ELEIÇÕES 2018: Raimundo Monteiro é nome do PT para o governo 20

O partido deve caminhar para ser ator do seu próprio destino, dono dos seus próprios passos e sair das amarras de estar preso a este ou aquele grupo político

Como o Blog do Robert Lobato vem informando já há algum tempo, o PT pode desembarcar oficialmente do governo Flávio Dino (PCdoB) e partir para um voo solo em 2018.

O partido havia decido pelo apoio à reeleição do comunista durante o seu último congresso, mas atualmente a insatisfação é muito grande entre os petistas, inclusive a fração que sempre esteve ao lado do projeto Flávio Dino governador-65.

A exoneração do dirigente Márcio Jardim da Secretaria de Esporte e Lazer (Sedel), a postura submissa do atual presidente Augusto Lobato ao Palácio dos Leões – ele é assessor especial de Flávio Dino -, e a incapacidade do governador comunista de ver o PT como um todo e não apenas como “uma parte” são alguns dos motivos que podem precipitar a candidatura própria petista ao governo e ao Senado, e, por conseguinte, deixar o PCdoB em maus lençóis no ano que vem.

O fator Lula

Pesquisas de diferentes institutos mostram que Lula tem muita força no estado sendo ou não candidato a presidente da República. Se o ex-presidente vier ser candidato, melhor ainda para quem contar com o seu apoio, principalmente se for um candidato do PT.

E é exatamente neste ponto que o PT maranhense aposta num projeto político e eleitoral próprio, e o nome mais cotado para defender a bandeira e legado dos governos Lula e Dilma na campanha de 2018 é o de Raimundo Monteiro, ex-superientende do Incra e ex-presidente estadual do PT.

Além de ser da mesma corrente do Lula, Monteiro conta com ótimo transito entre as correntes internas do partido e é um lulista convicto desde sempre. Aliás, ele já foi candidato a governador em 2002 quando obteve 6,02% dos votos válidos ficando em terceiro lugar naquele pleito.

O fato é que o PT caminha para ser ator do seu próprio destino, dono dos seus próprios passos e sair das amarras de estar preso a este ou aquele grupo político.

Bons quadros o partido possui, inclusive se fizer um grande pacto interno para formar uma chapa forte de governador/vice e senadores/suplentes, além, claro, da chapa proporcional focando na reeleição de Zé Carlos, deputado federal; e na de Zé Inácio, deputado estadual; podendo, inclusive, ampliar bancada tanto na Câmara de Deputados quanto na Assembleia Legislativa. Resta saber se terá coragem.

Os movimentos até aqui caminham nesse sentido.

É aguardar e conferir.

ELEIÇÕES 2018: Dirigente do PT propõe “reavaliação” da aliança com o PCdoB 2

Membro da executiva estadual do PT, Raimundo Teixeira, deixa subentendido que o caminho pode ser candidatura própria do PT em 2018, tese cada vez mais crescente no PT

O dirigente estadual do PT, Raimundo Teixeira, compartilhou em vários grupos da rede social do WhatsApp um texto em que recomenda uma reavaliação da posição do partido quanto o apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), caso os petistas não tenham uma vaga chapa majoritária liderada pelo comunista em 2018.

Mundico Teixeira, como também é chamado, considera que o governador começa dar sinais de que não está mais nos seus planos ter o PT dividindo espaço na chapa majoritária na medida que já escolheu os seus senadores e que trabalha para fazer com que Carlos Brandão continue seu vice, mas por outro partido, já que foi defenestrado do PSDB depois que o senador Roberto Rocha assumiu o comando do partido no estado.

“O governador Flávio Dino, aos poucos monta a sua tática que melhor possibilite a sua reeleição, pelo visto já definida sua Chapa majoritária, com o mesmo atual vice Brandão PSDB, Senadores Zé Reinaldo DEM, e Weverton Rocha PDT (…) É a maneira de minimizar o estrago que seus antigos aliados Roberto Rocha e Sebastião Madeira tentam impor ao governador, lhe retirando a legenda [PSDB]. Já com o PP,  Flávio Dino foi ainda mais rápido e ousado, quando percebeu que o partido mudará de comando, não titubeou, sacrificou um amigo seu (Márcio Jardim) exonerando-o da SEDEL e entregando a mesma ao deputado Fufuquinha, assegurando o novo comando do partido” (sic).

Por fim, o membro da executiva estadual do PT sugere que o partido reavaliei a sua decisão tirada no último congresso de apoiar reeleição de Flávio Dino e deixa subentendido que o caminho pode ser candidatura própria do PT em 2018, tese cada vez mais crescente no PT.

“Nós petista na atual conjuntura não escondemos de ninguém que, o centro de nossa tática é elegermos Lula presidente do Brasil novamente (…) Aqui no Maranhão temos decisão de nosso congresso que, além de Lula, propõe a reeleição do governador Flávio Dino, desde de que o PT faça parte da Chapa majoritária, as últimas decisão de Flávio Dino e do PC do B que no plano nacional lança Manuela D,ávila para presidente, nos dá sinais mais do que claros que sua tática mudou, e é mais que justo nós que temos no PC do B um parceiro estratégico, reavaliemos nossa tese do congresso“, escreveu Mundico.

O nome mais é lembrado para governador pelo PT nas eleições de 2018 é o do ex-superintendente do Incra no Maranhão e ex-presidente estadual do partido, Raimundo Monteiro.

Mas isso é assunto para outra postagem.

ELEIÇÕES 2018: Maura Jorge firme na candidatura ao governo 8

Quem conhece minimamente a personalidade da Maura Jorge sabe que a mulher não é de brincadeira não. E por isso mesmo, dificilmente abrirá mão do projeto Maura Jorge governadora-19

Os adversários da ex-prefeita e ex-deputada Maura Jorge (Podemos), principalmente os ligados ao Palácio dos Leões, andam plantando factoides o tempo todo de que a bela e brava loira irá desistir da sua candidatura ao governo do Maranhão para disputar uma vaga de deputada estadual.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, no entanto, Maura não só reafirmou que está focada na eleição majoritária de governadora, como assegurou que não tem qualquer interesse em concorrer a outro cargo e que os tais factoides, ao invés de desanimá-la, tem efeito contrário uma vez que a anima ainda mais no seu projeto de concorrer à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

“Não estou correndo atrás de mandato ou de poder, simplesmente. Se fosse só mandato eu teria sim, sem nenhuma arrogância ou pretensão, um mandato de deputada estadual ou de federal por tudo aquilo já planteio ao longo da minha trajetória política em termos de trabalho, de companheirismo e compromisso com o povo. Então essa história de desistir da disputa do governo não procede. Continuo na luta, sei que é uma luta difícil, não prego ilusão para ninguém. Aliás, esse factoides só me estimulam ainda mais nessa caminhada rumo ao governo do Maranhão. Minha ousadia e coragem é que incomodam esse governo que esta aí”, afirmou Maura.

De fato, quem conhece minimamente a personalidade da Maura Jorge sabe que a mulher não é de brincadeira não.

E por isso mesmo, dificilmente abrirá mão do projeto Maura Jorge governadora-19.

A conferir!

ELEIÇÕES 2018: O pragmatismo de Flávio Dino 2

Em nome do seu projeto de poder para “50 anos”, é claro que Flávio Dino aceitaria desdizer o que disse sobre o Doria para tê-lo no seu palanque. Assim como aceitaria o Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Magno Malta, Alexandre Fronta etc. 

O governador Flávio Dino é pragmático até a medula. Aliás, ser do PCdoB já é uma demonstração de pragmatismo, basta ver a trajetória do partido no Maranhão, em outros os estados e mesmo nos movimentos sociais.

Na década de 90, por exemplo, o PCdoB não só pediu voto para a Roseana Sarney como participou dos seus dois governos. E olha que naquela época a “Branca” era do PFL, atualmente DEM, além de xodó do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em 2014, os comunistas também mandaram às favas o pudor político-ideológico ao se unirem e misturarem com o “neoliberal” PSDB, partido do prefeito de São Paulo, João Doria, a quem Flávio Dino já chamou de “Berlusconi do Brasil” e mais recentemente afirmou que o tucano é um “Collor piorado, autoritário, sem experiência administrativa”.

Comunista se aliou a Aécio Neves em 2014. Logo., não é de se estranhar que aceite a companhia de Bolsonaro. (Blog do Linhares)

Mas, nem por isso, o governador maranhense dispensaria a presença do prefeito paulistano no seu palanque se fosse possível. Em nome do seu projeto de poder para “50 anos”, é claro que Flávio Dino aceitaria desdizer o que disse sobre o Doria.

Assim como aceitaria o Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Magno Malta, Alexandre Fronta etc. Mais fácil essa turma não querer conversar com o comunista do que o contrário.

Contudo, ainda que seja favorito nas eleições de 2018 até esta data, Flávio Dino sabe que as coisas poderão mudar negativamente pra ele até às convenções partidárias.

Partidos hoje dados como “certos” na coligação com os comunistas podem “vazar” do projeto de reeleição e partirem para outros voos, inclusive voos solos.

De qualquer forma, Flávio Dino segue ciscando aqui e acolá para dar demonstração de que terá uma boa quantidade partidos no seu palanque.

Resta saber como ficará o chefão comunista assim que chegar a temporada de “vaca desconhecer bezerro”…

NÃO PÔDE COM O POTE: Weverton Rocha devolverá Sistema Difusora à família Lobão 23

O “Maragato” já vinha dando sinais de que havia perdido fôlego financeiro para comprar o sistema. Ou seja, quem não pode com o pote não segura na rodilha…

Acabou-se o que era doce…

O Blog do Robert Lobato foi informado no início da tarde desta quarta-feira, 22, de que o deputado federal Weverton Rocha (PDT) vai entregar, em janeiro de 2018, o Sistema Difusora de Comunicação aos donos de direito, no caso, a família Lobão.

Arrendadas pelo parlamentar pedetista desde o início de 2016 com promessa de compra para este ano de 2017, a TV Difusora e Rádio Difusora FM se tornou um compromisso pesado para Weverton conseguir honrar, tanto que ele já vinha dando sinais de que havia perdido fôlego financeiro para comprar o sistema. Ou seja, quem não pode com o pote não segura na rodilha…

PF de olho

A coisa começou a apertar mais ainda após da prisão do advogado Willer Tomaz, amigo de Weverton e operador dos famigerados irmãos Jowesley e Wesley Batista, da JBS/J&F. Willer foi preso na Operação Patmos, da Polícia Federal, e ainda encontra-se recolhido no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

A aquisição do sistema Difusora faz, ou fazia, parte de um audacioso, e até certo ponto corajoso, projeto político de Weverton Rocha com os comunistas do PCdoB que consiste em dar total apoio ao “Maragato” para o Senado Federal em troca do apoio do PDT à reeleição de Flávio Dino em 2018, e em 2022 a chapa seria investida com o Weverton governador-12 e Flavio senador-650.

Só que esqueceram de combinar com a Polícia Federal, que está de olho nas movimentações milionárias de muita gente no Maranhão que até ontem não tinha no “fiofó” o que periquito roesse.

ELEIÇÕES 2018: Ainda há desconfiança sobre a candidatura de Roseana Sarney 4

A ex-govenador ainda não conseguiu convencer os próprios aliados de que realmente será candidata à sucessão do governador Flávio Dino

Embora tenha dito e alto e bom som que vai ser candidata ao governo em 2018, a ex-governadora Roseana Sarney ainda não conseguiu passar 100% de segurança para o seu grupo político de que sua candidatura é algo definitivo e sem volta.

“Só acredito depois de ver o registro da candidatura no TRE-MA”, disse um secretário da “Branca”. “Sou de dentro casa de Roseana, gozo do carinho e afeto dela, e garanto que ela não será candidata”, disse uma “chegada” de sangue da peemedebista. Ambas as declarações foram dadas ao Blog do Robert Lobato.

Ontem, em conversa com uma grande liderança da Baixada Maranhense, e filiada ao PMDB, o Blog do Robert Lobato ouviu o seguinte: “É muito ruim essa sensação de insegurança em relação se Roseana é ou não candidata. Nós somos cobrados nas bases e não sabemos afirmar com certeza se ela será candidata. Acho que seria o caso dela, ainda neste ano, reunir o grupo e lançar com grande força a seua candidatura “, disse o baixadeiro na presença de vários observadores, inclusive de um prefeito peemedebista.

O fato é que Roseana Sarney ainda não conseguiu realmente convencer os próprios aliados de que será candidata à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

E isso é muito ruim para o grupo…

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino “sacrifica” Jefferson Portela para garantir candidatura de Brandão 4

A saída de Jefferson Portela do pleito de 2018 é uma vitória do seu rival no PCdoB, o todo poderoso Márcio Jerry, que ainda pode ganhar, lá na frente, o apoio e o voto do secretário de Segurança a sua candidatura de deputado federal.

O secretário Jefferson Portela (Segurança) anunciou na manhã desta quarta-feira, 8, que não é “candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018”.

“Comunico a todos que não serei candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018. Continuarei, como estive nos últimos 19 anos, combatendo o crime em todas as suas formas. Deixo aqui meus agradecimentos aos que manifestaram apoio, mas seguirei com o trabalho na SSP/MA. Que Deus ilumine a quarta feira de todos nós”, escreveu Jefferson em sua página pessoal no Facebook.

Jefferson Portela vinha acalentando o projeto de ser candidato a deputado federal pelo PCdoB, mas encontrava resistência do seu colega de governo e de partido, o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política).

Márcio Jerry, além de ser presidente estadual do PCdoB, é também postulante a uma vaga na Câmara Federal em 2018 e tido como o “candidato pessoal” do governador Flávio Dino.

A desistência

Evidente que a desistência de Jefferson Portela está longe de ser um gesto nobre ou de desprendimento do secretário. Há várias explicações para entender o porquê dele ter abandonado o projeto “Jefferson Portela deputado federal-2018”, entre elas duas se destacam.

A primeira é que ele, Jefferson Portela, perdeu o embate interno, no PCdoB e no governo, para Márcio Jerry que nunca engoliu a pré-candidatura do “camarada”. Márcio, claro, nega qualquer participação nesse desfecho sob alegação de que “quem manda no governo é o governador”.

A segunda, que ao menos ao olhos do Blog do Robert Lobato parece ser a mais plausível levando em conta a atual conjuntura política e partidária do estado e as próprias palavras de Márcio Jerry, é que o governador Flávio Dino “sacrificou” a candidatura de Jefferson Portela para tentar garantir que o vice-governador Carlos Brandão seja candidato a deputado federal como “prêmio de consolação” por ter perdido a presidência do PSDB e, consequentemente, a condição de “vice natural” na campanha de reeleição do governador comunista.

Seja como for, a saída de Jefferson Portela do pleito de 2018 é uma vitória do seu rival no PCdoB, o todo poderoso Márcio Jerry, que ainda pode ganhar, lá na frente, o apoio e o voto do secretário de Segurança a sua candidatura de deputado federal.

Se assim Flávio Dino determinar…

PSDB: Destino de Carlos Brandão pode ser selado ainda nesta segunda-feira

O vice-governador terá mesmo que “vazar” do PSDB e se abrigar no arraial comunista do PCdoB e rezar para viabilizar ao menos uma candidatura de deputado estadual no ano que vem

O vice-governador Carlos Brandão pede ter ainda nesta segunda-feira, 6, o seu destino selado enquanto presidente estadual do PSDB.

Segundo informa matéria do site de notícia imirante.com, o senador Roberto Rocha receberá daqui a pouco, em Brasília, uma resolução política da Direção Nacional do PSDB destituindo o atual comando do partido e indicando o próprio Roberto presidente estadual.

“O presidente nacional da sigla, senador Tasso Jereissati, entregará uma resolução da direção instituindo uma direção provisória no estado. A resolução prevê a destituição da atual direção do PSDB no Maranhão comandada pelo vice-governador do Estado, Carlos Brandão.Com Brandão destituído, Roberto Rocha, que terá encontro com Jereissati no início da noite, assume o ninho tucano”, diz o Imirante.

Os tucanos maranhenses travam uma guerra interna pelo comando do ninho local.

Uma parte, comandada por Carlos Brandão, quer ver o PSDB submetido aos caprichos do PCdoB/Flávio Dino/Palácio dos Leões. Já uma outra, liderada por Sebastião Madeira, luta para levar o partido para construção de uma projeto político e partidário visando as eleições de 2018, cujo nome para comendar esse processo é do senador Roberto Rocha.

Pelo que tem notícia até agora, o Carlos Brandão terá mesmo que “vazar” do PSDB e se abrigar no arraial comunista do PCdoB e rezar para conseguir ao menos uma candidatura de deputado estadual no ano que vem.

É aguardar e conferir.

ELEIÇÕES 2018: O silêncio dos comunistas maranhenses sobre a pré-candidatura presidencial da “Manu”

O silêncio dos comunistas é muito suspeito, até porque não é do perfil deles manterem-se “mudos” em momentos como esse, afinal trata-se de um ato deliberativo do comando nacional do PCdoB

Uma busca pelas redes sociais e nenhum comentário de comunistas maranhenses notórios como o governador Flávio Dino e o seu “homem forte”, secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), sobre o badalado lançamento da pré-candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila, a “Manu”, para presidente de República pelo PCdoB, partido de Flávio e Márcio, este último presidente estadual da legenda.

O silêncio dos comunistas é muito suspeito, até porque não é do perfil deles manterem-se “mudos” em momentos como esse, afinal trata-se de um ato deliberativo do comando nacional do PCdoB.

Das duas uma: Ou os comunistas maranhenses sabem que a pré-candidatura da “camarada Manu” é só “miguelagem” visando pressionar a direção nacional do PT e o ex-presidente Lula a apoiar a reeleição do governador Flávio Dino; ou realmente o projeto de candidatura própria comunista para presidente é pra valer e, nesse caso, não conta com apoio da fração do partido no Maranhão.

Nem mesmo na sessão desta tarde, na Assembleia Legislativa do Maranhão, os deputados do PCdoB fizeram um esforço para saudar a pré-candidatura da Manuela D’Ávila.

É estranho, não?

ELEIÇÕES 2018: Petistas e comunistas criticam candidatura da “Manu” 6

No Maranhão, petistas também não receberam de bom grado a decisão do PCdoB de lançar candidatura própria a presidente num momento em que Lula está liderando todas asa pesquisas e Manuela D’Ávila, a “Menu” sequer conseguiria se reeleger deputada estadual no seu estado.

O senador Lindbergh Farias (PT/RJ) criticou a candidatura da deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB), à Presidência da República.

Pela rede social do Facebook, o petista afirmou que tem respeito pela comunista e pelo PCdoB, mas entende que a conjuntura exige unidade em tornou da pré-candidatura do ex-presidente Lula.

Tenho muito respeito pelo PCdoB e por Manuela Dávila. Eles têm todo o direito de lançar candidato à presidência. Agora, eu acho um erro. Não estamos em um momento de normalidade democrática. Houve um golpe. Sou contra qq aliança com o PMDB e outros golpistas. Defendo uma aliança do nosso campo de esquerda. Acho que a posição correta seria o PCdoB estar com Lula desde agora defendendo sua candidatura. Só Lula pode parar essa destruição que está acontecendo no país. É por isso que tentam tirar Lula do jogo. É preciso de UNIDADE dos setores de esquerda para garantir a candidatura e a vitória de Lula. Lançar candidatos no nosso campo, infelizmente, passa Idéia de fragilização da candidatura Lula. O caminho correto é apostar na UNIDADE”, postou Lindbergh que, aliás, já foi do PCdoB.

Quem também criticou o voo solo dos comunistas para presidente da República foi o jornalista Eduardo Guimarães, editor do Blog da Cidadania.

Filiado ao PC do B, Eduardo também considera um erro o seu partido enveredar por um projeto próprio para o Planalto. O blogueiro, assim como o senador Lindbergh, postou no Facebook a sua contrariedade com a decisão da cúpula comunista e disse que independente da candidatura da Manuela D’Ávila votará em Lula ou em quem o líder petista indicar.

Por ser filiado ao PC do B, estou sendo cobrado a me posicionar sobre a candidatura do partido a presidente, na pessoa da eminente Manuela D’Ávila. Vou ser bem direto: acho um erro. O PC do B enveredou por esse caminho por conta da cláusula de barreira, mas tenho minhas dúvidas se uma candidatura a presidente vai ampliar suficientemente a representação comunista no congresso. Além de poder vir a não adiantar nada, a decisão ainda divide o campo progressista. Em tempo: meu candidato a presidente é Luiz Inácio Lula da Silva. Ou quem ele indicar”, garantiu.

No Maranhão, petistas também não receberam de bom grado a decisão do PCdoB de lançar candidatura própria a presidente num momento em que Lula está liderando todas asa pesquisas e Manuela D’Ávila, a “Manu”, sequer conseguiria se reeleger deputada estadual no seu estado.

Ontem, por exemplo, o pré-candidato a senador pelo PT, professor Nonato Chocolate declarou ao Blog do Robert Lobato (vide postagem abaixo) que “o PCdoB se sai de Lula e o PT sairá do PCdoB”, numa alusão à possibilidade dos petistas deixarem a base do governo Flávio Dino e partirem para candidatura própria.