PEGADORES: Rosângela Curado precisará recuperar o sorriso 8

Se conseguir recuperar seu sorriso, só então Rosângela poderá pensar no resgate da sua carreira política que hoje, dia 23/11/2017, está completamente comprometida.

A ex-deputada Rosângela Curado (PDT) meteu-se numa enrascada daquelas e acabou tendo que pagar o alto custo de ser presa pela Polícia Federal após a Operação Pegadores revelar tenebrosas transações que ocorrem na estrutura da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Se fez algum malfeito, o fez a mando de superiores porque é uma mulher de grupo, embora isso não justifique a pedetista fazer besteiras.

Rosângela é apenas um elo de uma corrente forjada para manter e ampliar um projeto de poder no Maranhão sob comando do PCdoB, e tendo o PDT como linha auxiliar para fazer o que der e vier, inclusive operar aquilo que os comunistas eventualmente não têm coragem.

Rosângela não contou, ao menos publicamente, da solidariedade de nenhum dos “partidos camaradas” que orbitam em torno do Palácio dos Leões.

O próprio PDT esperou duas semanas e só ontem, 22, divulgou uma nota se solidarizando com a “companheira”. Aliás, uma nota que veio a público poucas horas antes da pedetista ser solta por meio de um Habeas Corpus concedida pelo desembargador federal Ney Bello.

De qualquer forma, o desafio posto à Rosângela Curado é resgatar aquele belo sorriso que é a marca do seu rosto, muito diferente daquele sembrante pálido e triste registrado na foto oficial da polícia quando deu entrada na prisão.

Se conseguir recuperar seu sorriso, só então Rosângela poderá pensar no resgate da sua carreira política que hoje, dia 23/11/2017, está completamente comprometida.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

Flávio Dino e o “Bonde dos 400” 10

Ou a Polícia Federal esfrega essa bendita lista na lata do governador comunista, ou vai ter que continuar vendo ele duvidar da seriedade das declarações da instituição.

O governador Flávio Dino (PCdoB) faz certo ao cobrar a tal lista com os tais “400 fantasmas” que existiriam na Secretaria de Estado da Saúde (SES) desde o início do seu governo.

A existência da lista foi confirmada pela Polícia Federal durante entrevista coletiva à imprensa para explicar o objeto das investigações que motivaram a realização da Operação Pegadores, deflagrada na última quinta-feira, 16, e que revelou um sofisticado esquema de corrupção no âmbito da SES.

“Até o presente momento não chegou ao nosso Governo a suposta lista de “400 fantasmas” que existiriam na Secretaria de Saúde em 2015. Queremos a lista para ajudar a apurar a alegação. Já requeremos oficialmente 2 vezes e nada (…) Um delegado da Polícia Federal afirmou ao país que havia essa lista de “400 fantasmas” em 2015 e nós queremos apurar administrativamente. Onde está a lista?Queremos a lista para ajudar a apurar a alegação. Já requeremos oficialmente 2 vezes e nada”, cobrou o governador.

É inverosímel que a Polícia Federal inventasse uma lista com “400 fantasmas”!

Penso que o governador Flávio Dino, articulado como é na PF, no Ministério Público Federal e na Justiça federal, sabe que a lista existe e a quer para mostrar que, uma vez com ela em mãos, vai sustar o pagamento de todos os “fantasmas” e dizer que no seu governo a corrupção não prospera.

É ruim, portanto, que a Polícia Federal insista em não entregar a lista com os supostos fantasmas da SES que já foram apelidados de “Bonde dos 400” – em verdade um “Trem da Alegria”, cujos passageiros são amigos, amigas, namoradas, paqueras, ficantes e pegantes de agentes do governo Flávio Dino.

Enfim, ou a Polícia Federal esfrega essa bendita lista na “lata” do governador comunista, ou vai ter que continuar vendo ele duvidar da seriedade das declarações da instituição…

PEGADORES: A delicada situação do secretário Carlos Lula 14

Se permanecer no cargo apenas por lealdade ao governo e ao governador, Lula corre o sério de risco de ver a sua reputação de homem sério e probo ir por água abaixo e ficar somente a fama de “pegador”

Não se tem notícias de que o secretário Carlos Lula (Saúde) é uma pessoa dada a malfeitos, pelo contrário, pode onde se anda e com quem se conversa o advogado é colocado em boa conta. E, paradoxalmente, é aí que pode residir o perigo.Explica-se.

É que a postura ética e retilínea do comandante da SES pode ser usada justamente para encobrir eventuais maracutaias na pasta sob o seu comando. Aliás, a Operação Pegadores mostra isso na medida que o esquema de desvios de recursos continuou na gestão Carlos Lula que, ao que parece, não teve força política para estancar a sangria com “sorvetes”.

Advogado pessoal do governador Flávio Dino, ao assumir o cargo de secretário de Saúde, Carlos Lula, um dos principais “pegadores” do governo (rsrsrs), passou à condição de “empregado” do seu cliente. Ou seja, se resolver deixar o governo na atual conjuntura é possível que também perca o cliente, um ótimo cliente, diga-se.

Na verdade, o Blog do Robert Lobato já escutou de vários amigos de Carlos Lula que o secretário teria entregado o cargo pelo menos em duas circunstâncias, mas Flávio Dino não aceitou.

O fato é que a situação do secretário Carlos Lula não é nada confortável. Se permanecer no cargo apenas por lealdade ao governo e ao governador, corre o sério de risco de ver a sua reputação de homem sério e probo ir por água abaixo e ficar somente a fama de “pegador”, que não é todo ruim, mas muito pouco para o advogado.

E olha que ainda tem o caso da sonegação de dados de óbitos no âmbito do Hospital do Câncer e denúncias de trabalhadores estarem em atividade nessa unidade hospitalar sem as mínimas garantias previstas na legislação trabalhista.

Certo mesmo fez o também competente e sério Marcos Pacheco, ex-secretário da SES, que entre ser leal ao governo comunista e ser leal a sua biografia, preferiu a segunda opção e caiu fora.

PEGADORES: Operação da PF pode explicar o porquê da ira de Flávio Dino com os senadores do MA no caso das emendas para a saúde 2

A operação da PF mostrou que os recursos das emendas dos senadores poderiam não ser aplicados propriamente na saúde do estado e dos municípios, mas para bancar “folhas santas” de amigos e amigas e, quiçá, campanhas eleitorais de candidatos à reeleição de deputados federias e eleição de candidato a senador

Os leitores devem estar lembrados do episódio da emendas parlamentares em que o governador Flávio Dino (PCdoB) fez um escarcéu doido depois que a bancada de senadores do Maranhão resolvera não destinar emendas parlamentares para a saúde preferindo enviá-las para a Codevesf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) que dará mais segurança à correta da aplicação das verbas públicas.

Na ocasião, o comunista tentou jogar os prefeitos contra os senadores maranhenses, causando indignação dos três parlamentares da Câmara Alta.

O senador Roberto Rocha (PSDB), por exemplo, chegou a afirmar ser “indigna a posição do governador de tentar indispor a bancada de senadores com os prefeitos do Maranhão”. Lobão, por sua vez, classificou a postura do governador como sendo “um falatório irresponsável e mentiroso”.

Com o advento da Operação Pegadores, deflagrada na última quinta-feira, 16, pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Justiça Federal e a Controladoria Geral da União, que desnudou um esquema milionário desvio de recursos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é possível explicar o porquê de tanta ira de Flávio Dino e do trio de deputados citado acima com o fato do senadores não terem aceitado alocar as emendas justamente para a saúde.

Ou seja, é provável que os recursos das emendas dos senadores não fossem aplicados propriamente na saúde do estado e dos municípios, mas para bancar “folhas santas” de amigos e amigas e, quiçá, campanhas eleitorais de candidatos à reeleição de deputados federias e eleição de candidato a senador. Daí a raiva do governador e dos seus queridinhos parlamentares da Câmara Federal com a bancada maranhense no Senado.

É aquela história: há males que vêm para o bem.

OPERAÇÃO PEGADORES: SES emite nota com “7” pontos para tentar explicar como recursos da pasta foram transformados em sorvete 4

Além do número “7”, outra coisa emblemática nesse caso é nome escolhido pela Polícia Federal ser “Pegadores”. Parece até uma homenagem a alguns membros do governo e da própria SES que são “pegadozinhos” que são danados

Numa nota com “7” pontos, muito emblemático esse número, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) declara que o governo Flávio Dino nada tem a ver com as maracutaias que desviram milhões de reais da pasta por meio de notas frias, segundo ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil, denominada de “Operação Pegadores”, deflagrada na manhã de hoje, 16.

As investigações descobriram que uma sorveteria, isso mesmo!, passou por uma metamorfose ambulante e se tornou, da noite para o dia, em uma empresa técnica especializada na gestão de serviços médicos. Essa empresa foi usada para a emissão de notas fiscais frias, que teriam permitido o desvio de exatos R$ 1.254.409,37.

Dezenas de mandatos de prisão estão sendo cumpridos em São Luís, Imperatriz, Amarante e no município de Teresina (PI).

Entre os presos estaria a ex-secretaria de Saúde do governo Flávio, a odontóloga Rosângela Curado, que em 2016 disputou a prefeitura de Imperatriz com o apoio do governador comunista mas acabou em terceiro lugar naquela eleição.

Além do número “7”, outra coisa emblemática nesse caso é nome da operação escolhido pela Polícia Federal: “Pegadores”. Parece até uma homenagem a alguns membros do governo e da própria SES que são “pegadozinhos” que são danados…

Fiquem, a seguir, com a nota “7” da SES. O Blog do Robert Lobato, claro, voltará ao assunto sobre a Operação Pegadores. Que coisa!

NOTA – Operação Pegadores

Sobre a nova fase de investigação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (16), no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo do Maranhão declara que:

1. Os fatos têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde, todo baseado na contratação de entidades privadas, com natureza jurídica de Organizações Sociais, vigente desde governos passados.

2. Desde o início da atual gestão, tem sido adotadas medidas corretivas em relação a esse modelo. Citamos:

a) instalação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), ente público que atualmente gerencia o maior número de unidades de saúde, reduzindo a participação de Organizações Sociais.
b) determinação e realização de processos seletivos públicos para contratação de empregados por parte das Organizações Sociais.
c) aprovação de lei com quadro efetivo da EMSERH, visando à realização de concurso público.
d) organização de quadro de auditores em Saúde, com processo seletivo público em andamento, visando aprimorar controles preventivos.

3. Desconhecemos a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e somos totalmente contrários a essa prática, caso realmente existente.

4. Todos os demais fatos, supostamente ocorridos no âmbito das entidades privadas classificadas como Organizações Sociais, e que agora chegam ao nosso conhecimento, serão apurados administrativamente com medidas judiciais e extra judiciais cabíveis aos que deram prejuízo ao erário.

5. A SES não contratou empresa médica que teria sido sorveteria. Tal contratação, se existente, ocorreu no âmbito de entidade privada.

6. Apenas um servidor, citado no processo, está atualmente no quadro da Secretaria e será exonerado imediatamente. Todos os demais já haviam sido exonerados.

7. A atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde está totalmente à disposição para ajudar no total esclarecimento dos fatos.