, deflagrada pelo Polícia Federa conjuntamente com o Ministério Público Federal, Justiça Federal e Controladoria Geral da União, foi tudo o que Flávio Dino não queria que acontecesse, tanto que até hoje procura dar um jeitinho de desqualificar a referida operação.

A ação da PF revelou um sofisticado esquema de corrupção que desviou milhões da Secretaria de Estado da Saúde (SES), pasta comandada pelo advogado Carlos Lula. Também mostrou a existência de uma “folha santa” com 400 fantasmas entre amigos, namoradas, amantes, ficantes e pegantes de agentes do governos, os tais “pegadores” – só cabra bom de fêmea. Muitos dos envolvidos acabaram sendo presos.

Além da Operação Pegadores, outra ocorrência que marca o 2017 do Governo do Maranhão é a lambança da inauguração da nova adutora do sistema Italuís prometida para não deixar faltar água “por cem anos” em São Luis, mas que não durou 24h de duração. O resultado foi o rompimento de parte do sistema justamente onde o atual governo mexeu para não ter que dar conclusão ao projeto original deixado pela gestão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Tem ainda o escândalo dos chamados “Alugueis Camaradas”, ou seja, uma rede de locação de imóveis pelo poder público estadual cujos proprietários são pessoas amigas do governador e/ou filiados do PCdoB. Tal como a Operação Pegadores, o caso dos “Alugueis Camaradas” também ganhou destaque na imprensa nacional.

Outro momento difícil para o governador Flávio Dino foi a morte do comerciante Francisco Edinei Lima Silva, de 40 anos, após ficar preso por cerca de 18 horas em uma jaula a céu aberto nos fundos de uma delegacia da Polícia Civil, em Barra do Corda. O local não tinha sequer banheiro, teto, nem água encanada. Foi mais um acontecimento que ganhou destaque na mídia nacional.

O interessante é que em todos os episódios acima citados o governador Flávio Dino tratou de justificá-los exatamente como sempre faz quando encontra-se encurralado: pondo culpa no governo anterior.

Só que não cola mais.

E 2018 tende a ser pior ainda…

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