Ipea alerta para desafios das finanças estaduais

Por Eden Jr.*

Em Carta de Conjuntura sobre finanças públicas estaduais lançada no final de abril, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – corroborando as fartas informações já divulgadas sobre o tema – detectou que as finanças dos governos estaduais persistiram na trajetória de debilidade no ano de 2017. Segundo o Ipea, apesar de no ano passado os estados terem adotado medidas para suavizar os efeitos da forte crise que ainda vivemos, essas foram insuficientes para vencer as dificuldades a que as unidades subnacionais estão submetidas.

Nessa conjuntura de incertezas, o Ipea identificou que os dois desafios fundamentais para os governos estaduais são: a necessidade de reestabelecimento da capacidade de arrecadação e a emergência em reverter o panorama de elevação contínua das despesas com pessoal, especialmente com os inativos. As limitações de gastos impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – que segue sendo um dispositivo fundamental para o ajuste das finanças públicas – e interpretações controversas dessa norma, como por exemplo, aquelas em que os tribunais de contas permitem que certas despesas não sejam consideradas gastos com pessoal, reduzindo artificialmente esse resultado – fomentaram o colapso das contas estaduais, e indicam descompasso, por muitos anos, entre despesas e receitas. Para contornar, minimamente, o quadro adverso, os governos buscaram alívio orçamentário tanto pela renegociação das dívidas (procurando reduzir despesas com financiamentos), quanto pela ampliação das receitas – seja elevando tributos, seja pela ascensão de repasses da União, que vêm reagindo positivamente em razão da recuperação econômica.

O superávit primário (diferença entre receitas e despesas, excetuando o pagamento de juros) de 2017 mostrou uma piora de 45,8% em relação a 2016, pois reduziu-se de R$ 15,9 bilhões para R$ 8,6 bilhões. Apesar do crescimento de 1,9% na arrecadação, que sinaliza o encerramento do longo ciclo de redução das receitas iniciado em 2014, as despesas primárias (de manutenção da máquina pública) subiram mais ainda, 2,9%, notadamente as despesas com pessoal que aumentaram 5,3%. Mesmo com os estados adotando a estratégia clássica de corte de investimento e políticas rigorosas para gerenciamento da folha de pagamento, essas iniciativas se revelaram insuficientes para domar a elevação das despesas. Estimuladas pela recuperação da economia as receitas dos estados sofreram expansão em duas frentes: na de repasses do Governo Federal, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE) que aumentou 6,8%, e na das receitas de tributos próprios, como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que se elevou 3,6%, isso muito pela majoração das alíquotas praticadas em vários estados. Na média, para todos os estados do país, o ICMS cresceu 3,6% entre 2016 e 2017, sendo que o Maranhão conseguiu ampliar apenas 1,2% a arrecadação desse imposto, ocupando a quarta pior colocação nacionalmente nesse quesito.

O gasto total com pessoal sobressaiu-se, tendo aumentado em 2,3% em 2017. O esforço da redução com as despesas dos servidores ativos (-1,2%), foi anulado pela ampliação em 8,5% das despesas com aposentados e pensionistas. Neste particular, o Ipea adverte que os desembolsos com pessoal ativo e inativo dos estados passaram a ter direções contrárias desde 2015. Dado que os estados podem reprimir os gastos com ativos – seja deixando de contratar pessoal ou postergando reajustes –, mas não têm a capacidade de interromper o pagamento dos benefícios previdenciários. O Maranhão não fugiu dessa dinâmica, tendo a despesa com pessoal ativo caído 1,3% no período 2014/2017 (média nacional: -5,2%), e o gasto com aposentados e pensionistas subido impressionantes 20,3%, em apenas 3 anos (média nacional: +24,5%). Números que deixam patente a necessidade iminente de reforma em nosso sistema estadual de previdência. Embora esse tema soe antipático para a maioria dos nossos políticos e servidores.

Os investimentos, que historicamente têm sido o primeiro item a sofrer cortes em tempos de penúria fiscal, passaram por uma elevação de 4%, num aparente paradoxo. Contudo, esse porcentual é enganoso, pois a base de comparação, que foi o ano de 2016, estava muito deprimida, porque vinha de um forte encolhimento de 55% no período (2014/2016). Na média do Brasil, os investimentos cresceram 4% no biênio 2016/2017, e o Maranhão teve desempenho destacado, com crescimento de 43% nesse item (conforme já se havia comentado em artigo de 25 de fevereiro último). Sendo essa a terceira melhor performance do país.

Em agosto de 2017, as dívidas estaduais estavam em R$ 781 bilhões, sendo que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul eram responsáveis por 75% desse total, demonstrando ser esse endividamento distribuído heterogeneamente pelas unidades. Entre 2009 e 2015 o endividamento estadual foi ampliado por empréstimos disponibilizados por bancos federais, como BNDES e Caixa Econômica, o que aumentou muito o pagamento de juros pelos estados. Aproveitando a oportunidade concedida pela Lei Complementar nº 156/2016, 18 estados refinanciaram suas dívidas em 2016, para aliviar, momentaneamente, as despesas de encargos com as dívidas e ganhar mais 240 meses para honrar esses compromissos. Nesse bojo, o Maranhão renegociou dois contratos com o BNDES que somam R$ 822 milhões, procedimento que, se por um lado implica em menores desembolsos com a dívida no curto prazo, no longo prazo vai provocar maiores pagamentos de serviços da dívida para os próximos governos.

O Ipea conclui que desafios fiscais estão postos para os estados, considerando que (a) o processo de renegociação das dívidas gerou alívio circunstancial na despesa do serviço da dívida, e até possibilitou um superávit primário de R$ 8,6 bilhões, mas já em julho deste ano os pagamentos serão retomados; (b) a expansão tanto das receitas próprias, como das transferências recebidas, deu novo fôlego para os caixas, apesar de a arrecadação poder vir a cair novamente, se não houver consolidação da recuperação econômica, e (c) principalmente, o problema das previdências estaduais foi definitivamente revelado, tendo em vista o movimento antagônico entre certo controle da despesa com pessoal ativo e a explosão dos gastos com os aposentados.

Enfim, o cenário é semelhante com aquele em que quando a maré sobe, a praia parece estar muito limpa, mas quando desce, vê-se a sujeira.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

Brasil Frutt: um exemplo de empreendedorismo e sucesso

Não apenas pelo conjunto da obra, mas também pelos pequenos detalhes, que a Brasil Frutt a cada dia se consolida no seu setor, expandido ainda mais os seus negócios, gerando empregos, renda, impostos e que é mais simbólico: expressando a força e talento do empreendedor brasileiro, nordestino e, no caso da família Louredo, do povo cearense

Empreender é, para muitos, uma vontade, um desejo ou mais do que isso: é a busca do sucesso de transformar o sonho do negócio próprio em uma realidade.

Mas, claro, não basta apenas vontade, desejo ou tão somente sonhar. Alcançar o êxito de um negócio seja do porte que for, micro, pequeno, médio ou grande, requer muitas habilidades e capacidades do empreendedor.

Paciência, perseverança, visão, foco, liderança, o famoso jogo de cintura político etc, fazem parte de um extenso e complexo “menu” de quem deseja ser um homem ou uma mulher de sucesso no mundo empresarial.

Essas habilidades e capacidades estão presentes num empreendedor com “E” maiúsculo chamado Francisco Gonçalves Louredo, um cearense da cidade de Russas, localizada à beira do rio Jaguaribe e conhecida como a terra da laranja.

Entre as décadas de 1960 e 1970, em plena cidade de São Paulo, Francisco Louredo, ao lado sua esposa Francisca da Silva Louredo, deram início a que hoje é chamada de Brasil Frutt, uma empresa que comercializa Frutas Secas, Castanha de Caju, Amêndoas, Pistaches, Castanha do Pará, Temperos, Conservas, Azeites, Bacalhau, Pêssegos em Calda, Doces, enfim, um rol de produtos cuja extrema qualidade é característica principal.

O desafio de uma empresa familiar

Senador Tasso Jereissati entre o jovem empresário Lincoln Louredo e o seu pai Francisco Louredo, fundador da Brasil Frutt.

A Brasil Frutt é um “case” de sucesso não apenas no ramo que atua, mas principalmente no que convencionou-se chamar de “empresa familiar”.

Quem é atua no ramo organizacional, seja como empresário, consultor, assessor ou funcionário, sabe que empresas familiares costumam ter vida curta no momento em que os proprietário confundem o negócio com questões domésticas. Ou ainda quando os filhos acham que “meter” a mão no caixa da empresa é normal “porque a empresa é da minha família e se é dela é minha também”.

Na Brasil Frutt, porém,  há uma cultura que separa as relações domésticas das missões, metas e objetivos da empresa.

Não obstante ser gerida conjuntamente com os filhos do casal Francisco e Francisca Louredo, entre eles o jovem Lincoln, o que prevalece no ambiente empresarial da Brasil Frutt é o profissionalismo, foco em resultados, criatividade, humildade e muito respeito à história que fez deste empreendimento o que ele é há mais quatro décadas.

Não apenas pelo conjunto da obra, mas também pelos pequenos detalhes, que a Brasil Frutt a cada dia se consolida no seu setor, expandido ainda mais os seus negócios, gerando empregos, renda, impostos e o que é mais simbólico nessa história de sucesso organizacional: expressado o talento do empreendedor brasileiro, nordestino e, no caso da família Louredo, do povo cearense.

Vida longa a Brasil Frutt e ao grupo Louredo.

A escalada do dólar

Por Eden Jr.*

Nos últimos dias tomou conta do noticiário econômico a valorização do dólar frente ao real. Contudo, apesar de aparentemente esse ser um movimento pontual, ou que vem se intensificando apenas nos últimos tempos, dados revelam que a ascensão da moeda americana já ocorre há alguns meses, de forma sólida, e que divisas de outros países também vêm se enfraquecendo. Demonstrando assim, que essa é uma tendência mais global do que local. Do começo do ano até o final e abril, o real se desvalorizou 5,23% em relação ao dólar. É a quarta moeda que mais perdeu valor no mundo em confronto com a divisa estadunidense, superada pelo peso argentino (10,29%), pelo rublo russo (8,97%) e pela lira turca (6,76%). Nos últimos 12 meses, o real perdeu 8,84% de seu valor, quando comparado ao dólar – cotações da Economática.

Fatores econômicos internos e externos são decisivos para essa elevação. No que diz respeito aos determinantes externos, além da “guerra comercial” entre EUA e China, que desestabiliza toda a economia mundial, o principal é a expectativa de que ainda este ano o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) suba duas vezes os juros – que estão atualmente na faixa entre 1,5% e 1,75%. Essa alta deve ocorrer, pois a economia dos Estados Unidos está aquecida (crescendo 2,3% ao ano), o desemprego, dessa forma, está baixo (na casa dos 4%) e a inflação (em torno de 1,9% ao ano) ameaça superar a meta de 2%. Todos esses indicadores sugerem a alta dos juros, para conter a inflação e reprimir a ameaça de falta de mão de obra. Com a elevação dos juros nos EUA, é natural que ocorra uma forte migração de dólares de todo o mundo para o mercado americano, que ainda é um dos menos arriscados e, agora, pagando juros melhores, torna-se bastante atrativo. Tal deslocamento faz com que “faltem dólares” em muitos países, e as moedas locais se desvalorizem.

O Brasil tem uma particularidade adicional, tendo em vista que promoveu uma consistente queda nos juros nos últimos tempos. Saíram de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para os atuais 6,5% a. a. (menos 54%). Essa conjuntura aproximou muito a taxa brasileira da americana, fazendo com que o investidor opte pelo mercado mais seguro, pois a diferença de juros não paga o risco de aplicar no Brasil. Esse contexto desestimulou, inclusive, o “jogo de arbitragem” (que traz dólares para o país), mediante o procedimento de tomar empréstimos em dólar no exterior, onde os juros eram menores, aplicar no mercado brasileiro, com taxas melhores, auferir o lucro, pagar o empréstimo no estrangeiro e ainda ficar com uma boa quantia de sobra.

Ainda há dois fatores que tornam a situação brasileira mais complexa em relação à cotação do dólar, pois afugentam investidores estrangeiros. O primeiro: o desmantelo das contas públicas, que gera constantes déficits do governo e leva a dívida pública ao descontrole. De acordo com o Banco Central, a dívida bruta do país, em março, atingiu inéditos 75,3% do Produto Interno Bruto (PIB), aumentando o risco de um “calote tupiniquim”. O segundo: a aproximação das eleições e a possibilidade de vitória de um candidato não comprometido com a disciplina fiscal, que não faça avançar a Reforma da Previdência, inquieta a maioria dos analistas, potencializando o risco de insolvência.
Se bem que essa avaliação carece de um maior rigor, posto que, candidatos bem colocados nas últimas pesquisas, como Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Joaquim Barbosa (PSB) já se pronunciaram, diretamente ou por emissários, favoráveis à Reforma da Previdência – por mais que essa postura contrarie suas trajetórias políticas e os programas de seus partidos e possa surpreender os eleitores menos atentos. E Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), outros nomes relevantes, não titubeiam quanto a necessidade da reformulação no sistema de aposentadorias.

Por outro lado, a exuberante reserva internacional do Brasil, de cerca de 380 bilhões de dólares, é uma razão para atenuar a preocupação dos investidores. Estes sabem que, com essa poupança, fica mais fácil converter seus reais em dólares e retirar suas aplicações do país sem perdas. Temendo repercussões danosas para a economia, motivadas pela oscilação do dólar – como o aumento da inflação ou a piora da situação de quem tem dívida nessa moeda – o Banco Central atuou para reverter a tendência altista. Nesta última quinta-feira (03), ofereceu US$ 445 milhões ao mercado, o que baixou o valor do dólar em 0,8%, para R$ 3,52. Depois disso, é esperar que a moeda americana se acalme e não complique ainda mais a situação dos brasileiros.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

Matemática

A aritmética dos campos de extermínio nazistas era justificada pela purificação da raça ariana. A aritmética dos gulags e dos expurgos stalinistas se justificava pelo ideal comunista

por Luis Fernando Verissimo, via Estado de S. Paulo

O presidente Abraham Lincoln escolheu o general Ulysses S. Grant para liderar as forças do Norte na Guerra Civil americana porque Grant, segundo Lincoln, não tinha medo da matemática.

Além de ser um reconhecido estrategista, Grant não hesitava em ordenar ataques frontais ao inimigo sabendo que a contagem de baixas seria horrorosa. A tétrica aritmética da Guerra Civil americana só seria superada pela da Grande Guerra de 1914, quando milhares de vidas podiam ser sacrificadas num só dia por nada – como na batalha do Somme, em que 50 mil soldados ingleses morreram avançando contra fogo alemão sem que um metro de terreno fosse conquistado. Na verdade, mais de três milhões de seres humanos foram sacrificados nos três anos da Primeira Guerra Mundial sem que a frente de batalha se movesse, para um lado ou para o outro, mais de algumas milhas. Nos dois lados havia generais dispostos a enfrentar a aritmética. Durante três anos, generais, governantes, políticos, intelectuais, imprensa e povo dos dois lados conviveram, patrioticamente, com a aritmética. Justificando-a ou – o mais cômodo, pelo menos para quem não estava numa trincheira – ignorando-a.

A Guerra de 14 foi um exemplo extremo de estupidez militar e civil e até hoje historiadores discutem as causas reais de tamanha insensatez coletiva. Mas ela teve seus justificadores. Era a Europa liberal resistindo ao militarismo alemão. A Guerra Civil americana também tinha tido, pelo menos na superfície, a justificativa nobre da abolição da escravatura. A aritmética do terror aéreo que a Alemanha lançou na outra grande guerra, a Segundona, depois de ensaiá-lo na Espanha, teve por trás o sonho pan-germânico de Hitler, que só virou coisa de louco porque ele perdeu. A aritmética dos campos de extermínio nazistas era justificada pela purificação da raça ariana. A aritmética dos bombardeios gratuitos de Dresden e de Hiroshima e Nagasaki se justificava como castigo para quem tinha começado a guerra. A aritmética dos gulags e dos expurgos stalinistas se justificava pelo ideal comunista. A aritmética do terrorista suicida palestino se justifica por uma causa, a aritmética da represália israelense se justifica por outra. E há tantas maneiras de ignorar a aritmética como há de defendê-la, ou exaltá-la como uma virtude militar, como Lincoln fez com Grant.

No Brasil convivemos com a desigualdade e com um exército de excluídos que não são menos vítimas de um descaso histórico por serem um genocídio distraído, com o qual nos acostumamos. Mas a matemática do descaso histórico nos bate na cara todos os dias.

GESTÃO E ECONOMIA: Por que o Ceará avançou e o Maranhão parou no tempo 34

O Maranhão nunca conseguiu ser um “Ceará”, embora reúna todas as condições e potencialidades para ser um “tigre” do Nordeste.

Chegou até este editor um instigante artigo da lavra do editor-executivo dos núcleos de Negócios e Economia do grupo O Povo, Jocélio Leal, publicado no seu blog, no site do referido grupo e intitulado “Ceará, terra de paradoxos”.

No texto, o autor discorre sobre algumas contradições ocorridas no estado nordestino que nas últimas décadas teve um “boom” na gestão pública e na economia privada, mas que ainda não conseguiu avançar a contento, por exemplo, no combate ao analfabetismo que atinge cerca de 15% da população cearense.

Contudo, alguns dos dados sobre o Ceará levantados por Jocélio Leal são surpreendentes e fazem com que, nós maranhenses, reflitamos do porquê do nosso estado está parado no tempo do ponto de vista econômico e do empreendedorismo. Senão vejamos.

– A empresa que lidera o mercado de águas no País é cearense. Conforme o Euromonitor Internacional, o Grupo Edson Queiroz é líder nacional no mercado de água engarrafada, com 10,7%. A empresa cearense adquiriu a Nestlé Waters Brasil, a quinta colocada no ranking, com 1,9% do mercado – um oceano de água doce de R$ 24 bilhões no ano passado e 10,3 bilhões de litros.

– Alimentos. A líder de massas e biscoitos do País tem sede no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. A M. Dias Branco é uma gigante detentora de impressionantes 32% de market share (fatia de mercado) no Brasil. Na Bovespa, atingiu R$ 20.390 bilhões.

– Telecomunicações. No Interior do Estado, fica um dos cases nacionais no setor. A Brisanet, com sede em Pereiro (CE), atende 170 mil famílias no interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte com serviços de telecomunicações – internet, TV e telefonia. Já entregou mais 10 mil quilômetros de fibra ótica até no fim do mês passado. Acaba de fechar R$ 20 milhões com o BNDES, em operação que o Banco do Nordeste tinha o maior interesse.

– Um dos destaques no segmento de saúde privada é de Fortaleza. O Hapvida tem cerca de 4 milhões de clientes em 11 estados. É um case de eficiência como empresa e está em pleno período de silêncio que antecede sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

–  O SAS. Uma plataforma de educação que desenvolve conteúdo, tecnologia e serviços de excelência para mais de mais de 700 escolas, sendo que 80 novas escolas só em 2018 e mais 430 mil alunos. Tem planos de igualmente ir para a Bovespa. E nem se fale nos índices de aprovação no ITA, IME e Enem. Vide as escolas privadas locais. Farias Brito, 7 de Setembro, Master e outros. Ou também no varejo farmacêutico. A Pague Menos tem mais de 1 mil lojas, mas quer duas mil e um IPO.

INVESTIMENTOS PRIVADOS e CULTURA EMPREENDEDORA

Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)

Chega a ser constrangedor, e mesmo vergonhoso, observar que o Ceará teve a coragem de romper com um clico de atraso que há anos imperava no estado, e o Maranhão sequer dá sinais de que pode efetivamente ser um local seguro do ponto de vista político, jurídico e institucional para investimentos privados.

Por estas terras persiste a economia estatal sob sucessivos governos, inclusive no atual; de abusar dos recursos públicos aumentando gastos com a folha de pagamento, para isso, basta ver o caso do programa “Mais Capelães”, que hoje somam mais de uma centena de nomeados pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Falta para o Maranhão estabelecer as condições para que seja criada uma cultura empreendedora, seja na forma de encarar a gestão pública para que dê resultados que a sociedade/contribuintes exigem, seja setor produtivo privado estimulando micro, pequenos, médios e grande negócios.

O fato é que governo Flávio Dino, e dele que temos que cobrar pois prometeu um paraíso nas eleições de 2014 e o que se vê hoje é um Maranhão estagnado, inviabilizado e liquidado administrativamente, com o sério risco de a qualquer momento não conseguir honrar com o pagamento do funcionalismo.

Não por acaso que reportagem da revista Valor Econômico, divulgada nesta segunda-feira (30), confirma essa tendência de crise e pobreza extrema no estado, conforme macrodados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) -, a revista aponta que, entre 2016 e 2017 o número de maranhenses vivendo com menos de US$ 60 por mês cresceu assustadoramente em São Luís (48%) e segue crescendo no interior (1%).

Esse é o Maranhão.

Que nunca conseguiu ser um “Ceará”, embora reúna todas as condições e potencialidades para ser um “tigre” do Nordeste.

Uma lástima!

Projeto de Roberto Rocha que regulamenta esportes eletrônicos será analisado pela Comissão de Educação 6

O chamado E-sports podem aparecer entre os esportes de demonstração das Olimpíadas. Comissão do Senado aprovou a regulamentação dos esportes eletrônicos, um projeto do senador Roberto Rocha.

No primeiro trimestre de 2018, US$ 2 bilhões já foram investidos nos e sports. (Foto: Divulgação).

Os e-sports estão atingindo patamares nunca antes imaginados. Para se ter ideia, os organizadores da Olimpíadas de Paris de 2024, segundo a BBC, estão negociando com a Federação Internacional de E-sports a inclusão dos esportes eletrônicos no evento.

Mas, ao contrário do que o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia sinalizado, os e-sports não serão uma modalidade oficial da competição. A ideia agora é que apareçam como um esporte de demonstração.

No Brasil
Enquanto isso, aqui no Brasil, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou
nesta quarta-feira (25) o projeto para regulamentação dos e-sports. Apresentada pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA) em janeiro, a proposta visa, por exemplo, reconhecer os jogadores profissionais de videogame como atletas e estipular 27 de
junho como o Dia do Esporte Eletrônico.

O projeto segue para análise da Comissão de Educação. Se receber mais esse aval, sem emendas, a proposta vai para votação no plenário e, na sequência, será encaminhada para a Câmara dos Deputados.

Investimento bilionário
Se alguém ainda tem dúvida de que os esports movimentam muito dinheiro, relatório do site The Esports Observer mostra que, no primeiro trimestre de 2018, as empresas do
setor já investiram US$ 2 bilhões no mercado.

Para termo de comparação, em 2017 inteiro foram destinados US$ 600 milhões aos esportes eletrônicos. Quer mais? A estimativa é que os e-sports faturem US$ 2 bilhões neste ano – em 2017, o arrecadamento foi de US$ 1,5 bilhão.

Rede social do bem

Crowdfunding no site do projeto busca oferecer rede social mais segura e humana Vida Simples Digital

Dupla cria rede social do bem | Crédito: Divulgação

Via,Vida Simples Digital

Insatisfeitos com a grande quantidade de anúncios e a superficialidade das relações nas redes sociais, dois jovens de São Paulo decidiram projetar uma nova rede social que protege o tempo e os dados dos usuários. Sem propagandas e com feeds específicos para cada assunto, a COOLTZ promete promover temas como esporte, cultura, ativismo e arte.

A ideia nasceu a partir de estudos e notícias sobre o aumento de depressão e ansiedade em usuários de redes sociais. Foi então que Matheus Finardi, aluno de Medicina na USP, começou a pensar que algo não estava certo. “As redes sociais e a internet têm um potencial de aproximar e conectar pessoas como nenhum outro meio de comunicação na história, mas o resultado está sendo o contrário: estamos cada vez mais inseguros, alienados e isolados”, acredita. Para aliviar essa situação, ele se uniu a André Medeiros, programador e ex-aluno da USP e, juntos, conceberam uma rede social na qual as postagens são divididas por assunto. Dessa forma, a pessoa não perde tempo com postagens que não são interessantes para si e pode compartilhar sobre suas paixões de forma mais profunda, para quem realmente gosta.

As interações também serão mais humanas: o “like” será substituído por comentários, avaliações e compartilhamentos. Para deixar o uso gratuito sem precisar vender dados dos usuários para anunciantes, eles pretendem disponibilizar assinaturas (a um preço justo) para quem desejar  usar funções premium. Mas para que a COOLTZ vire realidade, a dupla precisa de ajuda. Até o final de abril, está aberto um crowdfunding solidário no site do projeto para arrecadar 35 mil reais, que serão usados para contratar programadores e lançar a versão Beta daqui a alguns meses. 10% de cada doação serão destinados a entidades filantrópicas, como Artemis , Instituto ADUS , Casa Um e Sonhar Acordado .

Economia: dança das cadeiras e novas projeções

Por Eden Jr.*

Depois de uma série de imbróglios e de mal-estar, foram concluídas as mudanças na equipe econômica do governo federal – que já foi chamada de “dream team”. Na prática, as alterações constituíram-se numa “dança das cadeiras”, onde os ocupantes de cargos apenas trocaram de funções, garantindo a permanência do perfil doutrinário do grupo liderado por Henrique Meirelles. Este, agora ex-ministro da Fazenda, se filiou ao MDB e partiu para a “aventura” de tentar ser o candidato da legenda às eleições presidenciais. Manobra essa tida como altamente arriscada, pois não há a mínima garantia dos próceres emedebistas de que Meireles será o concorrente do partido.

A equipe de Meirelles já era tida como altamente comprometida com a disciplina fiscal e com os projetos de reforma da economia, embora algumas iniciativas tenham ficado pelo caminho, como a Reforma da Previdência. Isso pela inanição política do presidente Temer e pela aproximação das eleições, circunstância em que propostas impopulares provocam ojeriza nos parlamentares. Também se nota que haverá dificuldades adicionais no relacionamento dos novos gestores com os políticos. O time, de perfil eminentemente técnico e pouco afeito a negociações, terá problemas adicionais, notadamente num “ano político”, período em que as “vorazes bases eleitorais”, ignorando a situação desastrosa das contas públicas, clamam pela liberação de recursos.

O rodízio começou com a saída de Dyogo Oliveira do Ministério do Planejamento para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A principal missão de Oliveira – mestre em economia, servidor federal de carreira, ex-secretário nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento na era petista –será conduzir o processo de devolução de R$ 130 bilhões de empréstimos ao Tesouro e ajudar a suavizar o rombo do orçamento. Esteves Colnago – também mestre em economia, funcionário do Banco Central e ex-secretário executivo do Ministério do Planejamento – assumiu o comando dessa pasta. Depois de enfrentar aversões ao seu nome, o apoio de Romero Jucá (MDB/RR), presidente da legenda e líder do governo no Senado, fechou a questão. Colnago terá que administrar a elaboração e a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 e encontrar uma saída para a questão da “Regra de Ouro” – que proíbe o governo de emitir dívida para pagar despesas correntes, como pessoal e custeio dos órgãos – e que está ameaçada de ser violada já no próximo ano, em razão das dificuldades financeiras do Planalto.

Para o Ministério da Fazenda, foi descolado, da própria secretária executiva do órgão, Eduardo Guardia – doutor em economia, ex-secretário do Tesouro Nacional no governo FHC e ex-secretário de Fazenda de São Paulo. Comandando a Fazenda, Guardia, que enfrentou forte resistência do núcleo político do governo à sua nomeação, isso em razão de sua suposta dificuldade em administrar as demandas dos parlamentares, terá a incumbência de coordenar o intricado processo de privatização da Eletrobrás e as alterações na tributação do PIS/Cofins. O novo mandatário da Fazenda demonstrou força ao trazer para a secretaria-executiva do órgão (o segundo posto na casa) a economista e mestre em Administração Pública Ana Paula Vescovi, que era chefe do Tesouro e tem histórico de ser intransigente defensora da disciplina fiscal. A nomeação de Vescovi foi bem recebida pelo mercado, pois indica obstinação na busca de um equilíbrio fiscal mínimo, isso em ano eleitoral.

Por último, completando as modificações, Mansueto Almeida – funcionário do IPEA e mestre em Economia –, e que estava como secretário de Acompanhamento Fiscal e de Loterias do Ministério da Fazenda, vai dirigir o Tesouro Nacional. Crítico implacável da política de empréstimos subsidiados concedidos pelo BNDES para tentar aquecer a economia no governo Dilma Rousseff, Mansueto terá que conter o ímpeto dos governadores, sedentos por recursos federais às portas das eleições.

Uma das primeiras medidas dos novos chefes da Fazenda e do Planejamento foi anunciar projeções atualizadas para a economia, que constam no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019 (PLDO 2019). Por esse documento, o resultado primário – receitas menos despesas não financeiras, ou seja, não considera o pagamento de juros – do governo federal será deficitário em 2018 (R$ 159 bilhões), 2019 (R$ 139 bilhões), 2020 (R$ 110 bilhões) e 2021 (R$ 70 bilhões). Somente em 2022, o equilíbrio fiscal será retomado. O principal responsável por esses rombos será o déficit previdenciário, que alcançará R$ 208 bilhões em 2019 e irá a R$ 266 bilhões em 2021.

Números que mostram o quanto é premente a Reforma Previdenciária. Dessa forma, a dívida bruta do governo avançará ainda mais sobre a nossa riqueza, atingindo 77% do PIB em 2018, 79% em 2020 e 81% em 2021. Ainda segundo o PLDO 2019, a economia crescerá de forma moderada: 3% neste e no próximo ano, 2,4% em 2020 e 2,3% em 2021. A inflação permanecerá comportada, ficando na casa dos 3,6% este ano, 4,2% em 2019, 4% em 2020 e em 2021.

Uma notícia que pode ser considerada razoável, é que em 2019 o salário mínimo ultrapassará a marca dos R$ 1 mil, indo dos atuais R$ 954 para R$ 1.002. Uma elevação de 5%, bem superior ao aumento de 1,81% concedido este ano. Isso seguindo a regra vigente desde de 2012, que estabelece o reajuste do mínimo pela soma da inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos passados. É esperar que as mexidas na equipe econômica tragam resultados melhores que as projeções feitas para a nossa economia, pois a crise ainda é muito sentida pela população.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

MORROS: Prefeito participa do lançamento do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

O prefeito de Morros, Sidrack Feitosa juntamente com gestores de outros 13 municípios que compõem a Região Metropolitana da Grande São Luís (RMGSL), participou nesta terça-feira (17), do Seminário de Lançamento do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana da Grande São Luís. O evento aconteceu no auditório do Palácio dos Leões, e contou ainda com a presença de secretários de Estado e representantes de entidades de classe e da sociedade civil.

A abertura do Seminário, foi realizada pelo presidente da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), Lívio Jonas Mendonça Corrêa que destacou a importância do Plano para a integração e gestão de resíduos na Região Metropolitana. “O documento será um norteador de ações para os 13 municípios que compõe a Região e por essa razão precisa da participação efetiva de todos”, completou.

Para o prefeito Sidrack que vem participando de todo o processo desde a concepção da Região Metropolitana, até a sua aprovação, os avanços já alcançados significa se aproximar cada vez mais das soluções conjuntas para destinação adequada não apenas do lixo, como também fomentar mecanismos que possibilitem a geração de recursos por meio dele.

“Sabemos que o lixo sempre vai existir e com perspectiva de aumento, porém a formatação do plano prevê exatamente soluções sustentáveis que não apenas dê uma destinação ao volume como também suscite meios de reaproveitamento para geração de renda”, avaliou o prefeito.

Projeto

O Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de São Luís, define as políticas e estabelece as diretrizes para a gestão integrada de resíduos sólidos na RMGSL. O Plano inclui cinco etapas, sendo a primeira delas, o diagnóstico, seguido do prognóstico e estudo de alternativas, em seguida o estudo de viabilidade da implementação da alternativa selecionada e diretrizes para educação ambiental da comunidade, estratégias de implementação, capacitação, difusão e promoção do Plano. E finalmente a quinta e última fase é a conclusão do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos e preparação dos produtos em sua forma definitiva.

O Palácio dos Leilões 2

Não será de causar espanto, ao menos para o Blog do Robert Lobato, se a qualquer momento estourar um escândalo envolvendo o governo e VIP Leilões de proporções iguais ou maior ao que houve no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde

O pátio da Vip: confisco para bancar a fúria arrecadatória do governo comunista.

O governo Flávio Dino (PCdoB) segue com a sua política vergonhosa, autoritária, imoral e ilegal de confiscar motos e automóveis dos proprietários com IPVA atrasado para, em seguida, leiloá-los.

Pelos quatros cantos do estado, da capital ao interior, a ordem é multar, confiscar e mandar os veículos para o pátio da famigerada empresa VIP Leilões, localizada na BR-135, no Distrito Industrial de São Luis.

Essa política nefasta de confisco de bens dos cidadãos maranhenses é para manter outra política, não menos nefasta para os contribuintes, que é fúria arrecadatória do governo comunista por impostos. Ou seja, um governo tão glutão por impostos quanto o governador por comidas e bebidas.

A situação é tão desgraçadamente dramática que há casos onde proprietários, tomados por uma revolta perfeitamente compreensível, preferirem destruir suas motos ou carros a vê-los guinchado pela VIP Leilões – que praticamente se tornou sócia do governo nesse negócio milionário! Aliás, não será de causar espanto, ao menos para o Blog do Robert Lobato, se a qualquer momento estourar um escândalo envolvendo o governo e VIP Leilões de proporções iguais ou maior ao que houve no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde.

Será o momento em que maranhenses descobrirão que, em verdade, o nome da sede do Governo do Maranhão chama-se Palácio dos Leilões.