A fofoca e o triplo filtro de Sócrates 2

Soraya Rodrigues de Aragão, via Vya Estelar

A famigerada maledicência, também conhecida popularmente como fofoca, é um dos problemas interpessoais e relacionais mais antigos que se tem conhecimento, sendo uma postura antiética e irresponsável. Por esse motivo, é uma atitude que pode promover consequências funestas ou mesmo desagradáveis. A fofoca pode estar relacionada com a falsidade e a inveja e desse modo ser geradora de intrigas, conflitos e discórdia.

A fofoca existe desde tempos imemoráveis, quando o homem desenvolveu a linguagem, provavelmente no paleolítico. Sendo assim, o processo de comunicação não é só uma inclinação natural do ser humano, mas faz parte da sua natureza intrinseca. Somos dotados de linguagem e esta obviamente nos permite estar sempre em comunicação, em interação, em socialização, em troca de informações, tendo como objetivo facilitar a nossa vida. Mas, até que ponto essa comunicação ultrapassa os limites da ética e do relacionamento saudável com os demais, chegando mesmo a desrespeitar os limites da integridade e da moralidade nos nossos relacionamentos?

Sócrates, um filósofo grego, explicitou em um diálogo, com um amigo, como podemos lidar de maneira inteligente com a maledicência. Nesse discurso, ele explica que toda e qualquer informação que nos chega deve passar criteriosamente pelos filtros da verdade, bondade e utilidade para que dessa forma possa ser propagada.

Em outras palavras, a informação a ser passada adiante para outras pessoas deve:

• 1 – Ser absolutamente um fato verídico, sem alterações ou deturpações ou interpretações subjetivas da realidade;

• 2 – Deve ter como objetivo precípuo um ato de bondade, com o propósito de ajudar e servir o próximo, ou seja, que não almeje prejudicar ou manchar a imagem de pessoas, grupos, sociedades ou organizações;

• 3 – E por último, que seja sempre uma informação obrigatoriamente útil para favorecer as pessoas e a comunidade.

A fofoca surge por motivos diversos: porque queremos ser aceitos em um grupo, porque queremos chamar atenção dos outros, por vingança, ciúme, ou simplesmente porque queremos “passar o tempo”. No entanto, o motivo principal é o de não termos objetivos definidos, ou seja, além de estarmos nos espelhando nos outros, estamos desocupados.

Então, quando estamos desocupados e insatisfeitos, sem objetivos e propósitos de vida, nossa autoestima baixa e percebemos a vida do outro como mais interessante, dando espaço a sentimentos como a inveja e o ressentimento.

Todos nós somos únicos e especiais. Ao observar a vida do outro, nossa vida fica esquecida, trava, não se desenvolve e nem prospera, já que não estamos focando nos nossos propósitos. Faça sua vida mais interessante, mais fascinante, pois você também possui muitas qualidades e recursos. Desenvolva-os.

A fofoca também tem outro ponto negativo: torna qualquer ambiente hostil, seja na vida pessoal ou social, pois ela fere o direito das pessoas, trazendo consequências negativas, algumas vezes irreparáveis. Todo mundo sabe como uma fofoca começa, daí ela vai se distorcendo, tal qual na brincadeira do telefone sem fio; com sedimentações de informações adicionais e distorções. No final de tudo, ninguém sabe como se chegou a uma história totalmente diferente e cheia de criatividade. Muito menos se sabe quem disse, quem inventou e propagou.

A fofoca não tem identidade. Porém, certamente existem pessoas prejudicadas e com imagens manchadas, sendo difícil contornar a situação ou até mesmo revertê-la. Então, para que se envolver em situações infrutíferas ou danosas? Que tal ocuparmos o nosso tempo com algo que nos beneficie?

Devemos rever nossas posturas e valores, nos posicionarmos como pessoas de bem e para o bem, semeando sempre a concórdia e a paz, sendo instrumento de crescimento e bem-estar comum. Para este fim, precisamos filtrar os boatos, as informações que nos chegam, não interagindo com as fofocas e nem fazendo julgamentos precipitados.

Utilizar sempre o filtro da verdade, bondade e utilidade. Se assim o fizermos, nos absteremos dos julgamentos precipitados, das antipatias infundadas e das aversões interpessoais sem critérios. (…) porque os outros disseram…(…) porque o outro fez isso ou aquilo, nesse “disse-me-disse” que não leva a nada de bom.

Acredito que devemos discutir ideias, propósitos, situações. Discutir sobre questões politicas e sociais, e não discutir sobre o comportamento direto das pessoas; pior, opinar sobre a vida delas sem ter consentimento das mesmas e sem acrescentar nada que as beneficiem.

O mundo necessita de pensadores, de questionadores, de avaliadores, de pessoas que façam a diferença, que se preocupem com coisas essenciais, que promovam mudanças e que se preocupem com os outros de forma positiva e responsável.

Para refletir:

Como disse Freud: “Quando eu falo do outro, na realidade eu estou falando mais de mim que do outro.” Não esqueça: é de uma pequena fagulha que se provoca um incêndio. Portanto, quando for emitir ou receber alguma informação não esqueça se você está utilizando os três filtros: verdade, bondade e utilidade.

BACABEIRA: Hilton Gonçalo participa de inaugurações e comemoração dos 24 anos da cidade

O prefeito Hilton Gonçalo marcou presença na série de atividades desenvolvidas na cidade de Bacabeira entre os dias 9 e 10 de novembro. Inaugurações da Secretaria de Cultura, escola, posto de saúde, praças, calçamento de ruas, fábrica de bloquetes, casas de alvenaria, rede de energia elétrica e a revitalização da Fonte do Bombaim foram algumas das obras inauguradas pela prefeita de Bacabeira, Fernanda Gonçalo, esposa do prefeito de Santa Rita.
“Entendemos que a nossa gestão deverá ser marcada com obras que venham beneficiar a população, trazendo melhoria da qualidade de vida e geração de emprego e renda”, justificou Fernanda Gonçalo.

Acompanhando sua esposa Fernanda Gonçalo, Hilton Gonçalo participou da entrega calçamento de ruas, casas, fábrica de bloquetes e a Secretaria de Cultura e Esporte.

Ainda na sede, a prefeita fez o lançamento da pedra fundamental para construção de uma praça – solicitação do vereador Jefferson Calvet – e de um Hospital Municipal de Bacabeira – que será construído ao lado da UBS e formará um complexo hospitalar. Fernanda Gonçalo explicou que a UBS foi construída com recursos da Vale e ainda não foi entregue por apresentar problemas estruturais. “A Vigilância Sanitária não aprovou a obra e estamos fazendo as adequações necessárias para que possa funcionar juntamente com o novo hospital, que terá sala de parto e centro cirúrgico”, explicou a prefeita.

Na comunidade de Peri de Cima/Alto Satuba, a prefeita e sua comitiva inauguraram calçamento de ruas, rede de distribuição de energia e casas populares. Nestes dois primeiros anos de gestão, a prefeita construiu com recursos do tesouro municipal quase 600 casas de alvenaria para pessoas de baixa renda, em substituição às casas de taipa e cobertas de palha. “Estas casas levam melhoria de vida e dignidade para as famílias. Estamos com aproximadamente 600 casas entregues e outras em andamento”, completou a gestora estadual.

Assentamento – Em todos os povoados existem obras concluídas pela Prefeitura de Bacabeira. No Assentamento foi inaugurada a primeira Escola Municipal Benedito Felipe Corrêa e o Posto de Saúde Sebastiana Mourão. “Estamos todos muitos felizes porque, pela primeira vez, um gestor municipal atendeu as nossas necessidades. A nossa vida era muito difícil com as crianças estudando longe”, falou a dona de casa Maria Eduarda, mãe de um aluno. A escola atendeu também a uma reivindicação do vereador Ademir Castro.

No Distrito de Peri de Baixo, Fernanda Gonçalo entregou a Revitalização da Fonte de Águas Naturais do Bombaim (faz parte da história do município e abastece parte da comunidade com água pura) e a Praça da Amendoeira – construída às margens da BR-135. “Estamos muito felizes de entregar esta praça para a comunidade porque este local aqui era tomado de mato, lama e lixo. Conversamos com o arquiteto Reginaldo Calvet para fazer a revitalização deste local e agora é uma área de lazer”, completou a prefeita. A construção da Praça da Amendoeira e a revitalização da fonte são obras que fazem parte dos requerimentos do vereador Thacbal.

Faziam parte da comitiva da prefeita, os vereadores Tchabal, Dino, Ademir, Magno, Romualdo, Meu Povo, Jefferson Calvet e Arrumadinho. Os secretários Ramon (Pesca), Lucas (gabinete), Ivanildes (Educação), Fábio (Semdes), Linhares (Portos), Ruck (Agricultura) e secretários adjuntos também acompanharam as inaugurações durante.

“Não há nenhum risco de interrupção de pagamentos”, garante Flávio Dino

Em vídeo publicado nas redes socais, o governador Flávio Dino (PCdoB) aparece tranquilizando os servidores, principalmente os aposentados e pensionistas, sobre o pagamento dos seus vencimentos.

Segundo o comunista, a questão da crise previdenciária não exclusividade do Maranhão, mas inclui também vários estados, inclusive o próprio governo federal.

Flávio Dino, para variar, acusou de se tratar de “terrorismo” e uma “maldade” contra os aposentados o noticiário de que o seu governo poderia atrasar pagamento do salário dessa categoria de servidores. Confira o vídeo.

Em uma fundamentada Nota Técnica, Fábio Gondim alertou para a utilização indevida dos recursos do FEPA 2

É preciso tomar urgentes providências para repor os valores cancelados e destinados à abertura de créditos adicionais para que não se coloque em risco o equilíbrio atuarial da Previdência dos servidores públicos do Maranhão e, desse modo, o pagamento de aposentadorias e pensões pelo FEPA.”

Em 16 de setembro de 2017, o ex-secretário Fábio Gondim divulgou uma bem fundamentada Nota Técnica (NT) sobre a “Utilização de recursos do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria do Maranhão (FEPA) como fonte de cancelamento para a abertura de crédito suplementar para o programa Mais Asfalto”.

Na NT, Fábio Gondim afirmava ter “a percepção de que membros do governo estão cometendo equívocos e colocando a aposentadoria dos servidores em risco”, num claro contraponto às declarações principalmente do então secretário de Estado da Gestão e Previdência, Felipe Camarão, que na época garantiu não haver um centavo retirado do Fepa”, que “não há como, nem que se quisesse, retirar recursos do FEPA”.

Porém, Gondim, que também comandou a pasta da Previdência do estado, comprovou com dados oficiais que o governo Flávio Dino usou sim, recursos do Fepa para o programa Mais Asfalto comprometendo, desta forma, o equilíbrio do fundo que legalmente é para garantir a aposentadoria dos servidores públicos estaduais, daí o quadro falimentar da Previdência maranhense que ganhou grande repercussão na imprensa local nestes últimos dias.

A seguir, o Blog do Robert Lobato reproduz a íntegra da Nota Técnica assinada pelo especialista Fábio Gondim. Confira.

NOTA TÉCNICA

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DO FUNDO ESTADUAL DE PENSÃO E APOSENTADORIA DO MARANHÃO (FEPA) COMO FONTE DE CANCELAMENTO PARA A ABERTURA DE CRÉDITO SUPLEMENTAR PARA O PROGRAMA MAIS ASFALTO

Colocações feitas por importante Secretário de Estado, em 16/09/2017, trataram de polêmica acerca da destinação de recursos do FEPA para asfaltar ruas de municípios maranhenses. O Secretário afirmou que não “há um centavo retirado do Fepa”, que “não há como, nem que se quisesse, retirar recursos do FEPA”. E traduziu a tensão do momento ao dizer que a alegação seria “mais uma pra coleção de baixaria e mentiras”.

Outros membros do governo também se manifestaram e a oposição demonstrou clara insatisfação. Por outro lado, os servidores públicos estaduais têm demonstrado insegurança quanto à adequação do que estão fazendo com sua aposentadoria e pensão. Diante do quadro de tensão e insegurança, é preciso aprofundar o debate e deixar a legalidade e oportunidade dos atos administrativos às claras.

Entendo que a questão colocada pelo Senhor Secretário não é tão simples e que não bastaria saber, nos termos dele, “rudimentos de administração” para entender. Tenho, também, a percepção de que membros do governo estão cometendo equívocos e colocando a aposentadoria dos servidores em risco. Vamos aos fatos.

Em primeiro lugar, é preciso compreender que foram, sim, utilizadas dotações orçamentárias do FEPA como fonte de recursos para a abertura de crédito suplementar em favor da Secretaria de Estado da Infraestrutura. Foram cortados, por meio do Decreto nº 33.192, de 07/08/2017, R$ 29 milhões do FEPA, destinados ao pagamento de “pensão previdenciária” dos servidores do Poder Executivo, e R$ 21 milhões dos Encargos Gerais do Estado.

Pouco depois, em 05/09/2017, o Decreto nº 33.298, destinou mais R$ 33 milhões à Secretaria de Estado da Infraestrutura, oriundos, mais uma vez, do FEPA, mais especificamente, dos recursos que seriam destinados a “proventos e aposentadoria” dos servidores da Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas e Poder Judiciário, bem como “pensão previdenciária” do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário, conforme se pode ver no Anexo I do referido decreto.

Pelo exposto, não corresponde aos fatos a afirmação de que não teria havido corte no orçamento destinado a aposentadoria e pensão dos servidores públicos do Estado do Maranhão para destinar recursos a programas voltados a asfaltamento de ruas, porque foi exatamente isso que esses dois decretos fizeram. Até o presente momento, já cortaram R$ 62 milhões da aposentadoria e pensão dos servidores para destinar a programas de asfaltamento de ruas e estradas.

Poder-se-ia alegar, como feito por membros do governo em defesa da utilização desses recursos, a vinculação das fontes de recursos e a possibilidade de uso de fonte ordinária do Tesour. Fonte de recursos é, em miúdos, a classificação da despesa que faz a relação entre receita e despesa. Ou seja, já no recebimento dos recursos, é verificada a legislação e verificado se há destinação obrigatória prevista em lei para aquele recurso. Cada grupo de receitas com origem e destino iguais recebe um número de fonte diferente, justamente para facilitar o controle da destinação dos recursos vinculados.

Assim, o FEPA é constituído por diversas fontes, sejam elas oriundas de contribuições sociais, sejam fruto de transferência de recursos do Tesouro, conforme Manual Técnico de Orçamento do Maranhão – MTO 2015, fls. 108. O que nos importa aqui é entender a diferença entre esses dois recursos: os recursos ordinários, do Tesouro, de livre utilização, conhecido como fonte 101, e os demais recursos, originários de arrecadação própria e de contribuições.

Então, a previdência estadual utiliza os dois tipos de recursos: o diretamente arrecado (cerca de 67%) por meio de pagamento de contribuições e os aportes do Tesouro (cerca de 33%). A argumentação que já ouvi algum membro do governo defendendo é a de que os recursos do Tesouro são de livre utilização e, então, se não houver previsão de utilização ao longo do exercício, se poderia, por exemplo, cortar os R$ 798 milhões destinados à Previdência, como consta da Lei Orçamentária de 2017, fls. 221.

Ocorre que esse é um grande equívoco. O aporte dos recursos do Tesouro veio, justamente, para permitir a segregação de massa e o equilíbrio atuarial da Previdência. O corte de recursos que estejam “disponíveis” no curto prazo colocaria em risco todo o equilíbrio previdenciário que, como se sabe, é de longo prazo. A Previdência do Maranhão apresenta déficit atuarial e, se nada for feito hoje, em alguns anos, deverá passar a ter dificuldades para honrar os pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores. Portanto, ainda que fosse possível, é imprudente a destinação de recursos previdenciários para outros fins neste momento.

Como todo orçamento público, se está tratando de estimativas que não são exatas. Pode faltar ou sobrar recursos em diversas dotações orçamentárias e é para isso mesmo que a Constituição prevê a possibilidade da abertura de créditos suplementares, especiais e extraordinários. Contudo, não se pode cortar o orçamento da Previdência e utilizar os recursos financeiros a ela destinados para outros fins.

Vem em encontro a esse posicionamento o livro Contabilidade Aplicada aos Regimes Próprios de Previdência Social, publicado pelo Ministério da Previdência Social, que, às fls. 40, esclarece que “no orçamento consolidado do ente público, deverá ser apresentada nota explicativa específica quanto à reserva orçamentária do RPPS, a qual não poderá ser utilizada para custear outras despesas que não o pagamento de benefícios previdenciários” (grifo do original).

O próprio governo reconhece essa impossibilidade. De fato, a Procuradoria Geral do Estado, motivada pela Secretaria de Transparência e Controle, entendeu ser crime de improbidade a utilização de recursos do FEPA para o pagamento da saúde suplementar. A própria PGE ensina, de denúncia formulada contra ex-gestores do governo anterior que “os bens e direitos do FEPA serão destinados exclusivamente no cumprimento dos seus objetivos”.

Por óbvio, se não pode para saúde suplementar, despesa do Orçamento da Seguridade Social, muito menos poderia para o asfaltamento de ruas e estradas, despesa típica do Orçamento Fiscal. E, nesse caso, como já restou claro e demonstrado, a despesa, infelizmente, ocorreu de fato.

Importante observar, além disso, que os cortes representam importante parcela dos recursos “disponíveis” (considerando-se que pudessem ser cortadas dotações da fonte 101, o que já demonstramos que não é permitido). De fato, do total de recursos da fonte 101 constantes na Lei Orçamentária Anual para 2017, para o pagamento de proventos e aposentadoria do Poder Legislativo, Tribunal de Contas do Estado e Poder Judiciário, bem como de pensão previdenciária para o Poder Executivo, Tribunal de Contas do Estado e Poder Judiciário, chega-se a 19,6% do total, conforme tabela a seguir, cujos dados foram obtidos da Lei Orçamentária Anual para 2017, fls. 415, bem como dos Decretos nos 33.195/2017 e 33.298/2017 e seus anexos.

Por todo o exposto, constata-se flagrante equívoco quando se fala que não foram utilizados recursos para o pagamento de aposentados e pensionistas para destinar para asfalto. Foram e, segundo o próprio governo, não poderiam ter sido. É preciso tomar urgentes providências para repor os valores cancelados e destinados à abertura de créditos adicionais para que não se coloque em risco o equilíbrio atuarial da Previdência dos servidores públicos do Maranhão e, desse modo, o pagamento de aposentadorias e pensões pelo FEPA.

São Luís, 16 de setembro de 2017.

FÁBIO GONDIM

As 5 competências-chave para quem quer liderar

A liderança é a maior responsável pelo desempenho organizacional. E uns atributos do líder são mais responsáveis do que outros.

por Márcio Silva, via Revista HSM

Márcio Silva, coach executivo.

O comportamento em liderança determina 50% a 70% da cultura de uma organização. Por sua vez, a cultura organizacional impacta aproximadamente 35% do desempenho organizacional. Os 65% restantes desse desempenho são determinados por cinco outros fatores não relacionados com os comportamentos das pessoas. Isso faz com que o comportamento em liderança e a cultura organizacional sejam os maiores fatores que afetam o desempenho organizacional. É por isso que Jack Welch, ex-CEO da GE, rotulou a cultura organizacional como uma vantagem competitiva duradoura e sustentável.

Como sabemos que liderança é algo muito importante, precisamos entender as competências necessárias para ser um líder eficaz. Na Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching, enfatizamos as competências mais importantes de líderes que trabalham em um ambiente de negócios internacionais com base em pesquisas feitas com 100 organizações multinacionais de 120 países em seis continentes. São cinco: comunicação, engajar pessoas, inclusão sem fronteiras, garantia de sucesso e melhoria continua.

– Comunicação – Um dos pontos da comunicação é a necessidade do líder demonstrar integridade ou congruência. Um dos grandes inimigos dessa integridade é a pressão por resultados. A ânsia de bater metas e gerar resultados muitas vezes coloca o líder em situações onde sua integridade é colocada à prova e, quando esse é um valor importante para o líder, vai gerar desconforto em relação a trazer resultado a todo custo. Nesse momento, saber dizer não é fundamental. Mas o importante é saber junto com o não esclarecer os motivos da sua negativa. Nessa hora, os valores do líder (quando bem demonstrados) geram em todos os envolvidos mais admiração que repulsa. O problema é que, muitas vezes para evitar o embate, o líder acaba perdendo a oportunidade de se destacar perante clientes, fornecedores e a própria empresa. Cada vez mais, a integridade tem sido rara, em contra partida, muito desejada e valorizada pelas empresas.

– Engajar pessoas – Um dos pontos do engajemento é justamente treinar pessoas. Esse é um grande desafio e o líder precisa estar atento. O desejo de treinar pessoas tem muito mais a ver com a intenção de colaborar com o outro que consigo mesmo. Uma vez que a pessoa treinada pode deixar a organização, muitos líderes evitam treinar pessoas. É até comum não delegar para não treinar ou delegar sem treinar. Esse é um erro. O treinar pessoas cria uma cultura de acolhimento e além disso desenvolve uma parceria entre o líder e o liderado. Já é aceito que investir tempo e dinheiro treinando profissionais que vão embora dá menos prejuízo do que trabalhar com profissionais e equipes incompetentes.

– Inclusão sem fronteiras – A globalização exigiu dos líderes o desafio de agregar diferentes culturas e também entendê-las. Posicionar-se como “minha cultura é a superior” tem feito que líderes deixem de colaborar com a cultura das empresas. As empresas perenes são justamente aquelas que praticam a inclusão e não a exclusão de culturas diferentes. Os líderes de sucesso tem visto como um potencial de uma situação poder incluir pessoas de diferentes culturas em diferentes partes de seus negócios, desenvolvendo até diferentes players e lucrando com isso.

– Garantir o sucesso – Um líder busca formas de garantir resultados para seus clientes, empresa e liderados. Para isso, ele tem de saber envolver todos no processo e medir os avanços em cada estágio do desenvolvimento de um projeto, de um desafio ou dos objetivos a serem alcançados por seus liderados. Hoje a tecnologia é aliada para garantir esses resultados e medir o avanço ocorrido; por isso, a capacidade de garantir resultados está atrelada ao interesse e à capacidade do líder de descobrir e explorar a tecnologia e a inovação. E envolver as pessoas reside na disposição do líder de pedir ajuda, opinião, apoio e até feedback de seus subordinados, e estendendo essa prática de pedir sugestões a seus superiores e pares.

– Melhoria continua – Liderar processos de mudança é um dos pontos que diferenciam os grandes líderes. Quando mudar? Como mudar? Por que mudar? O que mudar? São perguntas que todo líder que busca o desenvolvimento constante precisa colocar em seu DNA. As respostas são dadas não pelo líder, mas pelas pessoas que ele lidera. E a mudança principal não está nos outros, e sim no próprio líder. Ele deve ser o primeiro e o principal motivador, idealizador, patrocinador e praticante da melhoria continua. O efeito de gerar resultados pode trazer a falsa sensação do “eu sei como fazer do jeito certo”. Apesar de isso ter uma parcela de verdade, está longe de ser 100% confiável. Na verdade, o que trouxe o líder até aqui, não será o que irá levá-lo aonde ele deseja estar.

SOBRE O AUTOR

*** Master coach internacional certificado pela International Coaching Council, Márcio Silva atua como coach profissional desde 2002 e é business partner no Brasil da Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching, a SCCoaching, uma das mais conceituadas instituições de coaching do mundo, presente em 55 países. Silva está organizando a vinda de Marshall Goldsmith ao Brasil nos dias 1 e 2 de setembro. Este artigo foi escrito com exclusividade para revistahsm.com.br.

BALSAS: Roberto Rocha viabiliza drenagem e asfalto para diversos bairros da cidade 2

O recurso extraorçamentário de R$ 5 milhões foram conquistados através de articulação política do senador no Ministério da Integração Nacional

Pavimentação

As obras de drenagem e pavimentação asfáltica de diversas ruas dos bairros São Francisco, Potosí, Vivendas do Potosí, Açucena, Nova Esperança, Jardim Primavera e São José devem ser iniciadas nos próximos dias. É que a prefeitura deve assinar nesta semana o contrato com a empresa responsável pela execução do serviço.

O recurso extraorçamentário de R$ 2,5 milhões para a primeira etapa foi viabilizado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), através de gestões políticas no Ministério da Integração Nacional. Com o dinheiro em caixa, a prefeitura terá condições de tocar as obras, e, à medida que elas avancem, o governo federal vai liberar mais R$ 2,5 milhões da última etapa, totalizando R$ 5 milhões conquistados pelo congressista maranhense para Balsas.

Aproximadamente 16 mil pessoas serão beneficiadas com as melhorias viabilizadas pelo senador em parceria com a prefeitura. “Asfalto novinho em folha na porta da casa da gente significa melhoria no visual das ruas e nos bairros, valorizando essas regiões e acabando de vez com a poeira, o acúmulo da água da chuva e da lama que prejudicam a saúde, especialmente, das crianças e dos idosos. Isso vai transformar a qualidade de vida de milhares de pessoas”, frisou o senador Roberto Rocha.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Alfredo Costa, a previsão é de que até 15 de dezembro a primeira etapa das obras seja concluída. A segunda parte ficará pronta após o período chuvoso, com previsão de término para o mês de março.

“Estamos finalizando a parte licitatória e a nossa intenção é começar o serviço logo após a assinatura do contrato com a construtora vencedora da licitação”, disse o secretário.

Na avaliação do senador Roberto Rocha, “quando toda essa obra for entregue à população, desejo que ela possa desfrutar dessa melhoria permanentemente. O nosso trabalho no Senado está totalmente à disposição da cidade de Balsas” concluiu.

Pavimentação Balsas

Evangelista fala sobre PEC que acrescenta os princípios da Eficácia e Efetividade ao artigo 19 da Constituição Estadual

À convite da Universidade Ceuma, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) ministrou, terça-feira (30), palestra para estudantes do Curso de Direito, com o tema: “Os princípios da Eficácia e Efetividade na Administração Pública”, uma Proposta de Emenda Constitucional, de sua autoria, que se encontra em tramitação na Assembleia Legislativa.

A atividade aconteceu no auditório Josué Montello, na sede da Instituição, integrando o V Congresso Nacional do Curso de Direito e a XXV Jornada Jurídica Acadêmica, ao mesmo tempo em que celebrou os 30 anos da Constituição Federal de 1988.

Atualmente, o artigo 19 da Constituição Estadual diz que a Administração Pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes do Estado e dos Municípios obedece aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade e eficiência. A PEC 007/2018 acrescenta ao referido artigo mais dois princípios: o da eficácia e efetividade.

O parlamentar falou de forma prática como esses princípios poderão modernizar a administração pública, propondo uma mudança de paradigma do modelo burocrático para o modelo gerencial, com ênfase nos resultados e buscando sempre o interesse público.

O Tribunal de Contas da União e o Tribunal e Contas do Estado de São Paulo já entendem os princípios de forma pacífica. A proposta já teve parecer favorável da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Assembleia Legislativa.

(Assecom /Dep. Neto Evangelista)

Seguindo com a reconstrução, Luis Fernando inicia mais obras de pavimentação na Maiobinha

Assinatura OS Maiobinha

O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, deu início na manhã do último sábado (27), por meio de assinatura da ordem de serviço, à reconstrução de avenidas da Maiobinha. Na localidade, serão contempladas a Rua da Granja, além das Avenidas Maraguape e a antiga Avenida da Mata, regiões extremamente atingidas com o descaso da última administração.

Para o prefeito Luis Fernando, que já autorizou na última semana a reconstrução de várias ruas do Jardim Tropical, dar início às obras da Maiobinha significa respeito, comprometimento e trabalho para a comunidade.

“Nosso compromisso é com o povo e por esta razão estamos hoje aqui para autorizar o início imediato das obras para dar seguimento aos serviços de reconstrução das avenidas da Maiobinha”, disse o prefeito.

“Desde o início do nosso mandato”, continuou Luis Fernando, “estamos presentes com ações aqui na Maiobinha, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura. Nos comprometemos, ainda mais trazendo asfalto e, com ele, cidadania”.

Para o vereador e líder do governo na Câmara, Professor Cristiano, retomar obras paralisadas e dar andamento à reconstrução do município tem sido aspectos latentes  na administração do prefeito Luís Fernando.

Durante a ação, estiveram presente ainda o vice-prefeito Eudes Sampaio, os vereadores Manoel do Nascimento, Nádia Barbosa, Marlene Monroe, além de secretários, lideranças políticas e moradores da Maiobinha.

Estudo desafia estereótipos sobre a geração Y

Estudo identificou algumas diferenças potencialmente importantes entre os millenials e as gerações anteriores com implicações diretas na maneira de apoiar, engajar e conduzir a inovação e a performance

por Shlomo Ben-Hur, via administradores,com.br

Os millenials são a população que mais cresce nos ambientes de trabalho. Eles são capazes de influenciar os estilos de liderança e diferentes expectativas de carreira.

Mas o quanto realmente se sabe sobre eles além de anedotas e clichês? O Management Research Group em parceria com a escola de negócios IMD conduziu um amplo estudo empírico com quase 10 mil líderes na Europa para separar o que é rumor e o que é realidade ao explorar o DNA motivacional de 4 gerações.

  • Baby boomers — meados de 1940 a meados de 1960 (n=3,263)
  • Geração X — meados de 1960 a meados de 1970 (n=4,623)
  • Geração Y — início dos anos 1980 ao início dos anos 1990 (n=1,472)
  • Geração Z — início dos anos 1990 até hoje (n=92)

Utilizando uma avaliação profissional — conhecida como Inventário Individual de Direcionamentos — que mede 17 caraterísticas motivacionais estáveis, o estudo identificou algumas diferenças potencialmente importantes entre os millenials e as gerações anteriores com implicações diretas na maneira de apoiar, engajar e conduzir a inovação e a performance.

 

Também foi enfatizado o fato de que os millenials são bem diferentes em relação às gerações anteriores de maneiras que desafiam estereótipos. Várias suposições acerca do que motiva os funcionários dessa geração podem não mais serem consideradas verdadeiras.

Uma coisa que se deve ter em mente é: millenials não são melhores nem piores do que gerações anteriores. Mas eles são diferentes de várias maneiras. As principais diferenças identificadas no estudo foram:

  • Millenials são comparativamente cautelosos, valorizando a preditividade e os processos bem mais do que outras gerações.
  • Millenials têm altíssimas expectativas em torno de conquistas, mas esperam níveis significativos de apoio dos outros enquanto navegam em suas jornadas de carreira.
  • Millenials têm níveis bem mais altos de necessidades informacionais — especificamente, eles precisam estar constantemente atualizados com detalhes granulares e um maior grau de imediatismo.
  • Eles valorizam altos níveis de inclusão e conectividade em comparação às gerações anteriores.
  • Existem menos evidências acerca da criatividade e originalidade do que o estereótipo sugere. 

    Então qual a melhor maneira de engajar e extrair performance dos millenials? Baseado nos resultados desse estudo em larga escala, as evidências sugerem o seguinte:

    • Esteja consciente de que um ritmo mais acelerado de progressão e aprendizado é importante. Millenials têm altas expectativas de conquistas tanto no que se refere ao grau de importância destas quanto no ritmo. Estabeleça um plano de carreira claro, estágios de desenvolvimento e critérios para auxílios de progressão.
    • Estimule um ambiente mais inclusivo e democrático. Novas gerações trabalham melhor quando colaboram e trocam informações e ideias continuamente.
    • Evite uma abordagem de “comando e controle” na liderança. Simplesmente não funciona. Um estilo mais facilitativo tem probabilidades maiores de extrair o melhor dos millenials.
    • Estabeleça suas expectativas logo de cara. Apresentar o contexto, explicar o método e definir objetivos são ações que fazem uma diferença positiva. Seja tangível e específico, não conceitual.
    • Garanta apoio contínuo. Embora as gerações anteriores possam interpretar essa supervisão como microgerenciamento, millenials saberão interpretá-la como apoio.

     

  • Artigo escrito em parceria com David Ringwood, vice-presidente de Desenvolvimento do CLiente EMEA no Grupo de Pesquisa em Gestão.

 

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Luis Fernando inicia mais um conjunto de obras de pavimentação no Jardim Tropical

Dando sequência ao processo de reconstrução e desenvolvimento do município de São José de Ribamar, o prefeito Luis Fernando Silva autorizou, na manhã do último sábado (20), o início das obras de pavimentação e drenagem superficial de várias ruas do bairro Jardim Tropical.

Com o vice-prefeito Eudes Sampaio, vereador Manoel do Nascimento e secretários municipais,  Luis Fernando assinou a Ordem de Serviço beneficiando as alamedas Imperatriz, Ribamar, Paço do Lumiar, Arari, Itapecuru, Açailândia, Rosário, Pastos Bons e Avenida dos Bosques.

Para o prefeito Luis Fernando, o início de mais esse conjunto de obras representa a reafirmação do compromisso da sua gestão com o desenvolvimento do município. “Desde o início do nosso mandato estamos presentes com ações aqui no Jardim Tropical, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura. Nos comprometemos, ainda na campanha, com a reconstrução da Avenida Paraíso e aí está a obra a todo vapor. Nos comprometemos com a saúde e só na região são duas unidades básicas de saúde funcionando. E agora, estamos iniciando a pavimentação de mais um conjunto de ruas”, lembrou o prefeito.
Em meio a dificuldade financeira que passa o país, influenciando diretamente nas receitas dos municípios, iniciar obras a esta altura do campeonato é uma vitória a ser comemorada. Segundo Luis Fernando, “as obras que estão acontecendo no município são frutos de muito trabalho de toda equipe. Elas estão sendo realizadas porque nós temos feito o dever de casa com compromisso, planejamento e contenções de despesas. E vamos continuar trabalhando desta forma. No próximo sábado já vamos começar mais obras em outros bairros e assim vamos seguir com muito trabalho e determinação”.

Morador da região, Thiago Cardoso disse que só tem a agradecer. “Enquanto comunidade, só temos a agradecer pela realização desta obra. Esta gestão tem olhado com um carinho especial para nosso bairro. Administrar uma casa já é difícil, imagina uma cidade que foi abandonada pela administração anterior. Mas com a dedicação que temos visto aqui, temos a certeza que tudo vai melhorar e outras coisas boas vão vir para o Jardim Tropical”, afirmou.

“O prefeito Luis Fernando, como toda sua equipe, está de parabéns. Não tenho medo de dizer isso por onde passo. Disse outro dia na Vila Operária, que vereador burro briga com o prefeito porque quem executa é ele. Vereador aprova, as lideranças clamam e o prefeito executa. Eu só quero que Deus continue abençoando o Luis Fernando para ele continuar nesse caminho do desenvolvimento, enfrentando as dificuldades e executando obras como estas aqui no Jardim Tropical”, finalizou o vereador Manoel do Nascimento.