BRASIL: Ministério Público acusa, Justiça julga e a Globo condena 12

Quando um instituições como o Ministério Público, Poder Judiciário e uma empresa que sobrevive de concessão pública se unem para atacar de forma generalizada políticos, partidos e a política é porque alguma está errada com a nossa democracia.

O histórico do envolvimento da Rede Globo em eventos políticos dispensa apresentações.

O “mostro” do Jardim Botânico esteve de braços dados com o golpe de 64; foi empoderada no regime militar; apoiou o Plano Cruzado na era José Sarney; endeusou expoentes da direita como Paulo Maluf e Fernando Collor – que depois viriam ser abandonados à própria sorte pela emissora dos Marinho -; foi decisiva na eleição dos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso; mais recentemente apoiou o impeachment da Dilma e se constituiu numa das principais forças conservadores a apostar em Michel Temer.

Com o advento da Operação Lava Jato, inaugurou-se uma nova fase histórica da política nacional protagonizada pela Globo que consiste colocar a política e os políticos num mesmo saco de escândalos e corrupção.

Partidos políticos deixaram de ser organismo fundamentais da e para a democracia e passaram ser reduzidos à meras “organizações criminosas”.

Essa “aliança política” entre o Ministério Público, Judiciário e a Globo para satanizar o processo político por meio da Lava Jato, já deixou um rastro de destruição não apenas na imagem de muitas personalidades políticas, mas de setores da própria economia nacional, alguns dos quais estratégicos para nação.

No afã de fazer justiça de qualquer jeito, os Dallagnois, Moros e Marinhos da vida não percebem (ou percebem?) que podem colocar o Brasil na trilha do arbítrio, do retrocesso e de regimes de exceção. Será que é isso que os motivam?

“Prender” virou a palavra de ordem dessa gente. Pior: prender ao arrepio das leis para atender não o ordenamento jurídico do país, mas uma opinião pública manobrada e muitas vezes completamente alienada e hipócrita.

Essa campanha sistemática da mídia contra a política, com a Globo à frente, fica bem evidente naquele enfadonho quadro “Que Brasil você quer para o futuro”, da mesma Rede Globo.

Quase 100% dos que têm a coragem de fazer aqueles vídeos sempre falam contra a política, políticos e partidos. Acabam sendo usados como “repórteres de manobra” para reproduzirem a pauta diária da Globo de criminalizar a política, sem a necessidade da emissora pagar por isso. São meros autômatos de uma fábrica incorrigível de mentiras !

Enfim, quando instituições como o Ministério Público, Poder Judiciário e uma empresa que sobrevive de concessão pública se unem para atacar de forma generalizada políticos, partidos e a política é porque alguma está errada com a nossa democracia.

E só poderá ser ajustada através da Política, com P maiúsculo, do respeito às instituições e sobretudo da alienável garantia dos direitos fundamentais das pessoas.

É opinião do Blog do Robert Lobato.

Uma defesa de Gilmar Mendes 4

Gilmar Mendes não é nenhum santo e está longe de sê-lo, mas também não pode ser considerado um vilão da Justiça brasileira, ainda mais quando aqueles que o satanizam, principalmente o jornalismo mequetrefe da Globo, estão longe de serem símbolos da ética, da moral e dos bons costumes

Nunca imaginei que um dia fosse obrigado a defender um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), já que nunca fui lá muito fã do Poder Judiciário, a quem tenho na conta de uma instituição viciada, fechada e distante do alcance do maioria do povo brasileiro. Trata-de da uma instituição deveras elitista na minha humilde opinião de cidadão.

Contudo, num país dominado pela hipocrisia ampla, geral e irrestrita, cuja grande imprensa tem servido de instrumento catalizador desse processo que assola a nação, não poderia calar-me frente ao que estão querendo transformar o ministro Gilmar Mendes.

Penso que o grande mérito do polêmico ministro é o de não se deixar pautar pela imprensa, em particular pela Rede Globo, e muito menos se submeter a tal opinião pública para decidir sobre as questões que chegam as suas mãos.

Gilmar Mendes é um dos mais preparados constitucionalistas deste país. Ponto!

Goste-se ou não do ministro, ele costuma tomar decisões antipáticas, aos olhos do povo e da imprensa canalha, mas dentro do que determina a Constituição brasileira. Um magistrado da suprema corte não pode e muito menos deve decidir sob pressão de segmentos sociais ou mesmo da sociedade em geral.

Criticam Gilmar Mendes por ser “político demais”, por ser supostamente “tucano”.

Ora, o próprio STF é uma instituição política!

Nenhum “capa preta” senta o traseiro naquelas cadeiras de tom “amarelo queimado” via concurso público ou por outra forma de seletivo.

Todos os onze ministros do Supremo foram indicados politicamente por presidentes da República após serem sabatinados pelo Senado Federal e de fazerem “política” juntos aos nobres senadores.

Portanto, o “pecado” de Gilmar Mendes é o de ter a consciência disso, ou seja, que desembarcou no STF por indicação política e age como um homem de posição. Se os ministros “petistas” que lá chegaram comportam-se como acovardados é uma outra história. Problema de Lula e Dilma.

Gilmar Mendes não é nenhum santo e está longe de sê-lo, mas também não pode ser transformado no grande vilão da Justiça brasileira, ainda mais quando aqueles que o satanizam, principalmente o jornalismo mequetrefe da Globo, estão longe de serem símbolos da ética, da moral e dos bons costumes.

Que o ministro Gilmar Mendes continue sendo leal a sua consciência jurídica e que eventuais equívocos cometidos pelas suas decisões sejam reparados pelo conjunto dos magistrados do STF e não por uma “opinião pública” forjada na mais retumbante hipocrisia que assola este país.

Globo e duas empresas pagaram propina de R$ 49 milhões por Copas, diz Burzaco

Empresário argentino Alejandro Burzaco presta depoimento no julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin

Os irmãos Marinho: telhado é uma casquinho de vidro.

Via Estadão

A Rede Globo, Televisa e uma terceira empresa entraram em acordo para pagar US$ 15 milhões (R$ 49 milhões) em suborno a Julio Grondona, presidente da Federação Argentina de Futebol durante três décadas e falecido em 2014, em troca de apoio para a obtenção dos direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030.

A afirmação foi feita pelo empresário argentino Alejandro Burzaco, ex-presidente da empresa Torneos y Competencias nesta quarta-feira, durante depoimento no Tribunal do Brooklin, em Nova York, no julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Burzaco é testemunha-chave de acusação no maior escândalo de corrupção da história da Fifa.

De acordo com o depoimento, o suborno foi acertado em 2013 durante uma reunião da Fifa, em Zurique, na Suíça. Além dos gigantes da comunicação do México e do Brasil, a terceira companhia envolvida era a Datisa, uma sociedade entre a própria Torneos y Competencias e as empresas Traffic e Full Play. Ainda de acordo com Burzaco, o dinheiro foi depositado em uma conta na Suíça.

Na primeira parte do depoimento, ainda na segunda-feira, Burzaco afirmou que a Rede Globo foi uma das companhias de mídia que pagaram subornos para vencer a concorrência por direitos de transmissão de competições internacionais, como a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.