O preço de Lula ser Lula 4

Exatamente por ser Lula é que Lula paga o alto preço da humilhação, execração pública, condenação sem provas, privação de visitas e agora o impedimento de poder dar o ultimo carinho a um ente querido.

“Eu não sou um ser humano, sou uma ideia. E não adianta tentar acabar com as ideias”
(Lula)

O ex-presidente Lula está preso há quase um ano numa carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Pesam contra o petista acusações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo os operadores da famigerada Operação Lava Jato num processo em que sobraram “powerpoints” e faltaram provas concretas e irrefutáveis.

Lula paga o preço por ser Lula.

Ser Lula é ser o maior líder de massas jamais vista antes na história deste país.

Ser Lula é ser o cérebro por trás da idealização de fundar um dos maiores e mais importantes partidos de esquerda do mundo. E junto com ele uma Central Sindical que reúne milhões de trabalhadores do campo e da cidade.

Ser Lula é ter sido um líder que não vacilou em superar preconceitos ideológicos para vencer uma eleição, inclusive convidando um grande empresário para ser seu vice, e depois fazer uma revolução social no Brasil sem comprometer a estabilidade econômica que recebeu do seu antecessor.

Ser Lula é possuir um carisma popular que motiva as pessoas, sobretudo as mais pobres, a acreditarem que elas podem viver com dignidade; terem uma casa própria, uma moto, um carro; viajarem de avião e até conquistarem um diploma de curso superior, inclusive numa universidade particular, algo que por séculos foi privilegio de poucos.

Ser Lula é fazer chegar luz e águas nos grotões espalhados pelo Norte e Nordeste do Brasil. Dois “artigos” básicos para a cidadania, mas que por muitos anos foram negados a milhões de brasileiros.

Ser Lula é reconhecer os direitos humanos enquanto uma conquista da sociedade e não enquanto uma ameaça.

Ser Lula é ter a coragem de romper com uma lógica deletéria utilizada por vários ex-presidentes deste país de que temos que ficar de frente para os Estados Unidos e de costas para o Brasil apequenando a nossa soberania.

Ser Lula é ter a capacidade de mobilizar multidões em torno de causas que dão sentido à vida.

Exatamente por ser Lula é que Lula paga o alto preço da humilhação, execração pública, condenação sem provas, privação de visitas e agora o impedimento de poder manifestar o ultimo carinho a um ente querido.

Que o fato de ser Lula não impeça que Lula seja impossibilitado de participar da missa de Sétimo Dia do seu irmão Vavá.

E se lhe for concedido o direito de ir à referida missa, que o fato de Lula ser Lula não transforme tão importante ato de fé e piedade cristã em uma exploração política de massa, dentro ou fora da igreja.

Enfim, Lula pode ter cometido erros, mas, mesmo sem seus erros, por Lula ser Lula jamais contaria com o respeito e reconhecimento de uma elite nacional cabocla querendo ser inglesa, como diria o saudoso letrista Cazuza,

Vida e luta que seguem.

O PT e o governo Bolsonaro: Uma reflexão 4

Fazer oposição sistemática e cega a um governo que promete fazer algumas reformas que o Brasil precisa não é algo inteligente da parte do PT. Basta lembrar dos anos 90 quando o partido de Lula boicotou projetos importantes implementados pelo governo FHC, inclusive o Plano Real, mas que anos depois viria tirar proveito para fazer a revolução social no país durante os governos Lula e Dilma.

A eleição presidencial de 2018 colou o PT na oposição ao atual governo federal sob o comando de Jair Bolsonaro.

Ocorre que não é somente o resultado eleitoral que empurra o PT para fazer oposição, mas principalmente as linhas e concepções políticas e ideológicas que separam o partido das posições do atual presidente.

Todavia, o PT não é mais aquele partido dos anos 80/90 quando basicamente a sua tarefa estratégica era de fazer oposição aos governos de então e pautar temas caros à sociedade como justiça social, inclusão, combate à fome, fortalecimento da cidadania, entre outros que historicamente foram negligenciados pelas elites deste país. Foi nesse contexto que o partido cresceu e se tornou o que é hoje.

O PT passou 14 anos no poder central da República e sabe o quanto é difícil gerir um país com as complexidades do Brasil. A experiência adquirida durante todo esse tempo que foi governo obriga o petismo ao menos dialogar com o atual governo quando estiver em jogo projetos de interesse do país e do Estado brasileiro.

Fazer oposição sistemática e cega a um governo que promete fazer algumas reformas que o Brasil precisa não é algo inteligente da parte do PT. Basta lembrar dos anos 90 quando o partido de Lula boicotou projetos implementados pelo governo FHC, inclusive o Plano Real, mas que anos depois viria tirar proveito para fazer a revolução social no país durante os governos Lula e Dilma. Ou seja, o governo FHC fez reformas que jamais o PT as fariam se tivesse vencido quaisquer das eleições que disputou antes de 2002.

Da mesma forma, o PT pode tirar proveito das reformas que estão sendo propostas pelo governo Bolsonaro caso o partido volte ao poder daqui a quatro anos, por que não?

Fazer oposição, repito, é uma exigência das urnas que foi imposta ao PT, porém não significa que isso deve ser feita de forma irresponsável e burra.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

PT/MA: “Futebol Lula Livre” acontece nesta quinta-feira, 27 12

As partidas de futebol são chamada “NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM”, numa alusão à resistência de petistas e aliados do PT contra a prisão do ex-presidente Lula.

Dirigentes, militantes e simpatizantes do PT participam amanhã, quinta-feira, 27, de confraternização em forma de uma “pelada” denominada “Futebol Lula Livre”.

A “confra” será na Sede Recreativa do Sindicato dos Comerciários, no bairro do Laranjal, em São José de Ribamar, a partir das 9h.

As partidas de futebol são chamada “NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM”, numa alusão à resistência de petistas e aliados do PT contra a prisão do ex-presidente Lula.

Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários, Osvaldo Muller, um dos coordenadores do evento, “a ideia central é confraternizar petistas e aliados em torno da luta pela campanha Lula Livre, além de marcar nossa oposição ao governo Jair Bolsonaro que é herança do golpe contra o ex-presidente Dilma ocorrido em 2016”.

Outro coordenador do “Futebol Lula Livre”, o secretário municipal de Produção e Abastecimento, Nonato Chocolate, que é também dirigente estadual do PT, afirmou que “o ano de 2018 não poderia passar batido sem que os petistas maranhenses se confraternizassem em torno da liberdade do companheiro Lula simbolizada na campanha Lula Livre, e que o momento é de unir não apenas o PT, mas todos aliados do partido que entendem que a prisão de Lula é um atentado à democracia e aos direitos humanos. Também é uma forma de comemorar a grande vitória do nosso candidato a presidente da República, Fernando Haddad, no estado do Maranhão e no Nordeste”.

Os organizadores esperam a presença de um grande número de militantes e aliados do PT no “Futebol Lula Livre”.

Presenças já confirmadas, segundo os coordenadores: Deputados Zé Inácio e Luís Henrique, prefeito Domingos Dutra, Márcio Jardim, Augusto Lobato, Genilson Alves, Fernando Chetrepa, Dimas Salustiano, Francisco Gonçalves, Genilson Protásio, Eri Castro, Rodrigo Comerciário, Kleber Gomes, Marlozinho, Osmundo, Aluísio, Prof Zé Costa, Raimundo Monteiro, Vilanor, Cintra, Jomar Fernandes, Joubert, Fred Viana, Daniel, professor Chicão, professor Coelho, Ivanzinho, Saide, Genivaldo Abreu, Ligerinho, Luís Pedro, Sílvio Bembém, Aníbal Lins, Edmilson Santos, Gugu, Cacau, Raimundo Filho, Ribamar, Coelho, Manelito, Claudecir, Maxwell, Jr Esperança, Nivaldo, Zé Antônio, Raimundão, Miguel Pinheiro, Raimundo do Sindsep, Fernando Silva, Espião, Frasqueira, Araquém, Fernando Magalhães, Magal, Josmael, Volney, Paulo Romão, Márcio Negão, Arnaldo, Carneirinho, Luís Comerciário, Estênio do Posto, Machadinho, Capilé, Filipeza, Marcelo Gaguinho, Claudiney, Carlito Reis, Paulo Romão, Adailton, Xarope, Binê, Jean, Edson, Catatau, Leleco, Joan, Joab Jeremias, Francismar, Evandro, Titico, Daniel, Neil, Jonas Alves (Imperosa), Augusto Bastos e Filipeza.

O evento contará ainda com a participação dos jogadores profissionais Bibinha, Juca Balaia, Marco Aurélio, Kleber Pareira, Magno do Vasco , Raimundinho e Josemar ex-Seleção Brasileira.

Participações especiais: governador Flávio Dino, senador eleito Weverton Rocha e dos deputados federais eleitos Márcio Jerry e Bira do Pindaré.

E ainda a cobertura do Blog do Robert Lobato.

STF: Os “ministros do PT” 2

Foi um verdadeiro “vapt vupt”!

Quando se pensou que a bandeira “Lula, livre” fosse uma realidade, a partir de uma liminar do ministro Marco Aurélio de Mello, vem o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, e suspende os efeitos da decisão de seu colega.

Marco Aurélio chegou ao STF pelas mãos do então presidente da Fernando Collor de Mello, que é seu primo.

Já Dias Toffoli foi alçado a magistrado para a suprema corte nacional pelas graças e bênçãos do ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu.

No Brasil da hipocrisia ampla, geral e irrestrita, Marco Aurélio é vilão e Dias Toffoli herói.

Ora, os ministros do STF são cargos notoriamente políticos! Todos os que lá estão operaram politicamente, fizeram “lobby”, visitaram gabinetes no Senado Federal, onde são sabatinados, enfim.

O que essa atual representação do STF já deixou absolutamente claro é que deve haver uma mudança profunda na forma de como são indicados os ministros, inclusive instituindo tempo de mandato.

Da forma como é hoje os ministros chegam uns “gatinhos” nos gabinetes dos senadores e quando chegam do outro lado da Praça dos Três Poderes viram “tigrões” e adeus aos padrinhos políticos que viabilizaram as indicações deles.

Nesse sentido, o PT não deu sorte com os ministros indicados pelo presidente Lula e depois pela presidente Dilma, a começar pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, o primeiro indicado na era petista.

Depois vieram Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e por último Luiz Edson Fachin, este com a apoio até da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento dos Sem Terra, mas que se transformou num dos principais algozes de Lula e demais petistas.

O fato é que se depender dos “ministros do PT” no STF, Lula não sairá tão cedo da prisão e quiçá não terá outros companheiros seus na mesma situação, inclusive Dilma.

ELEIÇÕES 2020: É de um publicitário petista a ideia do projeto “Márcio Jerry prefeito-65” 19

Na avaliação do petista, que é um dos líderes da corrente Esquerda Popular Socialista (EPS), a candidatura de Márcio Jerry é viável e pode contar ainda com um nome do PT na condição de vice-prefeito numa eventual chapa liderada pelo comunista.

É do amigo, publicitário e jornalista Eri Castro, a ideia de fazer do deputado federal eleito e atual secretário de Estado da Comunicação Social, Márcio Jerry(PCdoB), candidato a prefeito de São Luis nas eleições de 2020.

Tudo começou quando da visita do ex-candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, a São Luis no segundo turno da eleição presidencial, em outubro passado.

Eri teve uma agenda política com o homem forte do governo Flávio Dino logo após a caminhada com Haddad, no bairro do Anil, e apresentou a proposta para o agora deputado federal eleito.

Na avaliação do petista, que é um dos líderes da corrente Esquerda Popular Socialista (EPS), a candidatura de Márcio Jerry é viável e pode contar ainda com um nome do PT na condição de vice-prefeito numa eventual chapa liderada pelo comunista – aliás, Márcio está incluindo na enquete do Blog do Robert Lobato sobre em quem votar para prefeito de São Luis em 2020 e está atualmente com 26 votos dos leitores – a enquete encerra na próxima sexta-feira, 21.

A princípio, presidente estadual do PCdoB teria resistido ao projeto “Márcio Jerry prefeito-65” idealizado por Eri Castro, mas, ao que parece, depois de uma entrevista concedida para “amigos da imprensa”, realizada ontem, quinta-feira, 13, o comunista já vê com bons olhos tal projeto.

Teria Márcio Jerry sido picado pela mosca azul, ou melhor, pela “mosca vermelha”?

A conferir.

Não há ineditismo na atitude do deputado eleito Duarte Júnior em lançar edital para contratação de assessores

A ex-deputada estadual Helena Heluy (PT) já fazia processo seletivo para preencher vagas de assessores lá pelo início dos anos 2000, inclusive para a Assessoria Jurídica do seu mandato.

Leio no blog Upaon-Açu Noticias, editado pelo blogueiro Edvaldo Oliveira, que o deputado estadual eleito Duarte Junior (PCdoB) “lançará nesta quarta-feira (12), um seletivo para formação de sua equipe de gabinete”.

No que pode ser considerada uma medida elogiável do futuro parlamentar, e é, não se trata de um ineditismo no que diz respeito a formar equipe de assessores na Assembleia Legislativa do Maranhão.

A ex-deputada estadual Helena Heluy (PT) já fazia processo seletivo para preencher vagas de assessores lá pelo início dos anos 2000, inclusive para a Assessoria Jurídica do seu mandato.

Os selecionados começavam como estagiários e, depois de formados, passavam ser assessores profissionais.

Entre os que passaram no processo seletivo do gabinete da deputada Helena Heluy estão dois conhecidos e competentes advogados maranhenses: Márcio Endles, que chegou a ser presidente nacional da FUNASA; e Carlos Eduardo Lula, atual secretário de Estado da Saúde.

Nesse sentido, repito, embora a atitude de Duarte Junior seja elogiável, o comunista não inaugura nada de novo.

No mais, resta saber se o percentual vagas exigidos pelo PCdoB nos gabinetes dos seus parlamentares também serão contemplados pelo seletivo do famoso Duarte Júnior.

É aguardar e conferir.

PT: Em reunião da CNB/Nordeste, Zé Inácio defende adiamento do PED/2019 2

A proposta de Zé Inácio tem uma lógica política e partidária, qual seja a de construir as bases para a unidade petista necessária para o enfrentamento das lutas que se aproximam sob o governo Bolsonaro.

Em reunião da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior força interna do PT, o deputado estadual Zé Inácio defendeu o adiamento do Processo de Eleição Direta do PT (PED/PT) previsto para acontecer no segundo semestre de 2019 em todo o país. O encontro da tendência teve início nesta quarta-feira, 28, na sede da CUT, em Brasília.

A proposta do parlamentar maranhense foi acatada pela Coordenação da CNB/Nordeste, em uma espécie de pré-reunião regional, e vai ser apresentada na reunião desta quinta-feira da CNB/Nacional, com a presença de representantes da corrente de todas as regiões do Brasil.

Na avaliação de Zé Inácio, exposta para as lideranças petistas do Nordeste, “o PT acertou na política de alianças no Nordeste haja vista o resultado eleitoral bastante satisfatório tanto para a Câmara Federal, Senado e principalmente para o Haddad, que venceu em todos os estados nordestinos no segundo turno”. E complementou afirmando que “esse cenário que saiu da urnas no Nordeste obriga o partido a repensar a realização do PED em 2019, sendo mais razoável adiar o processo em nome da unidade partidária e consequente do fortalecimento do PT”.

Unidade também no Maranhão

Zé Inácio é eleito para a Coordenação da CBN/Nordeste.

A proposta de Zé Inácio tem uma lógica política e partidária, qual seja a de construir as bases para a unidade petista necessária para o enfrentamento das lutas que se aproximam sob o governo Bolsonaro.

Outro aspecto importante da “Proposta Zé Inácio”, digamos assim, é sinalização positiva para a questão local, já que ao defender o adiamento do PED 2019 o deputado abre mão de disputar a presidência do PT no Maranhão, atualmente comandada por Augusto Lobato que pertence a outro campo político.

O fato é que Zé Inácio foi feliz na sua proposição, tanto que recebeu muitos elogios das lideranças da CNB/Nordeste, além de ser indicado para integrar a Coordenação Regional da tendência.

Agora é aguardar como a CNB/Nacional receberá a “Proposta Zé Inácio” na reunião desta quinta-feira.

Caso seja aprovada também pelo comando nacional da corrente, o passo seguinte é trabalhar no convencimento dos membros do Diretório Nacional do PT.

É aguardar e conferir.

Frente de esquerda sem o PT é coisa para a direita ver 4

Lutar pela bandeira do “Lula livre” não impede que o Haddad lidere uma pauta oposicionista com a responsabilidade de quem disputou a presidência da República a partir de um programa democrático, republicano e moderado.

Que o PT errou muito isso até muitos petistas não sectários estão carecas de saber. Assim como acertou muito também. Aliás, não seria exagero algum afirmar que o Brasil com o PT, mesmo antes do partido eleger Lula presidente, incluiu várias pautas caras na sociedade brasileiras que eram completamente estranhas ao país pré-PT.

Nesse sentido, é um equívoco monumental alguns partidos de esquerda acharem ser possível a construção de “Frente de Esquerda” isolando o PT. Aliás, é mais do que um equívoco: é uma desonestidade histórica com o partido.

Nesse sentido, Fernando Haddad está correto ao afirmar que “Frente de esquerda sem o PT ou é miopia ou uma esquerda que não é tão esquerda assim”.

O ex-candidato petista a presidente da República, derrotado no segundo turno por Jair Bolsonaro, fazia alusão à articulação encabeçada por Ciro Gomes (PDT), que conta ainda com o PCdoB e setores do PSB.

Mas, se por um lado Haddad está correto na sua ironia sobre a tal “Frente de Esquerda” sem o PT, por outro erra ao não assumir de uma vez por todas o papel de líder da oposição da esquerda democrática ao futuro governo.

Lutar pela bandeira do “Lula livre” não impede que o Haddad lidere uma pauta oposicionista com a responsabilidade de quem disputou a presidência da República a partir de um programa democrático, republicano e moderado.

Ao ficar vacilando na sua condição de liderança de oposição, Haddad cria um vácuo que aos poucos vai sendo ocupando por atores como Ciro Gomes e outros.

Não é demais lembrar que o próprio Lula já “lançou” Fernando Haddad como principal liderança oposicionista logo após o resultado do segundo turno da eleição presidencial. Deve o petista, portanto, tomar para si o papel que a eleição de 2018 lhe deu ou vai perder o bonde da história para algum aventureiro de esquerda ou disfarçado de esquerda, o que é pior.

Enfim, a verdade é que “Frente de Esquerda” sem o PT, de esquerda de fato não é.

É apenas coisa para a direita ver.

Em entrevista à Mirante AM, Zé Inácio defende união dos deputados da Baixada na AL e faz balanço eleitoral positivo do PT

O petista concedeu uma longa entrevista abordando várias questões importantes do interesse da sociedade maranhense em geral, em particular para o povo da baixada.

Muito importante a defesa feita por Zé Inácio (PT) em prol da união dos deputados estaduais da Regão da Baixada na Assembleia Legislativa do Maranhão

Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 21, concedida ao programa Ponto Final (Mirante AM), apresentado por Roberto Fernandes, o parlamentar petista, reeleito com quase 32 mil votos, disse acreditar que a Baixada poderá ter mais força com a eleição de três deputados da região.

“Eu acho que os deputados que foram eleitos na região na Baixada, alguns com origem na região da Baixada e outros com atuação na Baixada é importante ter essa sintonia e articulação para defender as pautas em defesa da Baixada. Eu acredito que a boa relação entre os deputados que foram eleitos poderá contribuir muito para que tenhamos uma atuação em conjunto na defesa da Baixada”, destacou.

Além de Zé Inácio, a partir de fevereiro de 2019, o parlamento maranhense contará com mais dois deputados “baixadeiros”: Leonardo Sá (PRTB) e Thaiza Genésio (PP).

Ainda na entrevista à Mirante AM, Zé Inácio afirmou que continuará defendendo temas importantes que foram destaques nos primeiros 4 anos.

“Nós temos uma expectativa de continuar e ampliar as pautas que defendemos no primeiro mandato, dentre elas a questão racial, educação, saúde, agricultura familiar, defesa das comunidades quilombolas, mobilidade urbana, segurança pública, enfim são temas que defendemos e vamos continuar trabalhando na Assembleia”, assegurou.

Ponte Bequimão-Central

Zé Inácio não deixou passar batida uma questão cara para a Região da Baixada maranhense, que é a obra da ponte Bequimão-Central e disse que continuará lutando para a conclusão da obra.

“A ponte Bequimão-Central que é um sonho da população dos municípios dessa região e 10 municípios serão beneficiados. Continua a cobrança muito grande para que a obra venha a ser concluída. Nós não temos dúvida de que ela será concluída. A única questão é que ela está se dando de forma muito lenta por conta de diversos fatores, mas essa é uma outra pauta que nós estaremos numa posição muito firme de cobrar o governo do Estado que tem uma posição firme de fazer essa obra. Na verdade a obra nunca parou, os serviços é que estão sendo executados de forma muito lenta. Eu acredito que a partir do ano que vem, a obra ganhará um ritmo mais acelerado e esse é o nosso papel como deputado cobrar a conclusão da obra que é importante para o crescimento econômico da região”, considerou.

O PT

Outro assunto abordado na entrevista o resultado das eleições deste.

Como não poderia deixar de ser, Zé Inácio faz uma avaliação sobre o desempenho do PT nas eleições 2018, considerando positivo o resultado para o partido mesmo com a derrota na disputa presidencial.

“Primeiramente é importante destacar que nesses últimos dois três anos, o PT sofreu um desgaste muito grande. O partido foi criminalizado. Várias lideranças nossas foram perseguidas sobre o ponto de vista político e ainda assim com esse desgaste, a minha opinião é de que o PT saiu um partido fortalecido nos municípios, com os movimentos sindicais. Nós fizemos a maior bancada na Câmara dos Deputados. Nós elegemos 4 governadores. Somos o segundo partido que mais elegeu deputados estaduais a nível nacional e na eleição presidencial com a retirada da candidatura do Lula, nós tivemos que colocar o Fernando Hadad e mesmo com a derrota nas urnas o partido saiu fortalecido. O partido agora tem que se organizar para disputar a eleição de 2020 e depois pensar em 2022. Com o massacre midiático que o PT sofreu isso fez com que o partido tivesse uma rejeição muito grande, mas nós conseguimos confrontar dois projetos políticos bem distintos e nós temos que respeitar o projeto vencedor que foi o de Jair Bolsonaro que foi eleito para fazer o que ele tem dito. Ele já disse que vai acabar com o Mais Médicos e retirar os médicos cubanos. Esse é um exemplo típico dos debates que nós teremos entre o projeto que foi apresentado pelo PT e o programa da ulta-direita respaldada no neo-liberalismo. O PT agora tem que se comportar como Oposição, mas fazendo uma Oposição responsável para que não possa aprofundar a crise política que tomou conta do país nos últimos anos”, explicou.

(Com informações do blog do Zeca Soares).