ELEIÇÕES 2018: Alexandre Almeida “apimenta” a disputa para o Senado Federal 8

Não se sabe ao certo qual a estratégia de Alexandre Almeida em radicalizar no tom da sua campanha, mas o fato é que em dois programas, ao longo dessa semana, o tucano partiu pra cima de dois dos seus concorrentes.

Diante de uma eleição um tanto quanto sem sal para o governo do estado, o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) resolveu “apimentar” a campanha para o Senado Federal, cargo que disputa na condição de mais jovem candidato do Brasil à Câmara Alta.

Não se sabe ao certo qual a estratégia de Alexandre Almeida em radicalizar no tom da sua campanha, mas o fato é que em dois programas, ao longo dessa semana, o tucano partiu pra cima de dois dos seus concorrentes.

A primeira vítima foi o atual senador e candidato a mais um mandato Edison Lobão (MDB), apontado por Alexandre como sendo investigado pela Lava Jato; logo em seguida foi a vez do deputado federal Weverton Rocha (PDT), quando tucano lembrou que o nosso querido “Maragato” responde à denúncias de corrupção feitas pelo Ministério Público Federal.

Lobão e Weverton, claro, reagiram às provocações de Alexandre Almeida. O primeiro foi defendido pelo filho e suplente Edinho Lobão que, através de um áudio, afirmou que o jovem candidato ganhou “um inimigo para a vida inteira”. O caso, de política, virou de polícia, já que Alexandre registrou na Polícia Federal o que considera uma “ameaça” a sua vida.

Já o Weverton Rocha foi mais político e considerou que as investidas de Alexandre Almeida como estando a serviço de terceiros e que possui “a nossa militância para responder por nós. Sei apanhar, mas também sei bater.”.

De qualquer forma, e sabe-se lá o porquê, Alexandre Almeida deu um pouco mais de emoção para uma eleição que já pode ser considerada como a mais esquisita da história…

SENADO 2018: Eliziane Gama pode surpreender mesmo com imagem de “golpista” 2

Enquanto se preocupavam com o “golpismo” de Eliziane Gama, a moça foi comendo pelas beiradas, se articulando e agora aparece bem posicionada nas pesquisa disputando uma das vagas com pesos pesados como Sarney Filho (PV). E olhem lá se hoje não é nome preferencial de Flávio Dino….

Parece que a política de queimação contra a deputada federal e candidata à senadora Eliziane Gama (PPS) acusando-a de “golpista”, por ter votado a favor do impeachment da presidente Dilma, não colou nesta campanha.

E não colou porque o eleitorado sabe que a irmã está no palanque de Flávio Dino (PCdoB), que é o mesmo do PT e o mesmo palanque está repleto de golpistas, aqui se aspas mesmo, eméritos.

Ou seja, por que apenas Eliziane Gama pode ser acusada de ser “golpista” se o seu candidato a governador estar rodeado de políticos que votaram a favor do afastamento da Dilma, como é caso do deputado federal André Fufuca (PP) que na época era o “bambino” de ninguém menos do que Eduardo Cunha, condutor do processo de impeachment na Câmara Federal?

Essa história de imprimir a marca de “golpista” apenas em Eliziane Gama foi um estratagema de aliados do Palácio dos Leões para favorecer diretamente o também candidato a senador Weverton Rocha (PDT), que desde a pré-campanha é nome do coração dos comunistas e mais recentemente passou a ser também dos dinopetistas.

Enquanto se preocupavam com o “golpismo” de Eliziane Gama, a moça foi comendo pelas beiradas, se articulando e agora aparece bem posicionada nas pesquisas disputando uma das vagas com pesos pesados como Sarney Filho (PV). E olhem lá se hoje não é nome preferencial de Flávio Dino….

O fato é que sua biografia, história de gente que veio de baixo e não enriqueceu com a política, ser ficha limpa, evangélica e possuir bom trânsito em setores dos movimentos sociais, tudo isso somado acabou se tornando um diferencial competitivo a favor de Eliziane Gama na eleição para o Senado Federal.

Sem falar que a irmã faz uma campanha pobre financeiramente em relação aos seus oponentes, incluindo o seu companheiro de chapa Weverton Rocha (PDT), que faz uma campanha digna de um Henrique Meirelles da vida…

SENADO 2018: Atrás nas pesquisas, Weverton Rocha dá chilique e impede divulgação de números para o Senado 32

Pelo andar da carruagem, nem virando cachorro doido pelo Maranhão afora com Zequinha Sarney (PV) vai ajudar o nosso querido “Maragato” chegar à Câmara Alta do Congresso Nacional

“A Difusora esconder os números. P… no c… do Maragato. Não deixaram nem bater a foto da pesquisa. Ficou puto”.

As palavras acima é de um agente político ligado ao grupo de Flávio Dino comentando sobre como teria sido a reação do candidato a senador Weverton Rocha (PDT) frente aos números da pesquisa Datailha/Difusora, divulgada ontem, quarta-feira, 15.

Pelo WhatsApp, a fonte do Blog do Robert Lobato disse que sequer Weverton aceitou discutir a publicação dos número onde aparece na rabeira do levantamento e pior: a sua companheira de chapa Eliziane Gama aparece bem à frente do candidato pedetista.

Pelo andar da carruagem, nem virando cachorro doido pelo Maranhão afora com Zequinha Sarney (PV) vai ajudar o nosso querido “Maragato” chegar à Câmara Alta do Congresso Nacional.

Uma pena, né?

IMPUGNAÇÃO DE FLÁVIO DINO: Enquanto Eliziane Gama sai em solidariedade ao governador, Weverton Rocha nem “tchum” 12

Nadica de nada de manifestação de solidariedade do nosso querido “Maragato” ao seu aliado, amigo e camarada. Pelo contrário: está é feito cachorro doido cuidando da sua campanha.

E nas intempéries da vida que a gente sabe quem é quem.

O governador Flávio Dino (PCdoB) caiu em desgraça por causa da decretação de sua inelegibilidade proferida pela juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª Zona Eleitoral. Isso todos os maranhenses já sabem, inclusive que o caso é “gravíssimo”, como deixou claro a magistrada na sua decisão.

Pois bem. A candidata a senadora pela chapa de Flávio Dino, deputada federal Eliziane Gama (PPS), fez o que deveria qualquer aliado do comunista fazer, ainda mais na condição de companheiro/companheira de chapa: sair em solidariedade ao aliado impugnado.

Pela rede social do Twitter, a irmã fez a seguinte avaliação sobre a situação do governador comunista:

“Judicializar demandas sem materialidade querendo confundir a população quanto a elegibilidade ou não de um governo marcado pela transparência é apenas e tão somente desespero de grupos que perderam benefícios e sabem que não os terão de volta. O MARANHAO É AGORA DE TOSOS NÓS! A elegibilidade do @FlavioDino é incontestável, não há qualquer mácula ou mancha que possa fazer que essa ação tenha qualquer sentido, pena que tenhamos que está discutindo isso, tínhamos que está discutindo o MA e destacando o avanço deste que é o gov de todos os maranhenses”.

Muito bonito o gesto da candidata governista. Parabéns para a irmã!

Enquanto isso, o “candidato número 1” de Flávio Dino ao Senado Federal, o também de deputado federal Weverton Rocha, nosso querido Maragato, nem “tchum” para o martírio do seu aliado, amigo e camarada. Nadica de nada de manifestação de apoio e solidariedade.

Pelo contrário: está é feito cachorro doido cuidando da sua campanha.

Coisa feia, siô!

 

ELEIÇÕES 2018: Em instantes a convenção do PSDB que vai oficializar o projeto Roberto Rocha governador-45 6

Daqui a pouco inicia a convenção do PSDB que vai oficializar a candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Maranhão e do deputado federal José Reinaldo Tavares e do deputado estadual Alexandre Almeida candidatos ao Senado Federal.

Vice e suplentes serão anunciados mais na frente.

SENADO 2018: Por que Waldir Maranhão 24

Quero aqui externar meu apoio e simpatia pela candidatura de Waldir Maranhão ao Senado Federal ao lado do jovem e promissor político Alexandre Almeida, uma das gratas surpresas da nova geração de políticos maranhenses, que não é apenas novo na idade, mas principalmente nas práticas e conceitos políticos

A gente aprende a gostar, admirar e respeitar pessoas.

Conheço o deputado Waldir Maranhão desde os tempos de Uema quando, ele reitor da Uema, eu dirigente do estudantil do Diretório Central dos Estudantes e do Diretório Acadêmico de Administração.

Na época não mantinha relação pessoal com Waldir e mal nos falávamos. Pelo contrário, fazia oposição sistemática à direção da Uema.

O tempo passa e a vida nos dá oportunidade de transformar “preconceitos” em “conceitos”. E hoje, com toda sinceridade, tenho um conceito sobre Waldir Maranhão, não somente sobre o deputado,mas principalmente sobre o ser humano Waldir Maranhão.

Trata-se de uma pessoa amiga, generosa, parceira, leal e grata. Qualidades reconhecidamente raras quando o assunto é política e políticos, ainda mais neste tempos que vivemos.

Na condição de petista, não me cabe meter a colher no pirão do PSDB quando a questão é decidir quem ou não deve ser candidato a isso ou aquilo. Os tucanos que sabem ou deverão saber o que melhor para o projeto partidário deles.

Desejo aqui apenas dar a minha opinião pessoal sobre o que entendo ser a melhor opção para o Senado Federal independente de partido, até porque não deixaram, aliás, proibiram o PT de ter quaisquer opções de candidatura majoritária.

E escrevo estas mal traçadas linhas muito à vontade porque defendi e fiz de tudo para que o nome do também deputado federal José Reinaldo Tavares fosse ungido para o cargo de senador!

Ocorre que não basta ter “um candidato”, tem que ser “o candidato”. E para ser “o candidato” é preciso saber de qual lado você está.

Waldir Maranhão, desde que foi traído covardemente pelo governador Flávio Dino, escolheu um novo campo político pelo qual se dedicou e se dedica diuturnamente.

Desde então, o deputado tem sido leal, fiel, enfim, um soldado nesse seu novo campo político que tem o senador Roberto Rocha como líder.

O projeto Roberto Rocha governador-45

Roberto Rocha é pré-candidato a governador e de longe o melhor senador que o Maranhão já elegeu. É também é o que o Maranhão precisa para tirar o nosso estado desse quadro em “branco e preto” que insistem em manter.

Criticado por não ter “grupo político”, após essas eleições de 2018, seja qual o resultado sair da urnas, poderão criticar Roberto Rocha de tudo, menos de não ter grupo político. E se o tucano vai passar a ter grupo político muito será pela postura correta e, repito, leal e fiel de Waldir Maranhão ao projeto Roberto Rocha governador-45.

Evidente que não apenas pelo Waldir, tem outros atores importantes, mas na atual conjuntura não tem como destacar o papel do ex-presidente da Câmara dos Deputados, o homem que não apenas foi contra o “golpe” contra Dilma, mas tentou anular o “golpe”, já que no nosso estado essa questão do “golpe”, ou impeachment como queiram, vai ser pauta não apenas no palaque real como no palaque eletrônico no horário eleitoral na tevê.

Enfim, quero aqui externar meu apoio e simpatia pela candidatura de Waldir Maranhão ao Senado Federal ao lado do jovem e promissor político Alexandre Almeida, uma das gratas surpresas da nova geração de políticos maranhenses, que não é apenas novo na idade, mas principalmente nas práticas e conceitos políticos.

Trata-se, repito, de uma posição pessoal, de um cidadão consciente dos seus direitos e deveres.

E sobretudo livre!

ELEIÇÕES 2018: Clima ameno e de unidade marca vésperas da convenção do PSDB 4

Não há ambiente de hostilidade e muito menos margem para traições contra quem quer que seja no tucanato local. O que existe, pelo menos foi o que o Blog do Robert Lobato conseguiu constatar em uma visita feita na manhã desta terça-feira, 31, na sede do partido, é muita movimentação de lideranças políticas e articulações para agregar mais partido na coligação liderada por Roberto Rocha.

Embora o Palácio dos Leões tente passar, através da mídia alugada com prazo de validade para o dia 31 de dezembro de 2018, de que há uma disputa beligerante no âmbito do PSDB por conta da disputa ao Senado Federal, o clima no ninho tucano é ameno e da mais absoluta tranquilidade nestas vésperas de convenção tucana que acontece no próximo sábado, 4, na Batuque Brasil.

Os deputados federais José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão, além do deputado estadual Alexandre Almeira, estão sempre conversando, trocando opiniões sobre a conjuntura e dialogando constantemente na sede do PSDB junto com o senador Roberto Rocha, que é o pré-candidato do partido ao Governo do Maranhão.

Não há ambiente de hostilidade e muito menos margem para traições contra quem quer que seja no tucanato local. O que existe, pelo menos foi o que o Blog do Robert Lobato conseguiu constatar durante visita feita na manhã desta terça-feira, 31, na sede do partido, é muita movimentação de lideranças políticas e articulações para agregar mais partido na coligação liderada por Roberto Rocha.

E pelo que este humildade blogueiro viu na manhã de hoje podem aguardar, pois vem novidade quente por aí.

Daí a explicação para um certo desespero do Palácio dos Leões e sua camarinha comunista.

SENADO 2018: Entenda por que para o Palácio dos Leões serve qualquer senador menos Waldir Maranhão 11

Como Waldir Maranhão está colado em Roberto Rocha e convencido da eleição do pré-candidato a governador do PSDB, claro que isso o torna um adversário dos Leões a ser derrotado de qualquer jeito, de qualquer forma e seja por quem for!

O Palácio dos Leões teve orgasmos múltiplos com um vídeo que circulou em blogs e redes sociais onde o ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckimin (PSDB), aparece manifestando apoio à pré-candidatura do deputado federal José Reinaldo ao Senado Federal.

Ora, é lógico que enquanto presidente nacional do PSDB, e ainda mais na condição de presidenciável, o Geraldo gravaria e grava vídeos para qualquer pré-candidato tucano no país inteiro. Faria o mesmo para Alexandre Almeida e para Waldir Maranhão, também pré-candidatos a senador.

Ocorre que os comunistas, embora já tenham escolhidos os seus pré-candidatos à Câmara Alta do Congresso Nacional, aceitam a vitória de qualquer um: José Reinaldo, Lobão ou Sarney Filho, mas não aceitam jamais a de Waldir Maranhão.

Isso porque Waldir colocou o dedo na ferida dos comunistas em especial na de Flávio Dino quando revelou ao Brasil o ato de traição do governador maranhense ao então presidente da Câmara dos Deputados no episódio do impeachment de Dilma.

Com o ego ferido e vaidade ofendida depois de ser chamado por Waldir Maranhão de “maior traidor do país”, Flávio Dino quer ver o diabo no Senado Federal menos o seu ex-aliado, o homem que foi orientado, pelo próprio Flávio Dino, a anular o ato de afastamento de uma presidente honesta do Palácio do Planalto em 2016.

O fator Roberto Rocha

Mas não é só o fato de Waldir Maranhão expor as vísceras de traidor de Flávio Dino ao país que faz do pré-candidato a senador tucano um alvo a ser abatido pelo Palácio dos Leões.

Um outro aspecto fundamental é a lealdade que Waldir tem demonstrado ao projeto Roberto Rocha governador-45. Isso tem tirado o sono do comuna-mor do Maranhão!

Como Waldir Maranhão está colado em Roberto Rocha e convencido na eleição do pré-candidato a governador do PSDB, claro que isso o torna um adversário a ser derrotado de qualquer jeito, de qualquer forma e seja por quem for!

São esses fatos acima que explicam toda a euforia dos comunistas e sua camarilha com o vídeo pró-José Reinaldo gravado pelo Geraldo Alckimin.

Vídeo, repito, que o presidenciável tucano gravaria para qualquer correligionário seu no Maranhão e no resto do país.

ELEIÇÕES 2018: Os registros das pré-candidaturas petistas (OU: Saudações a quem tem coragem) 2

No próximo dia 27 deste mês será o encontro do PT que decidirá qual o rumo que o partido irá tomar no estado. Isso se a direção nacional não emitir alguma resolução política sobre a situação do Maranhão até antes do encontro

O pré-candidato a governador Aníbal Lins registra o acolhimento das assinaturas dos demais pré-candidatos. Ao fundo a pré-candidata a senadora Adriana Oliveira. Márcio Jardim também teve sua pré-candidatura ao Senado oficializada.

Na noite de ontem, segunda-feira, 16, os pré-candidatos Aníbal Lins, Márcio Jardim e Adriana Oliveira tiveram as suas pré-candidaturas oficialmente registradas na sede estadual do PT.

Aníbal Lins pré-candidato ao Governo do Estado, Márcio Jardim e Adriana Oliveira pré-candidatos ao Senado Federal.

O registro dessas pré-candidaturas é uma dura derrota para o presidente estadual do PT, Augusto Lobato e do secretário Francisco Gonçalves (Direitos Humanos), ambos trabalharam arduamente para impedir os registros que não interessam ao Palácio dos Leões.

Contudo, os pré-candidatos estavam convencidos da importância do processo e conseguiram o número de assinaturas suficiente para garantir o direito de ao menos sonhar com um PT mais forte e unido no Maranhão.

Gesto solidário de Márcio Jardim

Além da determinação do sindicalista Aníbal Lins, que foi um herói ao lado de outros companheiros seus que se dedicaram de corpo e alma na busca das assinaturas, um gesto solidário marcou o dia de ontem nesse processo de registro das pré-candidaturas petistas.

Márcio Jardim assinou o documento de registro da pré-candidatura da presidente da CUT-MA, Adriana Oliveira. No que pode algo de pouca importância, na verdade representa muito para o PT no Maranhão, um partido acostumado com a conflagração entre companheiros, com um canibalismo interno constante.

Ao assinar o registro da pré-candidatura de Adriana Oliveira, o professor Márcio Jardim dá demonstração que nem tudo ainda está perdido no PT maranhense e que é possível, sim!, construir um partido minimante solidário e unido.

No próximo dia 27 deste mês será o encontro do PT que decidirá qual o rumo que o partido irá tomar no estado. Isso se a direção nacional não emitir alguma resolução política sobre a situação do Maranhão até antes do encontro.

O fato é que os três pré-candidatos, Aníbal Lins, Márcio Jardim e Adriana Oliveira estão de parabéns!

Agora é aguardar as próximas etapas do processo interno do PT.

No mais, “Saudações a quem tem coragem”.

Em nota, Márcio Jardim reafirma pré-candidatura ao Senado Federal e diz que faz “o bom combate” 4

O professor Márcio Jardim divulgou nota onde expõe os motivos, razões e sentimentos que o fazem manter a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

O Blog do Robert Lobato publica a íntegra da nota do petista e, claro, se compromete com os leitores de, em breve, fazer um comentário sobre o conteúdo da mesma. Confira.

Peço licença para encaminhar esta nota acerca dos debates na última reunião do Diretório Regional do PT.

1 – Sobre o tema de candidatura própria ou apoio (incondicional ou não) a reeleição do governador Flavio Dino: não existe nenhum ineditismo nesse debate. E quando digo isso não é pelo fato de ser assunto recorrente em qualquer discussão eleitoral no PT Brasil afora, refiro-me a dados de realidade histórica que envolvem o mesmo tipo de dilemas que tivemos já lá 2014. Naquela ocasião, é bom lembrar, não foram poucos os que defenderam que o PT apresentasse candidatura própria. E até mesmo nomes foram colocados. E julgo que o fizeram com legitimidade e idoneidade de propósitos. Portanto, entre a polarização estabelecida – apoio ao PMDB x apoio a FD [Flávio Dino] – existiu um grupo que queria que o PT disputasse com nome próprio. Embora esse fosse mais tensionado pelo pólo que defendeu apoio a Flávio Dino (aqui me incluo) optou por não participar do “Encontro Estadual de Petistas em Apoio a Dilma e Flávio Dino”. Evento realizado em abril de 2014 que foi crucial e determinante na aglutinação de petistas para a campanha vencedora naquele pleito;

2- Sobre a questão do Senado e apoio do PT à chapa definida pelo governador Flavio Dino: aqui estaria, digamos assim, o xis da questão do debate sobre chapa majoritária, já que ela inclui a deputada Eliziane Gama, muitas vezes referida nas falas como “a golpista”, com os argumentos por todos nós já sabido. Ocorre, a meu juízo, que o debate central não foi enfrentado ainda. Qual é o limite da participação e apoio do PT a chapa com a deputada do PPS? Sim, porque não existe equação em que ela esteja na chapa e o PT não a apoie sem que não seja o PT tendo seu(a) próprio(a) candidato(a) ao senado. A menos que por algum motivo, até aqui ainda não exposto, o outro nome indicado seja substituído por alguém do PT. Na outra hipótese, a indicação de vice nos coubesse (isto acolheria a resolução do nosso Congresso Estadual). Mas estou tratando da chapa tal qual o governador apresentou. Ora, não basta dizer que “eu não voto na golpista” para isso representar o NÃO APOIO do PT. Voto é um ato de preferência unilateral. O instrumento que legaliza o registro de candidaturas é a ata da convenção partidária. E a ata da convenção do PT irá para o TRE dizendo que “a golpista” É SIM A NOSSA CANDIDATA. Não existe outra forma a não ser pelas hipóteses que aqui já mencionei. Portanto, uma coisa é o meu ato pessoal de não votar em A ou em B, outra coisa é o que vai dizendo o instrumento legal que determina o apoio e tudo que dele deriva, como uso do nosso tempo de TV e até mesmo o direito dela usar, se assim o quiser, imagens do Lula e da Dilma. Esse é o fato! ;

3 – Sobre a questão do Senado e nossas pré-candidaturas: ao que parece, restam dois nomes colocados; o meu e o da Adriana Oliveira que mais recentemente foi apresentado. Não posso deixar de fazer considerações de reconhecimento a uma mulher lutadora que tanto dignifica a luta das mulheres maranhenses. De modo muito particular aquelas que têm suas vidas marcadas por superação de grandes obstáculos para vencer. Enfrentando toda sorte de discriminação e preconceito. Fazer parte de um discussão ao lado da Adriana só pode honrar e engrandecer a qualquer um. E assim me sinto: “honrado e engrandecido.” A apresentação do seu nome, ainda que com atraso, como frisou o presidente Augusto Lobato, ajudou a consolidar nossa posição sobre um nome petista para o senado. Lembro que estimulado por muitos companheiros a entrar na disputa pelo Senado e depois de ter conversado com o Presidente Lula e senadora Gleisi sobre o assunto, a primeira entidade que procurei foi a CUT, onde estive em visita a Adriana, ainda no ano passado, para tratar sobre essa postulação.

Como sempre disse: não estava para fazer nenhum tipo de barganha, não era balão de ensaio pra depois virar candidato a federal ou estadual. Não sou pré-candidato mirando suplência de A ou B na chapa governista. Não sou pré-candidato pra ser contraponto a ninguém do PT, não!

4 – Estou para enfrentar as candidaturas de caráter golpista e neoliberais. Quero representar o partido em que milito antes de ter título de eleitor, que ao conhecê-lo e fazer opção por filiar mudou o significado da minha vida, quando era apenas um adolescente, filho de uma família de 10 irmãos de pai e mãe que trabalhavam no campo. Quero defender esse meu partido e tudo que ele representa pra mim e que se materializa nos legados dos governos Lula/Dilma. Defender o 13 para reforçar o voto na legenda e ajudar na eleição de nossa bancada federal e estadual. Não entrei no PT pra ser candidato e não estou agora participando de eventos do PT porque sou pré-candidato. Todos sabem do meu profundo vínculo orgânico com o partido; da minha participação nas lutas sociais e causas democráticas do nosso estado; que sempre tive lado e lutei por aquilo em que acreditei ser necessário para fazer um Brasil e um Maranhão mais justos, como nas campanhas de Flávio Dino ao governo em 2010 e 2014. E acredito, sinceramente, que a melhor estratégia para continuidade do projeto político do governador Flavio Dino é com PT na sua chapa. Tenho muita admiração, respeito e consideração pelo governador. Sei ser grato e por ele tenho gratidão. Quando fui convidado a continuar no governo fiz opção por voltar para sala de aula para ficar mais a vontade e defender livremente minhas ideias e estratégias para o PT que podiam não ser coincidentes com a estratégia eleitoral do governo. Não poderia lhe causar este tipo de constrangimento. O bom amigo e aliado político é aquele que não coloca o outro em “bola dividida”. Sei da dificuldade em fazer vencer minhas teses. Por motivos óbvios ao fato do PT participar do governo e o que isso envolve em hábitos tão comuns a nossa cultura política. Candidatura é uma escolha dos de dentro (o partido) para ser julgada pelos de fora (o povo). Não quero e não farei luta interna apenas pelo vício de fazê-la, por revanchismos, ressentimentos ou qualquer outra motivação desprovida de grandeza humana. Eleição se ganha primeiro acreditando que é possível vencer e buscar dialogar e conquistar o eleitor no debate público. E se perde no nascedouro não acreditando ser possível vencer e se diminuindo no internismo pelo internismo. Portanto, deixo o meu nome à disposição de cada petista maranhense. E, se assim entenderem, que foi ele quem mais acumulou na questão do Senado e reúne, no atual momento, as melhores condições para eventualmente representá-los, estou a disposição do presidente Lula e da nossa presidenta Gleisi para fazer a disputa. E a farei com toda coragem, garra, e petismo na veia que tem minha história de vida e militância.
Qualquer que seja o resultado, sinto-me satisfeito por ter o reconhecimento de todos quanto a relevância de ter colocado o debate da participação do PT na disputa majoritária de forma altiva e ativa.

Mesmo quem não o diz publicamente, reconhece em caráter privado que estou combatendo de forma acertada o bom combate. Guardei a minha fé e o meu PT. Agradeço a todos que tem ajudado na construção desse caminho e que são os verdadeiros responsáveis por termos trazido essa nossa luta até aqui.

Saudações a quem tem coragem.

Com fé na vida e força na luta.

MÁRCIO BATALHA JARDIM – Pré-candidato a Senador e membro do Diretório Nacional do PT.