SENADO 2018. O que pensam os candidatos ao Senado sobre as reformas trabalhista e da previdência 8

Ainda que as atenções sejam maior dadas para os candidatos a governador, o que é normal em todos os estados, a cada dia que se aproxima da eleição os candidatos ao Senado Federal começam despertar o interesse do eleitorado.

Está chegando o dia das eleições e os eleitores começam a se interessar mais pelo processo.

Ainda que as atenções sejam em maior parte dadas para os candidatos a governador, o que é normal em todos os estados, a cada dia que se aproxima da eleição os candidatos ao Senado Federal começam, igualmente, a despertar o interesse do eleitorado.

E no tocante à eleição de senador, duas questões espinhosas se destacam e têm sido pautadas na apenas na campanha, mas principalmente na sociedade: as reformas trabalhista e da previdência. São questões espinhosas exatamente porque mexem direta e indiretamente com a vida dos brasileiros.

Nesse sentido, o Blog do Robert Lobato resolveu fazer uma avaliação do posicionamento dos principais candidatos ao Senado em relação a esse debate.

Este editor ressalta, porém, o entendimento que as reformas são necessárias e urgentes, e que precisam ser enfrentadas pelos futuros congressistas, mas entende também que o povo trabalhador, em particular o maranhense, não pode, mais uma vez, pagar a conta sozinho e ainda por cima bancar os privilégios dos barões do Estado brasileiro.

Vamos aos nosso candidatos:

Edson Lobão (151) – O decano maranhense no Senado Federal é filiado ao MDB partido do presidente Michel Temer, votou favorável à reforma trabalhista e deve votar favorável à reforma da previdência. Mantém, portanto, sua coerência política e tem grandes chances de faturar mais oitos anos de mandato na Câmara Alta, caso consiga convencer seus eleitores sobre seu entendimento em relação às reformas.

Sarney Filho (432) – Também chamado de Zequinha Sarney, o deputado federal é filiado ao PV foi ministro de Lula e de Temer, votou favorável à reforma trabalhista e tende a votar pela reforma da previdência, mas tudo dependerá do resultado da eleição presidencial, uma vez que Zequinha, mesmo eleito senador, pode virar ministro mais uma vez independente de quem subir a rampa do Planalto.

Eliziane Gama (232) – Como deputada federal, a deputada federal Eliziane Gama votou contra a reforma trabalhista, além de ter votado duas vezes para que Temer fosse investigado. A parlamentar do PPS já se posicionou contrária à reforma da previdência, inclusive apresentou projeto de lei pedindo plebiscito popular para anular a reforma trabalhista.

Weverton Rocha (123) – Também deputado federal, o líder do PDT e da oposição ao governo Temer na Câmara dos Deputados votou contra a reforma trabalhista e deve votar contra a reforma da previdência. Entre os candidatos a senador, o pedetista é quem tem uma postura mais populista sobre o assunto.

José Reinaldo Tavares (455) – O ex-governador e atual deputado federal é um entusiastas das reformas de Temer e as defende abertamente. Caso se eleja senador da República, certamente o Zé Reinaldo defenderá as reformas trabalhista e da previdência, principalmente se o presidente eleito for o também tucano Geraldo Alckmin, a quem jura fidelidade e lealdade.

E você, caro leitor, o que acha da posição de cada um dos candidatos que desejam representar o Maranhão no Senado da República?

Flávio Dino e os aliados pró-reformas de Michel Temer 4

Sim, o governador é pragmático e não está nem aí para o que seus aliados pensam e fazem em relação às reformas da previdência, trabalhista e tributária etc, mas não deixa de curioso o fato de Flávio Dino conviver com tamanha contradição

O governo Flávio Dino (PCdoB) é poço de contradições.

O comunista elegeu-se através de uma aliança de “centro-esquerda” tendo até o PSDB de vice. Mas, após três anos de mandato, o que se vê hoje é um governo que deu uma guinada para a “centro-direita” principalmente acolhendo várias lideranças políticas do “saneysismo”, muitas da quais o que havia de pior na “oligarquia”.

Pois bem. Flávio Dino tem se mostrado um ácido crítico do governo Temer e das reformas que o presidente peemedebista tem encaminhado ao Congresso Nacional, com destaque para a reforma da Previdência.

Ocorre que enquanto o governador maranhense estrebucha contra o “reformismo” do presidente, alguns dos seus aliados mais próximos apoiam e defendem com convicção as mudanças propostas pelo Planalto.

Aliados como os deputados federais Zé Reinaldo (ainda no PSB), Pedro Fernandes (PTB), André Fufuca (PP) e mesmo os secretários como Simplício Araújo (SD) e Neto Evangelista (PSDB), todos estão do lado de Temer e opostos às concepções de Flávio Dino no tocante ás reformas propostas pelo presidente da República.

Sim, o governador é pragmático e não está nem aí pelo o que seus aliados pensam e fazem em relação às reformas da previdência, trabalhista e tributária etc, mas não deixa de curioso o fato de Flávio Dino conviver com tamanha contradição.

A não ser que o governador esteja pensando em dar o troco nessa gelara no melhor estilo “stalinista”….