Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’: “A tecnologia permitirá ‘hackear’ seres humanos”

O historiador israelense de 42 anos, que vendeu cerca de 15 milhões de livros em todo o mundo, tornou-se um dos pensadores do momento. É o autor do fenômeno Sapiens, ensaio provocativo sobre como os humanos conseguiram dominar o planeta. Agora retorna às livrarias com 21 lições para o século 21 e nos recebe em Tel Aviv para conversar sobre os perigos do avanço tecnológico descontrolado, do fascismo e das notícias falsas.

Cristina Galindo, para o EL PAÍS

Há 10 anos, Yuval Noah Harari era um desconhecido professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Nada em sua carreira acadêmica —especializada em história mundial, medieval e militar— fazia pensar que se tornaria um dos pensadores da moda. Já vendeu 15 milhões de exemplares de seus ensaios em todo o mundo, passeia pelos fóruns de debate mais prestigiados, seus livros são recomendados por Bill Gates, Mark Zuckerberg e Barack Obama, e líderes políticos como Angela Merkel e Emmanuel Macron abrem espaço em suas agendas para trocar ideias com ele. A fama chegou de forma inesperada para esse israelense franzino, com um ensaio original e provocador sobre a história da humanidade. Sapiens: Uma breve história da humanidade (L&PM) foi um sucesso primeiro em Israel ao ser publicado em 2011 e depois em todo o mundo, com traduções para 45 idiomas. Em 30 de agosto, o historiador publica seu terceiro livro, 21 lições para o século 21 (Companhia das Letras), um guia para enfrentar as turbulências do presente.

Harari, de 42 anos, é vegano, medita duas horas por dia e não tem smartphone. Mora perto de Jerusalém em um moshav, tipo de comunidade-cooperativa rural formada por pequenas chácaras individuais que foi incentivada durante o século XX para abrigar imigrantes judeus. Como é morar em um lugar assim? Sorri. “Não tem nada de especial, na verdade agora é um bairro residencial tão normal quanto qualquer outro”, esclarece. Mas Harari não abre as portas de sua casa para a entrevista, organizada pela editora espanhola Debate para o lançamento mundial do novo livro. O encontro acontece em uma cobertura bem iluminada no centro de Tel Aviv que ele utiliza como base de operações na cidade. Nos primeiros minutos é acompanhado por seu marido, Itzik Yahav, seu braço direito em assuntos econômicos e de promoção, que sai assim que começam as perguntas. Casaram-se no Canadá, pois Israel só reconhece os casamentos civis, entre pessoas do mesmo sexo ou não, se foram realizados no exterior.

O historiador se criou em Haifa (norte do país) no seio de uma família laica com origens no Leste Europeu. Em 2002 obteve o doutorado na Universidade de Oxford (Reino Unido) e depois começou a dar aulas em Jerusalém. A inspiração para escrever Sapiens surgiu de um curso introdutório sobre história mundial que ofereceu porque seus colegas mais veteranos não aceitaram a incumbência. Nos meses de pesquisa que dedicou para escrevê-lo aprendeu muitas coisas, mas uma das que o marcou foi o uso impiedoso, em sua opinião, que o humano faz dos animais para seu próprio benefício. Desde então baseia sua dieta em alimentos de origem vegetal.

Depois do sucesso de Sapiens, publicou Homo Deus (Companhia das Letras), uma viagem a um futuro dominado pela tecnologia, que também foi muito bem recebido nas livrarias. Resta saber o que acontece com seu novo livro, que como o próprio Harari explicou foi inspirado em artigos dele publicados em vários jornais e debates que surgiram durante as conferências que pronunciou e as entrevistas que concedeu. Nele aparecem temas de seus livros anteriores, mas se o primeiro ensaio se concentrava no passado e o segundo no futuro, o terceiro se ocupa do presente.

Exemplares de seus livros traduzidos para vários idiomas se amontoam na mesinha de centro da sala do escritório de Harari em Tel Aviv. O historiador comenta, em um inglês fluido com sotaque hebraico, que lhe parece especialmente curiosa uma versão ao japonês que ficou tão longa que precisou ser publicada em dois volumes. Seu cachorro, chamado Pengo, grande e peludo, cochila no chão de madeira do apartamento, enquanto Harari, amável a todo momento e muito paciente ao posar para as fotografias, serve água fresca aos convidados para aliviar os efeitos do calor úmido que invade a rua em pleno mês de julho.

Sete anos depois de sua publicação, Sapiens continua aparecendo nas listas dos mais vendidos. Ridley Scott anunciou planos de adaptá-lo ao cinema. Por que o livro conseguiu interessar tanta gente?

Nossas vidas são afetadas por coisas que acontecem do outro lado do mundo, seja a economia chinesa, a política americana ou a mudança climática. Mas a maioria dos sistemas educacionais continuam ensinando história como algo local. As pessoas querem ter uma perspectiva mais ampla da história da humanidade. Além disso, é um livro bem acessível, com um estilo simples, que não foi escrito para leitores especializados. E, claro, é preciso levar em conta o trabalho do meu marido e de todas as pessoas que trabalham conosco, porque uma coisa é saber escrever um livro e outra é promovê-lo.

Que impacto o sucesso teve em sua vida?

A popularidade é muito agradável. Quem não quer ter sucesso, que as pessoas leiam seus livros, ter influência? Mas há um lado negativo. Tenho menos tempo para ler, pesquisar e escrever, porque viajo muito, dou entrevistas e coisas assim…. Também existe o risco de subir à cabeça, de seu ego crescer e você se tornar uma pessoa desagradável. Você começa a se achar muito inteligente, e que todos deveriam saber o que você diz. Quando as pessoas começam a ouvir demais uma pessoa, não é bom para ninguém. Seja em política, na religião ou na ciência. O fenômeno do guru pode ser perigoso. Espero que muita gente leia meus livros, mas não por ser um guru que tem todas as respostas, porque não tenho. Tratam-se das perguntas.

Que perguntas são importantes para você?

O maior problema político, legal e filosófico de nossa época é como regular a propriedade dos dados. No passado, delimitar a propriedade da terra foi fácil: colocava-se uma cerca e escrevia-se no papel o nome do dono. Quando surgiu a indústria moderna, foi preciso regular a propriedade das máquinas. E conseguiu-se. Mas os dados? Estão em toda parte e em nenhuma. Posso ter uma cópia de meu prontuário médico, mas isso não significa que seja o proprietário desses dados, porque pode haver milhões de cópias deles. Precisamos de um sistema diferente. Qual? Não sei. Outra pergunta-chave é como conseguir maior cooperação internacional.

Sem essa maior cooperação global, você argumenta em seu último livro, é complicado enfrentar os desafios do século.

Nossos três principais problemas são globais. Um único país não pode consertá-los. Falo da ameaça de uma guerra nuclear, da mudança climática e da disrupção tecnológica, em especial o desenvolvimento da inteligência artificial e da bioengenharia. Por exemplo, o que o Governo espanhol pode fazer contra a mudança climática? Mesmo que a Espanha se tornasse um país mais sustentável e reduzisse suas emissões a zero, sem a cooperação de China ou Estados Unidos isso não serviria para muita coisa. Em relação à tecnologia, apesar de a União Europeia proibir fazer experiências com os genes de uma pessoa para criar super-humanos, se a Coreia ou a China fizerem isso, o que se faz? É provável que a Europa acabasse criando seres superinteligentes para não ficar para trás. É difícil ir na direção contrária.

Em Sapiens, você argumenta que a cooperação em grande escala é uma das grandes especialidades humanas.

Os chimpanzés, por exemplo, só cooperam com outros de sua espécie que conhecem pessoalmente. Talvez 150, quando muito. Nós, humanos, somos capazes de cooperar com milhões de humanos sem conhecê-los. E é graças a essa capacidade de criar e acreditar em histórias. Histórias econômicas, nacionalistas, políticas, religiosas… O dinheiro, por exemplo. Trabalhamos em troca de euros, confiamos nisso, mas um macaco nunca te dará uma banana em troca de um pequeno pedaço de papel.

Como entender o mundo atual?

Está mudando de uma forma tão rápida que é cada dia mais difícil entender o que está acontecendo. Nunca tínhamos vivido de forma tão acelerada. Ao longo da história nós, humanos, não sabíamos com exatidão o que ia acontecer em 20 ou 30 anos, mas conseguíamos adivinhar o básico. Se você morasse em Castela [na atual Espanha] na Idade Média, em duas décadas aconteciam muitas coisas (talvez a união com Aragão, a invasão árabe…), mas o dia a dia das pessoas continuava sendo mais ou menos o mesmo. Agora não temos nem ideia de como será o mercado de trabalho e as relações familiares em 30 anos, que não é um futuro tão distante. Isso cria uma confusão enorme.

Qual é a reação diante disso?

O futuro é tão incerto que as pessoas buscam certezas, se concentram nas histórias que conhecem e que lhes oferecem a promessa de uma verdade invariável. O cristianismo, o nacionalismo… E não faz sentido. Quantos anos tem o cristianismo? Dois milênios não são nada comparados com a história total da humanidade. Além disso, as religiões tradicionais não têm soluções para os problemas de hoje: a Bíblia não diz nada sobre inteligência artificial, engenharia genética ou mudança climática.

Há uma volta ao nacionalismo. Até que ponto é perigosa?

Em princípio, acredito que não há nada de ruim com o nacionalismo quando é moderado. Permite que milhões de desconhecidos compartilhem um sentimento, possam cooperar, às vezes para a guerra, mas sobretudo para criar uma sociedade. Eu pago impostos e o Estado dedica o dinheiro a proporcionar serviços para todos, apesar de não nos conhecermos. E isso é muito bom. Mas convém saber que o nacionalismo se torna fascismo quando dizem a você que sua nação não só é única como é superior, mais importante do que qualquer outra coisa no mundo. E você não tem obrigações especiais com seu país, apenas com sua nação e com ninguém mais, nem com sua família, nem com a ciência, nem com a arte… nem com o resto da sociedade. Assim, a maneira de julgar um filme bom reside, unicamente, em se serve aos interesses da nação. É a maneira fascista de ver as coisas.

Por que o fascismo continua sendo atraente?

Não sei como se ensina na Espanha, mas em Israel se apresenta o fascismo como um monstro terrível. Creio que é um erro, porque como todo mal tem uma cara amável e sedutora. A arte tradicional cristã já representava Satanás como um homem atraente. Por isso é tão difícil resistir às tentações do mal e, sem dúvida, do fascismo. Como é possível que milhões de alemães tenham apoiado Hitler? Deixaram-se levar porque os fazia se sentir especiais, importantes, belos. Por isso é tão atraente. O que acontece quando as pessoas começam a adotar pontos de vista fascistas? Que como lhes disseram que o fascismo é um monstro, custa a eles reconhecer nos demais e neles mesmos. Quando se olham no espelho, não veem esse monstro terrível, mas algo bonito. Não sou um fascista, dizem a si mesmos.

O Parlamento israelense aprovou uma lei que fala da “nação judaica” que foi muito criticada sobretudo pelos cidadãos árabes que vivem ali. No livro, o sr. afirma que seu país exagerou a influência real do judaísmo na história.

Muita gente tem uma imagem exagerada de si mesma como indivíduos e como coletivo. Coloco o exemplo de Israel porque é um país que conheço. Muitos israelenses acreditam que o judaísmo é a coisa mais importante que aconteceu na história. Ficam muito incomodados com as críticas sobre o que Israel está fazendo nos territórios ocupados. Têm uma imagem distorcida do lugar que ocupam no mundo e do que os israelenses estão fazendo agora em um contexto global. Aqui é muito difícil falar disso sem que taxem você de traidor. Sobre a lei da “nação judaica”, tenho orgulho de ser israelense, mas em meu país alguns direitos estão sendo restringidos.

O que mais o preocupa na tecnologia?

Os partidos fascistas nos anos trinta e a KGB soviética controlavam as pessoas. Mas não conseguiam seguir todos os indivíduos pessoalmente nem manipulá-los individualmente porque não tinham a tecnologia. Nós começamos a tê-la. Graças ao big data, à inteligência artificial e ao aprendizado por máquinas, pela primeira vez na história começa a ser possível conhecer uma pessoa melhor do que ela mesma, hackear seres humanos, decidir por eles. Além disso, começamos a ter o conhecimento biológico necessário para entender o que está acontecendo em seu interior, em seu cérebro. Temos uma compreensão cada vez maior da biologia. O grande assunto são os dados biométricos. Não se trata apenas dos dados que você deixa quando clica na web, que dizem aonde você vai, mas dos dados que dizem o que acontece no interior de seu corpo. Como as pessoas que usam aplicativos que reúnem informações constantes sobre a pressão arterial e as pulsações. Agora um governo pode acompanhar esses dados e, com capacidade de processamento suficiente, é possível chegar ao ponto de me entender melhor do que eu mesmo. Com essa informação, pode facilmente começar a me manipular e controlar da forma mais efetiva que jamais vi.

Isso soa um pouco como ficção científica, não?

Já estamos vendo como a propaganda é desenhada de forma individual, porque há informação suficiente sobre cada um de nós. Se você quer criar muita tensão dentro de um país em relação à imigração, coloque uns tantos hackers e trolls para difundir notícias falsas personalizadas. Para a pessoa partidária de endurecer as políticas de imigração você manda uma notícia sobre refugiados que estupram mulheres. E ela aceita porque tem tendência a acreditar nessas coisas. Para a vizinha dela, que acha que os grupos anti-imigrantes são fascistas, envia-se uma história sobre brancos espancando refugiados, e ela se inclinará a acreditar. Assim, quando se encontrarem na porta de casa, estarão tão irritados que não vão conseguir estabelecer uma conversa tranquila. Isso aconteceu nas eleições dos Estados Unidos de 2016 e na campanha do Brexit.

Dá vontade de ir morar em Marte…, de isolar-se. Como se concentrar no que é importante?

A atenção é um recurso muito disputado e está associado aos dados. Todo mundo quer atrair sua atenção. O modelo da indústria da informação foi completamente distorcido. Agora o padrão básico é que você recebe a maioria das notícias supostamente grátis (sejam reais ou falsas), mas na verdade faz isso em troca de sua atenção, que é vendida a outros. O novo símbolo de status é a proteção contra ladrões que querem captar e reter nossa atenção. Não ter um smartphone é um símbolo de status. Muitos poderosos não têm.

Mas parece que Donald Trump tem um smartphone, pelo menos passa o dia tuitando. O sr. também tem conta no Twitter desde janeiro de 2017.

Há pessoas administrando minha conta. Me parece que as redes sociais escravizam muito. Se quiser estar de verdade nelas, não se pode tuitar alguma coisa uma vez por mês. Precisa fazer o tempo todo. Eu não tenho tanto a dizer no Twitter!

Como você se organiza para manter sua atenção a salvo de sequestradores?

Tento limitar os tempos. Começo o dia com uma hora de meditação. Depois de tomar café olho os e-mails e tento responder todos. Tento zerar a caixa de entrada, porque, se deixo para depois, fica lotada. Então tento não olhar os e-mails o tempo todo. Como não tenho smartphone, não recebo notificações, nem tenho a tentação de entrar na Internet para ler alguma coisa. Simplesmente, pego um livro e leio. Uma ou duas horas. Só faço isso. Se tenho de escrever, escrevo. A prática de meditação me ajuda a manter a concentração.

Dizem que o sr. soube da vitória de Donald Trump várias semanas depois porque estava em um retiro meditando. Realmente. Soube algumas semanas depois.

Você acredita que a promoção do novo livro lhe deixará tempo para ir a um retiro este ano? Sem dúvida! Nunca falto. Vou para a Índia por 60 dias em dezembro.

 

BENEFÍCIOS FISCAIS: Quem pariu Mateus que o embale 8

Com o advento da “Lei Mateus”, a relação do Palácio dos Leões com o Grupo Mateus virou quase uma relação de compadrio entre o empresário Ilson Mateus e o governador Flávio Dino

No curso da polêmica envolvendo a crise que abate a rede de supermercados Maciel, entre outros, supostamente causada pela politica de incentivos fiscais do Governo do Maranhão a grandes atacadistas, o empresário Ilson Mateus, líder do Grupo Mateus, decidiu convidar a imprensa para falar sobre o assunto.

O empresário marcou para amanhã, quinta-feira, 17, às 15h, uma entrevista coletiva.

Segundo a assessoria do grupo, Mateus tratará sobre o credenciamento tributário, balanço de investimentos de 2018, projeto de expansão e, logicamente, falará ou será obrigado a falar da Lei de Incentivos que teria beneficiado o seu grupo, também chamada de “Lei Mateus”

Incentivo – A lei em questão atende atacadistas com capital social de no mínimo R$ 100 milhões e que gerem 500 ou mais empregos diretos. Essas empresas pagavam em média 18% de ICMS, mas passam a pagar 2%.

O problema é que, além de beneficiar diretamente os grades atacadistas, particularmente o Grupo Mateus que hoje é quase um monopólio, na prática quebra os pequenos e médios empreendimentos do setor, e é exatamente o que está ocorrendo no Maranhão onde os empresários mais fracos estariam sendo tragados pela volúpia fiscal concedida sob medida para o Grupo Mateus, que, aliás, enfrenta várias denúncias de sonegação fiscal.

De “mafioso” a patrocinador de eventos governamentais

Chama atenção ainda o fato de que até antes da “Lei Mateus”, a mídia provida pelo Palácio dos Leões tratava o empresário Ilson Mateus como “mafioso” numa alusão ao caso que ficou conhecido como “Máfia da Sefaz”, que gerou um rombo de mais de 150 milhões ao erário estadual.

Entretanto, porém, contudo, com o advento da “Lei Mateus” a relação do Palácio dos Leões com o Grupo Mateus virou quase uma relação de compadrio entre o empresário Ilson Mateus e o governador Flávio Dino, a ponto de não apenas o comunistas fazer-se presente em todas as inaugurações de novas lojas do grupo, como o grupo virar o grande se não o maior patrocinador de eventos governamentais tipo réveillon, São João etc.

Agora é aguardar e conferir o que o empresário Ilson Mateus tem a dizer e explicar sobre todo esse imbróglio na tal coletiva de amanhã.

Em relação ao governo Flávio Dino, cabe o dito popular: “Quem pariu Mateus que o embale”.

PSL e PCdoB unidos em torno de Rodrigo Maia

O alinhamento do PCdoB à candidatura de Maia, segundo o deputado paulista Orlando Silva, seria para evitar um “isolando fatal”, argumento que não convence muita gente das esquerdas, principalmente do PSOL e do PT.

Não obstantes os discursos radicalizados entre os dois partidos, um contra o outro, o PCdoB e o PSL do presidente Jair Bolsonaro estarão juntos e misturados na eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

Os comunistas do PCdoB resolveram somar fileiras em apoio a Rodrigo Maia (DEM) para presidente da Câmara (o PDT de Ciro Gomes já havia aderido ao candidato do Palácio do Planalto).

O alinhamento do PCdoB à candidatura de Maia, segundo o deputado paulista Orlando Silva, seria para evitar um “isolando fatal”, argumento que não convence muita gente das esquerdas, principalmente do PSOL e do PT.

O fato é que setores importantes da esquerda brasileira, seja por tática, oportunismo ou “boquinhas” diversas, resolveram apoiar a candidatura de Rodrigo Maia, que será o grande fiador das reformas do governo Bolsonaro.

Reformas essas consideradas pelo PCdoB como reacionárias, antipopular, antissocial, anticlasse trabalhadora e todos mais.

“É o jeito ‘PseudoB’ de ser”, como diria o ex-deputado e jornalista Milton Temer.

Vida e luta que seguem.

Liderança e cultura organizacional

Os líderes do século 21 precisam entender o impacto de suas atitudes na construção de uma cultura conectada ao espírito do nosso tempo.

por Kaio Serrate, via administradores.com.br

A liderança no século 21 está cada vez menos fundamentada em poderes formais derivados da posição que o líder ocupa na cadeia de comando e controle.

A liderança exercida a partir da capacidade de articular uma visão de futuro por meio de relacionamentos significativos tende a ser cada vez mais valiosa. Em um contexto como esse, a execução está acima dos cargos; ser reconhecido como referência pelo time vale mais que autoridade; e, liderança circunstancial se sobrepõe à hierarquia.

A cultura organizacional, entendida como a ordem social invisível que molda comportamentos e atitudes de um grupo, é uma variável de importância crescente para as organizações que operam em uma lógica pós-digital.

Os líderes, mais do que nunca, precisam construir culturas que façam sentido no mundo de hoje, além de atuar como embaixadores dessas culturas em múltiplos níveis.

De acordo com um artigo publicado no início de 2018 pela Harvard Business Review, líderes que entendem profundamente os padrões complexos de comportamento em uma organização têm mais possibilidade de:

Avaliar a cultura da organização e seus efeitos intencionais e não intencionais.

Avaliar a consistência da visão dos funcionários sobre a cultura.

Identificar subculturas que expliquem desempenhos melhores e piores entre diferentes equipes.

Localizar diferenças culturais herdadas de fusões e aquisições.

Orientar os novos executivos sobre a cultura em que eles estão ingressando e ajudá-los a encontrar a melhor forma de liderar.

Perceber o grau de alinhamento entre estilos pessoais de liderança e a cultura organizacional para entender o impacto que cada líder pode ter.

Criar uma cultura aspiracional, traduzir e comunicar as mudanças necessárias para chegar lá.

Obviamente estas não são as únicas vantagens de um líder que chama para si o papel de articulador da cultura organizacional. O melhor é sempre considerar peculiaridades de cada organização e estar aberto às constantes transformações. Contudo, entender que a cultura é uma alavanca para os objetivos estratégicos ajuda a explicar o desempenho das empresas normalmente citadas como referências em inovação.

Dentre outros motivos, uma cultura alinhada ao espírito do nosso tempo libera energia criativa (que seria gasta com processos gerenciais inúteis e controles excessivos) para a construção da visão de futuro compartilhada.

Se você é ou deseja ser líder deveria entender que a cultura é o código-fonte das estratégias empresariais.

Ou, como disse Peter Drucker:

Cultura come estratégia no café da manhã.

Horóscopo 2019: as previsões para a carreira de cada signo 3

É preciso trabalhar com compaixão e respeito, pois diferenças constantes no dia a dia serão encontradas.

Júpiter em Sagitário quer que você vá além dos seus horizontes, e Saturno e Plutão em Capricórnio lembram que, para tanto, é preciso ser responsável e ter um objetivo bem claro a perseguir. Parece bastante coisa para apenas 12 meses, não é?

Confira o que os astros reservam para a sua carreira:

Áries
21/3 a 20/4
Trabalho será tema central neste ano, e você poderá viver situações decisivas. Construir seu futuro tijolinho por tijolinho fará toda a diferença. Tente deixar a rotina mais organizada para ter tempo de exercer suas várias funções e cuidar de seus interesses. Lembre-se de que qualidade é mais importante do que quantidade e que bons resultados geram frutos e recompensas. Sua criatividade ficará mais evidente. Alguma quantia de dinheiro deve entrar no começo do ano. Mas não saia gastando tudo de uma vez. Procure economizar e administrar os seus bens. Essa é uma lição que vai além. Saber poupar é garantia de renda para investir em sonhos maiores e ter um futuro mais tranquilo.

Touro
21/4 a 20/5
Para conquistar o sucesso merecido, você precisa saber o que quer. Estudar, além de enriquecer o currículo, pode lhe dar uma luz. Seja mais ousada e divulgue seu trabalho. Mostre aos outros como você pode ser criativa. Dedique-se a trabalhar em equipe, aproveitando o melhor de cada pessoa e absorvendo as lições que vão deixá-la mais sábia na área. O crescimento bem fundamentado e estável é sempre a melhor alternativa.

Gêmeos
21/5 a 20/6
Os astros prometem sucesso. As pessoas estão acompanhando o seu trabalho e esforço e valorizando cada vez mais os resultados. A criatividade ajudará nesse sentido, abrindo oportunidades em lugares que ninguém enxerga mais nada. Esse reconhecimento será merecido. Aproveite para fazer cursos e viagens, que são estimulantes naturais, e absorva os aprendizados onde menos espera. Uma dica importante: faça um planejamento a longo prazo e organize suas finanças, pois este é o ano ideal para plantar as sementes dos seus sonhos e, em breve, colher deliciosos frutos.

Cancer
21/6 a 21/7
O crescimento no trabalho é certo. Então, concentre-se no seu objetivo e coloque energia naquilo que quer ver prosperar. Quando você se dedica dessa maneira, as portas se abrem sem esforço e a rotina flui. De repente, você nota quão eficiente tem sido e aceita as recompensas sabendo que é merecedora. Ao aprender a confiar em si mesma, mostra-se disponível e apta a chefiar uma equipe ou assumir um cargo de mais responsabilidade. Em algum momento, a família pode reclamar de receber pouca atenção. Explique com calma quais são seus limites e objetivos.

Leão
22/7 a 22/8
Não se engane. A rotina de trabalho tende a ficar mais difícil, pois você vem acumulando responsabilidades. Com tanta coisa para fazer, aprenda a pedir ajuda e a dividir tarefas. É um momento especial para trabalhar em equipe, compartilhar conhecimento e ouvir outras opiniões. Se deseja empreender, observe o mercado e dê os primeiros passos em direção ao que almeja. O importante é construir tudo com segurança, com fundações firmes. Saiba conciliar a estabilidade com o lado sonhador.

Virgem
23/8 a 22/9
Você precisa superar a timidez e expor mais as ideias criativas que tem. Ao falar o que pensa, você fortalece vínculos e ganha aliados. Também mostra às pessoas que sabe bem o que está fazendo, que tem domínio sobre sua área. Invista em bons contatos e abra-se a parcerias. Uma sociedade talvez a faça crescer bem mais do que uma empreitada solo. Há, em você, uma veia empreendedora. Ative-a e veja no que isso vai dar. No entanto, estabeleça limites e não se deixe levar pelas sucessivas realizações. Esse resultado só se mantém a longo prazo se você souber equilibrar com a vida pessoal e manter a cabeça funcionando.

Libra
23/9 a 22/10
Sua criatividade lhe garantirá mais espaço no escritório ou, então, abrirá portas para você empreender em uma área nova. De todo modo, o lado profissional tem muito a ganhar neste ano. Evite cair na tentação das distrações, pois elas interromperão ritmos fluidos de pensamento. Mantenha a agenda organizada e anote compromissos e tarefas. Aprenda a identificar em quem você pode confiar. A dica é escutar sua intuição sempre e não expor sua vida pessoal sem necessidade. Outro setor que deve receber atenção são as finanças. A ansiedade com o trabalho não é motivo para sair por aí gastando tudo o que ganha em vez de focar em um futuro mais satisfatório.

Escorpião
23/10 a 21/11
A promessa é de estabilidade na vida profissional. As coisas tendem a continuar mais ou menos como estão, mas, claro, se você colocar energia no que quer, melhor ainda. Vale a pena ir tocando o que já está dando certo e, se você quiser mesmo mudar, vá construindo o novo cenário aos poucos, com segurança. As parcerias serão garantia de bons resultados este ano. Esteja aberta a ouvir as pessoas e adote essa postura também no trabalho. Negocie a possibilidade de trabalhar em casa alguns dias, pois, no seu refúgio, o rendimento deverá ser maior. É uma maneira de se preservar das relações tóxicas que acabam ocorrendo no escritório.

Sagitário

22/11 a 21/12
Você tem tudo para crescer e se desenvolver, alcançando sucesso e concretizando projetos nos quais vem trabalhando há tempos. O astral também é positivo para quem quer começar algo. Pode ser uma mudança de emprego ou um novo negócio. Aliás, se quer ser dona da própria empresa, a hora não poderia ser mais perfeita. Só preste atenção nas finanças, pois não é indicado arriscar tudo que você vem guardando. Separe uma parte para o futuro – parece distante, mas chegará o momento em que vai querer uma vida mais tranquila. Rever seus valores será fundamental para ter clareza sobre suas prioridades e poder investir tempo e energia nas coisas certas. Até porque o Universo promete bons resultados, mas vai exigir que você faça sua parte. Mãos à obra!

Capricórnio
22/12 a 20/1
Você estará mais criativa e inspirada. Entretanto, isso não quer dizer que deixará as responsabilidades e datas de entrega de lado. Você deverá unir o melhor de cada uma dessas características. Tente juntar forças e prefira trabalhar em equipe. Converse com seus colegas ou amigos, pois daí virão as ideias que irão ajudá-la. É provável que você seja reconhecida pelo seu trabalho e receba uma promoção ou bonificação financeira. Isso será o suficiente para estimulá-la e enchê-la de energia. As pessoas também devem elogiá-la, e os chefes deixarão claro que estão satisfeitos com o que você vem fazendo.

Aquário
21/1 a 19/2
Esqueça essa pressa de alcançar resultados, pois o que importa é estar na direção certa. Entenda que, se você planejar direitinho e se dedicar, o crescimento virá. A carreira deve trazer satisfação e alegria. Caso ande mais chateada do que feliz ultimamente, talvez seja a hora de pensar em algo diferente, em fazer uma transição. Organize seu tempo de maneira que possa refletir e avaliar tudo isso. Não tome nenhuma atitude por impulso e aproveite com moderação o dinheiro que ganhar. Muitas vezes, sem perceber, nos perdemos com os pequenos gastos, que, ao final, levam ao prejuízo. Invista somente no que for um plano próspero e guarde o restante.

Peixes
20/2 a 20/3
Este será o ano da virada. Se não está satisfeita com o trabalho atual e quiser experimentar algo novo, chegou a hora de fazer essa movimentação. Vale correr atrás da posição dos sonhos, se candidatar para uma empresa com benefícios melhores ou até abrir o próprio negócio. É possível que você precise manter atividades em paralelo até que a nova função seja definitiva. Aguente firme essa situação, pois ela é temporária e valerá a pena posteriormente. Resgate sua inspiração e criatividade e aprimore a comunicação para expor melhor as ideias e fazer contatos. Para o seu sucesso profissional, também são importantes a organização e a escolha das parcerias. Ter ao seu lado as pessoas certas é o jeito de garantir o melhor resultado.

(Fonte: Revista Claudia)

Hilton Gonçalo participa da cerimônia de entrega da revitalização do Cais da Praia Grande 2

O prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, participou na sexta-feira (4), da entrega da obra de revitalização do Cais da Praia Grande em São Luís. As obras vão permitir mais conforto, acessibilidade e segurança para os frequentadores da popularmente conhecida Rampa Campos Melo.

Hilton Gonçalo foi o único prefeito da região metropolitana de São Luís que compreende 13 municípios a se fazer presente.

De acordo com o prefeito, ele sempre está atento às obras de serviços públicos que envolve transporte e o aquaviário ainda é muito explorado, ainda mais por aqueles de moradores de municípios que são cortados por importantes rios, como é o caso de Santa Rita, que possui em suas terras parte do leito do Itapecuru.

Durante a inauguração o governador em exercício Carlos Brandão anunciou que foi feito um investimento de R$ 160 mil, o Cais recebeu serviços de melhoria dos sistemas elétrico e hidráulico, recuperação dos boxes, área de vivência, lanchonetes, banheiros, teto e piso, além da instalação de uma cerca de delimitação do perímetro, para garantir a segurança de usuários e preservação do patrimônio público.

Ao fim da cerimônia, Hilton Gonçalo parabenizou o Governo do Maranhão e Carlos Brandão que está no exercício da função de governador até o dia 10 de janeiro.

Banco do Nordeste fecha 2018 com R$ 43,3 bilhões aplicados em toda a área de atuação

Fortaleza, 2 de janeiro de 2019 – O Banco do Nordeste fechou 2018 com R$ 43,3 bilhões aplicados em sua área de atuação (regiões Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo). Em todo o ano, foram investidos R$ 32,6 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos da instituição. Também foram contratados R$ 10,7 bilhões com crédito de curto prazo, das quais R$ 8,9 bilhões por meio do programa de microcrédito urbano orientado do BNB, o Crediamigo.

Em comparação com 2017, o Banco do Nordeste aplicou mais que o dobro com recursos do FNE, ou seja, um crescimento de 104%. Do total, R$ 16,4 bilhões foram destinados a projetos do setor de infraestrutura, com foco em iniciativas em áreas estruturantes para o desenvolvimento regional, a exemplo de geração de energia, principalmente eólica e fotovoltaica, distribuição e transmissão de energia, saneamento básico e infraestrutura aeroportuária.

Ao todo, foram 4,9 milhões de operações de crédito realizadas no período, grande parte com o segmento de microcrédito urbano –  4,2 milhões de contratações pelo Crediamigo -, o que beneficiou mais de 2,1 milhões de microempreendedores em toda a área de atuação do Banco. Por sua vez, o programa de microcrédito rural orientado, o Agroamigo, que utiliza recursos do FNE, investiu R$ 2,5 bilhões, perfazendo 506,7 mil contratações.

“Superamos todas as metas de contratações de operações de crédito estabelecidas no início do ano, com distribuição proporcional de recursos por estado de atuação, o que confere ainda mais importância para a ação de estímulo ao desenvolvimento empreendida pelo Banco do Nordeste ao longo de todo o ano de 2018”, ressaltou o presidente do BNB, Romildo Rolim. Ele enfatizou ainda o elevado nível de conformidade das contratações, índice que avalia a qualidade técnica das operações de crédito realizadas pela instituição.

Ceará

No Ceará, o Banco do Nordeste fechou 2018 com a contratação de 74,6 mil operações de crédito com recursos do FNE, o que totaliza o montante de R$ 3,9 bilhões aplicados no Estado. Desses, R$ 1,7 bilhão foi direcionado para projetos de infraestrutura. Já as empresas de grande porte fizeram jus a R$ 713 milhões do total aplicado com o funding. A segunda maior parcela foi concedida às micro e pequenas empresas, que contrataram o equivalente a R$ 486,1 milhões. Já com os agricultores familiares atendidos pelo Agroamigo foram contratados R$ 309,9 milhões em crédito. Afora os recursos do FNE, também foram aplicados no Estado R$ 2,8 bilhões pelo Crediamigo.

Perspectivas para 2019

O Banco do Nordeste já conta com aproximadamente R$ 8 bilhões em tramitação com recursos do FNE, dos quais R$ 1,4 bilhão deferido para contratação. Afora isso, propostas no valor de R$ 4,8 bilhões estão dentro do Banco como cartas consultas acolhidas, ou seja, com perspectiva de contratação já para o início deste ano.

Uma herança maldita da ditadura militar que precisa ser superada

Entre muitas heranças malditas deixadas pela ditadura militar, penso que esse preconceito contra os militares, a desconfiança com as nossas forças armadas e o menosprezo pelos nosso símbolos nacionais são as mais marcantes.

Há um artigo, na verdade uma trilogia, de autoria do saudoso cientista e professor da UnB, Bautista Vidal, intitulado “Os paradoxo do regime militar”.

Li as três partes do artigo na revista Princípios, uma publicação ligada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), no início da década de 90.

Na trilogia, Bautista Vidal explora de forma brilhante as contradições do regime comandado pelos militares a partir de golpe de 1964 em que “apesar do entreguismo daqueles governos, o nacionalismo de alguns setores militares conseguiu se manter (…) O regime militar não se constituía num sistema monolítico, sua ação dependia dos atores envolvidos”.

Trago este assunto à tona por conta da formação do governo Jair Bolsonaro possuir vários militares no primeiro escalão na condição de ministros, o que tem sido motivo de críticas de setores da sociedade incluindo parte da imprensa.

Ora, o próprio presidente é militar e lógico que era de se esperar que as forças armadas fossem prestigiadas no seu governo.

Ocorre que o regime militar produziu uma herança maldita na sociedade como se num fenômeno que pode ser explicado na teoria junguiana do inconsciente coletivo.

Essa herança seria um preconceito contra os militares e a todo que a eles se refere. Até mesmo os símbolos nacionais, como nossa bandeira e próprio hino nacional, antes orgulhos da nação, passaram a ser, quando não ignorados, minimizados pois remetem aos tempos da ditadura.

Superando preconceitos

Com o advento do governo Bolsonaro, os símbolos nacionais deverão ser resgatados naquilo que representam enquanto orgulho da nação e do povo brasileiro, e isso não é nada de ruim, pelo contrário.

Um país que não respeita ou se envergonha dos seus símbolos nunca será uma nação de verdade, forte e soberana. Basta ver que países como Estados Unidos, Inglaterra, China, Cuba, Japão etc, têm orgulho dos seus símbolos nacionais no que estão corretíssimos!

Enquanto isso no Brasil há uma espécie de paranoia, um medo sem sentido porque há militares na cúpula do Governo Federal. Já li até que há no Brasil, sob Bolsonaro, uma “ditadura civil-militar”. Quanta loucura!

Enfim, entre muitas heranças malditas deixadas pela ditadura militar, penso que esse preconceito contra os militares, a desconfiança com as nossas forças armadas e o menosprezo pelos nosso símbolos nacionais são as mais marcantes.

Caso o novo governo consiga fazer com que a sociedade supere essa herança maldita e desperte entre nós o orgulho de sermos brasileiros já prestou um bom serviço para a nação.

É isso!

As três questões mais importantes da vida

Se você tem a resposta para as três questões mais importantes da sua vida, é meio caminho andado, caso contrário, procure descobrir o quanto antes e abrevie o caminho para uma vida mais rica, mais digna e mais produtiva.

Jerônimo Mendes, administradores.com.br

Quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Será mesmo?

O provérbio é antigo, porém atual. Entra ano e sai ano, vale para todas as cores, classes, credos e culturas. Alguns estão mais avançados na resposta, mas a maioria não; é uma questão de empenho, propósito, determinação, otimismo e muita persistência, ou seja, uma conjunto de forças que devem ser trabalhadas constantemente.

Mais da metade das pessoas que conheço ainda não se encontrou na vida. Algumas nunca conseguirão se encontrar proque estão presas ao refrão imortalizado por Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar“.

A realidade é que se isso for levado ao pé-da-letra, a vida vai acabar te levando para um lugar que você não quer ir e, acredite, será difícil voltar. É quase impossível mudar alguém depois de certa idade, pois, como diz um velho provérbio japonês, é difícil desentortar um bonsai.

Para alguns, isso não é bom nem ruim, pois depende do que se quer da vida, do seu grau de ambição, dos seus objetivos e metas, se é que existem. Há quem queira viver um dia de cada vez, sem qualquer pretensão em relação ao futuro. Cada um sabe de si.

Potanto, enquanto o ano está apenas começando, dá tempo de fazer uma breve reflexão e exercitar a resposta para três questões importantes que vão fazer uma diferença enorme na sua vida em menos tempo do que se espera.

A primeira questão é a mais difícil, afinal, como foi dito antes, são poucas as pessoas que conseguem encontrar a resposta para um dos principais dilemas da vida profissional. Abraham Maslow dizia que “não é normal saber o que queremos; é uma realização psicológica rara e difícil”, portanto, é para poucos.

Então, vamos para as questões mais importantes da sua vida pessoal e profissional:

1) Quem você é? Diz respeito aos seus valores, às suas crenças (em que você acredita, o que você defende), aos seus pontos fortrs e aos seus pontos fracos. Diz respeito à pessoa em que você se transformou até agora.

2) O que você quer? Diz respeito à clareza quanto aos seus objetivos e metas, sua causa, suas paixões, aquilo que lhe dá sentido de contribuição e de realização ou a palavra do momento: o seu mindset. Quando você possui um mindset forte, claro e poderoso, as chances de sucesso são maiores. Diz respeito à pessoa em que você quer ser transformar a partir de agora.

3) Como você vai conseguir? Diz respeito ao plano, ao caminho a ser seguido, ao mapa que o levará a encurtar o caminho para uma jornada menos dolorosa. Na prática, você tem um mapa, um coach, um mentor, um método que o ajude a colocar em prática o que você tem em mente? Suas ideias estão minimamente estruturadas no papel?

De maneira simples e direta, quanto mais cedo você obtiver as respostas para essas questões intrigantes, maior a chance de você se dar bem na vida. E não estou falando do ponto de vista financeiro somente, mas do ponto de vista econômico, social e esperitual, o último estágio da Pirâmide de Maslow: autorrealização.

Portanto, dá tempo ainda de fazer uma boa reflexão a respeito. Estude com mais carinho do que faria para seu empregador, pense um pouco mais em você, busque no fundo da sua alma as respostas que poderão definir o caminho para uma vida inteira.

Depois dos setenta ou oitenta anos, somente duas questões vão martelar a sua cabeça sem dó nem piedade: por que eu não fiz isso antes? Costumo dizer que a resposta é mais cruel: eu poderia ter feito isso.

Desejo-lhe toda sorte do mundo ao longo da vida, mas não se esqueça de que a sorte é uma mera convergência entre preparação e oportunidade.

Sucesso, sempre!