ELEIÇÕES 2018: Algumas considerações sobre a disputa para o Senado Federal 14

A pré-candidata ao governo Roseana Sarney é a única que não enfrenta maiores problemas com a composição da chapa ao Senado Federal.

(Foto: Roberta Aline)

Dos pré-candidatos ao governo do Maranhão colocados, somente Roseana Sarney (MDB) não enfrenta problemas com a formação da chapa ao Senado Federal. Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV) serão os nomes para Câmara Alta pelo lado da ex-governadora.

Por outro lado, tanto os pré-candidatos Flávio Dino (PCdoB) e quanto Roberto Rocha (PSDB) parecem ainda não terem 100% certo sobre quais os nomes que apresentarão aos maranhense como candidatos a senador. Senão vejamos.

Tecnicamente, o governador tem seus dois nome anunciados: Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT), ambos deputados federais. A chapa que o Blog do Robert Lobato chama de “o sagrado e o profano”.

Entretanto, estar “tecnicamente” anunciada não quer dizer que a chapa governista esteja politicamente fechada.

É que ainda há indefinições na composição partidária do lado governista com o PT, DEM e PP de olhos numa vaga na majoritária. Desses três partidos, o PT possui dois pré-candidatos a senador e está jogando duro para emplacar um dois dois, no caso os professores Márcio Jardim e Nonato Chocolate.

Isso sem falar que, lá na frente, o próprio Flávio Dino pode tirar um nome do bolso e indicá-lo para o Senado Federal. Ou alguém tem a coragem de duvidar dessa possibilidade? Óbvio que não!

Outra: não se pode ignorar o fato de Weverton Rocha se incomodar com o crescimento de Eliziane Gama nas pesquisas, sua condição de evangélica e de ficha limpa. Não é por acaso que começa aparecer vários “memes” nas redes sociais tentando desqualificar a irmã no que leva ao mais dos inocentes observadores perceber que trata-se de fogo amigo. De onde? Os “maragatistas” como a palavra.

Já em relação ao grupo liderado pelo pré-candidato Roberto Rocha, até poucas semanas atrás estava praticamente tudo resolvido em relação à chapa para o Senado Federal com o deputado estadual Alexandre Almeida e o deputado federal José Reinaldo Tavares protagonizando a cena tucana.

Acontece, que de repente o experiente ex-governador reaparece com teses que já haviam sido superadas dentro do PSDB. Pior: inicia uma série de articulações à revelia do partido e do pré-candidato ao governador Roberto Rocha lançando até primeiro suplente, precipitando, assim, uma séria de dúvidas sobre o seu futuro político e eleitoral no PSDB.

E nesse, digamos, descuido do deputado José Reinaldo, surge o também deputado federal Waldir Maranhão, que, assim como o ex-governador, foi covardemente defenestrado do grupo de Flávio Dino e agora desponta como uma possibilidade real e concreta de ser um dos senadores na chapa do projeto Roberto Rocha governador-45.

Esse é o quadro atual da chapa de pré-candidatos ao Senado Federal no campo político de Flávio Dino e no de Roberto Rocha.

E que deve permanecer assim até as convenções.

Ou não!

Parceria entre os senadores do Maranhão garante aterro sanitário para Imperatriz e o fim do lixão a céu aberto

A construção de um novo aterro sanitário em Imperatriz está perto de se tornar realidade.

A informação foi confirmada pelo assessor de projetos da Prefeitura Max Andrade, que seguindo orientação do prefeito Assis Ramos, junto à secretária do Meio Ambiente, Rosa Arrua, demandou todos os esforços para que os recursos fossem alocados e todos os prazos fossem garantidos para que a Prefeitura pudesse formalizar o convênio a partir dos recursos alocados pelos senadores maranhenses.

Nessa quinta-feira (28), os senadores que compõem a bancada do Estado, Roberto Rocha (PSDB-MA), Edison Lobão (PMDB-MA) e João Alberto (PMDB-MA), conseguiram empenhar recursos na ordem de R$ 21 milhões, junto ao Orçamento Geral da União (OGU) 2017 – Ministério do Meio Ambiente.

Com isso, o prefeito Assis Ramos (PMDB) já assinou o convênio com o Governo Federal.

O próximo passo é a apresentação do projeto à regional Caixa Econômica Federal no Maranhão, que deve ser concluído em breve. Quando aprovado, o município poderá licitar a escolha da empresa que será responsável pela execução das obras.
A implantação de um sistema ambientalmente adequado e viável de resíduos sólidos obedece à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada por meio da Lei Federal 12.305/2010. O aterro é uma antiga reivindicação que se arrasta há, pelo menos, 15 anos em Imperatriz. Com população estimada em 255 mil habitantes. Atualmente, a cidade enfrenta uma situação de emergência socioambiental caótica, o que coloca em risco a saúde pública, especialmente com a presença cada vez maior de lixões sem quaisquer tratamentos prévios.

Os recursos assegurados por meio do trabalho de parceria entre os senadores maranhenses serão usados para aquisição de uma área de 500 mil m², no km 22 da BR-010, saída de Imperatriz para Açailândia, onde será instalado o novo aterro sanitário. O dinheiro também será aplicado para desativar o atual lixão da cidade e garantir a recuperação de toda área degradada, que hoje contamina todo o lençol freático na região próxima à fábrica da Suzano. A expectativa é de que o aterro comece a ser instalado já em 2018.

(Fonte: Jornal O Progresso, de Imperatriz)

ELEIÇÕES 2018: Raimundo Monteiro é nome do PT para o governo 22

O partido deve caminhar para ser ator do seu próprio destino, dono dos seus próprios passos e sair das amarras de estar preso a este ou aquele grupo político

Como o Blog do Robert Lobato vem informando já há algum tempo, o PT pode desembarcar oficialmente do governo Flávio Dino (PCdoB) e partir para um voo solo em 2018.

O partido havia decido pelo apoio à reeleição do comunista durante o seu último congresso, mas atualmente a insatisfação é muito grande entre os petistas, inclusive a fração que sempre esteve ao lado do projeto Flávio Dino governador-65.

A exoneração do dirigente Márcio Jardim da Secretaria de Esporte e Lazer (Sedel), a postura submissa do atual presidente Augusto Lobato ao Palácio dos Leões – ele é assessor especial de Flávio Dino -, e a incapacidade do governador comunista de ver o PT como um todo e não apenas como “uma parte” são alguns dos motivos que podem precipitar a candidatura própria petista ao governo e ao Senado, e, por conseguinte, deixar o PCdoB em maus lençóis no ano que vem.

O fator Lula

Pesquisas de diferentes institutos mostram que Lula tem muita força no estado sendo ou não candidato a presidente da República. Se o ex-presidente vier ser candidato, melhor ainda para quem contar com o seu apoio, principalmente se for um candidato do PT.

E é exatamente neste ponto que o PT maranhense aposta num projeto político e eleitoral próprio, e o nome mais cotado para defender a bandeira e legado dos governos Lula e Dilma na campanha de 2018 é o de Raimundo Monteiro, ex-superientende do Incra e ex-presidente estadual do PT.

Além de ser da mesma corrente do Lula, Monteiro conta com ótimo transito entre as correntes internas do partido e é um lulista convicto desde sempre. Aliás, ele já foi candidato a governador em 2002 quando obteve 6,02% dos votos válidos ficando em terceiro lugar naquele pleito.

O fato é que o PT caminha para ser ator do seu próprio destino, dono dos seus próprios passos e sair das amarras de estar preso a este ou aquele grupo político.

Bons quadros o partido possui, inclusive se fizer um grande pacto interno para formar uma chapa forte de governador/vice e senadores/suplentes, além, claro, da chapa proporcional focando na reeleição de Zé Carlos, deputado federal; e na de Zé Inácio, deputado estadual; podendo, inclusive, ampliar bancada tanto na Câmara de Deputados quanto na Assembleia Legislativa. Resta saber se terá coragem.

Os movimentos até aqui caminham nesse sentido.

É aguardar e conferir.

Flávio Dino, a bancada maranhense no Congresso e o governo Temer 2

Ao manter uma relação apenas “varejista” com a bancada maranhense no Congresso Nacional, Flávio Dino acaba por apequenar o própria representação popular dos parlamentares

Já ficou mais do que claro que Flávio Dino (PCdoB) não tem qualquer influência política sobre a bancada maranhense no Congresso Nacional. É assim desde o início do seu governo e desta legislatura na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Mesmo durante o processo de impeachment da presidente Dilma, quando o governador maranhense ganhou a mídia nacional para defender o mandato da petista, Flávio Dino demonstrou que não consegue contar politicamente com a bancada para coisa alguma.

Afora o deputado federal Rubens Pereira Júnior, do PCdoB, Flávio não pode se dar o luxo da bater no peito e dizer “eu tenho meus deputados”, o que para o cenário político nacional passa como desprestígio do governador.

A bancada maranhense no Congresso Nacional é essencialmente governista e está pronta para votar a pauta “reformista” do governo Temer. E o pior é que o governador não consegue tirar proveito disso, pelo contrário, faz é promover e estimular a conflagração entre deputados e senadores como ocorreu no caso da emendas de bancada.

Não se tem notícias da existência de uma agenda positiva e sistemática entre o governador e a bancada maranhense de deputados e senadores.

Ao que parece, Flávio Dino prefere operar no miúdo, no varejo, chamando um deputado aqui, outro acolá, para tratar de emendas de ambulâncias, de viaturas policiais, tratores etc. Nada de projetos estruturantes para o estado!

Com a bancada de senadores então… nem se fala!

Até o único senador que poderia contar para ajudar o seu governo, Flávio Dino conseguiu a proeza de afastá-lo politicamente por razões que só o território da paranoia pode explicar. Dá para considerar minimamente razoável o governador desperdiçar a chance de ter Roberto Rocha como seu principal aliado na planície e no planalto? É preciso ser muito bom para fazer as coisas erradas!

Ao manter uma relação apenas “varejista” com a bancada maranhense no Congresso Nacional, Flávio Dino acaba por apequenar o própria representação popular dos parlamentares.

E quando abrir os olhos já poderá ser tarde demais…