ENTREVISTA: Waldir Maranhão abre o verbo e fala sobre a anulação do impeachment de Dilma e a decisão do desembargador Rogério Favreto de soltar Lula

“Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.”

Parte da mídia nacional, assim como parte da mídia local, acabaram associando Waldir Maranhão e Rogério Favreto. Waldir Maranhão, ex-presidente da Câmara Federal, anula a sessão que culminou com o impeachment da presidente Dilma. Rogério Favreto, desembargador do TRF4, autoriza a soltura do ex-presidente Lula.

Em entrevista exclusiva ao Jorna Extra, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PSDB) falou sobre a crise no Poder Judiciário a partir da decisão do desembargador Rogério Favreto em soltar o ex-presidente Lula, no domingo, 8, e ração de outros magistrados inclusive o juiz federal Sérgio Moro.

Na entrevista, Waldir Maranhão, que pré-candidato a senador da República, fez a defesa do ex-presidente Lula e acredita que a prisão do petista, bem como o impeachment da Dilma “têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal”.

O parlamentar tucano aproveitou ainda para contar um pouco sobre a participação do governador Flávio Dino naquele histórico episódio onde ele decidiu anular o impeachment da ex-presidente do PT.

Confira a íntegra da entrevista com Waldir Maranhão.

Como Vossa Excelência vê os personagens?

Pelo fato de não conhecer ao desembargador Rogério Favreto, para não cometer alguma injustiça do tipo daquelas que eu já sofri, quando uma série de inverdades foram ditas sobre mim e todas desprovidas de qualquer fundamento, eu vou me reservar ao direito de apenas ressaltar a coragem de um homem que ousou fazer o que milhares de brasileiros e brasileiras desejam ver feito. Sem adentrar ao mérito da questão, é inegável a constatação de que o Brasil está dividido entre dois movimentos, a saber, Lula preso e Lula Livre e o desembargador revela intrepidez ao revelar, claramente, a qual movimento está vinculado. Quanto a mim, eu sou imensamente agradecido a Deus porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que andam no bom caminho. O ato do desembargador Rogério Favreto, que para tantos não serviu de nada, para mim, está sendo de uma validade imensa visto que trouxe à tona, novamente, o meu gesto patriótico de tentar reverter aquilo que eu e milhões de cidadãos e cidadãs deste país entenderam como desprovido de qualquer fundamentação legal. Eu, enquanto deputado e presidente da câmara federal à época, fui até aos extremos daquilo que me estava ao alcance fazer com um único intuito: RESGUARDAR A SOBERANIA DEMOCRÁTICA DA SUPERIOR VONTADE POPULAR. Fui execrado por parte da população, pelo meu partido de então – o PP – pelos atuais inquilinos do poder, pela mídia e até mesmo por aqueles a quem me somei por partilharmos, então, das mesmas convicções cívicas e políticas, o PT e o PCdoB na figura do governador Flávio Dino. Para além do deputado federal e do presidente da câmara, o homem Waldir Maranhão toma posição a despeito de todas as adversidades que, sabidamente, me adviriam. Eu me vejo enquanto personagem de um dos capítulos mais importantes da história do Brasil, matéria de cursos criados em importantes universidades nacionais e discutido internacionalmente com um protagonismo que me fez mergulhar quase que até o fundo do poço, mas, de onde eu emergi mais forte e mais determinado a bem servir ao povo brasileiro. Mergulhou um deputado rodeado de FALSOS LÍDERES E FALSOS ALIADOS. Emergiu um homem livre capaz de olhar nos olhos das pessoas abrigado pelo sentimento do dever cumprido, fiel e sem nunca ter traído ou apunhalado a quem quer que seja. Mergulhou o Waldir Maranhão acusado de envolvimento na lava jato. Emergiu um DEPUTADO FEDERAL FICHA LIMPA.

Como Vossa Excelência analisa os fatos?

Numa análise fria e objetiva dos fatos, a mais importante conclusão a que posso chegar é que, em ambos os casos, o impeachment da Dilma e a prisão do Lula têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal. Ambos os fatos da nossa história recentíssima extrapolam o previsto na lei de Murphy. Não Se trata apenas de achismo ou de pessimismo. Os dois fatos em questão não têm apenas “… a mais remota chance de darem errado…”. O impeachment da Dilma e a prisão do Lula reúnem todos os ingredientes necessários para darem errado e já estão produzindo e seguirão gerando incoerências e erros. E só para não ficar no limbo especulativo cito a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, afetou a economia nacional, ceifou vidas de brasileiros que tiveram suas rotinas alteradas para pior e revelou um governo fraco, perdido nas suas decisões e fadado ao caos. O governo segue entregando o nosso petróleo para quem nunca vai DAR MAIS, os combustíveis seguem sendo reajustados assim como a energia elétrica e a cor cinza dos botijões do gás de cozinha também parece pintar de chumbo o nosso horizonte eleitoral.

Como Vossa Excelência avalia os atos?

Eu avalio o meu ato (tentativa de anular o impeachment da Dilma) e o ato do desembargador Rogério Favreto (tentativa de libertar o Lula) sob a lente objetiva DEDUTIVA. Eu fui reitor da UEMA e aprendi na academia que a análise partindo do TODO para AS PARTES propicia a quem lê uma visão mais apurada dos atos e dos fatos. O TODO, do Favreto é o poder judiciário e o ministério público. Não dá pra sacar e crucificar ou santificar um desembargador de um tribunal regional, ainda que federal, e avaliá-lo isoladamente. Todo o sistema judiciário carece ser reformado e todos os seus atores avaliados nas suas práticas. O que dizer de juízes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL libertando criminosos comprovadamente condenados ou ainda julgando casos de chegados e afins para os quais a configuração de notório impedimento é flagrante? Chegamos ao ponto de advogados e réus preferirem ter seus casos julgados pela turma tal não em razão de que esta se mostra mais justa, senão em razão de que a tal turma se têm revelado deveras mais indulgente. O TODO do deputado Waldir Maranhão é o poder legislativo. Em que pese o fato de eu ser um representante do povo do meu Estado, nem eu e nem ninguém em sã consciência negará as evidências de que se faz urgente e necessária a implementação de uma ampla reforma política nacional saneadora da democracia representativa. Um governo que tem rejeição popular de 72%, fosse verdadeira a representatividade dessa mesma população no congresso, esse tal governo, há muito, já deveria ter caído! Mas, os balcões de negócios operam e os valores financeiros suplantam outros valores. Assim é que, na minha avaliação, ambos os atos se diferem no que tange à vinculação com os respectivos planos gerais nos quais estão inseridos. Ambos os todos estão enfermos e carentes de reformas. Entretanto, enquanto o Favreto REPRODUZ o modus operandi do seu tecido geral, Waldir Maranhão ousa contrapor a todos os seus pares por entender que, maiores do que os deputados representantes são os eleitores que devem ser por eles representados. E só para que conste, o deputado federal Waldir Maranhão votou pela abertura de processo de investigação contra o atual governante fazendo eco aos 72% das vozes das ruas.

O que a associação de atos, fatos e personagens trás a lume?

O que está em jogo desde o impeachment da Dilma até a prisão do Lula e que completará um ciclo nas próximas eleições gerais de outubro vindouro é a soberania da vontade popular, é o estado democrático de direito e é a governabilidade desse gigante chamado BRASIL. Há forças e práticas retrógradas operando contra o Brasil e contra as brasileiras e brasileiros. E se o cenário verde e amarelo nacional é cada dia mais pródigo em tons de cinza, o vermelho com o qual pintam o nosso Maranhão só aponta para o rubro de vidas e esperanças que vão sendo derramadas na forma de sangue pelo caminho. O PSDB, partido que me abrigou sob a sua bandeira, aponta para projetos de governança nacional e estadual indicadores de novos rumos. Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.

Quais ganhos pedagógicos advém de tudo isso?

Eu gosto muito de um pensamento do Nelson Mandela que diz o seguinte: “Eu nunca perco! Ou eu ganho ou eu aprendo.” Nas minhas andanças pelos rincões, principalmente, do Maranhão, eu tenho me deparado com um misto de desesperança e fé. Eu tenho testemunhado esses sentimentos, na maioria das vezes, em pessoas diferentes e só em raras vezes, os dois, manifestados pela mesma pessoa. Para os desesperançosos eu cito Mandela que apesar de aprisionado por lutar por igualdade, preferiu enxergar a prisão como um aprendizado e, sem perder a esperança, recobrou a liberdade e tornou-se presidente de uma África sem “apartheid”. Já com as mulheres e homens de fé com os quais eu me encontro eu partilho um abraço no qual eu sempre saio ganhando uma carga a mais de uma energia positiva que me revigora e reabastece para seguir na luta. Quanto aos casos raros de pessoas que se mostram inicialmente tristes, frustradas mas que demonstram ainda possuírem um naco de fé, a minha mensagem é a de que dentro de todos nós há duas feras e aquela a qual nós mais e melhor alimentarmos é a que restará de pé. O melhor do Brasil é o POVO BRASILEIRO. Um outro país e um outro Maranhão são possíveis! E cabe a cada um de nós fazer real o Brasil e o Maranhão que queremos.

Waldir Maranhão e Rogério Favreto: Diferenças fundamentais 2

O parlamentar maranhense está no Congresso Nacional através do voto popular e não deve nada ao PT, o que não se pode dizer o mesmo em relação ao desembargador do TRF-4 Rogério Favreto que deve tudo ao petismo

A jornalista Eliane Cantanhêde (Estadão) foi a primeira a tentar fazer um paralelo entre a decisão tomada pelo deputado Waldir Maranhão (PSDB) de anular o impeachment da presidente de Dilma Rousseff, quando estava no exercício da presidência da Câmara dos Deputados em 2016, e o mandado de soltura do ex-presidente Lula assinado pelo desembargador federal Rogério Favreto, no último domingo, 8.

Depois dos blogueiros maranhenses também tentaram fazer uma associação entre os dois casos.

Em “Rogério Favreto e Waldir Maranhão: chacota nacional”, Gilberto Léda sustenta que ambos os personagens viraram motivo de tudo que é tipo de sarro devido suas decisões. Ah! Assim como Eliane Cantanhêde, Gilberto também lembrou que o Waldir Maranhão cumpriu uma missão que lhe foi atribuída, entre outros, pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Já o blogueiro Ricardo Fonseca, por sua vez, viu heroísmo nos atos de Waldir Maranhão e Rogério Favreto no post “Waldir Maranhão e Rogério Favreto, dois heróis nacionais que a história nunca irá esquecer”.

O Blog do Robert Lobato entende que há diferenças fundamentais entre um e outro caso.

Em primeiro lugar, o episódio da anulação do impeachment foi algo articulado por várias forças e atores políticas que não somente Flávio Dino, mas ainda o então ministro José Eduardo Cardozo (PT), os deputados federais Orlando Silva (PCdoB) e Werverton Rocha (PDT), o secretário-chefe da Representação Institucional do Governo do Maranhão, Ricardo Cappeli, entre outros.

Portanto, Waldir Maranhão cumpriu uma missão expressamente política a partir teses jurídicas sustentadas por aliados.

“Ora, Bob Lobato, me compre um bode! O Rogério Favre também cumpriu uma missão expressamente política a partir teses jurídicas sustentadas por aliados”, pode argumentar um leitor anti-PT.

Sim, é verdade! Mas no caso do Waldir Maranhão, repito, o processo foi construído por várias forças políticas e não só por petistas como aconteceu com Favre ao atender pedido de Habeas Corpus de três deputados do PT. E mais: Waldir nunca foi petista, nunca teve cargos em governos do PT e muito menos chegou a um cargo de desembargador federal através de uma canetada!

O parlamentar maranhense está no Congresso Nacional através do voto popular e não deve nada ao PT, o que não se pode dizer o mesmo em relação ao desembargador do TRF-4 Rogério Favreto que deve tudo ao petismo! E isso não é nenhum demérito não, apenas uma constatação, diga-se.

Pelo contrário, se for feito, digamos, um “encontro de contas político”, chegaríamos à conclusão de que são o PT e parte das esquerdas brasileiras, inclusive o PCdoB de Flávio Dino, que devem Waldir Maranhão.

Não tenho dúvidas de que os verdadeiros democratas e patriotas querem ver o Lula livre, e que a atitude de Rogério Favreto pode ser até admirável do ponto de vista da sua coragem, mas mesmo a liberdade do ex-presidente não traria a paz política, social, jurídica e institucional para o país como traria o impeachment caso tivesse sido evitado.

Foi essa compreensão histórica que teve o deputado e então presidente da Câmara Federal Waldir Maranhão ao anular o afastamento de Dilma.

São essas as diferenças fundamentais entre Waldir Maranhão e Rogério Favreto.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

Pior do que perder uma Copa é o país perder o juízo 4

Tudo isso foi ignorado por uma elite arrogante, composta por “caboclos querendo ser ingleses”, pois é isso que aqueles que foram para a rua bater panela o são: “caboclos querendo ser ingleses”.

Tudo o que Brasil atravessa neste momento é fruto da insanidade política que foi o impeachment da presidente de Dilma.

Não tivesse prosperado o afastamento da petista, muito provavelmente o Brasil não estaria passando por essa esquizofrenia política e institucional generalizada. É possível que a própria oposição capitaneada por Aécio Neves estaria numa situação melhor e o tucano sequer correndo o risco de ser preso.

E não satisfeito com o impeachment, vêm os carrascos da Lava Jato e prendem o ex-presidente Lula a partir de um processo completamente questionável, sem provas contundentes e tudo com base na tal “convicção” e no PowerPoint do procurador Deltan Dallagnol.

Esqueceram que Lula tem partido e que seu partido não é qualquer um.

O PT é das maiores organizações de esquerda do mundo e por isso mesmo a prisão política de Lula repercutiu em todos os continentes do planeta. No Brasil, não há outro partido com a base social que o PT possui.

Tudo isso foi ignorado por uma elite arrogante, composta por “caboclos querendo ser ingleses”, pois é isso que aqueles que foram para a rua bater panela o são: “caboclos querendo ser ingleses”*.

O resultado é toda essa balbúrdia que estamos vendo agora, um país jogado na incertezas e nas inseguranças políticas, institucionais e jurídicas. Tudo muito ruim: executivo, legislativo, judiciário, imprensa, partidos etc.

De fato o país está de cabeça para baixo!

E se não bastasse tudo isso, ainda temos que nos preocupar com o risco do Brasil cair nas mãos de um maluco como Bolsonaro ou de um mentecapto como Ciro Gomes.

Pior do que perder uma Copa é um país perder o juízo.

E parece que juízo o Brasil já perdeu há muito tempo…

*“Caboclos querendo ser ingleses”: Trecho da música Burguesia, do saudoso Cazuza.

Flávio Dino não assina manifesto de governadores que defendem a justiça e “Lula Livre” 4

Dependendo a conveniência, o comunista-mor maranhense defende Lula e sua candidatura ou não, como aconteceu no mês de maio passado, durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, quando Flávio Dino declarou que “insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo” e considerou que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

O blog do Esmael informa que os governadores da Bahia, Paraíba, Piauí, Sergipe, Minas Gerais, Acre, Pernambuco e Ceará assinaram, ontem, domingo, 8, um manifesto em defesa da justiça e da libertação do ex-presidente Lula.

Curiosamente, o governador Flávio Dino (PCdoB) não aparece como signatário do manifesto. O comunista tem se comportado contraditoriamente, por assim dizer, em relação ao ex-presidente Lula.

Dependendo da conveniência, o comunista-mor maranhense defende Lula e sua candidatura ou não, como aconteceu no mês de maio passado durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, quando Flávio Dino declarou que “insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo” e considerou que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Na mesma entrevista, Flávio Dino defendeu o nome do fanfarrão Ciro Gomes (PDT) como opção a Lula, o que gerou revolta entre os petistas que não abrem mão da possibilidade de ter Lula candidato a presidente.

Confira a nota na íntegra:

Manifesto dos governadores que defendem a justiça e Lula Livre

Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa notícia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país.

A condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores. A decisão condenatória foi proferida por magistrado desprovido de competência legal, cujas condutas têm revelado, reiteradamente, total ausência de imparcialidade. Basta lembrar da divulgação ilegal de diálogos telefônicos mantidos pelo Presidente Lula, que foi prontamente rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, o mesmo magistrado, atipicamente, se insurgiu contra a decisão do desembargador de plantão, determinando às autoridades policiais que se abstivessem de cumpri-la. Essa atitude revela muito mais que zelo na condução dos processos submetidos à sua jurisdição: revela inaceitável parcialidade, além de desprezo pela organização hierárquica do Judiciário.

De modo ainda mais atípico, o Desembargador prevento antecipa o retorno de suas ferias e avoca o julgamento do habeas corpus, revogando a liminar concedida.

Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.

Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018.

Assinam o manifesto os governadores da Bahia, Paraíba, Piauí, Sergipe, Minas Gerais, Acre, Pernambuco e Ceará

ELEIÇÕES 2018: Roseana Saney e o “Lula livre” 12

É bem verdade que o amigo do peito de Lula não é Roseana, mas o pai dela o ex-senador José Sarney, cuja relação com o petista extrapola a política: é uma relação de compadrio.

“A luta de Lula por justiça também é nossa!”

Assim falou Roseana Sarney.

Algumas pessoas me questionaram sobre o que eu achava da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) apoiar campanha ‘Lula Livre’.

Ora, Roseana foi aliada de Lula em todos os seus governo e no governo Dilma também. Acertaram e erraram juntos num conjuntura que era bem melhor do que essa que atravessamos agora.

É bem verdade que o amigo do peito de Lula não é Roseana, mas o pai dela o ex-senador José Sarney, cuja relação com o petista extrapola a política: é uma relação de compadrio. Basta lembrar quem Lula levou para São Bernado do Campos assim que desceu a rampa do Planalto em dezembro de 2010,

Logo, essa história de que reclamar que Roseana defende Lula agora por oportunismo é pura bobagem!

Talvez tenha “aliados ideológicos” de Lula que esteja agindo como mais falsidade e oportunismo do que a “Branca”.

Até porque Roseana não disputa o espólio de Lula para ser liderança nacional no lugar do petista…

SUCESSÃO PRESIDENCIAL: Lula será lançado candidato nesta noite 2

Candidatura de Lula será lançada nesta sexta-feira, em Contagem (MG); vídeo da campanha defende a tese de que o Brasil pode voltar a ser feliz, depois do caos econômico e social trazido pelo governo golpista de Michel Temer e FHC; por meio de uma carta, que vem preparando há alguns dias, Lula dirá que quer voltar a ser presidente para “acabar com o sofrimento do povo brasileiro”; confira o vídeo

BRASÍLIA (Reuters), VIA 247 – O principal personagem não estará presente de carne e osso, mas o PT aposta na magia que ainda envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mobilizar a militância no lançamento da pré-candidatura dele, nesta sexta-feira, em Contagem (MG), na tentativa de demonstrar unidade sobre a ideia de Lula candidato.

O tom do evento é emocional, uma convenção do partido sem o candidato, mas com o espírito de Lula. O carismático ex-presidente, preso há dois meses em Curitiba, falará aos militantes por meio de uma carta, que está sendo chamada de “Manifesto ao Povo Brasileiro”.

No texto, que vem preparando há alguns dias, Lula dirá que quer voltar a ser presidente para “acabar com o sofrimento do povo brasileiro”, contou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto. Esse será o mote da campanha lulista, que tem como slogan “O Brasil Feliz de Novo”.

“Na carta ele diz porque quer ser presidente de novo, para acabar com o sofrimento do povo brasileiro, vai falar dos processos, dirá que é um preso político”, disse a fonte.

Essa não é a primeira vez que a candidatura de Lula é lançada pelo PT. Duas reuniões da executiva do partido e duas do diretório nacional já apresentaram o ex-presidente como o candidato, quando Lula ainda estava em liberdade.

O PT tentou autorização para gravar um vídeo com o ex-presidente para o evento desta sexta, mas a resposta da Justiça não chegou a tempo. As palavras de Lula serão ouvidas em outra voz —ainda não se sabe de quem— mas o ex-presidente estará presente no vídeo de seu primeiro jingle de campanha.

No tom emocional que o PT bem sabe fazer, o vídeo —já apresentado na quinta-feira nas redes sociais do partido— começa com um tom de tristeza, com a música cantando “Meu querido Brasil o que fizeram com você, estou sofrendo tanto por te ver assim”.

Em seguida, com imagens de Lula em encontros com o povo, coloca junto da ideia da eleição a campanha pela libertação do ex-presidente, e encerra com a foto de Lula sendo carregado pela multidão no dia em que foi preso, em São Bernardo do Campo (SP).

“Olha lá, uma ideia ninguém pode aprisionar, um sonho cada vez mais livre, acesa a esperança vive, olha Lula lá”, diz a música, que continua com “Chama que o povo quer, chama que o homem dá jeito, chama que eu volto. É Lula nos braços do povo. É o Brasil Feliz de novo”.

“É cênico, emocional, é como uma convenção. O sentido é afirmar que a candidatura Lula é concreta, não é só uma estratégia”, disse a fonte.

SEM PLANO B
Em meio às cada vez mais frequentes especulações de que o partido poderia apresentar um plano B e desistir da candidatura de Lula, o lançamento nacional —em vez de atos regionais menores, como se pensou inicialmente— é uma forma de mostrar que o partido continua firme no propósito de registrar Lula como candidato.

“Não há nenhuma divergência quanto a isso, não há intenção de fazer qualquer mudança na candidatura do partido”, disse à Reuters o deputado Carlos Zarattini, um dos membros do diretório nacional do PT.

O lançamento deve reunir todas as bancadas federais, dirigentes estaduais, todo o diretório nacional e os cinco governadores do partido, os mesmos que, há algumas semanas, começaram a levantar dúvidas sobre a estratégia de manter a candidatura de Lula até provavelmente ser impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral, na metade de agosto.

Preocupados com os palanques estaduais, as dificuldades em formar alianças em cima de uma candidatura praticamente descartada e com suas próprias candidaturas nos Estados, os governadores chegaram a defender que o PT antecipasse a adoção de um plano B, contou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto, mas foram rechaçados pela direção do partido.

“Não há espaço para isso hoje no PT e o próprio Lula está convicto da sua candidatura”, disse uma segunda fonte, que também pediu para não ser identificada.

A primeira fonte ouvida pela Reuters confirmou que, mesmo com algumas poucas vozes que questionam a validade da decisão de levar a candidatura Lula até onde for possível, a unidade do partido é imensa.

“Não há uma tendência que diga o contrário. O que o partido teria a ganhar desistindo de Lula agora, que está em primeiro lugar nas pesquisas, e lá na frente, se for o caso, pode passar esses votos para um indicado por ele?”, questionou.

“O lançamento é uma reafirmação da unidade do PT, de que esta é uma decisão unitária do partido, e uma demonstração de solidariedade”, afirmou.

O PT e o PSDB e a responsabilidade com o país (OU: Um caso de amor mal resolvido) 20

O PT e o PSDB parecem estar condenados a se encontrarem em algum momento da história, pois ambos têm responsabilidade com este país. E isso serve também para o caso do Maranhão.

Acompanhem algumas frases históricas de expoentes do PT e do PSDB. Volto em seguida.

“O José Dirceu é um candidato forte, preparado, mas ele tem consciência de que, se houver possibilidade de fazer aliança nacional [com o PSDB], nós poderemos rediscutir” (Lula, Folha de S. Paulo, 21 de fevereiro de 1994).

“Começou a nascer a possibilidade de uma aliança dada a essa proximidade. Esse acordo eleitoral era natural já que estávamos trabalhando juntos na CPI que investigou as denúncias de corrupção do governo Collor. Começamos a perceber que tínhamos pontos em comuns” (Senador Tasso Jereissati, então presidente do PSDB em 1994).

Folha de S. Paulo, 16 de abril de 1993.

“O PT é que tem problema de consciência em fazer aliança com o PSDB. Nós não temos” (Sérgio Guerra, ex-senador e ex-presidente do PSDB, já falecido).

Muito menos do que levar em conta a atitude do Mário Covas em 89 [na época, o senador pelo PSDB-SP apoiou a candidatura de Lula no segundo turno da eleição presidencial], nós temos que levar em conta a história política do Mário Covas.
Eu pessoalmente sou amigo do Covas. Será levado em consideração o passado político do Mário Covas (Lula ao defender apoio a Mário Covas no 2º da eleição para o governo de SP em 1994).

Folha de S. Paulo, 21 de fevereiro de 1994.

“É possível uma aliança PT-PSDB, A luta entre os dois partidos é política, não ideológica”(FHC em conversa gravada com o então ministro do PT, Cristóvão Buarque, em 2008).

Comigo novamente
Pode parecer uma heresia ou mesmo um ato de insanidade alguém achar que é possível um diálogo entre o PT e o PSDB nos dias atuais, mas nunca foi tão importante uma retomada de afagos civilizados entre petistas e tucanos como os postadas acima.

PT e PSDB nasceram na mesma maternidade, o estado de São Paulo. Ainda que cerca de dez anos mais velho do que o PSDB, muitos dos atuais tucanos viram o nascimento do PT e por pouco não ajudaram no parto desse que é maior partido de massa do país – o PSDB foi fundado em 1988 após ruptura de muitos quadros com o PMDB.

Fosse feito um teste de DNA, não há dúvidas que o resultado mostraria uma compatibilidade genética e ideológica impressionante entre os dois partidos.

Na sua essência, o PT é um partido social-democrata de esquerda para os padrões latino-americanos, mas se tivesse nascido na Europa seria um força social-democrata clássica. O partido nunca foi comunista, marxista ou mesmo um parido socialista radical, mesmo possuindo correntes internas que se identificam como tais ideologias.

Já o PSDB é um partido de centro e o PT, de certa forma, o empurrou mais um pouco para a direita coisa que os tucanos aceitaram ao longo da história voluntária ou involuntariamente.

Caso de amor mal resolvido

Em 1994, por pouco tucanos e petistas não “casaram” na eleição de presidente e até hoje não possível saber de fato quem deixou quem esperando no altar. O resultado do vacilo foi a eleição de Fernando Henrique Cardoso numa coligação conservadora, com o antigo PFL na vice, mas que renderia bons resultados para o país, principalmente no tocante à economia.

Passados dois mandatos de FHC, foi a vez de Lula comandar o país também sustentado por uma coalização conservadora, com o PMDB na vice, mas, aproveitando a estabilidade econômica deixada pelo sucessor tucano, fez uma verdadeira revolução social neste país.

A famosa e bem sucedida experiência PT/PSDB no Acre, em pleno governo FHC, foi um “case” de sucesso político que poderia ter servido de referência para outros estados brasileiros.

Porém, o Acre não é um estado que joga um peso político no conjunto do país, caso contrário muito provavelmente outras experiência do tipo seriam “exportadas” pelo Brasil afora. Aliás, aqui mesmo no Maranhão houve uma bem sucedida aliança entre petistas e tucanos. Foi na cidade de Açailândia onde prefeito Ildemar Gonçalves (PSDB) teve como vice Antônio Erismar (PT) por dois mandatos numa aliança marcada por muito companheirismo e lealdade,

O fato é que o PT e o PSDB parecem estar condenados a se encontrarem em algum momento numa dessas esquinas da história, pois ambos têm responsabilidade com este país.

É preciso acabar com esse caso de amor mal resolvido entre o PT e o PSDB, antes ou depois das eleições de 2018.

E isso serve também para o caso do Maranhão.

Flávio Dino não perdoa Lula e por isso deseja Ciro Gomes, que é “um babaca”, segundo o petista Francisco Soares 12

O governador comunista passou a defender o nome de Ciro Gomes (ex-PDS, legenda sucessora da Arena; ex-PMDB, ex-PSDB; ex-PPS; ex-PSB, ex-Pros e agora PDT) porque não quer um nome do PT pelo simples fato de saber que uma candidatura petista ao Palácio do Planalto é mais forte do que a de Ciro e isso pode jogar água chope do comunista que ficaria cada vez longe de se tornar uma alternativa no plano nacional.

Flávio Dino não perdoa Lula. Flávio Dino se acha dono dos votos no Maranhão e que atualmente é o petista que precisaria dele e não o contrário.

Flávio Dino não perdoa Lula porque o ex-presidente, forçado pela conjuntura concreta e para garantir governabilidade em 2010, teve que fazer uma aliança local com o MDB mesmo com o Encontro Estadual do PT ter deliberado por coligação com o PCdoB.

Flávio Dino é mais um politiqueiro da esquerda um que torce para Lula ficar preso o suficiente para não nunca mais concorrer a presidência da República porque sonha em ser um dos “herdeiros” do legado do lulismo e da esquerda de uma forma geral. Mas, como o dizem os dirigentes do PSOL e do PCO “herdeiro só existe depois da pessoa morta”. No mínimo, quem faz essa tratativa são os contumazes falastrões e oportunistas, tais como Flávio e Ciro.

Flávio Dino passou a defender o nome de Ciro Gomes (ex-PDS, legenda sucessora da Arena; ex-PMDB, ex-PSDB; ex-PPS; ex-PSB, ex-Pros e agora PDT) porque não quer um nome do PT pelo simples fato de saber que uma candidatura petista ao Palácio do Planalto é mais forte do que a de Ciro e isso pode jogar água chope do comunista que ficaria cada vez longe de se tornar uma alternativa no plano nacional.

Flávio Dino não cumpriu o acordo com o deputado federal Waldir Maranhão para fazê-lo um dos seus candidatos a senador porque isso era da vontade do Lula, mas Flávio não perdoa o Lula.

Prefere, portanto, o “babaca” do Ciro Gomes, como bem diz, no vídeo abaixo, o engenheiro Francisco Soares, o Chicão, competente técnico em trânsito, mobilidade urbana e energia.

Diga aí, grande Chicão!

Em um só tempo, Flávio Dino descarta Lula e Manuela d’Ávila 16

Flávio Dino usa contra Lula do mesmo artifício que usou na campanha de 2010 quando saiu espalhando pelo Maranhão afora que Jackson Lago estava “ficha suja” e, mesmo que disputasse e fosse eleito governador, não assumiria o cargo porque seria cassado pelo Justiça Eleitoral.

Menos de uma semana após a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann afirmar que o nome de Ciro Gomes (PDT) “não passa no PT nem com reza brava”, eis que aparece Flávio Dino (PCdoB) para defender o justamente o pedetista como alternativa a uma candidatura petista a presidente.

Para o governador maranhense, “insistir em candidatura de ex-presidente [Lula] é derrotismo” e considera que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Flávio Dino usa contra Lula do mesmo artifício que usou na campanha de 2010 quando saiu espalhando pelo Maranhão afora que Jackson Lago (PDT) estava “ficha suja” e, mesmo que disputasse e fosse eleito governador, não assumiria o cargo porque seria cassado pelo Justiça Eleitoral. Essa, digamos, “contra-campanha” do comunista contra Jackson prejudicou e muito o saudoso líder trabalhista.

Seja para aparecer na imprensa nacional como liderança das esquerdas brasileiras e tirar o foco de tanta pauta negativa do seu governo, ou apenas para criar um factoide político, o fato é que com a defesa do nome de Ciro Gomes para substituir Lula ou outro candidato do PT na corrida presidencial, Flávio Dino descarta, em só tempo, Lula e a pré-candidata Manuela d’Ávila, do seu partido.

Esse é o senhor Flávio Dino de Castro e Costa.