A quem Joaquim Haickel serve? (Parte final) 30

Que Quincas mantenha-se firme em ao menos numa posição que tem defendido com rigor nas redes sociais e grupos de WhatsApp: a de ajudar derrotar Flávio Dino nas eleições de 2018

Bom, o Blog do Robert Lobato chega à última parte da trilogia A quem Joaquim Haickel serve?.

Confesso que não imaginava que faria tanto sucesso essa série de posts entre os nossos leitores. “Bombou”, para usar o jargão das redes sociais (Rsrsrs).

Entre muitos comentários, vários elogios e algumas críticas, fica a impressão de Joaquim Haickel é uma personalidade controversa no meio político. E isso não é ruim não, uma vez que mostra que o ex-deputado influencia, de alguma forma, a opinião pública.

Que fique claro que em nenhum momento este humilde blogueiro quis sacanear com Quincas, apenas tentou fazer um debate democrático com o imortal da Academia Maranhense de Letras sobre se vale apena ser tão gelatinoso politicamente falando.

Embora tenha respondido de forma malcriada, diga-se, a pergunta que dá título à trilogia afirmando que só serve a sua consciência, o velho e bom Quincas deixou algumas dúvidas no ar. Senão vejamos.

Embora ele tenha dito que é “sábio” e “sabido”, pelo menos no caso do “sabido” ele concorda comigo, Joaquim tergiversa sobre em quem votará concretamente para governador. Ou seja, defende apaixonadamente a “tese Braide”, mas evita declarar voto abertamente ao jovem deputado estadual a quem jura não conhecer direito, o que é hilário uma vez que quem é “sábio e sabido” deveria conhecer melhor o pré-candidato que ele assegura ser o único a ter chances de vencer Flávio Dino nas eleições de outubro.

Joaquim Haickel jura de pés juntos que é “sarneysista” e não se envergonha de admitir essa sua condição, apenas faz questão de fazer a devida ressalva de que não é “roseanista”. É um direito dele.

A única certeza que se tem é que o primeiro voto para senador de Quincas é o deputado federal Weverton Rocha devido a relação fraterna que construíram em nome e em torno do Ginásio Costa Rodrigues onde Quizinho praticava basquete nos tempos de juventude. O segundo voto ainda é um mistério, talvez o seu amigo Fernando Sarney o convença de votar em Zequinha. Talvez…

De qualquer forma, e pelo seu jeito “amplo” de fazer política, meu caro amigo Joaquim teria espaço em qualquer governo e possui qualidades políticas e técnicas para assumir, por exemplo, uma Secretária de Cultura seja Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Eduardo Braide, Maura Jorge ou qualquer outro ou outra que ganhar a eleição.

Por fim, que Quincas se mantenha firme pelo menos na posição que tem defendido com rigor nas redes sociais e grupos de WhatsApp: a de ajudar derrotar Flávio Dino nas eleições de 2018.

E que Joaquim Haickel continue servindo a sua consciência.

Ou consciências…

A quem Joaquim Haickel serve? (Parte II) 30

Quando pergunto concretamente a quem você serve, meu querido Joaquim, é porque trata-se de um questionamento que muitos maranhenses, que te conhecem, gostariam de fazer mas não têm a chance ou coragem para tanto.

Joaquim Haickel acusou o golpe. E meio que de forma deselegante, “brabo” (Rsrsrs).

O ex-deputado respondeu à primeira parte da trilogia “A quem “Joaquim Haickel serve?” num longo e cansativo texto publicado no seu blog e também na campo de comentários do Blog do Robert Lobato (Rsrsrs). O texto bem que poderia acabar logo no título “Eu só sirvo à minha consciência, Bob Lobato!”, que é muito melhor do que o conjunto da obra.

Quincas afirma que sou um “tolo”, um “bobo” e comete várias indelicadezas contra a minha pessoa, chegando até sugerir que o senador Roberto Rocha me demita (Rsrsrs).

Meu caro Joaquim Haickel, talvez eu seja “tolo”, “bobão” e não sabido (não confundir com sábio) como você. Porém, não costumo tergiversar nas minhas posições, convicções e posicionamentos políticos.

Quando pergunto concretamente a quem você serve, meu querido Joaquim, é porque trata-se de um questionamento que muitos maranhenses, que te conhecem, gostariam de fazer mas não têm a chance ou coragem para tanto.

De manhã o amigo vai lá na Mirante e jura amores a Fernando, à tarde destila veneno contra Roseana em grupos de WhatsApp, à noite bebe vinhos nobres com Weverton e no outro dia toma um café com Braide para, em seguida, almoçar sabe-se lá com quem. Márcio Jerry, talvez? Não me interessa!

Veja bem, não que seja proibido construir relações políticas com várias pessoas de diferentes correntes de pensamento, não se trata disso. Mas é que no caso de Quincas parece que sempre haver um “interessezinho” matreiro por trás. Coisa de gente sabida, como disse acima.

Quanto avaliar que Roberto Rocha deve desistir da sua pré-candidatura a favor de Braide ou de quem quer que seja, qualquer pessoa minimamente razoável e que não esteja defendendo essa tese por mero interesse imediato sabe que não tem cabimento um senador da República no meio do mandato, tendo sido deputado estadual, três vezes deputado federal sendo que da última vez que se elegeu a esse cargo foi o recordista de voto com quase 150 mil votos, vice-prefeito de São Luis, presidente estadual de um dos maiores partidos do país, abrir mão do seu projeto para outra pessoa. Mas não sou e nem quero ser dono da consciência de ninguém.

“Roberto Rocha não tem grupo, precisa fazer grupo, sempre fez política só”, argumento Joaquim Haickel. Sim cara-pálida, mas quem possui grupo político no Maranhão além de Sarney e Flavio Dino, este último pelo fato de ser governador? Quem é o grupo de Zé Reinaldo depois que teve a coragem necessária para romper com o seu pupilo? Cadê os Encontros da Gratidão com a Famem e os prefeitos? Quem é o grupo Eduardo Braide? Não precisa responder, Joaquim.

O fato é que Joaquim Haickel tem dificuldades de manter-se firme na sua posição política. Basta ver que passou quase dois anos sinalizando para o governador Flávio Dino como se quisesse dizer: “Olha, estou aqui Flávio, à disposição para ajudar no governo da mudança, do governo de todos nós”. Não deu certo!

Por último tentou emplacar o secretário de Felipe Camarção de vice de Flávio Dino mesmo deixando claro que o seu candidato a governador será Eduardo Braide. Até agora também não deu certo.

E se Roseana Sarney voltar a ser governadora é possível que Joaquim Haickel corra para o Twiiter para derramar loas à “Branca” e quiçá começar dar sugestões para as áreas da cultura, educação, esporte e por aí vai…

Esse é o Joaquim Haickel.

Até a próxima e última parte do “A quem “Joaquim Haickel serve?”.

Nada pessoal, por favor, viu Quincas?

A incômoda verdade (para Flávio Dino) dita por Joaquim Haickel 2

O grande mérito do texto de Joaquim Haickel é mostrar que nem tudo está perdido no Maranhão no que diz respeito a algumas pessoas ainda terem coragem de emitir opinião numa conjuntura onde a “cultura do medo” nunca foi tão presente.

O escritor, cineasta, político e empresário Joaquim Haickel encerrou com chave de ouro a sua trilogia que pretendeu (e conseguiu!) desmistificar algumas “verdades” em relação à política maranhense.

Na última parte do seu “Desmistificar é preciso”, Joaquim foi arrasador ou dissecar o “mito” que tentam criar sobre a personalidade política do governador Flávio Dino (veja aqui). E mais: com a coragem que lhe é peculiar, o imortal da Academia Maranhense de Letras não titubeou e foi direto e certeiro. Assim:

“Existe outra farsa que precisa ser exposta e desmascarada. Alguns jornalistas que alugam suas penas, suas vozes e as consciências que deveriam ter, vêm se dedicado a difundir a ideia de que o senador Roberto Rocha é um ingrato e um traidor, tendo virado as costas ao governador Flávio Dino. Isso não é de forma alguma verdade!”, disparou Quincas que mais adiante complementou: “Na verdade Flávio usou Roberto para ter, ao mesmo tempo, em sua campanha eleitoral de 2014, o apoio do PSB, então partido de Rocha e também da cúpula do PSDB, de quem Rocha sempre foi muito próximo”.

Em trecho do contundente artigo, Joaquim Haickel traça o perfil do que seria, na sua avaliação, as características da personalidade do governador comunista. Escreveu Quincas:

“Flávio é o tipo de político que não admite a menor contestação. Cacoete de mal juiz! Autoritário extremado, só fica feliz quando as pessoas à sua volta concordam com ele, de livre e espontânea vontade ou através do medo ou da coação, não importa (…) Ao pagar jornalistas, blogueiros e radialistas para tentarem desconstruir a figura de Roberto Rocha, fica clara mais uma faceta de Flávio Dino que precisa ser exposta para que seja desmistificada e jogada abaixo. A faceta da honradez de propósitos, a farsa da seriedade na prática da política, o mito do bom moço, do ex-juiz que abandonou a magistratura para salvar o Maranhão de seu destino nefasto. Isso não é verdade. O que ele e seus asseclas tem é um projeto de poder que durará no máximo oito anos”.

O grande mérito desse texto de Joaquim Haickel é mostrar que nem tudo está perdido no Maranhão no que diz respeito a algumas pessoas ainda terem coragem de emitir opinião numa conjuntura onde a “cultura do medo” nunca foi tão presente.

O Blog do Robert Lobato não poderia deixar de comentar o artigo do amigo Joaquim e muito menos deixar de parabenizá-lo, repito, pela coragem de assinar tão necessárias palavras, e que repõem a verdade dos fatos sobre a conflituosa relação entre Flávio Dino e Roberto Rocha que vem desde a campanha de 2014 em que ambos saíram vitoriosos.

Valeu, Quincas!