‘Na democracia só há um Norte, o da Constituição’, diz Bolsonaro. OU: Mais do que palavras, a prática deve prevalecer

Mais do que palavras bonitas e de compromisso com a nossa Constituição, o que vai prevalecer mesmo são as práticas do futuro presidente do Brasil a partir do dia 1º de janeiro de 2019.

Presidente eleito fazendo estilo “Bolsonariozinho Paz e Amor”.

Políticos adoram uma retórica, ainda mais em eventos oficiais e protocolares.

Quem acompanhou a sessão solene do Congresso Nacional para comemorar os 30 anos da nossa “Constituição Cidadã” deve ter ficado com a certeza de que 1964 e o arbítrio ficaram no passado para sempre.

O Blog do Robert Lobato destacaria dois momentos na sessão solene desta terça-feira, 06.

Primeiro foi o reconhecimento do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, destacando o papel que o ex-presidente José Sarney desempenhou na transição democrática consolidando direitos constitucionais neste país. Segundo Toffoli, sem José Sarney, talvez teria sido impossível acontecer a transição de 1988.

“Sem o presidente José Sarney, talvez, seria impossível o pálio da Constituição de 1988. A habilidade de vossa excelência nestes 30 anos, deve ser mais uma vez destacada, como sempre o fiz nas celebrações, seja no Tribunal Superior Eleitoral ou no Supremo Tribunal Federal. A nação brasileira muito deve a transição democrática à pessoa do presidente José Sarney”, disse o presidente do STF sob fortes aplausos.

O segundo momento foi o pronunciamento, ainda que muito breve, do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O “capitão” disse alto e bom som (e tom) que “na topografia existem três nortes — norte verdadeiro, norte magnético e o norte da carta–, mas na democracia só há um norte, o da Constituição”.

Ocorre que mais do que palavras bonitas e de compromisso com a nossa Constituição, o que prevalecerão são as práticas que o futuro presidente do Brasil adotará a partir do dia 1º de janeiro de 2019.

Sem dúvida um grande teste não apenas o próprio futuro presidente, mas para as nossas instituições democracia que seguem firmes e fortes.