Afinal, as urnas eletrônicas são ou não confiáveis?

É possível que em todo o processo eleitoral, as urnas eletrônicas sejam exatamente as maiores merecedoras de confiança dos brasileiros.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.

Não surge com presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) a desconfiança com as urnas eletrônicas. Quem primeiro colou dúvidas sobre a confiabilidade dessa novidade genuinamente brasileira foi o saudoso Leonel Brizola, líder e fundador do PDT.

Brizola morreu duvidando da lisura eleitoral das famosas maquininhas, sob o argumento principal de que nenhuma democracia moderna no mundo utiliza dessa nossa tecnologia.

Vários testes já foram realizados para colocar à prova a confiabilidade das urnas eletrônicas e, até onde se sabe, todos conseguiram mostrar que elas são, sim!, confiáveis. Sem falar que são auditáveis!

De repente, que não sejam lá muito dignos de confiança são alguns políticos, que prometem, mentem, abusam do poder político e econômico, vendem lotes na lua, xingam adversários, batem em jornalistas que perguntam sobre o que não gostam, agridem mulheres e por aí vai.

Ou ainda os próprios eleitores que vendem o voto, que dizem condenar a corrupção mas votam em corruptos, que deixam para votar na última hora da eleição a espera de uma grana para o chope, que só vai em carreata se tiver um combustível etc., etc., etc.

Enfim, é possível que em todo o processo que envolve os pleitos no país, as urnas eletrônicas sejam exatamente as maiores merecedoras da confiança dos brasileiros.

Até mais do que candidatos, eleitores e eleitos.

Com as devidas exceções, claro!

Brasileiros criam debate que não existe na Alemanha

“Nazismo de esquerda”: internautas tentam “ensinar” história a alemães após vídeo da embaixada. Discussão levantada aparece há alguns anos em círculos de direita brasileiros, mas nunca existiu entre historiadores sérios.

Adolf Hitler marcha em direção ao Reichstag em Berlim no dia em que tomou posse como chanceler.

via Deutsche Welle

“Os alemães não escondem seu passado”, diz a frase inicial de um vídeo com legendas em português publicado pela Embaixada da Alemanha em Brasília publicado no Facebook há pouco mais de dez dias.

O que era para ser mais um vídeo institucional para divulgar como a sociedade alemã lida hoje com o nazismo e o Holocausto acabou virando, em meio à polarização pré-eleições, palco de ataques de militantes de direita brasileiros que não gostaram do conteúdo da peça.

Tudo porque um trecho classifica o nazismo como uma ideologia de extrema direita e cita uma frase do ministro do Exterior alemão, Heiko Mass, que diz: “Devemos nos opor aos extremistas de direita, não devemos ignorar, temos que mostrar nossa cara contra neonazistas e antissemitas.”

Para militantes brasileiros que passaram a escrever na caixa de comentários do vídeo, a embaixada e o ministro alemão estão errados em classificar o nazismo como um movimento de “extrema direita”.

“Extremistas de direita? O partido de Hitler não se chamava Partido dos Trabalhadores Socialistas? Onde tem extrema direita?”, disse um usuário, apelando incorretamente para o nome oficial da agremiação nazista, que se chamava Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou NSDAP.

Outro disse: “Vindo do país de origem do Marxismo, tendo a Alemanha sido infestada por vermelhinhos no pós-guerra (…) é claro que eles vão distorcer tudo e jogar na conta da direita.” Uma rápida olhada nos perfis dos usuários que associaram o nazismo com a esquerda mostra que vários divulgam propaganda do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Entre algumas páginas e círculos de direita brasileiros, muitos deles pró-Bolsonaro, têm sido comum nos últimos anos tentar classificar o nazismo como um “movimento de esquerda”. O principal argumento para defender a tese leva em conta a presença do termo “socialista” no nome do partido.

“Se essa for a lógica, então eles também têm que afirmar que a República Democrática da Coreia (Coreia do Norte) é uma democracia e que o mesmo valia para República Democrática Alemã (antiga Alemanha Oriental comunista)”, afirma o cientista político alemão Kai Michael Kenkel, professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e pesquisador associado do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga).

Outro argumento usado pelos propagadores da ideia do “nazismo de esquerda” também aponta para o caráter antiliberal na economia do Terceiro Reich e as características estatistas de setores do regime. A comparação ignora que regimes de direita como a ditadura militar brasileira (1964-1985) ou o antigo governo franquista da Espanha também eram estatistas, antiliberais e favoreciam uma espécie de capitalismo a serviço dos interesses nacionais, assim como o nazismo.

“Nunca tinha visto essa discussão sobre o nazismo ser de esquerda na Alemanha”, afirma Kenkel. “Lá é muito simples: trata-se de extrema direita e pronto. Essa discussão sobre ser de esquerda ou direita parece existir só no Brasil. Se você perguntar para um neonazista na Alemanha se ele é de esquerda, vai levar uma porrada”, continua. “Essa falsa polêmica demonstra que o ensino de história é profundamente falho no Brasil. Também mostra uma profunda manipulação dos fatos e um desprezo pela verdade entre alguns setores no Brasil.”

Outros usuários que comentaram no vídeo foram até mais longe, chegando a negar o Holocausto e chamar o extermínio de milhões de judeus durante o nazismo de “holofraude”. “Os supostos 6 milhões existem desde 1915 como propaganda sionista, só que não existia um culpado certo e acharam um em 1945”, disse um comentarista. O teor desse tipo de comentário levou a embaixada a reagir e responder “que o Holocausto é um fato histórico”.

Mas não só militantes que contestaram o vídeo encheram a caixa de comentários. Centenas de brasileiros também mostraram repúdio às declarações dos militantes de direita.

“Querem ensinar o padre a rezar a missa”, disse um usuário. “Todo dia um a 7 a 1 diferente”, disse outro. Vários pediram “desculpas” à embaixada da Alemanha pelo comportamento de alguns de seus compatriotas.

Na tarde desta segunda-feira (17/09), o vídeo já havia sido compartilhado 16 mil vezes e tinha mais de mil comentários. O Consulado-Geral da Alemanha no Recife também publicou a peça, e a reação foi similar: 20 mil compartilhamentos e 1.500 comentários.

Nazismo

A versão de que o nazismo seria uma ideologia de esquerda vem se espalhando há alguns anos entre páginas de direita brasileiras. Desde os anos 2000 o filósofo Olavo De Carvalho vem divulgando essa visão para seus seguidores.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro, também afirmou em 2016 no Twitter que o “nazismo é esquerda” e usou o argumento sobre a presença da palavra “socialista” no nome do partido. Desde então, voltou ao tema várias vezes nas redes sociais sempre apontando que o nazismo está no campo da esquerda.

Recentemente, a associação do nazismo com a esquerda ganhou até mesmo adesão em páginas brasileiras de viés liberal que passaram a adotar posições mais conservadoras.

Em 2017, o direitista Movimento Brasil Livre (MBL) publicou um vídeo em que o ativista Kim Kataguiri diz que Hitler não “era de direita”, mas concedia que o nazismo também “não era de esquerda” e finalizava com um raciocínio confuso em que apontava que o nacional-socialismo seria uma espécie de “terceira via” totalitária. Vários comentaristas não gostaram que o líder do MBL não classificou o nazismo como meramente de “esquerda” e o acusaram de ser um “isentão” que se deixou levar pela “conversa de esquerdistas”.

Nos EUA, o assunto também surge em páginas de redes sociais, mas praticamente nunca foi abordado na grande imprensa e permanece relegado a páginas de direita ou fóruns. No Brasil, no entanto, algumas revistas e sites da imprensa, como o UOL, G1, Galileu, Superinteressante já abordaram a discussão e divulgaram a opinião de historiadores. Em 2015, o filósofo Leandro Karnal também abordou o assunto em um texto. Outros veículos, como o site InfoMoney e o jornal Gazeta do Povo, abriram espaço para propagadores da associação.

Na Alemanha, as poucas referências a uma discussão pública sobre o assunto na imprensa remetem a um episódio de 2012 que envolveu a ex-deputada conservadora Erika Steinbach. Na ocasião, ela disse no Twitter que o “vocês esqueceram? O nazismo era de esquerda”. Ela foi duramente criticada pela imprensa e historiadores. Anos depois, ela deixou a União Democrata-Cristã (CDU) e passou a apoiar o partido populista Alternativa para a Alemanha (AfD), que recentemente organizou manifestações xenófobas no leste da Alemanha que contaram com a presença de neonazistas.

Na Alemanha, a disputa sobre se o nazismo é uma ideologia que pode ser classificada nas convenções clássicas de direita ou esquerda é praticamente inexistente entre historiadores renomados. Os livros sérios sobre o Terceiro Reich e Adolf Hitler no país traçam a origem do movimento nazista entre as tendências racistas e nacionalistas de certos setores da sociedade alemã e a ação dos Freikorps, os grupos de paramilitares de direita que se espalharam pela Alemanha após a derrota na Primeira Guerra Mundial e que combatiam grupos de esquerda, especialmente comunistas e social-democratas.

Historiadores apontam algumas características socialistas do regime nazista para conquistar a classe trabalhadora, mas salientam que elas eram apenas um mecanismo para garantir a adesão para o verdadeiro ideal do nazismo: a luta pela supremacia da raça ariana no mundo. “Hitler nunca foi socialista”, apontou o historiador britânico Ian Kershaw na sua monumental biografia de Hitler.

Esse tipo de tática não era incomum na história alemã. Décadas antes de Hitler, o chanceler Otto von Bismarck criou na Alemanha o primeiro Estado de bem-estar social do mundo com o objetivo de garantir a lealdade da classe trabalhadora ao novo Reich alemão e esvaziar o programa do Partido Social-Democrata. Bismarck, um latifundiário, monarquista e reacionário prussiano nunca é chamado de esquerdista ou socialista.

Da mesma forma, os nazistas, que se diziam anticapitalistas, defenderam a propriedade privada e se aliaram com industriais. Mas o funcionamento de uma economia capitalista no nazismo só era tolerado se o Estado, e não o mercado, ditasse a forma de desenvolvimento econômico que tinha como objetivo final garantir a manutenção de uma máquina de guerra e a prosperidade apenas dos alemães.

Se há uma disputa sobre a natureza do nazismo na Alemanha, ela se restringe em apontar se o movimento foi uma aberração na história alemã, influenciado pelo contexto instável da época, ou resultado de uma espécie de “Sonderweg” (caminho especial) dos alemães, ou seja, algo que vinha nascendo há décadas ou talvez séculos entre um povo que estava acostumado a obedecer, que tinha tendências antissemitas e que via com desconfiança influências do exterior.

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

ELEIÇÕES 2018: As mulheres podem salvar o Brasil do “Bozo” 4

A resposta ao risco Bolsonaro para o país vem desse movimento de milhões de mulheres que já entenderam que o candidato do PSL é incompatível não apenas para a democracia brasileira, mas para o próprio processo civilizatório.

Jair Bolsonaro deve estar sentindo na pele o movimento de milhões de mulheres brasileira contra a sua candidatura fascista mais do que sentiu ao ser esfaqueado por um delinquente em Juiz de Fora (MG), semanas atrás. Aliás, até hoje a ocorrência desse esfaqueamento está rodeada de versões e teorias da conspiração para tudo que é gosto.

Já o levante das mulheres sob o lema “#eleNão Mulheres contra Bozo” é uma “facada” democrática que pode ferir de morte a pretensão do simulacro de Mussolini em subir a rampa do Planalto.

A grande virtude da democracia é justamente permitir que figuras como Bolsonaro possa ser candidato a presidente, ainda que ele conspire abertamente contra o regime democrático ao não respeitar diferenças, incitar o discurso de ódio e da intolerância, até para pessoas de bem, inclusive pessoas religiosas, que se deixam levar inocentemente pelas suas ideias conversadoras e em muitos casos reacionárias.

Não há menor sombra de dúvidas que se o Brasil estivesse com um ambiente de estabilidade econômica, política e institucional minimante seguro e tranquilo jamais existiria o “mito Bozo”. Ele é fruto balbúrdia que se transformou o país desde o impeachment de Dilma. Só que da balbúrdia para a barbárie é um passo!

Contudo, a resposta ao risco Bolsonaro para o país vem desse movimento de milhões de mulheres que já entenderam que o candidato do PSL é incompatível não apenas com a democracia brasileira, mas com o próprio processo civilizatório.

Que o restante do país, inclusive a macharada que pensa, mire e siga o exemplo dessas bravas mulheres.

#eleNão!

Principalmente na mulher: ‘doenças da beleza’ são reais e cruéis

Em uma sociedade tão estimulada por imagens, é possível que sejamos todos cúmplices desta construção de valores

Redação Vya Estelar

Ao passar os olhos pelos noticiários, além das negativas manchetes sobre política, crise e violência, também é possível notar muitos casos sobre erros em procedimentos estéticos, por vezes realizados por pessoas sem qualificação. E, surpreendentemente, em um mesmo telejornal convivem notícias sobre a prisão do médico Denis César Barros Furtado que realizava bioplastias em seu apartamento (o Dr. Bumbum) e, “dicas de saúde e beleza”. Estas últimas, promovendo mudanças na alimentação, treinamentos físicos intensos e cuidados embelezadores diversos em corpos esbeltos e bem torneados, com forte valorização da concepção de beleza vigente em nossa sociedade. Um curioso ciclo de estímulos, referenciais e consequências, que se repete sem muita reflexão sobre causas e efeitos.

Diante dos casos de pessoas que perderam as suas vidas, ao se submeterem a alterações estéticas em clínicas clandestinas, é necessário resistir à tentação de julgamento antecipado. As “doenças da beleza” são reais e cruéis, em especial com as mulheres. E em uma sociedade tão estimulada por imagens, é possível que sejamos todos cúmplices desta construção de valores, que para algumas pessoas, podem representar motivação convincente para justificar qualquer sacrifício.

Os Transtornos Dismórficos Corporais, ou TDC, que até podem estar relacionados a outras patologias e vivências subjetivas de cada indivíduo, em grande parte dos casos poderão ser classificados também como um transtorno obsessivo compulsivo (TOC). E mesmo que nem sempre contemplem uma rígida restrição alimentar, em muitos sintomas, revelam características similares às da bulimia e da anorexia (veja aqui), e às das não tão comentadas, porém atuais, ortorexia (saiba mais) e vigorexia (saiba mais). No TDC a preocupação com um ou mais defeitos da aparência, que podem ser sutis ou até inexistentes, causa angústia e, em muitos casos, afeta a capacidade funcional da pessoa. Ou seja, o que pode começar, por exemplo, como o hábito de verificar a silhueta no espelho e conferir um ou outro detalhe, algumas vezes ao dia, evolui para uma insatisfação tão intensa com o tamanho dos seios, que a pessoa deixa de participar em situações sociais com receio de expor a sua “deformidade”.

TDC é doença silenciosa, que começa e evolui através de pequenas “manias”, normalmente relacionadas à preocupação com saúde e beleza – atenção socialmente valorizada. Um sentimento de ansiedade pelo horário do treino na academia ou por “queimar as calorias ingeridas no jantar”, e que com o tempo, se transforma em angústia. A pessoa sofre por não dedicar ainda mais que as longas horas aos exercícios, ou à rigidez com que a dieta é empreendida, ou à recorrência com que cirurgias estéticas são realizadas, entre muitos exemplos. Quem padece de TDC precisa de auxílio médico especializado.

A aceitação social sempre será relevante para os seres humanos. Porém, na sociedade interconectada digitalmente, as palavras estão notadamente perdendo espaço para as imagens. E nesse contexto, as inocentes “selfies” adquirem função de construção identitária, e indicam a aceitação do indivíduo em seus grupos de afinidade. Aquela “vaidade imatura” começa a ganhar relevância e, por vezes, a se tornar perigosa.

Fonte: José Toufic Thomé é Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Psiquiatra e Psicoterapeuta Psicodinâmico

ELEIÇÕES 2018: A coerência de Roberto Rocha 8

Além de um gesto de lealdade, essa coerência política e partidária do tucano maranhense também é uma demonstração de que Roberto Rocha não é covarde para abandonar amigos e aliados pelo meio do caminho.

Se tem um candidato majoritário coerente nestas eleições no Maranhão chama-se Roberto Rocha, principalmente quando o assunto é lealdade ao projeto nacional do seu partido, o PSDB.

Ao contrário dos que escondem o candidato a presidente do partido a qual pertencem, outros omitem e alguns até pulam do barco partidário, o senador e candidato a governador Roberto Rocha tem orgulho de pedir votos para o presidenciável do PSDB Gerado Alckmin.

E olhem que no Maranhão a onda é colar a imagem no Lula/Haddad, muitas vezes por puro oportunismo eleitoreiro, como parece ser o caso do “pulo” dado pelo nosso querido “Maragato” Weverton Rocha (PDT), candidato a senador, que abandonou o seu correligionário Ciro Gomes, candidato a presidente, e agora é Lula e Haddad desde quando era uma criança pobre lá pras bandas de Imperatriz.

Roberto Rocha, pelo contrário, mantém-se firme ao lado do Geraldo Alckmin e não perde uma oportunidade de pedir voto ao seu candidato a presidente onde estiver.

Além de um gesto de lealdade, essa coerência política e partidária do tucano maranhense também é uma demonstração de que Roberto Rocha não é covarde para abandonar amigos, aliados e correlegionários pelo meio do caminho.

Que os eleitores façam o seu julgamento.

Globo define Haddad como seu inimigo 6

As organizações Globo, da família Marinho, rapidamente alçaram Fernando Haddad à condição de inimigo do grupo, depois que ele assumiu a candidatura pelo PT em lugar de Lula. Não está havendo apenas transferência de intenções de voto de Lula para Haddad; está havendo transferência do ódio e da perseguição dos Marinho e seus executivos-jornalistas

247 – O primeiro sinal foi a pseudo-entrevista de Haddad no Jornal Nacional na última sexta (14): o candidato do PT foi interrompido nada menos que 62 vezes, mais que o triplo de interrupções sofridas por Alckmin, que foi cortado 17 vezes; Bolsonaro foi o segundo mais interrompido: 36 vezes. Haddad era o entrevistado, mas os executivos-jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos falaram por 16 minutos, cabendo a Haddad, o entrevistado, meros 11 minutos.

Nesta segunda, outro ataque aberto a Haddad. Em reportagem que ocupou uma das páginas mais nobres de O Globo, a 4, procurou-se “demonstrar” como Haddad seria algo como um fantoche de Lula. “Da cadeia, Lula dá as cartas na campanha de Haddad”, estampou o título. A matéria tentou criar uma ficção segundo a qual Lula, mesmo preso, teria controle sobre cada detalhe da campanha e da vida de Haddad. “Decisões feitas pelo ex-presidente vão dos locais a serem visitados até a postura em debates do candidato petista”, asseverou o texto logo abaixo do título, num português mal cosido.

A reportagem tentar criar um clima de verdadeira conspiração mafiosa na relação entre Lula e Haddad, reafirmando todo o tempo que o candidato recebe ordens de seu “padrinho” diretamente da cadeira. O texto tenta criar um clima como se fosse a descrição de uma cena do clássico “The Godfather” (palavra inglesa que significa padrinho, traduzido no Brasil para “O Poderoso Chefão”), filme de 1972 dirigido por  Francis Ford Coppola, baseado no livro homônimo escrito por Mario Puzo.

Não que Lula tenha deixado de ser um alvo para os Marinho. Mas agora a artilharia da organização será dividida entre ele e Haddad.

Dr. Leonardo Sá tem registro de sua candidatura a deputado estadual deferido por 5×0 votos no TRE-MA 4

Hoje, dia 17 de setembro de 2018 às 13:20h, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), por unanimidade, deferiu o registro de candidatura do candidato a Deputado Estadual Leonardo Sarmento Pires de Sá, o Dr. Leonardo Sá de Pinheiro, região da Baixada Maranhense.

O relator dos embargos de declaração o Juiz Gustavo Vilas Boas, acolheu os argumentos do candidato por entender que o mesmo não poderia ser prejudicado pelo fato do seu próprio Partido (PRTB), não ter atendido a notificação da Justiça Eleitoral para juntar as certidões necessárias para o deferimento do registro de sua candidatura, dando assim o parecer favorável ao candidato, que possibilita Leonardo Sá concorrer às eleições em 2018.

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Prefeitura divulga programação de aniversário dos 66 anos da cidade baneária

A programação terá início no dia 19 e segue até o dia 24 com inaugurações de várias obras, assinaturas de novas ordens de serviços, regularização fundiária, ações e eventos culturais e shows com artistas locais, nacionais e internacionais.

A Prefeitura de São José de Ribamar, divulgou a programação de aniversário dos 66 anos de emancipação política e administrativa, do terceiro maior município do Maranhão.

A festa terá início nesta quarta-feira (19) e segue até o dia 24 (segunda-feira). E para marcar a data, uma vasta programação de aniversário foi organizada incluindo entregas de obras, assinaturas de novas ordens de serviços, reconstrução de importantes equipamentos voltados ao lazer e entretenimento, além da realização da II edição do Festival Internacional de Folclore e Artes Populares e shows culturais com artistas locais e internacionais.

Apesar do forte impacto financeiro que os municípios vivenciam nos últimos anos, o prefeito Luis Fernando explica que o município não é diferente, porém, a administração não parou um só dia e hoje tem motivos para comemorar os avanços já obtidos em menos de dois anos de gestão.

“Comemorar o aniversário da cidade, é poder contabilizar de forma concreta, o trabalho que vem sendo feito em prol da reconstrução do município. Vamos inaugurar obras, iniciar outras, assinando ordens de serviços, além de deflagrarmos mais processos de regularização fundiária dando o direito às famílias de terem verdadeiramente sua propriedade. E claro, não poderíamos deixar de valorizar a cultura com a edição do II Festival Internacional do Folclore e apresentações de bandas locais e nacionais”, detalhou o prefeito.

Luis Fernando ainda definiu como sendo um “motivador ainda maior”, enfrentar o impacto econômico da crise e continuar trabalhando. “É indiscutível o momento econômico sério que o país vive. Porém não paramos e buscamos parcerias fortes com o Governo do Estado, instituições e criamos oportunidades de aquecimento da economia local”, contou o prefeito.

Em um ano e seis meses de gestão, a realidade é outra. “Reconstruímos mais de 150km de asfaltos, Unidades de saúde, reconstruídas e construídas, hospital e maternidade em pleno funcionamento e com medicamentos, educação com prédios restaurados, merenda escolar com aquisição de produtos direto do produtor rural, qualificação de profissionais e regularização da coleta e descarte do lixo que hoje segue para o Aterro Sanitário Titara em Rosário”, elencou o prefeito.

“Além de honrarmos criteriosamente o pagamento dos servidores em dia e até antes mesmo da data prevista, corrigimos e aumentamos os salários de várias categorias e, no caso da Guarda Civil Municipal, que além de ter os salários aumentados, teve sancionado o PCCV (Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento”, concluiu o prefeito.

Saúde e inovação

A programação de aniversário dos 66 anos de Ribamar, inclui ainda a inauguração do Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso. O município sai na frente e entrega o equipamento considerado o primeiro do Maranhão, implantado no município.

De acordo com o secretário de saúde, Tiago Fernandes, o projeto tem como finalidade atender aos usuários diabéticos e Hipertensos de alto risco, cuja complexidade não poderá ser resolvida apenas na Atenção Primária.

“É importante frisar que o Centro será implantado dentro da estrutura física da Unidade de Saúde Básica, UBS, do J. Câmara com atendimento direcionado ao seu público específico, oferecendo prevenção aos pacientes que sofrem com o problema”, completou.

Programação de Aniversário

A programação cultural já começa na sexta-feira (21), com apresentação da banda nacional Mastruz Com Leite seguida de atrações locais. Já no sábado (22), além das inaugurações, também será realizada ação social na Vila Sarney II, além do lançado do II Festival Internacional do Folclore no Parque Folclórico Teresinha Jansen.

Já no domingo (23), que antecede o aniversário, o dia também será de inaugurações. Na segunda-feira (24), dia do aniversário da cidade, inaugurações de obras, e uma vasta programação cultural que inclui várias apresentações de artistas além do corte tradicional do bolo.

A programação completa, pode ser acessada no site da prefeitura (www.saojosederibamar.ma.gov.br) ou por meio das redes social oficiais (Facebook e Instagram).