Liderança e cultura organizacional

Os líderes do século 21 precisam entender o impacto de suas atitudes na construção de uma cultura conectada ao espírito do nosso tempo.

por Kaio Serrate, via administradores.com.br

A liderança no século 21 está cada vez menos fundamentada em poderes formais derivados da posição que o líder ocupa na cadeia de comando e controle.

A liderança exercida a partir da capacidade de articular uma visão de futuro por meio de relacionamentos significativos tende a ser cada vez mais valiosa. Em um contexto como esse, a execução está acima dos cargos; ser reconhecido como referência pelo time vale mais que autoridade; e, liderança circunstancial se sobrepõe à hierarquia.

A cultura organizacional, entendida como a ordem social invisível que molda comportamentos e atitudes de um grupo, é uma variável de importância crescente para as organizações que operam em uma lógica pós-digital.

Os líderes, mais do que nunca, precisam construir culturas que façam sentido no mundo de hoje, além de atuar como embaixadores dessas culturas em múltiplos níveis.

De acordo com um artigo publicado no início de 2018 pela Harvard Business Review, líderes que entendem profundamente os padrões complexos de comportamento em uma organização têm mais possibilidade de:

Avaliar a cultura da organização e seus efeitos intencionais e não intencionais.

Avaliar a consistência da visão dos funcionários sobre a cultura.

Identificar subculturas que expliquem desempenhos melhores e piores entre diferentes equipes.

Localizar diferenças culturais herdadas de fusões e aquisições.

Orientar os novos executivos sobre a cultura em que eles estão ingressando e ajudá-los a encontrar a melhor forma de liderar.

Perceber o grau de alinhamento entre estilos pessoais de liderança e a cultura organizacional para entender o impacto que cada líder pode ter.

Criar uma cultura aspiracional, traduzir e comunicar as mudanças necessárias para chegar lá.

Obviamente estas não são as únicas vantagens de um líder que chama para si o papel de articulador da cultura organizacional. O melhor é sempre considerar peculiaridades de cada organização e estar aberto às constantes transformações. Contudo, entender que a cultura é uma alavanca para os objetivos estratégicos ajuda a explicar o desempenho das empresas normalmente citadas como referências em inovação.

Dentre outros motivos, uma cultura alinhada ao espírito do nosso tempo libera energia criativa (que seria gasta com processos gerenciais inúteis e controles excessivos) para a construção da visão de futuro compartilhada.

Se você é ou deseja ser líder deveria entender que a cultura é o código-fonte das estratégias empresariais.

Ou, como disse Peter Drucker:

Cultura come estratégia no café da manhã.

VÍDEO: Por que é tão difícil mudar?

Muito interessante o vídeo do doutor em Ciências em Psiquiatria e Psicologia Médica, Pedro Calabrez, sobre o poder do cérebro. É um pouco longo, mas vale a pena assistir até o final. Confira

“Quando você tem a plena consciência que cada segundo da vida é precioso, não volta e é um investimento, você começa a valorizar aquilo que há de melhor na vida e para cada um de vocês é diferente…”

MARANHÃO PRESENTE: Dr. Léo Castro lança o livro “Tratamento Cirúrgico do Câncer Gastrointestinal”

Dr. Leonaldson dos Santos Castro: de Pinheiro, Maranhão para todo o mundo.

Sempre é motivo de orgulho para nós, maranhenses, quando vemos conterrâneos brilhar fora do nosso estado, enfrentando desafios e até mesmo preconceitos.

Há talentos maranhenses espalhados pelos quatro cantos do país fazendo sucesso em várias áreas, como é o caso do médico Leonaldson dos Santos Castro, ilustre baixadeiro natural da bela cidade de Pinheiro.

Um dos mais renomados médicos oncologistas do país, Dr. Léo, como é carinhosamente chamado por parentes e amigos, lançou na última sexta-feira, 11, o livro Tratamento Cirúrgico do Câncer Gastrointestinal” (edição II). A concorrida sessão de autógrafos aconteceu no auditório do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, capital.

A obra cientifico-literária, que seguramente enriquecerá ainda mais os ensinamentos medicinais, é assinada a quatro mãos com o também médico oncologista José Humberto Simões Corrêa. O evento reuniu a classe médica paulista e contou com convidados especiais de vários pontos do país.

Dr. Léo é integrante da cúpula médica do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro. Ele também é membro de diversas instituições da medicina e detentor de vários prêmios em níveis nacional e internacional.

Dono de um carisma marcante, Dr. Léo sempre dedicou-se à profissão que escolheu ainda na adolescência, aos 16 anos de idade. Filho de ‘Dona’ Maritite (in memorian) e Seu Nadico, tendo como irmãos o advogado Donaldson Castro, o publicitário Eri Castro, o servidor Ivonaldson Castro e o saudoso Ronaldson dos Santos Castro.

Portanto, a cidade de Pinheiro e o estado do Maranhão podem sim, se orgulhar deste ilustre filho, afinal de contas, trata-se de um “produto humano tipo exportação”, cuja prescrição dispensa comentários.

Que Dr. Léo continue brilhando no mundo acadêmico e na área de medicina dentro e fora do país.

Os maranhenses, orgulhosos, agradecem.

Agradecimento aos leitores

Não tenho a pretensão de ser melhor do que nenhum colega da blogosfera, o objetivo aqui é tentar ser diferente e pautar nosso trabalho na credibilidade da notícia e no equilíbrio das análises.

Em novembro de 2018, este blogueiro fez 10 anos de blogosfera.

Estreei no portal do Jornal Pequeno ao lado dos amigos Ricardo Santos, John Cutrim entre outros. Anos depois, deixei o portal do JP e criei um domínio próprio que segue até hoje.

Faço blog porque gosto e por ter a convicção de se tratar de uma ferramenta indiscutivelmente alternativa aos veículos de comunicação tradicionais. E o faço sempre com a obrigação de ser justo, honesto e equilibrado nas informações e nas análises, mesmo tendo minhas convicções políticas e ideológicas bem claras.

Nunca tive a pretensão de ser melhor do que ninguém e muito menos o “dono da verdade”. O esforço do nosso trabalho é tão somente tentar ser diferente, criar um padrão que fuja da ideia de que blogueiro é tudo canalha, bandido, vagabundo, entre outros adjetivos que muita gente usa para qualificar a atividade de blogueiro.

“O cara não deu pra nada vida, vira blogueiro”. Graças a Deus não é o caso de Robert Lobato.

Faço esse preâmbulo, por assim dizer, para agradecer a consideração, respeito e deferência que muitos leitores manifestam em relação ao nosso trabalho.

Isso fica claro sempre que atraso atualização das postagens, como foi o caso da última semana que o blog ficou alguns dias sem atualização em virtude deste editor estar na estrada em viagem profissional.

Foram vários leitores que, seja por mensagens pelo WhatsApp, seja pessoalmente, cobraram a demora na atualização das postagens, o que demonstra que o Blog do Robert Lobato possui leitores assíduos e leais!

Ocorre que sou um blogueiro “solitário”, ou seja, somente Bob Lobato escreve para esta página, daí que alguns leitores sugeriram a contratação de alguém para trabalhar comigo para que o blog não fique dias sem atualizar os posts. Prometo que tentarei contratar um ou uma profissional para ajudar no nosso trabalho.

No mais, quero agradecer pelas inúmeras manifestações de elogios e carinho em relação ao nosso trabalho vindas ao longo desses dez anos de blogosfera.

Repito: não tenho a pretensão de ser melhor do que nenhum colega da blogosfera, o objetivo aqui é tentar ser diferente e pautar nosso trabalho na credibilidade da notícia e no equilíbrio das análises.

Meu muito obrigado a todos, tanto aos leitores que gostam do conteúdo do Blog do Robert Lobato, quanto aos críticos, uma vez que ninguém agrada a todos.

Nem Ele agradou.

Valeu!

Banco do Nordeste fecha 2018 com R$ 43,3 bilhões aplicados em toda a área de atuação

Fortaleza, 2 de janeiro de 2019 – O Banco do Nordeste fechou 2018 com R$ 43,3 bilhões aplicados em sua área de atuação (regiões Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo). Em todo o ano, foram investidos R$ 32,6 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos da instituição. Também foram contratados R$ 10,7 bilhões com crédito de curto prazo, das quais R$ 8,9 bilhões por meio do programa de microcrédito urbano orientado do BNB, o Crediamigo.

Em comparação com 2017, o Banco do Nordeste aplicou mais que o dobro com recursos do FNE, ou seja, um crescimento de 104%. Do total, R$ 16,4 bilhões foram destinados a projetos do setor de infraestrutura, com foco em iniciativas em áreas estruturantes para o desenvolvimento regional, a exemplo de geração de energia, principalmente eólica e fotovoltaica, distribuição e transmissão de energia, saneamento básico e infraestrutura aeroportuária.

Ao todo, foram 4,9 milhões de operações de crédito realizadas no período, grande parte com o segmento de microcrédito urbano –  4,2 milhões de contratações pelo Crediamigo -, o que beneficiou mais de 2,1 milhões de microempreendedores em toda a área de atuação do Banco. Por sua vez, o programa de microcrédito rural orientado, o Agroamigo, que utiliza recursos do FNE, investiu R$ 2,5 bilhões, perfazendo 506,7 mil contratações.

“Superamos todas as metas de contratações de operações de crédito estabelecidas no início do ano, com distribuição proporcional de recursos por estado de atuação, o que confere ainda mais importância para a ação de estímulo ao desenvolvimento empreendida pelo Banco do Nordeste ao longo de todo o ano de 2018”, ressaltou o presidente do BNB, Romildo Rolim. Ele enfatizou ainda o elevado nível de conformidade das contratações, índice que avalia a qualidade técnica das operações de crédito realizadas pela instituição.

Ceará

No Ceará, o Banco do Nordeste fechou 2018 com a contratação de 74,6 mil operações de crédito com recursos do FNE, o que totaliza o montante de R$ 3,9 bilhões aplicados no Estado. Desses, R$ 1,7 bilhão foi direcionado para projetos de infraestrutura. Já as empresas de grande porte fizeram jus a R$ 713 milhões do total aplicado com o funding. A segunda maior parcela foi concedida às micro e pequenas empresas, que contrataram o equivalente a R$ 486,1 milhões. Já com os agricultores familiares atendidos pelo Agroamigo foram contratados R$ 309,9 milhões em crédito. Afora os recursos do FNE, também foram aplicados no Estado R$ 2,8 bilhões pelo Crediamigo.

Perspectivas para 2019

O Banco do Nordeste já conta com aproximadamente R$ 8 bilhões em tramitação com recursos do FNE, dos quais R$ 1,4 bilhão deferido para contratação. Afora isso, propostas no valor de R$ 4,8 bilhões estão dentro do Banco como cartas consultas acolhidas, ou seja, com perspectiva de contratação já para o início deste ano.

As três questões mais importantes da vida

Se você tem a resposta para as três questões mais importantes da sua vida, é meio caminho andado, caso contrário, procure descobrir o quanto antes e abrevie o caminho para uma vida mais rica, mais digna e mais produtiva.

Jerônimo Mendes, administradores.com.br

Quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Será mesmo?

O provérbio é antigo, porém atual. Entra ano e sai ano, vale para todas as cores, classes, credos e culturas. Alguns estão mais avançados na resposta, mas a maioria não; é uma questão de empenho, propósito, determinação, otimismo e muita persistência, ou seja, uma conjunto de forças que devem ser trabalhadas constantemente.

Mais da metade das pessoas que conheço ainda não se encontrou na vida. Algumas nunca conseguirão se encontrar proque estão presas ao refrão imortalizado por Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar“.

A realidade é que se isso for levado ao pé-da-letra, a vida vai acabar te levando para um lugar que você não quer ir e, acredite, será difícil voltar. É quase impossível mudar alguém depois de certa idade, pois, como diz um velho provérbio japonês, é difícil desentortar um bonsai.

Para alguns, isso não é bom nem ruim, pois depende do que se quer da vida, do seu grau de ambição, dos seus objetivos e metas, se é que existem. Há quem queira viver um dia de cada vez, sem qualquer pretensão em relação ao futuro. Cada um sabe de si.

Potanto, enquanto o ano está apenas começando, dá tempo de fazer uma breve reflexão e exercitar a resposta para três questões importantes que vão fazer uma diferença enorme na sua vida em menos tempo do que se espera.

A primeira questão é a mais difícil, afinal, como foi dito antes, são poucas as pessoas que conseguem encontrar a resposta para um dos principais dilemas da vida profissional. Abraham Maslow dizia que “não é normal saber o que queremos; é uma realização psicológica rara e difícil”, portanto, é para poucos.

Então, vamos para as questões mais importantes da sua vida pessoal e profissional:

1) Quem você é? Diz respeito aos seus valores, às suas crenças (em que você acredita, o que você defende), aos seus pontos fortrs e aos seus pontos fracos. Diz respeito à pessoa em que você se transformou até agora.

2) O que você quer? Diz respeito à clareza quanto aos seus objetivos e metas, sua causa, suas paixões, aquilo que lhe dá sentido de contribuição e de realização ou a palavra do momento: o seu mindset. Quando você possui um mindset forte, claro e poderoso, as chances de sucesso são maiores. Diz respeito à pessoa em que você quer ser transformar a partir de agora.

3) Como você vai conseguir? Diz respeito ao plano, ao caminho a ser seguido, ao mapa que o levará a encurtar o caminho para uma jornada menos dolorosa. Na prática, você tem um mapa, um coach, um mentor, um método que o ajude a colocar em prática o que você tem em mente? Suas ideias estão minimamente estruturadas no papel?

De maneira simples e direta, quanto mais cedo você obtiver as respostas para essas questões intrigantes, maior a chance de você se dar bem na vida. E não estou falando do ponto de vista financeiro somente, mas do ponto de vista econômico, social e esperitual, o último estágio da Pirâmide de Maslow: autorrealização.

Portanto, dá tempo ainda de fazer uma boa reflexão a respeito. Estude com mais carinho do que faria para seu empregador, pense um pouco mais em você, busque no fundo da sua alma as respostas que poderão definir o caminho para uma vida inteira.

Depois dos setenta ou oitenta anos, somente duas questões vão martelar a sua cabeça sem dó nem piedade: por que eu não fiz isso antes? Costumo dizer que a resposta é mais cruel: eu poderia ter feito isso.

Desejo-lhe toda sorte do mundo ao longo da vida, mas não se esqueça de que a sorte é uma mera convergência entre preparação e oportunidade.

Sucesso, sempre!

Não basta ser criativo

Muita gente confunde criatividade com imaginação. Enquanto a criatividade é a capacidade de conectar pontos, a imaginação é a capacidade de criar pontos, não necessariamente conectá-los

Marcos Hashimoto*, via administradores.com.br

Vários alunos me procuram com ideias ‘inovadoras’ de negócio, mas o fato é que a maioria destas ideias não são verdadeiramente diferentes. Ou eles não procuram o suficiente para saber que existem ideias semelhantes ou suas ideias são apenas pequenas variações do que já existe, não o suficiente para ser considerado ‘inovação’ pelo mercado. Muitas ideias, entretanto, são tão diferentes, tão criativas, que provavelmente não darão em nada, pois não se sustentam no quesito viabilidade.

A verdade é que os alunos não conseguem ter grandes ideias de ruptura porque a maioria deles não tem a experiência e conhecimento mínimos em uma determinada área para ter ideias realmente inovadoras, não importa o quão criativo eles sejam.
No entanto, esta experiência e conhecimento tem dois lados. Se por um lado, a falta de experiência e conhecimento não dá nenhuma credibilidade e argumento para sustentar as ideias propostas, por outro lado, quanto mais experiência e conhecimento adquirirmos por meio de cursos, livros, trabalhando na área, com especialistas, mais difícil passa a ser pensar de forma diferente do que já existe hoje, pois nosso cérebro já está cheio de certezas, a chamada ‘xícara cheia’, não dando espaço para novas abordagens e pensamento crítico. Portanto, é importante ter conhecimento e experiência para sabermos do que estamos falando, mas ter um espírito questionador e crítico, que dê espaço para as novas ideias.

Muita gente confunde criatividade com imaginação, por isso cabe uma breve explicação da diferença. Enquanto a criatividade é a capacidade de conectar pontos, a imaginação é a capacidade de criar pontos, não necessariamente conectá-los. A imaginação é natural do cérebro humano e, se alimentada desde criança, continua fértil enquanto adulto.

Basicamente, a criatividade é a arte de ligar os pontos. Existem dois tipos de pontos a ser ligados. O primeiro que são gerados a partir de nossa imaginação e o segundo que são gerados a partir destes conhecimentos e experiências. Quanto mais diversificados forem esses pontos mais criativas são as nossas ideias.

Vamos usar como metáforas as bombas e pontes. As bombas explodem, rompem, criam rupturas, bagunçam e espalham tudo. As pontes conectam, ligam, unem duas partes. A imaginação é como as bombas, são necessárias para romper com o padrão existente, enquanto a criatividade é como a ponte, estabelece uma conexão entre dois ou mais pontos de forma a fazer sentido, uma ideia. Quando você lança uma bomba, você está usando sua imaginação, gerando coisas loucas que mudam completamente o que está acontecendo agora. Quando você usa a sua criatividade, você está tentando dar um sentido à bagunça que a bomba gerou, ligando os pontos e conectando fatos, experiências, conhecimento, dados, tudo o que estava espalhado, de forma a gerar algo que seja realmente grande. Portanto, a imaginação é a matéria-prima que alimenta o processo de criatividade.

Portanto, se você quiser ser mais criativo, aprenda duas coisas: Primeiro, fazer conexões. Quanto mais incomuns e estranhas, melhor. Você deve saber como criar uma ligação entre o funeral de sua tia querida com a nova marca escova de dentes lançada no mercado. Grandes conexões criativas unem duas ou mais coisas em sua memória que não tem nada a ver uma com a outra. Segundo, aumentar o número e a variedade destes pontos em sua mente, ou seja, o seu repertório de bombas. Para isso, viva diferentes experiências, aprenda outros idiomas, conheça pessoas de outras culturas, viaje para países exóticos, visite museus de arte ou museus históricos, leia sobre assuntos incomuns, saia para mochilar em outro país e várias outras coisas que não tem nada a ver com sua vida atual, nem a sua ideia de negócio futuro, mas vai ajudar a preparar seu cérebro pronto para o próximo passo: a inovação.

A inovação acontece quando percebemos que por trás de algumas dessas conexões existe algum valor, um propósito, uma causa, um resultado tangível. É este valor que diferencia a criatividade artística da criatividade inovadora. As artes expressam os sentimentos e visões do próprio artista, enquanto a inovação sempre tem um valor percebido pelos outros.

Quando a inovação acontece, os pontos conectados abrem caminhos para inúmeras possibilidades de gerar valor. É por isso que a maioria das inovações vêm de laboratórios científicos. Estes são os lugares onde novos conhecimentos estão sendo gerados, portanto, com mais possibilidades de gerar novas conexões relevantes. Quando temos imaginação e conhecimento novo e desenvolvemos nossa capacidade de conectar estes pontos, um mundo de novos caminhos para serem explorados se descortinam.

Por fim, os negócios inovadores acontecem quando surge um caminho para transformar este valor percebido em uma corrente contínua de receitas e crescimento. É importante saber que todo esse fluxo de negócios inovador não está necessariamente em uma única pessoa ou empreendedor. Pode-se ser imaginativo, mas sem experiência ou conhecimento, não conseguirá fazer conexões significativas. Se você tem tudo isso, mas não tiver habilidades de negócios, sua inovação vai ficar presa em um laboratório ou no máximo em uma patente e você vai se contentar com os royalties recebidos de uma grande corporação que utiliza sua patente. Protagonismo se dá com um conjunto de pessoas com essas habilidades diferentes que se unem para construir este projeto inovador, cada um deles contribuindo com sua própria maestria que complementa a de outras pessoas.

Se a sua equipe tiver: 1 pessoa com rica imaginação (bomba), 1 pessoa com muito conhecimento (um pesquisador), 1 pessoa com muita experiência prática, 1 pessoa criativa (ponte) e 1 pessoa com visão de negócio (administrador), então você está pronto para liderar a próxima inovação de ruptura que vai mudar o mundo!

Marcos Hashimoto*
Professor de Empreendedorismo da Universidade de Indianapolis e co-fundador da Polifonia, escola de Protagonismo Criativo de São Paulo. Serviços de consultoria em Estratégia Empresarial, Liderança e Empreendedorismo Corporativo: http://www.marcoshashimoto.com

‘Ainda questionam uma mulher na cadeira principal’, diz Rachel Maia

CEO da Lacoste no Brasil afirma que ainda enfrenta dificuldade por causa do gênero e que diversidade é a saída para mudar empresas

Executiva já comandou as operações das joalherias Tiffany e Pandora no Brasil

via blog Capitu

Rachel Maia chegou ao topo. Aos 47 anos, a executiva tem uma trajetória invejável no mundo dos negócios. Já comandou as operações das joalherias Tiffany e Pandora no Brasil e, em novembro, assumiu o cargo de CEO da Lacoste, gigante do luxo que tem no País um de seus maiores mercados. O currículo impressionante é ainda mais pontuado pelo fato de que Rachel faz parte de um grupo muito restrito: o de mulheres negras com cargos de CEO em grandes empresas.

Apesar de ser uma figura estabelecida no universo dos negócios, ela afirma que não está imune ao preconceito. “Com certeza as pessoas questionam o porquê de uma mulher estar sentada na cadeira principal”, diz Rachel. “Mas aí você mostra suas qualificações e competência. A razão de eu estar sentada aqui é minha capacidade de fazer a roda girar.”

Em uma conversa com o Estado, Rachel fala sobre os desafios de ser uma mulher no mundo corporativo, e dá dicas para aquelas que querem seguir este caminho. “Capacitar-se é se empoderar.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A senhora já disse que, por ser uma mulher negra, representa apenas 0,4% dos CEOs de empresas globais no Brasil. Desde que virou CEO, em 2010, tem notado mudanças? Ou ainda estamos andando a passos lentos em direção a uma situação mais igualitária?

Sinto que a alta gestão, aqueles que fazem a roda girar, querem entender como tratar esse tema. Porque não é um tópico tão simples. Existe um desafio para compreender como fazer tudo isso se encaixar. É quase um quebra-cabeças. Mas eu vejo que existe abertura para montar esse quebra-cabeças.

Mas ainda estamos longe de solucionar a questão?

Existem pessoas pensantes olhando para esse tema. Se você perguntar: ‘Rachel, você já consegue ver a imagem do quebra-cabeças?’. Ainda não. Tem uma fase que fica mais fácil, que já dá para visualizar o que estamos montando. Ainda não estamos lá, mas existe essa vontade de montar.

Então as mulheres ainda enfrentam desafios no mundo corporativo?

Sim, é indiscutível. Enfrentam porque, até pouco tempo atrás, o núcleo das empresas era perfil padrão. Homens, brancos, de uma idade x, que viessem de faculdade x ou y, que falassem a língua x. E aí a mulher disse: ‘Eu também quero’. Acho que isso é muito bacana. Nós estamos procurando as ferramentas para fazer parte desse mundo.

E você? Ainda enfrenta dificuldades por ser mulher?

Ah, enfrento sim. A gente não anda com o título na testa. A gente não bate no peito e fica gritando para a recepcionista: ‘Olha, eu sou tal pessoa’. Então, naturalmente, o gênero vem antes de qualquer coisa. Com certeza as pessoas questionam o porquê de uma mulher estar sentada na cadeira principal. Mas aí você mostra as suas qualificações e competência. A razão de eu estar sentada aqui é a minha capacidade de fazer a roda girar.

O que você considera ter sido imprescindível para chegar à posição em que está hoje?

Vários desafios apareceram na minha vida e eu tinha consciência de que alguns eram maiores que eu. Mas eu buscava me qualificar e corria atrás. Com certeza já me questionei se estava preparada para tal. E está tudo certo, eu não preciso ser boa em tudo. Hoje, tenho a consciência de que sou uma boa maestra. Eu sei juntar tudo e todos e fazer com que seja uma excelente orquestra.

Então o importante é achar a área em que se encaixa e buscar capacitação?

A capacitação é a palavra-chave de tudo isso aqui. Capacitar-se é se empoderar. Primeiro, tem de querer. Não adianta vir um terceiro e falar: ‘Eu vou te empoderar’. Você tem de descobrir onde estão suas lacunas e preenchê-las. Assim, seu círculo expande e novas lacunas vão aparecer. Aí é hora de voltar para o fim da fila e começar de novo.

Por quase uma década você se manteve no topo de grandes empresas. Como consegue?

Eu já tive vontade de desistir diversas vezes. Fiz muito coaching, análise. Nunca quis lidar com meus monstros eu mesma, mas sempre contei com a ajuda de pessoas. Tive a ajuda de profissionais porque sei que não sou capaz de tudo, mas sou esforçada. Então, com pessoas ao meu lado, deu para fazer a coisa direitinho.

E como conciliar com a família e a vida pessoal? Você já tem uma filha e está adotando um menino. Como faz?

Não concilia. É desafiador. Tem de tratar bem a mente. Você realmente acaba dando menos tempo para seu filho, mas é uma opção de vida. É isso. Os 5% ou 10% que eu dou para a minha filha são com muita qualidade. E eu nem quero fazer diferente. Eu quero ser feliz e isso hoje me deixa feliz.

Como você acha que a mulher pode se comportar para chegar em papéis de liderança?

Eu acho que perceber o ambiente foi algo muito importante no meu processo de estar contemplada em ambientes que antes não tinham mulheres. Perceber o ambiente e entender a oportunidade, o momento certo de falar, de se expressar, é essencial. E, se esse momento não aparecer, tem de fazer com que ele surja. Criar oportunidade para ser vista é muito importante. Tem de armar o ambiente e se fazer presente, não pode passar despercebido.

Em situações de pressão e conflito em ambientes dominados por homens, é melhor se retrair ou avançar?

Eu acho que nem um nem outro. Muitas vezes, por exemplo, quando existia uma predominância masculina e eu era a única mulher, me pediam a resposta para alguma questão. Se eu não estava tão bem preparada para dar uma resposta com convicção de que aquilo era o esperado de mim, procurava deixar claro que ia procurar a resposta que estavam buscando. Quando você é a única do processo, óbvio que a atenção é redobrada, então é preciso prestar muito mais atenção.

Você acha que um ambiente mais diverso é efetivamente mais produtivo?

Isso é indiscutível. Hoje, nós estamos em um processo de transformação. O mesmo não vai trazer a transformação. E, se você está acostumado a buscar a resposta em cima daquilo que ontem te dava segurança, isso não funciona mais. Temos de ter pessoas disruptivas que pensem fora da casinha e que vão trazer respostas que você jamais pensaria. Se há muitas pessoas iguais ao seu redor, seu círculo não é diverso. E isso é um problema.

Você tem agido para promover essas condições de igualdade nas empresas pelas quais passou?

Sempre. Eu tenho esse olhar muito próximo a mim porque acho que, se eu pude apresentar bons resultados nas empresas onde eu passei, é porque soube ouvir o diverso. E eu não estou falando só de etnia ou gênero, acho que o diverso é muito mais amplo.

E que medidas já tomou para promover isso?

Por exemplo, eu passei por empresas em que o conselho executivo não tinha mulheres. Então, eu não podia ser a única. Eu trazia mais mulheres. Mesmo que não ocupassem o mesmo nível de diretoria, de vice-presidência. E a equidade, né? Se a pessoa é talentosa, mas não tinha inglês, por exemplo, a gente apostava dois anos nela. Você leva o conhecimento até ela. Eu sou muito atenta nessa questão da transformação e tenho convicção de que ela só vem pela diversidade, seja de pensamento, seja de atitude.

Se pudesse dar um conselho a uma mulher que quer conquistar o mundo corporativo como você, qual seria?

Sempre me perguntam isso e eu respondo a mesma coisa. Não dou conselhos porque o que é bom para mim não necessariamente vai ser bom para você. Mas acho que temos de ter atitude. Pude entender que cada um pode ter sucesso desde que faça com muita originalidade e presteza. Isso é muito claro para mim neste momento da vida. Não basta fazer mais ou menos, tem de mostrar que é o melhor naquilo.

SAÚDE: Serviços e obras do ‘Aldenora Bello’ avançam com repasses do Maracap

As obras do novo setor de radioterapia do Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB) e os atendimentos nos bairros seguem avançando com os repasses que vem sendo feitos pelo certificado de contribuição Maracap, que é emitido pela Fundação Antonio Dino. Com a nova radioterapia, o Maranhão vai acabar com as longas filas de espera por esse tipo de tratamento. O Maracap também entregou um veículo tipo van para transporte e atendimento dos consultórios móveis na capital e interior do Estado.
Ao adquirir o seu Maracap você contribui para a Fundação Antonio Dino, instituição sem fins lucrativos, que mantém o HCAB. Nesse domingo (16), o ‘Natal Bem Legal Maracap’ sorteará no quarto prêmio um Corolla GLI mais um Renault Kwid. Tem ainda uma moto no segundo prêmio e outra no terceiro e mais dez rodadas da sorte de R$ mil reais, cada. Adquira o Maracap e ajude o HCAB a continuar avançando. Em um ano da parceria, o Maracap já repassou mais de R$ 2 milhões de reais para o hospital.

Bons Tempos para profissionais empreendedores

Por Bruno Soalheiro*

Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a visão “popular” que se tem do termo está bastante associada a “montar um negócio ou empresa”.

Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz respeito a eles, já que não querem “abrir um negócio”!

Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental, foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!

Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras, sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora, até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar, buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.

Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e sim a postura empreendedora que você adotar para “impulsionar” o uso desta qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.

O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe “fazer clientes”, criar sua imagem, ou seja, empreende como forma de “vender” sua qualidade técnica.

Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.

Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um “empregado” já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja, organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa, uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.

A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e “acontecem” em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes. Alguém falou em depressão aí?

Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.

Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou se sente que está “estagnado” ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais “dono de si” e capaz de realizar coisas maravilhosas.

Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um lugar para elas.

Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida acontecer. Por isso, empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!

Bruno Soalheiro é Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.