ELEIÇÕES 2018: Professor Nonato Chocolate protocola pré-candidatura ao Senado 10

O dirigente petista tem se mostrado bastante animado com a pré-candidatura à Câmara Alta e está articulando uma série atividades para dar não somente maior musculatura, mas também estadualizar o projeto Chocolate Senador

O professor Nonato Chocolate protocola amanhã, sábado, 13, a sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo PT.

O registro será feito na sede do partido, localizada no bairro do Cohafuma, durante ato de “13 Dia de Luta”, em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato a presidente do Brasil.

O dirigente petista tem se mostrado bastante animado com a pré-candidatura à Câmara Alta e está articulando uma série atividades para dar não somente maior musculatura, mas também estadualizar o projeto Chocolate Senador.

“Amanhã irei oficializar a minha pré-candidatura ao Senado Federal na sede do PT junto ao presidente Augusto Lobato. Vamos aproveitar o ato do 13 Dia de Luta, em defesa da democracia e do direito do companheiro Lula ser candidato a presidente. A ideia é fazermos uma grande festa democrática na sede do nosso partido”, disse o pré-candidato.

O registro da pré-candidatura do professor Chocolate será acompanhada de uma vasta programação carnavalesca promovida pelo próprio PT.

Entre as atrações estão: a “Jardineira”, comandada pelo maestro Augusto Bastos; apresentação do bloco da juventude petista Tô com Lula, coordenador pelo aguerrido Carlos Augusto Filho, o Gugu, além de uma deliciosa feijoada batizada de “Feijão-13”

É o PT movimentando o pré-carnaval maranhense e, claro, a pré-campanha 2018 no estado.

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino planta vento em relação a José Reinaldo. E quem planta vento… 6

Observadores da cena política avaliam que a tática do governador é levar com a barriga a pré-candidatura de José Reinaldo ao Senado e em cima da hora, caso não seja o escolhido, o ex-governador encontrar dificuldades de voltar a concorrer a reeleição de deputado federal

O governador Flávio Dino (PCdoB) parece não perceber que pode estar caminhando para o precipício eleitoral em 2018.

O Blog do Robert Lobato poderia muito bem ficar de camarote apenas olhando a débacle política do comunista e não escrever este post que pode acabar ajudando-o a desfazer a lambança que está em curso em relação à disputa pelo Senado Federal dentro do grupo governista. Mas a esta página cabe, entre outras coisas, analisar conjunturas e cenários políticos, logo não importa se as análises ajudam ou atrapalham quem quer que seja. O que importa é debate democrático. Então vamos lá.

Como bem sabe o Maranhão inteiro, Flávio Dino já escolheu o seu primeiro candidato a senador.

O agraciado com tamanha honraria foi o deputado federal Weverton Rocha, que com o PDT no bolso e uma faca em punho, obrigou o governador a anunciar de forma bastante antecipada o apoio à candidatura do pedetista, ainda que tenha gente que garante que Flávio não acredita que o “Maragato” chegue muito longe com o seu projeto de senador.

Pois bem. Desde que Flávio Dino se viu eleito resolveu afastar antigos amigos e aliados de campanha, e conduzir sozinho a política do governo. Aí só perdeu. Perdeu Roberto Rocha, perdeu Madeira e o PSDB, perdeu Eduardo Braide, perdeu Wellington do Curso, perdeu Hilton Gonçalo e muitos outros.

Agora, o comunista corre o sério e mortal risco de perder aquele que jamais poderia se dar o luxo de perdê-lo: o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB).

É que Flávio Dino reuniu, nesta semana, a imprensa amiga do Palácio do Leões e afirmou que o somente no mês de maio de 2018 irá anunciar o segundo nome de senador na sua chapa.

Alguns observadores da cena política, porém, avaliam que a tática do governador é levar com a barriga a pré-candidatura de José Reinaldo ao Senado e em cima da hora, caso não seja o escolhido, o ex-governador encontrar dificuldades de voltar a concorrer a reeleição de deputado federal. A mesma leitura serve para a também para a deputada Eliziane Gama (PPS).

“Flávio Dino acha que José Reinaldo e Eliziane Gama estarão tão fracos politicamente lá por volta de abril e maio do ano que vem que só lhes restarão a opção de apoiá-lo. Será mesmo? Eles, na verdade, estarão com ódio do governador e virarão terríveis inimigos. Aqui vai um conselho ao governador, que não pediu : Se prometeu a Waldir Maranhão apoiá-lo para senador, por que não o confirma? Daria uma bela chapa: Flávio, Weverton e Maranhão. Por que não?”, provocou uma liderança governista do interior com forte credibilidade na classe política.

Enfim, está claro que o governador Flávio Dino está plantando vento quando o assunto é a eleição de senador no seu grupo político, principalmente em relação a José Reinaldo.

E quem planta vento, como bem ensina a sabedoria popular, colhe tempestade.

É aguardar e conferir.

ELEIÇÕES 2018: José Reinaldo, um pequeno passo para um candidato, mas um salto gigantesco para o Senado 4

José Reinaldo fez um movimento muito bem calculado nesta fase da sua pré-campanha ao Senado Federal ao convidar a família Macedo para integrar o seu projeto. Fecha o ano com chave de ouro.

O ex-governador José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) calcula cada movimento que deve dar na política. Até porque, como engenheiro de formação, entende de cálculos diferenciais e integrais, e os têm aplicado no território da política.

Na segunda-feira, 11, por exemplo, o agora deputado federal fez um movimento que pode ter consolidado de uma vez por todas o seu projeto para o Senado Federal.

Durante almoço realizado, em Teresina (PI), um território neutro, portanto, José Reinaldo reuniu-se com a família Macedo.

No cardápio, além de um bode no vinho de coco, o convite para o que o clã Macedo indique o primeiro suplente de senador na sua chapa, provavelmente o patriarca Dedé Macedo. Ou seja, Zé Reinaldo matou vários coelhos com uma cajadada só.

Em primeiro lugar, o pré-candidato a senador chama para perto de si um dos principais fiadores políticos e financeiros da campanha de 2014 do então candidato a governador Flávio Dino (PCdoB). Uma saia justa do “caramba” no comunista.

Em segundo lugar, Dedé Macedo é pai do deputado estadual Fábio Macedo, do PDT, mesmo partido do também pré-candidato a senador Weverton Rocha, presidente estadual do legenda trabalhista e que já recebeu o apoio declarado do governador Flávio Dino.

Por fim, Zé Reinaldo contou com o apoio de ninguém menos do que o ex-prefeito de Timon e ex-deputado estadual, o pedetista histórico Chico Leitoa, nessa empreitada política de chamar a família Macedo para compor no projeto de senador do agora deputado federal – comenta-se que Chico está de olho na segunda suplência, mas ele nega.

Detalhe importante: o almoço da segunda-feira, 11, em Teresina, foi à revelia do Palácio dos Leões e do PDT de Weverton Rocha.

O fato é que José Reinaldo fez um movimento muito bem calculado nesta fase da sua pré-campanha ao Senado Federal. Fechou o ano com chave de ouro.

Parodiando a frase do astronauta americano Neil Armstrong ao pisar na lua, Zé Reinaldo de “um pequeno passo para um candidato, mas um salto gigantesco para o Senado”.

É aguardar e conferir.

PS: Chico Leitoa, assim como José Reinaldo Tavares, é engenheiro, logo entende de cálculos também.  🙂

IMAGEM DO DIA: Waldir Maranhão amplia conversas sobre candidatura ao Senado

O deputado federal Waldir Maranhão (Avante) fez uma produtiva agenda política nesta terça-feira, 12, em Brasília. Na pauta, os possíveis cenários das eleições de 2018. Pré-candidato a senador, Waldir tem intensificado e ampliado as conversações políticas sobre a sua candidatura à Câmara Alta. Além do deputado Hildo Rocha (PMDB), participaram também da agenda o ex prefeito de Magalhães de Almeida, João Cândido Carvalho Neto, e João Igor, atual prefeito de São Bernardo.

É aquela história: está chegando a hora de vaca desconhecer bezerro…

ELEIÇÕES 2018: A esperteza de Flávio Dino em relação ao projeto “Werverton senador” 14

Caso Weverton venha a ter complicações com Justiça e a Polícia Federal, o gesto de Flávio Dino, ontem, servirá para o governador continuar tendo o PDT do seu palanque, pois terá o crédito pra dizer: “Fiz a minha parte, se não deu, não é culpa minha”.

O governador Flávio Dino (PCdoB) é esperto pra caramba!

E ontem, sábado, 2, deu mais uma demonstração dessa sua esperteza.

Ao aparecer no ato do PDT para declarar apoio à pré-candidatura do deputado Weverton Rocha ao Senado Federal, mais do que um gesto de companheirismo e lealdade ao “dono” da legenda trabalhista no Maranhão, Flávio apresentou, digamos assim, uma “carta de seguro”. Explico.

É que o governador comunista sabe que o “Maragato” pode se ferrar lá frente e sequer ser candidato à reeleição de deputado e muito menos a senador. Tem muito rolo de Weverton Rocha e isso pode tirá-lo das eleições de 2018 como candidato a qualquer cargo.

Ou seja, caso realmente Weverton venha a ter complicações com Justiça e a Polícia Federal, o gesto de Flávio Dino, ontem, servirá para o governador continuar tendo o PDT no seu palanque, pois terá o crédito pra dizer: “Fiz a minha parte, se não deu, não é culpa minha”.

É ou não é esperto o governador?

ELEIÇÕES 2018: Aumenta pressão sobre Flávio Dino por José Reinaldo senador 6

A cada dia, uma pressão medonha sobre Flávio Dino para declarar definitivamente que o José Reinaldo não é apenas “um” dos seus candidatos ao Senado Federal em 2018, mas “o” candidato!

José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) não está brincando de fazer política. Aliás, nunca esteve, ainda mais agora próximo de completar 80 anos de vida.

A prova disso é a articulação coordenada por aliados de peso do ex-governador para formar um grande grupo político por dentro do “grupão” liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). O objetivo é pressionar o chefe do executivo estadual a declarar apoio à candidatura do Zé Reinaldo ao Senado Federal, coisa que o comunista vem evitando fazer.

O “núcleo duro”, por assim dizer, desse grupo em torno do deputado federal José Reinaldo é formado por lideranças do peso de Cleomar Tema, presidente da Famem e prefeito de Tuntum; deputado Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa; o ex-deputado Rubens Pereira, o Rubão.

Além do campo político de apoio ao projeto “José Reinaldo senador 2018”, o ex-governador conta também com o entusiasmo aguerrido da imprensa maranhense na pessoa do diretor do Jornal Pequeno, jornalista Lourival Bogéa, que num grupo na rede social do WhatsApp, declarou: “O Jornal Pequeno assumiu publicamente a defesa da candidatura de José Reinaldo por entender que o Maranhão deve esse mandato [de senador] a ele e ainda por ter a compreensão de que não fosse a corajosa atitude dele de romper com Sarney ainda hoje o Maranhão estaria sob o comando de um grupo que mandou e desmandou 50 anos no Estado”.

O fato é que cresce, a cada dia, uma pressão medonha sobre Flávio Dino para declarar definitivamente que o José Reinaldo não é apenas “um” dos seus candidatos ao Senado Federal em 2018, mas “o” candidato!

Em tempo: Nos bastidores político já ouve-se falar que Zé Reinaldo e o seus aliados já não descartam lançar um nome alternativo para o governo e o deputado sair candidato a senador por essa chapa. Vale aguardar e conferir.

Leia também: Padrinhos de Flávio Dino formam grupão por Zé Reinaldo para o Senado

São Mateus: Prefeitos e outras lideranças lançam pré-candidatura de Zé Reinaldo ao Senado neste sábado

Mais de 80 lideranças políticas de várias regiões do estado – entre prefeitos; vice-prefeitos; vereadores; deputados estaduais e federais; ex-prefeitos; presidentes de partidos; além de representantes comunitários – participarão, neste sábado (28), do lançamento da pré-candidatura ao Senado do ex-governador e atual deputado federal, José Reinaldo Tavares.

O evento, denominado de II Encontro da Gratidão, terá início às 17h no CEMA, localizado no bairro Vila Barreto, no município de São Mateus, na Região do Médio Mearim.

Zé Reinaldo lançou oficialmente sua pré-candidatura à Câmara Alta no mês de maio na cidade de Tuntum, administrada pelo seu aliado, o prefeito e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema.

Em São Mateus, o evento está sendo organizado pelo prefeito Miltinho Aragão com o apoio de vários outros gestores municipais, que enxergam na pré-candidatura do ex-governador a oportunidade de, em 2018, eleger um senador verdadeiramente municipalista.

“Vamos construir um Senado que olhe para os municípios. Serei um senador municipalista. Foi assim, olhando e ajudando as cidades, que governei o Maranhão”, afirmou Zé Reinaldo.

Faltando menos de um ano para o pleito, a tendência é de que as reuniões para tratar do projeto “Zé Reinado Senador’” se intensifiquem e percorram todo o Maranhão.

Em artigo, advogado analisa ingratidão de Flávio Dino com José Reinaldo Tavares 3

A depender da gratidão comunista, José Reinaldo Tavares poderá ter que contentar-se em ser vice de Flávio Dino ou, quiçá, suplente de senador de Weverton Rocha.

Ganhou boa repercussão na classe política o texto da lavra do advogado Abdon Marinho intitulado “POLÍTICA E GRATIDÃO”, publicado no seu site.

Marinho analisa a possível traição do governador Flávio Dino (PCdoB) em não apoiar a candidatura do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, a quem o comunista deve a sua carreira política.

“Se tem alguém que merece ser candidato pelo grupo que está no poder esse alguém é o ex-governador. E se tem alguém que lhe deve essa vaga de senador, esse alguém é o atual governador do Maranhão”, diz o advogado em determinado trecho do artigo.

O Blog do Robert Lobato já escreveu alguns posts sobre o fato de Flávio Dino estar empurrando Zé Reinaldo com a barriga e não declarar, de uma vez por todas, que o ex-governador contará com o seu apoio.

Contudo, a impressão que passa, infelizmente, é que Zé Reinaldo escolheu Flávio Dino como o seu grande e principal projeto político em detrimento a si mesmo, e agora colhe os frutos amargos dessa escolha, pelo menos até aqui.

A depender da gratidão comunista, José Reinaldo Tavares poderá ter que contentar-se em ser vice de Flávio Dino ou, quiçá, suplente de senador de Weverton Rocha.

É aguardar e conferir.

Fiquem com a íntegra do artigo de Abdon Marinho.

POLÍTICA E GRATIDÃO

Infelizmente os apelos dos textos não foram atendidos. Quase diariamente, ainda hoje, setores da mídia – que sabemos comem nos coches do palácio –, atacam o ex-governador com os epítetos mais baixos, inclusive, chamando-o de traidor.

ALGUÉM teria dito, que se a gratidão já habitou a casa da política, foi por tão pouco tempo que não deixou lembrança.

Outro dia, uma matéria no blog do jornalista Robert Lobato, dando conta, segundo o ex-deputado federal e constituinte, Haroldo Sabóia, que o governador do Maranhão, Senhor Flávio Dino, colocara o deputado federal e postulante ao Senado da República, José Reinaldo Tavares, na “geladeira”, pus-me a refletir sobre a frase com a qual inicio o texto.
Segundo o desabafo do ex-deputado constituinte, os Leões já teriam fechado questão em torno do primeiro nome na disputa pelo Senado Federal e, os demais, entre eles o ex-governador, iriam para o “murro”, pela segunda vaga na chapa.

Até ler o manifesto indignado do ex-deputado, não me passara pela cabeça tal coisa. Mesmo as denúncias de que as dependências do Palácio dos Leões estariam sendo usadas como comitê informal de campanha, ou que estariam em supostas sociedades, pouco ortodoxas, no setor de comunicação, creditava dever-se ao estilo extremamente audacioso do suposto preferido, que manifestação expressa do chamado “núcleo duro” do governo.

Ainda a mídia subterrânea impingindo ao ex-governador os mais cruéis adjetivos, dentre os quais, o de “traidor”, segundo dizem, por inspiração palaciana e ainda as diversas tentativas de “enquadramento” ao parlamentar, me fez perceber qualquer ato de deslealdade por parte dos atuais inquilinos em relação àquele.

Vou além, nunca passou pela minha cabeça que não fosse o ex-governador José Reinaldo, o candidato com vaga “cativa” na chapa governista, ficando os demais para a disputa da segunda vaga. Mesmo porque, como dizia antigo aforismo, antigüidade é posto.

E, não, apenas, por isso, o ex-governador, como é por todos sabidos, mesmos pelos mais ingratos, foi essencial para o quadro político que temos hoje.
Não sou eu que digo isso, é a história.

A primeira vez que falei com o ex-governador foi na antiga residência de verão, em São Marcos, corria o ano de 2006, há onze anos, portanto.

Apesar de nunca termos tido qualquer contato anterior, tratou-nos – a mim e a meu sócio –, como se fôssemos velhos conhecidos. Como não poderia deixar de ser, já na contagem regressiva para as eleições, trocamos impressões sobre o quadro politico. Ele achava que o ex-ministro Edson Vidigal seria o alçado para o segundo turno para disputa com a candidata Roseana Sarney. Opinei que achava mais fácil o Jackson Lago, por conta da militância mais aguerrida.

Naquela oportunidade, muito além do frenesi pela disputa majoritária, uma coisa me chamou a atenção: o extremo otimismo com que ele falava da candidatura do ex-juiz Flávio Dino, tratando-a como se fosse o fato mais relevante daquela eleição.

Falava com um certo brilho no olhar, uma espécie de empolgação “paternal”, antevendo o sucesso do filho. Acredito, já tinha como certo a vitória dele para a Câmara e que seria o candidato ao governo no pleito seguinte, 2010.

O resto da história é de todos conhecida. Como previ, Jackson lago foi o “aprovado” para o segundo turno, e lá conseguiu a vitória memorável sobre a candidata Roseana Sarney, para celebrar a data, o ex-governador, fez inaugurar num bairro popular da capital, a escola 29 de outubro, na Cidade Operária, uma homenagem singela.

Depois, Jackson Lago foi cassado pela Justiça Eleitoral – menos pelo que fez e mais pelos erros estratégicos cometidos –, e Roseana Sarney, assumindo o governo (e por conta dele), sagrou-se vitoriosa na eleição de 2010.

O sonho de Zé Reinaldo de ver o seu “favorito” eleito governador só foi concretizado em 2014. E, desde 2015, o que mais se comenta nas rodas políticas são os maus-tratos sofrido por ele patrocinados pelos subterrâneos dos Leões.

Em determinado momento, as agressões pareceram-me tão ofensivas que tomei a liberdade de escrever um texto cujo título foi: “Respeitem o Zé”, resgatando um pouco da história política do estado é o papel assumido pelo ex-governador.

Infelizmente os apelos dos textos não foram atendidos. Quase diariamente, ainda hoje, setores da mídia – que sabemos comem nos coches do palácio –, atacam o ex-governador com os epítetos mais baixos, inclusive, chamando-o de traidor.

Nunca os levei muito a sério porque a história está aí a comprovar: poucos dos que o atacam – na verdade, nenhum –, chegaram, pelo menos perto, do que fez o ex-governador pela alternância de poder no Maranhão. Muitos dos que estão encastelados no poder, usufruindo o que devem, e o que não lhes pertencem, assim estão, graças ao apedrejado.

Nestes onze anos, em troca a tudo que fez pelo projeto da alternância de poder, Zé Reinaldo teve mais dissabores que reconhecimento.

Em 2010, para ajudá-lo na eleição ao Senado Federal, lançaram cinco candidatos para as duas vagas; em 2014, fizeram mais, ele teve que abrir mão da candidatura em nome dos acordos e pactos maiores para eleição do governador.

Mas, apesar do retrospecto, não dei crédito a informação de o que o ex-governador José Reinaldo Tavares, estaria, mais uma vez, sendo preterido na disputa para o Senado, colocado na geladeira, como disse o ex-deputado Haroldo Sabóia, e que teria de ir para o “murro”, na sublegenda governista, caso queira ser candidato.

Não bastasse isso, os ataques rotineiros que sofre por parte da mídia “amilhada” pelo governo que ajudou a eleger.

Caso isso se confirme será algo, realmente, estupefaciente.

Se tem alguém que merece ser candidato pelo grupo que está no poder esse alguém é o ex-governador. E se tem alguém que lhe deve essa vaga de senador, esse alguém é o atual governador do Maranhão.

São duas vagas para o Senado Federal, o mínimo que o governador deveria ter feito – desde o primeiro dia que assumiu – era chamar os seus dizer: – um dos meus candidatos a senador em 2018 é José Reinaldo, se “matem” aí pela segunda indicação.
Era é o mínimo que deveria ter feito. Ato contínuo a isso, proibir a campanha sórdida que agentes do governo e seus xerimbabos têm feito contra o ex-governador.

Aprendi com meu saudoso pai – com sua sabedoria de analfabeto –, que lealdade não é favor, e, sim, dever. Todos estes que ficaram mais de 50 anos esperando para chegarem ao poder, têm o dever de lealdade com o ex-governador José Reinaldo, se não honrarem, merecerão, com maior razão, o adjetivo com o qual lhe brindam quase que diariamente. Uns mais que os outros.

A atual quadra política maranhense me traz uma outra lembrança.

Certa vez indaguei a um amigo e cliente do grupo Sarney: — Fulano, você pensa muito parecido conosco, por que não vem somar com a gente nesta eleição?
Respondeu-me: — Abdon, meu amigo, não faço isso porque tenho muito menos medo de Sarney que de “vocês”.

O ex-governador José Reinaldo, caso se confirme o que está desenhado, será a personificação viva do que me disse este amigo.

Abdon Marinho é advogado.