Mala de dinheiro não é prova contra Temer diz novo chefe da PF

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, criticou a investigação da Procuradoria Geral da República sobre a prática de corrupção por parte de Michel Temer no caso da JBS; “A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”, afirmou; Temer foi denunciado por Rodrigo Janot, então procurador-geral, por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em decorrência da delação de Joesley Batista

247 – O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, criticou a investigação da Procuradoria Geral da República sobre a prática de corrupção por parte de Michel Temer no caso da JBS.

“A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”, afirmou o chefe da PF em entrevista coletiva nesta segunda-feria, 20.

A mala a que Segóvia se refere foi um dos pilares da denúncia oferecida pela PGR contra o presidente por corrupção passiva. A acusação foi barrada pela Câmara em agosto.

“É um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se a investigação tivesse mais tempo”, completou.

Temer foi denunciado por Rodrigo Janot, então procurador-geral, por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em decorrência da delação de Joesley Batista.

Técnico da CGU critica narrativa de politização da Operação Pegadores

O secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) reforçou essa narrativa absurda de que a Pegadores tem conotação política e as digitais de Sarney. Porém, coube ao jornalista Marco D’Eça dar uma bronca daquelas no comunista

O economista Eden Do Carmo Soares Junior criticou a tentativa de setores da imprensa local e nacional em politizar a Operação Pegadores deflagrada ontem, 16, conjuntamente pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU).

Pela rede social do Facebook, Eden Júnior publicou um texto intitulado de “Uma postagem canalha” em alusão à um post do blog do Rovai, no site da Revista Fórum, em que o blogueiro sugere que a Operação Pegadores foi uma armação articulada pelo ex-presidente José Sarney (PMDB) para prejudicar o governador Flávio Dino (PCdoB).

“UMA POSTAGEM CANALHA
A operação de ontem (“Pegadores”) foi conduzida por órgãos e servidores sérios, agentes de Estado, concursados, que não servem a este ou àquele governo. Quem pensa que em menos de 10 dias se organiza uma operação como essa, que envolveu CGU, PF, MPF, RF e JF, além de centenas de servidores, para atacar determinado gestor é um inocente, imbecil ou um patife demagogo. Que assumam seus erros, melhorem suas práticas, deem a devida satisfação para a população, mas não queiram destruir a reputação de pessoas e instituições que estão trabalhando por um país melhor. Temos defeitos, mas do partidarismo não sofremos”, postou o economista.

Nesta sexta-feira, 17,o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) também reforçou essa narrativa absurda de que a Pegadores tem conotação política e as digitais de Sarney.

Coube, porém, ao jornalista Marco D’Eça dar uma bronca daquelas no comunista afirmando serem um “insulto à Polícia Federal” as declarações do supersecretário feitas no Twitter (veja aqui).

Custa reconhecer os erros e tentar dar a volta por cima?

PEGADORES: Enquanto Rosângela Curado está presa, Weverton Rocha faz festa em Timon 2

Pelo jeito, o “Maragato” não está lá muito preocupado com o que pode falar a sua correligionária para as autoridades da Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça Federal

O deputado federal e presidente estadual do PDT, Weverton Rocha, parece não estar nem aí para os infortúnios da sua companheira de partido Rosângela Curado.

Enquanto moça sofre pelo constrangimento de ter sido presa pela Polícia Federal na Operação Pagadores, o “Maragato” convida os seus amigos para um ato político amanhã, sábado, 18, na cidade de Timon em prol da sua já combalida pré-candidatura para o Senado Federal.

“É nesse sábado!
Lideranças políticas de todo o estado voltam a se reunir, em Timon, em apoio à pré-candidatura do deputado Weverton Rocha ao Senado Federal em 2018″, tuitou Weverton.

Vale lembrar, que Werveron Rocha fez algumas visitas ao advogado Willer Tomaz, preso na Operação Patmos da Polícia Federal (PF), conforme revelou a revista Época.

“Amigo é para bons e maus momentos”, disse Weverton na ocasião de uma das visitas que fez ao advogado.

Ué, mas isso vale para o enrolado Willer Tomaz e não vale para a “companheira” Rosângela Curado? Eu, hein!

Willer Tomaz era advogado da JBS, é acusado de repassar informações da Operação Greenfield para o empresário Joesley Batist e ainda encontra-se recolhido na Penitenciária da Papuda.

Pelo jeito, o “Maragato” não está lá muito preocupado com o que pode falar a sua correligionária para as autoridades da Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça Federal…

PEGADORES: Petista cobra posição do PT sobre corrupção no governo Flávio Dino

Evandro Sousa afirmou que mesmo sendo aliado do governo Flávio Dino, o PT deve se posicionar sobre os esquemas de corrupção revelados pela Operação Pegadores.

Dirigente petista Evandro Sousa e a presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann

O ex-coordenador da campanhas de Lula e Dilma no Maranhão e dirigente estadual do PT, Evandro Sousa, defendeu que o PT se posicione sobre o mais novo caso de corrupção no governo Flávio Dino (PCdoB) a partir do que foi revelado pela Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de ontem, quinta-feira, 17.

Segundo o petista, “é preciso o PT dar uma nota sobre a Operação do Polícia Federal [Operação Pegadores] no governo Flávio Dino. Somos aliados, mas temos cobrar investigação e apuração das responsabilidades”.

Além de petista, Evandro Sousa é sindicalista ligado ao setor elétrico, funcionário da Eletronorte e um dos coordenadores da campanha nacional contra a privatização do sistema Eletrobras.

OPERAÇÃO PEGADORES: SES emite nota com “7” pontos para tentar explicar como recursos da pasta foram transformados em sorvete 4

Além do número “7”, outra coisa emblemática nesse caso é nome escolhido pela Polícia Federal ser “Pegadores”. Parece até uma homenagem a alguns membros do governo e da própria SES que são “pegadozinhos” que são danados

Numa nota com “7” pontos, muito emblemático esse número, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) declara que o governo Flávio Dino nada tem a ver com as maracutaias que desviram milhões de reais da pasta por meio de notas frias, segundo ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil, denominada de “Operação Pegadores”, deflagrada na manhã de hoje, 16.

As investigações descobriram que uma sorveteria, isso mesmo!, passou por uma metamorfose ambulante e se tornou, da noite para o dia, em uma empresa técnica especializada na gestão de serviços médicos. Essa empresa foi usada para a emissão de notas fiscais frias, que teriam permitido o desvio de exatos R$ 1.254.409,37.

Dezenas de mandatos de prisão estão sendo cumpridos em São Luís, Imperatriz, Amarante e no município de Teresina (PI).

Entre os presos estaria a ex-secretaria de Saúde do governo Flávio, a odontóloga Rosângela Curado, que em 2016 disputou a prefeitura de Imperatriz com o apoio do governador comunista mas acabou em terceiro lugar naquela eleição.

Além do número “7”, outra coisa emblemática nesse caso é nome da operação escolhido pela Polícia Federal: “Pegadores”. Parece até uma homenagem a alguns membros do governo e da própria SES que são “pegadozinhos” que são danados…

Fiquem, a seguir, com a nota “7” da SES. O Blog do Robert Lobato, claro, voltará ao assunto sobre a Operação Pegadores. Que coisa!

NOTA – Operação Pegadores

Sobre a nova fase de investigação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (16), no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo do Maranhão declara que:

1. Os fatos têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde, todo baseado na contratação de entidades privadas, com natureza jurídica de Organizações Sociais, vigente desde governos passados.

2. Desde o início da atual gestão, tem sido adotadas medidas corretivas em relação a esse modelo. Citamos:

a) instalação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), ente público que atualmente gerencia o maior número de unidades de saúde, reduzindo a participação de Organizações Sociais.
b) determinação e realização de processos seletivos públicos para contratação de empregados por parte das Organizações Sociais.
c) aprovação de lei com quadro efetivo da EMSERH, visando à realização de concurso público.
d) organização de quadro de auditores em Saúde, com processo seletivo público em andamento, visando aprimorar controles preventivos.

3. Desconhecemos a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e somos totalmente contrários a essa prática, caso realmente existente.

4. Todos os demais fatos, supostamente ocorridos no âmbito das entidades privadas classificadas como Organizações Sociais, e que agora chegam ao nosso conhecimento, serão apurados administrativamente com medidas judiciais e extra judiciais cabíveis aos que deram prejuízo ao erário.

5. A SES não contratou empresa médica que teria sido sorveteria. Tal contratação, se existente, ocorreu no âmbito de entidade privada.

6. Apenas um servidor, citado no processo, está atualmente no quadro da Secretaria e será exonerado imediatamente. Todos os demais já haviam sido exonerados.

7. A atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde está totalmente à disposição para ajudar no total esclarecimento dos fatos.

Hildo Rocha faz grave denúncia contra colegas de bancada. Recuará como fez no caso dos juízes do TRE-MA? 2

A troca desqualificada de farpas e acusações entre os nobres deputados, pode, inclusive, atiçar a curiosidade de órgãos como o Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre o tenebroso episódio, além de dar uma boa pauta para a imprensa nacional.

A coisa não é só grave, mas causa espanto na forma e no conteúdo.

Durante conversa num grupo de WhatsApp da bancada maranhense, o deputado federal Hildo Rocha (PMDB) denunciou os seus colegas André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB) de “só pensarem em dinheiro, e quererem se dar bem”. O caso foi dado em primeira pelo blog O Informante.

Não se sabe ao certo o que levou Hildo, que é um político preparado e qualificado, a fazer denúncia de tamanha gravidade, mas o fato é que o ocorrido expôs as vísceras da bancada maranhense que, como se sabe, nunca teve uma relação boa ao longo desta atual legislatura.

A troca desqualificada de farpas e acusações entre os nobres deputados, pode, inclusive, atiçar a curiosidade de órgãos como o Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre o tenebroso episódio, além de dar uma boa pauta para a imprensa nacional. Aliás, o próprio deputado Hildo Rocha afirmou que já havia levado as tais maracutaias dos colegas de bancada à Polícia Federal

Agora é aguardar para ver onde tudo isso vai acabar e saber se o deputado Hildo Rocha não vai recuar, como fez no episódio em que acusou magistrados do Tribunal Regional do Maranhão (TRE-MA) de negociarem decisões para livrar ou ferrar políticos, conforme o caso.