VÍDEO: “Serei candidato a senador em qualquer situação”, afirma José Reinaldo

O ex-governador avalia que as eleições para presidente da República terão bastante influência nos acordos para o pleito nos estados e sugeriu que o seu futuro partido, o DEM, atualmente próximo do governador Flávio Dino, poderá apoiar outro candidato ao governo

Em entrevista para um site Política Real (Brasília), que cobre a ação política da bancada do Nordeste no Congresso Nacional, o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares fez uma breve avaliação sobre o quadro político e partidário no Maranhão.

Próximo a filiar-se ao DEM – o ato político de filiação está previsto para acontecer no dia 10 de março – Zé Reinaldo avalia que as eleições para presidente da República terão bastante influência nos acordos para os pleitos nos estados e que as direções locais terão pouca autonomia para decidir em qual palanque de governador estarão, inclusive sugerindo que o seu futuro partido, atualmente próximo do governador Flávio Dino (PCdoB), poderá apoiar outro candidato ao governo.

“As eleições para presidente terão muita influência nos acordos para as eleições estaduais. Hoje o DEM está muito próximo do governador Flávio Dino, mas não se sabe como vai ficar essa configuração nacional. Só teremos certeza do quadro político depois da escolha dos candidatos [a presidente] dos principais partidos. De forma que acho que não vai haver uma liberdade muito grande nos diretórios estaduais para montar as suas coligações e isso pode manter ou não manter esse apoio incipiente entre o DEM e o Flávio Dino”, disse.

José Reinaldo aproveitou ainda para reafirmar a sua disposição em concorrer a uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2018, e que será candidato “em qualquer situação” porque possui “o apoio político dos prefeitos, da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) e uma estrutura política consolidada no estado”.

Confira a íntegra da entrevista com o pré-candidato a senador José Reinaldo Tavares em vídeo produzido por Enio Borgman.

Karnal, você é comunista?

O Blog do Robert Lobato voltará ao tema pela sua importância, atualidade e oportunidade, inclusive no caso do Maranhão.

Por enquanto fiquem o instigante e intrigante artigo do Leandro Karnal. Confira.

Karnal, você é comunista?

Clássicos seminais são criadores de novos mundos (nem sempre bons)

Há pessoas que apresentam uma percepção dualista do espectro político. Se você pertence a esse grupo, evite ler a crônica, ela nada vai acrescentar ao seu saber. Se você funciona na polaridade atual, já conclua antes de ler: Leandro Karnal é um legítimo representante do pensamento conservador neofascista e/ou neoliberal coxinha PSDB/PMDB ou… o exemplo de intelectual comunista que só quer destruir o mundo civilizado-cristão e apoiador do PT como todo petralha. Pronto! Você não precisa ler: você está certo! Sim, você está certo: sou o que você desejar porque o que está em questão é sua lente e não o meu objeto. Porém, se você consegue pensar além dessa caixinha de areia, prossiga.

Em 21 de fevereiro de 1848, surgiu o Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels. O texto chega hoje aos 170 anos com a fama, justificável, de ser um clássico do século 19. O que é um clássico?

O ano de 1848 foi de grande agitação política. Por coincidência mais do que por causalidade, os dias seguintes à publicação do Manifesto presenciaram a derrubada do rei-burguês, Luís Filipe D’Orléans. Surgia a Segunda República em Paris. Os ventos de mudança se espalharam de Viena até o Recife. Era a chamada Primavera dos Povos descongelando o sistema construído pelo conservador Congresso de Viena de 1815. Os grandes representantes da ordem reacionária, como o austríaco Metternich, estavam encurralados. Marx o cita nominalmente, junto ao ministro Guizot da França.

Manifesto é uma peça de análise histórica a partir do nascente ideário marxista. É também um panfleto de propaganda e um programa de ação. Seu sucesso está na sua simplicidade narrativa e vastidão analítica. Ele se parece com o curto texto de Emmanuel Joseph Sieyès às vésperas da Revolução Francesa de 1789: O que é o Terceiro Estado? A fórmula que levou o francês a ser tão importante é a mesma de Marx/Engels: perguntas com respostas diretas e aplicáveis de forma universal na compreensão dos autores.

Manifesto nasceu da Liga Comunista que tinha se reunido em Londres, em 1847. Apesar de começar falando que o comunismo era o grande espectro do mundo de 1848, isso era pouco sólido. O medo dos impérios da Áustria e Rússia eram os nacionalismos desagregadores. A questão que vinha agitando a Grã-Bretanha estava, há uma década, no Cartismo, programa de reforma eleitoral que incluía o voto universal. Republicanos conservadores e liberais de todas as espécies eram mais incômodos ao governo orleanista de Paris do que as agitações operárias que espocavam em Lyon, por exemplo. O Manifesto faz crer que o “fantasma do comunismo” era bem maior do que ele realmente se apresentava. Sim, os socialismos cresceriam, mas 1848 não era a aurora vermelha que o Manifesto fez crer.

O texto elabora uma lógica universal da História, a luta de classes, conclamando o proletariado à união. Do mundo antigo ao contemporâneo, o motor do mundo, na visão dos autores, tinha sido a história da luta de classes. Criando uma teleologia, ou seja, um sentido de história determinado por um fim, que seria a marca da sua obra posterior, Marx tenta construir uma lógica científica politicamente oposta à do positivismo, mas igualmente dirigida por um vetor e por um sentido de transformação quase inevitável. Aliás, Augusto Comte, o conservador, teria sido o pioneiro no uso da palavra proletário.

Mais curto e esquemático do que as páginas d’O Capital, o Manifesto seria, de longe, a obra mais conhecida dos autores. Há traços da economia política inglesa, do pensamento socialista utópico francês e da reflexão filosófica alemã, tudo fundido e ressignificado por um grande erudito como Marx. Como o movimento russo de 1917, o chinês de 1949 e tantos outros invocaram o texto e os autores, diríamos que nunca uma obra intelectual esteve tão presente entre projetos de governo. Tal como Catarina e Frederico recorreram a Voltaire como conselheiro, Marx, já morto, inspirou Lenin e Mao e muitos outros militantes. Similar aos déspotas esclarecidos, a condição de assimilação das obras era sua deformação. O comunismo defendido no Manifesto, a sociedade sem classes e sem Estado, nunca surgiu na prática. O paraíso proletário insistia em não acontecer. Nenhum país do mundo guiado por ideias socialistas deu um passo decisivo para a dissolução do Estado. Assim, a hipertrofia do Estado foi o oposto perfeito do comunismo.

As ideias de Marx tinham muito da metafísica alemã, como acusou o clássico conservador Rumo à Estação Finlândia (1940), de Edmund Wilson. O norte-americano chega a comparar o processo às brumas que passam sob a soleira do castelo sólido do materialismo de Marx e Engels. Se acusamos com razão, que Marx foi pessoalmente incoerente com seus ideais por ser sustentado por um industrial e por ser um canalha no caso com uma empregada, também rejeitaríamos a imensa influência de Rousseau sobre a maneira de tratar crianças, apesar do genebrino ter sido um imbecil em relação aos filhos que gerou.

Manifesto continua fundamental. Um obra clássica não depende do seu gosto. Ler Adam Smith ou Machado de Assis não é como se manifestar sobre coentro ou a bossa nova. Clássicos seminais são criadores de novos mundos (nem sempre bons) e que continuam no foco das atenções. Marx criticou injustiças graves do século 19 e colaborou para criar ditaduras abomináveis no século 20.

Utopias, movimentos históricos e sangue correram em torno das ideias do Manifesto Comunista. Passados 170 anos, ainda estamos aqui pensando na obra e em como resolver as desigualdades do mundo. Isso é um clássico. Respondi à pergunta do título? Não importa, sua resposta diz respeito ao seu universo e nada diz de mim. Você já sabia se eu era comunista ou não antes de ler qualquer coisa. Pensar é árduo e etiquetar é fácil. Boa semana para todos nós.

O dois F’s: Força e fé 2

Duas palavrinhas curtas, ambas com ‘F’, mas que significam muito.

A vida costuma nos pregar certas surpresas indesejáveis.

Por isso que viver é uma arte e requer de nós, artistas da vida, capacidade para enfrentar as intempéries que chegam sem avisar e vai levando tudo o que vê pela frente.

Por isso que é importante ter força e fé.

Força é algo mais físico, fisiológico por assim dizer. Tem a ver com identificar o problema, focar nele e partir para superá-lo. Força mexe com os nossos sentidos, músculos e mesmo com certos órgãos vitais.

É preciso ter força para carregar sobre os ombos o peso por ter vindo este mundo no momento em que se deixa a segurança e o conforto do ventre materno.

Já a fé remete aos mistérios da vida, da nossa existência nesse plano.

A fé é aquela “força” que vem da alma; não por acaso que mesmo fomos ensinados, ao longo da nossa existência, de que a fé move montanhas.

Porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível”(Mateus 17:20).

Ocorre que a fé não pode ser encarada como algo efêmero e transitório. É preciso ter fé contínua e duradoura.

Às vezes fraquejamos na nossa fé é verdade. É quando nos tornamos aquele “homem de pouca fé” mencionado numa passagem do mesmo Livro bíblico de Mateus citado acima.

E assim como não podemos perder a força para enfrentar os problemas, também não podemos fraquejar na fé!

Força e fé. Fé e força.

Junte as duas coisa e vitória virá!

Flávio Dino demite aliado do presidente do PT da Caema e nomeia “sarnopetista” para o Agência de Mobilidade Urbana 4

A princípio pode parecer um movimento contraditório do governo, mas, ao final, revelar-se como uma forma dos comunistas manterem o PT sob cabresto com vista à reeleição do governador

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu uma mexidinha básica no seu governo envolvendo diretamente membros do PT.

O engenheiro Ricardo Ferro, compadre e aliado histórico do presidente estadual PT, Augusto Lobato, foi exonerado da Diretoria Comercial da Caema. A exoneração pegou muita gente de surpresa no PT e talvez até o próprio Ricardo Ferro.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, Ferro deve ir para uma lugar mais qualificado, provavelmente a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), mas a sua exoneração fez com o presidente do PT falasse mais grosso com o governo, já admitindo, inclusive, candidatura própria do partido ao Governo do Estado.

Nomeação de “sarnopetista”

Ato contínuo à exoneração do engenheiro Ricardo Ferro, que é da corrente “Mensagem ao Partido”, o governador Flávio Dino nomeou Francimar de Melo para o cargo de vice-presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, que é presidida pelo delegado de polícia e neopetista Lawrence Melo Pereira.

Francismar de Melo é secretário de Organização do Diretório Estadual do PT, membro da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) e ligado ao ex-vice-governador Washington Luiz e ao vereador Honorato Fernandes, portanto, uma “sarnopetista” como os comunas gostam de dizer. Foi candidato a presidente do partido no último PED numa estratégia para dificultar a vitória do deputado estadual Zé Inácio, também da CNB e mais articulado com o comando nacional da corrente. O fato é que a candidatura de Francimar acabou ajudando na intenção do Palácio dos Leões de fazer Augusto Lobato presidente do PT.

Enfim, o governo faz um movimento que, a princípio, pode parecer contraditório, mas, ao final, vir a revelar-se como uma forma de manter o PT sob cabresto com vista à reeleição de Flávio Dino.

É aguardar e conferir.

Andrea Murad destaca projetos de sua autoria e se mantém firme na oposição ao governo Flávio Dino 2

Em discurso na sessão plenária nesta segunda-feira (19), a deputada Andrea Murad (MDB) destacou os projetos de lei de sua autoria, que estão tramitando na Assembleia Legislativa, com foco no aperfeiçoamento das políticas públicas em diversas áreas, a exemplo da educação, esporte, transparência, saúde e violência contra mulher.

“Um dos projetos cria a semana de incentivo à prática de esportes com a finalidade de integrar a política esportiva educacional nas escolas públicas. Também criei um projeto para implantar no ensino médio da rede pública noções básicas da Lei Maria da Penha, e assim contribuir para o conhecimento da lei na comunidade escolar e impulsionar as reflexões sobre o combate à violência contra a mulher”,destacou.

No setor da transparência, Andrea Murad propôs três projetos de lei. Ela argumenta que legislar para fins de dar eficiência à publicidade é função de fiscalização confiada ao Poder Legislativo. O primeiro é sobre a divulgação dos valores arrecadados nas multas de trânsito e a destinação desses recursos, para que a população saiba onde esses valores estão sendo aplicados no serviço público.

A parlamentar também quer mais transparência na regulação de leitos obrigando a Secretaria Estadual de Saúde disponibilizar, diariamente e em tempo real, as informações na internet do número de leitos ocupados e livres nas unidades de saúde, hospitalar e uti, credenciadas no SUS, assim como os pedidos de regulação por município, visando assegurar ao usuário o acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de regulação em saúde. Outra proposta para transparência é voltada para os gastos com propaganda pelo Governo do Estado.

“O projeto de lei visa que toda e qualquer propaganda institucional, financiada com recursos do Tesouro Estadual, traga elementos capazes de identificar o número do contrato administrativo, o valor do contrato de publicidade, a edição e data de publicização do contrato no diário oficial, e a tiragem da referida publicidade. Então, é importante que o governador acate essas propostas e mostrar mais transparência no seu Governo, na regulação do Sistema Único de Saúde, nas campanhas publicitárias”, explicou.

Mais firme na oposição

A deputada reforçou o seu papel de fiscalizadora e deverá manter o discurso firme de oposição. Adiantou que, ainda esta semana, vai tratar da gestão comunista e o caos que se implantou no Estado, principalmente na área da saúde pública, um dos gargalos do governo Flávio Dino.

“Essa semana, eu irei tratar sobre o Governador Flávio Dino, as eleições que se aproximam, a minha avaliação sobre esses três anos de governo, sobre o descaso que acontece no Maranhão. Desejar para o povo do Maranhão mais um tempo com esse Governo é uma maldade. Desejar para o povo do Maranhão um Governo corrupto, um Governo que não pensa no povo, um Governo que não tem olhos para a população, é uma maldade. Como vocês sabem, desde o primeiro dia do meu mandato até hoje não mudei de lado, não mudei de discurso. Continuo dizendo que o Governador Flávio Dino é um péssimo Governador para o Maranhão”, finalizou.

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: No Lava Pratos, mais de 100 mil pessoas se despedem do carnaval ao som da bateria da Acadêmicos de Tatuapé 2

Escola bicampeã do carnaval paulista participou da programação e de missa em São José de Ribamar para agradecer pela conquista.

Mais de 100 mil pessoas se despediram oficialmente do carnaval 2018, durante este final de semana no tradicional Lava Pratos, festa realizada no município de São José de Ribamar, que chegou a sua 72ª edição.

Durante os dois dias do evento, os foliões puderam dançar, cantar e se esbaldar ao som de diversas atrações locais e nacionais. Porém quem deu o tom do Lava Pratos deste ano, foi a bicampeã do carnaval de São Paulo, Acadêmicos do Tatuapé. A escola, que conquistou seu segundo título consecutivo, mostrou o carisma da escola que cantou em pleno Sambódromo, as belezas e religiosidade do estado que tem como padroeiro, São José de Ribamar.

O público presente, não decepcionou e com um gigantesco coral de vozes também fez ecoar no Parque Folclórico, Teresinha Jansen, o samba-enredo que rendeu o título a escola. Na avenida Gonçalves Dias, entre blocos e escolas de samba, mais de 20 agremiação desfilaram no circuito da Sede, instalado ainda no Carnaval Tradicional.

Frederico Costa e Renata Antunes, turistas de Salvador que passaram o carnaval no Maranhão, falaram da dupla emoção em poder participar da festa e ainda com a presença da escola campeã. “Nossa, que emoção! Vamos levar para Salvador só lembranças e imagens de uma festa muito bem organizada e claro que com a presença de uma escola vencedora, se torna ainda mais mágico”, disse a visitante.

Bastante emocionado, o presidente da Acadêmicos do Tatuapé agradeceu a energia dos ribamarenses além é claro da intercessão e bênção especial que recebeu do santo padroeiro.

“Prometi que voltaríamos aqui se conquistássemos o título, e assim estamos fazendo. Estamos muito felizes com o título, com o apoio e carinho que recebemos dos ribamarenses além é claro da valorosa intercessão e bênçãos de São José de Ribamar que rendeu a conquista do bicampeonato da escola”, agradeceu o presidente durante celebração religiosa realizada no Santuário de São José de Ribamar.

Além do orgulho e satisfação pela homenagem feita ao terceiro maior município em população do Maranhão, o prefeito Luis Fernando destacou o incremento turístico que o destino recebeu.

“Além da homenagem, que rendeu título a escola, nossa emoção é ainda maior em saber que agora, São José de Ribamar, também é destaque em mais de 170 países e isso sem dúvida nos coloca na prateleira de oportunidades internacionais”, pontuou o gestor que também participou da celebração no santuário acompanhado de diversas autoridades, entre elas, o vice-governador, Carlos Brandão, os deputados estaduais Bira do Pindaré e Neto Evangelista, vereadores e o vice-prefeito Eudes Sampaio.

Lava Pratos

Sem nenhum registro de ocorrência grave, a 72ª edição do Lava Pratos contou com um forte esquema de segurança colocando mais de 700 homens da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal além de segurança privada. Barreiras foram montadas ao longo das principais entradas de acesso para a cidade, com orientação para os condutores além de do bafômetro e verificação de documentação.

Na área da saúde, durante os dois dias, um forte esquema foi montado com oferta de atendimento médico que contou também com três ambulâncias, equipes médicas e de enfermeiros e auxiliares, além de distribuição de preservativos e orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Juízes ganham R$ 211 milhões com ‘auxílios’ atrasados

Quase 7 mil magistrados receberam em média R$ 30 mil em dezembro em benefícios e indenizações retroativos em razão de equiparação com deputados

Auxílio-moradia, auxílio-alimentação e auxílio-saúde não são os únicos itens a chamar a atenção nos contracheques dos juízes brasileiros. Quase 7 mil deles receberam em dezembro um total de R$ 211 milhões em pagamentos retroativos de benefícios e indenizações – uma média de R$ 30 mil por magistrado.

Isso significa que, no fim de 2017, cerca de 30% dos juízes federais e estaduais do País tiveram os vencimentos engordados por algum “penduricalho do passado”, com juros e correção monetária. Muitos deles foram contemplados graças ao auxílio-moradia que os deputados federais recebiam entre 1992 e 1998.

Mas como o auxílio-moradia pago pela Câmara dos Deputados há mais de duas décadas pode ter impacto agora na folha salarial do Judiciário? A explicação envolve uma batalha por equiparação de privilégios, na qual a balança da Justiça pendeu para o lado dos juízes em diversas ocasiões, gerando um passivo no orçamento dos tribunais que até hoje é pago de forma parcelada.

Tudo começou em 1992, quando o Judiciário instituiu o pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência – um bônus – para que ministros de tribunais superiores recebessem salário igual ao de deputados, com base na premissa constitucional de que deve haver paridade de remuneração entre membros de distintos poderes. Isso gerou um efeito cascata com impacto no contracheque de quase todo juiz.

Mas os parlamentares recebiam na época, além do salário, auxílio-moradia, mesmo sem precisar comprovar gastos com aluguel. Isso foi entendido como remuneração indireta, o que abriu brecha para magistrados exigirem nova equiparação, levando em conta o adicional de moradia. O Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu a reivindicação em 2000: decidiu que os juízes federais deveriam receber, além do salário, o valor que os deputados embolsavam como auxílio-moradia. Na época, isso equivalia a R$ 3 mil (R$ 9,2 mil em valores atualizados).

Em seguida, associações de magistrados reivindicaram o pagamento retroativo, referente ao período em que os deputados receberam auxílio-moradia e os juízes, não. Tiveram ganho de causa: uma bolada equivalente a cinco anos do benefício. O efeito cascata teve continuidade quando o mesmo direito foi estendido a magistrados aposentados.

A novela não acabou aí. Associações de juízes exigiram depois o recálculo da chamada Parcela Autônoma de Equivalência referente a janeiro de 1998 a setembro de 1999, com direito a juros e correção monetária. Mais uma vez obtiveram decisão favorável, gerando novos rombos contábeis nos tribunais – sempre cobertos com suplementações orçamentárias.

BOLA DE NEVE

A bola de neve gerada pela concessão do auxílio-moradia a parlamentares na década de 1990 está rolando até hoje. O Estado perguntou a 32 tribunais qual o motivo dos pagamentos retroativos na folha salarial de dezembro. Desembolsos referentes à Parcela Autônoma de Equivalência, bem como correção monetária e juros sobre ela, foram citados por 14 deles.

Outros tribunais citaram o pagamento do que consideram uma “dívida” da época em que muitos juízes ficaram sem receber auxílio-moradia, por causa da controvérsia sobre a legalidade do benefício.

Como o ministro Luiz Fux, do STF, liberou o pagamento do auxílio a praticamente toda a magistratura em 2014, tribunais decidiram pagar retroativamente o benefício, por considerar que houve prejuízo a quem não recebeu na tramitação do processo.

Foram citadas ainda quitações retroativas de itens como gratificação por acúmulo de jurisdição, adicional por tempo de serviço, diferença de proventos e pensões e verbas rescisórias de instituidor de pensão, entre outros. O maior pagamento individual, de R$ 8,2 milhões, foi feito pelo Tribunal Regional do Trabalho do Ceará. Refere-se a concessão de pensão vitalícia a uma servidora com efeitos a contar de março de 1993 – só de juros e correção, o montante foi de R$ 6,6 milhões.

(Daniel Bramatti, Cecília do Lago e Marianna Holanda, O Estado de S. Paulo)

Bequimão: Prefeitura realiza II Conferência Municipal de Educação

O fortalecimento da educação do município de Bequimão, localizado no Litoral Ocidental Maranhense, foi à base da II Conferência Municipal de Educação realizada nos nesta quinta (15) e sexta-feira (16) na Escola Municipal Domingos Bouéres.

Com o tema ‘Realidade e Desafios na Garantia de Direitos’, a conferência contou com a participação do Executivo Municipal, Câmara de Vereadores, representantes do Ministério Público do Maranhão, sociedade civil organizada, professores, pais e alunos.

No primeiro dia, o evento começou com a leitura do regimento da conferência e a palestra magna, ministrada pelo secretário de Educação do Município, Aristides França. O segundo dia foi voltado para discussão das metas e estratégias, e avaliação do Plano Municipal de Educação (PME), implantado em 2015.

Segundo o secretário Aristides França, o debater o plano melhora a política de educação do município. “Estamos na fase da avaliação dos três anos de implantação do projeto. Nesses dias, monitoramos os avanços e os pontos não alcançados, e conseguimos traçar uma nova estratégia para melhorar ainda mais a educação na cidade”, destacou o secretário.

A coordenadora do PME, Rosenilce Pereira, destacou durante o evento a importância da partição de todas as entidades na elaboração e avaliação do projeto. “O PME rege o norte da educação no município em todas as esferas desde a elaboração pedagógica à gestão dos recursos financeiros. Os debates são fundamentais para direcionarmos o plano de educação da melhor forma possível”.

De acordo com o vice-prefeito de Bequimão, Magal, a educação apresentou inúmeros avanços desde a implantação do PME em 2015. “Nos últimos anos houve a extinção das salas multiseriadas nas escolas. Conseguimos implantar o transporte escolar, melhorar a qualidade da merenda escolar e reduzimos o índice de evasão no município. Esses avanços fizeram com que a cidade subisse posições no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), pontuando a frente dos municípios da Baixada Maranhense”, relatou.

Após a aprovação da nova redação feita pela plenária, o Plano Municipal de Educação foi encaminhado para Câmara Municipal e será apreciado pelos vereadores. Segundo o vereador Professor Zeca, a tramitação do plano na casa legislativa será rápida, porque os parlamentares participaram das discussões na Conferência Municipal de Educação. Depois de aprovar a redação final do texto, a Câmara vai enviar o PME para sanção do prefeito Zé Martins.

Para o prefeito Zé Martins, o momento é de avaliar o que tem sido feito e planejar os próximos anos para a Educação de Bequimão. “Temos trabalhado bastante para melhorar a qualidade da educação de nossas crianças em Bequimão. Para se ter uma idéia, nosso IDEB é superior ao de municípios que eram referências no Estado. Temos investido fortemente na educação e os resultados são bons, mas queremos melhorar ainda mais”, destacou o prefeito.

Jornalista avalia que Flávio Dino plantou vento e colherá tempestade 6

Uma análise lúcida e factual do amigo Diego Emir.

Passou foi longe da TPE (Tensão Pré-Eleitoral), que tem a afetado alguns colegas da blogosfera maranhense. Confira.

A calmaria política que Flávio Dino vive é prenúncio de tempestade

Atualmente, Flávio Dino (PCdoB) navega em mares calmos, voa em céu de brigadeiro e demonstra total certeza na reeleição ainda no primeiro turno dia 7 de outubro de 2018. O governador do Maranhão vive um dos melhores momentos, ainda com as atividades retomando ao parlamento e o povo anestesiado pelo carnaval, o comunista vive a tranquilidade de quem “alcançou” mais de 60% em pesquisa e possuir 14 partidos aliados. Porém, vale a máxima, toda calmaria é prenúncio de tempestade.

O uso do conhecimento popular, especialmente daqueles que navegam pelos mares, não é uma torcida deste jornalista, mas sim uma constatação do que o governador Flávio Dino está a prestes a viver e aqui não faço futurologia.

O arco de aliança comunista montado em uma base de 14 partidos – PCdoB, PDT, PT, PSB, PPS, PP, PRB, SD, PTB, PTC, PROS, DEM, PR e PEN – é completamente instável, muito parecido a um terreno arenoso e qualquer fluxo de saída de legendas pode virar um efeito dominó.

O primeiro ponto mais importante para Flávio Dino é a questão da escolha do senador. Após optar por Weverton Rocha ainda em dezembro, quando o próprio “botou uma faca no pescoço” do comunista e exigiu a indicação, o governador agora vive o dilema do que fazer com os descontentes, após o anúncio do segundo nome, que deve ser Eliziane Gama (PPS).

Zé Reinaldo Tavares (sem partido) e Waldir Maranhão (Avante), já deixaram claro que vão até o fim com suas pré-candidaturas, ou seja, vão concorrer ao Senado em quaisquer circunstância. Nesses dois nomes moram a primeira grande turbulência a vir a ser sofrida por Flávio Dino e ambos o podem levar a derrocada.

Tanto Tavares quanto Maranhão, já não escondem que conversam e já articulam com outros pré-candidatos ao governo, principalmente em um eixo que circunda entre Roberto Rocha (PSDB) e Eduardo Braide (PMN). É nos dois que está o maior medo de Flávio Dino, pois o comunista possui as armas prontas e apontadas para Roseana Sarney (MDB), mas seu discurso provinciano, não o permite ir para um embate além da dicotomia Sarney vs Anti-Sarney.

No cenário nacional, a disputa presidencial será uma das mais disputadas da história com ou sem Lula, e para Flávio Dino, sem o ex-presidente seria um cenário muito melhor. Afinal facilitaria mais uma vez o palanque múltiplo com um outro nome do PT, Manuela D´avila do PCdoB, Ciro Gomes do PDT e até Fernando Collor do PTC, além de outros que poderiam surgir.

Mas é na disputa entre direita e esquerda que esgarça a base aliada de Flávio Dino. Contando com vários partidos golpistas, o comunista pode presenciar a saída de um grupo de legendas que possuem obsessão por chegar a presidência como o caso do DEM e outro que pode fazer composições como PP, PTB, PR e outros. Os citados são os de maiores de peso, que representariam tempo e fundo partidário.

É prevendo esse cenário turbulento que Flávio Dino se utiliza de velhas práticas como uso de estruturas midiáticas e pesquisas questionáveis, assim como criticou sua antecessora. Para passar uma sensação de calmaria, tranquilidade e tudo favorável.

Ao divulgar os mais de 62% nas pesquisa Data Ilha/Tv Difusora registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo 06345/2018, o comunista tem apenas um interesse: mostrar a classe política que é com ele que devem seguir.

Mas como boa parte dos políticos, Flávio Dino esquece que o jogo político para sair perfeito tem que combinar com os eleitores e não só os “representantes do povo”. E assim como os maranhenses deram um “sim” para el 2014, o “não” parece ser algo bem real diante da realidade de um estado que parou no tempo ao não promover geração de emprego e renda, estagnando a economia e habilitando mais de 300 mil maranhenses para condição de extrema pobreza nos últimos três anos.

A maior das turbulências será quando ficar evidente que os mais de 60% apontados em pesquisas não passam de um “castelo de areia”.

No fim, Flávio Dino pode até sobreviver as intempéries que estão por vir, mas uma reeleição certa, garantida e ainda no primeiro turno foge de qualquer possibilidade da realidade maranhense.

A RIQUEZA OCULTA

Roberto Rocha, senador da República

Uma escola de samba de São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé, veio buscar no Maranhão a inspiração para produzir o espetáculo que levantou o título na avenida. Alguns dirão: certamente isso se deu pelo fato do carnavalesco da escola, Wagner Santos, ser maranhense. Não, decididamente, não! A escolha de um enredo passa por várias cabeças e depende de muitos fatores. Fosse o carnavalesco de outro estado, teria emplacado sua terra?

Faço esta reflexão com um propósito. Para chamar a atenção para a extraordinária riqueza que está diante dos nossos olhos, e muitas vezes é preciso ser vista de fora pra que nós mesmos enxerguemos. A Tatuapé escolheu o Maranhão porque percebeu que aqui havia todos os elementos que compõem uma narrativa para empolgar a celebração popular. Pra começar, somos a síntese da formação cultural do país, nos três grandes eixos: o africano, o europeu e o indígena. Trazemos em nossa imaginação, costumes, memórias e sonhos, o eco do encontro de crenças e visões de mundo tão variadas que se aclimataram em nosso território. Isso não se deu pacificamente, mas a custa de sangue e dor.

Sobre esse terreno construímos um imaginário de “encantarias”, como diz o enredo da escola, feito de mitos, de arquétipos, de lendas, de fantasias que adubaram fértil terreno para o nascimento de gerações de poetas, de Gonçalves Dias a Ferreira Gullar. Um lugar tocado de poesia e magia que penetra na imaginação desde que “o sonho aportou na ilha da magia”.

Está tudo lá, na letra do samba, numa síntese magnífica. Fala das batalhas pela libertação dos escravos, das feitiçarias, da poesia, da alegria, das matracas, dos tambores e de São José, nosso santo padroeiro. Fala ainda das cantorias, das quebradeiras de coco e não esqueceu do reggae, mais um exemplo de simbiose cultural.

Mas nada disso seria suficiente se não fosse o fato de constituir também uma vibrante e arrebatadora tradição visual que está presente nas miçangas dos bois, nos traçados geométricos das pinturas indígenas, nos vestuários das danças populares, nas fitas coloridas, nas cavalgadas, nas romarias, nos azulejos, nos cocares. Que mais quer uma escola de samba pra empolgar a avenida? Poesia, magia, beleza, mistério, essa a riqueza que o Maranhão forneceu para que a Tatuapé, com enorme competência, conquistasse o bicampeonato.

Nem todo o dinheiro de mídia do Governo conseguiria divulgar o Maranhão com tanta leveza e generosidade. O Maranhão tem muitas outras riquezas ocultas dos maranhenses. Chegará o dia em que serão desveladas para seu povo.