ELEIÇÕES 2018: Entenda o que está por trás do suposto interesse de Edivaldo pela vice de Flávio Dino 8

A manobra teria a ver com o desempenho do deputado federal Weverton Rocha (PDT) nas pesquisas internas para senador.

O Blog do Robert Lobato descobriu o que está por trás do repentino “interesse” de Edivaldo Holanda Junior (PDT) pelo posto de vice-governador de Flávio Dino (PCdoB) em 2018. A informação veio à tona ontem, por meio de um graduado blogueiros de paletó.

Segundo o escriba, que integra a assessoria do prefeito, aliados de Edivaldo Júnior já estariam “empolgados” com a tal possibilidade, que abriria a possibilidade do PCdoB assumir de vez a Prefeitura de São Luís com a ascensão do vice Júlio Pinheiro.

“Mas Bob, o PDT então teria duas vagas na chapa majoritária dinista ou o deputado federal Weverton Rocha estaria fora da disputa de senador?”, pode perguntar aquele leitor esperto.

Pois bem. Esta é a senha para desvendar o que estaria por trás dessa articulação subterrânea, meu atento leitor.

Segundo um audacioso “leão do palácio”, daqueles que não arredam o pé na defesa de Flávio Dino, a manobra teria a ver com o desempenho do deputado federal Weverton Rocha (PDT) nas pesquisas internas para senador.

Quem explica o próprio “leão do palácio” (com edição):

“Bob, sentindo uma dificuldade em eleger-se para o Senado Federal, já que ele teve acesso à pesquisas nada animadoras, Weverton Rocha começou a construir o plano B, de forma a demarcar espaço e afastar possíveis interessados no lugar de Carlos Brandão, já considerado fora da disputa pela vice. Se não viabilizar-se para a disputa por uma das vagas do Senado Federal, o “Maragato” quer ser vice-governador e, para isso, já mandou o prefeito guardar seu lugar, pois vai que o projeto “Weverton – senador 2018″ não dê certo, né?”, disse via WatsApp.

Em tempo: Em entrevista ontem ao famigerado programa sorvete, agora transmitido pela Mais FM, Edivaldo não negou a articulação. Enrolou, enrolou, deu “zignal”, mas manteve suspense sobre sua indicação para vice de Flávio Dino.

Para bom entendedor…

ELEIÇÕES 2018: Nomeações do Lawrence Melo e Terezinha Fernandes são vistas como “golpe” por militantes do PT e do PCdoB

As mexidas do governador Flávio Dino causou insatisfação tanto no PT quanto no seu partido, o PCdoB. No caso do PT, não agregou absolutamente coisa alguma, já Terezinha Fernandes é da corrente “Articulação de Esquerda”, a mesma do secretário Chico Gonçalves (Direitos Humanos). Ou seja, mais do mesmo!

Fechou o tempo no território petista depois das nomeações para o governo de Flávio Dino (PCdoB) do delegado Lawrence Melo (Agência Estadual de Mobilidade Urbana) e Terezinha Fernandes (Secretaria da Mulher).

No caso do doutor delegado a reclamação é de que o homem “nunca havia passado sequer na calçada do PT e agora já chega sentando na janela”, conforme disse um dirigente petista ao Blog do Robert Lobato.

Lawrence Melo desembarca no PT pelas bênçãos e graças do advogado Sálvio Dino Júnior, irmão do governador Flávio Dino, que também se filou no PT quando da passagem de Lula pelo Maranhão.

O doutor delegado não conhece o PT e muito menos os assuntos da pasta que irá comandar. Aliás, dizem as más línguas que a nomeação de Lawrence Melo para o governo comunista também tem a ver com as peripécias do vereador Honorato Fernandes no âmbito da Câmara de Vereadores de São Luis. Ou seja, o vereador estaria querendo uma “blindagem”. A conferir.

Crise grande no setorial de Mulheres e movimento negro

Mas a crise não para por aí.

A nomeação de ex-deputada Terezinha Fernandes, por exemplo, foi recebida como um “golpe” dos comunistas nas pretensões do PT tê-la como candidata à deputada estadual na Região Tocantina e, dessa forma, melar os planos de reeleição do deputado Marco Aurélio.

Na avaliação de um alto dirigente petista, ligado aos movimentos sociais, “a nomeação da companheira Terezinha é uma sacanagem dos comunas, um golpe para tirá-la da disputa de 2018 visando não atrapalhar o deputado Marco Aurélio na reeleição dele, já que é nome do PCdoB para prefeito em 2022”.

Houve reação também entre os militantes do movimento negro que não engoliram a defenestração de Laurinda Pinto da Secretaria da Mulher.

Ontem, lá no Convento das Mercês, por exemplo, houve uma espécie de rebelião do “Unegro”, que é o coletivo de negros do PCdoB. As mulheres quilombolas, ligadas ao referido coletivo pensam em fazer um protesto em frente ao Palácio dos Leões como numa espécie de desagravo pela destituição de Laurinda Pinto. Fala-se até na mulherada ficar nua em frente a sede do governo estadual!

O fato é que as mexidas do governador Flávio Dino causou insatisfação tanto no PT quanto no seu partido, o PCdoB.

No caso do PT, não agregou absolutamente coisa alguma, já que Terezinha Fernandes é da corrente “Articulação de Esquerda”, a mesma do secretário Chico Gonçalves (Direitos Humanos). Ou seja, mais do mesmo!

Já no PCdoB, a nomeação da petista para a Secretaria da Mulher não agradou as camaradas que, como dito acima, pensam até em tirar a roupa em protesto pela exoneração da da Laurinda Pinto.

Enquanto isso, meu amigo Ribamar Praseres, “comunista da gema”, vai tomando a “gelada” dele no Mercado da Praia Grande.

Tá certinho!

Voos partidários 2

Por mais que o governador Flávio Dino (PCdoB) venda a ideia de unidade em sua base de apoio, é quase impossível que, a depender da conjuntura nacional, ele consiga manter partidos como o DEM, o PPS e o PSB em seu palanque nas eleições de 2018.

Historicamente ligado ao PSDB, o DEM atua hoje em duas frentes: pode ser companheiro de chapa de um candidato do PMDB ou do PSD, no caso o ministro da Fazenda, Henrique Meireles. Para o posto, o partido já tem até nome: o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Já o PPS e o PSB estão bem mais próximos de uma coligação com o PSDB, sobretudo se o candidato for o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para se ter ideia da força da articulação que envolve os três partidos, o ex-ministro Aldo Rebello deixou o PCdoB – filiando-se ao PSB – exatamente para ser candidato a vice de Alckmin.

A repercussão dessas movimentações no Maranhão terá peso importante no contexto da campanha de Dino. Sem o PSDB, ele precisaria exatamente do PSB e do DEM para ter o tempo necessário na propaganda partidária, já que o seu PCdoB tem tempo insignificante no horário eleitoral. Sem essas legendas, o comunista ficará refém do PT e do PDT, únicos em seu grupo com tempo satisfatório em uma campanha majoritária.

Além do tempo perdido na propaganda, Dino terá de conviver com uma ironia: ver o PSB, legenda na qual atuou para ver o senador Roberto Rocha fora, coligada exatamente com o mesmo Rocha.

(Da Coluna Estado Maior, do jornal O Estado do Maranhão)

ELEIÇÕES 2018: O que muda no PSDB com a volta de Roberto Rocha ao partido

Um partido do porte do PSDB, independente da simpatia ou não que se tenha pelo sigla, só tem a ganhar saindo da condição de “satélite” do PCdoB que, embora com mais de 90 anos, é “nanico” perto da legenda tucana.

Amanhã, quarta-feira, 4, o senador Roberto Rocha carimba o ‘passaporte’ que oficializa a sua volta aos quadros do PSDB. E volta em grande estilo.

O ato será no seu gabinete, em Brasília, onde são esperadas lideranças de peso do tucanato nacional, incluindo o presidente do partido, senador Tasso Jereissati, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – virtual candidato do PSDB a presidente da República.

Mas, o que se pode esperar do PSDB no estado do Maranhão após o retorno de Roberto Rocha ao ninho tucano?

Bom, em primeiro lugar, não haverá a tal “revoada” de filiados com entrada do senador na legenda como anunciado pelos adversários de Roberto Rocha. Talvez a única saída que possa ser considerada significativa seja a do deputado estadual Neto Evangelista, e assim mesmo por uma razão que é compreensível, qual seja o fato de estar no governo na condição de secretário desde o início do mandato e Flávio Dino. Aliás, Neto vem fazendo um bom trabalho à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Afora o caso de Neto Evangelista, não há notícias reais de que algum político de peso do PSDB deixará o partido em função da filiação de Roberto Rocha. Nem mesmo Luis Fernando, talvez o prefeito mais importante do PSDB pelo o que representou politicamente num passado recente e representa no presente, deu uma única declaração no sentido de que poderá deixar a sigla do 45.

O que há, de fato, é uma campanha financiada pelos cofres “leoninos” para desqualificar ou minimizar a filiação de Roberto Rocha ao PSDB. Tarefa nada fácil já que o ato de amanhã pode ser considerado o maior fato político de 2017, pelo menos até esta data!

Com a entrada do senador no PSDB, que deixa do PSB depois de ter chegado na legenda pelas mãos do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em 2011, o braço tucano no Maranhão vai fortalecer o projeto nacional do partido na medida que Roberto Rocha chega para oferecer um palanque forte para Geraldo Alckimin no estado favorecendo, por conseguinte, a eleição de deputados estaduais, federais e até mesmo de senador.

O fato é que um partido do porte do PSDB, independente da simpatia ou não que se tenha pelo sigla, só tem a ganhar saindo da condição de “satélite” do PCdoB que, embora com mais de 90 anos, não passa de um “nanico” perto da legenda tucana.

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino corre o risco de ficar isolado no palanque da reeleição 4

No seu palanque, talvez fique apenas o PDT e algumas poucas legendazinhas de aluguel.

Lógico que ainda é cedo, mas não se pode descartar a hipótese do governador Flávio Dino (PCdoB) fica completamente isolado nas eleições de 2018 quando concorrerá a um segundo mandato.

Existe a possibilidade de um cenário sombrio para o comunista em relação ao arco de alianças completamente diferente do que ocorreu em 2018. Senão vejamos.

O PSDB já é carta fora do baralho com a volta do senador Roberto Rocha ao ninho tucano, cuja filiação acontecerá em grande estilo na próxima quarta-feira, 4, em Brasília. A saída do PSDB das garras comunistas não é pouca coisa, pelo contrário, foi um duro golpe nos planos de manutenção do projeto de poder de Flávio Dino.

O PSB ainda está em disputa no plano nacional. De um lado o grupo capitaneado pelo atual presidente Carlos Siqueira, do outro a contraofensiva liderada pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França. A confirmar a vitória do paulista no congresso nacional do partido, em março de 2018, já era o PSB no palaque de Flávio Dino!

O PPS é outra legenda que pode dar adeus ao palanque comunista em 2018.

Controlado pelo deputado federal Roberto Freire, que tem ódio histórico do PCdoB e está longe de morrer de amores por Flávio Dino, o PPS é aliado de primeira hora do governador Geraldo Alckmin, que deve ser o candidato do PSDB a presidente da República. Aliás, Freire só está deputado porque contou com a benevolência de Alckmin em ter chamado dos dois titulares do mandato na Câmara para o seu governo. Com Roberto Rocha candidato a governador, só sendo muito ingênuo para achar que o PPS estará com o PCdoB na eleição do ano que vem. Ah, e se pensam que a nossa irmã besta…

O PP é outro partido que passou a ser assediado de forma descarada pelo Palácio dos Leões. A partir de oferendas de toda espécie ao partido no estado, entre cargos e sinecuras, o partido, porém, é presidido pelo senador Ciro Nogueira, do Piauí, amigo de Roberto Rocha e que, inclusive, estará presente no ato de filiação do senador maranhense no PSDB, em Brasília. E se não estiver no palanque de Roberto em 2018, muito provavelmente estará no do PMDB. Podem anotar!

Será possível que alguém com o mínimo de juízo pode acreditar que o DEM, de Agripino Maia e Ronaldo Caiado, pode estar junto e misturado com o PCdoB? Nem no Maranhão ou qualquer outro estado! Se Roseana Sarney sair mesmo candidata é muito provável que o DEM esteja no seu palanque ou até mesmo do Roberto Rocha, mas no arco de aliança de Flávio Dino este blogueiro paga pra ver.

Outra legenda que pode criar uma dor de cabeça desgraçada para o projeto de reeleição de Flávio Dino é o PTB, presidido no Maranhão pelo experiente e talentoso Pedro Fernandes, mas que nacionalmente tem o anti-comunista, anti-petista e antiesquerdista radical Roberto Jefferson, que está afinadíssimo com o projeto “Geraldo Alckmin presidente-45”. Aliás, o polêmico político carioca está prestes a tomar uma decisão que pode colocar de vez o PTB fora do governo Flávio Dino, que hoje conta com a presença do jovem e promissor político, o vereador por São Luis, Pedro Lucas Fernandes.

Outro partido que poder sair da órbita dos comunistas é o PRB, presidido no estado pelo matreiro Cléber Verde. Há quem garanta que o destino do “10” é candidatura do grupo Sarney. A conferir.

E o PT? Bom, o petismo no Maranhão, como se sabe, é uma eterna incógnita.

Nenhuma liderança ou dirigente do PT maranhense consegue dar 100% de garantia sobre em qual palanque o partido do Lula estará nas eleições de 2018. Há uma tendência pró-Flávio Dino, mas tudo vai depender da conjuntura nacional. De forma que não está descartado nada em relação ao posicionamento político-eleitoral do PT nas próximas eleições.

O fato é que o governador Flávio Dino, como a sua extraordinária habilidade política, corre o sério risco de ficar completamente isolado em 2018.

No seu palanque, talvez, fique apenas o PDT e algumas poucas legendazinhas de aluguel.

Isso, no caso do PDT, se Weverton Rocha achar vantajoso, para os seus planos de virar senador da República, ficar grudado num “rei nu”.