ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino e suas dificuldades com os “Roberto” 2

Se depender de alguns “Roberto” o governador Flávio Dino não terá vida fácil rumo ao pretenso segundo mandato ao Palácio dos Leões

O governador Flávio Dino (PCdoB) não ter lá muita sorte com os “Roberto”, seja local ou nacionalmente.

No plano nacional, dois “Roberto” não toleram o comunista maranhense por razões basicamente políticas e ideológicas.

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, tem problemas históricos com o comunismo do PCdoB. Logo nunca foi fácil a sua relação com Flávio Dino, ainda que a deputada federal Eliziane Gama, do mesmo partido do Roberto, faça de tudo para agradar o chefão comunista e tentar arrancar um apoio dele ao seu projeto de candidata ao Senado Federal.

Ao que tudo indica, o PPS de Roberto Freire deverá seguir com o PSDB de Geraldo Alckmin para presidente da República, daí que é muito pouco provável que o partido esteja no palanque da reeleição de Flávio Dino uma vez que os tucanos terão o seu próprio palanque de governador e, por conseguinte, o mesmo de Alckmin.

Outro “Roberto” que não dá refresco para o governador do Maranhão é o presidente nacional do PTB, o polêmico Roberto Jefferson.

Crítico ácido do comunismo e das ideologias de esquerda em geral, Roberto Jefferson teve papel central no imbróglio da indicação/contraindicação do deputado federal Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho.

Jefferson, que parece ter jogado uma casca de banana para parlamentar maranhense que, primeiro demonstrou-se “surpreso” pela tal indicação, para logo em seguida demonstrar “perplexidade” com suposto veto, não dá qualquer sinal de que deseja ver o PTB no arco de aliança com o PCdoB.

Por fim, um outro “Roberto” que pode dar muita dor de cabeça para Flávio Dino é o seu ex-aliado nas eleições de 2014, o atual senador Roberto Rocha (PSDB).

Eleitos juntos numa aliança que propunha um “pacto geracional” para derrotar o grupo Sarney, Roberto e Flávio estão rompidos principalmente em virtude da falta de habilidade política do comunista, que desde a eleição do seu colega para o Senado Federal passou a vê-lo como adversário e logo tratou de criar um ambiente para o distanciamento.

O resultado dessa postura de Flávio Dino foi a perda do PSDB e a consequente candidatura de Roberto Rocha ao governo do Maranhão este ano, uma candidatura que promete debates homéricos e definitivos entre o comunista e o tucano.

Como se pode ver, se depender de alguns “Roberto” Flávio Dino não terá vida fácil rumo ao pretenso segundo mandato ao Palácio dos Leões.

É aguardar e conferir.

ELEIÇÕES 2018: O Solidariedade está no jogo e dá pressão em Flávio Dino 4

O Solidariedade é um dos partidos que Flávio Dino terá muito trabalho para fazer com que se mantenha na sua base, pois assim como o DEM, PPS, PTB e PSB, o partido de Simplício Araújo tem projeto nacional diferente do PCdoB e tende a apoiar candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República

O Solidariedade, partido presidido no Maranhão pelo secretário de Estado Simplício Araújo (Indústria e Comércio), está no jogo da sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) e demostra não aceitar ser tratado como mero coadjuvante no processo.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, Simplício afirmou ser pra valer a reivindicação do seu partido em ocupar uma vaga no chapa majoritária liderada pelo governador comunista.

“O Solidariedade tem crescimento real e quadros para pleitear a vaga. Não abrimos mão de forma alguma de participar da majoritária. Ajudamos a construir este projeto e temos que garantir nomes que possam ajudar verdadeiramente a reeleição do governador Flavio Dino e contribuir com este novo momento político no Brasil”, afirmou.

O Solidariedade é um dos partidos que Flávio Dino terá muito trabalho para fazer com que se mantenha na sua base, pois assim como o DEM, PPS, PTB, PSB, entre outros, o partido de Simplício Araújo tem projeto nacional diferente do PCdoB e tende a apoiar candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República.

Geraldo, como se sabe, é do PSDB, mesmo partido do senador Roberto Rocha, candidato a governador do estado em 2018.

Para bom entendedor, meia palavra basta…

ELEIÇÕES 2018: Postagem de Weverton Rocha sobre suposto apoio de Umbelino Jr. a sua pré-candidatura a senador gera insatisfação no PPS 2

O motivo foi a publicação feita nas redes sociais do líder pedetista dando conta de suposto apoio do prefeito de Turiaçu, Umbelino (PV), e do seu filho, o vereador Umbelino Júnior.

O deputado federal e presidente estadual do PTD, Weverton Rocha, despertou a insatisfação de pelo dirigentes do PPS, entre eles o ex-candidato a vereador por São Luis Eduardo Bruno.

Eduardo Bruno: dirigente não aprovou comportamento de Umbelino Jr.

O motivo foi a publicação feita nas redes sociais do líder pedetista dando conta de suposto apoio do prefeito de Turiaçu, Umbelino (PV), e do seu filho, o vereador Umbelino Júnior, ao projeto Weverton Rocha senador.

Eduardo Bruno, que está no PPS desde 2006, não aprovou a atitude de Umbelino Jr., eleito no último final de semana presidente municipal do PPS, por entender que o partido, além de ter pré-candidata a senadora, no caso a deputada federal Eliziane Gama, ainda não definiu quem será o segundo nome para o Senado Federal e muito menos o candidato ao governo do estado.

“Não aprovamos posturas individualistas como essa do vereador Umbelino Júnior, que mesmo sendo eleito presidente municipal do PPS em São Luis, parece não saber como questões importantes no partido são decididas. O partido tem uma pré-candidata ao Senado Federal que é a deputada Eliziane Gama e ainda não definimos que será o segundo nome, logo não é razoável o vereador posar para fotos de apoio a Weverton Rocha. O PPS tem um projeto para o estado associado a um projeto nacional, que provavelmente não é do PDT. Nem mesmo candidato ao governo o partido já tem definido quem será”, afirmou Eduardo Bruno ao Blog do Robert Lobato.

Um dos principais aliados de Eliziane Gama, Eduardo Bruno é dirigente municipal do PPS e deve integrar também a executiva estadual do partido que será eleita ainda este mês.

Atuante e aguerrido, Eduardo Bruno garante que será “uma voz inquieta na defesa do projeto do PPS no processo de discussão sobre os rumo que o partido vai tomar em 2018”.

É aguardar e conferir,