A fama de traidor de Flávio Dino já é nacional 4

Flávio Dino terá que passar o resto do ano carregando o fardo de ser ingrato, desleal e mesmo um político inclinado a trair os aliados, o que pode contabilizar prejuízos irreversíveis durante a campanha eleitoral de outubro

O Blog do Robert Lobato já havia feito o alerta de que a ingratidão do governador Flávio Dino (PCdoB) em relação aos aliados poderia deixar o comunista com a má fama de traidor. Não deu outra!

Depois de passar uma rasteira no ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, principal responsável pela sua carreira política, Flávio Dino faz do também deputado federal Waldir Maranhão a sua última (ou penúltima?) vítima – ambos os deputados filiaram-se ao PSDB do senador Roberto Rocha na semana passada.

Diferentemente da traição a José Reinaldo, no caso de Wadir Maranhão a coisa ganhou repercussão nacional.

Primeiro foi no site Diário do Poder através da matéria onde o ex-presidente de Câmara dos Deputados revela um pouco dos bastidores que o levaram a pedir a anulação do impeachment da Dilma (veja aqui).

Ontem, 9, foi a vez do site Ucho.Info dar repercussão ao fato de Flávio Dino ter abandonado o compromisso político-eleitoral que tinha firmado com Waldir Maranhão.

Num texto duríssimo, a redação do Ucho.Info afirma que o governador maranhense é “um traidor que bambeia entre o ego doentio e o comportamento pusilânime” (veja aqui).

O fato é que Flávio Dino terá que passar o resto do ano carregando o fardo de ser ingrato, desleal e mesmo um político inclinado a trair os aliados, o que pode contabilizar prejuízos irreversíveis durante a campanha eleitoral de outubro.

E por falar em lealdade ou deslealdade política, como queiram, o Blog do Robert Lobato deixa para reflexão as palavras do atual governador São Paulo, Márcio França (PSB), que recentemente provou do gostou amargo da ingratidão ao ter apoio negado, a sua reeleição de governador, pelo prefeito da capital paulista João Doria (PSDB), que irá enfrentar o socialista na disputa ao governo.

Para quem não sabe ou não lembra, França, ao lado do agora ex-governador Geraldo Alckimin (PSDB), que deixou o cargo para se candidatar a presidente da República, foi um dos principais avalistas da candidatura de Doria a prefeito em 2016.

Confira as palavras de Márcio França ditas durante a sua posse no Palácio Bandeirantes.

(Qualquer semelhança com o que aconteceu no Maranhão não é mera coincidência).

Ah a lealdade… essa velha e honrada senhora certeira
Não tem dia e não tem hora, que eu te esqueça
Nem que o mundo acabe ou que eu desapareça…
Lá vai você comigo, minha querida companheira

Não sei se nasceu em mim, ou se meus pais me impregnaram
Só se sei que me acompanha resistente pela vida inteira,
E me abriu caminhos decisivos, que só por ti passaram

Ah a Lealdade
Condutora segura do meu destino, presente em mim, desde menino, orientou meus passos e minha conduta
Assim, sempre, fui leal a Deus, sobre todas as coisas, pois sei que ao final, não seria em vão a minha luta

Fui leal a fé e aos exemplos dos nossos antepassados na história
De luta resistente de Bartyra e Tibiriçá, de João Ramalho e do Bacharel de saudosa memória

De sabedoria do gênio José Bonifácio, de resistência cívica de Júlio Prestes, que nunca procurou o fácil, da coragem de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo,

De quem ingere o remédio, ainda que seja amargo
De caridade De Dom Paulo Evaristo Arns, do gênio de Monteiro Lobato e a sua história famosa
Da sensibilidade Oswald de Andrade e Adoniran Barbosa

Fui leal a família, essa cesta de almas acolhedoras e queridas,
Que me dedicam o seu melhor,
Dispondo parte das suas próprias vidas

Fui leal a minha Pátria, que me concedeu a liberdade
Que me permitiu exercer minha vocação
lutar por mais justiça e igualdade
E ser feliz ao exercer e amar a minha profissão

Fui leal a minha terra querida, origem da minha jornada
São Vicente: mãe da Pátria, por vezes esquecida
Terra de gente simples e honrada

Fui leal aos amigos de infinitas caminhadas,
Muitos hoje, governador, por aqui, e outros que aqui não chegaram
Mas estão sempre comigo, pelas vitórias conquistadas
E pelas marcas profundas que em mim deixaram

Meu conterrâneo Mario Covas, o cavaleiro heroico que me transmitiu coragem
Miguel Arraes de Alencar, meu eterno mestre e inspirador
Eduardo Campos, irmão querido, alma gêmea que a vida me emprestou de passagem,
Tercio Garcia, herdeiro dos meus sonhos e sócio da minha dor
Todos estes, e tantos outros, estão por aqui, em algum canto deste salão

Felizes, orgulhosos, e me passando a emoção
Que reforça minha fé de poder cumprir minha nova missão!

Fui leal aos meus pais,
Primeiro amor que senti minha querida mãe Myrthes
Que Deus permite que hoje esteja aqui linda, guerreira, forte e decidida
Caiçara de Iguape, outra terra querida

E leal principalmente ao que me ensinou Luiz Gonzaga, meu herói, meu pai
Que da vida se foi, mas que de mim não sai
Médico dos pobres, herdeiro da melhor tradição
De que palavra dada que é palavra cumprida
De que a honra é marca pra não ser esquecida
De só fazer o bem a todos, e trabalhar por missão

Fui leal aos meus filhos, amados, Helena e Caio, Fernanda, e aos meus netos Enzo e Laurinha
Que me permitiram esclarecer, uma velha dúvida minha
Pois que com eles fiquei certo
De que de fato atingimos a eternidade,
Quando temos nossa continuidade por perto,
Quando filhos e netos se tornam realidade

Fui leal a minha metade querida
Lucia, luz dos meus caminhos,
Eu sempre soube que Deus me havia reservado você, minha prometida
Para facilitar as rosas e me poupar espinhos,
Desde que lhe vi, primeira namorada, sabia que era para sempre e que dividiríamos a estrada
Cá estamos, querida, para dividir contigo mais um compromisso de fé e de responsabilidade
Só sei que seremos capazes pela nossa total cumplicidade
Amo tudo em você, mas acima de tudo, sua lealdade….

Fui finalmente leal aos meus princípios e ao meu ideal
Meu partido pra mim não é uma sigla banal,
Vivo para permitir que todos possam ter as mesmas oportunidades que eu tive na vida
Que todos possam ser felizes como eu fui, que a lembrança lhes seja querida
Que todos possam exercer suas vocações, que trabalhem por prazer
Que os meninos não tenham que vender os seus sonhos nem vilipendiar o seu ser
Que amem seu País e admirem seus governantes
Que o futuro seja sempre melhor do que foi antes

Que todos possam acreditar mais no que são, do que no que têm
Que a Lei sirva a todos e que não privilegie ninguém
Que as decisões mais importantes possam vir do voto do povo
Que a tolerância e a generosidade possam vencer de novo

Que digam com orgulho que moram em
Uma Pátria Amada, e gentil
Que não fujam da luta
E que nunca desistam do Brasil!!!

Por fim, Governador, Eternamente Governador Geraldo Alckmin, amigo e companheiro,
Sou e serei leal ao seu legado,
A sua conduta e ao seu exemplo certeiro
Sua humildade, seu exemplo, sua discrição, sua perseverança e a sua retidão

Seu Pai, por certo, lhe acompanha orgulhoso e feliz, junto com outros queridos de tantos momentos
Sabe que o senhor também fez na vida o que quis
E foi leal a ele, aos seus princípios e ensinamentos

Vá em Paz, Governador, que o Senhor lhe acompanhe
Um abraço a Dona Lu, sua metade querida na eterna caminhada de vida
Nós estaremos sempre aqui, felizes e orgulhosos do seu sucesso e das suas realizações,
Do cumprimento do seu destino e das suas missões

Saiba que no dicionário cravado nas nossas almas e guardado no coração
Só há uma palavra que precede a palavra lealdade…
E essa palavra é gratidão!
Todos nós, brasileiros de São Paulo, agora, de pé e a ordem, lhe pedem permissão
Para aplaudi-lo por toda sua dedicação, sua lealdade ao povo, seus amigos e a sua Nação!

Palmas a Geraldo Alckmin!
Palmas e palmas a Geraldo Alckmin!
O filho humilde e brilhante que de Pinda saiu, que serviu aos seus e deu exemplo ao Brasil!
Viva São Paulo, terra de quem tem palavra, terra que vive a lealdade
Viva o Brasil, viva a verdade!!

Em texto enviado ao blog, comunista histórico do PCdoB discorre sobre ingratidão de Flávio Dino 23

“Os comunistas que dirigiam o partido no Maranhão quando Flávio Dino se filiou e que o receberam de braços abertos, foram os primeiros a experimentar a hoje conhecida ingratidão do governador”

Por essa o Blog do Robert Lobato não esperava, sem sacanagem!

Em meio a crise causada pelo rompimento do deputado José Reinaldo Tavares (sem partido) com Flávio Dino (PCdoB), após o governador ter traído a confiança do seu criador, um quadro histórico do PCdoB maranhense fez um texto pra lá de curioso, além de contundente, sobre o que pode ser considerado um relato do currículo de ingratidão do governador Flávio Dino.

Filiado ao PCdoB há décadas, o militante comunista, que não quis ser identificado por motivos óbvios, fez referência a uma matéria publicada na edição do último sábado, 3, do jornal O Estado do Maranhão, intitulada “Ingratidão, traição e aliados descartados”, na verdade uma abordagem histórica de como o Flávio Dino descarta aliados sem qualquer cerimônia.

O comunista rebelde cita o militante Márcio Jardim entre os aliados leais que foram deixados pelo meio do cominho por Flávio Dino.

Contudo, é o também comunista e dirigente histórico do PCdoB, Gerson Pinheiro, que o texto coloca como um dos exemplos mais cruéis da ingratidão do governador maranhense.

Diz o texto do militante: “Desde que se filiou ao PCdoB, Flávio isolou politicamente todas as lideranças que apresentaram pequenas divergências em relação aos posicionamentos políticos ou estratégias apresentadas pelo ex-juiz (…) Um dos casos é bem exemplar, o de Gérson Pinheiro. Gérson era o presidente Estadual do PCdoB quando Flávio se filiou. Assim que foi eleito deputado federal, Flávio começou uma articulação nacional que o levou a assumir a direção Estadual do PCdoB e Gérson passou a ser o vice-presidente. Mas o grande intuito de Flávio era exercer a direção do partido através de Márcio Jerry. Mas sabia que pra isso, tinha ele mesmo, Flávio, que assumir a presidência, pois Márcio Jerry possui grande rejeição entre a militância”. E mais na frente completa: “Os comunistas que dirigiam o partido no Maranhão quando Flávio Dino se filiou e que o receberam de braços abertos, foram os primeiros a experimentar a hoje conhecida ingratidão do governador”.

E olha que o militante comunista não citou Rose Sales, Laurinda Pinto, Luis Pedro, entre velhos e valorosos quadros do PCdoB que a era Flávio Dino no partido tratou de mandá-los para a “Sibéria”.

Fique com o texto do comunista histórico que vamos chamá-lo de “O Velho Comunista”. Confira.

Flávio Dino, o ingrato

Tem aumentado a percepção na sociedade e principalmente no meio político de que o governador Flávio Dino é ingrato.

O jornal O Estado do Maranhão trouxe no último fim de semana uma matéria que trata desse assunto e lista as principais vitimais dessa ingratidão. Faltou Márcio Jardim. Catapultado da SEDEL recentemente.

O que acontece agora sobre o conhecimento dessa característica do governador, há muito já é de conhecimento da militância do PCdoB.

Desde que se filiou ao PCdoB, Flávio isolou politicamente todas as lideranças que apresentaram pequenas divergências em relação aos posicionamentos políticos ou estratégias apresentadas pelo ex-juiz.

A lista é grande.

Um dos casos é bem exemplar, o de Gérson Pinheiro.

Gérson era o presidente Estadual do PCdoB quando Flávio se filiou. Assim que foi eleito deputado federal, Flávio começou uma articulação nacional que o levou a assumir a direção Estadual do PCdoB e Gérson passou a ser o vice-presidente. Mas o grande intuito de Flávio era exercer a direção do partido através de Márcio Jerry. Mas sabia que pra isso, tinha ele mesmo, Flávio, que assumir a presidência, pois Márcio Jerry possui grande rejeição entre a militância.

A primeira parte do plano deu certo. Flávio conseguiu tirar Gérson da presidência e assumiu seu lugar. Agora Flávio precisava passar essa presidência para Márcio Jerry. Como fazer isso?

Gérson foi “convencido” a ser candidato a deputado Estadual e teria todo o apoio de Flávio. O fim da história todos sabem.

Gérson não teve o mínimo apoio e a sua votação foi pífia. Mas o objetivo de Flávio Dino foi alcançado. Ao se tornar candidato a deputado Estadual, Gerson abriu espaço para que Márcio Jerry assumisse a presidência do PCdoB sem problemas. Mas alguns dirão que Gérson foi reconhecido ao ser nomeado secretário da igualdade racial.

Aí vem outra história. Os movimentos sociais apresentaram uma carta em que apontaram o nome de Gérson para o cargo. E a nomeação só saiu por conta disso e foi um parto.

Os comunistas que dirigiam o partido no Maranhão quando Flávio Dino se filiou e que o receberam de braços abertos, foram os primeiros a experimentar a hoje conhecida ingratidão do governador.