Maranhão possui maior proporção de pessoas em condições de pobreza extrema, segundo IBGE

Dados de 2016 da Síntese de indicadores sociais do Brasil divulgados nesta sexta-feira (15) apresentou um panorama das condições do país referentes a trabalho, condições de moradia, educação e saneamento básico.

Em 2013, G1 já havia mostrado a situação de extrema pobreza de famílias no Maranhão, como a família de Raimundo e Maria do Socorro. (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

Por Rafael Cardoso, via G1 Maranhão

Nesta sexta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a “Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”, que busca retratar a realidade social do país a partir da análise de indicadores que contemplem a heterogeneidade da sociedade brasileira.

As análises contemplam as condições referentes a mercado de trabalho; padrão de vida e distribuição de renda; além de mobilidade educacional e ocupacional.

Dentre os principais indicadores destacou-se os níveis de extrema pobreza baseados na referência internacional do Banco Mundial, que considera como situação de pobreza extrema a linha de 5,5 dólares por dia. Em 2016, esse valor correspondia, no Brasil, ao rendimento mensal de R$ 387,15 por pessoa, de acordo com o IBGE.

Com base nesta classificação, havia 52,2 milhões de brasileiros em pobreza extrema em 2016. Dentre todos os estados do país, o Maranhão apresenta 52,4% de pessoas nessas mesmas condições, sendo o único Estado a atingir mais da metade da população nas condições de extrema pobreza de acordo com o índice do Banco Mundial.

Condições de moradia
Em 2016, o Maranhão foi o único Estado a obter valor superior a 20% na proporção de pessoas que vivem em domicílios com paredes externas construídas com materiais não duráveis. Na concepção do IBGE, materiais não duráveis seriam residências que não possuem paredes de alvenaria (com ou sem revestimento), de taipa revestida e de madeira apropriada para construção.

Trabalho
A taxa e desocupação (de desempregados) também cresceu no Maranhão. Em 2012, o Estado estava incluído no grupo com taxa de 6 a 10% de desocupação, sendo que em 2016 o Maranhão faz parte do grupo com taxa de desocupação de 10 a 14%.

Em jovens, com exceção dos estados do Piauí (18,2%), Sergipe (19,3%), Maranhão (20,9%) e Minas Gerais (19,3%) os demais estados das Regiões Nordeste e Sudeste apresentaram taxas de desocupação de jovens acima do valor nacional. Por outro lado, somente 30,1% dos jovens maranhenses estavam ocupados em trabalhos formais.

No contexto geral, mais de 60% dos trabalhadores maranhenses em 2016 trabalhavam em emprego informal. Segundo o estudo, os efeitos da maior informalidade do trabalho são percebidos no tamanho do rendimento médio do trabalho principal, que está abaixo na média nacional (levemente acima de R$ 2 000). Em 2016, o Maranhão apresentou R$ 1 123,00 de rendimento médio, o menor do país.

Juventude nem-nem no Maranhão
No Brasil, o número de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham subiu de 34,2 milhões em 2012 para 41,25 milhões em 2016 – o equivalente a 25,8% do total de jovens brasileiros nessa faixa etária. Em quatro anos, esse grupo, que ficou conhecido como “nem nem”, aumentou 20,5%.

Nesse contexto, 29.4% dos jovens maranhenses não estudavam e nem estavam ocupados em 2014, o quinto pior resultado do país. Em 2016 esse número cresceu para 33.3%, sendo agora o terceiro pior Estado nesse quesito, abaixo apenas de Pernambuco e Sergipe.

Saneamento Básico
Numa análise das regiões metropolitanas, a grande São Luís (correspondente a São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa) é a 7ª pior em fornecer acesso a três tipos de saneamento básico: Coleta direta ou indireta do lixo; abastecimento de água por rede; e esgotamento por rede coletora ou pluvial. No estudo, menos da metade da população (48,3) tiveram acesso a esses serviços em 2016.

Sobre a Síntese de indicadores sociais:
A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) é uma importante fonte de informações para a análise das condições de vida da população brasileira, segundo o IBGE.

Segundo o estudo, dentre as razões que elevaram os índices de pobreza do país está a conjuntura econômica dos últimos anos. Entre 2012 e 2016, o mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças significativas, reflexo da conjuntura econômica bastante variada ao longo deste quinquênio.

O aumento da desocupação foi um dos principais efeitos desta dinâmica e seu desdobramento apontou para a ampliação das desigualdades sociais e para maior vulnerabilidade de grupos populacionais específicos, segundo o instituto.

O G1 entrou em contato e aguarda resposta da Prefeitura de São Luís, da Prefeitura de São José de Ribamar, da Prefeitura de Raposa, da Prefeitura de Paço do Lumiar em relação aos dados divulgados pela Síntese de indicadores sociais (SIS).

O Governo do Maranhão informou que está atuando no combate a pobreza com criação de programas voltados à geração de emprego e melhoria dos índices sociais. Veja a nota na íntegra:

“O Governo do Maranhão informa que vem atuando fortemente para combater a pobreza e os baixos índices de desenvolvimento humano, fruto de décadas de abandono das gestões anteriores. Programas como Escola Digna, Bolsa Escola, Iema, Força Estadual de Saúde, Água para Todos e o Plano Mais IDH, estão posicionando o Maranhão na dianteira dos demais Estados que possuem como meta combater a extrema pobreza e elevar a qualidade de vida da população. Para garantir oferta de emprego, geração de renda e o desenvolvimento do setor produtivo maranhense, o Governo do Estado determinou a implantação de programas estratégicos nestes três anos de gestão. As iniciativas ajudaram a reduzir o impacto da crise econômica nacional no Maranhão. São programas como o Mais Empregos, o Juros Zero e o Mais Renda. Criado em 2016, o Programa Mais Empregos disponibilizou quase 5 mil novas oportunidades de trabalho com carteira assinada, tanto em empresas de grande porte quanto em micro e pequenos empreendimentos. Com o Mais Empregos, o governo garantiu o pagamento de R$ 500 por mês para cada nova contratação feita por empresas cadastradas. A experiência bem-sucedida beneficia sobretudo dois grupos mais afetados pelos efeitos da crise econômica: os jovens e as pessoas com mais de 20 anos no mercado. Além da redução do nível de desemprego, o Mais Empregos dinamiza a economia, a partir do efeito multiplicador do emprego adicional sobre a geração de renda, numa política fiscal anticíclica. O programa é, essencialmente, voltado à cidadania, visando assegurar mais dignidade ao cidadão maranhense a partir da oferta de oportunidades adicionais”.

Para ‘WP’, ‘cruzada’ de Bolsonaro e Crivella busca ‘Estado cristão’ no Brasil 4

Hélio Schwartsman, via Folha de SP

Os advogados de Luiz Inácio Lula da Silva questionam a rapidez com que o recurso do ex-presidente tramitou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Sustentam que a celeridade dada ao caso viola o princípio da isonomia, pelo qual todos os cidadãos deveriam receber igual tratamento.

Uma implicação interessante da tese da defesa é a de que haveria uma espécie de direito de usufruir da ineficiência do Estado. Se a Justiça é lenta, não pode ficar rápida logo no meu caso –mesmo que a morosidade seja reconhecida por todos como falha a extirpar. O debate é intelectualmente estimulante, mas, por outros motivos, acho que o TRF-4 está certo em correr com o processo de Lula. Não dá para fingir que este é um caso ordinário e não tem nada de especial.

Se os magistrados confirmarem a sentença do juiz Sergio Moro, o ex-presidente, que é pré-candidato do PT para voltar ao posto em 2019, fica em tese inelegível (Lei da Ficha Limpa) e pode até ser preso. Se o absolverem, Lula dificilmente seria impedido de concorrer e, caso vencesse e reassumisse o cargo, todos os outros processos a que ele responde ficariam suspensos até o fim do mandato. Em qualquer hipótese, uma eleição com Lula na corrida será totalmente diferente de uma sem ele.

A democracia tem como pressuposto a estabilidade e a previsibilidade dos processos. À luz desses princípios, acho que a sociedade tem o direito de entrar na campanha sabendo quem está habilitado a concorrer e quem não está. O pior cenário, o mais instável, me parece, seria uma possível prisão do candidato líder nas pesquisas no auge da campanha ou sua cassação depois de eleito.

Eu preferiria que o petista disputasse. Penso que é importante para a democracia que o principal dirigente de um partido que fracassou tanto no campo ético como no administrativo enfrente o contraditório político na campanha e seja derrotado pelo voto, não pelas regras de alistamento.

ELEIÇÕES 2018: Felipe Camarão no PT? 14

No PT, ninguém comenta sobre o assunto, mas pelo que o Blog do Robert Lobato pôde sentir após consultar alguns petistas, a ideia de filiar Felipe Camarão no partido para ser vice de Flávio Dino está longe de agradar o conjunto de sigla

Na boca da noite, de ontem, quarta-feira, 13, o Blog do Robert Lobato foi surpreendido com a informação de que o secretário Felipe Camarão (Educação) estaria sendo trabalhado para se filiar ao PT e “cumprir missão”, caso seja obrigado.

Segundo a fonte, a ideia é colocar o Camarão em stand by caso o Palácio dos Leões tenha dificuldades na composição partidária para o palanque de reeleição de Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

Com a saída do PSDB da base do governo comunista, ficou um vácuo partidário que os articuladores políticos de Flávio Dino ainda estudam como fazer para compensar o prejuízo.

Não obstante o atual vice-governador Carlos Brandão já tenha encontrado abrigo no PRB, do deputado federal Cleber Verde, não é favas contadas que continue no cargo em 2018, pois, segundo alguns observadores governistas, Brandão “soma muito pouco na chapa”. É justamente aí que entra o fator Felipe Camarão, considerado muito mais aglutinador e leve do que o atual vice-governador. O secretário da Seduc é o que se costuma chamar de “vaselina”.

No PT, ninguém comenta sobre o assunto, mas pelo que o Blog do Robert Lobato pôde sentir após consultar alguns petistas, a ideia de filiar Felipe Camarão nos quadros do Partido dos Trabalhadores para ser vice de Flávio Dino está longe de agradar o conjunto de partido.

Consultado pelo Blog do Robert Lobato, o secretário negou tal movimento. “Não procede isso, Robert”, disse.

De fato não seria razoável alguém equilibrado, como Felipe Camarão, entrar num campo de guerra que é o PT maranhense.

ELEIÇÕES 2018: José Reinaldo, um pequeno passo para um candidato, mas um salto gigantesco para o Senado 4

José Reinaldo fez um movimento muito bem calculado nesta fase da sua pré-campanha ao Senado Federal ao convidar a família Macedo para integrar o seu projeto. Fecha o ano com chave de ouro.

O ex-governador José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) calcula cada movimento que deve dar na política. Até porque, como engenheiro de formação, entende de cálculos diferenciais e integrais, e os têm aplicado no território da política.

Na segunda-feira, 11, por exemplo, o agora deputado federal fez um movimento que pode ter consolidado de uma vez por todas o seu projeto para o Senado Federal.

Durante almoço realizado, em Teresina (PI), um território neutro, portanto, José Reinaldo reuniu-se com a família Macedo.

No cardápio, além de um bode no vinho de coco, o convite para o que o clã Macedo indique o primeiro suplente de senador na sua chapa, provavelmente o patriarca Dedé Macedo. Ou seja, Zé Reinaldo matou vários coelhos com uma cajadada só.

Em primeiro lugar, o pré-candidato a senador chama para perto de si um dos principais fiadores políticos e financeiros da campanha de 2014 do então candidato a governador Flávio Dino (PCdoB). Uma saia justa do “caramba” no comunista.

Em segundo lugar, Dedé Macedo é pai do deputado estadual Fábio Macedo, do PDT, mesmo partido do também pré-candidato a senador Weverton Rocha, presidente estadual do legenda trabalhista e que já recebeu o apoio declarado do governador Flávio Dino.

Por fim, Zé Reinaldo contou com o apoio de ninguém menos do que o ex-prefeito de Timon e ex-deputado estadual, o pedetista histórico Chico Leitoa, nessa empreitada política de chamar a família Macedo para compor no projeto de senador do agora deputado federal – comenta-se que Chico está de olho na segunda suplência, mas ele nega.

Detalhe importante: o almoço da segunda-feira, 11, em Teresina, foi à revelia do Palácio dos Leões e do PDT de Weverton Rocha.

O fato é que José Reinaldo fez um movimento muito bem calculado nesta fase da sua pré-campanha ao Senado Federal. Fechou o ano com chave de ouro.

Parodiando a frase do astronauta americano Neil Armstrong ao pisar na lua, Zé Reinaldo de “um pequeno passo para um candidato, mas um salto gigantesco para o Senado”.

É aguardar e conferir.

PS: Chico Leitoa, assim como José Reinaldo Tavares, é engenheiro, logo entende de cálculos também.  🙂

CRISE HÍDRICA: A mea culpa da Caema

A decisão da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), de dar descontos para alguns consumidores de água ligados do Sistema Italuís, é uma decisão louvável. Mas encerra em si um mea culpa da empresa, protagonista de uma das maiores lambanças institucionais, no sábado, 9, ao deixar quase 160 bairros da capital maranhense sem água por seis dias.

Ao tentar ligar o novo projeto Italuís – desenvolvido no governo Roseana Sarney (PMDB) e entregue praticamente pronto para o governo Flávio Dino (PCdoB) apenas fazer a conexão dos canos -, a Caema acabou por gerar um caos ao consumidor de água. Uma mudança no projeto, determinada no governo comunista, alterou as plantas das adutoras, com novos conectores, que acabaram não funcionando.

A decisão da Caema reconhece que a empresa errou, mas não encerra o assunto. O governador Flávio Dino chegou a denunciar suposto boicote à operação, o que soou ridículo aos olhos de toda a sociedade.

E já há, inclusive, denúncia formal, do deputado Hildo Rocha (PMDB), acusando o próprio Flávio Dino pela lambança de sábado, já que partiu dele a decisão de mudar o projeto, provocando um aditivo de R$ 31 milhões na obra, que acabou sendo descartada, pelo menos a médio prazo.

Não há prazo para nova tentativa de religação do sistema; e o antigo, construído no governo João Castelo, está funcionando com retenção de vazão, para evitar novos rompimentos. Nada mais justo que a Caema indenizar a população prejudicada.

(Da Coluna Estado Maior, O Estado do Maramnhão)

ELEIÇÕES 2018: “Sou candidato do Flávio Dino”, diz Waldir Maranhão sobre disputa pelo Senado 2

Aliados do deputado avaliam que setores do Palácio dos Leões ligados ao PCdoB, não tendo a coragem de romper com o pré-candidato a senador, partem para a utilização de blogs alugados pelo governo para desestabilizar o projeto “Waldir Maranhão senador”

O deputado federal Waldir Maranhão (Avante) voltou a reafirmar que sua disposição de disputar a eleição de senador em 2018 é irreversível e que não está brincado de fazer política.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, por telefone, na tarde desta quarta-feira, 13, o ex-presidente da Câmara dos Deputados disse ainda ser o candidato do governador Flávio Dino.

“Há uma tentativa sistemática de quererem me tirar da disputa para o Senado Federal, mas reafirmo que a minha candidatura é irreversível. Não estou brincando de fazer política, sei das minhas chances e as pesquisas mostram a viabilidade desse projeto que não é apenas do Waldir Maranhão, mas de um conjunto de forças políticas progressistas e democrática. Não adianta plantar falsas notícias achando que isso enfraquece um projeto que será vitorioso. Sou candidato a senador do governador Flávio Dino”, disse.

Aliados políticos do deputado avaliam que setores do Palácio dos Leões ligados ao PCdoB, não tendo a coragem de romper com o pré-candidato a senador, partem para a utilização de blogs alugados pelo governo para desestabilizar o projeto “Waldir Maranhão senador”.

Nesse caso, surge uma pergunta inevitável: o governador Flávio Dino concorda com essa “desestabilização” da candidatura do “camarada” Waldir Maranhão ao Senado Federal via blogs governistas?

Com a palavra, o “camarada-mor”.

ELEIÇÕES 2018: Roberto Rocha assume comando do PSDB e parte para a pré-campanha ao governo

Ainda este mês o senador deverá reunir a imprensa para apresentar a nova direção partidária, bem como anunciar as primeiras ações visando unificar a legenda no Maranhão

A novela do PSDB no Maranhão chegou ao seu último capítulo nesta terça-feira, 13, com um final feliz para o senador Roberto Rocha, como, aliás, já era de se esperar.

Na primeira reunião da nova Executiva Nacional do PSDB, presidida pelo governador Geraldo Alckmin (SP), foi aprovada, por unanimidade, a criação da nova Comissão Executiva do Maranhão, que será presidida pelo senador Roberto Rocha. A decisão já era esperava desde outubro, quando o parlamentar maranhense retornou aos quadros do partido, a convite de Alckmin e do ex-presidente interino da agremiação, senador Tasso Jereissati (CE).

Com o PSDB sob seu comando, Roberto Rocha agora vai partir para organizar o partido em todo o estado e preparar a sua pré-campanha ao governo.

Ainda este mês o senador deverá reunir a imprensa para apresentar a nova direção partidária, bem como anunciar as primeiras ações visando unificar a legenda no Maranhão e iniciar uma série de atividades visando a formulação do um audacioso plano de governo a ser colocado para apreciação da sociedade maranhense.

Confira a nova composição da executiva estadual do PSDB

Presidente
Roberto Rocha

SECRETÁRIO
Sebastião Madeira

TESOUREIRO
Ezequiel Soares

MEMBROS
Clodomir Ferreira Paz
Maria do Carmo Souza
Augusto César de Moraes Rego Lago
Zesiel Ribeiro da Silva
Afonso Celso Caldeira Salgado
Samuel Jorge Arruda de Melo
Marcos Frazão Barbosa
Lahersio Rodrigues do Bonfim
Gardenia Maria Santos Castelo Ribeiro Gonçalves
Ana Maria Santos Gomes

BARRA DO CORDA: Da tragédia ao medo

Pessoas próximas à família do finado Nenzin estão preocupados com o que pode acontecer tanto com o Junior preso quanto se ele for solto

Não bastasse a tragédia que abateu a família do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano, o Nenzin, executado a sangue frio naquela fatídica quarta-feira, 6 de dezembro de 2017, outra sequência de fatos dramáticos rodam a vida da cidade localizada na Região Central do Maranhão.

Segundo informações que chegam ao Blog do Robert Lobato, a prisão de Junior do Nenzin, filho do ex-prefeito assassinado e principal suspeito de ter cometido tão absurdo crime, “criou um ambiente de verdadeiro pânico no seio da família” do ex-prefeito morto.

É que Júnior do Nenzin estaria mandando recados de que não pretende ficar muito tempo na prisão e, dessa forma, pressionando a família para que dê um jeito de libertá-lo, sob pena dele ser obrigado a se defender revelando “possíveis coisas” ocorridas no passado envolvendo os seus familiares.

Pessoas próximas à família do finado Nenzin estão preocupadas com o que pode acontecer tanto com o Júnior preso quanto se ele for solto.

A continuar preso corre o risco de causar estragos inimagináveis no seio da sua família, já que pode “jogar merda no ventilador”. E é tudo o que o poderoso clã barracordense não deseja, pois teme perder o poder político mais do qualquer coisa.

Do contrário, ou seja, se for solto de forma suspeita como uma espécie de “cala boca” cria-se um ambiente de extrema sensação de impunidade num município que já tem a má fama de que o crime compensa e que a pistolagem é mais forte do que lei.

Em 2012, por exemplo, o vereador Aldo Andrade foi vítima dessa pistolagem e acabou morto faltando menos de 15 dias para as eleições daquele ano. Até hoje a morte do edil é um caso em aberto e com os supostos mandantes andando pela cidade livres, leves e soltos. É esse histórico de impunidade que faz com que Barra do Corda continue manchada de sangue mesmo sendo um dos mais belos pedaços de chão deste estado.

O fato é que está longe de acabar esse drama na qual passa a cidade do Barra do Corda com o assassinato de ex-prefeito Nenzin.

E não só o drama da cidade, mas da própria família do senhor Manoel Mariano, o Nenzin, que ainda não conseguiu descansar em paz.

ELEIÇÕES 2018: Ricardo Murad sai na frente e lança pré-candidatura ao governo do MA com direito a “carta compromisso” 2

O ex-secretário saiu na frente e deve forçar outros pré-candidatos e pré-candidatas a fazerem o mesmo, ou seja, não somente apresentar seus nomes aos eleitores mas, principalmente, suas propostas para fazer do Maranhão um lugar melhor para se viver

Ricardo Murad (PRP) saiu na frente na corrida pré-eleitoral de 2018.

O ex-secretário de Saúde agora é oficialmente o pré-candidato ao governo do Maranhão.

Em coletiva à imprensa, realizada nesta terça-feira, 12, Ricardo, acompanhado do presidente do PRP, Severino Sales, e do ex-candidato a governador Lobão Filho (PMDB), falou aos presentes as razões que o levaram a concorrer a governador.

Em primeiro lugar, o ex-deputado afirmou que não é de agora a vontade de governar o estado, mas que sempre teve dificuldades de encontrar um partido que realmente lhe oferecesse as condições políticas e a segurança necessária para ir à luta rumo ao Palácio dos Leões. Coisa, segundo ele, encontrou ao filiar-se ao PRP.

Sempre firme e claro nos seus propósitos, Ricardo apresentou uma carta compromisso com os eixos básicos que constituem a “coluna dorsal” do seu plano de governo a ser divulgado em abril de 2018.

A carta compromisso denominada Ricardo Faz (confira a íntegra do doc) constitui-se uma síntese sobre o pré-candidato a governador deseja implantar no Maranhão caso seja eleito chefe do executivo maranhense em 2018.

O Blog do Robert Lobato ressaltaria três questões fundamentais a partir da carta compromisso apresentada por Ricardo Murad na coletiva:

1) Valorização da potencialidade econômica e geradora de riquezas do Porto do Itaqui.

2) Radical reforma administrativa reduzindo gastos com custeio, adotando a meritocracia e capacidade técnica para nomeação em cargos comissionados, e redução para apenas 10 o número de secretarias de governo.

3) Investimento em Infraestrutura com destaque para a recuperação da malha viária da região produtora no Sul do estado e construção de uma Ponte Rodoferroviária ligando São Luis à Baixada Maranhense, saindo do porto da Ponta da Madeira até Alcântara.

Vale destacar ainda, que nenhuma proposta ficou ao sabor dos ventos, pelo contrário, Ricardo explicou de onde irá buscar os recursos necessários para viabilizar as suas obras mais arrojadas, por assim dizer. E muitas desses recursos estão ligados aos interesses de várias nações do mundo no nosso valoroso Porto do Itaqui.

O fato é que Ricardo Murad saiu na frente e deve forçar outros pré-candidatos e pré-candidatas a fazerem o mesmo, ou seja, não somente apresentar seus nomes aos eleitores mas, principalmente, suas propostas para fazer do Maranhão um lugar melhor para se viver.

É aguardar e conferir.

Confira vídeo com a íntegra do ato de lançamento da pré-candidatura de Ricardo Murad govenador-44.

Tudo envolve dinheiro

A maneira como você se relaciona com o dinheiro tem a ver com a sua história de vida

A nossa relação hoje com o dinheiro tem a ver com a nossa história | Crédito: Shutter

Kátia Avelar, via Vida Simples

Recentemente, enquanto aguardava o momento de dar uma palestra sobre construção da reserva financeira, numa grande empresa e para um público diversificado, passaram 2 pessoas por mim e uma falou para outra: “Tudo envolve dinheiro.” Imediatamente pensei: nossa que coincidência … e comecei a pensar em muitas coisas. Em que contexto elas estavam falando: vida pessoal ou trabalho ? Mas em seguida, concluí que isto era o que menos importava e o interessante foi que os meus pensamentos não pararam mais, coloquei algumas ideias num papel e já para a palestra levei este olhar tão humano sobre uma questão tratada em geral como exata, racional, “preto no branco”.

E daquele dia até hoje, este artigo começou a ser gerado !

Acompanhe-me nas situações a seguir, extraídas das páginas do meu diário.

Em casa … por volta dos meus 15 anos, meu pai servidor público passou a receber o seu salário com atraso por conta de problemas gerados pela gestão indevida do fluxo de caixa. Naquela época, não tinha conhecimento do que isto significava, mas foi uma lição de educação financeira para mim e minha família. Eu aprendi a negociar, pedir desconto na escola para compra das minhas apostilas, comprar produtos para revender, ser econômica. Meus pais, eu e minha irmã, fortalecemos nossos laços através do diálogo sobre o que estava ocorrendo e como podíamos contribuir com soluções para superar aquele momento.

Com os amigos … já na faculdade, tínhamos amigos que vinham de longe para estudar e suas economias para almoçar e fazer lanche eram “contadas”. Eu podia almoçar em casa todos os dias e lanchar o que eu quisesse, era maravilhoso. Aprendi como há diferenças econômicas e que saber conviver com elas, permitiu-me exercitar o sentimento de gratidão e do pensar transformador para contribuir com o processo de melhoria na sociedade, começando nos círculos de amizades. E até hoje, num simples chopp, a flexibilização do padrão de consumo em prol da participação de mais amigos é um exelente exercício para saber adaptar-se e ajustar a trajetória financeira nos diferentes momentos da minha vida.

No trabalho … numa equipe, além dos diferentes níveis salariais, cada um traz a sua história de vida e saber ouvir e acolher um colega de trabalho é mais uma oportunidade de ser solidário e de ajudá-lo a encontrar a forma de equilibrar a sua vida, incluindo as finanças. E isso foi um laboratório para construção do meu programa de finanças pessoais – o Detox dos Gastos.

No exercício da espiritualidade … vejo o dízimo como uma forma de expressar minha gratidão pelo que tenho e contribuir com as finanças sociais. Forma de movimentar o meu dinheiro e alimentar o fluxo da abundância em minha vida e na economia em geral. Não é mágica, é ação através da valorização das diferentes utilizações do dinheiro no dia a dia.

E nesta ciranda da vida, as tarefas do dia a dia são executadas através de ações individuais e relações humanas onde o afeto e o dinheiro são condutores que mantém a dinâmica na vida de cada um: objetivos são definidos e o acúmulo de patrimônio financeiro é o meio para exercermos a nossa liberdade de escolha.

Os conceitos, indicadores, produtos de investimentos podem ser adquiridos através da educação financeira e de um especialista que te oriente. O planejamento financeiro será o mapa para realizar os seus objetivos e o profissional um facilitador na clareza da sua dinâmica diária de lidar com a sua renda. Mas é a sua história de vida que produzirá necessidades, desejos e sonhos que são únicos e podem mudar com o tempo. Por que ? Pelo simples fato de que viver de forma abundante e próspera está à disposição de todos, mas cada um tem que “ajustar as velas do seu barco” – a vida que deseja ter e proporcionar aos que ama, a cada momento.

E agora, faz mais sentido o Prêmio Nobel 2017 ser dado para um trabalho no ramo da economia comportamental ? Então, como ressaltou o mestre Richard H. Thaler: “Para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas”.

Em uma era, em que as relações humanas estão passando por crises, reflexões e transformações, entender primeiro da porção humana em tudo na vida, é a chave para transformar realidades falidas em oportunidades de realização. Arrisco dizer que é a saída para os desequilíbrios instalados e intensificados nos últimos 15 anos no mundo. E cabe a cada um de nós, vivermos nossa humanidade, entender nossos limites, fortalecermos com o aprendizado e definirmos nossos processos de mudanças e vida com propósito !

Então, mãos à obra que o dinheiro está presente em tudo e é apenas mais uma questão a conhecer e desmistificar na sua vida !

* Kátia Avelar é economista e mestre em Economia, consultora em Finanças Pessoais. Trabalhou por 25 anos no mercado corporativo e há 2 anos criou o Detox dos Gastos. Conteúdos e trabalhos desenvolvidos são compartilhados no perfil do instagram @katia_avelar e em https://www.facebook.com/detoxdosgastos/