Fepa: a má notícia 6

A reforma é certa, só resta saber quando virá e quem a fará. Por essas ironias do destino, a má notícia – de que o Fepa precisa ser reformulado – pode ser dada, em breve, pelos mesmos que no plano estadual silenciam sobre a situação do fundo e no cenário federal atacam a Reforma da Previdência.

Por Eden Jr.*

Nas últimas semanas têm repercutido com intensidade na imprensa local notícias sobre a Previdência do servidor público do Estado. Matérias dão conta de atrasos nos pagamentos de aposentadorias e de uma antecipação de resgate, via decisão judicial, de aplicações do fundo de previdência, que totalizam R$ 400 milhões, as quais somente estariam totalmente disponíveis para saque em 2024. Tais notícias geraram questionamentos acerca da saúde financeira do sistema estadual de aposentadoria.

O pagamento das aposentadorias, reformas e pensões dos servidores do Estado do Maranhão concedidas a partir de 1996 é garantido pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa), criado pela Lei Complementar n° 35/1997. As receitas que o Fepa dispõe para honrar seus compromissos são: contribuições dos servidores e do Estado, renda de suas aplicações financeiras e de aluguéis de seus imóveis, recursos provenientes de prestações dos financiamentos imobiliários, entre outras. Indispensável frisar, que o Fepa tem um invejável acervo de imóveis (Centro Social Recreativo do antigo Ipem, Sítio Santa Eulália, Hospital Carlos Macieira etc.) que pode ser usado para garantir a sua solvência. Portanto, o Fepa é tido como um “Regime Capitalizado”, já que conta com receitas e patrimônio próprios para arcar com suas obrigações.

A outra parte de aposentadorias e pensões outorgadas até 1995 é custeada por recursos do Tesouro Estadual, é o “Regime Orçamentário”. Neste, não há contribuições ou reservas para bancar esses benefícios, e os aposentados e pensionistas são financiados por recursos consignados anualmente no orçamento do Estado, como se servidores da ativa fossem. Tanto é, que para efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o valor destinado ao pagamento desses direitos integra o limite de gasto com pessoal a que cada ente está submetido (no caso dos estados, o limite para as despesas com pessoal é 60% da Receita Corrente Líquida/RCL). Assim, tem-se um duplo regime de aposentadoria dos servidores do Maranhão: o “Regime Orçamentário”, para os benefícios autorizados até dezembro de 1995 (financiados por recursos do Tesouro Estadual), e o “Regime Capitalizado”, para os benefícios gerados a partir de 1996 (que são garantidos pelas diversas receitas do Fepa).

A despeito de que no decorrer do tempo o número de segurados do “Regime Orçamentário” vá diminuindo, em razão de óbitos, pois não há novos ingressos (eram 9.689 filiados em janeiro 2013, contra 8.981 em março deste ano), e, consequentemente, esses gastos vão sendo reduzidos, em 2017 foram R$ 570 milhões e em 2090 serão apenas R$ 60 mil (conforme demonstrativo da LRF), não resta dúvida de que esse é um rombo da Previdência estadual como um todo, pois no passado não se adotaram medidas tempestivas para saná-lo. Esses R$ 570 milhões, que saíram do Tesouro em 2017 para pagar aposentadorias que não têm cobertura financeira, é uma quantia nada desprezível, maior do que os orçamentos somados da Defensoria e do Ministério Público, e que poderia estar sendo direcionada para áreas carentes como: saúde, educação ou segurança.

Quanto ao Fepa – “Regime Capitalizado” –, hoje administrado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev), teve em 2017, de acordo com Relatório de Gestão Fiscal do Estado (RGF), receitas de R$ 1,020 bilhão e despesas de R$ 1,540 bilhão, resultando num déficit de R$ 520 milhões – maior do que todo o orçamento de 2017 da Uema, R$ 440 milhões. Pelas projeções contidas no RGF, o Fepa terá um rombo de R$ 454 milhões este ano, número que irá piorando, ano a ano, até 2090, quando atingirá R$ 2,683 bilhões. O último Relatório de Acompanhamento de Investimentos do Fepa, disponível no site do Iprev e referente a 31 de maio deste ano, aponta que as aplicações do fundo somavam R$ 560 milhões. É possível que hoje, após o saque de R$ 400 milhões promovido pelo Governo do Estado no final de junho, mediante autorização judicial, o Fepa tenha cerca de R$ 160 milhões em investimentos financeiros (se o valor sacado foi usado para custear a folha de aposentados, conforme dito pelo Governo à Justiça) ou pouco mais de R$ 560 milhões (se os R$ 400 milhões retirados foram direcionados para outras aplicações, como alegou o Iprev).

Mesmo se considerando que o saldo dos investimentos bancários do Fepa é de R$ 560 milhões, esse não garantiria nem mesmo o pagamento de aposentadorias e pensões por mais de cinco meses (média mensal de R$ 125 milhões em 2018). Claro que o Fepa, como dito, ainda dispõe de notável conjunto de imóveis a seu dispor, para fazer face a suas obrigações, como também de outros recursos, como aluguéis e rendas de financiamentos imobiliários. Contudo, esses haveres, ainda que de grande monta, não garantiriam indefinidamente os sucessivos déficits projetados para o Fepa.

Com um rombo agregado de mais de R$ 1 bilhão em 2017 (“Regime Orçamentário” + “Regime Capitalizado”/Fepa) e perspectivas negativas, o sistema de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Maranhão, em pouco tempo, passará por reforma, queiram ou não Governo, deputados ou servidores. E as alterações necessariamente incluirão: aumento da idade de aposentadoria e de contribuições, além de restrição de benefícios. Não se descarta, até mesmo, a migração para um modelo real de capitalização, em que cada funcionário faria depósitos em contas individuais, que seriam aplicados para gerar rendimentos, a fim de pagar as aposentadorias no futuro, como já ocorre com os novos servidores federais e do Estado de São Paulo.

O Fepa – assim como o INSS ou o fundo de aposentadoria do funcionalismo federal – estruturalmente é um sistema inviável, em razão de drásticas mudanças sociais como: elevação da perspectiva de vida, diminuição da taxa de natalidade, transformações no mercado de trabalho, redução no ingresso de novos servidores, entre outras. É uma dinâmica inclemente, que fez o Fepa sair de superávits em 2014 (R$ 316 milhões) e em 2015 (R$ 6 milhões), para déficits em 2016 (R$ 262 milhões) e em 2017 (R$ 520 milhões), e os investimentos financeiros – provavelmente usados para suavizar os rombos – minguarem a cada ano: 2014 (R$ 1,190 bilhão), 2015 (R$ 1,155 bilhão), 2016 (R$ 1 bilhão) e 2017 (R$ 665 milhões).

A reforma é certa, só resta saber quando virá e quem a fará. Por essas ironias do destino, a má notícia – de que o Fepa precisa ser reformulado – pode ser dada, em breve, pelos mesmos que no plano estadual silenciam sobre a situação do fundo e no cenário federal atacam a Reforma da Previdência.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

CAMPANHA: Quero minha moto de volta! 2

Ilustração.

O Blog do Robert Lobato em parceria com o blog do Leonardo Cardoso, vai iniciar a campanha “Quero minha moto de volta!”.

Funciona assim: Você que teve sua moto confiscada pelo governo Flávio Dino e está revoltado com tal situação, grave um vídeo a partir do seu celular, na posição horizontal, mandando o seu protesto e pedindo que a sua moto seja devolvida para que você possa voltar a trabalhar normalmente.

No vídeo, diga ainda o seu nome e a cidade onde você mora.

Os videos devem ser enviados para os WhatsApps: (98) 98419-6594, Robert Lobato; (98) 98126-5888 Leonardo Cardoso, e eles serão publicados por estes dois blogs e outros espalhados pelo estado todo.

Então não perca tempo e mande ainda hoje o seu vídeo exigindo a sua moto de volta.

OBS: Os donos de carros que tiveram seus veículos confiscados pelo governo Flávio Dino também podem enviar os seus vídeos.

Vem da Tailândia a prova de que a humanidade ainda não está perdida 2

Não seria exagero afirmar que o fato da Tailândia ser um país asiático, com uma cultura muito arraigada na espiritualidade, contribuiu para que o final do drama vivido pelos “13 da caverna” fosse o melhor possível.

Momento em que mergulhadores encontram os 12 meninos e o treinador agrupados em uma pequena laje no interior da caverna, após 9 dias (AFP/ROYAL THAI NAVY)

Em meio a tanta desgraça, guerras, violência de toda ordem, terrorismo, assassinatos em massa etc., vem da Tailândia a prova de que a humanidade ainda não está perdida.

O resgate dos 12 meninos e seu técnico de futebol do interior da caverna de Tham Luang, no Norte da Tailândia, é um belo exemplo de que o ser humano ainda tem jeito.

Outra tantas tragédias já uniram o mundo em solidariedade é verdade, mas nesse caso particular havia toda uma circunstância que tornou esse episódio especial. Aliás, felizmente especial.

Emoção, ansiedade, tristeza, tensão, mas ao final tudo saiu muito bem, obrigado.

É de fascinar a vontade de viver daquelas 13 pessoas enclausuradas numa caverna que tinha tudo para se transformar na sepultura deles.

Fascina também a disciplina dos adolescentes diante do que devem ter recebidos de orientações do técnico, um ex-monge budista, que naquele momento certamente deixou de ser técnico e se tornou um líder, inclusive espiritual.

O contexto tinha tudo para que essa história terminasse em tragédia, mas quem somos nós para determinar o infortúnio ou sucesso de alguém, não é mesmo?

Não seria exagero afirmar que o fato da Tailândia ser um país asiático, com uma cultura muito arraigada na espiritualidade – o budismo é a religião predominante, mas não oficial – contribuiu para que o final do drama vivido pelos “13 da caverna” fosse o melhor possível.

Claro, isso sem falar na coragem, dedicação, competência e determinação dos mergulhadores e de toda a equipe que participaram do resgate, e também na corrente de energia positiva que deu volta ao mundo em prol da vida daqueles jovens tailandeses.

E é exatamente esse aspecto dessa história, digna de roteiro de cinema, que faz a gente acreditar que a humanidade ainda não está perdida.

O mundo pode e dever ser bem melhor.

Só depende de nós.

No mais, que o “Javalis Selvagens”, nome do time da galera, tenham condições físicas e emocionais para assistir à final da Copa da Rússia, como prometeu o presidente da Fifa, Gianni Infantino, caso tudo acabasse bem.

Se depender da força dos “Javalis”, que Infantino vá logo providenciando um jato rumo a Moscou.

BNDES lança programa para desenvolvimento de startups

O banco destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração do desenvolvimento de startups neste e no próximo ano

Kelly Oliveira, Agência Brasil

Empresas inovadoras vão poder contar com apoio do projeto BNDES Garagem, programa de desenvolvimento de startups. O programa piloto, lançado nesta quinta-feira (5) pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração do desenvolvimento de startups neste e no próximo ano.

Para iniciar o projeto, o BNDES lança na próxima sexta-feira (6) o edital de chamada pública para convidar empresas que dão apoio às startups, chamadas de aceleradoras. Será selecionada uma aceleradora para o projeto piloto. Para participar do certame, as empresas interessadas devem encaminhar propostas ao BNDES até o dia 31 deste mês.

Depois dessa fase, a aceleradora selecionará, em novembro, 60 startups inovadoras. Em setembro do ano que vem, mais 60 startups serão selecionadas. Na seleção, a prioridade será para aquelas que apresentarem soluções relacionadas ao planejamento estratégico do BNDES: educação, saúde, segurança, soluções financeiras, economia criativa, meio ambiente e internet das coisas (é a tecnologia de conectividade e troca de informações entre máquinas e equipamentos), aplicada a cidades inteligentes, ao meio rural e à indústria.

O objetivo do banco é reunir em um único espaço programas de criação de startups e de aceleração de negócios inovadores, local de coworking (compartilhamento de espaço e de recursos), laboratórios de inovação, universidades e escolas de negócios, gestores de fundos de investimentos, grandes empresas de tecnologia, entre outros.

Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, a participação das startups será gratuita, com oferta de serviços de apoio, como registro, contabilidade, marketing e a estrutura física de trabalho. O banco também não exigirá participação no capital social da startup.

“O objetivo para o BNDES é desenvolver o negócio. Vamos criar espaço para colocar os produtos [do banco] também. Serão grandes clientes do BNDES no futuro. É uma estratégia de relacionamento comercial”, explicou Dyogo Oliveira. Ele ressaltou que não será obrigatória a adesão das startups a produtos do banco. Além disso, os fundos de investimento ligados ao BNDES poderão ter participação nas novas empresas apoiadas pelo projeto, acrescentou.

Flávio Dino não assina manifesto de governadores que defendem a justiça e “Lula Livre” 4

Dependendo a conveniência, o comunista-mor maranhense defende Lula e sua candidatura ou não, como aconteceu no mês de maio passado, durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, quando Flávio Dino declarou que “insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo” e considerou que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

O blog do Esmael informa que os governadores da Bahia, Paraíba, Piauí, Sergipe, Minas Gerais, Acre, Pernambuco e Ceará assinaram, ontem, domingo, 8, um manifesto em defesa da justiça e da libertação do ex-presidente Lula.

Curiosamente, o governador Flávio Dino (PCdoB) não aparece como signatário do manifesto. O comunista tem se comportado contraditoriamente, por assim dizer, em relação ao ex-presidente Lula.

Dependendo da conveniência, o comunista-mor maranhense defende Lula e sua candidatura ou não, como aconteceu no mês de maio passado durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, quando Flávio Dino declarou que “insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo” e considerou que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Na mesma entrevista, Flávio Dino defendeu o nome do fanfarrão Ciro Gomes (PDT) como opção a Lula, o que gerou revolta entre os petistas que não abrem mão da possibilidade de ter Lula candidato a presidente.

Confira a nota na íntegra:

Manifesto dos governadores que defendem a justiça e Lula Livre

Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa notícia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país.

A condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores. A decisão condenatória foi proferida por magistrado desprovido de competência legal, cujas condutas têm revelado, reiteradamente, total ausência de imparcialidade. Basta lembrar da divulgação ilegal de diálogos telefônicos mantidos pelo Presidente Lula, que foi prontamente rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, o mesmo magistrado, atipicamente, se insurgiu contra a decisão do desembargador de plantão, determinando às autoridades policiais que se abstivessem de cumpri-la. Essa atitude revela muito mais que zelo na condução dos processos submetidos à sua jurisdição: revela inaceitável parcialidade, além de desprezo pela organização hierárquica do Judiciário.

De modo ainda mais atípico, o Desembargador prevento antecipa o retorno de suas ferias e avoca o julgamento do habeas corpus, revogando a liminar concedida.

Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.

Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018.

Assinam o manifesto os governadores da Bahia, Paraíba, Piauí, Sergipe, Minas Gerais, Acre, Pernambuco e Ceará

COPA DO MUNDO: Uma derrota a mais 4

por Juca Kfouri*

Não ganhar mais uma Copa do Mundo não tem a menor importância para o futuro do futebol brasileiro.

Tanto é verdade que já foram conquistadas cinco e o presente do nosso futebol é o que é, com clubes inadimplentes e cartolas corruptos ou fora do jogo, por causa do FBI e da Interpol, ou ainda dando as cartas, graças à leniência das autoridades brasileiras.

O futebol brasileiro ficou 24 anos sem passar do tri ao tetra e já está há 16 sem sair do penta ao hexa. E daí?

A Alemanha nem pentacampeã é e seu campeonato nacional beira os 45 mil torcedores em média por jogo.

No país cinco vezes campeão não chega aos 18 mil.

Ganhar Copas do Mundo, francamente, é o de menos, por maior que seja a comoção que afeta até crianças desligadas do futebol, mas capazes de chorar com a eliminação. Uma senhora em prantos que acompanhava o secretário-menor da CBF em Kazan chegou a dizer que estava de luto, e Renato Augusto comparou a derrota à morte de um parente. Menos, minha senhora, muito menos, Renato Augusto.

A Espanha só foi ganhar sua primeira Copa oito anos atrás e nem por isso o Real Madrid e o Barcelona eram menores do que são, ao contrário, tinham o mesmo tamanho.

É preciso entender de uma vez por todas que são clubes os responsáveis pela grandeza ou pequenez do futebol de um país, sem precisar exagerar como o presidente madridista que trabalha contra a seleção espanhola para não ver ofuscado o clube presidido por ele. Você sabe, rara leitora, você sabe, raro leitor: entre o seu clube campeão mundial e a seleção brasileira a escolha será quase sempre, mais de 90% das vezes, pelo clube.

E você que torceu contra, ou disse que torceu, porque o Temer não merece, o coronel Nunes também não, o Marco Polo que não viaja e o Caboclo que ele inventou muito menos, veja que quanto pior, pior mesmo, porque nada vai mudar.

Tanto que a seleção perdeu as últimas quatro Copas e nada mudou, assim como quando ganhou não foi por causa de Havelange e Teixeira, mas por causa de Pelé, Mané, Tostão, Rivellino, Romário, Rivaldo e Ronaldos.

O Brasil está fora da Copa, mas ela não acabou. Na terça-feira (10), em São Petersburgo, deveremos ter um recital de futebol: França x Bélgica, com ares de final antecipada, como seria França x Brasil. Só que seria e não será. Mas só mesmo.

*Jornalista, autor de “Confesso que Perdi”. É formado em ciências sociais pela USP.

Você se permite sonhar?

Se não sabemos quais são nossos desejos mais profundos, podemos passar a vida sem ter feito nada para realizá-los, seguindo rumos que não são nossos

Liste seus sonhos numa folha de papel | Crédito: shutterstock.

Paula Abreu, via Vida Simples

No meu trabalho, ajudo as pessoas a estabelecer objetivos, fazer planos e se organizarem, se inspirarem e se motivarem para realizar esses sonhos. Mas, muitas vezes, o problema não é a falta de objetivo, metas, planejamento ou organização. O primeiro passo para realizar qualquer coisa na vida é sonhar.

Já perdi a conta de quantos clientes tive até hoje que me mostraram diferentes faces do verdadeiro problema: eles não sabiam quais eram seus sonhos. E, quando não sabemos quais são nossos sonhos, não fazemos nada para realizá-los. Vamos sendo levados pela vida, sem direção. Ou, pior, na direção do que outras pessoas escolheram para nós, e, por inércia, aceitamos.

Mesmo quando sabemos quais são nossos sonhos, podemos nunca ter parado para refletir sobre qual é o preço que estamos pagando, por não correr atrás deles — seja agora, seja no final da vida, ao constatar que nada fizemos para realizá-los. Quando faço essas perguntas aos meus clientes, escuto que o preço por não realizar seus sonhos é a tristeza, depressão, fracasso, baixa autoestima, e, no hipotético leito de morte, a sensação de ter jogado a vida fora.

Antigamente eu tinha um sonho: viajar o mundo. Mas, na época, eu não conseguia viajar quase nunca porque trabalhava como advogada e tinha pouco tempo. Até que, em abril de 2012, fui demitida e me vi, de uma hora para a outra, desempregada e com um filho de 3 anos para sustentar. E, para complicar ainda mais, resolvi aproveitar o empurrãozinho do universo para abandonar a carreira como advogada.

Eu poderia ter pensado: agora é que não vou mesmo viajar, porque “para isso preciso de muito dinheiro”. Na minha cabeça, eu estava abandonando uma carreira em que fazia dinheiro para então viver da escrita, e, como “não se ganha dinheiro escrevendo no Brasil”, eu tinha certeza de que seria pobre para sempre. Pobre, mas feliz. De lá pra cá, estive em Nova York, Londres, Paris, Amsterdã, Berlim e outros tantos lugares incríveis que nem conseguiria lembrar agora.

No começo da minha “nova” carreira, algumas dessas viagens só foram possíveis por circunstâncias especiais. Desde eu ter me hospedado no Brooklyn na casa de uma artista plástica que conheci e hospedei na minha casa, passando por dormir na casa de estranhos fazendo couchsurfing, até ir para o Saara e a Amazônia a trabalho, não só não pagando mas sendo paga para estar lá. Circunstâncias que eu acharia impossíveis na minha vida passada.

Agora eu proponho algo que talvez você não faça há tempos: sonhar. Pegue uma folha de papel e liste pelo menos dez sonhos seus, dos mais simples aos mais malucos e “impossíveis”. Não se limite por crenças negativas. Permita-se sonhar. É aí que tudo começa a acontecer.

Paula Abreu é coach e autora do livro Escolha Sua Vida. Oferece meditação gratuita no www.acreditaemedita.com.br

O uso da autoridade para não admitir os próprios erros 2

A autoridade que admite e assume o seu erro não se enfraquece

Por Eduardo Carmello*, via Vya Estelar

Juízes, professores, administradores, líderes, pais e mães. Tudo ficaria bem melhor no que se refere ao relacionamento interpessoal maduro e também à produtividade no trabalho se assumissem uma postura de falibilidade (estão prontos para admitir e assumir seus próprios erros e corrigi-los, a favor da relação justa).

Mas, ao invés disso, preferem esconder os erros e incompetências, sobrepondo-os com o escudo da “autoridade”. Todo mundo viu que o juíz errou ao marcar o pênalti, que não existiu. Mas, já que ele sentenciou que o mesmo aconteceu, então não se pode voltar atrás. Como dizia José de Alencar, “Não havia meio de fazê-lo voltar atrás”.
Todo mundo sabe que o professor está desatualizado e tendencioso politicamente na matéria que ele leciona. Mas, se ousarmos atualizá-lo e evidenciar seu viés político, poderemos ser expulso da sala por desacato à autoridade ou ouvir aquela famosa frase “Quem manda nessa sala de aula sou eu”.

Conhecemos muito bem nossos administradores e líderes. Por vezes demoramos 30 minutos editando a “forma” como vamos conversar com ele sobre sua falta de habilidade em gerenciar projetos e conduzir reuniões, colocando a culpa sempre na equipe. Fazemos isso morrendo de medo dele se ofender, inflamar, de sofrer retaliação ou até de ser transferido de setor, pois “Quem é você para dizer como eu devo fazer o meu trabalho?”.

Fora os pais (eu, inclusive) que se assustam e imediatamente se irritam, quando os filhos (de 3 a 55 anos) escancaram uma verdade na nossa cara. Um erro, um mal funcionamento, uma atitude desrespeitosa, que deve ser ignorada ou relevada, pois somos “os pais”. Quantas vezes nos protegemos no nosso escudo de autoridade quando eles revelam nossas incoerências, ambiguidades e equívocos na “difícil arte de educar”.

Constato nos meus trabalhos que quando a pessoa erra e dá a “carteirada” da autoridade, muitos de nós até obedecem, para não piorar as coisas. Mas não esquecemos seus erros, diminuindo drasticamente o respeito, a confiança e a admiração que temos pela pessoa.

E, quando a mesma admite e assume seu erro, corrigindo a decisão equivocada, a ordem se restabelece, o respeito, a confiança e admiração aumentam.

A “autoridade” que admite e assume o seu erro não se enfraquece. Pelo contrário, sai mais fortalecido e respeitado por aqueles que prezam a justiça, o relacionamento maduro, a inteligência e o mérito.

*Diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos, consultor e palestrante entre os 5 mais reconhecidos do país, segundo o Top of Mind de RH do jornal O Estado de S. Paulo. Autor dos livros Resiliência: a transformação como ferramenta para construir empresas de valor (2008, Editora Gente) e Supere: a arte de lidar com as adversidades (2004, Editora Gente).

IMAGEM DO DIA: Temendo protestos de movimentos culturais, governo adia “Diálogos” da cultura

Temendo protestos de várias entidades culturais, manifestações e brincadeiras folclóricas, o Governo do Maranhão achou por bem adiar o versão do “Diálogos pelo Maranhão”, também conhecido como “Gogó pelo Maranhão”, cuja temática desta vez seria a cultura e realizado na noite desta quarta-feira, 4.

A reclamação dos agentes culturais é ampla, geral e irrestrita, e vai desde a atraso de pagamento, falta de apoio e desprestígio das manifestações culturais do estado para beneficiar artistas de outros estados, como aconteceu nos festejos juninos de 2018, quando até o boêmio Agnaldo Timóteo embolsou uma mufufa, sem falar na “camarada” Leci Brandão, que já fatorou uma boa grana nestes quatros anos de governo do PCdoB, mesmo partido da sambista.

A previsão é que o evento ocorra na próxima segunda, dia 9.

Mas a depender do ânimo daqueles que realmente fazem a cultura popular… Sei não.

 

ANTES TARDE DO QUE NUNCA: Enfim, um pedido de impeachment de Flávio Dino 10

Se é verdade que o pedido de impeachment protocolado pelo deputado Edilázio Júnior não tem a mínima chance de vingar na Assembleia Legislativa do Maranhão, não é menos verdade que esse pedido, por si só, já gera um desgaste “miseravi” para Flávio Dino

Demorou, mas aconteceu.

Enfim, um deputado teve a coragem de apresentar um pedido de impeachment do governador Flávio Dino (PCdoB). E olha que não faltam motivos!

Veio do deputado Edilázio Júnior (PV) o pedido de afastamento do chefe do executivo estadual com o argumentando de que houve crime de responsabilidade de Flávio Dino ao usar a polícia do estado como uma polícia política para perseguir adversários.

“É notório que existe este abuso de poder usando uma polícia de estado como uma polícia política partidária para perseguir seus adversários”, declarou.

Segundo o parlamentar, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, “se não houvesse acontecido o vazamento dos documentos ordenando a espionagem, a oposição estaria sendo monitorada pela PM até hoje”.

E olhem que essa história de fazer da polícia um instrumento de perseguição política contra adversário é o menor, digamos, dos crimes de responsabilidade de Flávio Dino.

Há os escândalos de corrupção na Secretaria de Saúde, esquemas na Emap, farra dos capelães, uso do Palácio dos Leões como palaque eleitoral, repasses fundo a fundo para cooptar prefeitos, uso indevido de recursos dos aposentados/servidores públicos para bancar o famigerado “Mais Asfalto” etc, etc, etc.

Emfim, se é verdade que esse pedido de impeachment protocolado pelo deputado Edilázio Júnior não tem a mínima chance de vingar na Assembleia Legislativa do Maranhão, não é menos verdade que o pedido, por si só, já gera um desgaste “miseravi” para Flávio Dino.

Que assim seja!