Pare de perder tempo com pessoas tóxicas

“Não sou eu, é ele” é o que a maioria de nós costuma dizer. Somos rápidos para culpar os outros pelo que sentimos

Darius Foroux, Administradores.com

Você já se irritou com o comportamento sórdido de um colega de trabalho, amigo ou mesmo familiar. Bom, se você deixa os outros lhe irritarem, a culpa não é deles.

“Não sou eu, é ele” é o que a maioria de nós costuma dizer. Somos rápidos para culpar os outros pelo que sentimos.

Dizemos que os outros nos fazem sentir de determinada maneira. Trata-se de um equívoco. Você devide como sentir acerca das coisas que acontecem na sua vida.

Não são os eventos que nos ferem. São as nossas percepções de tais eventos que nos ferem. Essa é uma das ideias mais importantes da filosofia estóica.

Em outras palavras, você decide qual significado atribuir às coisas que acontecem na sua vida. Se seu amigo mente sobre você para outras pessoas e você se irrita, você tomou a decisão de se irritar.

Afinal, você não controla os outros. É por isso que as pessoas com quem você passa seu tempo é uma questão de vida ou morte.

O grande filósofo estóico, Epiteto, disse o seguinte em seu Manual para a Vida.

“Evite se relacionar com pessoas que não compartilham os seus valores. A associação prolongada com essas ideias falsas só vai embaçar seu pensamento”.

É algo em que acredito. Já vi pessoas destruírem as vidas de outras o suficiente para não dar importância a essa ideia.

Aposto que você também já teve experiências com pessoas tóxicas, na falta de um termo melhor, na sua vida.

É algo em que acredito. Já vi pessoas destruírem as vidas de outras o suficiente para não dar importância a essa ideia.

Aposto que você também já teve experiências com pessoas tóxicas, na falta de um termo melhor, na sua vida.

Há dois tipos de pessoas
Pessoas com valores;
Pessoas sem valores.
Acredito que menos de 1% da população tem valores, que nada mais são do que respostas para questões como:

Como eu trato outras pessoas?
Como eu me trato?
O que é certo e o que é errado?
Eis uma maneira fácil de detectar pessoas sem valores: quando você vê que alguém se tornou uma pessoa completamente diferente em um segundo — é aí que sabemos que essa pessoa não tem valores.

Por exemplo, na nossa empresa recentemente contratamos um estagiário tóxico. Ele se transformou numa pessoa completamente diferente daquela que havíamos contratado.

É claro, o erro foi nosso. Mesmo que ele tenha falado bastante sobre valores durante o processo de entrevista, não detectamos nenhum sinal suspeito.

E tudo correu bem durante a primeira semana. Mas assim que o estagiário encontrou um parceiro entre os demais estagiários, tudo começou a mudar.

De repente, com esse novo parceiro, começaram as fofocas, tentativas de manipulação dos outros e de criar dissidências. Felizmente, identificamos rapidamente o comportamento e comunicamos a nossa política de tolerância zero para comportamentos tóxicos.

Não é algo difícil de acontecer em organizações. As pessoas escondem suas verdadeiras cores. Eu diria que elas escondem o fato de não terem cor alguma.

Quando você não tem valores, automaticamente gravita para o comportamento humano natural, que é extremamente obscuro. Recentemente li 12 rules for life (sem edição em português), do Dr. Jordan Peterson, um psicólogo clínico e professor na Universidade de Toronto.

Sua proposta fundamental é que pessoas são naturalmente más e que viver é sofrer. Para provar a hipótese, Peterson detalha exemplos convincentes da história.

Ele está certo. As pessoas sempre mentiram, mataram e traíram ao longo da vida.

Mas há uma alternativa
Você pode facilmente entrar pelo ralo dos comportamentos sórdidos. Basta perder tempo suficiente com pessoas ruins — eventualmente, você se tornará uma delas.

Você também pode gastar seu tempo com fofocas, mentiras e manipulações. Talvez vocẽ até se sinta bem com isso. A sensação de poder, não importa como é adquirida, dá prazer às pessoas. É assim que nossa mente trabalha.

Portanto, quando você reconhecer alguém que não tem princípios, demonstre atitudes reprováveis e tenha várias caras — pule fora.

Cerque-se de pessoas que querem o melhor para você.

Não de pessoas que são invejosas, que não suportem ver o seu sucesso e que sejam negativas em tudo. Acredito que isso é importante para qualquer pessoas que queira viver uma boa vida.

Alguns anos atrás, quando comecei a viver uma vida consciente, precisei me despedir de pessoas que queriam apenas viver uma vida de prazer.

Também vi outros amigos que começaram a mudar suas vidas para melhor, mas foram puxados de volta para o poço sem fundo da escuridão por outras pessoas.

Mas, como você e eu sabemos, a vida também é cheia de pessoas amáveis. Não é ruim de todo.

Seja exigente com o seu tempo
“Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo”. Parece um velho clichê. Mas creio que ainda não entendemos por completo o impacto que outras pessoas têm em nós.

Como afirmou Epiteto, os outros podem embaçar seu pensamento. Vale a pena?

Encare da seguinte maneira: você daria R$ 1000 para cada pessoa na sua vida se elas pedissem? Se a resposta é não, pare de dar seu tempo a essas pessoas que não têm os mesmos valores que você.

Eu restringi a lista de pessoas com quem passo 90% do meu tempo apenas para meus familiares mais próximos e meus dois melhores amigos. O restante do meu tempo eu dedico ao trabalho e aos exercícios. É o que eu mais faço. E eu nunca aproveitei tanto a minha vida como agora.

Se você tem um trabalho que ama e pessoas que ama, então você não tem mais com o que gastar seu tempo.

Nada dará mais satisfação do que ter uma carreira significativa e uma família forte.

“Mas e se minha família for tóxica?”

Inspire seus familiares a mudarem para melhor. Eu não desisti da minha família. Mesmo que leve 10 anos, eu ainda tentarei ajudá-los.

Crie seus valores e agarre-se a eles
Para viver uma vida virtuosa, você precisa de princípios. Sem princípios (ou valores), não temos caráter. E sem caráter, não somos ninguém.

“Quem se importa?”

Mais do que qualquer pessoa, você deveria se importar. É você quem se olha no espelho todos os dias. Você está feliz com o que vê?

Essa é a única medida que tenho para minha vida. Eu preciso gostar da pessoa que vejo no espelho. Se eu não gosto dela, eu mudo. É o que sempre fiz. E é o que faço até hoje.

Melhore
Qual a alternativa? Como Peterson concluiu em 12 rules for life, não há outra opção viável para a vida.

Só existe um caminho para a felicidade: seguir em frente.

Você precisa da promessa do que você poderia ser. Você precisa de um caminho para uma vida melhor. Nenhum de nós é perfeito.

Não importa se vamos alcançar ou não o nosso destino. O que importa é nossa melhoria constante.

BEQUIMÃO: Sebrae capacita professores de para atuar no programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos

Durante uma semana, 34 professores que atuam nas redes pública e privada de ensino da cidade de Bequimão, participarão do curso de formação de facilitadores da metodologia Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP). O curso iniciou nesta segunda-feira (2) e encerrará neste sábado (7) com carga horária de 45 horas/aulas. Inicialmente a escola municipal Benedita Gusmão Moraes, no bairro Ferro de Engomar, e o Colégio Bequimãoense de Educação Infantil e Ensino Fundamental Batutinhas, integrarão o programa.

O JEPP é uma metodologia de trabalho escolar promovida pelo Sebrae como forma de estimular o comportamento empreendedor dos alunos e culmina na elaboração de um plano de negócios. O programa é composto por nove cursos com conteúdo programático que favorece o desenvolvimento de habilidades e comportamentos empreendedores, levando o aluno a querer galgar novos horizontes e planejar o seu futuro.

O Sebrae pretende com o programa incentivar o empreendedorismo desde as séries iniciais do ensino fundamental, proporcionando aos alunos trabalhar de forma criativa e inovadora, para isso utilizando uma linguagem adequada com a idade e o contexto no qual o jovem está inserido.

A cidade, localizada no coração da floresta dos guarás, possui quase 24 mil habitantes, segundo dados do IBGE, lá, cerca de 350 alunos participarão do JEPP, uma das metodologias que integram o Programa Nacional de Educação Empreendedora do Sebrae.

A implantação da educação empreendedora em Bequimão é resultado de uma articulação da superintendência do Sebrae Maranhão, por meio do diretor superintendente, João Martins, junto a Prefeitura Municipal de Bequimão, com a execução da unidade regional do Sebrae em Pinheiro.

Foto: Rodrigo Martins

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Reconstruído por Luis Fernando, Caminhão da Juventude certifica mais 277 jovens

A Prefeitura de São José de Ribamar entregou na noite desta segunda-feira (02) 277 certificados de conclusão dos cursos profissionalizantes oferecidos por meio do programa Caminhão da Juventude, coordenado pela Secretaria Municipal de Juventude (SEMJUV), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).

A cerimônia de entrega dos certificados aconteceu no Colégio Militar 2 de Julho – Diomedes da Silva Pereira e beneficiou jovens do Bairro Outeiro e região com cursos de Informática Básica, Web design, Edição de Imagem, Fotografia Digital, Impressão 3D, Logística e Distribuição, além de Gestão Documental, Excelência em Vendas, Excelência em Atendimento ao Público, Ferramentas de Planejamento, Gestão Empresarial e Práticas Administrativas ministrados pelo SENAC.

Um dos principais objetivos dos diversos cursos é promover a inclusão social, por meio da qualificação técnica que produza novas oportunidades de trabalho, empreendedorismo e geração de renda.

O secretario de Juventude, Antonio Filho, lembrou que só este ano quase 300 jovens tiveram a oportunidade de se capacitar nas mais variadas áreas profissionais. “A qualificação profissional oportuniza a inserção destes jovens no mercado de trabalho, além de valorizar a grade curricular de todos os beneficiados”, destacou.

“Eu escolhi o curso de Excelência em Atendimento ao Público para obter mais conhecimentos e saber lidar no ambiente de trabalho. Como a prefeitura abriu essa oportunidade, através do Caminhão da Juventude, eu aproveitei para iniciar os conhecimentos nessa área para poder abrir o meu próprio negócio ou adquirir vaga no mercado. Foi importantíssima a iniciativa do prefeito Luis Fernando em reativar este equipamento. Com isso os jovens de nossa cidade só têm a ganhar”, ressaltou o formando Alexandre Rodrigues.

Para o prefeito Luis Fernando, os cursos irão diversificar a oferta da mão de obra na cidade para o competitivo mercado.

“O nosso objetivo é resgatar a auto-estima da nossa gente, valorizando a juventude. Milhares de jovens já foram beneficiados com a reativação do Caminhão da Juventude. E hoje, com certeza os novos beneficiários terão condições necessárias para trabalhar com melhores perspectivas”, destacou o prefeito.

A solenidade de entrega dos certificados contou ainda com a presença do vice-prefeito Eudes Sampaio, vereadores Nonato Lima, Cristiano Pinheiro e Marlene Monroe, alem de secretários municipais e da comunidade em geral.

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foca em meninas e mulheres 6

As Nações Unidas celebram neste 2 de abril o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo sob o lema “Capacitando mulheres e meninas com autismo”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, aproveitou a data para lembrar a reafirmação do “compromisso de promover a plena participação de todas as pessoas com autismo na sociedade e garantir o apoio necessário para que estas possam exercer seus direitos e liberdades fundamentais”.

As comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo também querem envolver mulheres e meninas com as organizações que as representam na formulação de políticas e decisões para abordar os desafios que elas enfrentam. A Assembleia Geral da ONU realiza uma série de eventos sobre a data na próxima quarta-feira (4), como debates com especialistas e ativistas para discutir questões específicas de mulheres e meninas com autismo.

Os temas abordados incluem os desafios e as oportunidades para o pleno exercício dos seus direitos em áreas como casamento, família e paternidade com igualdade de oportunidades.

Desafios

Em novembro de 2017, a Assembleia Geral adotou uma resolução chamando a atenção para os desafios específicos de mulheres e meninas com deficiência para implementar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Essa decisão manifesta preocupação porque mulheres e meninas nessa situação estão sujeitas a “formas de discriminação diversas e interligadas, que limitam o usufruto de todos os seus direitos humanos e liberdades fundamentais”.

A ONU diz que as meninas com deficiência são menos propensas a terminar o ensino fundamental e têm maior probabilidade de serem marginalizadas ou terem acesso negado à educação.

De acordo com a organização, as mulheres com deficiência apresentam uma taxa de emprego mais baixa do que os homens na mesma situação e do que as mulheres sem deficiência.

Violência

A nível global, as mulheres com deficiência têm mais probabilidades de sofrer violência física, sexual, psicológica e econômica do que os homens. Outro problema é a desigualdade causada pela discriminação e pelo estigma associado ao gênero e à deficiência.

Os resultados da falta de acessibilidade e dos estereótipos são barreiras aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e à informação sobre educação sexual abrangente. As mais afetadas são particularmente mulheres e meninas com deficiência intelectual, que inclui o autismo.

O autismo

O autismo é uma síndrome complexa e muito mais comum do que se pensa. Atualmente, o número mais aceito no mundo é a estatística do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão do governo dos Estados Unidos: uma criança com autismo para cada 110. Estima-se que esse número possa chegar a 2 milhões de autistas no país, segundo o psiquiatra Marcos Tomanik Mercadante citou em audiência pública no Senado Federal no fim de 2010, onde discute-se uma lei exclusiva para o autismo, liderada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Mercadante é um dos autores da primeira (e por enquanto única) estatística brasileira, num programa piloto por amostragem na cidade de Atibaia (SP), que registrou naquela amostragem incidência de uma para cada 333 crianças,

No mundo, segundo a ONU, acredita-se ter mais de 70 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. A incidência em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com autismo.

(Fontes: Agência Brasil e Corautista)

O perigoso fascínio das moedas digitais

Por Eden Jr.**

As notícias dos últimos meses têm sido angustiantes para aqueles que embarcaram na aventura das moedas digitais, ou criptomoedas, aplicando parte de suas economias nessa modalidade de “investimento”. A bitcoin – a mais famosa das cerca de 1,2 mil moedas virtuais existentes – experimentou perdas significativas neste ano, de 35% (até dia 22 de março). Isso depois de ter passado por fabulosa valorização de 1.400% em 2017.

A bitcoin foi criada pelo desenvolvedor de software Satoshi Nakamoto. Inicialmente esse japonês inventou um mecanismo de pagamento eletrônico sustentado em provas matemáticas, com a intenção de gerar uma “moeda independente” da interferência de bancos centrais e que pudesse ser transferida instantaneamente. Diferentemente das moedas tradicionais, as criptomoedas, não são impressas por um banco central, existindo apenas no mundo virtual. Elas são obtidas – “mineradas” – virtualmente, por uma comunidade aberta de usuários, que utilizam computadores de alto desempenho conectados pela internet. Essas máquinas tentam resolver equações matemáticas, que são lançadas na rede pelo software da bitcoin a cada dez minutos. O primeiro computador que conseguir solucionar a equação é premiado com um lote de 12,5 bitcoins. Segundo as regras – protocolo – da bitcoin, apenas 21 milhões de unidades dessa “moeda” podem ser criadas, fato que tende a valorizar seu preço, pois a torna limitada. No mundo há mais de um milhão de máquinas trabalhando freneticamente para resolver as questões e “minerar” bitcoins.

Para aqueles que não se predispõem a “minerar” bitcoins, podem comprar essas “moedas” em diversas bolsas virtuais existentes no mundo, inclusive no Brasil. Claro que quem decide “investir” nesse tipo de negócio tem que ficar atento para a reputação dessas operadoras. Sites como o “coinmap.org” apontam os estabelecimentos onde se pode comprar bens eletronicamente com bitcoins.

O sal, o gado e até mesmo ossos já foram utilizados como moedas. Com o tempo, as moedas foram sendo confeccionadas – por praticidade e segurança – em metal e em papel. As moedas tradicionais, como o real, o dólar ou o euro, têm três funções clássicas: “meio de pagamento” (são usadas na compra de bens e serviços); “reserva de valor” (preservam o poder de compra com o decorrer do tempo) e “medida de valor” (pela moeda pode-se medir o valor dos demais bens). A bitcoin, somente em parte é “meio de pagamento” (porque não é aceita em todas as operações de compra), apenas parcialmente serve como “reserva de valor” (pois devido à sua alta volatilidade pode se desvalorizar rapidamente) e dificilmente a ela pode ser atribuído o papel de “medida de valor” (já que somente um número restrito de bens pode ter seu valor expresso em bitcoin).

Uma das razões da valorização da bitcoin foi a possibilidade de se guardar anonimato nas transações, tendo em vista que ela não está submetida à fiscalização de órgãos estatais. Dessa forma, indivíduos que praticam atividades ilícitas, como narcotráfico e lavagem de dinheiro, se resguardam em criptomoedas. Nesse sentido, Christine Lagarde, chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou que na ausência de legislação, essas “moedas” tornaram-se “sistemas de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo”.

A espetacular apreciação da bitcoin nos últimos tempos chamou a atenção de várias autoridades internacionais, pois há riscos de perdas para os investidores menos informados. Janet Yellen, que foi presidente do “Federal Reserve” (FED) – o Banco Central Americano – até fevereiro deste ano, qualificou a criptomoeda como “altamente especulativa” e Ilan Goldfajn, mandatário do nosso Banco Central, afirmou que a “moeda não tem lastro, que as pessoas compram esperando apenas a valorização, num típico movimento de bolha ou pirâmide que existe na economia há séculos”. Em janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira desautorizou que os fundos de investimento aplicassem em criptomoedas, sob a alegação que não se sabe ao certo a natureza dessas “divisas” e que inclusive “não podem ser qualificadas como ativos financeiros”.

Gigantes da internet, como Facebook e Google, também estão pessimistas com o futuro das criptomoedas, tanto é que neste ano proibiram anúncios desses “ativos” em suas plataformas. Atitude motivada pela progressiva preocupação em relação a golpes e escândalos envolvendo essas “moedas”. Uma bitcoin, que atingiu a cotação máxima de 19.300 dólares em 16 de dezembro de 2017, valia 8.700 dólares neste último dia 22 de março (coindesk.com). Números que demostram a forte queda da “moeda”, que se deu, entre outros fatores: pela extrema especulação que sofreu recentemente; pela possibilidade de regulação do setor – o que afasta aqueles que a utilizam para atividades ilegais – e também pela restrita rede de estabelecimentos que a aceitam para compra de mercadorias. Parafraseando Tom Jobim – que afirmou: “O Brasil não é para principiantes” – pode-se dizer também que operar com moedas digitais não é para amadores.

*Sugestão do tema: Robert Lobato
**Doutorando em Gestão do Desenvolvimento – Economista – Mestre em Economia Economista (edenjr@edenjr.com.br)

URBANO SANTOS: Prefeita Iracema Vale inaugura três escolas na Zona Rural 2

Os barracões de palha agora fazem parte do passado dos alunos do povoado Canzilo, São Felipe e Bacabal, na Zona Rural de Urbano Santos, cidade a 262 quilômetros da capital. A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação, inaugurou neste sábado (17), três escolas nestas localidades.

O ato significa mais um avanço na meta da gestão da prefeita Iracema Vale, em priorizar e melhorar a Educação no município. Os novos prédios atendem perfeitamente os padrões exigidos pelo MEC (Ministério da Educação) e foram construídos com recursos próprios.

Diante do atual cenário econômico, a prefeita destaca que a boa gestão consegue buscar o equilíbrio das contas e com isso não parar de investir no município. “Inaugurar três escolas não é uma tarefa fácil. Mas na nossa gestão, a educação é algo prioritário. Os estudantes precisam estar em locais adequados para o ensino e por isso nos esforçamos para cumprir esta meta”, declarou a Iracema Vale.

As escolas vão acolher estudantes do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Amplas e modernas, as unidades possuem sala com capacidade para 30 alunos, secretaria, cantina, local adequado para o armazenamento de merenda escolar, banheiro feminino e masculino.

26 anos depois, a musa do impeachment quer voltar 8

Pré-candidata pelo PSDB, Thereza Collor desafia estigma do sobrenome e almeja entrar na vida pública

Gilberto Amendola e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

Em 1992, o Brasil era outro. Filmes como O Guarda-Costas lotavam as salas de cinema, e os brasileiros comemoravam o primeiro ouro olímpico no vôlei masculino. O ano também foi marcado pela ação da Polícia Militar na Casa de Detenção de São Paulo, naquilo que ficou conhecido como Massacre do Carandiru. No campo político, a palavra “musa” era de uso corrente – e, por isso, hoje é quase impossível encontrar um registro sobre Thereza Collor em que a expressão “musa do impeachment” não apareça.

Ela ganhou essa alcunha quando o seu então marido, o empresário Pedro Collor de Mello (que morreu em 1994), denunciou um esquema de corrupção que envolvia o próprio irmão, o então presidente Fernando Collor de Mello. “Ser considerada musa foi uma honra. Mas você quer me lançar como musa da nova política agora, é?”

Thereza Collor, de 55 anos, recebeu o Estado em seu apartamento em São Paulo, na mesma rua onde mora o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na sala, antiguidades adquiridas durante viagens para países do Oriente Médio, Ásia e África dividem espaço com equipamentos de ginástica, como esteiras e bicicletas ergométricas.

A musa de 1992, hoje, é pré-candidata tucana a uma vaga na Câmara Federal. “Não tenho medo. Sei que as pessoas vão ligar meu sobrenome ao impeachment do Collor. Mas tenho a ideia de uma campanha propositiva. Quero fazer parte do novo na política e do processo de renovação do Congresso”, afirmou ela.

Thereza quer ter no combate à corrupção sua principal bandeira de campanha. Apesar disso, ela não parece disposta ao enfrentamento. Diz não concordar, por exemplo, com as propostas mais polêmicas do deputado Jair Bolsonaro, mas evita fazer críticas severas ao pré-candidato do PSL à Presidência. Ela também considera a pré-candidata Marina Silva (Rede) uma política ausente dos grandes debates nacionais, mas faz questão de completar que se trata de “uma pessoa maravilhosa”. Da mesma forma cuidadosa, ela defende a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso, mas sem se comprometer com alguma opinião mais incisiva.

Feminismo. Mesmo quando questionada sobre ser feminista ou não, ela prefere o meio termo. “Se você diz que feminista é quem defende a mulher através do diálogo, eu sou feminista. Agora, se você diz que ser feminista é brigar de forma intransigente, eu não sou. Quero o diálogo. Quero o que a mulher tem de melhor: sensibilidade e tato”, disse.

Thereza só deixa transparecer certa emoção ao falar sobre o ex-cunhado, o hoje senador Fernando Collor. Questionada sobre uma eventual nova candidatura de Collor à Presidência, ela provoca: “O presidente Collor tem o direito de querer (ser presidente), mas se naquela época ele teve problemas com um Fiat Elba, agora vai ser com uma Maserati, uma Ferrari. Achei que com o tempo e a maturidade, ele poderia ter aprendido um pouco mais, mas cada um escolhe suas opções”, disse. Sobre a possibilidade de dialogar com Collor caso seja eleita deputada, Thereza diz: “Por enquanto, eu não sou nada. Nesse momento, não posso dialogar com ninguém. Mas se for necessário, investida de um cargo, não me negaria. Acima de tudo, sou uma pessoa educada e civilizada”.

Há 18 anos vivendo em São Paulo, Thereza será candidata pelo Estado que adotou e não por Alagoas, onde já exerceu a função de secretária de Turismo. Ela não tem clareza de como irá financiar a campanha. Não fala, por exemplo, em autofinanciamento, prefere acreditar que irá receber recursos do partido e de doadores.

Nos últimos meses, ela tem se aproximado da vida partidária. Thereza esteve presente no lançamento da pré-candidatura do prefeito João Doria ao governo do Estado. Na ocasião, foi anunciada pelo presidente estadual da sigla, Pedro Tobias. Ao ser convidada a falar, fez menções elogiosas ao PSDB e ao próprio Doria – que, segundo ela, deixou a Prefeitura atendendo um chamado da sigla.

No fim da reunião, foi cercada por militantes que queriam uma selfie com a “ex-cunhada” de Collor, com a musa do impeachment de 1992. Ela não nega uma selfie, mas diz não ser fã das redes sociais. “Tenho uma vida discreta.”

Humanista. Hoje, Thereza é casada com o empresário Gustavo Halbreich e garante viver com conforto. “Não preciso fazer da política uma bancada de negócios. Vou me candidatar porque gosto de desafios e acho que posso colaborar”, afirmou ela, que apresenta um leve tremor nas mãos. Thereza é portadora de um distúrbio neurológico de movimento chamado “tremor essencial”, que ocorre durante atividades simples e podem ser agravado por estresse ou cansaço.

Ela prefere se definir como humanista e diz não se enquadrar na direita ou na esquerda. “Sou humanista, quero dignidade e igualdade para as pessoas”, diz ela, que acrescenta não temer o peso do sobrenome Collor. “Minha vida foi exposta. Ele é parte da minha história. Não vou escondê-lo. O que eu espero é que as pessoas me conheçam.”

Por que as pessoas estão a cada dia menos autênticas?

Estamos perdendo nossa alma junto com a aura autêntica das belas palavras enviadas para pessoas queridas

por  Samanta Obadia, via Vya Estelar

Que a maioria das pessoas tem pouco a dizer, nós sabemos. Mas por que todos acham que devem continuar repetindo coisas que não são suas?

Nestes dois últimos eventos de 2017, Natal e Ano Novo, percebi esse fenômeno repetitivo no envio de mensagens copiadas e coladas no Messenger e no Whatsapp, de maneira absurda. Parece que todos se viram obrigados a enviar mensagens para a lista de nomes de seus contatos.

Antipática essa minha crítica, não? Pois sim. Não dá para ser simpática à ideia de que as pessoas estão cada vez mais inautênticas e idiotizadas.

Não sou contra o uso da reprodução em série de convites, avisos e informativos úteis, desde que verdadeiros. Mas mensagens de felicitações? Essas devem ser autênticas e pessoais (com exceção das corporativas e comerciais).

Digamos que você goste de enviar mensagens para muitos amigos, ora pelo menos escolha a sua, seja um verso de um poeta que lhe represente ou uma imagem que você admire. Mas receber e repassar mensagens que não lhe representam. Para quê? Para repetir o que todo mundo está fazendo. É o cúmulo da reprodução impensada. É uma repetição robotizada e sem sentido.

Como dizia sabiamente, o filósofo Walter Benjamim: “A autenticidade de uma coisa é a suma de tudo o que desde a origem nela é transmissível, desde a sua duração material ao seu testemunho histórico. Uma vez que este testemunho assenta naquela duração, na reprodução ele acaba por vacilar, quando a primeira, a autenticidade, escapa ao homem e o mesmo sucede ao segundo; ao testemunho histórico da coisa. (…) O que murcha na era da reprodutibilidade da obra de arte é a sua aura. O modo em que a percepção sensorial do homem organiza é condicionado não só naturalmente, como também historicamente”. Ou seja, estamos perdendo nossa alma junto com a aura autêntica das belas palavras enviadas para pessoas queridas.

URGENTE: STF define a questão de pagamento de honorários advocatícios em ações de FUNDEF

Cabe agora aos Gestores regularizarem as suas contratações e agir de acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público, que reconhece a possibilidade de se contratar escritórios para atuar especialmente em nome dos Entes Públicos

No final do ano passado, após longa discussão do judiciário, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL finalmente decidiu, em definitivo, pela possibilidade do pagamento dos honorários advocatícios em ações de FUNDEF.

Ao analisar o Recurso ARE nº 1050028 (Município de Ibimirim/PE), em novembro do último ano, o STF definiu que a vinculação dos Precatórios de FUNDEF a gastos com a Educação não significa a proibição do pagamento dos honorários aos advogados que atuarem nas ações judiciais.

Agora de forma categórica, o Supremo fortalece o seu já conhecido entendimento de processos anteriores, em que negou os pedidos do Governo Federal de proibir o pagamento aos advogados, a exemplo dos processos ARE nº 1.048.960 (Município de Pacatuba/SE) e RE nº 1.031.708 (Município de Brejo da Madre de Deus/PE).

Na prática, o STF apenas reconheceu o entendimento já pacificado pelo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA de que é possível o pagamento dos honorários e que isso não caracteriza “desvio de finalidade” (ainda que os Precatórios de FUNDEF sejam verba da educação). Segundo o Tribunal, sem a atuação de advogados o Município jamais receberia um centavo sequer de crédito e a sua remuneração com parte desse valor não é “desvio de finalidade” (ex: REsp nº 1.516.636/PE, Município de Riacho das Almas/PE e REsp nº 1649857/PE, Município de Carpina).

Em relação à questão dos honorários, portanto, não há mais o que se discutir. Cabe agora aos Gestores regularizarem as suas contratações e agir de acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público, que reconhece a possibilidade de se contratar escritórios para atuar especialmente em nome dos Entes Públicos (Recomendação CNMP nº 036/2016).

Fato é que os municípios e a cidadania, de qualquer forma, serão beneficiados com os créditos que tendem a mudar a face da educação pública no Maranhão.

Medo ou esperança?

O paraíso nos escapou depois de ter aberto os portões e deixado perceber suas delícias

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo

Brasil é o país do futuro! Do ufanista Policarpo Quaresma à ironia da letra de Renato Russo, esse sempre foi um tema forte. O futuro à frente não é um pleonasmo tão evidente. Comparemos com dois países importantes na nossa formação: Portugal e Argentina. Lisboa foi a capital das especiarias e o mundo da vanguarda dos descobrimentos no início do século 16. Buenos Aires era o porto cosmopolita de uma nação que abastecia o mundo de grãos e carne no início do século 20. Argentinos e portugueses viveram um apogeu fabuloso e suas capitais trazem marcos notáveis do passado de glória. Houve glória e ela passou.

Nós somos diferentes. Sempre acreditamos na potência do amanhã. O cenário possibilita o devaneio: território de riquezas enormes e sem terremotos, tínhamos tudo para dar certo. Faltava, claro, mudança no elenco e na direção. A culpa não era da terra ou das águas.

Não quero voltar ao tema do debate sobre os entraves do desenvolvimento. Já fiz algumas vezes. Quero lembrar que sempre fomos notavelmente otimistas com nossa redenção no porvir. Houve quem visse no povo, especialmente o sertanejo, um tipo triste e depressivo, como Euclides da Cunha e Graciliano Ramos. Outras figuras construídas no imaginário brasileiro ou estrangeiro consagravam a alegria e a engenhosidade, de Pedro Malasarte ao Zé Carioca. No exterior, somos conhecidos pela alegria, pela afetividade, pelo contato mais direto com as pessoas. Quem como eu já passou um tempo fora dos trópicos sabe que, fora daqui, são vistos menos dentes, abraça-se menos e escasseiam beijos.

Não se trata de refazer a fantasia do mundo sensual e sem pecado que se origina desde a citada criação de Disney até o incentivo ao turismo sexual. Trata-se da alegria.