Sobre o caso “João de Deus” (OU: Quando a fé que cura é mesma machuca)

O que é abominável nesses casos é que o agressores se aproveitavam da carência das pessoas, da fé de quem está a procura de uma saída para um sofrimento que enfrenta, enfim, de luz e felicidade aí depois se deparam com a depravação de quem parecia ser um “santo”.

“O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes” 
(Mateus 13:41-42)

O Brasil e o mundo ficaram bestificados com a série de denúncias de assédio e abuso sexuais que teriam sido cometido pelo senhor João Teixeira de Faria, ou “João de Deus”.

Já somam dezenas de mulheres que afirmam ser vítimas do líder espiritual residente na pequena cidade de Abadiânia, interior de Goiás.

A história está repleta de casos em que homens “usados por Deus” transgridem a ética e moral religiosas. De padres católicos a pastores protestantes, passando por líderes de cultos afros etc, aqui a acolá a sociedade se depara com a depravação de certos gurus espirituais.

Isso mostra que devemos ter muito cuidado de entregar nossas vidas e de familiares com 100% de confiança nas mãos de quem quer que seja, mesmo daqueles que usam o nome de Deus.

A serem confirmadas as denúncias contra João Teixeira de Faria, que doravante poderá ser chamado “João” de qualquer coisa, menos de “Deus”, pode-se estar diante do caso do maior assediador em série da história recente, talvez maior até do que o ex-médico Roger Abdelmassih, maníaco que por anos abusou sexualmente de dezenas de suas pacientes.

O caso envolvendo o médium de Abadiânia não é o primeiro e muito menos será o último. E certamente aparecerão muitos defensores, pessoas de boa-fé, que vão se negar a acreditar que Faria foi capaz de fazer os absurdos que agora caem sobre os seus ombros.

O que é abominável nesses casos é que o agressores se aproveitavam da carência das pessoas, da fé de quem está a procura de uma saída para um sofrimento que enfrenta, enfim, de luz e felicidade aí depois se deparam com a depravação de quem parecia ser um “santo”.

O fato é que pequena Abadiânia, que já havia ganhado o mundo por ser a terra natal de um certo “João de Deus” que operava milagres, volta mais uma vez ser notícia internacional.

Só que agora com a triste revelação de que, de “Deus”, o João nada tinha…

SAÚDE: Neto Evangelista destina emenda para compra de equipamento no Hospital Aldenora Bello

O deputado estadual Neto Evangelista (DEM) visitou o Hospital Aldenora Bello, referência no tratamento de câncer no Maranhão, com o objetivo de identificar as principais necessidades e destinar emenda no valor de R$ 300mil para a aquisição de equipamentos.

O democrata foi recebido pelo vice-presidente da Fundação Antonio Dino, Antônio Dino Tavares, e pelo diretor do Hospital de Câncer, José Generoso da Silva. Eles visitaram vários ambientes da instituição, entre eles, o Laboratório de Patologia, a Brinquedoteca, além dos setores de internação, quimioterapia e radioterapia (que está sendo ampliado para duplicar sua capacidade de atendimento).

“O Hospital Aldenora Bello desenvolve um trabalho admirável no tratamento do câncer. Quero parabenizar a direção da instituição e toda equipe pela dedicação diária no sentido de conseguir manter o hospital e garantir atendimento à população mais carente”, disse Neto Evangelista.

Atualmente, o hospital faz cerca de 30 mil atendimentos por mês, uma média de 600 internações, 2.000 quimioterapias e atendimento de radioterapia em 220 pacientes.

O vice-presidente da Fundação Antônio Dino agradeceu e disse que a contribuição dará um salto qualitativo aos pacientes. “É sempre bom contar com parceiros que estejam dispostos a ajudar, reconhecendo a seriedade do nosso trabalho”, finalizou.

MAIS MÉDICOS: Profissionais cubanos deixam o Maranhão

Fernando Silva ladeado por médicas cubanas que atuavam no programa Mais Médicos no Maranhão.

O deputado Zé Inácio (PT) foi representando na manhã da última sexta-feira, 7, pelo seu assessor Fernando Silva na despedida das médicas cubanas que atuavam nas cidades maranhenses de Bacabal e Paulo Ramos.

As médicas seguiram para Brasília e de lá pegaram outro voo para Havana, capital de Cuba. Além delas, outros médicos que atuavam no Maranhão retornaram à Ilha caribenha.

Na semana passada, também em Brasília, o deputado Zé Inácio participou de uma audiência com o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Joaquín Molina.

Zé Inácio e o seu assessor parlamentar Fernando Silva durante audiência com Joaquín Molina, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil.

Na oportunidade o parlamentar prestou solidariedade aos médicos cubanos, que durante os últimos anos prestaram de forma humanizada e qualificada assistência médica a milhões de brasileiros em vários rincões do País.

“Lamentamos profundamente a partida desses profissionais qualificados que muito contribuíram para a saúde do país, em particular do Maranhão. Quem perde com isso são os mais carentes que agora ficarão ameaçados de não contar com atendimento médico não somente qualificado, mas principalmente humanizado”, disse o parlamentar petista.

REFLEXÃO: A medida certa das coisas 2

“Em seu coração
o homem planeja o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.”
(Provérbios 16:9)

Conversando com grande amigo logo cedo, na manhã da última sexta-feira, ele me dizia que estava dois meses sem ingerir bebida alcoólica. Havia chegado à conclusão que estava “bebendo muito” e “bicho solto”.

O amigo é casado, aliás, bem casado, posto que a sua esposa é muito bela, educada e distinta, como diriam os mais velhos.

Pessoa de fé, homem de Deus, esse amigo me fez refletir sobre as limites que temos nos impor em tudo nesta vida. Lembram dos ditos populares “Tudo demais é sobra” e “Tudo em excesso faz mal?” Pois é.

A sabedoria está em encontrar o limite das coisas, o ponto de equilíbrio para fazer o que gostamos sem exageros que, ao invés de trazerem prazer, trazem sofrimento. Isso vale pra tudo: bebidas, baladas, e até mesmo sexo e dinheiro. Nada que nos escraviza é sadio!

Claro que fiquei feliz em saber que o dileto amigo em questão percebeu que estava “passando dos limites”.

A mitologia grega, por exemplo, nos ensina muito sobre o impor, a nós,o “metron”, ou seja, a medida, um limite.

Deixo para os leitores um trecho do livro  “O despertar do herói interior”, de Carol S. Pearson.

Desejo a todos um ótimo e abençoado domingo para todos.

As histórias a respeito de heróis são profundas e eternas. Elas ligam os nossos próprios anseios, desgostos e paixões às experiências dos que vieram antes de nós, de modo que podemos aprender algo a respeito da essência do significado de ser humano, e também nos ensinam de que forma estamos ligados aos grandes ciclos dos mundos natural e espiritual. Embora os mitos que podem dar significado a nossas vidas sejam profundamente primitivos e arquetípicos, às vezes nos inspirando terror, eles também têm a capacidade de libertar-nos de modos de vida falsos e fazer com que passemos a ter uma vida de verdade. Se evitarmos o que T.S. Elliot chamou de ‘terror primitivo’, perderemos nossa ligação com a intensidade e o mistério da vida. O encontro da nossa ligação com esses padrões eternos proporciona-nos um senso de significado e importância até mesmo nos nossos momentos mais penosos e alienados, recuperando dessa maneira a dignidade da vida.

Por que as pessoas mentem para os médicos?

Gabriel Alves, via Folha de SP
As pessoas, vez ou outra, mentem para os médicos e outros profissionais da saúde. Mas qual o sentido de mentir se, quanto mais o profissional sabe a respeito do paciente, melhor é o cuidado?

Um estudo americano conduzido com 4.510 indivíduos aponta que de 60% a 80% das pessoas (idosos e jovens, respectivamente) omitem ao menos uma informação importante de seus médicos, como:

  • não entender as instruções dadas pelo profissional de saúde;
  • discordar das recomendações;
  • não se exercitar regularmente;
  • ter dieta não saudável;
  • tomar determinado medicamento;
  • não seguir as instruções de prescrição;
  • tomar medicamento de outra pessoa.

Várias são as explicações para as omissões de informações importantes. As cinco respostas mais citadas foram estas:

  • evitar ser julgado ou levar sermão;
  • não querer sabe o quão perigosa foi a atitude em questão;
  • vergonha;
  • não passar a impressão de que é um paciente difícil de lidar;
  • não tomar muito tempo do profissional.

Além do óbvio, que pacientes (especialmente os enfermos) podem ser mal assistidos por causa das informações incorretas ou faltantes, os autores concluem que é preciso encontrar meios de melhorar o nível de confiança entre pacientes e profissionais de saúde e de deixar os pacientes confortáveis para falar o que tem que ser dito.

“Fiquei surpresa com o número substancial de pessoas que não fornecem informações inofensivas, e que elas admitem isso”, diz Andrea Gurmankin Levy, autora do estudo e pesquisadora na Middlesex Community College, em Middletown (Connecticut, EUA). “Nós também temos que considerar uma interessante limitação do estudo de que os pacientes podem ter escondido informações sobre o que escondem dos médicos, o que significaria que estamos superestimando o quão prevalente é esse fenômeno.”

“Se pacientes não falam o que comem ou que remédio tomam, pode haver implicações significativas para a saúde. Especialmente se eles têm doenças crônicas”, diz Levy.

A pesquisa está publicada na revista Jama Network Open.

SAÚDE: Neurocirurgião Francinaldo Gomes lança seu terceiro livro em São Luís

O médico e educador financeiro apresenta sua nova obra intitulada  “Enriquecer faz bem a saúde” 
O neurocirurgião e educador financeiro, Dr. Francinaldo Gomes, em parceria com a Editora DOC e a Saúde mais Ação Educação e Consultoria Ltda, irá lançar no próximo dia 7 de dezembro sua terceira publicação, intitulada “Enriquecer faz bem a Saúde”. O evento, que acontece às 19h, no auditório do UDI Hospital, pretende reunir para uma palestra e noite de autógrafos, profissionais das áreas de finanças e médica, além de pessoas interessadas no tema.
Juntamente às suas atividades médicas, o Dr. Francinaldo Gomes dedica-se à educação financeira de médicos e demais profissionais liberais, já tendo formado mais de 1000 investidores em seus cursos realizados por todo o Brasil. O título, que é sua terceira obra, irá mostrar de forma clara e objetiva como conquistar a tão sonhada independência financeira através de estratégias de criação multiplicação de riqueza. “Diferente dos livros existentes atualmente sobre finanças e investimentos, esta obra consegue mostrar como usar os diversos produtos financeiros de forma harmônica e sincronizada para produzir e remunerar uma carteira eficiente de ativos. E tudo isso sem que você precise deixar de exercer a sua profissão”, explica o médico.
No decorrer do livro, fica claro a necessidade de conquistar sua liberdade financeira, até porque no cenário atual é quase impossível contar com bancos e governo para cuidarem de você quando não puder mais trabalhar. Uma pessoa que não cuida das suas finanças passará o resto da vida trabalhando para enriquecer terceiros e não para seu próprio enriquecimento. Enriquecer é muito mais do que simplesmente ganhar dinheiro. E fica evidente que esse processo faz um grande bem à saúde de todos.

MAIS MÉDICOS MARANHÃO: Yglésio Moyses gera constrangimento ao governo Dino 2

A proposta foi recebida muito mal pelo Palácio dos Leões e contestada, por exemplo, pelo próprio secretário de Saúde, o advogado Carlos Lula.

Há semanas o Governo do Maranhão vem tentando desfazer um factoide produzido pelo deputado estadual eleito Yglésio Moyses (PDT).

Ocorre o seguinte.

No afã de jogar para a plateia, Yglésio Moyses sugeriu, nas redes sociais, e depois repercutido em blogs, que o governador Flávio Dino (PCdoB) criasse o “Mais Médicos Maranhão”.

No que poderia ser considerado um gol de placa do “Dr. Maluquinho”, como Yglésio é carinhosamente chamado entre os mais chegados, acabou virando um tremendo “tiro no pé”, “tiro pela culatra” ou mesmo um “gol contra”. Contra o governo e a ele mesmo!

A proposta foi recebida muito mal pelo Palácio dos Leões e contestada, por exemplo, pelo próprio secretário de Saúde, o advogado Carlos Lula, que pela rede social do Twitter postou:

“Nos últimos dias viralizou (mais uma) notícia fake sobre a contratação de médicos cubanos pelo Governo do Maranhão. Isso é juridicamente IMPOSSÍVEL de ocorrer porque só a União tem tal prerrogativa. Os mesmos de sempre querendo criar pânico e transtorno à rede de saúde.”

O secretário só errou no “mesmos de sempre”, já que não foram os “mesmos de sempre” que saíram com essa ideia do Governo do Estado contratar médicos cubanos. Aliás, o ainda líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira, também meio que desautorizou Yglésio Moyses afirmado, igualmente pelas redes sociais, que o deputado eleito “já começou mal”, numa alusão do que pode ser o mandato do jovem médico na Assembleia Legislativa.

O fato é que Yglésio Moyses começou combatendo o “Mais Médicos” quando foi lançado pela presidente Dilma em 2013, associando-se, assim, à classe médica que praticamente ficou contra o programa quase na sua totalidade. Aliás, Yglésio Moyses sequer votou em Dilma em 2014 quando ele ainda era filiado ao PT. Eleito deputado estadual, o agora pedetista passou a defender os médicos cubanos. Oportunismo?

Enfim, um deputado estadual governista, ouvido pelo Blog do Robert Lobato, resumiu bem o que se pode esperar do futuro parlamentar Yglésio Moyses. Assim:

“Com Yglésio Moyses como aliado, Flávio Dino não vai precisar de Wellington do Curso na oposição para dar trabalho”.

Bingo!

A seguir o post do “Dr. Maluquinho” propondo o “Mais Médicos Maranhão”. Diga aí, Yglésio:

INCLUSÃO: Veja a bela e emocionante campanha de O Boticário

A empresa de cosméticos O Boticário está de parabéns por mais essa peça que, em verdade, é muito mais do que uma simples peça publicitária ou comercial, mas uma declaração de amor ao próximo.

Uma bela, emocionante e criativa campanha natalina de 2018 de O Boticário estreou no último dia 25 de novembro.

Com o lema “Tem gesto que não só fala, canta”, a peça publicitária, uma criação da Agência AlmapBBDO, manda uma mensagem sobre a importância da inclusão de pessoas portadoras de deficiência, no caso específico do filme, um adolescente cuja professora Daniela tem um desafio de inclui-lo na apresentação de um coral.

A empresa de cosméticos O Boticário está de parabéns por mais essa peça que, em verdade, é muito mais do que uma simples peça publicitária ou comercial, mas uma declaração de amor ao próximo.

Confira e veja como a história termina. Vale chorar, galera?

Solidão não é o mesmo de momentos só

Não abra mão de momentos só para você. Use e abuse daquele “meu momento”. Desfrute daquela “solidão” produtiva que te leva a refletir sobre tudo a sua volta; avaliar caminhos, escolhas, decisões etc.

Eu sempre tive medo de solidão. Aliás, gosto sempre de lembrar um trecho de uma cantiga de Eramos Carlos intitulada “Mesmo que seja eu” que diz assim:

“Filosofia é poesia é o que dizia a minha vó/
Antes mal acompanhada do que só”

Sou do tipo que prefere o risco de uma mal companhia à uma solidão.

Claro, “mal acompanhado” no sentido figurado, filosófico, por assim dizer.

Entretanto, solidão é muito diferente daquela necessidade que às vezes temos de ficar só; de termos o nosso momento de privacidade.

Não há nada de anormal a gente acordar naquele dia sem estar a fim de ver ou falar com alguém. Isso pode se tornar um problema dependendo se a frequência e o período dessa sensação forem intensos, contínuos, o que pode sinalizar para algum distúrbio de comportamento e trazer consequência perigosas como a depressão, por exemplo.

Tirar um tempo para nós mesmo é até uma necessidade de sobrevivência nesse mundo a cada dia mais corrido, complicado, violento e estressante.

Não é por acaso que muitas empresas já estimularam a espiritualidade no local de trabalho, o que não significa impor uma religião especifica aos colaboradores, até porque a religião ideal é aquela que faz a pessoa sentir-se bem.

Portanto, não abra mão de momentos só para você. Use e abuse daquele “meu momento”. Desfrute daquela “solidão” produtiva que te leva a refletir sobre tudo a sua volta; avaliar caminhos, escolhas, decisões etc.

“Bob, há lugares ideais para esses momentos de solidão”, perguntaria um leitor ou leitora que se interessou sobre o assunto.

Sim! Vários.

Uma praça, uma praia, uma igreja em dias sem missa ou culto, casas de orações, parques e até mesmo os cemitérios podem seu bom local para aquele breve recolhimento para o encontro consigo mesmo, até porque é pra lá que iremos quando a hora do nosso descanso eterno.

Enfim, não tenha receio, não crie dificuldades, não deixe de dar a oportunidade para o seu “eu”

Pelo contrário: procure a cada dia encontrá-lo da melhor e da mais saudável forma possível.

Você tem medo da liberdade?

por Irlei Miesel

Para muitos, a escravidão é a melhor maneira de viver em liberdade. Nesse caso, a escravidão está na rotina estabelecida e na mentira mental criada em relação à realidade.

O ser humano busca desesperadamente ser livre. Ele deseja uma profissão que o leve:

À liberdade financeira;
A uma família para amar livremente;
A uma casa que proporcione liberdade no orçamento;
A um carro para aumentar o tempo livre;
A ter acesso ao mundo digital para ampliar a liberdade de escolhas;
A compromissos fixos que exijam presença diária etc.

A liberdade está na escravidão dos arranjos e dos ajustes feitos, para que a vida caiba exatamente dentro da caixa previsível. Dessa forma, a sensação latente por liberdade é combatida pela certeza da utilidade. Ser útil é uma desculpa mental em que o medo evita de buscar a liberdade.

Quando nos sentimos úteis e insubstituíveis, nasce o alívio e o bem estar de saber que não há vida fora daquela rotina, convencemo-nos que o melhor da vida está no previsível. Acomodamo-nos e fingimos que o medo não existe, porém esquecemos que o medo está justamente no ato da criação de determinada rotina infeliz.

Ele também está no conceito de liberdade que citamos acima. O medo está em tudo que nos impede de experimentar realidades desconhecidas.

Como diz o filósofo e escritor russo Dostoiévski: “Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: não ter certezas”.

Por isso, trocamos a curiosidade pelo convencional, por gaiolas que chamamos rotina. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram e é na certeza que o medo não incomoda.

Assim, podemos viver na ilusão de que somos livres e, dessa forma, evitamos a terrível sensação do medo pelo desconhecido. O conhecido nos é familiar e exige apenas que toquemos em frente.

Todo mundo tem um desejo pela aventura. Em nosso íntimo, invejamos aqueles que se lançam em novidades, que conhecem o mundo e tudo o que podemos sentir através dele. Um de nossos maiores medos é o do próprio julgamento. Quando deixamos o medo do julgamento de lado, descobrimos o sentido de liberdade.

O espírito de liberdade passa pelo antagonismo de usar o medo como termômetro para provocar a coragem rumo às escolhas e aos comportamentos que ampliem o espírito livre que habita em todos nós. Que assim seja!