A atuação parlamentar de Wellington do Curso e a irresponsabilidade de um governador 10

Ao sugerir que Wellington do Curso poderia estar “a serviço de facções criminosas”, Flávio Dino não apenas comete uma irresponsabilidade medonha como esquece que o seu governo, isso sim, foi acusado por entidades e autoridades sérias ligadas ao direitos humanos de ter feito acordos com facções do crime organizado para conter rebeliões no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

“Muito empenho de alguns políticos em combater ações policiais sérias no Maranhão, que estão reduzindo criminalidade. Fico preocupado se não estão a serviço de facções criminosas. Infelizmente esse tipo de infiltração acontece no Brasil”.

Foram com as palavras acima que o governador Flávio Dino (PCdoB), no alto da sua bazófia, tentou desqualificar a ação parlamentar do deputado estadual Wellington do Curso (ainda no PP).

Wellington é conhecido e reconhecido pela forma aguerrida com que atua na Assembleia Legislativa e tem sido um crítico ferrenho quanto à forma com que o governador comunista tem tratado a segurança pública no Maranhão, inclusive em relação às atrapalhadas cometidas na realização de concursos para o setor.

Ao sugerir que Wellington do Curso poderia estar “a serviço de facções criminosas”, Flávio Dino não apenas comete uma irresponsabilidade medonha como esquece que o seu governo, isso sim, já foi acusado por entidades e autoridades sérias ligadas ao direitos humanos de ter feito acordos com facções do crime organizado para conter rebeliões no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

São arroubos do tipo que fazem crescer a cada dia, no seio do povo maranhense, o sentimento de que esse governador não tem rumo.

E precisa pegar um cartão vermelho nas eleições de outubro.

Urbano Santos: Othelino e Josimar de Maranhãozinho recebem demandas da população

Othelino e Josimar de Maranhãozinho disseram que a reunião, com a participação de centenas de pessoas, serviu para ver de perto as demandas da população

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e o  deputado Josimar de Maranhãozinho (PR) reuniram-se com populares e lideranças comunitárias e políticas de Urbano Santos, no domingo (4), para discutir propostas visando à destinação de obras e serviços que possam melhorar o município.

O encontro foi organizado pelo ex-candidato a prefeito da cidade, Washington do Posto. Othelino e Josimar de Maranhãozinho disseram que a reunião, com a participação de centenas de pessoas, serviu para ver de perto as demandas da população.

“Conversamos com Washington e os participantes sobre as demandas da população. As pessoas falaram dos principais problemas da cidade e o compromisso que firmamos, eu e o deputado Josimar, foi de  tentar ajudar a população por meio de nossa ação parlamentar”, explicou.

Os dois deputados foram recepcionados pelo ex-candidato a prefeito da cidade, que promoveu um grande debate a fim de ouvir da população propostas que possam ser atendidas por meio da atuação parlamentar dos dois.

Aos dois deputados, os moradores e lideranças comunitárias e políticas expuseram problemas trazidos por várias comunidades e bairros, a exemplo de ruas sem asfalto, hospital inacabado e estradas vicinais ruins.

Josimar de Maranhãozinho também disse que pretende ser parceiro do líder político local, sempre levantando a bandeira em defesa de Urbano Santos. Ele garantiu que vai se esforçar para atender às demandas da população local.

Estiveram presentes também dois vereadores locais pela oposição, Romiro Max e Leia Costureira; o presidente da Câmara Municipal da vizinha São Benedito do Rio Preto, Dário Erre, e o prefeito desta cidade, Maurício Fernandes.

Os vereadores enfatizaram a importância do encontro com os deputados e relacionaram vários problemas na cidade, como o sucateamento dos serviços públicos.

Ao falar, Washington do Posto apresentou também uma lista dos problemas enfrentados pela população, principalmente a mais humilde, e os agricultores.

Elogiou Othelino e Josimar, pela disposição de debater com os moradores os problemas que lhes afetam.

Todas as demandas apresentadas pela população são por melhorias e os deputados garantiram que vão imprimir esforços no sentido de atendê-las.

(Da Assessoria)

CUTRIM VERSUS PORTELA: Quem vai dar o primeiro tiro? 8

A sociedade não está interessada nesse duelo entre Jefferson Portela e Raimundo Cutrim. Duelo, diga-se de passagem, que pode acabar no melhor estilo do Velho Oeste americano

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela e deputado estadual Raimundo Cutrim voltaram a trocar farpas, o primeiro através das redes sociais e o segundo da tribuna da Assembleia Legislativa.

O duelo entre as duas autoridades, ambas do PCdoB, chega a níveis que beira a barbárie e está longe de ser condizente para um secretário de Estado e um parlamentar, ainda que o Cutrim faça críticas no campo da gestão e do desempenho de Portela frente ao sistema de Segurança Pública do Maranhão. Aliás, o próprio Cutrim já foi por vários anos secretário de Segurança.

Não se trata de saber que tem razão nessa briga, mas dos dois elevarem o nível do debate e somarem esforços para melhorar a Segurança do estado que não está essa “Brastemp” toda, mas avançou em alguns pontos, principalmente em relação ao sistema prisional, que bem ou mal tem a ver com o trabalho de Jefferson Portela, e também em relação ao combate ao crime organizado.

De qualquer modo, a sociedade não está interessada nesse duelo entre Jefferson Portela e Raimundo Cutrim, mas nos resultados práticos no sistema de Segurança.

Duelo, diga-se de passagem, que pode acabar no melhor estilo do Velho Oeste americano…

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino “sacrifica” Jefferson Portela para garantir candidatura de Brandão 4

A saída de Jefferson Portela do pleito de 2018 é uma vitória do seu rival no PCdoB, o todo poderoso Márcio Jerry, que ainda pode ganhar, lá na frente, o apoio e o voto do secretário de Segurança a sua candidatura de deputado federal.

O secretário Jefferson Portela (Segurança) anunciou na manhã desta quarta-feira, 8, que não é “candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018”.

“Comunico a todos que não serei candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018. Continuarei, como estive nos últimos 19 anos, combatendo o crime em todas as suas formas. Deixo aqui meus agradecimentos aos que manifestaram apoio, mas seguirei com o trabalho na SSP/MA. Que Deus ilumine a quarta feira de todos nós”, escreveu Jefferson em sua página pessoal no Facebook.

Jefferson Portela vinha acalentando o projeto de ser candidato a deputado federal pelo PCdoB, mas encontrava resistência do seu colega de governo e de partido, o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política).

Márcio Jerry, além de ser presidente estadual do PCdoB, é também postulante a uma vaga na Câmara Federal em 2018 e tido como o “candidato pessoal” do governador Flávio Dino.

A desistência

Evidente que a desistência de Jefferson Portela está longe de ser um gesto nobre ou de desprendimento do secretário. Há várias explicações para entender o porquê dele ter abandonado o projeto “Jefferson Portela deputado federal-2018”, entre elas duas se destacam.

A primeira é que ele, Jefferson Portela, perdeu o embate interno, no PCdoB e no governo, para Márcio Jerry que nunca engoliu a pré-candidatura do “camarada”. Márcio, claro, nega qualquer participação nesse desfecho sob alegação de que “quem manda no governo é o governador”.

A segunda, que ao menos ao olhos do Blog do Robert Lobato parece ser a mais plausível levando em conta a atual conjuntura política e partidária do estado e as próprias palavras de Márcio Jerry, é que o governador Flávio Dino “sacrificou” a candidatura de Jefferson Portela para tentar garantir que o vice-governador Carlos Brandão seja candidato a deputado federal como “prêmio de consolação” por ter perdido a presidência do PSDB e, consequentemente, a condição de “vice natural” na campanha de reeleição do governador comunista.

Seja como for, a saída de Jefferson Portela do pleito de 2018 é uma vitória do seu rival no PCdoB, o todo poderoso Márcio Jerry, que ainda pode ganhar, lá na frente, o apoio e o voto do secretário de Segurança a sua candidatura de deputado federal.

Se assim Flávio Dino determinar…

Roberto Rocha analisa situação da segurança no MA

Segurança: um pacto pela verdade (publicado originalmente no Jornal Pequeno, edição de domingo, 15)

“Pior, nos limites do grotesco, foi a nota do Governo debitando a conta ao governo anterior. Ou seja, exatamente o oposto do que fez o governador de São Paulo, isentando o adversário, aqui no Maranhão a culpa foi jogada sobre a adversária política. Custava admitir o absurdo, punir os agentes, chamar a si a responsabilidade e acenar com soluções para o futuro?”

Há certos temas que parecem estar sempre no ponto cego das políticas públicas. O mais grave deles, certamente, é a questão da segurança. Apesar de ser, hoje, uma tragédia social, apontada em todas as pesquisas de opinião como a preocupação central da população, o tema continua desafiando gestores públicos, governantes, lideranças e organizações sociais.

Basta ver que quando se trata da saúde, da educação ou do meio ambiente, há centenas, senão milhares de ongs dedicadas a essas causas. A segurança, no entanto, não merece esse prestígio.

Talvez por estar enraizada na nossa estrutura social desigual, com enormes dívidas de cidadania, o fato é que a execução das políticas de segurança é tributária de um modelo de contenção social, de viés militar, baseado no uso da força, das ações policiais armadas, da lógica repressiva.

Há boas experiências em curso, baseadas noutra lógica, como é o caso do gerenciamento dado pelo Governo de São Paulo, que vem registrando sucessivas baixas nos índices de homicídios. Esse resultado é fruto de ações permanentes desenhadas no Plano de Combate aos Homicídios, seguido do fortalecimento das agências policiais e o uso de projetos de tecnologia e inteligência policial.

Mas para que essas ações deem resultado, há que ter uma nítida cadeia de comando, atuando com metas claras e o reconhecimento real do problema.

Ainda esta semana o governador Geraldo Alckmin afastou um delegado, sem alarde e sem espetacularização, pelo fato do agente ter excedido de suas funções, ao promover uma ação de busca a partir de uma denúncia anônima. E, vale dizer, essa ação atingia o filho do ex-presidente Lula, um adversário político.

Bem diferente do que vimos esta mesma semana no Maranhão. Aqui, agentes da lei enjaulavam seres humanos numa horrenda cena pública de humilhação e barbárie. A morte trágica de um empresário, encarcerado por um simples incidente de trânsito, desencadeou protestos pelo Brasil todo, merecendo aqui, no entanto, um eloquente silêncio da Secretaria de Direitos Humanos do Estado.

Pior, nos limites do grotesco, foi a nota do Governo debitando a conta ao governo anterior. Ou seja, exatamente o oposto do que fez o governador de São Paulo, isentando o adversário, aqui no Maranhão a culpa foi jogada sobre a adversária política. Custava admitir o absurdo, punir os agentes, chamar a si a responsabilidade e acenar com soluções para o futuro?

A segurança tem que ser entendida como um bem público, cujo centro está na cidadania. Há que se redefinir o pacto federativo, dando condições para os municípios também atuarem, em conjunto com os governos Federal e Estadual. Eu mesmo já propus uma alteração na Constituição (PEC 33/2014) definindo dotação orçamentária para os entes municipais. O projeto já foi aprovado na CCJ e aguarda votação no plenário.

Transformar o paradigma de segurança exige continuidade das políticas públicas, planejamento, modernização de sistemas e mobilização social. E, principalmente, um pacto de verdade entre o Governo e os cidadãos, É necessário que através desse pacto o Governo gere informações estatísticas confiáveis, reconheça a gravidade do problema e não escamoteie as responsabilidades pelas quais o povo, soberanamente, lhe outorgou o mandato.

*Roberto Rocha* senador da República.