IGOR LAGO: “Considero Roberto Rocha e Roseana Sarney melhores opções” 4

Igor Lago afirma ainda que Flávio Dino faz “um governo pífio e sem novidades agarra-se ao uso da máquina para manter os apoios eleitorais”, e ainda “um verdadeiro retrocesso político e administrativo.”

O médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, já falecido, publicou um duro texto na sua rede social do Facebook fazendo algumas considerações sobre as eleições de 2018 no Maranhão.

No texto, Igor Lago afirma que Flávio Dino faz “um governo pífio e sem novidades agarra-se ao uso da máquina para manter os apoios eleitorais”, e ainda ser “um verdadeiro retrocesso político e administrativo.”

Em outro trecho do texto, o médico surpreende ao avaliar que, para ele, “Roberto Rocha e Roseana Sarney [são] melhores opções” para o governo do estado.

Igor Lago encerra o texto pedindo que os eleitores não votem em Márcio Jerry para deputado federal.

Confira, a seguir, a íntegra da postagem de Igor Lago.

MARANHÃO 2018: ATRASO, TRAIÇÃO E REBELDIA

Flávio Dino com um governo pífio e sem novidades agarra-se ao uso da máquina para manter os apoios eleitorais.

O discurso é o de se apresentar como um avanço quando, na verdade, é um verdadeiro retrocesso político e administrativo.

Considero Roberto Rocha e Roseana Sarney melhores opções.

Weverton Rocha e Eliziane Gama são produtos da traição do Flávio Dino ao responsável por sua entrada e sucesso na política, o ex-governador Zé Reinaldo.

São o retrato fiel da velha política agora protagonizada por novos atores. O primeiro dispensa comentários porque já conhecido de todos, a segunda merece a observação que mais lhe caracteriza, a da esperteza. Não foi candidata ao governo em 2014 por uma negociação com o atual que lhe garantiu um mandato de deputada federal, assim como não se posicionou no segundo turno na eleição para prefeito de São Luis. Hoje sabemos o porquê.

Considero Zé Reinaldo e Alexandre Almeida melhores opções.

Para deputado federal não votar no Márcio Jerry será um gesto de rebeldia política, a de não se deixar levar pelo cabresto da máquina pública…

ELEIÇÕES 2018: Coligação liderada por Roseana Sarney divulga nota de repúdio por “uso da máquina do Estado” por Flávio Dino

A coligação “Maranhão Quer Mais”, liderada pela candidata à governadora Roseana Sarney (MDB), divulgou, na tarde deste domingo, 23, uma nota de repúdio contra o que considera atos de “criminosos a serviço da desmoralização do presente processo eleitoral agem às claras, sem subterfúgios, tão confiantes que estão de que a lei não foi feita para eles”.

O “eles” a qual a nota se refere são os comunistas, que neste final de semana abusaram descaradamente do uso da máquina estatal em benefício da candidatura de reeleição do governador Flávio Dino, conforme denúncia feita em primeira mão pelo blog do Luis Cardoso e reproduzida pelo Blog do Robert Lobato.

Confira a integra da nota:

NOTA DE REPÚDIO

A Coligação “Maranhão Quer Mais” vem a público repudiar o uso da máquina do Estado para deformar o resultado do pleito eleitoral que se avizinha.

Se não bastasse o flagrante documentado em Imperatriz, entre domingo (18) e quarta-feira (21),protagonizado pelo candidato a deputado estadual Rildo Amaral, do Solidariedade, aliado do candidato à reeleição para o governo, Flávio Dino, que fez palanque sobre obra eleitoreira em execução (asfalto em três ruas do bairro Vila Redenção), surgem, agora, mensagens em áudio distribuídas via equipamentos e linhas telefônicas públicas, por integrantes do primeiro escalão governamental, da Saúde e da Cultura, intimando servidores a comparecerem a atos de campanha, levando familiares, em final de semana.

O próprio chefe do governo, que é um ex-juiz de direito, encorajou seus comandados a essas Práticas, quando tentou desmoralizar a magistrada que o condenou por chantagem explícita ao eleitor de Coroatá por ocasião das eleições de 2016

Agora, vê-se a banalização de práticas diversas de captação ilícita de votos, demonstrando que o ex-juiz e seus asseclas apostam na impunidade, topam humilhar a lei e desafiam a capacidade de percepção do ministério público eleitoral.

A assessoria jurídica da nossa campanha está ingressando com todos os pedidos de apuração que se fazem necessários, crendo piamente que o mesmo será feito pela Procuradoria Eleitoral, até porque os criminosos a serviço da desmoralização do presente processo eleitoral agem às claras, sem subterfúgios, tão confiantes que estão de que a lei não foi feita para eles.

São Luís, 23 de setembro de 2018

Coligação  “MARANHÃO QUER MAIS”

ABUSO DE PODER: Secretário arregimenta funcionários comissionados da Saúde para o comício de Flávio Dino 14

O secretário de Estado da Saúde, o advogado Carlos Lula, arregimentou os funcionários comissionados da sua pasta para o comício realizado ontem, sábado dia 22, para Flávio Dino, na Beira Mar. “Precisamos botar 10 mil pessoas lá”, diz Lula.

Do Blog do Luis Cardoso

O advogado adverte os funcionários através do seu grupo nas redes sociais para a necessidade de lotar “e fazer um comício bem bonito para Flávio Dino 65”. Além de convidar os funcionários para o lançamento do livro “O Sus em Nós”, realizado na sexta-feira, dia 21, o secretário apela para que levem os vizinhos, parentes, papagaios, periquitos, cachorros.

E só da Saúde espera o comparecimento de ao menos mil funcionários. Confira nos dois áudios abaixo:

Os presidenciáveis e a Previdência 4

Os tucanos, historicamente favoráveis aos ajustes na Previdência, mas que titubearam e não apoiaram em bloco a reforma proposta por Michel Temer, propugnam reformular o formato atual, com a instituição, por exemplo, de idade mínima e da proibição de acúmulo de benefícios.

Por Eden Jr.*

Os números sobre a Previdência brasileira são inequívocos – ou pelo menos deveriam ser. Entretanto, o país que se “dá ao luxo” de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ­– flagrantemente capturada por interesses corporativistas – para confrontar todas as estatísticas oficiais, deste e dos governos passados, e afirmar que não há déficit na Previdência, é um caso à parte em todo o mundo. Voltando do universo paralelo, os últimos dados da Secretaria do Tesouro Nacional informam que entre janeiro e julho deste ano a Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), acumulou saldo negativo de R$ 107 bilhões (valor equivalente a mais de cinco vezes o orçamento total dos três Poderes do Estado do Maranhão em 2018).

O mesmo demonstrativo revela que nos primeiros sete meses do ano as contas do INSS vêm piorando, ano a ano, governo a governo, ficando no vermelho em R$ 33 bilhões (2011); R$ 33 bilhões (2012); R$ 41 bilhões (2013); R$ 36 bilhões (2014); R$ 47 bilhões (2015); R$ 78 bilhões (2016) e R$ 80 bilhões (2017). Por outro lado, considerando-se apenas as contas do Tesouro Nacional e do Banco Central, o Governo Federal teria superávit, até julho, de R$ 68 bilhões. Mas quando se inclui o déficit do INSS, a contabilidade do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS) fica negativa em R$ 39 bilhões.

Em 2017 o INSS fechou no vermelho em R$ 182 bilhões. Os fundos de aposentadoria dos servidores públicos da União, estados e municípios – os chamados regimes próprios – também sofrem da mesma disfunção e exibem sucessivos déficits. A Previdência dos servidores federais registrou em 2017 um rombo de R$ 86 bilhões. Segundo levantamento da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, o conjunto dos fundos de previdências do funcionalismo estadual apresentou um buraco de R$ 93 bilhões no ano passado.

Grosso modo, existem dois tipos de Previdência. Tanto o INSS quanto o regime dos servidores federais e parte dos fundos dos funcionários estaduais e municipais funcionam num sistema de repartição. Nele a contribuição dos trabalhadores da ativa e do empregador (empresas e governos) cobrem o pagamento dos aposentados. Nesse caso, para o equilíbrio é imprescindível que o mercado de trabalho esteja em franca expansão, de modo a gerar um contingente de trabalhadores em atividade bem maior do que o de aposentados. Hoje vemos uma forte crise econômica, que reduziu a quantidade de empregados. Daí a necessidade de ajustes.

No sistema de capitalização a contribuição de empregados e empregadores é depositada, durante a vida laboral, em contas individuais e esses recursos são aplicados por administradoras no mercado (ações, títulos públicos, imóveis, etc.), para render e garantir a aposentadoria dos trabalhadores. Nesse modelo, operam fundos como o Funpresp (dos servidores federais que ingressaram a partir de 2013), de empresas estatais, como a Funcef (da Caixa Econômica), ou privadas, como o Valiaprev (da Vale). No regime de repartição, há uma espécie de solidariedade e pacto geracional, pois, todos os trabalhadores contribuem para a aposentadoria de todos os aposentados. Já no sistema de capitalização, o viés é de individualidade, tendo em vista que cada um é responsável por constituir a sua própria aposentadoria.

Diante desse cenário desafiador, especialmente quanto à sustentabilidade do sistema previdenciário do Brasil, é indispensável saber as propostas dos principais candidatos ao Planalto sobre o tema, isso a duas semanas das eleições. A candidata da Rede, Marina Silva, e sua equipe, há tempos têm se manifestado favoravelmente à Reforma da Previdência, com a migração do modelo de repartição para o de capitalização. A questão é que com essa transição de regimes, de repartição para capitalização, surge o chamado “custo de transição”. Uma vez que o Estado, por um lado, continua com a responsabilidade do pagamento dos benefícios da massa de aposentados, e por outro, perde o fluxo das receitas das contribuições dos não aposentados, que doravante é aportado em contas individuais. Para tanto, os “marineiros” querem usar recursos advindos de privatizações para cobrir a despesa com a mudança de regime. Ciro Gomes, que até meados de 2017 afirmava não haver déficit previdenciário, agora propõe que seja feita a reforma. O pedetista planeja a constituição de um esquema com três pilares: um de repartição, com um teto menor do que os atuais R$ 5,6 mil do INSS; um de capitalização, para os que puderem contribuir e ter benefícios mais altos, e um assistencial, para quem não pode contribuir, que receberia apenas um salário mínimo.

Os tucanos, historicamente favoráveis aos ajustes na Previdência, mas que titubearam e não apoiaram em bloco a reforma proposta por Michel Temer, propugnam reformular o formato atual, com a instituição, por exemplo, de idade mínima e da proibição de acúmulo de benefícios. Geraldo Alckmin rejeita a introdução, nos próximos anos, de um modelo de capitalização, pois acredita que não haveria recursos para financiar a transição entre os sistemas, o que só agravaria o problema fiscal. O economista de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, sugere que sejam implantados apenas dois padrões de aposentadoria: um de capitalização, para os que tenham renda maior e possam contribuir mais, e outro de cunho social, que garanta rendimento mínimo, destinado àqueles que não conseguiram poupar. O petista Fernando Haddad e seus assessores econômicos acreditam que o atual sistema é sustentável, sendo necessário promover apenas pequenas mudanças pontuais, e afastam a necessidade de uma reforma urgente e ampla. A retomada do crescimento econômico, que redundará na elevação das receitas, trará a sustentabilidade para a Previdência, dizem eles.

Diante dos déficits crescentes e sucessivos na Previdência, sendo esses a principal fonte do colossal desequilíbrio das contas públicas, é indispensável tratar com a devida seriedade o tema. O PT é o único, dentre os principais postulantes à presidência, que desconsidera a necessidade de realizar imediatamente uma Reforma da Previdência, e preconiza somente reparos tópicos. Para evitar qualquer tipo de engodo pós-eleições, especialmente com uma questão que é alvo de toda a sorte de demagogia e atinge sensivelmente a vida de dezenas de milhões de brasileiros, é imprescindível a sociedade estar atenta para os compromissos de campanha. Não deve permitir que se venda um produto e depois se entregue outro.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

#Ele não! #Eri Castro sim! 16

Muito bom, elucidativo e criativo o vídeo que o petista e candidato a deputado, jornalista e publicitário Eri Castro (13065) publicou nas redes sociais.

No vídeo, Eri alerta para o risco do projeto fascista de Jair Bolsonaro para o Brasil e conclama as força democráticas da esquerda e do centro para enfrentar a extrema-direita representada na figura bizarra do “Bozo”

Faço minhas as palavra do nosso companheiro e candidato a deputado estadual Eri Castro. Confira.

LULA: “O PT no maranhão foi melhor tratado pela Roseana Sarney” 18

A afirmação do dirigente do PT no Maranhão só veio confirmar o que há tempos o blogueiro e outros petista e não petistas já sabiam “há séculos”: Lula não gosta de Flávio Dino.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, ontem, sexta-feira, 21, um dirigente do PT maranhense com amplo trânsito na cúpula nacional do partido, assegurou que o ex-presidente Lula reconhece que o PT foi tratado melhor pelo governo Roseana Sarney (MDB) do que está sendo pelo governo Flávio Dino (PCdoB).

“Soube por companheiros muito próximos ao Lula, que ao vistá-lo na prisão em Curitiba, o ex-presidente afirmou que o PT no Maranhão foi muito melhor tratado por Roseana Sarney do que por Flávio Dino”, disse o petista ao Blog do Robert Lobato.

Em verdade, isso não foi nenhuma surpresa para este editor do Blog do Robert Lobato, na medida que sempre soube da antipatia do Lula com o governador do Maranhão, considerado pelo ex-presidente como um “cara muito metido”, entre aspas mesmo.

A afirmação do dirigente do PT no Maranhão só veio confirmar o que há tempos o blogueiro e outros petista e não petistas já sabiam “há séculos”: Lula não gosta de Flávio Dino.

É isso!

ELEIÇÕES 2018: Madeira merece o voto dos imperatrizenses e ser eleito deputado federal 4

O ex-prefeito Madeira tem coerência, postura e compostura, e olha que não foram poucos os cantos e encantos que o tucano teve de enfrentar para mudar de lado. Mas, ao contrário de uns e outros, inclusive de um outro ex-prefeito de Imperatriz que também é candidato a deputado federal, manteve-se firme na sua posição e não se deixou levar ou vender, enfim, não foi um covarde!

Se eu tivesse a honra de ser de Imperatriz ou de qualquer outra cidade da Região Sul do Maranhão não teria dúvida que votaria em Sebastião Madeira para deputado federal.

São os muitos os motivos que me levam a afirmar isso.

Em primeiro lugar, admiro políticos que têm posição político-partidária e que nunca fica pulando em galho em galho a cada eleição. Que dependendo da conveniência pessoal muda de grupo político como se muda de roupa.

O ex-prefeito Madeira tem coerência, postura e compostura, e olha que não foram poucos os cantos, encantos e seduções que o tucano teve de enfrentar para mudar de lado.

Mas, ao contrário de uns e outros, inclusive de um outro ex-prefeito de Imperatriz que também é candidato a deputado federal, Madeira manteve-se firme na sua posição e não se deixou levar ou vender, enfim, não foi um covarde!

Não é por acaso que Sebastião Madeira conta com o respeito não apenas da cúpula do PSDB local, mas também das principais lideranças do tucanato nacional, inclusive chegando a presidir o Instituto Teotônio Vilela nacionalmente e detentor de nada menos do que quatro mandatos de deputado federal.

Por todas as suas qualidades política e por sua biografia respeitada, Sebastião Madeira (4512) merece retornar a Câmara dos Deputados.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

ELEIÇÕES 2018: Deferimento da candidatura de Monteiro pode salvar a reeleição de Zé Carlos 6

A candidatura de Zé Carlos nesta eleição de 2018 nem de longe lembra a de 2014, quando o ex-superintendente da Caixa Econômica no Maranhão mostrou um extraordinário volume de campanha que lhe garantiu uma boa votação, mais de 90 mil votos, principalmente se levarmos em consideração que ele não tinha nenhuma relação histórica com o PT.

O ex-presidente do PT e ex-superintendente do Incra, Raimundo Monteiro, teve a sua candidatura a deputado federal deferida pela Justiça Eleitoral.

Além de ser uma vitória política e pessoal do petista, o deferimento da sua candidatura pode ainda concorrer para salvar a reeleição do deputado federal Zé Carlos, também do PT.

“Graças a Deus a candidatura do Monteiro foi deferida. Vamos precisar dos votos dele para dar coeficiente. Mas ainda tem uma coisa, se o voto de legenda do PT não bombar, nem os votos de Monteiro vão ajudar a fazer o coeficiente e Zé Carlos hoje parece que não tem nem metade dos votos que teve na eleição passada”, afirmou um observador político e amigo do Blog do Robert Lobato.

De fato, a candidatura de Zé Carlos nesta eleição de 2018 nem de longe lembra a de 2014, quando o ex-superintendente da Caixa Econômica no Maranhão mostrou um extraordinário volume de campanha que lhe garantiu uma boa votação, mais de 90 mil votos, principalmente se levarmos em consideração que ele não tinha nenhuma relação histórica com o PT.

De qualquer modo, o deferimento da candidatura do grande Raimundo Monteiro veio em boa hora.

Para ele, para o PT e para Zé Carlos.

O Blog do Robert Lobato deseja todo sucesso para Monteiro.

Em carta aos eleitores, FHC compara Haddad a Bolsonaro e pede união contra eles 6

Por Redação Revista Forum

Em uma carta destinada aos eleitores e eleitoras, divulgada nesta quinta-feira (20), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso compara o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com Fernando Haddad (PT), e insinua que a eleição está radicalizada entre dois extremos, no que ele chama de “marcha da insensatez”.

Além disso, FHC ainda afirma que “qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional” e, por conta disto, pede um grande pacto nacional contra os dois.

FHC diz ainda que, de um lado está um candidato que prega o ódio “que tem como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos”.

Leia a carta de FHC na íntegra abaixo:

Carta aos eleitores e eleitoras

Fenando Henrique Cardoso

Em poucas semanas escolheremos os candidatos que passarão ao segundo turno. Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo. Que hoje dependam, é mérito do próprio povo e de dirigentes políticos que lutaram contra o autoritarismo nas ruas e no Congresso e criaram as condições para a promulgação, há trinta anos, da Constituição que nos rege.

Em plena vigência do estado de direito nosso primeiro compromisso há de ser com a continuidade da democracia. Ganhe quem ganhar, o povo terá decidido soberanamente o vencedor e ponto final.

A democracia para mim é um valor pétreo. Mas ela não opera no vazio. Em poucas ocasiões vi condições políticas e sociais tão desafiadoras quanto as atuais. Fui ministro de um governo fruto de outro impeachment, processo sempre traumático. Na época, a inflação beirava 1000 por cento ao ano. O presidente Itamar Franco percebeu que a coesão política era essencial para enfrentar os problemas. Formou um ministério com políticos de vários partidos, incluída a oposição ao seu governo, tal era sua angústia com o possível despedaçamento do país. Com meu apoio e de muitas outras pessoas, lançou-se a estabilizar a economia. Criara as bases políticas para tanto.

Agora, a fragmentação social e política é maior ainda. Tanto porque as economias contemporâneas criam novas ocupações, mas destroem muitas outras, gerando angústia e medo do futuro, como porque as conexões entre as pessoas se multiplicaram. Ao lado das mídias tradicionais, as “mídias sociais” permitem a cada pessoa participar diretamente da rede de informações (verdadeiras e falsas) que formam a opinião pública. Sem mídia livre não há democracia.

Mudanças bruscas de escolhas eleitorais são possíveis, para o bem ou para o mal, a depender da ação de cada um de nós.

Nas escolhas que faremos o pano de fundo é sombrio. Desatinos de política econômica, herdados pelo atual governo, levaram a uma situação na qual há cerca de treze milhões de desempregados e um déficit público acumulado, sem contar os juros, de quase R$ 400 bilhões só nos últimos quatro anos, aos quais se somarão mais de R$ 100 bilhões em 2018. Essa sequência de déficits primários levou a dívida pública do governo federal a quase R$ 4 trilhões e a dívida pública total a mais de R$ 5 trilhões, cerca de 80% do PIB este ano, a despeito da redução da taxa de juros básica nos últimos dois anos. A situação fiscal da União é precária e a de vários Estados, dramática.

Como o novo governo terá gastos obrigatórios (principalmente salários do funcionalismo e benefícios da previdência) que já consomem cerca de 80% das receitas da União, além de uma conta de juros estimada em R$ 380 bilhões em 2019, o quadro fiscal da União tende a se agravar. O agravamento colocará em perigo o controle da inflação e forçará a elevação da taxa de juros. Sem a reversão desse círculo vicioso o país, mais cedo que tarde, mergulhará em uma crise econômica ainda mais profunda.

Diante de tão dramática situação, os candidatos à Presidência deveriam se recordar do que prometeu Churchill aos ingleses na guerra: sangue, suor e lágrimas. Poucos têm coragem e condição política para isso. No geral, acenam com promessas que não se realizarão com soluções simplistas, que não resolvem as questões desafiadoras. É necessária uma clara definição de rumo, a começar pelo compromisso com o ajuste inadiável das contas públicas. São medidas que exigem explicação ao povo e tempo para que seus benefícios sejam sentidos. A primeira dessas medidas é uma lei da Previdência que elimine privilégios e assegure o equilíbrio do sistema em face do envelhecimento da população brasileira. A fixação de idades mínimas para a aposentadoria é inadiável. Ou os homens públicos em geral e os candidatos em particular dizem a verdade e mostram a insensatez das promessas enganadoras ou, ganhe quem ganhar, o pião continuará a girar sem sair do lugar, sobre um terreno que está afundando.

Ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política.

Os partidos têm responsabilidade nessa crise. Nos últimos anos, lançaram-se com voracidade crescente ao butim do Estado, enredando-se na corrupção, não apenas individual, mas institucional: nomeando agentes políticos para, em conivência com chefes de empresas, privadas e públicas, desviarem recursos para os cofres partidários e suas campanhas. É um fato a desmoralização do sistema político inteiro, mesmo que nem todos hajam participado da sanha devastadora de recursos públicos. A proliferação dos partidos (mais de 20 na Câmara Federal e muitos outros na fila para serem registrados) acelerou o “dá-cá, toma-lá” e levou de roldão o sistema eleitoral-partidário que montamos na Constituição de 1988. Ou se restabelece a confiança nos partidos e na política ou nada de duradouro será feito.

É neste quadro preocupante que se vê a radicalização dos sentimentos políticos. A gravidade de uma facada com intenções assassinas haver ferido o candidato que está à frente nas pesquisas eleitorais deveria servir como um grito de alerta: basta de pregar o ódio, tantas vezes estimulado pela própria vítima do atentado. O fato de ser este o candidato à frente das pesquisas e ter ele como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos.

Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas-já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise. As promessas que têm sido feitas são irrealizáveis. As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado.

Sem que haja escolha de uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país; sem que a sociedade civil volte a atuar como tal e não como massa de manobra de partidos; sem que os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver, a crise tenderá certamente a se agravar. Os maiores interessados nesse encontro e nessa convergência devem ser os próprios candidatos que não se aliam às visões radicais que opõem “eles” contra ”nós”.

Não é de estagnação econômica, regressão política e social que o Brasil precisa. Somos todos responsáveis para evitar esse descaminho. É hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização. Pensemos no país e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato. Caso contrário, será impossível mudar para melhor a vida do povo. É isto o que está em jogo: o povo e o país. A Nação é o que importa neste momento decisivo.