Em defesa de Gleisi Hofmmann 6

O jornalista Ricardo Noblat vai morrer louco, doido, varrido e não entenderá nada sobre as coisas que realmente dão sentindo à vida.

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, foi chamada de “Maria Louca” pelo jornalista e blogueiro Ricardo Noblat no post intitulado “Gleisi Maria Louca” (leia aqui).

Noblat tem a má-fama de escrever e ofender a soldo. Não sei se foi esse caso em relação à petista, cuja “loucura” cometida por ela foi tão somente defender o ex-presidente Lula e afirmar, com a firmeza que lhe é peculiar, que se não vingar “Lula livre”, voltará à cena “Eleição sem Lula é fraude”. Como é sabido de todos, a presidente do PT é uma guerreira na defesa da liberdade e candidatura de Lula a presidente da República.

Com serenidade e sensibilidade femininas de quem se sentiu ofendida na sua condição de mulher, Gleisi respondeu a Noblat pela rede social do Twitter com as seguintes palavras:

“Como mulher, na minha caminhada de lutas, não foram poucas as vezes em que me deparei com situação semelhante. Quando perdem o argumento, partem para a desqualificação. Homem branco, machista e com poder de fala pública contribuindo para intolerância e preconceito!”

É verdade que tenho minhas diferenças políticas com a presidente do PT, principalmente se tratando da situação do Maranhão.

Porém, senti-me na obrigação de sair em sua defesa depois que li as grosserias de Noblat contra a companheira. Aliás, um dos piores textos já escrito pelo “moralista” que, em 2009, foi pego com a boca na botija ao ser revelado que possuía contrato “secreto” com o Senado Federal no valor de cerca de 50 mil reais para apresentar um programa de jazz na Rádio Senado.

O jornalista Ricardo Noblat sim, deve ser uma espécie de “Maria Louca”, mas a sua “loucura” é diferente da presidente do PT certamente, posto que Gleisi Hoffmann é motivada por outros tipos de “loucuras”, entre elas a justiça social, equidade econômica, soberania nacional e democracia.

Noblat vai morrer louco, doido, varrido e não entenderá nada sobre as coisas que realmente dão sentindo à vida.

À Gleisi Hoffmann a solidariedade do Blog do Robert Lobato.

“Quem não deve algo a Sarney?”, questiona o jornalista Ricardo Noblat (OU:Flávio Dino não curtiu) 10

O texto do Noblat só comprova o que todos nós sabemos: o ex-presidente José Sarney é mais o importante e influente político vivo neste país

Um dos alvos preferidos da grande imprensa do Sul/Sudeste do país, o ex-presidente José Sarney, enfim, teve o seu talento reconhecido por ninguém menos do que o jornalista Ricardo Noblat, um dos profissionais mais respeitados da imprensa brasileira.

Em artigo intitulado Sarney, meu tipo inesquecível, Noblat analisa a importância do político maranhense para o país, um ator presente em todos os momentos críticos da vida política nacional nas últimas 5 décadas.

O Blog do Robert Lobato já havia feito um reconhecimento ao ex-presidente Sarney no post Por que Sarney merece respeito (reveja aqui), que teve boa repercussão no meio político, inclusive o próprio José Sarney ligou para este blogueiro agradecendo pelo texto.

Enfim, o texto do Noblat só comprova o que todos nós sabemos: o ex-presidente José Sarney é o mais importante e influente político vivo neste país.

Fiquem com a íntegra do artigo Sarney, meu tipo inesquecível, de Ricardo Noblat.

(Flávio Dino, que sonha em algum dia ser um Sarney, claro, não curtiu). Confira.

Vestido preto no armário, sofá branco na sala de estar e José Sarney no poder têm algo em comum: funcionam.

Que não se espere deles nenhuma surpresa. No mais das vezes seu desempenho é mediano. Mas como seria difícil imaginar o mundo sem eles…

É por isso que Sarney pode dar-se ao luxo de repetir que já se aposentou da política, que não se mete mais em nada, que lhe atribuem uma importância que já não tem…

Sarney pertence à categoria das coisas básicas. como o vestido preto e o sofá branco. E não dá qualquer sinal de que deseje renunciar a tal condição.

Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, amputou do nome o Ribamar e o Ferreira, insinuou-se na política como um renovador dos seus métodos e dela nunca mais saiu.

Foi como governador do Maranhão que o conheci, em abril de 1970, na inauguração da Usina Boa Esperança, no Piauí. Estava a poucos dias do fim do seu mandato.

Nunca mais o perdi de vista – quando nada porque meu tio, dom José de Medeiros Delgado, era arcebispo do Maranhão. Foi ele que casou Sarney com dona Marly, batizou Roseana e casou-a com Jorge Murad.

Quando Sarney era presidente da República, critiquei-o sem piedade em artigos no Jornal do Brasil. Meu tio me dizia então: “Se você pensa que irá derrubá-lo, fique sabendo que ele sobreviverá a nós dois juntos”.

Ao meu tio, sobreviveu. Ao regime militar de 64, do qual divergiu a princípio, também. Aliou-se aliou a ele para, depois de 21 anos, ao pressentir seu ocaso, afastar-se a tempo de pular no barco da oposição e, por um capricho do destino, ascender à presidência da República.

Foi o presidente que alcançou a maior taxa de popularidade por ter congelado preços e salários para sufocar a inflação. Foi também o único presidente apedrejado depois que os “fiscais de Sarney” descobriram que haviam sido enganados.

“Aquele foi o maior erro que cometi na vida”, contou-me certa vez já como senador do Amapá. Sim, porque como o PMDB do Maranhão lhe negara abrigo para que fosse candidato ao Senado, ele encontrou-o no Amapá. Ali, se quisesse, hoje, disputar um novo mandato, seria imbatível.

Por três vezes – ou foram quatro? – presidiu o Senado. Deu as cartas durante os 14 anos e poucos meses do PT no poder. E ganhou de Lula o título de “homem incomum”.

Não foi pouca coisa. Antes, Lula o chamara em público de ladrão.

Na última terça-feira, o “homem incomum” vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) que já havia sido anunciado como novo ministro do Trabalho. Fernandes simplesmente recusou-se a beijar sua mão antes de assumir o cargo.

O presidente Michel Temer justificou assim a aceitação do veto: “Devo muito a Sarney, sabe…”.

Quem não deve algo a Sarney, prestes a completar 89 anos de idade?

Vestido preto, sofá branco e Sarney estão acima e a salvo da conjuntura. São itens atemporais.