SAÚDE: Pacientes reclamam da falta de medicamento na Farmácia da Alto Custo do governo do MA

Leitor denuncia falta de medicamento especializado para pacientes que fazem hemodiálise

A FEME – Farmácia de Medicamento Especializado, também chamada de “Farmácia de Alto Custo -, é uma unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES) que tem como finalidade fornecer medicamentos específicos para tratamento de doenças de baixa prevalência, cujo tratamento é feito com remédios de alto elevador ou porque embora os medicamentos não sejam tão caros, devem ser tomados por toda a vida pelos pacientes.

Pois bem. Após reportagem da TV Mirante, exibida nesta terça-feira, 10, dando conta de que maranhenses que precisam de hemodiálise estão morrendo no interior do estado, um leitor procurou o Blog do Robert Lobato para fazer a seguinte de denúncia:

“Meu caro Robert, falta medicamentos na farmácia de alto custo, a qual é mantida pelo Estado. Os pacientes que fazem hemodiálise necessitam do medicamento chamado Eritropoetina. Sem esse medicamento os pacientes vão ficando anêmicos e pode levar à morte. O medicamento está em falta há mais de 30 dias e os funcionários, além de tratarem mal os pacientes, não dão nenhuma previsão da chegada do referido medicamento. São diversos os medicamentos que estão em falta. A entrega gratuita desse medicamento é direito do paciente e dever do Estado, já que são medicamentos com o custo muito alto”.

A denúncia do leitor é tão grave quanto o conteúdo da matéria da TV Mirante até porque uma coisa está ligada diretamente à outra. Ou seja, se já é um absurdo, para não dizer coisa pior, os pacientes dos municípios de interior não terem tratamento adequado onde moram ficando obrigados a fazer longas viagens para São Luis, imaginem chegar na capital e serem levados a enfrentar outro problema que é a falta de mendicamento especializado.

O Ministério Público bem que poderia fazer uma vista à FAME, que fica logo aí na Praia Grande onde funcionava o Shopping do Cidadão, em frente ao Terminal de Integração.

Fiquem com a matéria da TV Mirante, via canal do jornalista Gilberto Léda no Youtube, sobre o drama enfrentado pelos pacientes que precisam de hemodiálise no Maranhão.

E assim caminha a saúde no governo Flávio Dino….

Sobre o que marcou o governo Flávio Dino em 2017 (Pegadores, Alugueis Camaradas, Italuís…) 8

O interessante é que em todos os episódios negativos ocorridos em 2018, o governador Flávio Dino tratou de justificá-los exatamente como sempre faz quando encontra-se encurralado: pondo culpa no governo anterior.

O ano de 2017 certamente não deixará lá muitas boas lembranças para o governador Flávio Dino (PCdoB).

Mesmo que tente fazer um esforço desgraçado para passar a ideia de que foi um ano de conquistas e realizações, como disse na “entrevista camarada” concedida a um pool de emissoras amilhadas a partir da Rádio Timbira, é evidente que 2017 foi um ano que expôs o lado sombrio do governo comunista no que diz respeito à corrupção e a falta de gestão.

A Operação Pegadores, deflagrada pelo Polícia Federa conjuntamente com o Ministério Público Federal, Justiça Federal e Controladoria Geral da União, foi tudo o que Flávio Dino não queria que acontecesse, tanto que até hoje procura dar um jeitinho de desqualificar a referida operação.

A ação da PF revelou um sofisticado esquema de corrupção que desviou milhões da Secretaria de Estado da Saúde (SES), pasta comandada pelo advogado Carlos Lula. Também mostrou a existência de uma “folha santa” com 400 fantasmas entre amigos, namoradas, amantes, ficantes e pegantes de agentes do governos, os tais “pegadores” – só cabra bom de fêmea. Muitos dos envolvidos acabaram sendo presos.

Além da Operação Pegadores, outra ocorrência que marca o 2017 do Governo do Maranhão é a lambança da inauguração da nova adutora do sistema Italuís prometida para não deixar faltar água “por cem anos” em São Luis, mas que não durou 24h de duração. O resultado foi o rompimento de parte do sistema justamente onde o atual governo mexeu para não ter que dar conclusão ao projeto original deixado pela gestão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Tem ainda o escândalo dos chamados “Alugueis Camaradas”, ou seja, uma rede de locação de imóveis pelo poder público estadual cujos proprietários são pessoas amigas do governador e/ou filiados do PCdoB. Tal como a Operação Pegadores, o caso dos “Alugueis Camaradas” também ganhou destaque na imprensa nacional.

Outro momento difícil para o governador Flávio Dino foi a morte do comerciante Francisco Edinei Lima Silva, de 40 anos, após ficar preso por cerca de 18 horas em uma jaula a céu aberto nos fundos de uma delegacia da Polícia Civil, em Barra do Corda. O local não tinha sequer banheiro, teto, nem água encanada. Foi mais um acontecimento que ganhou destaque na mídia nacional.

O interessante é que em todos os episódios acima citados o governador Flávio Dino tratou de justificá-los exatamente como sempre faz quando encontra-se encurralado: pondo culpa no governo anterior.

Só que não cola mais.

E 2018 tende a ser pior ainda…

ELEIÇÕES 2018: Ricardo Murad reúne imprensa para anunciar pré-candidatura ao governo e apresentar “Carta Compromisso” 10

O ex-secretário assegura que fará uma campanha propositiva e que não vai se limitar apenas a bater em Flávio Dino como muitos podem achar.

Amanhã, terça-feira, 12, o ex-secretário Ricardo Murad vai anunciar oficialmente que irá disputar o governo do Maranhão em 2018.

Em coletiva à imprensa, Ricardo reunirá a executiva do PRP para, além de ratificar a sua pré-candidatura de governador, apresentar uma “Carta Comprimisso” com várias propostas “inovadoras, arrojadas e viáveis para o nosso estado”, para usar as palavras do próprio pré-candidato.

Não obstante seja de um partido “nanico” praticamente sem tempo no horário gratuito de rádio e tevê, Ricardo Murad avalia que pode fazer uma boa campanha via redes sociais, debates e encontros presenciais pelo Maranhão afora.

O ex-secretário assegura que fará uma campanha propositiva e que não vai se limitar apenas a bater em Flávio Dino como muitos podem achar.

Farei uma campanha propositiva, pra cima e defendendo ideias e projetos viáveis para o Maranhão. Quem achar que limitarei a minha campanha a bater no Dino vai quebrar a cara, pois quero discutir o nosso estado, embora as criticas a essa gestão desastrosa do comunista serão invitáveis”, disse Ricardo ao Blog do Robert Lobato.

O lançamento da pré-candidatura de Ricardo Murad será feito no Hotel Luzeiros.

O governo Flávio Dino virou um caso de polícia 10

Se antes o Palácio dos Leões gastava milhões em variedades como lagostas, filés, peixes finos e bebidas nobres, no atual governo os milhões foram desembolsados para um único gênero: “sorvete”!

Querendo ou não o governador Flávio Dino (PCdoB), o seu governo virou um caso de polícia. É uma gestão que está nas páginas policiais, inclusive com vários gestores importantes que foram ou continuam presos.

Se isso fere o ego do governador não é problema ou culpa do ex-presidente José Sarney e muito menos da imprensa, que está no seu papel de informar a sociedade e analisar fatos em cima de documentos e relatos que chegaram ao conhecimento público através dos responsáveis da Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal em colaboração com o Ministério Público Federal, Justiça Federal e Controladoria Geral da República, inclusive por meio de entrevista coletiva.

Pode ser arrasador para Flávio Dino ter que encarar o fato de auxiliares de sua relação íntima no governo estarem metidos em esquemas de corrupção que desviaram alguns milhões de reais de um setor governamental tão sensível como é o caso da saúde, mas o fato é que essa “sorveteria” escandalizou o Maranhão.

Se tempos atrás o Palácio dos Leões gastava milhões em variedades como lagostas, filés, peixes finos e bebidas nobres, no atual governo os milhões foram desembolsados para um único gênero: “sorvete”! Que, aliás, é tão calórico quanto os demais gêneros citados anteriormente, daí, quem sabe, a explicação para tantos comunistas estarem acima do peso, inclusive o governador e o seu principal homem.

Não anima o Blog do Robert Lobato fazer a lamentável constatação de que o governo Flávio Dino virou caso de polícia.

E a tendência é coisa ficar mais punk nos próximos dias…

PEGADORES: Flávio Dino volta a dar pressão na PF sobre a “Lista dos 400” 12

Talvez o comunista saiba que no “Bonde dos 400” tem “fantasmas” de todas as cores partidárias e ideológicas, chegados tanto do atual governo quanto do governo passado, além de “fantasminhas” indicado por magistrados, membros do Ministério Público, Tribunal de Conta do Estado e por aí vai

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a dar pressão na Polícia Federal para que a instituição apresente a famosa “lista dos tais 400”, também conhecida como “Bonde 400”.

 

“Uma semana e nada da lista dos tais 400 fantasmas na saúde em 2015. E seguem as versões falsas, inventadas, forjadas, manipuladas politicamente pelo grupo Sarney/Murad e asseclas. Querem usar instituições e um império midiático para gerar factoides políticos. Uma vergonhosa perseguição. Mas quem não deve, não teme. É o meu caso. Não vou permitir que façam no Maranhão o que fizeram no Brasil”, esbravejou o comunista pela rede social do Facebook.

Segundo revelações da Polícia Federal, feitas durante coletiva concedida à imprensa que tratou dos fundamentos da Operação Pegadores, há em posse da PF, da Justiça Federal e do Ministério Pública Federal, uma relação com 400 pessoas que recebiam altos salários, sem trabalhar, através de institutos mantidos com recursos da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Informações publicadas no blog Atual 7 (veja aqui), a tal “lista do 400” já estaria em posse do secretário Carlos Lula, comandante da SES, bastando, portanto, que Flávio Dino exija do subordinado o já misterioso documento.

Contudo, Flávio Dino quer receber a “lista dos 400 fantasmas” oficialmente das autoridades responsáveis pela Pagadores.

Talvez porque saiba que no “Bonde dos 400” tem “fantasmas” de todas as cores partidárias e ideológicas, chegados tanto do atual governo quanto do governo passado, além de “fantasminhas” indicado por magistrados, membros do Ministério Público, Tribunal de Conta do Estado e por aí vai.

O fato é que Flávio Dino segue tirando onda com a cara da Polícia Federal e demais instituições responsáveis pela Operação Pegadores.

E só o tempo vai dizer que tem razão…

PEGADORES: Saiba que são os secretários que Flávio Flávio já deveria ter afastado 12

Segundo a humilde e despretensiosa opinião do Blog do Robert Lobato, alguns secretário de Estado deveriam ser afastados pelo governador Flávio Dino para o bem da imagem do seu governo

Não adianta o governador Flávio Dino (PCdoB) espernear, zangar, xingar, atacar a Polícia Federal etc. A Operação Pegadores é uma realidade posta que deve encarada e enfrentada de frente, pois expôs um lado necrosado do governo.

Se tivesse a altivez de reconhecer os erros, sacudir a poeira e dar a volta por cima, Flávio Dino deveria afastar alguns dos seus secretários pelo até o momento em que tudo fosse esclarecido, pois a rede corrupção que veio à tona com a Pegadores envolve algumas pastas que não somente a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Então quais os secretários que deveriam ser afastados na tua opinião, blogueiro?”, pegunta o leitor agoniado para saber que são os cabras.

Então vamos lá, por ordem alfabética.

Carlos Lula (Saúde) – O advogado Carlos Lula está no olho do furação nesse caso até porque todo o rolo se desenvolveu operacionalmente no âmbito da SES. Ainda que tenha chegado ao cargo para “pôr ordem na casa”, está claro que não conseguiu, pelo contrário, do que se viu a partir das investigações, Lula sabia de tudo e, ao que parece, não teve força política e autoridade administrativa suficientes para dar um basta na bandalheira. Sem falar que também é tido como “pegador”. Portanto, deve ser afastado.

Marcelo Tavares (Casa Civil) – Ainda que não seja um secretário forte, ou seja, um autêntico Secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares assina todos os atos do governo e provavelmente assinou alguns que têm a ver com as maracutaias reveladas pelo Operação Pegadores, mesmo que indiretamente. Por sinal, há um parente do secretário que foi preso pela Polícia Federal por estar envolvido na tal “Lista dos 400”. Embora não seja considerado um “pegador”, pelo contrário, é conhecido como “ferrolho”, Marcelo Tavares é um dos secretários que o governador deveria afastar, podendo até aproveitar o fato de que o Marcelo será candidato nas eleições de 2018.

Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) – Até o maranhensezinho que acabou de nascer pelas mãos de alguma parteira nos rincões deste Maranhão sabe que nada, nada, nada, acontece no governo de Flávio Dino sem o conhecimento do supersecretário Márcio Jerry. Corre até a brincadeira de que o Maranhão é o único estado brasileiro “parlamentarista”, onde tem-se Flávio Dino como chefe de Estado e Márcio Jerry como primeiro-ministro. Ora, é de imaginar que não tinha como um sofisticado esquema de corrupção como esse revelado pela Operação Pegadores não tivesse o conhecimento do “primeiro-ministro”. E se efetivamente ele não soubesse, aí mesmo que deve ser afastado, pois como é que o principal homem do governador deixa um troço desse correr frouxo no governo? Márcio Jerry, outro reconhecido “pegador”, deveria ser afastado também.

Rodrigo Lago (Transparência e Controle) – Igualmente advogado como o seu colega da Saúde, Rodrigo Lago era para ser o “vigia estratégico” do governo e o alarme para gritar “pega ladrão, pega!”, quando identificasse malversação dos recursos públicos. Contudo, contentou-se em ser uma espécie de “chefe de captura” focado tão somente no que aconteceu nos governos anteriores, perseguindo ex-gestores escolhidos a dedo pelo núcleo duro do Palácio dos Leões. E outro que possui a fama de “pegador”. Deveria ser afastado.

Estes são os secretários de Estado, segundo a humilde e despretensiosa opinião do Blog do Robert Lobato, que deveriam ser afastados pelo governador Flávio Dino para o bem da imagem do seu próprio governo.

E se não os afasta é porque sabe que é tão ou mais responsável pelos malfeitos quanto eles.

Vida e luta que seguem!

PEGADORES: A transparência embaçada de Rodrigo Lago 6

Para o passado a transparência do governo Flávio Dino e do secretário Rodrigo Lago é límpida e cristalina, mas para o presente é embaçada e turva

Dentre as muitas farsas existentes no Maranhão reveladas pela Operação Pegadores, da Polícia Federal, a política de transparência do governo Flávio Dino (PCdoB), sob o comando do advogado Rodrigo Lago, merece uma atenção especial.

Antes de virar “comunista”, Rodrigo Lago era um tucano convicto e anti-esquerdista inveterado, crítico ferino do Lula e demais petistas.

Ao desembarcar no governo do PCdoB, porém, o causídico mudou da água para o vinho e hoje afastou-se de antigos amigos e até dos familiares de tanta paixão aflorada pelo patrão comunista.

Mas, voltando à questão da transparência, a impressão é que ela sob o senhor Rodrigo Lago só funciona para corrigir malfeitos de governos anteriores. É como se dissesse: “a preocupação é com malversações do dinheiro público praticadas nos governos passados, a farra pode continuar à vontade no atual governo”.

Basta acessar o “Portal da Transparência” do governo Flávio Dino e atestar não haver registros, por exemplo, dos gastos da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares da Saúde (Emserh). Detalhe: a empresa é a fonte pagadora dos “400 fantasmas” que a Polícia Federal afirma existir no âmbito do governo do Maranhão. Isso sem falar da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), outra caixa-preta da “República Comunista do Maranhão”.

Resumo da opereta: Para o passado, a transparência do governo Flávio Dino e do secretário Rodrigo Lago é límpida e cristalina, mas para o presente é embaçada e turva.

PEGADORES: Rosângela Curado precisará recuperar o sorriso 8

Se conseguir recuperar seu sorriso, só então Rosângela poderá pensar no resgate da sua carreira política que hoje, dia 23/11/2017, está completamente comprometida.

A ex-deputada Rosângela Curado (PDT) meteu-se numa enrascada daquelas e acabou tendo que pagar o alto custo de ser presa pela Polícia Federal após a Operação Pegadores revelar tenebrosas transações que ocorrem na estrutura da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Se fez algum malfeito, o fez a mando de superiores porque é uma mulher de grupo, embora isso não justifique a pedetista fazer besteiras.

Rosângela é apenas um elo de uma corrente forjada para manter e ampliar um projeto de poder no Maranhão sob comando do PCdoB, e tendo o PDT como linha auxiliar para fazer o que der e vier, inclusive operar aquilo que os comunistas eventualmente não têm coragem.

Rosângela não contou, ao menos publicamente, da solidariedade de nenhum dos “partidos camaradas” que orbitam em torno do Palácio dos Leões.

O próprio PDT esperou duas semanas e só ontem, 22, divulgou uma nota se solidarizando com a “companheira”. Aliás, uma nota que veio a público poucas horas antes da pedetista ser solta por meio de um Habeas Corpus concedida pelo desembargador federal Ney Bello.

De qualquer forma, o desafio posto à Rosângela Curado é resgatar aquele belo sorriso que é a marca do seu rosto, muito diferente daquele sembrante pálido e triste registrado na foto oficial da polícia quando deu entrada na prisão.

Se conseguir recuperar seu sorriso, só então Rosângela poderá pensar no resgate da sua carreira política que hoje, dia 23/11/2017, está completamente comprometida.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

PEGADORES: Advogado critica silêncio do Ministério Público sobre corrupção na SES 28

O INCÔMODO SILÊNCIO DO FISCAL DA LEI

“Agora mesmo estamos diante do inusitado silêncio do Ministério Público Estadual diante das investigações e revelações feitas nesta operação policial dos “Pegadores” que é um desdobramento da Operação “Sermão dos Peixes”, ocorrida lá atrás.”

por Abdon Marinho

O ASSUNTO mais comentado dos últimos dias, no Maranhão, é a tal “Operação Pegadores”, desencadeada pela Polícia Federal para apurar mau uso de recursos públicos na área da saúde. Segundo as investigações empreendidas pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União, tais recursos estavam tendo uso diverso dos fins a que se destinavam, servindo, dentre outras coisas para o pagamento de inúmeros apaniguados, inclusive de pessoas bem próximas aos donos do poder, quando não sendo desviados, pura e simplesmente, através de algumas empresas de fachada.

As imputações são sérias, se apenas metade do que está dito se confirmar, muitos terão que se explicar com a Justiça, correndo o risco de virarem hóspedes do Estado.

Em meio a tudo isso, a tantos debates acalorados na esteira da operação policial e das investigações em si, emerge um estranho silêncio.

Passados todos estes dias não vi uma manifestação do Ministério Público Estadual. Procurei nos jornais, na mídia digital e até no sítio do órgão e não encontrei uma linha sobre o assunto. Parece, até, que os fatos não ocorrem no Maranhão ou que o MPE não é daqui ou, mesmo, que não tem nada a ver com os supostos desvios dos recursos da saúde no estado.

Mesmo que não tenham uma participação mais efetiva por conta da investigação ocorrer na esfera federal, não faz sentido que, sequer, uma nota protocolar cobrando rigorosa apuração o MPE tenha lançado.

Ainda mais absurdo considerando que o MPE conquistou o primeiro lugar no prêmio CNMP 2017 – na categoria redução de corrupção.

Essa informação, aliás, é o destaque no site do MPE e banners louvando o feito que estão espalhados Maranhão a fora. Não soa estranho que o órgão, com um escândalo desta magnitude nas barbas de suas excelências, se mantenha silente?

Por onde passo tenho ouvido os colegas advogados, sobretudo, os que atuam no interior, testemunhando sobre a incisiva atuação dos promotores em relação às administrações municipais.

São requisições, pedidos de ajustes e recomendações sobre tudo. Muitos destes colegas, mesmos os mais experientes e cordados, se ressentem com o excesso de atuação dos membros do MPE. Não que estes estejam errados, não se trata disso, é que por vezes as solicitações representam verdadeiras intromissões no que consideram o mérito administrativo.

Não sem razão, embora com certo exagero, muitos gestores, dizem, aqui e ali, que entregarão, as chaves das prefeituras aos promotores.

Outro dia, enquanto aguardava o início da sessão, no TRE, alguns jovens colegas me cercavam com tais histórias – que até reputo exageradas, repito –, um, por exemplo, disse-me: —Mestre, pediram o afastamento do gestor por que, em determinado procedimento licitatório, não tinha, no edital, um tal de QR Code (nem sabia de tal necessidade, nem sei direito que é isso); outro: — Dr., entraram com uma Ação Civil Pública de Improbidade, contra o prefeito porque uma secretária do município tem a tia nomeada diretora de uma escola em determinado povoado, ou seja incorria em nepotismo; um outro: — Dr., recomendaram que fossem demitidos todos os parentes, até terceiro grau, de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, vereadores ou de qualquer ocupante de cargo comissionado. Como o município é pequeno e todo mundo é parente, está difícil achar quem não se enquadre na vedação. Mesmo os cargos, antes tidos por de agentes políticos, como secretários, entraram na restrição.

E muitas outras histórias assim ou semelhantes. Um até disse – acho que com pilhéria –, que Procuradoria de Justiça impusera metas a serem atingidas pelos promotores nestes quesitos: nepotismo, concurso, transparência, etc.

Em que pese alguns exageros, por vezes, até açodamentos, não tenho dúvidas que suas excelências, os promotores, o Ministério Público Estadual, como um todo, estão corretos ao cobrar o cumprimento dos princípios constitucionais da probidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, e tantos outros no âmbito das administrações.

Essa é a boa prática ao redor do mundo.

Em muitos países não se cogita, sequer, parentes trabalhando com gestores eleitos ou nomeados; outros não permitem assessores pessoais ou que os cargos públicos sejam remunerados – a função pública é remunerada com o salário do cidadão, quando muito uma ajuda de custo sob o escrutínio dos cidadãos que têm acesso a nota fiscal, uma ministra de um destes países perdeu o cargo por conta de uma barra de chocolate numa nota de despesa.

Muitos são os exemplos, entretanto, soa incompreensível que ao passo em que sejam feitas essas recomendações e se adotem medidas contra os gestores municipais, no âmbito do governo estadual, sobretudo na capital, onde a estrutura do MPE é infinitamente maior, não hajam as mesmas cobranças ou medidas.

As investigações em curso revelam desvios nas contratações através de entidades de gestão de mão de obra, OCIPS, OS, etc., enquanto nos municípios são cobrados e exigidos concursos públicos. Há anos que o Estado faz uso de contratação através de tais entidades, sem ser devidamente molestado, sem que os responsáveis respondam por improbidade administrativa.

Muitos servidores, médicos, enfermeiros, odontólogos, e tantos outros, muitas das vezes, nem têm contratos assinados, muitos, sequer, sabem quem lhes pagam, só sabem que o dinheiro caiu na conta, isso quando não atrasam, dois, três ou quatro meses.

Enquanto os municípios são exigidos para que demitam todos os servidores não efetivos e que sejam parentes até terceiro grau, de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, vereadores ou de qualquer ocupante de cargo comissionado, no estado, o que mais tem são parentes de deputados, secretários, magistrados, e tudo que é autoridade pública comissionada, famílias inteiras vivem de cargos em comissão, sem serem molestados pelo Ministério Público Estadual.

Sem fazer ilação, não duvido que tenha, na estrutura administrativa Estadual, parentes de integrantes do órgão ministerial. Não seria nepotismo? Ou essa regra só vale para os municípios?

Só para lembrar, logo no início do atual governo quando inúmeros casos de nepotismo foram denunciados, o governador encerrou a discussão sobre o tema com uma frase singela de que não seria correto punir o amor.

Não se sabe – pelo menos nunca foi divulgada – qualquer medida do MPE para apurar e coibir tanto amor às custas dos contribuintes.

Tanto que as investigações atuais revelam que parentes de autoridades, estavam, inclusive, recebendo, indevidamente, recursos da saúde. Nem se fale nas esposas, irmãos, tios, de uns e de outros lotados nas mais diversas secretarias, autarquias e órgãos da administração direta e indireta.

Não seria nepotismo tais parentes de secretários e demais autoridades estarem aboletados nos diversos órgãos e secretarias estaduais?

Todos no Maranhão, até porque não é segredo, ex vi as palavras do próprio governador, sabem disso, exceto o MPE, pois se soubesse, certamente, faria no âmbito Estadual o que tem exigido que se façam nos municípios.

Não tem um dia que abramos os jornais e não nos deparamos com uma notícia, muitas da assessoria do MPE, dando conta de ações contra gestores municipais e ex-gestores, mesmo quando os tribunais e câmaras municipais aprovam contas surgem ações dizendo que aqui ou ali, numa licitação ou processo foram feridos os princípios da administração pública, com multas altíssimas, devoluções nas alturas, inelegibilidade, proibição de contratar com o poder público e até ser contratado pessoalmente para algum trabalho – muitos gestores e ex-gestores saem infinitamente mais pobres e sem sossego das administrações que participaram –, entretanto, não se tem muitas notícias deste tipo de coisa contra governadores ou secretários estaduais (quando ocorre é como exceção).

Quantas vezes os veículos de comunicação não denunciaram os excessos de aluguéis promovidos pelo governo estadual, apelidado jocosamente de “aluguéis camaradas” quase sempre envolvendo apaniguados, aliados políticos ou mesmo parentes de autoridades? Quantas investigações estão em curso para apurar tais fatos?

Se existem correm no rigoroso sigilo.

Agora mesmo estamos diante de algo que confirma o que se acaba de dizer: o inusitado silêncio do Ministério Público Estadual diante das investigações e revelações feitas nesta operação policial dos “Pegadores” que é um desdobramento da Operação “Sermão dos Peixes”, ocorrida lá atrás.

O que foi feito pelas autoridades estaduais, e aqui, não só o MPE, em relação àquelas revelações? Será que se tivessem feito algo teríamos chegado a “Operação Pegadores”?

Por vezes fico imaginando se, em algum momento, os diligentes promotores perdidos nos rincões do Maranhão, não ficam constrangidos ao constatarem, tal como agora, o tratamento diferenciado existente entre os gestores municipais e os gestores estaduais em relação ao órgão. Um erro, mesmo mínimo ou formal, pode impactar a vida dos primeiros para sempre enquanto os segundos parecem inatingíveis.

Haverá Justiça nisso?

*Abdon Marinho é advogado.

Flávio Dino e o “Bonde dos 400” 10

Ou a Polícia Federal esfrega essa bendita lista na lata do governador comunista, ou vai ter que continuar vendo ele duvidar da seriedade das declarações da instituição.

O governador Flávio Dino (PCdoB) faz certo ao cobrar a tal lista com os tais “400 fantasmas” que existiriam na Secretaria de Estado da Saúde (SES) desde o início do seu governo.

A existência da lista foi confirmada pela Polícia Federal durante entrevista coletiva à imprensa para explicar o objeto das investigações que motivaram a realização da Operação Pegadores, deflagrada na última quinta-feira, 16, e que revelou um sofisticado esquema de corrupção no âmbito da SES.

“Até o presente momento não chegou ao nosso Governo a suposta lista de “400 fantasmas” que existiriam na Secretaria de Saúde em 2015. Queremos a lista para ajudar a apurar a alegação. Já requeremos oficialmente 2 vezes e nada (…) Um delegado da Polícia Federal afirmou ao país que havia essa lista de “400 fantasmas” em 2015 e nós queremos apurar administrativamente. Onde está a lista?Queremos a lista para ajudar a apurar a alegação. Já requeremos oficialmente 2 vezes e nada”, cobrou o governador.

É inverosímel que a Polícia Federal inventasse uma lista com “400 fantasmas”!

Penso que o governador Flávio Dino, articulado como é na PF, no Ministério Público Federal e na Justiça federal, sabe que a lista existe e a quer para mostrar que, uma vez com ela em mãos, vai sustar o pagamento de todos os “fantasmas” e dizer que no seu governo a corrupção não prospera.

É ruim, portanto, que a Polícia Federal insista em não entregar a lista com os supostos fantasmas da SES que já foram apelidados de “Bonde dos 400” – em verdade um “Trem da Alegria”, cujos passageiros são amigos, amigas, namoradas, paqueras, ficantes e pegantes de agentes do governo Flávio Dino.

Enfim, ou a Polícia Federal esfrega essa bendita lista na “lata” do governador comunista, ou vai ter que continuar vendo ele duvidar da seriedade das declarações da instituição…