As eleições e as fake news

Em se tratando de fake news, nestas eleições de 2018 não há inocentes: em menor ou maior grau todas as campanhas fizerem uso dessa prática e continuam a fazê-la no segundo turno para presidente.

As chamadas Fake news não são um fenômeno novo; o que é novo é a rapidez com que elas se propagam com o advento das redes sociais na internet.

Divulgar notícias falsas em campanhas eleitorais sempre foi uma prática nas eleições brasileiras, infelizmente. Quem não lembra do caso da Luriam, a filha que Lula quis abortar e acabou indo parar na campanha do “caçador de marajá”, Fernando Collor, em 1989? Ou o caso Reis Pacheco, na eleição de 1994 para o governo do Maranhão? Pois é.

O que há de novo no tenebroso mundo das fake news é a velocidade com que os conteúdos chegam até o receptor, que pode até não ‘curtir’ o que recebeu, mas ainda assim ‘compartilha’.

O fato é que em se tratando de fake news, nestas eleições de 2018 não há inocentes: em menor ou maior grau todas as campanhas fizerem uso dessa prática e continuam a fazê-la no segundo turno para presidente.

A esperança dos eleitores conscientes é de que Justiça Eleitoral, partidos políticos e, claro, os candidatos, consigam estabelecer um pacto pela democracia e evitar que menos fake news se proliferem a cada eleição realizada no Brasil.

A cidadania agradece.

TEMPOS DE ELEIÇÃO: Alguns cuidados com as redes sociais para evitar estresse ou mesmo perder amigos

Não vale a pena bater boca pelas redes sociais, principalmente em grupos de ZapZap quando é sabido que não vai se chegar a lugar algum. Além de fazer mal ao coração e à pressão arterial, é burrice.

Não tem jeito. Eleição mexe com as emoções, ainda mais de quem trabalha com a política, possui filiação partidária, milita ou faz parte de algum grupo político.

Discutir e defender ideias e ideais é próprio da natureza humana, até porque somos um animal político como bem teorizara o mestre Aristóteles.

Contudo, é perda de tempo tentar convencer alguém que já está convencido por uma tese ou defende um interesse próprio por mais legítimo que seja. Aliás, cada um defende sua tese segundo os seus interesses, mas a palavra final quem dará são as urnas; é ela que mostrará quem estava certo ou errado nas sua tese durante a campanha.

Portanto, não vale a pena bater boca pelas redes sociais, principalmente em grupos de ZapZap quando é sabido que não vai se chegar a lugar algum. Além de fazer mal ao coração e à pressão arterial, é burrice.

A partir desse entendimento, o Blog do Robert Lobato dá algumas dicas sobre como evitar desgastes através das redes sociais, principalmente em grupos de WhatsApp, e assim, evitar estresse desnecessário e principalmente não correr o risco de perder amizades. Vejamos.

– Evite entrar de discussão quando estão tentando desqualificar o candidato que você apoia, pois de uma simples critica pode aparecer ataques mais agressivos.

– Não tente convencer quem não está aberto ao convencimento. Você só ganhará uma incômoda enxaqueca.

– Não adianta debater com quem já tem lado, posição, partido e candidato.

– Não caia em provocações de quaisquer tipos. Na falta de argumentos podem tentar te tirar do sério com piadinhas de mau gosto e coisas do tipo.

– Deixe para visitar o grupo quando já tiver muitas mensagens acumuladas, assim você não se sente na obrigação de ler todas as postagens e dessa forma acaba evitando se deparar com algo que te deixe chateado.

– Leve esportiva as gozações, pois podem ser apenas uma forma disfarçada do seu amigo admitir que você esta no rumo certo.

– Evite ataques pessoais. Podem ser o caminho mais curto para a comprometer uma amizade.

– Não dê importância para opiniões de quem não tem importância para você.

– Opte por grupos qualificados, bem administrados, onde o debate é sério e o respeitoso, de preferência que não tenha “muvuca”.

– No limite, é melhor evitar os grupos de ZapZap nestes tempos de eleição para discutir política. Preferível acompanhar os noticiários pela imprensa, blogs e aqui e acolá marcar um chopinho com um, dois no máximo três parceiros para troca de impressões sobre o processe eleitoral.

Este blogueiro, por sinal, já está se distanciando de grupos de discussões em redes sociais, ainda mais em ZapZap. Rsrsrs.

É isso aí.

Senador Roberto Rocha manifesta solidariedade à família do ex-governador Epitácio Cafeteira

Cafeteira foi um dos maiores políticos maranhenses e talvez um dos mais populares dos últimos tempos.

O senador Roberto Rocha (PSDB) usou as redes sociais para solidarizar-se com a família do ex-governador Epitácio Cafeteira, que faleceu neste domingo (13), aos 93 anos.

“Cafeteira exerceu todos os cargos relevantes da política maranhense, deixando a lembrança de uma personalidade marcante, a inteligência vivaz, temperada por uma verve singular que marcou seu convívio com todos. Que Deus conforte sua esposa Isabel, a filha Janaína e familiares.”, postou o senador.

Cafeteira estava internado numa UTI na sua residência, em Brasília. Ele terminou seu último mandato como senador, em 2014, já muito debilitado e estava praticamente sobrevivendo através de aparelhos.

Além de ex-governador do Maranhão, Cafeteira foi também ex-senador, ex-prefeito de São Luís e ex-deputado federal.

O Blog do Robert Lobato hipoteca solidariedade aos familiares desse que foi um dos maiores políticos maranhenses e talvez um dos mais populares dos últimos tempos.

‘Redes sociais não têm o poder de eleger ninguém’, diz especialista

Para o especialista em Marketing Digital, a internet não tem a força do rádio e da TV nos rincões no País

Professor Marcos Facó, especialista em redes sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Foto: FGV/ Bianca Gens

Gilberto Amendola, via Estadão

O diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, tem uma má notícia para quem enxerga nas redes sociais o caminho para uma vitória eleitoral: “As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”.

Para ele, o grande problema de quem aposta no poder das redes é achar que o eleitor brasileiro é aquele que vive nos grandes centros. “A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País.” Leia, a seguir, sua entrevista.

Qual será o peso das redes sociais nas próximas eleições?

Sou defensor das redes sociais, mas elas não serão as responsáveis pela vitória de um candidato. A nossa tendência é imaginar que todo mundo usa Waze, Uber, tem smartphone, 4G… Mas o Brasil é muito grande. Fora da bolha de quem mora em grandes centros ou é formador de opinião, o alcance dos meios digitais é muito menor. As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém.

Então, faz sentido os partidos brigarem tanto pelo tempo de TV?

Quando a gente fala do poder de influência das redes sociais estamos falando dos eleitores dos centros urbanos, de universitários, de gente esclarecida e que consome notícias nessas plataformas. Os especialistas ignoram esse recorte e tratam como se todo o Brasil fosse igual. A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta. A pessoa que não tem um grau de formação adequado também tem dificuldade em absorver informações escritas. Até os chamados memes precisam de um background cultural para serem traduzidos.

A impressão é de que nos meios digitais as eleições já começaram.

Sim. Por enquanto, a eleição só começou para uma faixa muito pequena de eleitores. Para os formadores de opinião, o jogo já começou. Portanto, a eleição já é pauta nas redes sociais, mas sua penetração na vida real das pessoas é limitada. A maioria está preocupada, no máximo, com a contusão do Neymar e sua participação na Copa do Mundo. Para fora da bolha do político, do jornalista ou do formador de opinião, as conversas são outras. A eleição não faz parte do conteúdo discutido por outras bolhas. É quase outra língua para elas.

Quem faz política nas redes sociais está falando para quem?

Se você não prestar atenção, você só vai falar para quem gosta de você. Para os políticos alcançarem um retorno real nas redes sociais, eles vão precisar de investimento. Não existe horário eleitoral gratuito nas redes sociais. Para falar com quem não é convertido, os políticos e partidos terão que investir em posts pagos, por exemplo.

Mesmo se o candidato tiver milhões de seguidores?

Milhões de seguidores não quer dizer nada. Os maiores usuários de Twitter, por exemplo, são os jornalistas e pessoas ligadas ao mundo da comunicação. E ainda tem quem diga que o Brasil usa o Twitter… Nem o jovem usa tanto como se imagina. Esses posts que se espalham pelo WhatsApp, Facebook e Twitter são resultantes do trabalho de convertidos. Quem acessa esse material já é o eleitor desse candidato. O impacto em termos de conquista de voto é muito baixo. Não acredito no poder de transformar esse engajamento em voto.

O eleitor mais jovem, aquele que quase não assiste a TV aberta, não pode ser influenciado por esses meios?

Sim, totalmente. Agora, o profissional de marketing não consegue falar, entrar na mesma conversa, não consegue debater com esse jovem. Eles são mais críticos ao status quo e, naturalmente, estão nos extremos do debate político.

Políticos sabem usar a rede?

Políticos não usam bem as redes sociais. O marketing político atinge uma classe pequena, mas acha que está atingindo todo mundo. É difícil pautar as redes sociais quando você não está nos extremos. Tudo parte do amor ou do ódio. Quem está no meio, quem se manifesta num nível mais profundo de discussão, pouco participa desse debate. O barulho é de quem ama e odeia, quem defende ou ataca. O político recebe likes e só ouve elogios. Os críticos são reduzidos. O marketing político é incipiente no digital. Na TV, é mais simples e funciona.

A tecnologia não pode ao menos melhorar a qualidade do voto?

Olha, pessoas que não são tão esclarecidas tornam difícil identificar a razão do voto. Claro, existe o coronelismo, o voto de cabresto, a troca de favores e a venda do voto. A tecnologia não matou o coronelismo. Não matou nada disso. E não matou em razão do baixo nível educacional da população. As pessoas se vendem porque não têm dimensão do que estão fazendo. Existem os “Brasis” que a gente esquece. São as deficiências desses “Brasis” que fazem as coisas serem como são.

As fake news espalhadas pela rede vão inundar a discussão política nos próximos meses?

Tem o mito da fake news… Isso sempre existiu. Mas o que é fake news? Quando um candidato faz uma promessa que todo mundo sabe que não será cumprida, isso é fake news. Até que ponto a plataforma dos candidatos é verdadeira? Vai ser difícil fazer uma curadoria do que é fake ou não. A lógica é: se a fake news me é favorável, minha tendência é replicar; se é desfavorável, vou denunciar. Não vejo as pessoas querendo excluir as fake news. Elas querem excluir as fake news que serão desfavoráveis. Se você fala mal de mim é fake news. É o que o Donald Trump faz. Acredito que será uma campanha tão fake (falsa) quanto as fake news.