OS ENROLADOS: Marcelo Miller, Willer Tomaz, Weverton Rocha e a gestão Edivaldo Holanda 28

Em Brasília, já se fala na possibilidade do ex-procurador Marcello Miller fazer uma delação premiada o que poderia colocar, mais uma vez, o advogado Willer Tomaz no olho do furação dos escândalos que assolam o país, que por sua poderia abrir o bico e contar muita coisa envolvendo dinheiro da JBS em negócios no Maranhão

Ministério Público Federal apresentou, ontem, 25, à Justiça Federal do Distrito Federal, uma denúncia contra o ex-procurador da República Marcello Miller, a advogada Esther Flesch, o empresário Joesley Batista e o ex-diretor jurídico da JBS Francisco de Assis e Silva.

No entendimento do MPF, o ex-procurador recebeu vantagem indevida de R$ 700 mil para ajudar o J&F (grupo do qual a JBS faz parte) a obter informações para fechar acordo de delação premiada para ajudar os negócios dos famigerados irmãos Batista, Joesley e Wesley, e, por tabela, atingir o presidente Michel Temer no que conseguiram ao preço de colocar o país numa das maiores crises dos últimos tempos.

Para o MP, Marcello Miller “serviu a dois senhores” entre fevereiro e abril, a PGR e a J&F, ao “mantendo-se no cargo de Procurador da República e valendo-se da confiança do então Procurador-Geral da República [Rodrigo Janot] e membro auxiliar do Grupo de Trabalho Lava Jato, orientou a confecção de acordo de colaboração entre o MPF e seus ‘clientes’, em razão de promessa de pagamento ofertada pelos denunciados Joesley e Francisco.”

Em outubro do ano passado, durante depoimento à CPMI da JBS, o notório advogado Willer Tomaz, que também representava as tenebrosas transações da J&F, fez acusações graves contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

De acordo com membros da CPMI, o advogado se emocionou por diversas vezes e reclamou do fato de ter ficado 76 dias preso sem ser ouvido, conforme matéria do site da Folha de São Paulo publicada na época (veja aqui).

Weverton Rocha e a administração Edivaldo Holanda

“Mas, Bob, o quem a ver o deputado federal Weverton Rocha e a administração do prefeito Edivaldo Holanda em toda trama sórdida”?, perguntaria um leitor de boa-fé.

Bom, diria que tem tudo a ver direta e/ou indiretamente.

Em Brasília, já se fala na possibilidade do ex-procurador Marcello Miller fazer uma delação premiada o que poderia colocar, mais uma vez, o advogado Willer Tomaz no olho do furação dos escândalos que assolam o país, que por sua poderia abrir o bico e contar muita coisa envolvendo dinheiro da JBS em negócios no Maranhão.

Ora, Willer Tomaz é “chegado”, aliás, mais do que “chegado”, do deputado Weverton Rocha que atualmente é o homem forte da administração Edivaldo Holanda Júnior, que não é nenhum modelo de gestão ética – este blogueiro que o diga.

Se de fato Marcello Miller vier fazer uma delação premiada poderá envolver Willer Tomaz, que poderá envolver Weverton Rocha e chegar em São Luis, bem no colo do prefeito Edivaldo, num efeito casca tipo o poema “Quadrilha”.

Só que sem magia e delicadeza do poema de Carlos Drummond de Andrade.