CASO LUIS FERNANDO: O que estaria por trás da ida do prefeito de Ribamar para o governo Flávio Dino? 17

O que pode explicar toda essa engenharia politica é a virtual candidatura de Flávio Dino a presidente da República, coisa que o comunista tem em mente e já trabalha para se viabilizar, inclusive via imprensa nacional, como nome das esquerdas para enfrentar a ofensiva direitista ora em curso no país, cujos atores principais atualmente são o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria.Ainda é medonha a repercussão da possível renúncia do prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando (PSDB), para assumir um cargo de secretário no governo Flávio Dino (PCdoB) – a renúncia pode ser anunciada neste final de semana.

O que levaria o gestor ribamarense, a mais uma vez, deixar a cidade e povo que o elegeu de forma tão abrupta? Quais os atores que estariam por trás dessa jogada de vida ou morte para Luis Fernando? O que de fato estaria por trás da ida do prefeito de Ribamar para o governo Flávio Dino? E o que o governador comunista ganharia com essa manobra política?

O Blog do Robert Lobato tentará encontrar respostas para os questionamentos acima à luz das informações que tem recebido e da conjuntura política local e nacional. Vamos lá.

Reza a lenda que o arquiteto da renúncia de Luis Fernando é o ex-governador José Reinaldo Tavares que teria usado o vice-governador Carlos Brandão e Marcelo Tavares para serem os porta-vozes da estratégia junto ao governador Flávio Dino (PCdoB).

A princípio, segundo consta, Flávio teria resistido à ideia, mas aos poucos foi se convencendo do processo e fez o convite ao ainda prefeito de Ribamar que teria aceitado.

Segundo fontes ribamarenses, a coisa só evoluiu porque o grupo de Luis Fernando e dos Cutrim teriam chegado a um acordo onde o atual vice-prefeito Eudes Sampaio (PTB) ficaria apenas dois anos no mandato e conselheiro do TCE, Edmar Cutrim, seria o candidato a prefeito dos dois grupos em 2020.

Uma vez secretário do governo Flávio Dino, Luis Fernando poderia ser o nome do comunista para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) caso Carlos Brandão não se viabilize candidato a governador em 2022, nesse caso ele, Brandão, seria o nome para o TCE e Luis Fernando concorreria a deputado federal.

Se Carlos Brandão sair da linha de sucessão de Flávio Dino em virtude de ir para o TCE, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão fica na linha sucessória, que em 2022 poderá ser quem? O deputado Glauberth Cutrim (PDT), atual vice-presidente do parlamento maranhense e filho de Edmar Cutrim – não podemos esquecer que presidente Othelino Neto (PCdoB) já foi eleito e reeleito presidente e, em tese, não pode mais concorrer a um terceiro mandato.

O fator PDT pesa nessa conjuntura, já que o senador Weverton Rocha, presidente estadual do partido, está em campanha aberta para o governo do Maranhão, assim como o deputado federal Gil Cutrim, também do PDT, está para senador da República. Ou seja, esse movimento de tirar Luis Fernando da Prefeitura de São José de Ribamar e fazer Carlos Brandão sucessor de Flávio Dino tem que ser combinado com os “russos”, no caso os pedetistas.

A grande questão é: o que Flávio Dino ganharia com toda essa engenharia política?

Bom, a rigor o grupo do governador ficaria mais forte do que já está. Mas, forte por forte o governador já é, e não seria necessário todo esse arranjo, não é mesmo?

O que pode explicar tudo isso é a virtual candidatura de Flávio Dino a presidente da República, coisa que o comunista tem em mente e já trabalha para se viabilizar, inclusive via imprensa nacional, como nome das esquerdas para enfrentar a ofensiva direitista ora em curso no país, cujos atores principais atualmente são o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria (São Paulo).

Se é verdade que por um lado Flávio Dino está fazendo, digamos, o dever de casa, por outro terá que chegar em 2022 com a sua gestão bombando, apresentando resultados concretos e inquestionáveis em todas as áreas.

É aquela história: quem viver verá.

ELEIÇÕES 2020: Flávio Dino estaria estimulando a candidatura de Edmar Cutrim para prefeito de Ribamar 2

Tal como em São Luis, Flávio Dino deverá ter um “consórcio” de candidatos a prefeito de São José de Ribamar, incluindo, claro, o atual prefeito Luis Fernando (PRB), que não se sabe vai gostar dessa ideia do comunista lançar Edmar Cutrim a gestor municipal nas eleição de 2020.

O Blog do Robert Lobato apurou que o governador Flávio Dino (PCdoB) estaria estimulando a candidatura do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro, Edmar Cutrim, para concorrer à Prefeitura de São José de Ribamar.

O estratagema do comunista tem como objetivo pavimentar o caminho do vice-governador Carlos Brandão (PRB) para o TCE no lugar de Edmar.

Ocorre que Carlos Brandão não tem demonstrado lá muito interesse de ser conselheiro preferindo assumir o cargo de governador em 2022 quando Flávio Dino terá que se desincompatibilizar para se candidatar a senador da República.

Tal como em São Luis, Flávio Dino deverá ter um “consórcio” de candidatos a prefeito de São José de Ribamar, incluindo, claro, o atual prefeito Luis Fernando (PRB), que não se sabe vai gostar dessa ideia do comunista em lançar Edmar Cutrim para gestor da cidade balneária nas eleições de 2020.

É aguardar e conferir.

FAMEM: Entidade articula com deputados PEC sobre limites do TCE será votada na próxima semana

Liderando um grupo de prefeitos, o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema esteve reunido, nesta quarta-feira (25), com os deputados Fábio Macedo (PDT), vice-presidente da Assembleia Legislativa; Antonio Pereira (DEM), Júnior Verde (PRB), Paulo Neto (DEM) e Ana do Gás (PC do B).

Os gestores municipais foram cobrar dos parlamentares celeridade na votação, em segundo turno, da PEC – Proposta de Emenda Constitucional — que limita a competência do Tribunal de Contas do Estado.

Pela conversação entre os prefeitos e os parlamentares, exista a probabilidade de que a matéria possa ser colocada em pauta para que seja votada no próximo dia 03 de maio, conforme destacaram Fábio Macedo, Júnior Verde e Antonio Pereira.

A PEC, que ficou conhecida como PEC da FAMEM, uma vez que foi uma solicitação dos gestores maranhenses, é de autoria do deputado estadual Júnior Verde e que, na prática, torna sem efeito Instrução Normativa, aprovada pela Corte de Contas em janeiro, que impõem as prefeituras restrições no que diz respeito ao custeio de festividades realizadas pelo poder executivo municipal.

A Instrução Normativa do TCE considera ilegítimas para os fins do artigo 70 da Constituição Federal qualquer despesa custeada com recursos públicos municipais – inclusive aqueles decorrentes de contrapartida em convênio – com eventos festivos quando o município estiver em atraso com o pagamento da folha salarial (incluindo terceirizados, temporários e comissionados); ou em estado de emergência ou de calamidade pública.

Por conta da decisão do TCE, festas carnavalescas em alguns municípios foram canceladas, uma vez que os servidores públicos municipais estavam com os salários atrasados.

A PEC foi aprovada em primeiro turno no último dia 3, contra apenas o voto do deputado Wellington do Curso (PP). A aprovação seu deu por 25 votos, três abstenções e um voto contrário. De acordo com o presidente da FAMEM, a falta de aprovação em definitivo da referida PEC tem provocado dissabores, uma vez que a liberação dos recursos por parte da Secretaria de Cultura do Estado para cobrir despesas com o Carnaval está inviabilizada.

“Estamos enfrentando essa drama e viemos aqui em busca do apoio dos parlamentares, para que apressem a votação em segundo turno da PEC”, destacou o presidente da FAMEM”.

Fábio Macedo destacou que vai conversar com o presidente Othelino Neto (PC do B), no sentido de se buscar alternativas que possibilitem a referida votação possivelmente no próximo dia 3 de maio. Tanto Fábio Macedo como Antonio Pereira e Júnior Verde destacaram ser justa a mobilização dos prefeitos.

Participaram da reunião com os deputados, além do presidente Cleomar Tema, os prefeitos Juran Carvalho (Presidente Dutra); Dulkce Maciel (Satubinha); Daluz (Governador Eugênio de Barros); Vianey Bringel (Santa Inês); Antonio Borba (Timbiras); Conceição (São Vicente de Férrer); Valmira Miranda (Colinas); Romildo do Hospital (Tutoia); Rodrigo Oliveira (Olho D’Água das Cunhãs); Fernando Coelho (Bom Jesus Das Selvas); Ilvana Pinho (Presidente Médici); Roberto Maués (Paulino Neves); Alberto Rocha (Santa Quitéria); Dário Sampaio (Senador La Rocque); Didima Coelho (Vitória do Mearim); Antonio Filho (Junco do Maranhão); George Luis (Primeira Cruz); Toinho Patioba (Gonçalves Dias) e Josimar da Serraria (Governador Nunes Freire), além do diretor administrativo da FAMEM, Gildásio Ângelo, do diretoer executivo da entidade e secretário adjunto de Estado da Articulação Política, Geraldo Nascimento, e o coordenador jurídico Ilan Kelson.