Fepa: a má notícia 8

A reforma é certa, só resta saber quando virá e quem a fará. Por essas ironias do destino, a má notícia – de que o Fepa precisa ser reformulado – pode ser dada, em breve, pelos mesmos que no plano estadual silenciam sobre a situação do fundo e no cenário federal atacam a Reforma da Previdência.

Por Eden Jr.*

Nas últimas semanas têm repercutido com intensidade na imprensa local notícias sobre a Previdência do servidor público do Estado. Matérias dão conta de atrasos nos pagamentos de aposentadorias e de uma antecipação de resgate, via decisão judicial, de aplicações do fundo de previdência, que totalizam R$ 400 milhões, as quais somente estariam totalmente disponíveis para saque em 2024. Tais notícias geraram questionamentos acerca da saúde financeira do sistema estadual de aposentadoria.

O pagamento das aposentadorias, reformas e pensões dos servidores do Estado do Maranhão concedidas a partir de 1996 é garantido pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa), criado pela Lei Complementar n° 35/1997. As receitas que o Fepa dispõe para honrar seus compromissos são: contribuições dos servidores e do Estado, renda de suas aplicações financeiras e de aluguéis de seus imóveis, recursos provenientes de prestações dos financiamentos imobiliários, entre outras. Indispensável frisar, que o Fepa tem um invejável acervo de imóveis (Centro Social Recreativo do antigo Ipem, Sítio Santa Eulália, Hospital Carlos Macieira etc.) que pode ser usado para garantir a sua solvência. Portanto, o Fepa é tido como um “Regime Capitalizado”, já que conta com receitas e patrimônio próprios para arcar com suas obrigações.

A outra parte de aposentadorias e pensões outorgadas até 1995 é custeada por recursos do Tesouro Estadual, é o “Regime Orçamentário”. Neste, não há contribuições ou reservas para bancar esses benefícios, e os aposentados e pensionistas são financiados por recursos consignados anualmente no orçamento do Estado, como se servidores da ativa fossem. Tanto é, que para efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o valor destinado ao pagamento desses direitos integra o limite de gasto com pessoal a que cada ente está submetido (no caso dos estados, o limite para as despesas com pessoal é 60% da Receita Corrente Líquida/RCL). Assim, tem-se um duplo regime de aposentadoria dos servidores do Maranhão: o “Regime Orçamentário”, para os benefícios autorizados até dezembro de 1995 (financiados por recursos do Tesouro Estadual), e o “Regime Capitalizado”, para os benefícios gerados a partir de 1996 (que são garantidos pelas diversas receitas do Fepa).

A despeito de que no decorrer do tempo o número de segurados do “Regime Orçamentário” vá diminuindo, em razão de óbitos, pois não há novos ingressos (eram 9.689 filiados em janeiro 2013, contra 8.981 em março deste ano), e, consequentemente, esses gastos vão sendo reduzidos, em 2017 foram R$ 570 milhões e em 2090 serão apenas R$ 60 mil (conforme demonstrativo da LRF), não resta dúvida de que esse é um rombo da Previdência estadual como um todo, pois no passado não se adotaram medidas tempestivas para saná-lo. Esses R$ 570 milhões, que saíram do Tesouro em 2017 para pagar aposentadorias que não têm cobertura financeira, é uma quantia nada desprezível, maior do que os orçamentos somados da Defensoria e do Ministério Público, e que poderia estar sendo direcionada para áreas carentes como: saúde, educação ou segurança.

Quanto ao Fepa – “Regime Capitalizado” –, hoje administrado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev), teve em 2017, de acordo com Relatório de Gestão Fiscal do Estado (RGF), receitas de R$ 1,020 bilhão e despesas de R$ 1,540 bilhão, resultando num déficit de R$ 520 milhões – maior do que todo o orçamento de 2017 da Uema, R$ 440 milhões. Pelas projeções contidas no RGF, o Fepa terá um rombo de R$ 454 milhões este ano, número que irá piorando, ano a ano, até 2090, quando atingirá R$ 2,683 bilhões. O último Relatório de Acompanhamento de Investimentos do Fepa, disponível no site do Iprev e referente a 31 de maio deste ano, aponta que as aplicações do fundo somavam R$ 560 milhões. É possível que hoje, após o saque de R$ 400 milhões promovido pelo Governo do Estado no final de junho, mediante autorização judicial, o Fepa tenha cerca de R$ 160 milhões em investimentos financeiros (se o valor sacado foi usado para custear a folha de aposentados, conforme dito pelo Governo à Justiça) ou pouco mais de R$ 560 milhões (se os R$ 400 milhões retirados foram direcionados para outras aplicações, como alegou o Iprev).

Mesmo se considerando que o saldo dos investimentos bancários do Fepa é de R$ 560 milhões, esse não garantiria nem mesmo o pagamento de aposentadorias e pensões por mais de cinco meses (média mensal de R$ 125 milhões em 2018). Claro que o Fepa, como dito, ainda dispõe de notável conjunto de imóveis a seu dispor, para fazer face a suas obrigações, como também de outros recursos, como aluguéis e rendas de financiamentos imobiliários. Contudo, esses haveres, ainda que de grande monta, não garantiriam indefinidamente os sucessivos déficits projetados para o Fepa.

Com um rombo agregado de mais de R$ 1 bilhão em 2017 (“Regime Orçamentário” + “Regime Capitalizado”/Fepa) e perspectivas negativas, o sistema de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Maranhão, em pouco tempo, passará por reforma, queiram ou não Governo, deputados ou servidores. E as alterações necessariamente incluirão: aumento da idade de aposentadoria e de contribuições, além de restrição de benefícios. Não se descarta, até mesmo, a migração para um modelo real de capitalização, em que cada funcionário faria depósitos em contas individuais, que seriam aplicados para gerar rendimentos, a fim de pagar as aposentadorias no futuro, como já ocorre com os novos servidores federais e do Estado de São Paulo.

O Fepa – assim como o INSS ou o fundo de aposentadoria do funcionalismo federal – estruturalmente é um sistema inviável, em razão de drásticas mudanças sociais como: elevação da perspectiva de vida, diminuição da taxa de natalidade, transformações no mercado de trabalho, redução no ingresso de novos servidores, entre outras. É uma dinâmica inclemente, que fez o Fepa sair de superávits em 2014 (R$ 316 milhões) e em 2015 (R$ 6 milhões), para déficits em 2016 (R$ 262 milhões) e em 2017 (R$ 520 milhões), e os investimentos financeiros – provavelmente usados para suavizar os rombos – minguarem a cada ano: 2014 (R$ 1,190 bilhão), 2015 (R$ 1,155 bilhão), 2016 (R$ 1 bilhão) e 2017 (R$ 665 milhões).

A reforma é certa, só resta saber quando virá e quem a fará. Por essas ironias do destino, a má notícia – de que o Fepa precisa ser reformulado – pode ser dada, em breve, pelos mesmos que no plano estadual silenciam sobre a situação do fundo e no cenário federal atacam a Reforma da Previdência.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

BNDES lança programa para desenvolvimento de startups

O banco destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração do desenvolvimento de startups neste e no próximo ano

Kelly Oliveira, Agência Brasil

Empresas inovadoras vão poder contar com apoio do projeto BNDES Garagem, programa de desenvolvimento de startups. O programa piloto, lançado nesta quinta-feira (5) pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração do desenvolvimento de startups neste e no próximo ano.

Para iniciar o projeto, o BNDES lança na próxima sexta-feira (6) o edital de chamada pública para convidar empresas que dão apoio às startups, chamadas de aceleradoras. Será selecionada uma aceleradora para o projeto piloto. Para participar do certame, as empresas interessadas devem encaminhar propostas ao BNDES até o dia 31 deste mês.

Depois dessa fase, a aceleradora selecionará, em novembro, 60 startups inovadoras. Em setembro do ano que vem, mais 60 startups serão selecionadas. Na seleção, a prioridade será para aquelas que apresentarem soluções relacionadas ao planejamento estratégico do BNDES: educação, saúde, segurança, soluções financeiras, economia criativa, meio ambiente e internet das coisas (é a tecnologia de conectividade e troca de informações entre máquinas e equipamentos), aplicada a cidades inteligentes, ao meio rural e à indústria.

O objetivo do banco é reunir em um único espaço programas de criação de startups e de aceleração de negócios inovadores, local de coworking (compartilhamento de espaço e de recursos), laboratórios de inovação, universidades e escolas de negócios, gestores de fundos de investimentos, grandes empresas de tecnologia, entre outros.

Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, a participação das startups será gratuita, com oferta de serviços de apoio, como registro, contabilidade, marketing e a estrutura física de trabalho. O banco também não exigirá participação no capital social da startup.

“O objetivo para o BNDES é desenvolver o negócio. Vamos criar espaço para colocar os produtos [do banco] também. Serão grandes clientes do BNDES no futuro. É uma estratégia de relacionamento comercial”, explicou Dyogo Oliveira. Ele ressaltou que não será obrigatória a adesão das startups a produtos do banco. Além disso, os fundos de investimento ligados ao BNDES poderão ter participação nas novas empresas apoiadas pelo projeto, acrescentou.

O uso da autoridade para não admitir os próprios erros 2

A autoridade que admite e assume o seu erro não se enfraquece

Por Eduardo Carmello*, via Vya Estelar

Juízes, professores, administradores, líderes, pais e mães. Tudo ficaria bem melhor no que se refere ao relacionamento interpessoal maduro e também à produtividade no trabalho se assumissem uma postura de falibilidade (estão prontos para admitir e assumir seus próprios erros e corrigi-los, a favor da relação justa).

Mas, ao invés disso, preferem esconder os erros e incompetências, sobrepondo-os com o escudo da “autoridade”. Todo mundo viu que o juíz errou ao marcar o pênalti, que não existiu. Mas, já que ele sentenciou que o mesmo aconteceu, então não se pode voltar atrás. Como dizia José de Alencar, “Não havia meio de fazê-lo voltar atrás”.
Todo mundo sabe que o professor está desatualizado e tendencioso politicamente na matéria que ele leciona. Mas, se ousarmos atualizá-lo e evidenciar seu viés político, poderemos ser expulso da sala por desacato à autoridade ou ouvir aquela famosa frase “Quem manda nessa sala de aula sou eu”.

Conhecemos muito bem nossos administradores e líderes. Por vezes demoramos 30 minutos editando a “forma” como vamos conversar com ele sobre sua falta de habilidade em gerenciar projetos e conduzir reuniões, colocando a culpa sempre na equipe. Fazemos isso morrendo de medo dele se ofender, inflamar, de sofrer retaliação ou até de ser transferido de setor, pois “Quem é você para dizer como eu devo fazer o meu trabalho?”.

Fora os pais (eu, inclusive) que se assustam e imediatamente se irritam, quando os filhos (de 3 a 55 anos) escancaram uma verdade na nossa cara. Um erro, um mal funcionamento, uma atitude desrespeitosa, que deve ser ignorada ou relevada, pois somos “os pais”. Quantas vezes nos protegemos no nosso escudo de autoridade quando eles revelam nossas incoerências, ambiguidades e equívocos na “difícil arte de educar”.

Constato nos meus trabalhos que quando a pessoa erra e dá a “carteirada” da autoridade, muitos de nós até obedecem, para não piorar as coisas. Mas não esquecemos seus erros, diminuindo drasticamente o respeito, a confiança e a admiração que temos pela pessoa.

E, quando a mesma admite e assume seu erro, corrigindo a decisão equivocada, a ordem se restabelece, o respeito, a confiança e admiração aumentam.

A “autoridade” que admite e assume o seu erro não se enfraquece. Pelo contrário, sai mais fortalecido e respeitado por aqueles que prezam a justiça, o relacionamento maduro, a inteligência e o mérito.

*Diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos, consultor e palestrante entre os 5 mais reconhecidos do país, segundo o Top of Mind de RH do jornal O Estado de S. Paulo. Autor dos livros Resiliência: a transformação como ferramenta para construir empresas de valor (2008, Editora Gente) e Supere: a arte de lidar com as adversidades (2004, Editora Gente).

UMA LIÇÃO DE VIDA QUE VEM DA BÉLGICA: “Tenho algumas coisas a dizer” 8

Recomendo a leitura até o final do impressionante depoimento do belga Romelu Lukaku ao “The Players Tribune”, tradução de Bruno Bonsanti, do sítio “Trivela”.

Eu me lembro do momento exato em que soube que estávamos quebrados. Ainda consigo visualizar minha mãe na geladeira e o olhar no rosto dela.

Eu tinha seis anos de idade e cheguei de casa para almoçar durante o intervalo da escola. Minha mãe me dava a mesma coisa todos os dias: pão e leite. Quando você é uma criança, nem pensa sobre isso. Mas acho que era tudo que podíamos comprar.

Naquele dia, eu cheguei em casa e entrei na cozinha e vi minha mãe na geladeira com uma caixa de leite, como sempre. Mas, naquela vez, ela estava misturando algo. Ela estava balançando, sabe? Eu não entendi o que estava acontecendo.

Ela estava misturando água no leite. Não tínhamos dinheiro suficiente para o resto da semana. Estávamos quebrados.

Meu pai havia sido um jogador profissional de futebol, mas estava no fim da sua carreira e não havia mais dinheiro. A primeira coisa que perdemos foi a TV a cabo. Acabou o futebol. Acabou o Match of the Day (famoso programa esportivo britânico). Acabou o sinal.

Chegava em casa à noite e as luzes estavam apagadas. Sem eletricidade por duas, três semanas de uma vez.

Eu queria tomar banho, e não havia mais água quente. Minha mãe esquentava a chaleira no fogão, e eu ficava em pé no chuveiro jogando água quente na minha cabeça com um copo.

Houve ocasiões em que minha mãe precisava pedir pão “emprestado” da padaria no fim da rua. Os padeiros nos conheciam, eu e meu irmãozinho, então deixavam que ela pegasse uma fatia de pão na segunda-feira e pagar apenas na sexta.

Eu sabia que tínhamos problemas. Mas, quando ela estava misturando água no leite, eu percebi que já era, sabe? Essa era nossa vida.

Eu não disse uma palavra. Não queria estressá-la. Eu apenas comi meu almoço. Mas eu juro por Deus, eu fiz uma promessa a mim mesmo naquele dia. Era como se alguém tivesse estalado os dedos e me acordado. Eu sabia exatamente o que fazer.

Eu não podia ver minha mãe vivendo daquele jeito. Não, não, não. Eu não aceitaria aquilo.

As pessoas no futebol amam falar sobre força mental. Bom, eu sou o cara mais forte que você vai conhecer. Porque eu me lembro de me sentar no escuro com meu irmão e minha mãe, rezando, e pensando, acreditando, sabendo… que um dia aconteceria.

Não contei minha promessa para ninguém por um tempo. Mas, alguns dias, eu chegava em casa da escola e encontrava minha mãe chorando. Então, eu finalmente a disse um dia: “Mãe, tudo vai mudar. Você vai ver. Eu vou jogar futebol pelo Anderlecht e vai acontecer rápido. Vamos ficar bem. Você não precisará mais se preocupar”.

Eu tinha seis anos. 

Eu perguntei para o meu pai: “Quando eu posso começar a jogar futebol profissional?”

Ele disse: “Dezesseis anos”

Eu disse: “Ok, dezesseis anos, então”.

Aconteceria. Ponto final.

Deixa eu dizer uma coisa – todo jogo que eu já disputei foi uma final. Quando eu jogava no parque, era uma final. Quando eu jogava no recreio do jardim de infância, era uma final. Eu estou falando sério para caralho. Eu tentava rasgar a bola todas as vezes que eu chutava. Força total. Não estava chutando com o R1, brother. Não era chute colocado. Eu não tinha o novo Fifa. Eu não tinha um Playstation. Eu não estava brincando. Eu estava tentando te matar.

Quando eu comecei a ficar mais alto, alguns dos professores e pais começaram a me estressar. Eu nunca vou esquecer a primeira vez que ouvi um dos adultos dizer: “Ei, quantos anos você tem? Que ano você nasceu?”

E eu fiquei, tipo, o quê? Tá falando sério?

Quando eu tinha 11 anos, eu jogava pela base do Lièrse, e um dos pais do outro time literalmente tentou me impedir de entrar no gramado. Ele disse: “Quantos anos tem essa criança? Onde está o documento dela? Da onde ela veio?”

Eu pensei: “Da onde eu vim? O quê? Eu nasci na Antuérpia. Eu vim da Bélgica”.

Meu pai não estava lá porque ele não tinha carro para me levar aos jogos for a de casa. Eu estava completamente sozinho e precisava me impor. Eu fui pegar meu documento, na minha mala, e mostrei para todos os pais, e eles o passaram de mão em mão, inspecionando, e eu lembro do sangue me subindo à cabeça… e pensei: “Oh, eu vou matar o seu filho mais ainda agora. Eu já ia matá-lo, mas, agora, eu vou destruí-lo. Você vai levar seu filho para casa chorando agora”.

Eu queria ser o melhor jogador de futebol da história da Bélgica. Era esse meu objetivo. Não apenas bom. Não apenas ótimo. O melhor. Eu jogava com muita raiva por causa de muitas coisas… por causa dos ratos que viviam no nosso apartamento…. porque eu não podia assistir à Champions League… pela maneira como os outros pais olhavam para mim.

Eu estava em uma missão.

Quando eu tinha 12 anos, eu marquei 76 gols em 34 partidas.

Eu marquei todos eles usando as chuteiras do meu pai. Quando nossos pés ficaram do mesmo tamanho, nós as compartilhávamos.

Um dia, eu liguei para o meu avô – o pai da minha mãe. Ele era uma das pessoas mais importantes da minha vida. Ele era minha conexão com a República Democrática do Congo, da onde minha mãe e meu pai vieram. Então, eu estava no telefone com ele um dia, e eu disse: “Estou indo bem. Eu fiz 76 gols e ganhamos a liga. Os grandes times estão começando a me notar”.

E geralmente ele queria ouvir sobre os meus jogos. Mas, naquela vez, estava estranho. Ele disse: “Yeah, Rom, yeah, isso é ótimo. Mas você pode me fazer um favor?”

Eu disse: “Sim, qual?”

Ele disse: “Você pode cuidar da minha filha, por favor?”

Eu me lembro de ter ficado confuso. Sobre o que o vovô estava falando?

Eu disse: “A mamãe? Sim, estamos bem. Estamos ok”.

Ele disse: “Não. Você tem que me prometer. Você pode me prometer? Cuide da minha filha. Apenas cuide dela para mim. Ok?”

Eu disse: “Sim, vovô. Entendi. Eu prometo”.

Cinco dias depois, ele morreu. E, então, eu entendi o que ele queria dizer.

Eu fico muito triste pensando nisso porque eu gostaria que ele tivesse ficado vivo mais quatro anos para me ver jogar pelo Anderlecht. Para ver que eu cumpri minha promessa, sabe? Para ver que tudo ficaria bem.

Eu disse para minha mãe que eu conseguiria chegar lá quando tivesse 16 anos.

Eu errei por 11 dias.

24 de maio de 2009.

A final do playoff. Anderlecht versus Standard Liège.

Aquele foi o dia mais doido da minha vida. Mas precisamos retroceder um pouco. Porque no começo da temporada, eu mal estava jogando pelo sub-19 do Anderlecht. O treinador me colocou na reserva. E eu pensava: “Como vou conseguir um contrato profissional no meu 16º aniversário se ainda estou no banco pelo sub-19?”.

Então, fiz uma aposta com o treinador.

Eu disse para ele: “Eu garanto algo a você. Se você me colocar para jogar, eu vou fazer 25 gols até dezembro”.

Ele riu. Ele literalmente riu da minha cara.

Eu disse: “Vamos fazer uma aposta”.

Ele disse: “Ok, mas se você não fizer 25 gols até dezembro, você vai para o banco de reservas”.

Eu disse: “Certo, mas, se eu vencer, você vai limpar todas as minivans que levam os jogadores para casa depois do treino”.

Ele disse: “Ok, fechado”.

Eu disse: “E mais uma coisa. Você tem que fazer panqueca para nós todos os dias”.

Ele disse: “Ok, certo”.

Foi a aposta mais estúpida que o homem já fez.

Eu tinha 25 gols em novembro. Estávamos comendo panqueca antes do Natal, bro. Que sirva de lição.

Você não mexe com um garoto que está com fome.

Eu assinei contrato professional com o Anderlecht no meu aniversário, 13 de maio. Fui direto comprar o novo Fifa e um pacote de TV a cabo. Já era o fim da temporada, então estava em casa relaxando. Mas a liga belga estava doida naquele ano, porque Anderlecht e Standard Liège terminaram empatados em pontos. Então, haveria um playoff de duas partidas para decidir o título.

Durante o jogo de ida, eu estava em casa assistindo à TV como um torcedor.

Então, no dia anterior ao jogo de volta, eu recebi uma ligação do técnico dos reservas.

“Alô?” “Alô, Rom. O que você está fazendo?”

“Saindo para jogar bola no parque”.

“Não, não, não, não, não. Faça suas malas. Agora mesmo”.

“Por quê? O que eu fiz?”

“Não, não, não. Você precisa sair para o estádio agora. O time principal pediu por você”.

“Yo….o quê? Eu?!”

“Sim. Você. Venha. Agora”.

Eu literalmente corri para o quarto do meu pai.

“YO! Levanta, porra. Precisamos correr, cara!”. “Huh? O quê? Pra onde?”.

“ANDERLECHT, CARA”.

Eu nunca vou esquecer. Eu cheguei ao estádio e praticamente corri para o vestiário. O roupeiro disse: “Ok, garoto, que número você quer?”.

E eu disse: “Me dá a 10”.

Hahahahahaha sei lá, eu era muito jovem para ter medo, acho.

E ele: “Jogadores da base usam números acima do 30.

Eu disse: “Ok, bem, três mais seis é igual a nove, e esse é um número legal, então me dá a 36”.

Naquela noite, no hotel, os jogadores adultos me fizeram cantar uma música para eles no jantar. Eu nem me lembro qual escolhi. Minha cabeça estava girando.

Na manhã seguinte, meu amigo literalmente bateu na porta da minha casa para ver se eu queria jogar futebol e minha mãe disse: “Ele saiu para jogar”.

Meu amigo: “Jogar onde?”

Ela disse: “Na final”.

Saímos do ônibus no estádio, e cada jogador estava usando um terno legal. Menos eu. Eu saí do ônibus usando um terrível agasalho e todas as câmeras de TV estavam na minha cara. A caminhada para o vestiário foi de talvez 300 metros. Talvez uma caminhada de três minutos. Assim que coloquei meu pé no vestiário, meu telefone começou a explodir. Todo mundo havia me visto na televisão. Eu recebi 25 mensagens em três minutos. Meus amigos estavam ficando loucos.

“Bro?! Por que você está no jogo?!”

“Rom, o que está acontecendo? POR QUE VOCÊ ESTÁ NA TV?”.

A única pessoa que respondi foi meu melhor amigo. Eu disse: “Brother, eu não sei se vou jogar. Eu não sei o que está acontecendo. Mas continua vendo TV”.

Aos 18 minutos do segundo tempo, o treinador me colocou em campo.

Eu corri no gramado pelo Anderlecht aos 16 anos e 11 dias.

Perdemos a final naquele dia, mas eu já estava no céu. Eu cumpri a promessa para a minha mãe e para meu avô. Aquele foi o momento em que eu soube que ficaríamos bem.

Na temporada seguinte, eu ainda terminava o meu último ano do colégio e jogava na Liga Europa ao mesmo tempo. Eu precisava levar uma grande mochila para o colégio para poder pegar um voo no fim da tarde. Vencemos a liga com folga. Foi…uma loucura!.

Eu realmente esperava que tudo isso acontecesse, mas talvez não tão rápido. De repente, a imprensa estava crescendo em torno de mim, e colocando todas essas expectativas nas minhas costas. Especialmente com a seleção nacional. Por algum motivo, eu não estava jogando bem pela Bélgica. Não estava funcionando.

Mas, yo – pera lá. Eu tinha 17 anos! 18! 19!

Quando as coisas corriam bem, eu lia os artigos de jornal e eles me chamavam de Romelu Lukaku, o atacante belga.

Quando as coisas não corriam bem, eles me chamavam de Romelu Lukaku, o atacante belga descendente de congoleses.

Se você não gosta do jeito como jogo, tudo bem. Mas eu nasci aqui. Eu cresci na Antuérpia, em Liège e em Bruxelas. Eu sonhava em jogar pelo Anderlecht. Eu sonhava em ser Vincent Kompany. Eu começava uma frase em francês e terminava em holandês, e colocava um pouco de espanhol e português ou lingala, dependendo do bairro em que eu estivesse.

Eu sou belga. Somos todos belgas. É isso que faz este país legal, certo?

Eu não sei por que algumas pessoas do meu próprio país querem que eu fracasse. Eu realmente não entendo. Quando fui para o Chelsea e não estava jogando, eu os ouvi dando risada de mim. Quando fui emprestado para o West Brom, eu os ouvi dando risada de mim.

Mas tudo bem. Essas pessoas não estavam comigo quando colocávamos água no nosso cereal. Se vocês não estavam comigo quando eu não tinha nada, vocês realmente não podem me entender.

Sabe o que é engraçado? Eu perdi dez anos de Champions League quando era criança. A gente não podia pagar. Eu chegava à escola e todas as crianças estavam falando sobre a final e eu não sabia o que havia acontecido. Eu me lembro de 2002, quando o Real Madrid jogou contra o Bayer Leverkusen, e todo mundo falava “aquele voleio! Meu Deus, aquele voleio!”.

E eu tinha que fingir que sabia do que estavam falando.

Duas semanas depois, estávamos sentados na aula de computação, e um dos meus amigos baixou o vídeo da internet, e eu finalmente vi Zidane mandar aquela bola no ângulo com a perna esquerda.

Naquele verão, eu fui para minha casa para assistir ao Ronaldo Fenômeno na final da Copa do Mundo. A história de todo o resto daquele torneio eu ouvi das crianças da escola.

Eu lembro que eu tinha buracos nos meus sapatos em 2002. Grandes buracos.

Doze anos depois, eu estava jogando a Copa do Mundo.

Agora, estou prestes a jogar outra Copa do Mundo e meu irmão está comigo desta vez (o texto foi provavelmente escrito antes da convocação final porque Jordan Lukaku, irmão de Romelu, estava na pré-convocação, mas não chegou à lista final). Duas crianças da mesma casa, da mesma situação, que deram certo. Sabe de uma coisa? Eu vou me lembrar de me divertir dessa vez. A vida é curta demais para estresse e drama. As pessoas podem dizer o que quiserem sobre nosso time, sobre mim.

Cara, escuta – quando éramos crianças, não podíamos pagar para ver Thierry Henry no Match of the Day! Agora, estamos aprendendo com ele todos os dias no time nacional (Henry é auxiliar de Roberto Martínez, técnico da Bélgica). Estou junto com a lenda, em carne e osso, e ele está me dizendo tudo sobre como atacar os espaços como ele costumava fazer. Thierry deve ser o único cara no mundo que vê mais jogos do que eu. Nós debatemos tudo. Estamos sentados e tendo debates sobre a segunda divisão da Alemanha.

“Thierry, você viu o esquema do Fortuna Düsseldorf?”

Ele: “Não seja tonto. Claro que vi”.

Isso é a coisa mais legal do mundo para mim.

Eu apenas realmente, realmente gostaria que meu avô estivesse vivo para ver isso.

Não estou falando da Premier League.

Nem do Manchester United.

Nem da Champions League.

Nem da Copa do Mundo.

Não é disso que estou falando. Eu apenas queria que ele estivesse vivo para ver a vida que temos agora. Eu gostaria de ter mais uma conversa com ele por telefone, para poder dizer para ele…

“Viu? Eu disse para você. Sua filha está bem. Não há mais ratos no nosso apartamento. Ninguém mais dorme no chão. Não há mais estresse. Estamos bem agora. Estamos bem.

…Eles não precisam mais checar nossos documentos. Eles conhecem nosso nome”.

Sabe o que gera engajamento? Humor

A palavra de lei do brasil é: a zoeira never ends. Seguir nesse caminho requer destreza – e não é para todas as empresas – mas pode gerar ótimos resultados

Jorge Albuquerque, Administradores.com

Se você não é bombardeado por mensagens, vídeos e gifs engraçados, inúmeras vezes ao dia, você certamente está morando fora do país e não interage conosco. Você pode até pensar que isso é novidade, coisa da geração atual e tudo mais, entretanto, ao meu ver, só está agora nos meios digitais o que o brasileiro sempre foi: uma pessoa divertida.

Essa “pegada” da comicidade está tão forte e enraizada que começou a chegar até nossas empresas. Elas agora utilizam memes, fazem referência à cultura pop e possuem informalidade na comunicação. Isso tudo, provavelmente, graças a uma percepção de dados de mercado, enxergando grande potencial nas novas formas de humor desenvolvidas pelas redes sociais.

Você acha que essas empresas fazem isso apenas por comodismo ou achar engraçado? Funcionários “normais” até que poderiam fazer por esses motivos, mas essas ações vêm da diretoria e visam apenas uma coisa: lucro. A comicidade, entretenimento e informalidade trazem engajamento dos usuários e repercussões na mídia.

Palavras como repercussão, impacto e engajamento estão sempre atreladas ao conceito de SEO, termo em inglês para Search Engine Optimization. Em português significa otimização para mecanismos de busca.

Aliado a uma tendência mundial da informalidade, downsizing, startups, jovens irreverentes, além de boa parte das maiores empresas do mundo seguirem essa linha (como Facebook, Google e Netflix), criamos um mercado, pelo menos a nível B2C, bastante dinâmico e engraçado.

Acredito que, junto ao humor, conteúdos sobre conflitos (notícias, fofocas, problemas) e celebridades (atores, atletas, blogueiros) fazem um tripé das maiores buscas, curtidas e compartilhamentos dos tempos atuais. Se existir uma notícia sobre Neymar terminar com Bruna Marquezine e uma foto engraçada, temos certamente uma vaga garantida no Google Trends.

Isso nada mais é do que as empresas surfando na onda dos conteúdos virais. Elas não estão “inventando a roda”, atrelar a imagem de produtos e/ou marcas à astros e celebridades já é uma estratégia batida. O diferente, dessa vez, são duas coisas: ver grandes varejistas, indústrias e empresas sérias “apelando” para a comicidade e a importância que o humor vem tomando à medida que a internet ganha força.

Fazer uma propaganda afirmando a qualidade do seu produto, todos seus benefícios e um preço matador pode não trazer tanto engajamento quanto uma postagem usando um clássico meme com Rodrigo Hilbert e sua perfeição.

O humor e a informalidade trazem as empresas para mais perto de seus usuários. A não ser que você esteja vendendo conteúdos para classe A++ Plus VIP, boa parte da sua comunidade vai entender as suas referências e as repercussões, se a estratégia for bem executada, será bastante positiva.

Antigamente, seriedade era sinônimo de profissionalismo. Padrões, elegância, etiqueta estava atrelado a tudo que era bom, a informalidade sempre remetia a coisas baratas, de uma qualidade normal ou ruim e, em resumo, coisa de empresa pequena. Hoje em dia, não é que houve uma inversão, mas agora propagandas engraçadas e ações de marketing são feitas por empresas bilionárias também!

Assembleia Legislativa premia vencedores do 41º Festival Guarnicê de Cinema em três categorias

Moraes (Agência Assembleia)

A Assembleia Legislativa do Maranhão entregou premiação aos vencedores do 41º Festival Guarnicê de Cinema, durante a cerimônia de encerramento do evento, realizada no último sábado (16), no Cine Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís. A diretora adjunta de Comunicação da Alema, jornalista Sílvia Tereza, representou o Parlamento Estadual.

O Festival Guarnicê de Cinema aconteceu entre os dias 9 e 16 de junho, coordenado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC/PROEXCE), com apoio da Assembleia Legislativa, que premiou os melhores nas categorias documentário, vídeo e filme em curta-metragem.

O “Prêmio Cinematográfico Assembleia Legislativa do Maranhão”, subdividido em “Prêmio Erasmo Dias”, “Prêmio Mauro Bezerra” e “Prêmio Bernardo Almeida”, foi entregue para Taciano Dourado Brito, vencedor das categorias melhor curta (“Prêmio Erasmo Dias”) e melhor documentário (“Prêmio Mauro Bezerra”), pelo filme “Marina”, e para Daniel Drummond, vencedor da categoria melhor curta de ficção (“Prêmio Bernardo Almeida”), por “A Capataz”. Cada um dos prêmios corresponde a dez salários mínimos. Daniel Drummond não compareceu ao evento e nem enviou representante, mas receberá em outra oportunidade.

Taciano Dourado Brito, vencedor de duas categorias, recebeu as premiações das mãos da diretora adjunta de Comunicação da Assembleia Legislativa, Silvia Tereza. “A Assembleia Legislativa apoia o Festival Guarnicê de Cinema por considerá-lo de suma importância para o Brasil. E não somente por apresentar um panorama da produção audiovisual brasileira, com a participação de cineastas e produtores de alta qualidade, mas, sobretudo, por também destacar o trabalho produzido no Maranhão nessa área e revelar muitos talentos, além, claro, de auxiliar na circulação de obras de cineastas de todo o Brasil”, disse.

Além das premiações, foram homenageadas a cineasta Anna Muylaert, a produtora Ariadine Mazzetti, a realizadora Edna Fujii e Maria Raimunda, que frequenta o festival desde as primeiras edições, ainda como Mostra Super 8 de Cinema.

A vida é uma caixinha de surpresas

Já ouviu ou leu os seguintes ditos populares: “a vida é uma maravilhosa caixinha de surpresas” e “tudo que você faz um dia volta para você“.

Rogerio Martins, via administradores.com

COMPORTAMENTO | Já ouviu ou leu os seguintes ditos populares: “a vida é uma maravilhosa caixinha de surpresas” e “tudo que você faz um dia volta para você“. Renato Russo até musicou e cantou esta segunda frase e que virou música tema de novela. Pois é… esta semana tive a certeza destas duas frases populares em minha vida.

Este ao meu lado na foto é o Azonias. E quem é o Azonias? Um cara simples, com uma vida de superação a todo instante. Ele foi meu aluno na Faculdade Flamingo, no primeiro semestre de 2012, e depois mudou de instituição de ensino e não nos vimos mais. Porém, tenho muitos ex-alunos em minhas redes sociais e ele foi um deles. Gosto muito de manter esta interação além do ambiente acadêmico, pois me permite ajudar muitos deles no desenvolvimento de suas carreiras e também aprender com suas histórias.

Bem, ele continuou acompanhando minhas postagens, e volta e meia trocávamos algumas mensagens virtuais. Dias atrás, quando fazia uma transmissão ao vivo pelo Facebook, onde falei sobre liderança e carreira, ele mais uma vez participou. Ao final combinamos de marcar um café para conversarmos e entregá-lo meu kit, que contém o livro “Reflexões do Mundo Corporativo” + DVD duplo “Líder de Alta Performance”.

Café marcado e a conversa foi fantástica! Falamos um pouco de tudo. Como é bom olhar no olho e ouvir a história de vida de outra pessoa. Melhor ainda foi ouvir quanto o ajudei em sua carreira e as decisões que tomou inspirado em minhas aulas (na época lecionava a disciplina Gestão de Pessoas). Foi de arrepiar! A sensação agora, relembrando, é a mesma… de arrepiar.

Quando foi meu aluno, cursava Tecnólogo em Logística. Porém, algum tempo depois mudou de curso e graduou-se em matemática. Nesta conversa ele me contou que hoje é professor de matemática. Uma matéria que tinha muita dificuldade, mas assumiu o desafio de aprender mais e reverteu a situação. Disse que esta mudança foi influenciada pelas minhas aulas, onde muitas vezes falei sobre superação, resiliência, foco, definição de objetivos, etc. Felicidade e orgulho me definem neste momento.

Isso só reforça minha certeza que, independente da atividade que realizamos, sempre temos a capacidade de impactar na vida de outros. Podemos fazer isso positivamente ou não. Depende unicamente de nossas atitudes, o tempo todo. Por isso, lembre-se: tudo o que você faz um dia volta para você. Esta é uma lei universal, acredite ou não, aceite ou não. Isso irá acontecer! Portanto, espalhe o bem. Faça seu melhor. Dedique-se àquilo que gosta e aperfeiçoe-se sempre! Tenha fé que os resultados virão.

A vida é tão maravilhosa e deve ser vivida intensamente no aqui e agora! No livro “O Poder do Agora“, Eckart Tolle nos desperta para a importância de vivermos o presente. Use o passado apenas como referência para agir melhor agora. Que as histórias de sucesso ou fracasso vividas anteriormente sirvam para te inspirar a agira melhor agora. Sucesso!

O Maranhão será representado em evento internacional de marketing  4

O Maranhão será representando em evento de marketing a ser realizado em Joanesburgo, na África do Sul.

A estrela que irá brilhar do outro lado do Oceano Atlântico é o publicitário Janderson Landim, já conhecido no nosso estado por acumular vitórias eleitorais em cidades importantes, entre elas Santa Inês e Pinheiro, foi convidado para proferir palestra em Joanesburgo, capital da África do Sul.

Intitulada “Teaching life to lead you to success”, algo como “Ensinando a vida a te levar para o sucesso”, a palestra será dirigidas a político, publicitários e profissionais de marketing em geral, e será realizada o luxuoso The Michelangelo Hotel, que pertence a rede internacional de hotéis e que está patrocinando o evento.

“Fiquei muito lisonjeado e emocionado por ser convidado para proferir essa palestra internacional na África do Sul. Mostra que o nosso trabalho já ultrapassa fronteiras, ou melhor, atravessa oceanos”, brinca Janderson Landim.

A palestra “Teaching life to lead you to success” acontece no próximo domingo, 10.

Delfim Netto: 90 anos do “czar da economia” 10

Por Eden Jr.**

Parece não ser coincidência que Delfim Netto faça aniversário no dia internacionalmente dedicado ao trabalho. No último 1º de maio, o paulistano que atravessou as últimas seis décadas influenciando os destinos do país, seja como economista, político, consultor, servidor público graduado, ou “simplesmente” como conselheiro de presidentes, chegou aos 90 anos em plena atividade. Recentemente sua consultoria, a Ideias, fundada 1974, foi palco do encontro de dois presidenciáveis, prováveis protagonistas das próximas eleições: Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) – que aproveitaram a ocasião para discutir os rumos da economia e da política do Brasil.

Do nascimento, em uma família de origem italiana no Cambuci, bairro periférico da capital paulista, aos altos escalões da República – secretário, ministro, deputado e aspirante a governador e a presidente – parece que foi um pulo. O encontro de Delfim Netto com a economia veio em 1948, quando ingressou na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Forma-se em economia três anos depois. Já em 1952 começa a lecionar, como professor assistente, Estatística Econômica e Econometria. Em 1959 alcança o doutorado e o posto de professor livre-docente, ao defender a tese “O Problema do Café no Brasil”. Em 1963, ao receber o título de Professor Catedrático de Teoria do Desenvolvimento Econômico, Delfim Netto tornou-se o primeiro ex-aluno da FEA-USP e economista formado depois da regulamentação da profissão a chegar à posição de catedrático na instituição.

O início da carreira na burocracia pública foi em 1964, ano da instauração do regime militar, como membro do Conselho Consultivo de Planejamento (Consplan), que opinaria sobre o Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg). Chegou a secretário da Fazenda do Estado de São Paulo em 1966, cargo que ocupou até o ano seguinte. Dias após fazer uma exposição sobre economia brasileira para o futuro presidente Costa e Silva, veio o convite para assumir, com apenas 39 anos, o Ministério da Fazenda, ainda em 1967, com a inflação rodando na casa dos 40% ao ano – hoje está em 3% a.a. Na pasta pilotou o fenômeno que viria a ser conhecido como o “Milagre Econômico Brasileiro”, onde estímulos fiscais e monetários, gigantescas obras de infraestrutura e incentivo ao consumo e às exportações, dobraram o valor do nosso Produto Interno Bruto (PIB) e produziram um crescimento médio da nossa economia de 9,9%, entre 1967 e 1974 – ano passado crescemos 1%, após dois anos de queda (3,5% em 2015 e 2016). É desse período a frase inconfundível atribuída a Delfim: “É preciso primeiro fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo”. A primeira crise do petróleo da década de 70 acabou com o milagre, interrompendo o ciclo virtuoso da economia.

Em 1975 Delfim vai a Paris, com a missão de chefiar a embaixada brasileira na França. De volta ao Brasil, em 1978, teve seu nome cogitado para ser governador de São Paulo, fato que não se concretizou. No ano seguinte teve efêmera passagem, de cinco meses, à frente do Ministério da Agricultura. O segundo choque do petróleo o levou para o comando do Ministério do Planejamento (1979/1985), após controversa saída de Mário Henrique Simonsen do posto. Dessa vez, Delfim não pode exibir os bons números de outrora, pois a crise já havia se instalado fortemente no país, a economia regrediu 6% entre 1980 e 1983, e a inflação saia do controle, indo a mais de 200% ao ano. Era o início da “década perdida”.

Com o fim da ditadura militar, Delfim envereda pela carreira política. Exerceu cinco mandatos consecutivos de deputado federal por São Paulo, entre 1987 e 2006. Em todas essas décadas de atuação, o economista transitou em muitas ocasiões entre os presidentes da República, dando conselhos e influenciando na economia. Além dos governos militares, esteve próximo de Collor, Itamar e Lula. No período de Fernando Henrique Cardoso suas opiniões não repercutiram no núcleo decisório econômico. Sobre Dilma, outra que não dava guarida para seus conselhos, entende que a ex-presidente extrapolou os níveis mínimos do bom senso, com suas medidas econômicas heterodoxas, ao implementar as “pedaladas fiscais”, que acabaram empurrando o país para a bancarrota. Com a ascensão de Temer, voltou a ser ouvido no Planalto.

Delfim esteve envolvido em vários episódios polêmicos, como: ter assinado, na qualidade de ministro da Fazenda em 1968, o Ato Institucional nº 5, um golpe certeiro na democracia, que endureceu a ditadura, fechou o Congresso Nacional, cassou mandatos, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e levou à tortura e a assassinatos; a acusação de manipulação de índices de inflação de 1973, enquanto era ministro da Fazenda; a denúncia de cobrança de propina, pelo economista e dois amigos, a bancos franceses que quisessem fazer negócios no Brasil, isso no período em que foi chefe da embaixada em Paris; e em março último a Operação Lava Jato adentrou no apartamento do “Gordo” – como é chamado pelos amigos mais próximos – para investigar se ele havia repassado, para o PMDB e PT, vantagens indevidas recebidas de empreiteiras que participaram do consórcio, que ele montou, e venceu o leilão para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte/PA.

Sem se considerar integrante de nenhuma corrente específica da economia, Delfim, que é o recordista na premiação anual concedida pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), com quatro distinções, afirma sobre o ofício de economista: “Eu dei muita sorte. Eu não escolhi a profissão. Foi a profissão que me escolheu”.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

*Sugestão do artigo: Adriano Pinheiro (Professor de História)

SANTA RITA: Prefeitura investe na Pesca e Agricultura

O prefeito Hilton Gonçalo segue investindo nos produtores rurais de Santa Rita. Na última sexta-feira (25), a Secretaria de Pesca fez a entrega de alevinos para os que trabalham com a piscicultura no município. Ao mesmo passo, a Secretaria de Agricultura segue investindo no plantio sustentável, projeto este que visa o manejo do solo com responsabilidade e gerando bons resultados na produção.

Os alevinos entregues pelo prefeito Hilton Gonçalo aos criadores vão gerar toneladas de peixes, entre eles tilápias, tambaqui e outros. O objetivo da Prefeitura de Santa Rita é tornar o município um dos maiores exportadores do produto para o Maranhão e futuramente até para fora do estado.

Já com o Projeto do Plantio Sustentável, a Prefeitura de Santa Rita tem retirado milhares de pneus velhos que são descartados em rios, aterros sanitários, bueiros, comprometendo o meio ambiente e trazendo problemas nas áreas urbanas.

Os pneus tem servido como vaso, os quais estão sendo utilizados para plantar verduras, hortaliças e demais plantas que produzem frutos. Os canteiros criativos, ajudam a preservar o meio ambiente e não trazem nenhum risco a saúde.

A Prefeitura de Santa Rita tem como objetivo tornar o município auto-suficiente quanto a produção de itens alimentícios, tanto na pesca como agricultura.