Sobre a carta-desabafo de Antônio Palocci

Se não pode ser considerado um herói pela coragem de expor as mazelas do partido e duas principais lideranças, também não se pode reduzir Palocci há um crápula traidor!

O PT e os petistas ficaram, digamos. atordoados, com carta assinada pelo ex-ministro Antônio Palocci. E não era pra menos!

No seu desabafo, em forma carta de desfiliação do Partido dos Trabalhadores, Palocci atingiu coração e alma do petismo personificados na figura do ex-presidente Lula, principal, se não única, estrela do PT.

Palocci mentiu? Pouco provável, no máximo exagerou na tinta ao escrever sua missiva. Alegou que dedicou parte da vida ao PT em detrimento a sua família. Agora preferiu ficar do lado da mulher e filhos.

O contexto, claro, precipitou a decisão do ex-ministro de fazer as acusações, graves, por sinal, contra o PT, Lula e Dilma.

É que não fácil segurar o trampo de uma Lava Jato ainda mais quando se está preso e seu principal líder resolve viajar pelo país em campanha como se não tivesse nada a ver com a prisão dos companheiro. Talvez essa postura do Lula, de fazer de conta que não sabe que Palocci e outros companheiros estão encarcerados em Curitiba ou Brasília, também pode ter concorrido para que o ex-prefeito de Ribeirão Preto ter recorrido a tão devastadora carta.

Não dá pra desqualificar as afirmativas de Antônio Palocci, simplesmente. Fazê-lo é dar um soco no estômago da imensa maioria da militância que há tempos clama pelo reencontro do PT com seus ideários de ética, transparência, paz social e justiça econômica.

Se não pode ser considerado um herói pela coragem de expor as mazelas do partido e duas principais lideranças, também não se pode reduzir Palocci há um crápula traidor!

O fato é que essa carta de Antônio Palocci é mais uma triste página na história de um PT que não viu limites ao optar por um projeto de poder a qualquer custo.

Uma pena!

2 comentários sobre “Sobre a carta-desabafo de Antônio Palocci

    • Robert Lobato disse:

      Resposta: Grato, amigo. É muito chato ter que reconhecer certas coisas de algo que você gosta. Aliás, nesse caso, “erradas coisas”. Volte sempre.

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